História Arrested - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Baekhyun, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Criminal
Exibições 1.115
Palavras 7.657
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, olá, olá, como vocês estão?

Como prometido, não passei de duas semanas! Foi complicado arrumar uma inspiração durante esses dias, e tive alguns complexos de inferioridade. Mas passou, e está tudo bem agora. Então, espero que estendam ❤

Não sei quando irei postar o último capítulo já que agora tenho que fazer a oneshot para o ChanBaek Wishes, mas novamente prometo não demorar!

A música do início é Toxic - Britney Spears, e eu fiz o capítulo todo escutando Paradise - Coldplay.

Boa leitura ❤

Capítulo 2 - You're dangerous, I'm loving it


“Amor, você não percebe?

Estou chamando

Um cara como você deveria ter um aviso

É perigoso, estou me apaixonando

Não há escapatória, não posso esperar

Preciso de um pouquinho, amor, dê pra mim

Você é perigoso, adoro isso”

 

— Sua vez. — a voz embargada de Chanyeol soou falha, arrancando um riso esganiçado meu.

— Tá bem. — falei, atrapalhando-me em apenas duas palavras. — Eu já fui ativo mais vezes do que passivo. — fechei os olhos, jogando-me na grama seca depois de tomar mais um gole longo daquela bebida amarga. Entretanto, eu já nem sentia mais o gosto.

— Essa eu não acredito.... — riu, e eu senti o calor do seu corpo próximo ao meu. Em seguida ouvi o baque surdo do seu corpo caindo ao lado. — Você não tem cara de quem sabe dominar. — bocejou longamente, e eu abri meus olhos para fitar seu rosto bem próximo do meu.

— Ah, é? — perguntei, levantando meu tronco e o apoiando em meu braço esquerdo. — Por que você acha que não? — observei com calma seu rosto risonho.

— Sei lá. — deu de ombros, parecendo pensar. — Você parece ser tão.... passivo. — sorriu de lado, e eu não consegui não retribuir.

— Não me diga como se também não parecesse. — passei a língua por entre meus lábios, sentindo o gosto levemente adocicado da bebida.

— Eu, passivo? — soltou um riso incrédulo, como se eu tivesse falado a maior besteira. Mas eu ainda sentia o tom divertido na sua fala. — Eu sou um criminoso. Aonde você viu que um criminoso é passivo? — zombou. — Você deve estar vendo muito filme.

— Quer dizer que você mentiu para mim sobre ser um criminoso durante esse tempo todo? — brinquei, pegando a garrafa novamente e dando um longo gole.

Chanyeol jogou a cabeça para trás, rindo de forma esganiçada. Acabei me afogando com a bebida logo após, e senti meu nariz queimar conforme sentia ela descer pela minha garganta. Tossi algumas vezes, e o Park pareceu se assustar quando veio na minha direção com uma expressão preocupada, dando batidinhas nas minhas costas para que eu me recuperasse.

— Quer me matar, garoto? — ele falou, o tom de voz subindo algumas oitavas.

— Relaxa, eu estou bem. — limpei as lágrimas que se acumularam nos cantinhos das minhas pálpebras, rindo baixinho dos olhos esbugalhados e da mão em cima do peito como se estivesse tentando acalmar o coração.

— Não faça mais isso. — suspirou, apertando minha cintura como se estivesse me repreendendo daquela forma. — A propósito, tem bebida escorrendo pelo seu nariz. — zombou, fazendo uma careta de nojo.

— Você é um idiota. — disse quando tentei limpar, porém não havia nada.

— Eu sei. — deitou na grama novamente depois de beber o resto do conteúdo da garrafa.

— Um idiota que se preocupa comigo. — sussurrei baixinho, mas foi o suficiente para que ele me ouvisse.

Por fim, deitei ao lado dele, sentindo seus olhos me acompanharem conforme eu apoiava minhas mãos atrás da minha cabeça em uma espécie de travesseiro. Ouvi seu riso soprado, e ele demorou um pouquinho para me responder.

— Não sei do que você está falando. — seu tom de voz também era baixinho, apesar de um pouco atrapalhado.

— Em breve você vai saber. — disse, não vendo realmente o lado ruim da frase.

Com o passar daquele mês, eu percebi duas coisas em Chanyeol: a primeira é que ele era um cara muito reservado. Raramente falava algo sobre a sua vida, muito menos gostava de falar sobre o assunto; eu não insistia, e com isso vinha o segundo item: ele também costumava demonstrar o que sentia em pequenas coisas.

Isso era algo que eu realmente admirava nele, a sua simplicidade em não deixar totalmente explícito os sentimentos. Não os guardava totalmente, mas sim, demonstrava-os apenas nos momentos certos. Nos beijos cálidos em meus cabelos antes de dormir, nos carinhos pelo meu rosto para que eu acordasse, ou até mesmo na minha comida preferida que volta e meia se dispunha a fazer apenas para me agradar.

Viver com Chanyeol havia se tornado algo bom desde o momento em que eu escalei a parede do meu quarto apenas para pegar as minhas coisas. Eu poderia muito bem ter me considerado um louco por ter aceitado morar em um lugar desconhecido e com, aparentemente, um criminoso. Mas eu não me arrependia de um segundo sequer, faria tudo de novo.

Meu pai, durante uma longa semana, ligou para o meu celular e mandou alguns seguranças me procurarem pela cidade. Mas bastou que eu respondesse a altura, que ignorasse os seus chamados e ainda frisasse todos os anos em que passei trancafiado dentro do meu quarto para que ele me deixasse em paz. Eu não havia me surpreendido em como tinha sido fácil, afinal, ser do mesmo sangue que ele nunca me fez acreditar que fossemos uma família.

E, pelo visto, nem ele.

O bom de tudo era que não havia mais grandes complicações em permanecer na casa de Chanyeol. Quero dizer, somente o fato de morar com ele era algo duvidoso, e a partir disso eu podia ser considerado um álibi seu, já que de qualquer maneira eu estava morando com alguém que era constantemente procurado.

