História Arrows - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Originais Yaoi Romance
Exibições 45
Palavras 2.902
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Slash, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


oi
feriado? tem ensaio.
antes tarde do que mais tarde.
esse capítulo é meio explicativo,eu gosto dele mas é "parado",aliás a última parte nem existia alguns minutos atrás. Acho que vão gostar,apesar disso.
Boa leitura,e
meet Leona 2.0

Capítulo 17 - Capítulo 17



Terça-feira.
Manhã.
Me levanto da mesa do café e vou para o meu quarto. Preciso fazer uma coisa,e tem que ser na hora certa.
Vou pro corredor e fico de tocaia,enfiado numa parte "funda" da parede,onde posso esconder meu corpo. Fico de olho no quarto de Leona e Alyssa.
Alguns minutos depois,Leona entra,pega algo lá e depois. Lá embaixo,ouvi ela dizer que iria ajudar a minha mãe com um bolo,então ela não vai voltar tão cedo. Saio devagar e com cuidado,desviando da visão de quem está na escada ou na sala.
Na porta do quarto,tento entrar,mas está trancado. Pego a chave reserva que roubei e abro.
Entro e fecho a porta atrás de mim.
Alyssa deixou uma blusa jogada em cima do travesseiro dela,e me sinto tentado a rasgá-la inteira,mas ela iria descobrir que passei aqui. Ela não precisa saber,caso não saiba sobre a Leona.
Vou até a cama e a cômoda da Leona e começo a olhar tudo em volta,procurando uma pista. Abro uma caixa e acho ali dentro pelo menos quinze isqueiros e um maçarico minúsculo de mão.
Procuro embaixo da cama,embaixo do travesseiro e em volta de suas tranqueiras. Não há mais nenhum cigarro.
Sempre achamos que Leona era meio piromaníaca,então há essa explicação para os isqueiros e o maçarico. Eu sempre a vi brincando com fósforos e isqueiros,passando a mão pela chama,provocando minha mãe. Em toda época festiva que pode,enche o saco de todos na casa pra fazermos uma fogueira na rua e comemorar,como os vizinhos. Já provocou alguns incêndios pequenos,um deles no lixo do banheiro do quarto da minha mãe.
Leona era desastrada. Gostava de cozinhar,mas sempre acabava se queimando. Ela tem uma marca na perna esquerda,onde queimou no escapamento da moto de uma amiga.
Leona pode até ser piromaníaca,mas isso é apenas uma parte.
Continuo procurando,vasculhando cada ponto pequeno o suficiente. Não sei porque cismei exatamente com o cigarro,mas quero achá-lo. E sei que está aqui.
E então,no vão entre a cama e a parede,encontro a embalagem branca e azul já quase vazia,escondida do mundo. Mas só o suficiente para que quem passe por aqui não veja e que ela possa pegar com facilidade.
-Te achei-Sussurro,olhando para o maço.
Nessa hora,alguém abre a porta do quarto. Fico paralisado.
-Sun?-Leona pergunta,e ouço o barulho da porta fechando-O que está fazendo aqui?
Me viro para ela com a mesma expressão que estava antes da porta abrir e o maço de cigarros na mão.
Leona olha para ele com indiferença,e depois para mim-Eu tranquei a porta!
-Eu roubei uma chave reserva-Digo,convencido.
-Fuçou minhas coisas?-Ela pergunta,chegando mais perto.
Depois de um longo tempo,olho para ela. Mas realmente olho.
Leona tem o cabelo mais claro que o meu cortado no meio das costas,olhos escuros grandes e curiosos,óculos retangulares que usa às vezes e uma pinta acima do lábio superior. Ela é bonita,de verdade. Mas também é nociva. É difícil de decifrar e de conviver,é uma pessoa difícil de entender. E,quando você a entende,deseja nunca ter o feito.
