História Artemia: Fear The Walking Dead - Capítulo 31


Escrita por: ~

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Categorias Alycia Debnam-Carey, Fear The Walking Dead, Jeffrey Dean Morgan, The Walking Dead
Personagens Alicia Clark, Christopher Manawa, Daniel Salazar, Madison Clark, Nick Clark, Paul "Jesus" Monroe, Personagens Originais, Travis Manawa, Victor Strand
Tags Alycia Debnam-carey, Bissexualismo, Crossover, Fear, Fear The Walking Dead, Homossexualismo, Horror, Mortos Vivos, Survival, Zumbi
Visualizações 11
Palavras 2.536
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Como estou sem meu note (sem todos os meus programas), não vou conseguir fazer minhas capas tão cedo. =[

Capítulo 31 - Um pico de paz


Na manhã seguinte Madison entrou pela porta com uma garrafa de café em uma mão, enquanto na outra haviam duas canecas. Sentou-se ao lado de Olivia que parecia nem ter dormido aquela noite e lhe entregou uma caneca, após servir a mesma com o líquido preto e cheiroso que Olivia certamente não reconheceria mais depois de tanto tempo sem, a matriarca da família Clark colocou a mão sobre o ombro da moça como se lamentasse.

— Eu sei o que você fez. — Madison olhou pela janela aberta frente à cama.

— Você faria o mesmo. — Olivia levantou.

— Faria. — Madison acompanhou Olivia. Pela janela dava pra ver a tribo se preparando para encarar mais um ano. Alguns preparavam os veículos para sair em busca de comida, outros organizavam o local com novas construções em madeira. — Devo confessar que você sumiu tempo o suficiente para realmente acharmos que estava morta. 

— Às vezes eu penso que seria melhor estar morta. — Respondeu Olivia observando Walker reunido com um grupo. — Quem é ele? 

— Qaletaqa Walker, líder deles. 

— Devo confiar?

— São pessoas que assim como nós estão preocupados com os seus. Nem se for preciso matar, eles não vão medir esforços. — Madison chegou um pouco mais perto da janela. — Além disso, a estranha aqui é você. Como nos achou?

— Madison Clark... parece que você fez seu nome na região. Não é difícil encontrar, o difícil foi chegar até aqui com esses caras me seguindo. Resolvi me entregar e então... — Olivia não era uma pessoa fácil de se capturar, isso não era novidade, por isso Madison acreditara em sua explicação. 

— Por que voltou? Agora, depois de todo esse tempo? — Perguntou Madison cruzando os braços e virando-se para Olivia. 

— Porque algo tirava o meu sono. Todas as noites acordava pensando em vocês.

— Em nós ou Alicia?

Nick entrou pela porta interrompendo a conversa.

— Vamos nos preparar para ir até Los Angeles. Eles querem ouvi-la. — Disse o garoto.

— Como assim? — Perguntei a Madison. — Los Angeles não é um lugar seguro, vocês sabem, vocês vieram de lá. 

— Um grupo voltou de lá semana retrasada, encontraram suprimentos ao redor. A cidade de fato está destruída. — Respondeu Nick.

— E precisamos de comida, remédios... estamos ficando sem e não podemos esperar. 

— Existem outros locais, podemos tentar outros locais. — Olivia tentou ajudar.

— Podemos? — Ironizou Madison.

[...]

No pátio de reuniões, todos estavam presentes. Madison e Walker conduziam a conversa, marcavam no mapa a estratégia. Alicia estava presente, ela limpava sua arma enquanto seu irmão observava o diálogo. 

— Não sabemos o que vamos encontrar, mas já faz muito tempo depois do bombardeio, podemos encontrar muita coisa. — Disse Jake.

— Inclusive a morte. — A voz que vinha da lateral do salão era de Olivia, que foi fuzilada por todos no salão ao adentrá-lo. 

— O que ela tá fazendo aqui? — Perguntou Walker à Madison. — Levem-na para o quarto. Você vai pegar suas coisas e ir embora. Não podemos abrigar mais uma pessoa quando mal temos alimentos para os que estão aqui. 

Alguns homens foram em direção à Olivia para pegá-la, mas Strand entrou na frente assim como Daniel que segurou no braço na garota.

— Esperem ai. Estamos mesmo tratando uma pessoa que veio lá de fora como alguém sem importância? — Perguntou Strand. — Acho que devemos ouvi-la, se não for convincente ela vai embora. — Strand olhou para Olivia que concordou acenando com a cabeça.