— Eu ainda não acredito que você queira ser meu parceiro. — atrapalhou-se um pouco nas palavras. — Não acredito que queira estragar a sua vida assim tão de repente.

— Não acho que eu vá estragar ela.... Você quer que eu estrague a minha vida? — indaguei, parecendo calmo demais, e quase instantaneamente recebi seu aceno negativo em resposta. — Então me aceite como seu parceiro. Acredite, você estará salvando ela.

Park Chanyeol era um criminoso, eu repetia essa frase para mim mesmo todos os dias. Mas, por mais incrível que pudesse parecer, era uma das principais coisas pela qual eu me atraía por ele. Foi por esse e outros motivos que decidi me aventurar pelo mesmo mundo que ele andava, pelo mesmo caminho que Chanyeol percorreu até chegar aonde havia chegado. Eu queria ser igual a ele, eu queria demonstrar que também podia ser igual a ele.

— Você não existe, Byun. — sua voz soou rouca, muito próxima a mim.

— Acho que já ouvi isso antes. — brinquei, virando meu rosto para o lado dele, encontrando o dele virado para o meu.

O cabelo preto estava caindo sobre a testa, os olhos sonolentos e quase se fechando pareciam perdidos no meu rosto, do mesmo modo que os meus estavam no dele. A pele em um tom bronzeado chamava muito a minha atenção, e contrastavam tanto com os lábios cheinhos e entreabertos, umedecidos pela sua mania de passar a língua por entre eles.

Era incrível o modo como tudo em Chanyeol me atraía de uma maneira que nem eu podia controlar. Eu estava me tornando dependente dele aos poucos, tinha total consciência disso, e sentia que tudo aquilo teria retorno não só para mim, mas para nós. Porque, sim, eu pensava em nós e não apenas em mim, ou somente nele.

Como se lesse meus pensamentos, Park sorriu largo, levando uma das mãos até o meu queixo e com o polegar puxou meu lábio inferior preso entre os dentes para baixo. Seus olhos caíram até onde o seu dedo estava acariciando, prendendo-se ali até quando minha língua os umedeceu no momento em que senti minha garganta secar de repente. Tive a leve impressão que ele se aproximou de mim, devagar, admirado, porém decidido.

Fechei meus olhos por instinto, e aproximei meu corpo para cima dele do mesmo modo. Meu coração acelerava conforme o hálito quente e adocicado chocava-se contra o meu rosto, e meu estômago parecia querer expulsar tudo o que eu havia ingerido desde o início daquela noite.

O riso soprado que ele soltou assim que eu senti seu nariz acarinhando o meu me fez rir, mas aos poucos ele foi morrendo quando Chanyeol colocou a boca dele na minha em um selinho tímido. Nossos lábios entreabertos se encaixaram um no outro, e um estalo molhado ecoou fraquinho quando nos separamos.

Permaneci com meus olhos fechados, e novamente senti Chanyeol selar nossos lábios, porém daquela vez com um pouco mais de intensidade. Levei uma das minhas mãos até o seu pescoço, escorregando até a nuca dele e embrenhando seus cabelos por entre meus dedos, do mesmo modo em que ele agarrou minha cintura de modo possessivo.

De repente, tudo em minha volta havia se apagado, e eu sequer me lembrava que estávamos no lado de fora da casa dele, ambos deitados no meio da grama enquanto nos beijávamos. Seria cômico se eu não tivesse esperado tanto por aquilo, se eu não tivesse quase que literalmente contado os dias para que Chanyeol me desse algum sinal verde.

Aquele era o sinal verde. O passe livre para que eu pudesse tomar o próximo passo.

Nossas línguas se tocaram, leves como uma pluma, e se acariciaram tão lentamente que até mesmo o gosto do álcool se tornou doce. Eu já me sentia flutuando com o toque singelo dos dedos alheios na minha cintura coberta, somado com toda aquela sensação de finalmente beijar Chanyeol. Eu só queria permanecer ali com ele, esquecer de todo o mundo, esquecer que no dia de amanhã eu teria compromissos ou que ele teria que agir novamente.

Porque seria assim para sempre, Chanyeol vivia do crime.

E eu não negava: estava me apaixonando por um criminoso.

 

(...)

 

Adrenalina.

Fazia tanto tempo em que eu não sentia aquele sentimento que era tão bem-vindo para mim. Tanto tempo que eu arriscava dizer que já nem sabia mais o significado da palavra.

Eu estava cada vez mais mergulhando em sensações até então desconhecidas, entrando em desejos que eu sequer imaginava que guardava dentro de mim a sete chaves. Ele era o culpado, mas eu me responsabilizava totalmente porque fora a minha iniciativa.

E, enquanto nós dois entrávamos naquela lojinha, mais uma das muitas que começamos a invadir depois de mais um mês juntos, eu novamente sentia aquele frio intenso na barriga. Ela estava vazia, tão calma que parecia muito mais fácil de pôr o plano em prática.

O rapaz que ficava no caixa aparentemente estava sozinho, lendo uma revista sem nem imaginar o que viria a seguir. Provavelmente era mais um desses cegos que não tinha ideia do que acontecia. Devia ser mais um que culpava a si mesmo por não ter dinheiro suficiente para as contas.

Não era sua culpa a educação ruim que teve e o fato de que achava normal ter que trabalhar o dia inteiro para ganhar um dinheiro que mal cobria tudo que precisava. Na verdade, a culpa era do chefe ambicioso demais que preferia gastar com cigarros do que com um salário decente para um funcionário

Por isso, eram esses os nossos alvos: lojinhas de conveniência que eram de posse dos mesmos corruptos que costumavam roubar os poucos centavos do bolso dos mais pobres. Era triste ver o quanto aquele trabalho escravo parecia aumentar pelo país, dia e noite enfurnados dentro de um local porcamente construído, ganhando um dinheiro que ao menos dava para o mês.

Eu já nem sentia o peso na consciência ao roubar tudo o que havia no caixa. Jamais havíamos machucado alguém durante aquele tempo em que assaltávamos os locais fechados, apenas ameaçávamos para que aquilo andasse rápido e sem chance de ocorrer algum erro.

