História Artificial Love - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Suho
Tags Exo, Suchen Chen, Suho Artificial Love
Exibições 41
Palavras 2.452
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Sadomasoquismo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Quem não sofreu vendo aquela performance de Artificial Love na E'xordium. Não é mesmo.
Pois essa fic era pra ter sido postada a séculos, mas eu e minha amiga preguiça decidimos posta-la agora.
Então lá vai. Essa delícia pra vocês.
Vai ser bem curtinha. Espero que gostem.

O que você não pede pra mim que eu faço correndo. Não é mesmo Ana Célia. Tinhamu.

Capítulo 1 - Proposta


Era mais um longo dia de trabalho, e eu estava pronto. Sentado em frente a um grande espelho. reparava  em minha maquiagem pesada, e meu corpo brilhando do óleo que eu havia espalhado sobre ele.

Hoje seria uma noite especial, uma despedida de solteiro, e pelo visto pessoas com muito dinheiro. Então eu iria me aproveitar ao máximo e conseguir o tanto de dinheiro que fosse possível.

Não que eu me orgulhasse disso. Me aproveitar de pessoas completamente bêbadas e cheias de prazer para conseguir dinheiro. Eu fazia isso porque realmente precisava.

Tinha minha mensalidade da faculdade pra pagar. E minhas despesas. Que não eram poucas.

Me levantei pronto para ir ao palco e fazer minha performance. Próximo aos bastidores dei os retoques finais em minha roupa e subi ao palco. Fiquei atrás das cortinas. Ouvia vozes de todos os lugares, vozes essas que pareciam ser masculinas. Quer dizer que um homem estava se casando com outro e fazendo sua despedida aqui.

Ri da incompetência dos amigos do noivo, qualquer um que iniciava um casamento desse jeito estava fadado a trair o cônjuge, ainda mais quando era eu que fazia a performance.

Não é pra me gabar, mas eu era um dos melhores, e meus clientes sempre voltavam, oferecendo cada vez mais dinheiro, por apenas uma dança. Sim eu era isso tudo.

Estava pronto pra entrar. Uma música bem lenta começou a ser tocada e o apresentador do show falou.

- Com vocês a nossa maior  atração. Ele. O sensacional. Chen.

Consegui dar uma pequena olhada na plateia. Centenas de homens se embebedavam e dançavam. Ia ser difícil conseguir um bom dinheiro essa noite, a plateia masculina era sempre a mais difícil, era sempre um desafio, e pelo visto isso não seria diferente.

Comecei a entrar lentamente no palco. Quando me joguei ao chão sobre meus joelhos. Comecei a rebolar ainda ajoelhado levantando um pouco minha cintura. Eles

Gritavam e pediam mais, então eu levantei meu corpo, mas ainda sobre meus joelhos rasguei a camiseta branca que vestia com força.

Dei um pulo e me levantei ainda dançando lentamente ao embalo da música, fiz algumas piruetas rebolando mais meu corpo. A música parou para dar início a outra, agora era a hora do show.

Alguém trouxe uma cadeira e colocou no centro do palco, me entregando um chapéu coco e uma bengala, pus o chapéu e esperei o noivo subir ao palco e se sentar.

Então a nova música começou, uma ótima escolha pelo visto, normalmente quem escolhia a música da performance era o cliente, e dessa vez ele não tinha errado.

O noivo estava sentado. Parecia nervoso, ele até tremia. Eu apenas ri daquela situação.

Comecei minha pequena performance. Passando o indicador e o polegar sobre uma aba do chapéu. Fui até ele deslizando pelo chão liso. Por detrás dele. Tirei meu chapéu e coloquei nele sussurrando em seu ouvido.

- Então você é o noivo?

- S-sim - ele respondeu nervoso.

Eu sorri e me virei ficando em sua frente, colocando uma perna em seu ombro comecei a fazer alguns movimentos, a retirei e o empurrei para ao chão ainda na cadeira, fazendo o ficar com as costas próxima ao chão. Me ajoelhei sobre ele, colocando uma perna de cada lado sobre sua cabeça, rebolando peguei a bengala e passei entre minhas pernas.

