História Artificial love - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Chanyeol, Chen, Sehun, Suho
Tags Artificial Love, Chanyeol, Chen, Drama, Exo, Love, Romance, Sehun, Suho
Exibições 94
Palavras 2.544
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Famí­lia, Ficção, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Agora Hani conhecerá seu futuro marido. O que será que ela vai achar?

Capítulo 7 - Aquele em que conheço Park Chanyeol


Fanfic / Fanfiction Artificial love - Capítulo 7 - Aquele em que conheço Park Chanyeol

*Quatro dias depois*

Sábado de manhã, eu dormia profundamente até ser acordada por Yuna, que abria as cortinas e a janela.

- Vamos acordar, senhorita. Está um dia lindo e um belo sol.

- Yah, Yuna! Essa luz no meu rosto! - Escondi meu rosto no edredom.

- Desculpe, senhorita, mas você tem que acordar. Já é quase meio-dia e o Sr. Park Chanyeol vem hoje, esqueceu? - Ela disse, se sentando na borda da minha cama.

- Claro que não. Aish, aquele bastardo... - Me sentei na cama, coçando os olhos.

- Que horrível, senhorita. Isso não é palavreado que se use. - Ela se levantou, parando na frente da minha cama. - Vi uma foto dele que saiu no jornal de ontem que falava do casamento de vocês e me parece um rapaz muito bonito. 

- O que? Isso já saiu no jornal?

- Sim, senhorita. Só um momento que vou buscá-lo e lhe mostrarei. Enquanto isso, vá tomando seu banho, a banheira já está pronta. - Ela dizia, saindo do quarto.

- Eu não acredito que isso foi publicado! - Ahhhhh... - Me debati de raiva sobre a cama. 

Alguns minutos depois, Yuna voltou com o jornal.

- A senhorita ainda não foi pro banho? - Ela balançava a cabeça negativamente. - Aqui está a matéria no jornal. - Ela me entregou.

Na primeira página do jornal, o tema da matéria principal: "Sobrinho do falecido magnata da indústria de alimentos se casará e assumirá a presidência da Park Alimentos." A cara do bastardo, sorridente diante da empresa, estampava o jornal. Olhei por uns segundos e meu sangue ferveu. Amassei o jornal, me levantei e joguei na lata de lixo ao lado da cama. 

- Calma, senhorita!

- Eu só vou ficar calma quando transformar a vida desse homem no mesmo inferno que ele transformou a minha, Yuna. Aí sim você vai me ver calma.

Fui direto pro banheiro. Me despi e entrei na banheira. Fiquei pensando em tudo o que faria dali em diante. Durante o banho, fiquei relembrando do rosto dele que estava no jornal que Yuna me entregou. Pelo menos o desgraçado não era feio.

- Aish... Que tipo de pensamento é esse? - Dei tapinhas de leve no meu rosto, como se quisesse me despertar de um devaneio. - Está louca? Não ouse ter esses pensamentos de novo, entendeu? Você ama Jongdae e ele é muito lindo. - Sorri ao lembrar dele.

Seu rosto lindo sorrindo pra mim, seus braços me envolvendo, seus beijos doces... Tudo me fazia tanta falta. Só conseguia vê-lo no Skype pelo celular e escondida. Era cruel ficar longe dele.

*Mais tarde naquele dia*

Mamãe ficou o dia todo pra lá e pra cá pela casa, mandando os empregados da casa ajeitarem tudo pra impressionar aquele homem e me fez ajudá-la. Papai descansava no quarto, vendo TV, pra estar bem a noite.

Quando faltava uma hora pra ele chegar, fui tomar banho. Depois de alguns longos minutos, sai do banho, me vesti e Yuna foi ao meu quarto pra me ajudar. Fez questão de arrumar meu cabelo.

- O Sr. Park já está lá embaixo. É realmente tão bonito quanto na foto... - Disse empolgada, enquanto escovava meus cabelos.

- Aproveite e case com ele no meu lugar, já que gostou tanto! - Disse, chateada pela insistência dela de ficar falando o quanto ele era bonito.