E, enquanto eu sentia o metal gelado na minha cintura, da mesma arma que havia pegado no primeiro dia em que conheci Chanyeol, meu corpo mais uma vez estremecia temeroso. Era sempre um risco muito grande para nós dois, que mesmo sabendo que nossa cara tampada por um pano preto estampava em cada jornal, ainda assim tínhamos a ganância de roubar tudo aquilo que um dia nos pertenceu.

E o dinheiro? Bem, costumávamos doar boa parte dele. De qualquer modo, ele voltava para onde jamais deveria ter saído. Era mais uma das coisas que me influenciava a continuar naquilo, porque apesar de estarmos fazendo algo ilegal, o sentimento de poder ajudar outras pessoas era maior do que qualquer medo que pudesse nos sobrepor.

Ouvi o assovio de Chanyeol ecoar pelo mercado, e eu soube que era a hora de agir naquele instante. Por isso, puxei o lenço que pendia no meu pescoço para que ele tampasse metade do meu rosto, e tratei de logo tirar a arma da minha cintura. Rapidamente me aproximei do balcão e apontei ela para o rapaz que acabou derrubando a revista em quadrinhos que estava lendo.

Eu sabia que meu coração acelerou na medida que o dele também.

— Nós não queremos te machucar, apenas nos dê o que tem no caixa. — sinalizei com a cabeça para o lado direito, e o menino agiu imediatamente.

Os olhos esbugalhados mostrando como estava assustado deixava-me com receio. Mas eu não podia me deixar levar por pena, pois sabia que tudo iria por água abaixo caso deixasse me envolver demais, então apenas tentava ignorar e segurava a arma ainda mais firme com as duas mãos. Chanyeol passou pelo meu lado com um saco de pano preto, o rosto também coberto, e apontou para que o menor colocasse todo o dinheiro ali dentro.

As mãos tremendo dele deixaram com que algumas notas caíssem em cima do balcão, e o modo desengonçado apenas retardava ainda mais nossa fuga. Mas, assim que todo o dinheiro estava dentro do saco, Park deu um nó firme nele e eu, seguindo nosso plano, acenei para que o garoto se deitasse no chão para que pudéssemos sair sem problemas.

A adrenalina correndo solta pela minha corrente sanguínea fez com que tudo passasse ainda mais rápido do que realmente aconteceu, porém eu já havia me acostumado justamente por já ser comum nos assaltos que praticávamos. Não me dei conta do momento exato em que saí correndo pela porta daquela lojinha, e só voltei a ter consciência total do meu corpo novamente quando já montávamos na moto.

O maior soltou um riso nervoso quando acelerou e, novamente, corríamos em plena negritude da noite. O vento batia forte contra nosso rosto enquanto eu segurava firmemente aquele saco cheio de dinheiro entre nossos corpos, e não conseguia de modo algum segurar o sorriso que insistia em nascer nos meus lábios.

Aquilo já havia virado tão comum, que eu já nem sabia como ainda ficava nervoso e excitado com toda aquela aura perigosa em volta. E eu pensava que talvez isso fosse parte do que incitava Chanyeol a continuar.... Sentir que realmente estava vivo.

Quando chegamos em casa, eu ainda estava um pouco aéreo sobre tudo aquilo enquanto descia da moto. Não havia sido a minha primeira vez, mas eu sempre sentia como se fosse, o que era surpreendente para mim. E Chanyeol pareceu perceber o meu rosto estático, inexpressivo ao mesmo tempo em que demonstrava todas as sensações que eu estava sentindo.

Ele se aproximou calmamente de mim logo após termos entrado na sala de estar, e segurou meu rosto com as duas mãos, dando-me um beijo rápido e intenso.

Definitivamente, Park Chanyeol era a minha perdição em todos os sentidos. Tirava-me do eixo tão fácil assim como quando me tirou da rotina cansativa que me engolia aos poucos, mas que, felizmente, já estava longe. Muito longe.

— Uau, isso foi.... Maluco. — falei quase em um sussurro, minha voz se escondendo quando eu, enfim, recuperei-me daquele torpor todo.

— Você sempre diz isso. — riu alto quando eu continuei sorrindo feito um idiota entre seus braços.

— Eu não consigo controlar. — elevei minha voz ao passo que o maior se distanciava para o quarto, levando a sacola com o dinheiro para o cofre atrás da sua cômoda. — Sempre parece ser novo para mim. — joguei-me no sofá, fechando os olhos como se estivesse relaxando.

— Um dia você se acostuma. — voltou rapidamente, guardando as armas no mesmo lugar de sempre, para em seguida se atirar ao meu lado.

Ele me olhava minuciosamente, o sorriso ladino brincando no seu rosto conforme eu corava por estar sendo observado tão descaradamente. Mais uma coisa pela qual eu já devia ter me acostumado depois de quase três meses, mas ainda assim, sentia-me como um garoto de colegial acuado com aquele maldito frio na barriga e coração acelerado.

Evitei olhar em sua direção, sentindo-me mais seguro daquela forma.

— Você quer tomar banho agora? — pronunciou-se depois de alguns minutos, quando pareceu ponderar sobre algo.

— Seria legal. — sorri, e ele se levantou do sofá quase no mesmo momento que eu.

Acabei seguindo seus passos até o corredor da casa, como sempre não me preocupando com os detalhes ao meu redor.Eu admitia para mim mesmo que os únicos detalhes que realmente me importavam eram aqueles que constituíam quem o Park era, e que começaram a me envolver a partir do momento em que pisei em sua casa. Ele ia devagar à minha frente, passo por passo, e eu podia ver seus ombros retesados como se ele estivesse se sentindo desconfortável.

Se eu fosse ele, também me sentiria pressionado. Porque, vejamos, até meses atrás eu era um desconhecido que havia me disponibilizado para ser o seu parceiro de crime e, aparentemente, morava em sua casa. Não esperaria menos que isso. Mas, contrariando todos os meus pensamentos, eu sentia que não era somente isso, tinha algo a mais no jeito em que caminhava, até mesmo em como ele parou no meio do corredor extenso.

