História Arrependo-me - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan, Bangtan Boys, Bts, Colegial, Drama, Jihope, Jikook, Jimin!centric, Lemon, Orimari, Regret, Romance, Slice Of Life, Songfic, Vmin, Yaoi, Yoonmin
Visualizações 81
Palavras 2.299
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLAAAAA GENTEEEE ADIVINHA QUEM VOLTOU

Bom, vou deixar isso para as notas finais. Faz tempo Então aproveitem primeiro, bebezões. Me desculpem pela demora.

A música é da banda The Calling, e junto com Head Over Heels de Tears for Fears, Nobody's Home da Avril Lavigne e Blue Christmas do Elvis Presley é uma das que me inspiraram a escrever essa fic.

Capítulo 13 - Wherever you will go


Os dias pareciam demorar uma eternidade para passar, e quando pensei que já deveria ter se passado um ano, foram apenas seis meses. E não mudou muita coisa, na verdade.

Eu estava morando de favor no apartamento de Yoongi — o cara com quem eu havia começado a namorar. Ele havia dito que eu não precisava pagar, mas eu insisti e comecei a ajudar nas tarefas domésticas da forma que eu conseguia. Quebrando alguns pratos, estragando roupas escuras, jogando papéis importantes fora... 

No final, eu fui limitado à apenas cozinhar e lavar louça. Com cuidado. 

Foi só então que eu descobri como eu era inútil sozinho, ou pelo menos havia me tornado. Eu não era tão terrível assim quando estava no colégio, pelo que eu me lembro. Eu provavelmente havia me tornado muito burro durante aqueles três anos. Eu não sabia passar roupa, e minha comida sinceramente não agradava mais o meu paladar, embora Yoongi insistisse em dizer que era deliciosa. Mentira, mentira.

Um dia ele me disse que havia conseguido um psicólogo para mim. Nós brigamos porque eu não aceitei aquilo de primeira, mas fizemos as pazes logo depois no mesmo dia. Ele me amolecia muito fácil, como se me conhecesse há anos e soubesse exatamente o que dizer ou o que fazer para me ter abaixo de si. Ou talvez eu não era o único assim, pois aquilo estava nele. Aquela personalidade carismática.

Porém, apesar disso, eu não fui durante as três primeiras consultas. Eu fiquei com medo, com medo de ver o meu eu sujo e patético nos olhos do psicólogo local. Meu feio e distorcido reflexo.

 

É claro que ele ficava bravo, mas não demonstraria isso na minha frente. Apesar de tudo, ele respeitava meu tempo e minha vontade. Se eu não quisesse ir, ele não iria me obrigar.

Mas desse jeito eu não estaria respeitando ele, afinal. Nem o dinheiro que ele gastou com o psicólogo, nem a gentileza que ele me dava quase que incondicionalmente. Às vezes ele ficava bravo com certas coisas cotidianas, e eu o acalmava na minha maneira. Mas quando ficava bravo de verdade, ele nunca dizia nada. 

Era uma relação desequilibrada, sem reciprocidade ou cumplicidade. Eu não amava, e desconfiava que ele também não sentisse nada por mim de verdade. Mas eu queria que aquilo durasse, realmente. Eu queria me apaixonar por ele, e queria que ele se apaixonasse por mim também. Eu estava disposto.

Então, no dia seguinte, eu fui. Mesmo que a contragosto.

[...]


Certa noite, nós transamos como sempre. Aquilo já havia se tornado cotidiano para nós, mas naquele noite foi, digamos, especial. E não apenas porque ele parecia mais satisfeito, mas sim por outra coisa. Algo que eu não sabia dizer exatamente se era bom ou ruim.

No meio da noite, Yoongi levantou da cama para atender o telefone. Eu acordei com o barulho do toque, mas não disse nada e continuei a tentar voltar a dormir. 

— ... É sério? Parabéns... Você merece — ele riu baixo, balançando levemente a cabeça — Você planeja voltar, algum dia?

Após um minuto de silêncio, Yoongi deu outra risada baixa e olhou para as próprias pernas.