Levantei, o fazendo se levantar comigo, o empurrei para baixo o fazendo se ajoelhar, coloquei seu rosto próximo a minha virilha, rebolando fazendo com que ele batesse com seu rosto em mim.

Me virei rapidamente e andei um pouco, me afastando dele. Voltei a pegar a bengala antes esquecida e encaxei em seu cinto puxando. Arrastei ele para mais perto de mim. Ele tinha o olhar fixo em meu corpo. Seus olhos pareciam querer me comer bem ali naquele palco. E pelo visto ele estava animado perante aquela situação. Ele ficou ajoelhado bem na minha frente e eu passei a bengala delicadamente pelo seu membro. Ele estremeceu. E quase caiu pra trás, foi aí que eu peguei em sua nuca e o puxei pra cima. Colei nossos corpos segurando em sua cintura, e comecei uma dança pélvica juntamente com ele. Eu mantinha meu olhar fixo sobre ele. O noivo a minha frente não parava de olhar nossas ereções sendo esfregadas. Sim eu estava um tanto excitado. Não iria negar o noivo era bem interessante. Uma pele clara pronta para ser marcada e um corpo incrível marcado pelas roupas justas.

Passei as mãos dele pela minha cintura colocando seus dedos em minha calca.

- Quando eu acenar, você puxa minhas calças com força - sussurrei em seu ouvido.

Ele assentiu lentamente para mim e eu sorri de lado.

Soltei suas mãos e fiz um pequeno aceno. Ele puxou minhas calças com força mostrando minhas pernas em uma tanga acentuando meu corpo.

Voltei a coloca-lo na cadeira dessa vez  sentei sobre ele. Segurando em seu ombro com minha mão direita rebolei em seu colo. Seus olhos não saiam do meu corpo quase nu sobre o seu. Pousei minha cabeça em seu ombro e por um momento de descuido me permiti sentir o cheiro do homem a minha frente. Seu cheiro era suave, continha um aroma um tanto floral. Algo completamente diferente de mim. Que era forte e amadeirado.
          Suspirei em seu pescoço e vi toda sua pele se arrepiar. Sorri pelo gesto e me virei olhando bem em seus olhos. Olhos negros e profundos. Consegui ver meu reflexo naqueles olhos e seus olhos pareciam consumir minha alma. Virei um tanto constrangido com aquele descúido. Eu nunca fazia esse tipo de contato com os clientes. Me levantei empurrando levemente pelos seus ombros. Era hora do final.
Voltei ao local onde havia deixado a bengala e o meu chapéu. Os peguei. Coloquei o chapéu e rodei a bengala em minha mão destra fazendo círculos no ar.
             Fui me aproximando dele enquanto ouvia pessoas gritar meu nome e as vezes o nome de outra pessoa. O que fui descobrir depois ser o nome do homem sentado.
          Sentei novamente em seu colo passando a bengala atrás de seu pescoço o puxando mais próximo de mim. Senti duas mãos em minha cintura e sorri.

Finalmente o noivo tinha tomado uma atitude e tocado em meu corpo. Consegui ver seus olhos com um puro desejo para o meu corpo.