- Haha... Se fosse rica e uns 20 anos mais nova, casaria com ele sem pestanejar, senhorita. Ele é alto, atlético, tem um sorriso bonito e uns olhos expressivos e grandes....

- Yah, Yuna! Pare de falar nesse homem, se ainda tem consideração por mim, por favor. O homem que me importa é Jongdae, que aliás é muito lindo também, tá?!

- Me desculpe, senhorita. Sim, o Sr. Kim também é muito bonito e simpático, mas devo dizer: Ele não tem a presença do Sr. Park. Quando descer saberá o que digo.

- Yunaaa!!!

- Ok, senhorita, rsrs... Não está mais aqui quem falou.

Ela terminou de fazer um coque lindo e muito chique e pôs um colar e brincos prata que achou que combinavam com meu vestido rosa nude de renda. Me olhou, segurando as mãos junto ao rosto e disse:

- Está linda, senhorita. Só falta um detalhe.

Ela pegou meu perfume favorito e borrifou em mim.

- Não Yuna! - Reclamei, dispersando o perfume com a mão no ar. - Não quero gastar meu perfume favorito com esse homem. Aish...

- A senhorita está reclamando muito hoje. rsrs. Ponha as sandálias e vamos descendo.

Alguns minutos depois, parei na beira da escada e respirei fundo. Yuna desceu na frente e fui logo em seguida. Logo que desci, vi mamãe e papai de costas pra escada, falando com Chanyeol, que estava de frente pra eles. Ele estava com as mãos nos bolsos, sorrindo, até olhar pra cima e me ver descer. Seu sorriso se desfez e sua boca se entreabriu, como se ficasse meio abobado, me olhando com aqueles olhos grandes, redondos e castanhos. Devo admitir: Ele era realmente mais bonito ao vivo, como Yuna falou. Alto, de cabelos negros, orelhas grandes, um pouco bochechudo, pele bem clara, atlético. Estava de camisa social preto, calça e sapatos também pretos. Muito alinhado. Impecável da cabeça aos pés.

Quando cheguei ao térreo, meu pai pegou minha mão e me trouxe mais a frente, me pondo diante dele.

- Sr. Park Chanyeol, essa é minha filha, Sun Hani.

Ele tomou minha mão da mão do meu pai, ainda me olhando nos olhos, e a beijou. Continuava séria, tentando não demonstrar nenhum tipo de emoção, mas o olhar penetrante dele no meu, somado ao toque quente dos lábios dele na minha pele, me arrepiou.

- Encantado, Srta. Hani. - Ele me sorriu de lado. Me arrepiei novamente.

Não respondi nada e lhe devolvi apenas um sorriso falso.

- Ah, vamos pra sala de estar? - Perguntou minha mãe.

- Claro. - Ele respondeu, logo em seguida, fazendo sinal pra que meu pai e minha mãe fossem na frente. Logo depois, tomou meu braço e enlaçando ao seu, perguntou: - Posso?

- Tanto faz... - Sussurrei pra ele, revirando os olhos pro lado oposto a ele. Ele balançou a cabeça, sorriu sutilmente e seguimos pra sala.

Chegando à sala de jantar, ele puxou a cadeira pra que eu sentasse, e fez o mesmo com minha mãe. Não sei se era o jeito dele ou se fazia pra impressionar, mas não me importava. Meus pais ficaram encantados com o "príncipe encantado", que algo dizia pra mim que tava mais pra sapo. Jantamos e conversamos. Ele, que se sentou de frente pra mim, me olhava o tempo todo, as vezes largando um sorriso. Eu mantive o rosto sério até o fim da refeição.  Ele perguntava coisas sobre mim e nossa família, mas quem respondia era minha mãe e meu pai.

- O que você gosta de fazer no tempo livre? - Ele me perguntou enquanto comia sua mousse de chocolate.

- Nada demais. - Respondi sem vontade e sem nem olhá-lo.

- Hani, responda direito seu noivo. - Meu pai me repreendeu.

Continuei quieta.

- Hani! - Meu pai chamou de novo minha atenção.

- Appa, quero comer minha sobremesa, não falar. Seria possível? - O olhei irritada, seguindo o mesmo olhar pra Chanyeol, que ficou sem graça e desviou seus olhos dos meus.