— Está tudo bem, não se desculpe. Você deve fazer o que acha certo — suspirou baixo — Eu estou bem aqui, é sério. Logo... Logo eu vou estar aí também, de qualquer forma.

Eu não sabia exatamente com quem ele estava falando naquela hora, e até hoje não sei. Eu não perguntei para ele com medo de acabar escutando algo que não queria ouvir. Algo como "a pessoa que eu realmente gosto". Aquela pessoa que Hoseok havia mencionado seis meses antes.

Quando desligou o telefone, Yoongi se virou para mim e eu me apressei a fechar os olhos. Senti sua mão grande tocar meu rosto e afastar a franja de meus olhos, e logo descer para os lábios, dedilhando-os suavemente. Depois de seis meses de namoro, eu já tinha me acostumado com aquele tipo de gesto carinhoso da parte dele — com aquele lado doce de Yoongi, a quem conheci de uma forma bem amarga.

Mas, a sombra nas palavras de Hoseok não deixavam minha cabeça de forma alguma. E todo esse carinho que ele me dava parecia ser direcionado à outra pessoa.


[...]


Na manhã daquele dia, como sempre, eu levantei e fui para a cozinha preparar o café da manhã de Yoongi enquanto ele tomava banho. Poucos minutos depois, ele já estava apropriadamente vestido e arrumado, e as torradas e os ovos — douradinhos. Ele me pegou de surpresa naquele dia.

— Você não quer tentar uma faculdade?

Eu levantei minhas sobrancelhas para aquela questão e me sentei à frente dele na mesa, piscando lentamente. 

— Bom... 

— Você quer? — ele me encarou, curioso.

— Eu não sei... Eu não me dou muito bem com adultos.

— Somos adultos.

— Não! Pessoas, sabe... essa gente. Você se lembra, esse pessoal da sua faculdade são todos uns idiotas. Eles me olham de cima como se eu fosse um inseto — bufei, mordendo um pedaço da torrada.

— Eles não vão, se você entrar lá também — ele disse, como se fosse simples.

— Não vou te fazer gastar mais dinheiro com isso. Você já paga psicólogo para mim, e eu..

— Você me ajuda em casa. Você me ajuda muito, Jimin — ele disse, sério — e eu estou decidindo isso por você. Você vai para a faculdade. 

— Eu não quero — cruzei os braços, me recostando na cadeira e olhando para a janela ao meu lado.

— E se eu te pedir?

— ... É muito caro — suspirei.

— Se você se esforçar para conseguir uma bolsa, não será. 


A faculdade onde ele estudava era a melhor em Daegu, e só filhinhos de papai riquinhos que fizeram cursinho todos os anos desde o elementar conseguiam passar para lá. Ele queria tirar leite de uma pedra, e pior de tudo é que ele era teimoso. E colocava mais fé em mim do que eu mesmo podia aguentar.

Mas ele sabia me persuadir melhor do que ninguém. E isso era porque ele estava, na maioria das vezes sempre certo. Se ele dizia, eu tinha que fazer, e ele fazia isso parecer com se fosse para o próprio bem dele. 

Eu odiava isso.

— Tá, tá bom. Eu vou.


[...]


E algumas semanas depois, como estava no começo do ano ainda, eu consegui uma vaga na faculdade dele e comecei a cursar Cinema e Audiovisual. Não existia nenhum motivo especial por trás disso — eu só escolhi porque assistir filmes me divertia, e Jungkook sempre dizia que gostaria de fazer esse curso quando se formasse. Isso acabava me lembrando de quando passávamos a tarde enrolados no sofá vendo filmes aleatórios, e um pequeno sorriso brotava em meu rosto. E Yoongi havia dito que eu deveria escolher acima de tudo, algo com qual eu me encaixasse.

Quem foi buscar meus documentos em casa foi Hoseok. Quando ele foi lá, minha mãe e meu irmão não estavam em casa, e a porta estava aberta. 