-Você fuma?-Pergunto,estendendo a mão para impedi-la caso ela tente pegar o maço que eu estou segurando no alto. Meu rosto agora tem uma expressão desafiadora e incrédula. Ela sabe mentir,mas eu sou determinado. Não vou deixar isso passar em branco.
-Não!-Leona diz,já tentando pegar o maço,se inclinando enquanto fica na ponta dos pés.
Eu sou bom em reparar coisas que ninguém jamais repararia se não fosse apontado,e então montar um plano em alguns segundos para sobrepujar essa coisa. Eu a domino,e não ela domina a mim.
Posso prever os movimentos de Leona a partir de agora. Ela vai montar uma mentira em que primeiro ela diz que não fuma,e então admite que sim,antes de dizer alguma coisa sobre nossos pais e ela ser maior de idade. Isso não importa realmente,é só uma forma de sair do assunto. Ela cria um problema aparentemente maior e pior para disfarçar o que eu não posso saber,o que ninguém pode saber.
Pois se é assim que ela joga,é assim que vou jogar.
-E por que tem um maço de cigarros escondido na sua cama?-Pergunto,ainda empurrando ela para longe e levantando o maço para que ela não pegue-Está quase vazio.
-É de uma amiga-Leona cruza os braços.
-Essa desculpa colaria se fosse cocaína ou maconha,mas cigarro?-Estreito os olhos-Eu não sou idiota.
Leona suspira e finge desistir,mas não diz nada.
-Você tem dezenove anos-Continuo insistindo,tentando tirar algo dela-Você vai poder ficar aqui em casa o tempo que quiser,é a filha mais velha. A mamãe ficaria desapontada,mas não iria te mandar embora. Pra que está escondendo?
-Eu não quero que ela fique desapontada comigo-Leona diz,e quase consigo ver seu cérebro produzir as mentiras.
-Ela não vai-Digo com mais firmeza-,porque você não fuma. Está mentindo.
-Não estou-Ela insiste com a voz quase histérica-Já é difícil para mim dizer tudo isso em voz alta para você,não torne tudo pior.
-Está tentando me enrolar-Vou até a caixa cheia de isqueiros e pego um. Me certifico que está funcionando e volto a ficar de frente para Leona,entregando a ela o isqueiro e um cigarro-Se é verdade,fume um agora.
-Isso é ridículo-Leona diz,afastando os itens de si-E eu só fumo quando fico nervosa. Para me acalmar.
-Acabou de dizer que é difícil para você me contar tudo isso-Cruzo os braços-Deve estar um pouco nervosa agora. Ótimo momento pra ficar calminha.
Leona ainda hesita por alguns momentos,olhando em volta,calculando. Assim que ela vê que não tem mais saída,suspira e olha para o isqueiro.
Assisto ela colocar o cigarro na boca lentamente,e suas mãos trêmulas tentam acendê-lo. Ela consegue na terceira tentativa.
Uma pessoa,fumando pouco ou não,iria bem melhor que ela. Ela sabe acender e segurar o cigarro,mas não consegue fumar direito,e depois de algumas tragadas começa a tossir e engasgar.
Tiro o cigarro da mão dela,trago uma vez e sopro a fumaça em seu rosto vermelho pelo acesso de tosse-Viu só. Você não fuma.
Leona olha para os lados novamente,pensando em uma maneira de escapar. Ela é muito inteligente,mais do que eu jamais vou ser,então a interrompo antes que consiga bolar algo.
-Eu estava na cozinha naquele dia-Confesso finalmente-Eu trombei na bancada e derrubei a colher. Eu levei aquela garrafa lá embaixo e a deixei na pia. Eu te vi. Estava com um pano cobrindo sua boca e uma blusa verde de pijama. Não pode mentir para mim.
Leona estreita os olhos,claramente absorvendo tudo,e rapidamente. Espero até ela fazer algo,registrando cada sombra de expressão passando por seu rosto.
No final,ela apenas suspira e dá de ombros-Não tenho nada a dizer.
-Nada a dizer?-Pergunto exasperado-Como você não tem nada a dizer,nenhuma explicação,nenhuma desculpa...