Pensei que ele fosse me falar alguma coisa importante quando se virou na minha direção com o rosto sério demais, por um momento, olhando-me de um jeito que fez eu me arrepiar dos pés até a cabeça. Meu coração se acelerou assim que ele deu um passo em minha direção, e meu estômago deu um solavanco com seu próximo passo um pouco maior que o anterior.

Naquele momento estávamos quase colados, e mesmo minha altura não sendo grande coisa eu ainda batia um pouco acima do ombro dele, isso era o suficiente para que pudesse o encarar com a mesma intensidade e com o rosto a centímetros do dele. Sentia a sua respiração batendo contra o meu rosto, e ela estava tão quente que me fez tremer por alguns instantes.

Nossos olhares se cruzaram pela milésima vez naquelas poucas horas em que estávamos juntos depois do assalto, mas que nesse, em exclusivo, eu sentira algo diferente; algo intenso e que eu não negava também estar sentindo desde o momento em que coloquei meus olhos nele.

Desejo.

Eu sentia meus joelhos vacilarem, e quase não aguentarem meu peso.Minhas mãos tremiam por causa da ansiedade e eu só quis que Chanyeol avançasse naquilo e fizesse o que tinha em mente, porque, de algum modo, eu tinha certeza que compartilhávamos dos mesmos desejos.

Em um impulso seu corpo veio para cima do meu, empurrando contra a parede gélida do corredor, dando-me uma última escarada profunda antes de beijar meus lábios que já estavam entreabertos pela respiração acelerada. Sua língua envolveu-se com a minha em uma maestria impressionante, deslizando uma sobre a outra como se já fossem velhas amigas.

As mãos pesadas de Chanyeol foram parar direto na minha cintura, e eu recebi um aperto tão forte que me fez grunhir entre a boca dele quando resolvi levar um de minhas mãos para a sua nuca, judiando dos fios escuros. Era possível sentir a quentura emanando da sua pele, e eu me senti desesperado para colar ainda mais nossos corpos ainda excitados pelo recente crime, por isso o puxei pela nuca, aprofundando ainda mais o beijo que evoluiu do calmo para o intenso em questão de segundos.

Era como se compartilhássemos da mesma essência, e pensar nisso de certo modo me deixava eufórico e ansioso para o próximo passo de Chanyeol. Porque eu sentia que eu me surpreenderia com qualquer ato dele, fosse planejado ou não, e porque eu queria que ele me mostrasse qual seria seu próximo passo.

Eu me sentia sufocado enquanto era subitamente prensado contra o concreto, meus lábios formigavam com o beijo sedento que parecia não ter fim. Ele parecia insano naquele momento que suas mãos apalpavam cada pedaço do meu corpo mesmo por cima dos tecidos incômodos, e sua razão parecia ter ido para os ares quando, de repente, separou-se de mim para enfiar seus dedos por baixo da minha camisa social e puxá-la num rompante.

Senti-me atordoado quando ouvi o som dos botões se arrebentando, e quase nem percebi o momento exato em que o tecido escorregou lentamente pelos meus braços. Meu dorso nu se arrepiou momentaneamente quando se chocou com a parede, para então um outro beijo ainda mais voraz se iniciar.

Seus lábios cheios colavam-se aos meus com maestria, e por um momento cheguei a pensar no número de pessoas que ele já havia beijado daquela maneira, nos inúmeros beijos para que chegasse àquele nível. Por um impulso, mordi seu lábio com o sentimento desgostoso que senti, mas isso somente acendeu ainda mais o desejo dele.

Suas mãos tremiam visivelmente enquanto apertava minha cintura, e escorregava para minha barriga em um caminho que eu sentia queimar. Aquilo parecia marcar minha pele, mas eu sabia que as marcas não eram físicas, e muito menos seriam invisíveis para mim. Sua palma que parecia emanar um calor sobre-humano deslizou pelo meu dorso nu, até que alcançasse os botões da minha calça social.

Achei que fosse, novamente, puxar para o lado como havia feito com a minha camiseta, mas me enganei quando sua gentileza apareceu entre meio os beijos estalados que trocávamos sem pudor algum. A calça jeans desceu pelas minhas coxas fartas, e por um momento seus olhos felinos grudaram-se na minha pele arrepiada como se elas fossem algo precioso. Eu só sentia meu coração se acelerar ainda mais na medida em que Chanyeol se aproximava novamente do meu rosto.

— Você é todo gostosinho... — soprou a frase no meu rosto, e eu tive que piscar algumas vezes para entender. — Abaixa minha calça.

Cada palavra dele fazia meu íntimo se revirar de uma forma estranhamente boa, e cada respiração era como um sopro de desejo que enviava infinitas descargas elétricas por todo o meu corpo encolhido contra a parede. Era estranhamente íntimo demais, e senti-me desorientado ao ouvir seu pedido sem vergonha alguma, por isso não quis perder tempo quando levei minhas mãos trêmulas até o cós da calça que já estava um pouco abaixada, revelando parte da cueca preta.

O moletom caiu nos pés dele, que chutou para o lado e sequer deu-me tempo para raciocinar qualquer ato, voltando com a sua boca vermelha para outro beijo molhado. Ofeguei, sentindo meu sangue correndo forte nos meus ouvidos no momento em que seus lábios desceram para o meu pescoço desprotegido e a ponta do seu nariz escorregou lentamente por toda a extensão em uma carícia provocante.

— Tem um cheiro tão bom.... — o hálito quente arrepiou toda a minha pele. — Se vira para mim, garoto. — colou os lábios no meu ouvido, sussurrando a ordem que eu não fui capaz de contradizer.

Encarei seus olhos mais uma vez antes de virar completamente meu corpo de costas para Chanyeol, a palma da minha mão tocando superficialmente a parede enquanto eu empinava meu quadril o máximo que conseguia. Escutei seu suspiro no momento em que suas mãos agarraram as minhas nádegas com força, mesmo por cima do tecido fino da cueca, e seu dorso já sem camiseta se colou com as minhas costas nuas.