- Você pode comer e respondê-lo. Nada te impede. O rapaz quer te conhecer melhor. 

- Depois conversamos. Quero comer agora, Chanyeol, pode ser? - Olhei pra ele com um sorriso forçado e ele afirmou com a cabeça. Depois olhei papai e perguntei: - Melhorou a resposta pra ele?

- Não teste minha paciência, Hani... - Meu pai me olhou bravo.

- Tudo bem, Sr. Sun. Deixe que ela coma. Depois conversamos. - Chanyeol tranquilizou meu pai.

Continuamos a finalizar nossas sobremesas e logo em seguida, fomos pro extenso jardim dos fundos de casa pra subirmos a escada que dava pro terraço. Estávamos um pouco atrás de mamãe e papai. Ele novamente quis entrelaçar seu braço ao meu pra que caminhassemos juntos, mas dessa vez não deixei.

- Menos contato, por favor. - Disse pra ele em tom baixo, retirando seu braço de perto e cruzando meus braços.

- Você é muito arisca. rsrs... - Ele riu, me olhando e pondo as mãos nos bolsos. - Gosto disso. Nada fácil é bom.

Seguimos em silêncio pro terraço e chegando lá me encostei no parapeito pra olhar a vista da cidade com a Namsan Tower* ao fundo. Era minha vista favorita em casa. Papai e mamãe se sentaram numa mesinha, enquanto Chanyeol parou ao meu lado.

- Wow... a vista da cidade daqui é bonita. - Ele disse, olhando pra mim, esperando alguma resposta ou reação. Vendo que não responderia, continuou: - Você é sempre mal humorada assim?

- Não, é só você mesmo que tá me irritando. - Respondi ainda olhando pra frente.

- Mas eu nem fiz nada... Você tá aí toda irritada, com bico e cara feia pra mim desde a hora que eu cheguei. Quem tinha de estar irritado era eu, que o tempo todo tentou ser gentil com você.

- Nem vem com essa de "tentar ser gentil"... - Agora o olhava. - ...você tá fazendo tipo pros meus pais. Mas só estamos nós aqui, então para de fingir, tá?! 

- Olha, eu não tô fazendo tipo. Eu estou sendo educado, coisa que você não está sendo. Sei que não nos conhecemos e que toda essa situação é um pouco estranha, mas se vamos casar, devíamos ao menos tentar nos conhecer. Você não precisa gostar de mim, mas não custa nada tentar me conhecer. Está me julgando sem nem me conhecer.

- Eu posso não conhecer você, mas ouvi coisas sobre você de quem convive com você.

- Ah, é? De quem e o que você ouviu a meu respeito?

- A fonte não te interessa, mas soube o suficiente pra saber que você não me interessa.

Ele fez uma cara surpresa e perguntou:

- Agora eu tô curioso... O que te faz não se interessar por mim?

- Você é um playboy posudo, que só sabe andar de carro pra lá e pra cá, gastando dinheiro da sua família...

- Que eu saiba, dinheiro é feito pra se gastar, e o que eu faço ou não com meu dinheiro é problema meu. E não sou nenhum "playboy posudo". De onde você tirou isso?

- Já disse que não interessa...

- Se você ouviu isso da imprensa, eles só falam o que convém. Já se você ouviu isso de alguém da minha empresa, aquela gente é um bando de fofoqueiros e puxa-sacos, e eu não suporto gente assim. Ficavam babando ovo do meu tio e faziam o mesmo comigo, mas eu não dava trela. Por isso acham que sou um "playboy posudo". Eu não tenho obrigação de abrir os dentes pra essa gente.

- Olha, esse papo tá me cansando. Posso apreciar minha vista em paz?

- Não, porque vim aqui pra te conhecer, então vamos conversar.

- Fale com a minha mão, ela está mais interessada... - Eu mostrava minha mão pra ele enquanto evitava olhá-lo.

- Que infantil! rsrs... Quantos anos você tem? 10? Pensei ter ouvido seu pai me dizer que tinha a mesma idade que eu.

Continuei quieta.

- Ok... Então não vai falar comigo?