Enquanto falo,Leona assume uma expressão de tédio. Em silêncio,ela toma o cigarro da minha mão e sobe a manga da blusa.
Minha voz vai ficando mais baixa até sumir enquanto eu a observo. Ela não vai se queimar na minha frente,vai?
Quando ela expõe o antebraço,vejo várias marcas vermelhas,roxas,azuis e amareladas,algumas sarando e outras tão recentes que me pergunto quando foi que ela as fez. Noite passada,hoje de manhã?
Ela não vai se queimar na minha frente.
-Você...-Começo a sussurrar,como um sopro,no mesmo instante em que ela pressiona o cigarro na pele.
Me sobressalto,o desespero batendo na hora. Tiro o cigarro de sua mão e jogo no chão pisando nele logo depois,até que se apague.
Leona agora tem uma expressão divertida,quase rindo da minha reação-O que foi, Sun?
-Você...-Não consigo terminar a frase,embasbacado com a forma dela de lidar com a situação. Não entendo mais se ela está com medo de que eu conte para alguém,se divertindo com meu choque,com raiva por eu ter entrado aqui ou se ainda quer insistir em mentir. Não sei como proceder.
-Você sabe o que é isso-Ela diz,levantando meu braço direito. Nele,há marcas brancas de cortes tão antigos que há muito tempo não lembro deles,ou penso nisso. Ela estende o olhar para minhas mãos,onde há marcas também antigas de quando minha mente girava tão rapidamente que eu socava as paredes.
-Você queimou o próprio braço-Digo,tão baixo que tenho certeza que ela não ouviu. Limpo a garganta antes de repetir-Você se queimou. Por quê?
-Praticando para o inferno-Leona diz,agora com os olhos duros e a voz gélida.
Ignoro o comentário,fechando os olhos por alguns segundos para me recuperar do choque.
Quando os abro,ela está olhando para mim-Há quanto tempo você faz isso?
-Quase um ano-Leona acende o isqueiro e passa os dedos devagar pela pequena chama,claramente deixando tempo demais para ser só uma brincadeira.
-Como esconde isso?-Aponto para seu braço todo marcado.
-Eu uso uma coisa nos braços que parede meia-calça-Ela puxa um pano muito fino da cor da sua pele,escondido embaixo da blusa de mangas compridas-Só dá pra reparar quando se está muito perto-Ela o solta no antebraço e ele some. As marcas quase desaparecem-É assim que eu fico no calor. Coloco pulseiras para disfarçar onde ele acaba. Ah,e eu também uso isso-Ela abre uma gaveta da cômoda e tira de lá um pote grande de maquiagem para o corpo todo-É o suficiente para disfarçar. Eu tenho um frio maior naturalmente,e é difícil eu sair sem uma blusa de mangas compridas.
-E o que faz nos dedos?-Pergunto-É a segunda vez que vi você queimar eles,além de todas aquelas outras vezes "sem querer".
-Aí entra a desculpa de que eu adoro cozinhar,mas sou muito desastrada-Ela me mostra as mãos,cheias de marcas como as do antebraço,mas aqui não há nenhuma de cigarro-Não é uma coincidência estranha eu sempre acabar me queimando quando vou cozinhar? Já até me acostumei com esses acidentes.
Leona revira os olhos e começa a andar pelo quarto,guardando a maquiagem e o isqueiro,ajeitando livros e cantarolando para si mesma. Nessa hora,posso ver a parte mais verdadeira dela,uma mistura bizarra de frieza,arrogância,tristeza,beleza peculiar e honestidade. Costumava achar que Leona era um ser vazio,mas a verdade é que ela está bem preenchida por pensamentos,emoções e confusões. Tenho certeza absoluta,como nunca tive antes,que tudo o que ela me contou agora é a mais pura verdade.
