História Arrepios - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Horror, Pesadelo, Terror, Thacryba
Visualizações 37
Palavras 929
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Sobrenatural, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Thacryba na área!
Acabei de ter esse pesadelo, o que eu faço? Escrevo ele pra ver se passa o medo...

Capítulo 1 - Capítulo Único


Eram cinco da manhã, acordei com o despertador. Tive um sonho tão bom... Não lembro de uma cena sequer, mas foi bom.

Gostaria de ficar mais um pouco, mas não vai ser possível, tenho que ir estudar. Levantei e fui ao banheiro jogar uma água fria no corpo para acordar. Escovei meus dentes no chuveiro mesmo. Me sequei, vesti, coloquei meus colares e sequei meu cabelo com a toalha mesmo.

Fui me olhar no espelho, mas ele estava embaçado... Eu tomei banho frio, não era pra estar assim... Passei a toalha por cima e senti um arrepio estranho. Ignorei o fato e fui até a cozinha engolir qualquer coisa que chamo de café da manhã.

Morar sozinho é uma merda, você sempre tem que se virar, mas morar perto da faculdade é bom. Não ter que pegar trezentos ônibus, aviões, trens, canoas e ainda andar quatrocentos quilômetros para chegar.

São seis da manhã e me debrucei na sacada da janela. Gosto de ver o sol nascer, é tão lindo, inspirador e renovador.

Senti o mesmo arrepio e alguém me agarrou pelo braço por fora da janela! Olhei para baixo, tinha uma pessoa pendurada na minha janela! Estava todo machucado e sangrando.

Senti minha respiração ofegar e meu coração estourar do meu peito. Puxei a pessoa para dentro. Como não vi que tinha um ser humano na minha janela?

Tentei ajudar, mas logo que entrou, a pessoa se encolheu e deitou no chão. Não consegui ver seu rosto. Não conseguia falar nada. Tinha medo daquilo, por qual razão? Não sei, mas tinha medo.

O ser ofegava e gemia, não consigo descrevê-lo, o estou vendo, mas não consigo descrevê-lo. Parou de gemer, parou de se mexer. Me aproximei aos poucos, perguntando se estava bem.

Mexi, mas não obtive resposta, o virei para mim e encontrei algo chocante e inexplicável!

Suas orbes estavam brancas, não tinha dentes nem língua na boca, seu nariz tinha sido cortado. Estava desfigurado, morto e era eu.

Me afastei, mas senti o arrepio novamente. Olhei para trás e não vi nada. Alguém pegou na minha canela e me puxou. Era o eu da janela! Ele me puxava para o lugar de onde surgiu, tentei sair, mas tropecei e caí.

O outro eu se levantou e me levantou pelo tornozelo, tentei me segurar em algo, mas não conseguia. Suas marcas estavam passando para mim. Senti minha pele sendo cortada, minha língua sumindo, assim como meus dentes, fui ficando cego e com frio. Tentei lutar, me agarrar a algo.

Acordei ofegante e com o coração a mil. Demorei para perceber onde estava e, principalmente, que aquilo foi um pesadelo.

Estava na atlética da faculdade, sozinho, estava escuro. Que ótimo! Fiquei trancado aqui novamente... E pós pesadelo! Maravilha...

Respirei fundo e olhei a hora: 3:33 da manhã. Ao menos, dessa vez, vão me achar sóbrio, vestido e na Atlética, não na cadeira da reitora.

Umas três horas para abrirem o campus. Um silêncio cortante invadia meus ouvidos. Pessoas ficam nervosas com silêncio, eu não. Enquanto estiver silêncio, significa que não existe nada.

Não há o que temer, não há nada aqui, só eu e a noite... Por qual motivo fui falar isso? Ouvi passos.

Estão chegando perto. Tem alguém gemendo. Os passos são arrastados e lentos. Está chegando perto.

Olhei em volta, só tenho uma saída que é a mesma da entrada. Peguei um taco de sinuca e fiquei atrás do sofá, esperando.

Esperei. Os passos são lentos, mas estão ficando mais altos. O gemido acompanha os passos. Esperei.

Meus dedos cravavam no taco com toda a força que existia em mim. Esperei.

Passos mais próximos ainda, iria passar pela porta agora. Meus dedos e a madeira eram um só agora. A qualquer momento. Minha respiração já estava audível.

Um ser passou pela porta, não me viu, eu também não o vi, mas não vou pagar para ver.

O vulto ia saindo. Respirei aliviado, mais alto do que queria. O vulto parou. Virei de costas e mantive meus ouvidos atentos. Controlei minha respiração. Uma fungada a mais e eu morro.

Ouvi passos, o vulto estava voltando. Ele abriu a porta. Cada passo arrastado ficando mais alto, mais perto.

Estou tremendo. Não vou conseguir agir. Eu vou travar. Eu vou correr.

Ouvi outro barulho. O vulto também ouviu. Ele se virou, está saindo.

Os passos ficaram cada vez mais distantes, os gemidos já não eram mais ouvidos.

Vou sair daqui. Não posso ficar aqui. Aqui é ruim... Saí da sala e senti um arrepio.

Olhei para todos os lados e estavam vazios. Respirei aliviado e fui andando pelo corredor em direção a saída.

Senti um arrepio, mas vi a porta de saída a minha frente. Comecei a correr. Toquei a porta e abri. Meu corpo congelou.

Na porta, parado, estava a mesma versão sangrenta de orbes brancas de mim.

Tentei correr, tentei me mover, mas não conseguia. Minha respiração acelerada, meu coração batendo forte. Vi a mão dele se aproximando novamente, mas não consegui sair.

Me tocou. Minha pele abriu feridas, minha boca ficou vazia e minha visão escurecendo.

Acordei novamente. Estava em casa novamente. Desta vez é o mundo real! Tenho certeza! Chega de sonhos, chega de arrepios! É o mundo real e estou atrasado!

Levantei, escovei os dentes, engoli o café e fui para a faculdade. Hoje não vou olhar pela janela, não vou passar pela Atlética... Vou para a aula!

Atravessei a rua e senti outro arrepio. Sai de mim!!! Olhei para todos os lados e não vi nada anormal.

Respirei fundo, fechando os olhos por um instante. Abri os olhos e... Escuridão...



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