De repente, senti as pontas dos seus dedos tocarem as laterais da minha cintura, me fazendo cócegas. Comecei a me revirar sentindo cosquinhas e me afastei, empurrando as mãos deles pra longe.

- O que você pensa que tá fazendo, seu idiota? - Estapeei suas mãos, brava, e ele riu.

- Viu?! Falou comigo. Haha...

- Aish, que cara chato... - Me afastei dele e voltei a encostar no parapeito. Ele chegou perto de novo. - Acho bom você não encostar em mim...

- Eu não vou. Pode ficar tranquila. rsrs... Vou ficar quieto, prometo.

De repente, enquanto eu olhava o horizonte, senti os olhos dele pairarem sobre mim. Fiquei sem graça de encará-lo, mas quando me virei, ele realmente estava me fitando. Assim que nossos olhos se encontraram, ele me sorriu do modo mais doce. Estava com o braço esquerdo sobre o parapeito e o direito apoiado pelo cotovelo, com a mão apoiando o queixo.

- O que tá olhando?

- Você. É muito bonito seu rosto de perfil. Você tem um narizinho arrebitado... - Ele empinava a ponta do próprio nariz, imitando o formato do meu. - ...É uma graça.

- Aish... - Me virei e sai dali, sentindo as bochechas queimarem.

- rsrs... Que foi? Ficou com vergonha?

- Cala a boca. - Disse andando de volta pros meus pais. 

- Vejo que estão se dando bem. - Mamãe disse sorrindo enquanto me aproximava da mesa. - É tudo questão de tempo.

- Eu não estou me dando bem com ninguém e nem vou me dar. Pode perdendo as ilusões, omma.

- Então o que tanto falava e fazia ele rir? Ele até te deu cosquinhas... -Meu pai perguntou.

- Ele que veio com umas brincadeiras idiotas. Eu nem estava dando confiança.

Nessa hora Chanyeol se aproximava.

- Eu tentei descontrair a situação, Sr. Sun. Hani parece estar muito tensa, não é, Hani?

Eu fiquei quieta, com os braços cruzados, enquanto ele se sentava ao meu lado. De repente, Yuna chegou com uns copos de suco pra nós e nos serviu. Papai, mamãe e Chanyeol conversavam enquanto eu pensava em Jongdae. Sentia tanto sua falta. Distraída, não vi papai e mamãe se afastarem e nos deixarem a sós.

- Um milhão de wons pelos seus pensamentos... -Ele disse baixinho no meu ouvido.

Tomei um susto com a voz grave dele por estar distraída.

- Aish... nem 1 bilhão! Reserve seu dinheiro pra algo realmente importante, tipo o nosso divórcio, que não vejo a hora de assinar. 

- Hahaha... Nem casamos e já quer divorciar? Eu sou tão insuportável assim?

- Não faz idéia... - Sussurrei comigo.

- O que disse?

- Ai, não enche tá! - Me levantei e me virei pra ele. - Eu não estou feliz por casar com você, não te conheço e nem quero conhecer, então não perca seu tempo tentando fazer tipo pra mim, porque não me importo. Agora vá embora, poupe seu tempo e faça um favor pra mim e pra você, ok?

Me virei e ia saindo, quando ele me puxou forte pelo pulso e me virou pra ele.

- Já disse que não estou fazendo tipo! Não estou nessa por você, acredite. Mas se tenho que me casar, tenho ao menos que ter idéia de com quem...

- Me solta, tá me machucando... - Me debati, tentando me soltar, mas ele era mais forte e apertou mais ainda.

- Trate de aceitar a situação e se acostume com o insuportável aqui, porque é quem você vai ver pelo resto dos próximos dias, quem sabe anos... - Ele me soltou bruscamente e me olhou nos olhos, falando perto do meu rosto. - Eu tentei fazer da maneira mais fácil, mas você quer da maneira difícil. Então pode deixar...

Ele se virou e saiu descendo as escadas.


Notas Finais


*Namsam Tower: é uma torre de comunicação e observação localizada no monte Namsan, na região central de Seul. Ela marca o ponto mais alto em Seul.

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Hani é dura na queda, hein? Nem com a lindeza do Chanyeol ela cede... O que acharam do primeiro encontro deles?


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