— Fale. — Ordenou Walker.

— Não é com os mortos que devem se preocupar.  Desde sempre eles foram burros, atraídos apenas pelo instinto da fome. — Olivia se aproximou do mapa, pegando uma caneta e riscando parte da Georgia e Alabama. — É com os homens que devem se preocupar.. 

— Não temos medo. — Respondeu um dos homens de Walker. — Já derrubamos um helicóptero, um homem não seria diferente. — Todos do grupo de Madison se calaram. Olivia certamente não havia reparado a tensão. 

— A confiança pode matar cada um de vocês. Muitas pessoas perderam a noção de humanidade. Georgia até pouco tempo atrás era dominada por psicopatas que torturavam qualquer sobrevivente que se colocasse contra eles. E eu acredito que não sejam os únicos. Estamos vivendo numa terra sem leis, onde os fortes vão sobreviver. 

— Somos fortes. Temos armas. — Respondeu Jake.

— Parece que falta o principal: inteligencia. — Rebateu Olivia. 

— Então o que nos sugere? — Perguntou Madison.

— Durante todo esse tempo estive liderando uma comunidade no Alabama. Nós conseguimos nos estruturar para criarmos nossos próprios animais, plantarmos nossos alimentos. O solo ajuda, é claro. Recentemente tomamos a Geórgia do grupo de mercenários que havia lá, existem algumas comunidades amigas e estamos trabalhando juntos para nenhuma das comunidades passar fome. Eu confio nos nativos, como eles confiaram em mim quando me salvaram. Se vocês fizerem o mesmo, dou a localização e vocês vão conferir, como meus convidados eles os deixarão entrar, mas saibam que se tentarem algo... bom, vocês não seriam tolos. 

Houve alguns minutos de silêncio no local.

— Por que deveríamos confiar em você? — Perguntou Walker.

— Porque se nós não nos unirmos, toda a tentativa de sobrevivência será em vão. — Olivia cravou um canivete em cima da localização do seu acampamento. — Ai está. 

Eles se entreolharam.

— Fico como sua refém. Se em uma semana você não voltar, que cortem a minha garganta. 

[...]

Algumas horas depois, quando o sol alcançava o meio do céu, Olivia ajudava voluntariamente algumas senhoras que cultivavam hortaliças num pequeno espaço. No outro lado, Madison conversava com Walker, Strand, Jake e Ofelia. 

— Vocês a conhecem, algo me diz que ela está falando a verdade. — Sussurrou Walker.

— Pode ser armadilha. — Disse Jake. — Ou podemos arriscar. De qualquer maneira estamos precisando de uma estratégia.

Strand riu, sarcástico como sempre. — É claro que ela está falando a verdade. 

— Como tem tanta certeza? — Perguntou Jake. — E se sairmos daqui e os homens dela atacarem a tribo. Ou se chegarmos e for armadilha? 

— Se Olivia quisesse qualquer um morto aqui, já teria o feito.  — Rebateu Madison.

— Madison está certa. Olivia não é nossa inimiga. — Completou Ofelia.

— Então enviaremos homens até esse lugar e daremos o prazo de uma semana para voltarem. — Walker tomou a decisão que poderia mudar o rumo daquele povo. — Eu ficarei, quero estar perto caso Jake esteja correto. 

— Eu vou. — Disse Jake. 

— Não. Você fica e eu vou. — Rebateu Madison. — Alicia não precisa perder mais uma pessoa. 

— Você é a mãe dela. — Disse Strand.  — Ela não precisa perder a mãe dela. — Eu vou. Diálogos são meu forte.

— Jake, Strand e Ofélia podem reunir mais alguns homens e peguem estrada ainda hoje. — Ordenou Walker. — Levem o que acharem necessário. 

Na horta, Daniel se aproximara de Olivia para uma conversa.

— Então a guatemalense está de volta. — Disse Daniel.

— Somos dois fantasmas, não é mesmo? — Respondeu Olivia sorrindo.

— Com maestria. 

— Que bom que está vivo.

— Não poderia morrer sem agradecer os cuidados que teve com Ofelia. 

— Eramos um grupo. Minha função era cuidar de todos. 

— Eramos?

— Não sei mais como devemo me classificar nisso tudo. — Olivia sentou sobre um amontoado de sacos com esterco que havia ali. Daniel a acompanhou e ambos ficaram a observar o movimento no acampamento. 

