História Artemia: Fear The Walking Dead - Capítulo 30


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Categorias Alycia Debnam-Carey, Fear The Walking Dead, Jeffrey Dean Morgan, The Walking Dead
Personagens Alicia Clark, Christopher Manawa, Daniel Salazar, Madison Clark, Nick Clark, Paul "Jesus" Monroe, Personagens Originais, Travis Manawa, Victor Strand
Tags Alycia Debnam-carey, Bissexualismo, Crossover, Fear, Fear The Walking Dead, Homossexualismo, Horror, Mortos Vivos, Survival, Zumbi
Visualizações 26
Palavras 1.428
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 30 - Convidada para o jantar


Fanfic / Fanfiction Artemia: Fear The Walking Dead - Capítulo 30 - Convidada para o jantar

Dois meses haviam se passado após o encontro de Ártemis com Negan. A guerrilheira podia ter tudo ali, naquele espaço seguro com pessoas treinadas para mantê-lo daquele jeito, porém sua inquietação a levou para fora dos limites daquela velha região norte americana. Um inimigo em comum assombrava suas noites: o passado. Olivia havia deixado o acampamento sob os cuidados de Chopin e Mozart, que insistiram para que ela não deixasse o local, assim como todos os outros ali.

No sul da Califórnia, o acampamento da família Clark seguia firme sob as ordens de Madison e Walker. Talvez por contar com a ajuda dos índios locais, haviam sobrevivo por tanto tempo como um grupo forte e armado. Aquele acampamento poderia ser comparado à Alexandria, um líder forte e inimigos intimidados. Alicia e Nick tinham suas funções, enquanto a garota cuidava da ala médica junto a Strand, o garoto acompanhava sua mãe nas estratégias locais junto ao outro líder Walker. Naquele dia em especial, era véspera de fim de ano, a tribo organizava uma grande confraternização para celebrar mais um ano sobrevivendo a todo aquele caos, apesar dos conflitos internos, aquela data seria de paz. 

Como não tinham bebidas luxuosas, como nos tradicionais fins de anos que Madison provavelmente já havia proporcionado a sua família, eles preparavam garrafas de rum que haviam encontrado em saques próximos dali. Alicia estava leve, parecia viver no antigo mundo onde pessoas não devoravam pessoas, seu então companheiro Jake arrancava sorrisos da jovem Clark, enquanto Nick agasalhava-se nos braços de Luciana. Ofélia e Daniel haviam se reencontrado, há muitos meses antes daquela virada e sempre fizeram questão de homenagear a matriarca Salazar. A filha de Salazar havia encontrado Elyza e em algum momento ambas acabaram desenvolvendo laços, porém a loira por ser de outro acampamento não facilitava para a mexicana, nem sequer na confraternização quis comparecer por ter receio dos nativos traírem seu povo. Madison estava em alerta, pois horas antes havia recebido um rádio de uma das patrulhas de Walker. Eles estavam seguindo uma picape cinza que percorria pela região. À priori Walker cogitou ser algum desavisado sobre a propriedade, eles eram rígidos com forasteiros. Algum tempo antes da meia noite, o veículo de patrulha encostou no portão principal e alguns homens foram escoltá-lo. Homens desceram e foram até o porta-malas, atrás vinha a picape com soldados de Walker dirigindo. 

Enquanto isso, no salão improvisado para a confraternização, Jake ansioso andava de um lado para o outro, Madison observava todos atenciosamente. Alicia apressava o jantar que estava sob os cuidados culinários de Ofélia e Daniel, pois queria servi-lo antes do final daquele ano. 

– Alicia, pode vir aqui um momento? – Disse Nick a levando para o local onde todos estavam bebendo.

– Já estamos levando o jantar. – Completou Ofélia, que olhara para Daniel com um sorriso de quem escondia algo no rosto.

Alicia entrou no salão e viu Jake em pé, perto de Madison. O rapaz então discretamente se aproximou da garota que estava confusa, pois todos olhavam para os dois. Jake Otto um pouco nervoso se ajoelhara diante dos pés de Alicia Clark, do bolso tirou lenço que escondia dois anéis feitos artesanalmente. A garota sem reação olhou ao redor até encontrar a expressão desconfiada de sua mãe, que claramente queria o bem de seus filhos. 

– Eu sei que não estamos em tempos de felicidade, mas talvez essa é a hora de nos darmos essa chance. Alicia Clark, talvez você me aceite como seu marido? – Disse Jake olhando nos olhos da garota. 

Um silêncio tomou aquele local. Alicia parecia procurar alguém em meio àquelas pessoas que a ajudasse com a resposta, mas pareciam todos esperançosos. A garota estava feliz, talvez não fosse aquilo que imaginara para si quando adolescente, mas o momento havia chegado e mesmo diante da destruição da sociedade, Jake tinha razão. Ela observara a tatuagem em seu braço e pensando na felicidade, aceitou a proposta balançando apenas a cabeça. Nos seus olhos não haviam tanta expressão como todos esperavam, mas só Madison e Nick haviam reparado, os demais levantaram os copos brindando ao noivado inesperado. 