Virei minha cabeça para o lado direito, sentindo sua boca escorregar desde a minha orelha, até o meu pescoço, mordiscando levemente a pele arrepiada. Meus olhos já estavam fechados, e só reparei que rebolava contra a pélvis dele quando senti sua ereção prensada em mim, além do seu riso fraco.

— Eu gosto de como você parece necessitado por mim. — apertou meu quadril, puxando-se contra seu corpo. — Porque é mais uma coisa que temos em comum. — sussurrou como se contasse um segredo, a respiração quente acariciando minha pele. — Talvez a nossa definição de parceiro tenha que sofrer algumas alterações...

Eu sentia tanto com apenas aquelas únicas palavras, que todas as minhas terminações nervosas respondiam um enorme “sim, por favor”. Porque eu tinha certeza que aquela alteração que ele disse era exatamente o que eu estava pensando, e precisando mais do que nunca.

Fui obrigado a descolar minhas mãos da parede, levantando o tronco totalmente para que sentisse ainda mais da sua pele terrivelmente quente. Minha cueca era abaixada aos poucos, mas eu não estava com calma naquela hora; desespero era uma das coisas que eu sentia e não conseguia evitar.

— Chanyeol... — chamei seu nome em um murmúrio necessitado, esfregando minha bochecha contra os lábios que passeavam, às vezes por minhas costas, às vezes pelo meu pescoço e rosto.

— De novo. — pediu. — Diz meu nome de novo. — seu tom de voz era carregado de excitação.

Chanyeol, por favor... — seu nome saiu quase em tom de súplica, e senti o exato momento em que seu membro pulsou contra minhas nádegas.

— Droga, tão manhoso. — falou enquanto abaixava totalmente minha cueca de forma impaciente, para em seguida se afastar do meu corpo.

Quis puxá-lo novamente contra mim apenas para que sentisse seu calor na minha pele, porém fui surpreendido com um tapa extremamente ardido na bunda. Minhas costas arquearam e eu tive que, novamente, apoiar-me na parede gélida quando o choque fora grande demais para que eu pudesse assemelhar qualquer coisa, gemendo baixinho quando ele estalou sua mão outra vez contra a carne provavelmente já vermelha, só que mais fraco daquela vez.

Entretanto, a surpresa pelo seu ato não foi maior que a fisgada que me atingiu em cheio ao sentir a mão pesada contra minha pele.

Soube qual seria seu próximo passo quando escutei o baque surdo dos seus joelhos contra o chão de madeira e, naquele momento, quando olhei para baixo, notei o quão ridiculamente duro e molhado eu estava. As mãos grandes apertaram e separaram as bandas de um jeito nada delicado, e eu senti minha entrada contrair.

— Você deve ser tão apertado. — o tom estava sério, e meu membro pulsou quando a língua atrevida tocou entre minhas nádegas.

Minhas pernas bambearam com o arrepiou intenso que cruzou pelo meu corpo, e o músculo molhado tentando lamber a minha entrada tão intensamente só fazia com que eu quase caísse ali no meio daquele corredor. Era insano, indecente e eu só conseguia querer mais e mais no momento em que sentia sua saliva escorrendo por entre minhas coxas.

As mãos se afastaram novamente, e de um jeito quase desesperado, fui virado e jogado contra a parede. Os olhos de Chanyeol pareciam faiscar de desejo quando seu tronco quis se colar no meu outra vez, a língua vermelhinha passeava pelos lábios de uma forma mais do que sensual. Seus dedos se embrenharam nos meus cabelos da minha nuca, fazendo com que minha cabeça pendesse para trás ao passo em que seu olhar queimava minha pele; a expressão séria.

— Me diz do que você gosta. — seu tom rouco me fez fechar os olhos. — Eu vou fazer por você tudo o que aqueles mauricinhos jamais seriam capazes.

Ouvir ele dizendo aquelas palavras fez com que um gemido manhoso saísse dos meus lábios sem que eu tivesse controle algum. Era tão excitante a forma que ele me agarrava pela cintura e prensava nossos membros entre os abdomens, e a leve ardência que eu sentia em meus fios apenas contribuía para um pulsar necessitado no meu íntimo.

— Eu estou esperando por isso há muito tempo. — sussurrei contra seus lábios, e minhas pálpebras tremularam com seu grunhido baixo.

— Vamos, garoto, quero que me fale tudo o que você sempre quis fazer numa foda. — aquele tom parecendo bravo me tirava dos eixos, ao mesmo tempo em que me deixava com ainda mais tesão.

— Antes eu nunca quis realmente fazer isso, mas agora eu quero chupar você... quero muito. — falei, sentindo o seu membro escorregar com facilidade sobre o meu.

Percebi sua expressão séria dar uma vacilada quando as palavras pareceram surtir efeito, e eu acabei não pensando muito quando o empurrei para o outro lado do corredor com uma força moderada. Quando as costas dele se chocaram contra a porta fechada de madeira, eu me ajoelhei entre suas pernas segurando seu membro com uma mão, e usando meus lábios para envolver a glande molhada.

— Porra, garoto. — vi sua cabeça ser jogada para trás, e suas mãos se enroscaram nos meus fios, fazendo com que seu membro se afundasse lentamente dentro da minha boca.

O gosto do pré-gozo envolveu totalmente meu paladar, deixando-me ainda mais zonzo quando a glande inchada tocou minha garganta superficialmente. Minha língua envolvia toda a extensão pulsante, esfregando na fenda apenas para senti-lo escorrer, e os gemidos saíam contidos pelos lábios de Chanyeol, como se ele não quisesse se render ainda.

Pensar nisso me fez perceber o quão aéreo eu estava até aquele momento, porque eu nunca fui alguém que transa com a primeira pessoa bonita que aparecesse na minha frente, na verdade, as únicas pessoas com quem transei foram meus ex-namorados. E, de repente, apenas por sentir a aura pesada que envolvia aquele cara que estava bem na minha frente, meus olhos nublavam de desejo. Meu corpo todo reagia de acordo com os olhares que ele me lançava, e eu já não me importava se tudo aquilo fazia sentido ou não.