— Do tempo que estou aqui tenho observado Alicia olhar para todas as luas que apareceram até então. Quando eu era criança, me falavam que a lua é a melhor maneira de encontrar respostas, eu não entendia bem até notar que ela está em todos os lugares.

— O que quer dizer?

— A lua está em todos os lugares, todas as noites ela é a mesma para todos os que ainda estão vivos. Talvez a garota esperasse uma resposta sua.

— Você está sendo metafórico. Parece que teu coração deu uma amolecida, velho. — Olivia tocou no ombro de Daniel. 

— Essa vida apesar de lixo é sempre uma grande escola.

— Entendo. — Respondeu Olivia olhando os grupos colocando as malas nas picapes. 

[...]

Quando tudo estava pronto, Madison chamou Olivia para se reunirem lá fora.

— Então, vamos até o seu povo. Espero que não precise de uma garganta cortada, Olivia. — Murmurou Madison.

— Procurem por Chopin ou Mozart, entreguem isso a eles. — Olivia entregou uma faca com o cabo de osso, que Chopin havia feito para ela.

[...]

No portão, Jake abraçava Alicia que parecia incomodada com a partida do noivo. Olivia observava, escorada na picape toda a cena. Alicia tinha medo de perder outra pessoa, de fato ela aparentava gostar do rapaz que a acolhera naqueles dias. 

— Quero todos de volta em uma semana, certo? — Disse Madison ao grupo que partia.

— Tenho fortes motivos para voltar. — Rebateu Jake após beijar Alicia.

Madison sorriu e despediu-se do grupo. 

— Vejo que confia no potencial da sua filha agora, Daniel. — Murmurou Olivia para Daniel.

— No fundo eu sempre soube que ela seria cabeça dura como o pai. — Daniel sorriu e foi até Ofelia. 

[...]

Até a metade da semana Olivia já havia conquistado a confiança dos nativos daquele acampamento. Naquele dia, entendiada e pensando na segurança do grupo que havia partido para o Alabama, a garota pediu para Walker licença para buscar um lugar onde pudesse refletir e encontrar seus demônios, que por sinal eram muitos. A principio o líder não pensou em sequer autorizar, mas Maddie o convencera e então mandou Alicia e Nick para acompanhá-la.

— Ela não precisa de babá. — Rebateu Alicia às ordens da mãe.

— Ela precisa de motivos para não fazer merda. — Respondeu Madison.

[...]

Nick sugeriu o alto de uma montanha. Foram quase duas horas para chegarem até lá, mas Olivia saberia que valeria a pena, poderia sentir o cheiro da natureza. Dito e feito. Era o lugar com a vista mais linda dali, apesar de faltar o verde, ainda restavam coisas a se ver. Olivia tirou da mochila um tapete e forrou sobre a rocha. Sentou delicadamente sobre ele, cruzando as pernas, encheu o pulmão com ar e fechou os olhos. Alicia e Nick ficaram por um tempo ali, observando a paisagem. 

Olivia havia se aprofundado em sua meditação, tempo o suficiente para Nick sair em busca de algo para fazer. Alicia permanecera ali, não tirava os olhos de Olivia, apesar de relutar, estava confortável em tê-la de volta. Um grito veio do meio da mata, Alicia então pensando em seu irmão, tomou sua arma em mãos e desceu do pico para buscá-lo. Andou alguns minutos e não avistou nada.

— Nick?! — A garota chamou pelo irmão que apareceu puxando-a para trás.

— Cade a Olivia? — Perguntou Nick.

— No pico. 

Nick puxava Alicia de volta para o pico, mas por outro caminho que ele havia encontrado. 

— O que foi? 

— Sh... — O garoto sinalizava silêncio — Não estamos sozinhos. 

No caminho Alicia avistou um corpo jogado, vestia roupas camufladas e segurava um rifle. Nick havia o matado em uma tentativa de defesa, enfiou um galho em seu pescoço, não demoraria muito para que ele retornasse então Alicia foi até o corpo e cravou uma lâmina na cabeça. Ambos voltaram para o pico e para o susto dos mesmos não havia mais ninguém ali, nem mesmo o tapete que Olivia usara.

— Ela foi embora? — Alicia parecia não acreditar.

Nick não respondeu, olhava para baixo buscando alguma alternativa de escapar. O vento passava por ali fazendo barulho ao tocar nas folhas, aquela paz sumira quando um tiro ecoou por todo aquele vale. Quatro homens fardados os encurralaram no alto daquele pico, estavam fortemente armados e usavam máscaras de paintball com desenhos de caveiras. Os irmãos não tiveram chance de reagir, levantaram as mãos e esperaram o próximo passo daqueles "soldados".