-Além de você,só a Key sabe-Minha irmã continua andando pelo quarto,parando na cama da Alyssa e abrindo uma caixa. De lá,ela tira um caderno pequeno,do tamanho da palma de sua mão,e começa a folheá-lo de forma distraída-Ela nunca vai contar pra ninguém porque eu usei chantagem,mas desde o dia em que ela descobriu,há pouco mais de um mês atrás,parece que ela começou a adoecer lentamente. Piorou nas duas últimas semanas.
Me lembro do dia em que fomos pela primeira vez na casa da Selene e Key foi junto,quando ela desceu e eu percebi que ela estava parecendo apagada e fraca. Agora sei que ela estava carregando o fardo de saber sobre a Leona,mas não poder contar e ajudá-la. Como será que ela descobriu?
Viro meu corpo para encarar Leona lentamente,analisando sua postura relaxada e natural-Por que me contou tudo isso? O que te leva a pensar que eu não vou contar para a mamãe e o papai?
Leona para de folhear o caderno e me encara,sua expressão se tornando sombria,cheia de determinação e raiva-Você não vai contar,não mesmo. E com você vou usar a mesma coisa que usei com a Key.
Leona se aproxima,e sinto a ameaça crescer a cada passo lento dela. Ela tira o celular do bolso e depois de alguns toques,o vira para mim.
E vejo uma foto minha beijando Ethan.
É tão recente que me assusta. Isso foi ontem,quando ele veio no meu quarto depois do encontro com a Selene. O ângulo vêm de alguém que tirou a foto pela janela.
A escada. Sabia que tinha algo errado quando vi a escada na janela do quarto.
Em um gesto instintivo,dou um tapa forte no celular para o lado. Ele bate na parede e cai desmontado,mas não quebrado,na cama da Alyssa.
-Melhor engolir esse celular porque se eu o encontrar vou martelar até virar pó-Ameaço,apontando para ela.
-Pode fazer o que quiser se conseguir pegar ele-Leona cruza os braços e não se deixa abalar-Eu tenho pelo menos uma dezena de cópias dessa foto e de mais algumas imprimidas,escondidas não só nesse quarto,mas em todo lugar. Você pode quebrar essa casa inteira e pincelar os destroços,e mesmo assim nunca as encontraria.
Começo a me sentir encurralado,clautrofóbico. Ela tem o que a Alyssa quer,ela pode contar para o meu pai,as paredes defeituosas que eu montei podem despencar com um leve sopro dela.
-Lys não sabe das fotos,é claro-Leona continua,com o mesmo ar de superioridade que eu havia esquecido ser uma parte dela-E eu pretendo usá-las até o fim. Não ousaria contar.
-Quando o papai for embora-Digo,quase ofegante diante do medo de ser dedurado-,eu mesmo vou contar para a mamãe. Vai ser uma questão de tempo.
-Ah não,não vai-Leona novamente não se deixa abalar-Porque mesmo quando o papai for embora,ainda vou poder contar à mamãe que você parou de tomar seus remédios.
Arregalo os olhos. Essa é uma ameaça pior. É pior porque ela não precisa de provas. Se ela disser isso para minha mãe,mesmo que seja apenas a palavra dela,vai levantar suspeitas. Minha mãe não arriscaria: a menor dúvida e ela se certificaria de que eu continuasse com o tratamento. Mesmo depois que eu tiver dezoito,ela vai continuar em cima de mim,porque pode conseguir uma ordem judicial facilmente. Eu preciso tirar o meu da reta sem suspeitas,ou vou ficar preso a consultas psiquiátricas e remédios tarja preta até o dia que ela morrer.
-Leona-Digo,ao mesmo tempo que controlo minha respiração-Pode parar. Eu quero que entenda. Eu não quero contar para a mamãe para te ferrar. Quero contar para te ajudar. Seja lá qual for o motivo para você fazer isso,mostra que você não está bem. Se eu quero dizer algo,é para te fazer ficar bem,e não para te prejudicar.
Quero a proteger de si mesma,penso em dizer. Não quero te ferrar porque você claramente pode fazer isso sozinha.