— Eu sou um garoto ainda, não sou, Chanyeol? — envolvi o membro necessitado com os meus dedos, masturbando forte, porém lento. — Então me fale o que eu devo fazer.

Descobri que aquele jogo me excitava. Ouvir Chanyeol me chamar daquele jeito e lembrar que ele era um criminoso mais velho que eu me fazia escorrer como um adolescente com ejaculação precoce.

— Chupa bem devagar, e quero você olhando para mim. — ordenou, encarando meu rosto que provavelmente estava corado.

Eu assenti levemente, direcionando meus olhos um pouco nublados para ele enquanto esfregava a ponta do membro duro nos meus lábios entreabertos. Minha língua acariciou a fenda por alguns segundos, até eu abocanhar a glande e chupar lentamente, sentindo o membro pulsar contra a minha boca. Meu rosto desceu até a metade apenas para subir novamente enquanto eu sugava toda a extensão.

Os gemidos roucos ficavam ainda mais altos conforme eu aumentava a velocidade, e Chanyeol parecia não conseguir se conter enquanto mordia os lábios e franzia o cenho, totalmente hipnotizado. Aquilo me incentivou o bastante para que eu abaixasse minha cabeça até que seu membro todo estivesse dentro da minha boca, sentindo ele pulsar descontroladamente.

De certa forma, ver ele se contorcendo contra a porta fazia meu ego inflar ao pensar que eu conseguia fazer um homem daqueles quase perder o controle apenas com um oral.

— Parece que o garoto gostou de me chupar. — meu cabelo foi puxado com um pouco de brutalidade por ele, e quando seus olhos captaram minha língua passeando pelos meus lábios inchados e molhados, seu cenho franziu novamente. — Mas você vai gostar mais ainda é de ser fodido por mim.

Sua boca se chocou com a minha em um beijo quente, e eu tive que me agarrar em seu pescoço no momento em que seus braços rodearam minha cintura. Seus passos vinham para cima de mim fazendo-me recuar, e eu mal percebi quando fui jogado contra a parede gelada do banheiro. Suas mãos afoitas passeavam pelas minhas curvas de um jeito possessivo, como se quisessem guardar cada detalhe da minha pele arrepiada sob seu toque, e eu aproveitava de todas as sensações que ele me proporcionava estando tão perto de mim.

Eu me sentia submisso toda as vezes em que seu hálito quente chocava-se com a minha tez, e meus olhos fechavam sem querer. Os meus lábios entreabertos formigavam, e eu jogava a minha cabeça para trás sentindo a sua boca se arrastando pela minha em um quase beijo, até ele descer com o rosto para o meu pescoço arrepiado.

Sua língua escorregava com calma pela minha pele que já estava vermelha, e seus dedos rodeavam meu mamilo durinho. Em seguida senti suas mãos me puxando com calma pela cintura para dentro do box de vidro escuro fosco, e os toques cessaram de repente, deixando-me tonto e com uma expressão confusa.

Chanyeol estava de costas para mim, e uma das mãos dele estava em cima do registro do chuveiro quando eu decidi me aproximar e deixar alguns beijos pela sua pele descoberta. Suas tatuagens negras a mostra deixavam a visão ainda mais bela, contrastando com a pele levemente bronzeada.

Eu aproveitei para beijar seu pescoço que parecia extremamente sensível ao toque, descendo com mordidas fracas até o seu ombro.Uma das minhas mãos passeava pelo seu abdômen definido e escorregava sutilmente até o meio das suas pernas, envolvendo seu membro que apontava duro para cima.

Ouvi seu suspiro mal contido, e mesmo sem mover minha mão pela extensão, continuei beijando suas costas. O movimento para que eu ficasse na ponta dos pés e conseguisse alcançar o seu pescoço fez com que a ponta do meu membro esfregasse a sua entrada, e eu quase perdi todo o meu controle ao senti-lo pulsar por vezes seguidas contra a palma da minha mão.

Chanyeol jogou a cabeça para trás quando eu forcei entre as suas nádegas mais algumas vezes, e seus gemidos baixos começaram a sair conforme ele pulsava em meus dedos.

— Pelo visto você também gosta. — sussurrei rente ao seu ouvido, soprando uma risada ao me lembrar do quanto ele dizia se recusar a ser passivo.

— Será que você sabe mesmo como foder alguém, garoto? — sua pergunta arrastada me pegou de surpresa.

— Eu posso mostrar, se você quiser. — senti a água caindo sobre nossos ombros nus quando ele girou o registro. — Mas outro dia, porque hoje eu quero ser fodido por você. — circundei sua glande molhada, ouvindo ele gemer novamente.

Em um impulso, seu corpo se virou e prensou o meu novamente contra a parede, a água morna caía pelo seu torso nu, e consequentemente caía em cima do meu. Eu sentia meu membro sendo apertado pelo seu abdômen, e ele esbarrar com a glande molhada de Chanyeol, ambos escorregando um no outro com facilidade por causa da água.

Eu não conseguia segurar meus gemidos, e sentia meu orgasmo na ponta quando aquele atrito era tão úmido e gostoso. E a voz rouca do maior sendo sussurrada rente ao meu ouvido fazia minha cabeça rodar, deixava-me sem ar com aqueles beijos estalados no meu pescoço junto das mordidas nada delicadas nos meus lábios vermelhos. As mãos quentes ainda passeavam pelo meu corpo, e aquilo era como um gatilho para que eu perdesse de vez a razão.

— Sua pele é tão macia. — afastou o rosto do meu, e as gotas que caíam pelo seu queixo deixavam a visão ainda mais sensual. — Todo branquinho... eu vou adorar deixar a marca dos meus dedos e da minha boca em você.

Ah, e como eu adoraria que ele deixasse as marcas dos dedos dele na minha pele. Eu me sentia totalmente insano, e era surreal a forma como ele mexia com tudo dentro de mim apenas com um olhar excitado, deixando-me praticamente em fagulhas. Era quente demais, e eu estava fervendo por dentro.