— Não tem problema eu invadir sua casa assim e pegar suas coisas...? E se sua mãe perceber que seus documentos desapareceram? — ele arqueou uma sobrancelha, me olhando com dúvida. 

— Lá não é minha casa — bufei, guardando os documentos na pasta — e se alguém notar, só quer dizer que eu estou vivo. Só isso.

As aulas eram difíceis, das nove às quatro da tarde, e eu mal conseguia acompanhar o ritmo. De tarde eu ia direto para a loja no posto de gasolina aonde eu comecei a trabalhar, e ficava lá das seis às onze. Assim que eu chegava em casa, eu caía na cama sem nem olhar para o jantar. E o dinheiro que eu disse que ia usar para ajudar a pagar a faculdade, acabei gastando tudo em livros — dos quais eu só tinha tempo para ler e estudar nos finais de semana. Isso se eu quisesse acompanhar os outros alunos do meu curso.

E pra variar, Hoseok também estava naquela faculdade, e ficava me encarando feio o tempo inteiro — como se tivesse uma mancha de bosta na minha cara. Devo dizer que não era um cotidiano nada agradável, já que eu estava tão estressado que acabava por descontar no próprio Yoongi, gritando sem querer às vezes e esquecendo de preparar a comida dele.


Mas, nos meus momentos de distração, eu ainda pensava neles. Não apenas em Taehyung e Jungkook, mas em Jihyun e em minha mãe. Até na irmã do Tae eu me lembrava. Do jeito que ela estava no funeral, sozinha. Sempre que eu me distraía com o som dos saxofones da faculdade de música, eu me lembrava.

E a culpa não diminuía nem aumentava. Apenas  ficava. O sentimento angustiante de estar vivendo uma vida privilegiada, quando eu tinha praticamente acabado com uma. A vida da pessoa mais preciosa do mundo, a pessoa que mais amou e precisou de mim em toda a minha vida.

— Tae...Hyung...

— Jimin? — Hoseok perguntou, me acordando com um susto e me fazendo praticamente cair da cadeira ao chão frio. Resmunguei de dor, massageando minhas têmporas — Vamos embora. Yoongi está te chamando.


Me levantei à contragosto e guardei minhas coisas na mochila. Enquanto andávamos pelo corredor, ele me olhava de cima a baixo como se estivesse me analisando — isso provavelmente já havia se tornado um hábito para ele. Um hábito bem desagradável, ainda mais para alguém como eu. Esse tipo de pessoa que te secava como se quisesse olhar através da sua alma, era típico de um estudante de psicologia. 

— Quer parar de me encarar? — olhei para ele, irritado. Como alguém conseguia me irritar tanto? — Isso é um saco! Qual é o seu problema?!

— Quem é esse seu Taehyung? Sempre te vejo dormindo e falando esse nome.


"Stalker".


— É uma pessoa. Não te interessa.

— Você que está sendo rude aqui. Só fiz uma pergunta — bufou, desviando o olhar para qualquer outro ponto que não fosse eu mesmo — satisfeito, baixinho?

— Você gosta de incomodar, hein — revirei os olhos — Bem melhor. Só não fica me encarando.

— ...Ele era seu namorado? 


Levantei as sobrancelhas e neguei imediatamente e com força, um pouco surpreso.

— Não! Por que isso, não... Ele era meu amigo.

— Era? — eu suspirei e balancei a cabeça negativamente, olhando para as janelas matizadas nas paredes amplas do prédio — ... Parecia mais do que isso.

— Mas não é. Você vê coisas onde não tem nada, Hoseok — eu disse.

Ele não disse mais nada, mas também não parecia nem um pouco convencido. Essa foi uma das poucas vezes naquela época em que eu cheguei a falar com Hoseok apropriadamente. E depois de eu ter dito que não gostava de ser encarado, ele nunca mais fez isso. Pelo menos não quando eu estava ciente disso.

"Namorado, né..."

Abri a porta do carro de Yoongi e sentei ao lado dele, fechando-a e colocando o cinto de segurança. 