O homem à minha frente apertou minha cintura com força. Sem nem piscar os olhos ao fitar meu corpo.
           Vi o homem lamber os lábios e senti um leve arrepio em minha pele. Meu corpo parecia responder ao dele. Algo que nunca havia acontecido antes. Nem com uma mulher. E eu já havia dançando para muitas, todas elas muito belas.
            Senti a mão dele descer pela minha cintura e pousar em minha coxa. Ele cravou as unhas ali fazendo eu estremecer e jogar a cabeça para trás. O noivo havia perdido toda sua timidez do início. E eu precisava acabar aquela dança. Eu não era conhecido pela minha sensatez. Se continuasse daquele jeito iria acabar fodendo ele ali mesmo. Tirei suas mãos de meu corpo fazendo o franzir o rosto. Me levantei e fiquei o encarando de cima me virei sobre ele quase sentando em seu colo. Senti sua ereção sobre minhas nádegas. Aquilo foi a gota d'água pra mim.
         Me virei rapidamente jogando meu corpo sobre ele, sentindo todo o seu perfume. Me permiti parar em sua orelha e soltar um leve gemido. Sorri me levantando e girando sobre o palco me joguei sobre os joelhos no chão fazendo a platéia ficar ensandecida. Meu show finalmente havia acabado. E eu tinha algo pra resolver entre as pernas.
           Saí rapidamente e fui para o camarim tomar um banho frio. O show continuaria. Mas não para mim. Essa noite eu iria abrir enquanto Jongin um amigo meu iria encerrar. Como nós dois éramos os melhores dançarinos dali um sempre abria e o outro encerrava. Essa noite eu abri então essa era a minha deixa.

Saí do banho me secando rapidamente e vestindo minhas roupas comuns para sair dali. Vesti uma calça jeans justa e uma camiseta com estampa do nirvana. Penteei meus cabelos com os dedos.
             Quando abri a porta do camarim dei de cara com meu chefe, Park Chanyeol e o namorado dele Do Kyungsoo. Engoli em seco. Se Do estava ali, coisa boa não era. Ele sorriu para mim. Mais uma coisa que não era nada boa. Kyungsoo sorrir. E ele tinha um sorriso grande  meio forçado.

- Você estava ótimo Jongdae - Chanyeol disse pousando suas mãos em meus ombros.
            - Bahh, não me chama pelo meu nome aqui chefe. Alguém pode ouvir - disse reprimindo aquilo. Não queria meu nome lindo ligado aquele tipo de coisa. Apesar de tudo eu tinha uma vida fora dali. Eu fazia faculdade, e só fazia isso porque precisava. Pois pagava minha faculdade e minhas despesas.
             - Para de besteira Dae. Ninguém da faculdade está aqui. Então relaxa.
           Kyungsoo falou secamente. Às vezes esse cara me dava medo. Mas ele era uma ótima pessoa. Eu só tinha conseguido esse emprego graças a ele.

Quando eu disse que meus pais não iam mais mandar dinheiro pra me ajudar na faculdade meu colega de quarto disse que podia arranjar algo pra mim com seu namorado dumbo. Sim Kyungsoo chamava seu namorado assim, “carinhosamente”, era sim que ele falava.
           Mas quem sou eu pra dizer algo sobre eles.
          Eu prontamente aceitei o emprego. Antes apenas servia bebidas, mas depois de um tempo percebi que poderia conseguir muito mais dinheiro dançando. Foi aí que Jongin entrou. Ele passou a me dar pequenas aulas. Confesso que eu não era muito bom nisso. Mas depois de um tempo passei a ser um dos melhores, não é claro melhor que Jongin. Ninguém superava o Grande Kai.
        - Então Jongdae o Kyungie aqui quer lhe pedir um pequeno favor - meu chefe disse sorrindo pra mim e passando a mão sobre os ombros do menor ao seu lado.
era  cômico olhar o tamanho dos dois. Chanyeol com seus quase dois metros enquanto Kyungsoo era um garoto pequeno que tinha uma cara fofa que dava vontade de apertar. Mas que de fofo não tinha nada.
           E o que eu imagino de Kyungsoo ele nunca pedia nada. Ele sempre mandava. Então era preocupante ver Chanyeol ao seu lado para isso.
           O gigante fazia tudo que o namorado pedia. E eu era obrigado a fazer, pois ou perdia meu emprego ou uma parte do meu corpo. Eu acenei para que ele continuasse mas o pequeno se intrometeu e começou a falar.
             - Você vai sair com meu amigo. E vai ficar com ele. Falou insinuando com as mãos. O que eu entendi rapidamente.

Ok até ai tudo bem. Já havia ficado com caras. Sem problemas.

- Só tem um problema - e sabia que não era só isso, ainda mais vindo de Do Kyungsoo. - Ele é virgem.
             Kyungsoo sempre uma pessoa simples e direta.