— Perdão se eu os assustei. — Um deles retirara a máscara. Não tinham cara de mexicanos, nem nativos, pareciam realmente com soldados norte americanos. — Parece que um de vocês tirou a vida de um amigo nosso. Gostávamos muito dele. — O homem apontou a arma para Alicia.

— Eu fiz. — Nick entrou na frente da sua irmã. 

— Não importa. Vou matar os dois. — O homem então engatilhou o rifle.

— A garota não. É bonitinha. — Disse um outro fardado enquanto debochava com o colega ao lado. — Pode ser útil. O Padre falou que deveríamos tentar procriar, não é?

— Não havia pensado nisso. — Ele abaixou a arma e ordenou para seus homens pegarem Alicia. — Mas o garoto não vai ser útil, aliás, sangue por sangue. 

— Sangue por sangue. — Repetiram os soldados. 

Dois dos homens foram em direção a Alicia e por mais que Nick tentasse guardá-la, eles iriam pegá-la se não fosse pelo vento trazendo um assovio na floresta. Parecia que o vento cantava Patience, foi a primeira coisa que se passara na cabeça de quem conhecia Guns N Roses, ou seja, todos. 

— Vão ver. — Ordenou.

Os dois homens que pegariam Alicia então se redirecionaram para a mata. Alguns minutos se passaram e eles não voltaram, o que deixou os caras ali ainda mais putos. Para o susto de todos, um dos homens retornara chorando enquanto apalpava tudo à sua frente, seu rosto estava coberto de sangue e não haviam mais olhos, apenas dois gravetos em cada orifício. Enquanto um foi ajudá-lo, o outro avançou em direção aos irmãos. Nesse momento, o cano frio de um rifle tocou sua nuca. Atrás do soldado estava Olivia, com um pouco de sangue respingado em seu rosto.

— Parece que teu amigo ali vai precisar de um labrador. — Olivia sorriu olhando o outro cara se retorcer de dor. 

Por azar dos soldados, o que tentava ajudar o amigo cego tentou também reagir, mas Alicia estava ligada o suficiente para enfiar uma bala em sua testa. Olivia olhou para a garota com orgulho, feliz em saber que ela aprendera a usar uma arma. 

— Você está sozinho agora. — Disse Olivia.

— Eles sabem onde vocês estão. — Respondeu o soldado.

— Não estaremos mais aqui quando "eles" vierem. — Nick apalpava as vestes do soldado em busca de equipamentos ou coisas úteis. 

O homem riu. — Não falo deste lugar. Falo do acampamento. Vocês estão mortos. 

Alicia apontava a arma para ele, acoado ele foi se aproximando da beira do pico. Olivia, com o outro rifle que pegou do soldado que Nick matou, acompanhou o soldado até a beirada. 

— Sabe qual é o problema de homens como você? Falam demais. — Olivia pegou a identificação do soldado que estava no bolso do mesmo. — Eu nunca entendi a razão de esconderem os nomes... soldado... Muller? — Ela colocou a identificação de volta no velcro da farda do soldado. — Agora está melhor. — O soldado a esse ponto já tinha medo, depois de tanta valentia. — Morrer como um indigente deve ser péssimo. — Olivia abaixou a arma e com um sorriso no rosto enfiou o pé direito no diafragma do soldado que caiu daquele pico batendo em cada pedra do caminho. Cerca de 90 metros de altura, uma queda direto pro inferno. 

Olivia virou-se para os irmãos Clark que ainda estavam assustados, talvez não pelos soldados, mas pela frieza de Olivia. Nada incomum, mas sempre uma surpresa. Diferente das demais vezes, Olivia parecia preocupada com os irmãos, principalmente Alicia. Seu olhar foi direcionado, enquanto Nick foi matar o cego zumbi que acabara de acordar, Ártemis tentou se aproximar de Alicia na tentativa de quebrar com a barreira que as separavam. A garota ainda acreditava numa amizade, mesmo que cheia de ressentimentos. Uma fumaça vindo de trás do desfiladeiro que formava a vista dali assustou o grupo, pois se tratava do local onde a tribo estava localizada.

— Mãe! — Exclamou Alicia que saiu pela lateral do pico enquanto os outros dois a seguira. 



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