Naquele momento, homens armados de Walker entraram pela porta arrastando um corpo, ainda vivo, amarrado em uma corda e com a cabeça encapuzada. Uma mulher alta e algumas manchas de sangue em sua jaqueta.

– Achamos essa aqui rondando o local. – Disse um dos rapazes.

– Está armada? – Perguntou Walker.

– Não mais. Está um pouco tonta, tivemos que sedá-la. É um pouco violenta.

Alicia sentiu um arrepio ao observar alguns detalhes que lhe eram familiares, os trejeitos rudes e as formas do corpo. Além disso, a presença era o suficiente para deixá-la nervosa. Madison então retirou o capuz e logo todos observaram a cena: Nick deu um passo para frente, assim como Ofélia. Madison estava assustada e confusa, mas nada se igualava à Alicia que havia travado, deixando morrer todo o momento de "felicidade" anterior. 

– Olivia! – Exclamou Madison.

– Feliz Ano Novo, senhores. – Respondeu Olivia enquanto olhava um por um no rosto. Era meia noite, não havia mais clima para festa e Alicia ao ser fitada pelo fantasma de Olivia, deu as costas e saiu do local sem dar satisfações. Jake tentou ir atrás, mas Nick o impediu, pois sabia do que se tratava. – Parece que não sou bem-vinda. 

– Levem-na para o quarto de retenção. Deem comida e água, e roupas limpas. – Ordenou Madison. 

– A conhece? – Perguntou Walker. 

– Achamos que estava morta. – Respondeu Madison.

– É um perigo para meu povo? – Perguntou novamente Walker.

– Não. A não ser que queiram isso. – Respondeu Madison.

[...]

Algumas horas depois, Olivia havia tomado banho e jantado enquanto conversava com Strand. Logo todos se reuniram para falar com a garota, que normalmente contou sobre o que esteve fazendo durante todo aquele tempo. Ofelia talvez fosse a mais simpática para o lado de Olivia, já que a considerava como parte da família. A conversa foi interrompida quando Alicia entrou pela porta, acompanhada de Nick que acenou para os que estavam ali. Eles entenderam o recado e deixaram o quarto, sabiam que ambas precisavam conversar.

Alguns minutos em silêncio, Olivia estava em pé, escorada na parede próxima de uma janela pequena que havia ali.

– Da última vez que te vi, você não tinha tanta frieza no olhar. – Disse a antiga conhecida de Alicia.

A jovem Clark avançou em Olivia, enfiando-lhe  um tapa no rosto com tanto ódio no olhar que a outra não foi capaz de se defender. O silêncio perdurou por mais alguns minutos.

– Você está morta! Olivia, você está morta! – Falou Alicia com a mão na cabeça andando de um lado para o outro.

Olivia sentou-se sobre a cama, colocou ambas as mãos na testa, respirou fundo e levantou novamente, abraçando Alicia que tentou resistir. A fera aos poucos foi se acalmando, Olivia podia sentir sua respiração. Alicia chorava, não sabia se era de ódio ou o contrário, mas lágrimas molhavam a blusa que Olivia vestia. 

– Por que fez isso? Todos esses anos. – Alicia resmungou baixinho. 

– Eu precisei. 

– Não. Você não precisava. – Alicia se afastou, se irritando novamente. – Você tinha tudo conosco.

– Eu não tinha paz. Você sabe disso mais do que ninguém.

– O que eu sei é que você me destruiu. Minha paz havia morrido junto contigo, e você sabe o que é viver sem paz.

– Por isso fui embora. 

– E quanto a mim, você não pensou em mim em nenhum momento? 

– O tempo todo.

– Egoísta! Você é uma filha da puta egoísta.

– Talvez.

Silêncio.

– Por que voltou? Por que está aqui? Por que está viva?

– Sobreviver é sempre uma maldição, pior do que sair vagando por aí como uma dessas coisas. – Respondeu Olivia.

– Sabe quanto tempo levei para superar?

– Imagino que assim como eu não tenha superado.

– Superei quando descobri que não amava você. 

Olivia engoliu seco, como se tivesse espinhos em sua saliva. Sem resposta, Alicia foi em direção à porta.

– Alicia.

A garota parou com a mão na maçaneta e esperou Olivia se pronunciar.

– Feche a porta quando sair. 

[...]

Naquela noite Alicia não conseguia pregar os olhos. Deitou ao lado de Jake que tentara a acalmar, sem entender o que estava acontecendo, e disfarçou toda aquela explosão que acontecia em seu interior. No outro quarto, enquanto guardas ficavam na porta garantido que Olivia não fugisse, a mesma olhava a lua pela janela imaginando seu futuro dali em diante enquanto tomava consciência da nova realidade que se encontrava. Felizmente a mulher já não guardava rancor, depois de finalizar suas pendencias com Negan, Olivia procurava enterrar todos os sentimentos ruins sob uma grossa camada de orgulho que lhe manteve viva até então. 



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