— Como foi hoje? — ele apertou a bituca do cigarro no cinzeiro e deu partida, mas eu ainda conseguia sentir o usual cheiro de nicotina dentro do veículo. Peguei um cigarro do maço e o acendi com o isqueiro que tinha dentro do porta-luvas. 

— Como sempre. Cansativo — levei o cigarro aos meus lábios e traguei um pouco da fumaça, soltando-a janela afora. O conversível de Yoongi corria tão suavemente pela estrada que eu me sentia enjoado.

"Isso é uma piada".

Encostei a cabeça no vidro e suspirei, olhando para baixo. Meu único namorado e amante era Jeon, e isso provavelmente nunca iria mudar. A verdade é que eu estava sugando Yoongi, e ele estava me sugando. Nada mais nada menos do que isso.

Uma relação desequilibrada. Hoseok tinha razão em não querê-lo junto a mim. Mas eu precisava dele — Yoongi era o único capaz de me guiar por entre meus próprios problemas e labirintos. Se ele me estendesse a mão, eu iria para onde quer que ele me levasse.

É nele que eu decidi me agarrar. Porque a culpa era simplesmente demais para aguentar sem um peito para se aconchegar durante a noite.


[...]


— Tem algo que você gostaria de esquecer? — Jin perguntou.

Ponderei um pouco, olhando para o teto do consultório branco.

— ...Eu gostaria de esquecer tudo. É o único momento em que eu realmente me sinto em paz. 

— Essas memórias te atormentam? 

— ... Não. Na maior parte, elas me fazem sorrir. 

— Então por que quer esquecer disso?

— Por isso. Por que elas me fazem sorrir. 

Na maior parte da minha vida, as pessoas sempre fizeram de tudo para me ver sorrir. Mas eu não sou e nunca fui digno do sacrifício dessas pessoas. Eu, uma pessoa que nem deveria ter vindo ao mundo em primeiro lugar. 

— Me fale sobre sua família. O que seus pais fazem?

— Meu pai é professor em uma faculdade pública. Minha mãe trabalha como diarista em alguns lugares. 

— O trabalho do seu pai não é o bastante?

— Ela estava economizando na época. Para pagar o colégio particular do Jihyun, e os custos adicionais.

— Seu irmão é inteligente? 

— Claro. Ele é filho de um professor, é o esperado — ri sem graça. 

— E você não é? 

Balancei a cabeça negativamente e olhei para os nós de meus dedos, dos quais eu constantemente apertava.

— ... Eu descobri. Meu pai... Era professor da minha mãe. Ele tomou responsabilidade por mim, mas eu não sou filho dele. Ele é meu padrasto.

— ... Jimin, quem é o seu pai?

— Provavelmente... Meu avô.


Quando eu voltei para o apartamento de Yoongi, eu estava chorando. Quando ele chegou da faculdade eu ainda estava chorando, e ele perguntou porquê — mas eu não soube responder. Mas era a primeira vez que eu chorava desde o dia em que ele me trouxe para lá. 


If I could, then I would

I'll go wherever you will go

Way up high or down low

I'll go wherever you will go





Notas Finais


Cara, eu não sei o que dizer, sério. Esse tempinho que eu fiquei "fora" foi bem legal pra dar uma "limpa" na cabeça e pa (embora meu notebook ainda esteja quebrado, dessa vez com meu tablet) e eu estou assim, "satisfeita".

Mas eu não sei o que dizer porque PORRA MANO EU TAVA ME COÇANDO PRA ATUALIZAR PARA VOCÊS MEUS AMORES. Eu recebi um carinho muito especial de vocês, e mesmo que eu não tenha respondido os comentários direito (me desculpem por favor, eu sinceramente não sei lidar com elogios), saibam que vocês me dão uma motivação do caralho. Cada um de vocês. Seus porrinhas doces.

Eu tenho mais duas surpresas preparadas, não só pra quem lê Arrependo-me, mas para quem leu outras das minhas fics também. Preparem-se que essa semana vai ser Semana de Overdose da Sabichona.

Até mais, meus docinhos de côco.


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