História Ary's e Lana - Capítulo 3


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Lírica, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - O maior símbolo


O maior símbolo 

"Deus é o símbolo que todos compartilhamos... o símbolo de todos os mistérios da vida que não somos capazes de compreender. Os antigos louvavam a Deus como símbolo do nosso potencial humano ilimitado, porém esse símbolo antigo tinha se perdido com o tempo. Até agora." O Símbolo Perdido 

 

"Todas as grandes verdades são simples" 

 

— Ary's, os delírios não têm necessariamente de ser falsos ou ter "inferência incorreta sobre a realidade externa". Algumas crenças religiosas ou espirituais, incluindo aquelas diagnosticadas como delirantes, podem não ser falsificáveis por sua natureza, e portanto não podem ser descritas como falsas ou incorretas.  

Em alguns casos, o delírio pode ser assumido como falso pelo médico que avalia a crença, porque ele parece ser improvável, bizarro ou mantido com convicção excessiva.  

Há também uma dificuldade em conferir a validade das afirmações de uma pessoa levando a que algumas crenças verdadeiras sejam classificadas erroneamente como delirantes. Existem fatores similares que levam dificuldade ao diagnóstico, pois ele é baseado na compreensão subjetiva de um médico em particular, o qual pode não ter toda a informação que poderia tornar uma crença interpretável; outra dificuldade é que quase todas estas características podem ser encontradas em crenças "normais". Muitas crenças religiosas contém exatamente as mesmas características, embora não sejam universalmente consideradas delirantes. 

 

— O que você quer dizer com tudo isso é que seus delírios podem não terem sido delírios? — perguntou ele confuso. 

— Sim! Eu posso ter classificado como delírio, mas pode ter sido mais real do que essa almofada que você tem na mão. — respondi.

 

"O que tira você do sintoma, não é negar o sintoma, é ir no seu coração"  

 

Nós teremos que analisar as coisas em dois aspectos pelo menos. O primeiro será aos olhos da espiritualidade — religião ou Deus —, o segundo aspecto será pelas lentes da ciência.  

O que posso dizer sobre Deus, Arys? — Deus é o bem! 

O que posso dizer sobre mim, Arys? — Eu sou o mal!  

O tem em meu coração? Quais os sintomas? 

Amo a Deus e acredito nele. Eu quis compreendê-lo, mas parece que nenhum homem conseguiu e por que justamente eu, seria a primeira pessoa? Acredito que ele é essa grande força que move o universo, independentemente de religião, não falo de religião, falo de fé em um Deus verdadeiro. Parece que o ser humano nasceu com um pequeno espaço no cérebro que o faz com que tenhamos uma necessidade incontrolável de adoração a algo, a um ser, a um deus. A melhor das melhores invenções do homem foi a religião que na maioria das vezes é completamente distorcida, mas ainda eficaz. Trás uma ideia de esperança após a morte. Se nada der certo aqui, ainda temos uma esperança. Não acreditar em Deus seria uma completa bobagem, passaríamos a acreditar em qualquer coisa, incluindo nós mesmo como centro de tudo. Seria um tanto brega e tolo de nossa parte. 

Por que o homem peca? Por que eu peco? Pensei a respeito disso por muito tempo, talvez esse tenha sido o questionamento mais frequente em minha mente e o motivo de muitas lágrimas. Negar o pecado e tentar maquiá-lo ou ter medo de confessá-lo a Deus, por vergonha talvez, pode ter sido o pior dos sintomas.  

Cheguei a uma conclusão... para que o homem pudesse existir era necessário uma condição que o diferenciasse de Deus e o tornasse homem. Deus é amor, o amor maior de todos que é inexplicável, capaz de perdoar qualquer pecado. Ele é o branco, o puro, o imaculado, o perfeito, a perfeição, o que fez tudo, o que faz tudo, o dono do universo, o todo poderoso... inúmeros adjetivos que nos levam a apenas um pensamento, Deus é o BEM ABSOLUTO.   

Penso no Jardim do Éden, até aquele exato momento que antecedeu a desobediência do homem em comer do fruto do bem e do mal, o homem também estaria em um estado de BEM ABSOLUTO? Seria ele um deus? Feito a imagem e semelhança de Deus. Estaria o homem no mesmo patamar de Deus, naquele momento? Para Deus ter criado um fruto do conhecimento do MAL, Deus conheceria o MAL? A diferença entre nós é que Deus não pratica o MAL? Então Jesus seria realmente seu mensageiro salvador para mostrar ao homem como vencer o MAL? Se Deus conhece o mal, não voltaríamos assim a condição de sermos iguais a Deus? Mas o que ainda nos diferencia é que o homem não consegue vencer o mal?  