Mas não posso. Só o que eu já disse soou tão falso,apesar de ser tão verdadeiro. Estou sendo honesto,e realmente gostaria que ela ficasse bem.
Mas quanto eu realmente quero isso? Desde que nasci começamos a brigar. Já cortei o cabelo dela enquanto ela dormia,e ela devolveu tocando fogo em todas as minhas roupas. Nunca nos gostamos,nós nos amamos,mas não gostamos um do outro. Então,o que eu quero com isso,afinal? Que senso de proteção é esse que surgiu quando percebi que ela estava fazendo mal a si mesma? Ela continua sendo a criatura arrogante,egoísta e maldosa de sempre.
Leona reage como previ. Seus olhos se estreitam e ela franze o rosto em uma expressão de descrença pura-Por que eu acreditaria que você quer me ajudar? Você não mudou da noite para o dia,e nem eu. Eu não me importo com o motivo de você querer contar: não vai contar e pronto. Ou vai querer que a mamãe e o papai saibam que andou beijando rapazes e deixando de tomar os remédios? Eles podem pensar que um é por causa do outro,já que são tão idiotas. Você quer que eles saibam?
Hesito por alguns segundos,e então recuo vários passos,balançando a cabeça e reconhecendo que perdi a guerra.
Quando já estou perto o suficiente da porta,paro e a encaro-As suas chantagens são desnecessárias. Eu nunca contaria nada se você me pedisse para não fazê-lo. Assim como não quero te pressionar a contar nada. Estou aqui para ouvir e ajudar,e se não quiser falar nem aceitar a ajuda,só posso respeitar.
Jogo a chave reserva que roubei em cima da cama dela. Já comecei a me sentir arrependido,por ter feito tudo isso. Entrei no quarto dela escondido,forcei-a a dizer a verdade,e praticamente ameacei contar sobre tudo para a mãe e o pai. Eu deveria tê-la respeitado,e respeitado sua privacidade. Ela me conta o que quiser,e se não quiser não precisa.
Depois que saio,antes de fechar a porta,sinto Leona a segurando. Me viro para ela e vejo seu rosto próximo demais do meu,e fico me sentindo como um cervo que chegou todo confiante na floresta,e então descobriu que o leão poderia matá-lo mais facilmente do que o previsto. Me sinto impotente e envergonhado,e me sinto um lixo total quando ela diz apenas uma frase antes de fechar a porta na minha cara:
-Aposto que o papai ficaria bem mais decepcionado em ter um filho homossexual do que uma filha que se auto-mutila. No final,você é a maior vergonha da família.

><

Eles disseram que era mentira. Key,Ethan e Vale disseram que era mentira.
Eu queria acreditar. Queria mesmo. Contei sobre o que Leona disse,deixando de lado o problema dela e o meu. Mantive minha cabeça alta enquanto eles falavam e falavam e falavam. Fingi que acreditava.
Mas eu não acredito. Não acredito que o que Leona disse é só mais uma maldade dela.
Não acredito porque faz sentido. Mesmo que eu quisesse contar sobre a Leona para meu pai pra distraí-lo de mim,não funcionaria.
Ele vai me matar.
Ele vai saber,de algum jeito,por mim ou pelos outros,de alguma forma,ele vai saber. E mesmo que ele esteja em Tóquio quando souber,não importa.
Ele vai me matar.
E eu sei que,quando o ódio dele recair sobre mim,nem mesmo Ethan vai poder me consertar. Eu não costumo me quebrar,mas sei que é o que vai acontecer. Vou me partir em pedaços.
As vozes na minha cabeça confirmam,as mesmas vozes que causaram tanto dano à mim e a quem convive comigo. Essas vozes repetem,cada vez mais alto,cada vez mais reais,entrando na garganta de pessoas que conheço. Elas dizem exatamente a mesma coisa.
Eu sou um fardo.
 


Notas Finais


até domingo,obrigada a quem comenta,e quem só lê obrigada também ❤❤


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