- Como?
             - Exatamente - disse cruzando os braços e olhando para o seu namorado esperando algo.
             - Eu vou te dar um aumento - meu chefe disse acordando do seu transe ou seja lá o que fosse.
             - Você já iria fazer isso - disse indignado com aquela proposta.
             Eu não aceitaria aquela proposta. Kyungsoo tinha ido longe demais.

- Ahh, Soo. Ele tem razão. Eu já tinha dito que faria isso - Chanyeol falou colocando a mão na nuca olhando com receio para o baixinho ao seu lado.
            Fechei meus olhos de repente quando vi Kyungsoo levantar uma mão. Ouvi um barulho estridente. Abri meus olhos e vi uma pequena mão marcada no braço de Chanyeol . Do tinha deixado sua marca novamente em seu namorado. Isso já era bastante comum.
     Olhei para Chanyeol que olhava pra mim com uma súplica em seus olhos. Vi seus lábios se mexerem em um por favor silencioso. Respirei fundo.
            - A cama de baixo é minha - disse como um pedido. Não iria perder essa chance de ter a tão sonhada cama de baixo pra mim.
Kyungsoo olhou com ódio para mim. Mas acenou positivamente.
             - E por um mês eu quero abrir os shows. E nem adianta olhar pra mim desse jeito - disse vendo que Chanyeol iria se pronunciar. - Se vira com o Jongin chefe.

A semana de provas estava chegando e eu não aguentaria ficar dormindo tarde e cansado após passar a madrugada dançando, já que o clube só fechava de manhã. Se eu abrisse poderia dormir tranquilamente e estudar pela tarde.

- E mais uma coisa - disse me virando para Chanyeol. - Eu quero o dobro do que você tinha prometido.

Se era pra me vender. Que fosse por um valor que valesse a pena. 

Chanyeol olhou com dor para seu namorado. Mas depois de receber um olhar pior do mesmo se virou para mim e afirmou com a cabeça. 

Eu sorri e continuei. 
             - E quem seria esse amigo?

- Então. Ele é da faculdade. Ele sempre teve uma queda por você - Kyungie falou e eu fiquei intrigado. - O cara pra quem você dançou hoje.
            Opa, isso tá ficando interessante. O primeiro cliente para quem eu dancei e senti algo estava interessado em mim a muito tempo.
             - Espera mas ele não está noivo?
             Me lembrei subitamente de que eu dancei no colo de um noivo e havia ficado excitado.
           - Então - Kyungie começou dando um daqueles sorrisos satânicos que só ele conseguia. - A despedida era uma desculpa. Pra chamar sua atenção.

Abri um pequeno sorriso. O cara era corajoso. Mas seria melhor ter falado comigo. Eu teria o aceitado na hora.

- Eu trabalho com nomes pequeno Do.

Kyungsoo olhou com um certo ódio para mim. Eu sabia que ele odiava ser chamado de pequeno. A não ser pelo gigante do seu namorado. Chegava até a ser irônico. Um gigante e um anão.

- Kim Junmyeon. Você conhece?

Sorri ao ouvir aquele nome. Nunca tinha o visto. Mas qualquer um já tinha ouvido falar do monitor de administração, o curso de que eu e Do fazíamos. Mas Suho, como era conhecido o monitor. Era nosso veterano.

Acenei afirmativamente para Kyungsoo.

- Como vai acontecer? Eu chego nele e pronto.

- Na verdade - DO sorriu para mim - Ele não sabe disso. Então você vai ter que conquistá-lo.

- Foi aí que eu caí na real. O cara era apaixonado por mim. E Do só queria que eu tirasse sua virgindade.

Eu Kim Jongdae ia me envolver com um cara só para ter a cama de baixo e depois dar um belo chute na bunda do mesmo. Realmente. Isso não ia dar certo.

 


Notas Finais


Já já tem mais.
Espero que tenham gostado.
A segunda música a ser tocada.
https://www.youtube.com/watch?v=L3fP18gIoAY

Pra mais informações:
Twitter: @e11enjacob


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