Teria sido o fruto proibido o primeiro vírus a existir? O vírus que faz com que o homem seja completamente dependente de Deus? Quando o homem pratica o mal e peca, então ele corre para Deus implorando seu perdão, o mal é a condição que faz com que o homem jamais se iguale a Deus? Dizem que alguns alunos superam o mestre. Esse pode ter sido o grande mecanismo que Deus fez para que sua criação jamais o superasse? E quando Jesus vem a terra é propagado uma grande ideia de que é possível chegar tão perto de Deus e um dia voltar a ser como ele é ou a estar como ele? Quem nunca quis ser um deus ou estar com o Deus?  

O homem escolheu pecar ou foi induzido a pecar? Se Deus sabe de tudo, não saberia ele que o homem não iria resistir e comeria do fruto do conhecimento do mal? É impressionante como tudo é subjetivo. A religião nos traz em Deus esperanças, mas deposita no homem a total responsabilidade de crer ou não crer e não responde perguntas.  Deus então teria escolhido ser o perdoador? Pois só existe o perdão se houver algo para perdoar. Não existe um homem sem Deus e Deus sem um homem? 

Sabe Arys, talvez o maior dos sintomas tenha sido o de: — Você deve fazer isso que é o Deus quer, está na sua lei; você não deve fazer isso, senão vai para o inferno. Você precisa ser perfeito! Você não pode errar! O que vão pensar ou falar de você? Assim você vai para o inferno! Deus nunca vai te amar assim! Deus está de olho em você o tempo inteiro! Você não pode sentir isso! Você deve ser santo! Você não pode pensar isso! Você não pode RESPIRAR! Você não pode VIVER!  

Inúmeros NÃO'S!  Uma opressão! A merda foi feita no Jardim e eu hoje, agora, é que tenho a culpa e carrego nas minhas costas o peso de ser imaculado? Quem consegue?    

Deus não deve ser uma opressão ou um fardo. Não faria sentido. Deus é um estilo de vida, um grande conhecimento de como viver bem na terra ou tentar. Ele é o grande símbolo entre todos nós. Por que a religião insiste em nos oprimir? Traz na mão direita o alívio e na esquerda a escravidão. E Jesus não nos libertou? Jesus veio não foi para dizer: — O meu Pai é o símbolo que une todos nós! É a grande força! A fé é que te salva! Que nos torna um com ele! Todos vocês são meus irmãos e filhos Dele. Jesus trouxe o mais belos ensinamentos doutrinários sobre a moral reunindo todos em um laço de amor. Jesus falou TODOS!  

Jesus deixou de lado todo e qualquer preconceito e uniu toda humanidade — se pararmos para pensar, hoje, seria a união de mais de 7 bilhões de pessoas. Totalmente ligadas por um único símbolo —  o amor.  

Ele nos amou primeiro. Ele veio para trazer vida e nos libertar do jugo da escravidão. "Se o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres."  

O que é ser livre? É não termos vergonha de ser quem somos

— Quanta coisa em seu coração, Lana! — Arys falou um tanto apreensivo. 

— Arys, isso nem é o começo. — respondi com o semblante entristecido.  

O que na verdade somos? O que você vê quando me vê?

Se o mundo ainda é mau o culpado está diante do espelho.

​O que na verdade somos? O que você vê quando me vê?

Pra quê serve a luz se não acende? Não ilumina a escuridão!

​Se não há mais segredos para esconder, por que complicar a verdade?

O que adianta apontar o caminho e seguir outra direção?

Quando o mundo tenta nos enxergar, será que vê o que realmente somos?

​Pra falar do amor, tenho que aprender a repartir o pão, chorar como os que choram, me alegrar com os que cantam, senão ninguém vai me ouvir sem amor.

​Se a verdade é tão simples, onde erramos? Ou o que deixamos de fazer?

​Se não há mais segredos, por que complicamos? Poucos entendem a verdade.

​Pra fazer diferença não basta ser diferente. De que modo eu mudo a história? Com discurso ou com ação?

 



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