— Vira para mim, garoto. — a sua voz soou grossa demais quando repetiu a mesma sentença de momentos antes, e eu senti todo meu corpo se arrepiar.

— É Baekhyun. — falei, tentando parecer firme.

Mas de qualquer maneira, eu adorava quando sua voz grossa soava mandona me chamando daquele jeito. Era excitante, e ele parecia saber disso ao abusar desse fato.

— Seu nome é bonito, eu sei. — sussurrou. — Mas eu ainda quero que vire essa bundinha para mim, uh? — zombou.

Suas palavras sempre surtiam efeito em mim, e sem dizer mais alguma palavra fiquei de costas para o corpo nu e molhado, apoiando minhas mãos na parede gélida. Chanyeol agarrou minha cintura e puxou meu quadril para trás, como se quisesse que eu me empinasse ainda mais para ele, por isso curvei minhas costas o máximo que conseguia, abrindo minhas pernas.

Ouvi seu suspiro perto do meu ouvido quando seu dorso se colou contra as minhas costas, e a glande roçando entre as minhas nádegas fez meu membro pulsar dolorido por alguns instantes.

— Você é tão apertado que eu estou com medo de machucar o meu garoto.... Tá doendo muito? — perguntou com a voz falha, abafada pelo barulho da água caindo.

— Só.... Vai logo. — pedi, gemendo baixinho no momento em que sua glande penetrou devagar.

Eu sentia seu toque queimar na minha pele todas as vezes que sua palma escorregava tão lentamente por toda minha tez nua. Seu queixo se apoiou na curvatura do meu pescoço, e eu virei meu rosto apenas para ter a visão dos seus cabelos encharcados caídos sobre a testa, junto com os olhos fechados como se estivesse mergulhando na sensação que era o seu membro adentrando aos poucos no meu interior.

Logo me senti preenchido, e deitei em seu ombro para tentar relaxar um pouquinho. Por mais que a água ajudasse no ato, deixando-o mais escorregadio, eu nem me lembrava quando havia sido a minha última relação sexual. Ainda ardia, e minha entrada contraía em volta da extensão que pulsava descontrolada dentro de mim.

— Tudo bem? — Chanyeol me indagou, parecendo um pouco preocupado.

— Me toca, Chan. — suspirei quando sua mão envolveu meu membro em uma masturbação ritmada, tentando me distrair de qualquer dor que eu ainda pudesse sentir. — Isso, assim mesmo....

Senti falta do corpo quente colado ao meu quando Chanyeol se afastou, mas a sensação do seu membro indo e vindo tão lentamente dentro de mim, roçando superficialmente minha próstata, deixava-me aéreo e sem realmente reclamar da falta do calor. O maior parecia querer maltratar a si mesmo, suspirando tão pesado que consequentemente me fazia acelerar a respiração também.

Mas eu queria mais. Eu queria mais de Chanyeol, queria tudo o que ele fosse capaz de me dar em cada único e simples ato.

— E então, Byun? É assim que você quer? — sussurrou com a boca colada no meu ouvido, e toda minha pele se arrepiou com seu hálito quente.

— Mais forte, Chanyeol, eu não vou quebrar. — prendi meu lábio inferior entre os dentes quando notei que ele ia aumentando as estocadas aos poucos.

Eu sentia que ele estava querendo me provocar com aquela lentidão, por isso rebolei forte contra ele, emitindo um estalo alto quando as nossas peles se chocaram uma na outra.

— Eu sei que não. Afinal, somos parecidos, não somos? — gemeu baixinho com a voz rouca. — Rebola de novo. — forçou o quadril com força para frente.

E droga, era tão bom quando ele me falava algo com aquele tom bravo, como se fosse uma ordem. E mesmo estando de olhos fechados, eu podia imaginar o vinco que deveria estar formado entre as sobrancelhas grossas, reforçando aquele ar soberano.

— Seja bom para o seu garoto então... — rebolei novamente de encontro a pélvis dele, não conseguindo segurar um grunhido quando sua glande tocou certeira em minha próstata.

Naquele momento minha mente girava, totalmente em branco, e eu só fui perceber que praticamente me jogava contra o membro de Chanyeol, forte e rápido, quando suas mãos quentes seguraram minha cintura.

— Acho que sou bonzinho até demais para você... — sua palma estalou em uma das minhas nádegas, ao mesmo tempo em que seus lábios maltratavam toda a curvatura do meu pescoço.

— Não é esse o ponto. — expliquei, tentando controlar meu corpo que insistia em rebolar na extensão pulsante. — Eu me sinto ainda mais molhado só de pensar que tenho algum controle sobre um cara como você.

— Como eu? — rodeou minha cintura com os braços, e de repente, iniciou um ritmo frenético que me fez abrir a boca em um gemido mudo.

— S-Sim.... Você sabe... — minha voz saiu falha. — Um criminoso, um cara perigoso sendo procurado pela polícia...

Eu tentava raciocinar, mas Chanyeol resolveu aumentar ainda mais os movimentos contra mim, apertando-me tão forte em seus braços que minha respiração se tornava quase escassa.

— Você também é procurado pela polícia agora, garoto. — riu soprado quando deixei um gemido longo e manhoso escapar.

— Mas não sou perigoso como você. — rebati, tentando acalmar meu coração que só faltava sair pela minha boca.Batia tão rápido que deixava meu peito dolorido.

— Ah, eu discordo seriamente disso.... Principalmente quando você se mexe desse jeito contra mim, você gosta do meu pau dentro de você, uh? — sussurrou de uma maneira excitante, ao mesmo tempo em que empurrava meu corpo contra a parede fria do banheiro.

— Gostaria mais se você não me tratasse como se eu fosse feito de porcelana... — reclamei quando Chanyeol mordeu forte meu ombro.

— Você é muito apressado... — apertou meu quadril, arremetendo-se novamente para dentro de mim.

Com um grito particularmente alto fiz questão de avisar que ele havia acertado minha próstata, e em questão de segundos, Park parou de se movimentar dentro de mim. Sequer pensei racionalmente quando levei minhas mãos para trás, embrenhando seus fios molhados com os meus dedos, e comecei a rebolar com força de encontro ao corpo dele.

Minhas costas estavam completamente curvadas, e eu senti que era exatamente aquilo que o maior queria desde o início quando sussurrou fraco para que eu continuasse rebolando daquele jeito. A glande inchada roçava exatamente no ponto que deveria ser encontrado, e a boca sugando toda a minha pele do pescoço fazia minhas pernas bambearem, fracas.

— Tão necessitado.... Dá para ver nitidamente o quanto você precisa disso.... Você quer que eu te toque mais rápido, Baek? Ou eu deveria torturar você mais um pouco? — a voz sensualmente rouca tirava totalmente os resquícios de sanidade que ainda me restava.

— N-Não faça isso, Chanyeol.... Por favor. — pedi, gemendo manhoso.

— Você geme tão gostoso, garoto. — grunhiu, puxando meu cabelo para trás com uma das mãos que resolveu se aventurar entre meus fios.

— Você é o único que consegue fazer eu gemer desse jeito. — confessei, lambendo meus lábios enquanto ainda rebolava, morrendo de tesão para pensar em fazer alguma outra coisa.

— Essa sua estratégia de amaciar meu ego para que eu faça o que você quer é muito boa. — segredou rente ao meu ouvido.

— Então está funcionando?

— Completamente. — afirmou.

— Então.... Droga, Chanyeol, só vai mais rápido.

Ele pareceu perceber meu desespero quando elevei meu tom de voz ao gemer.Deu um tapa consideravelmente forte na minha nádega, para em seguida prensar meu corpo com o seu, voltando com os movimentos em uma intensidade maior do que antes. Chanyeol também gemia, mesmo que contido, vezes mordendo meu ombro para descontar um pouco do que sentia.

Meu membro pendia dolorido entre as minhas pernas, tão duro e molhado que pulsava tentando buscar algum alívio. Mas, novamente, aquele cara parecia estar querendo tirar uma com a minha cara, e parou com os movimentos pela terceira ou quarta vez naquela noite. Já nem me lembrava mais.

— O que você está fazendo? — perguntei confuso, irritado pela excitação iminente que queimava de dentro pra fora.

— Sexo. — Chanyeol respondeu irônico. — Com você.

E foi o estopim quando a mão grande envolveu a minha extensão com vontade, movimentando tão rápido que acabei gozando em questão de segundos.

Um orgasmo tão intenso, que minha visão ficou turva por um momento. Meu corpo todo se arrepiou, e minha entrada contraía ao redor da extensão dura conforme as fisgadas se propagavam pelo meu abdômen.Senti quando Park pulsou parado dentro de mim, e coma pressão em volta do seu membro, acabou gozando em um grunhido que verberou pelo box fosco do banheiro.

Somente voltei a raciocinar direito novamente quando beijinhos um tanto carinhosos foram deixados pelo meu rosto, depois de um tempo. Acabei virando de lado para capturar os lábios vermelhos com os meus, iniciando um beijo lento e suspirado, que emitia estalos molhados pela água ainda cair entre nós dois.

— Eu deveria te odiar por fazer eu me sentir tão bem com tão pouco. — sussurrou tão baixo que eu quase não consegui ouvir.

Ainda sentia os músculos retesados contra as minhas costas, tão perto que o ar parecia querer faltar. Mas, eu não me sentia agoniado, preso, muito pelo contrário, eu me sentia amado.

— E você me odeia? — perguntei curioso, recebendo os carinhos singelos pela lateral do meu corpo molhado.

— Nem um pouco. — confessou entre beijinhos na minha bochecha levemente corada, e selinhos nos meus lábios entreaberto. — Vamos para o quarto? — concordei timidamente, mergulhado naquele momento terno de carinho.

Era estranho tudo aquilo vindo justamente de Park Chanyeol. Mas eu já havia me acostumado com as suas mudanças drásticas de humor, assim como os seus atos e palavras que continham muito mais do que eu pensava. Eles podiam significar tudo, assim como também podiam significar nada. E eu tinha um pressentimento bom sobre aqueles toques.

Em questão de minutos estávamos deitados em sua cama, ambos abraçados um no outro como se tivéssemos medo de que algo fosse acontecer e nos separasse daquele momento tão íntimo, tão raro. A cama parecia extremamente aconchegante, e o lençol fino que nos cobria era macio, assim como a pele de Chanyeol.

A verdade era que eu sabia desde o início que entrar em algo daquele tipo seria extremamente perigoso, e mentiria se dissesse que não pensava em várias situações ruins. Situações que poderiam comprometer nós dois. Mas, eu me sentia imensamente melhor ali com ele, sentindo o seu abraço quentinho, do que antes quando vivia sobre “cuidados” de alguém que sequer se importava comigo.

Por que nunca fui um objeto que podia ser vendido do jeito que meu pai bem entendesse, não nasci para viver preso em uma vida infeliz e fútil apenas para aumentar os zeros na conta bancária da família. Eu gostava do desconhecido, do imprevisível, do sangue bombeando rápido em meus ouvidos por causa da adrenalina.

E foi exatamente isso que Park se dispôs a me dar. O cara de cabelos tão negros quanto as tatuagens que fechavam suas costas; estas, por sua vez, tão negras quanto as noites em que ele rasgava o vento enquanto fugíamos na sua moto após outro crime.

Só que, Chanyeol nunca foi um santo, ele era um pecador.

E eu? Bem.... Eu nunca fui lá um garoto tão bonzinho.

Mas naquela nova vida eu tinha certeza de apenas uma coisa: por Chanyeol, eu estava completamente disposto a ir para o inferno.

 

 

 

 


Notas Finais


Gostaram? Nunca tive experiências com lemon em primeira pessoa, massssss

https://twitter.com/jark_ss

Até mais! Amo vocês ❤


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