História Às 03:00 - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Personagens Originais, Suga
Tags Bangtanboys, Bts, Hentai, Hot, Minyoongi, Suga, Suspense, Terror, Yoongi, Yssschr_
Visualizações 1.656
Palavras 2.007
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Prometido e cumprido.

Finalmente hoje eu trouxe um projeto que eu guardava já tinha um tempo - meses - e como Sexual Ouija foi bem recebido, resolvi postá-la logo de uma vez.

Vai funcionar assim: serão 5 capítulos, esse é o primeiro, e cada um dos próximos 4 capítulos terá hot. Preparadas? q

■ LEIAM AS NOTAS FINAIS ■

Eu espero muito que gostem e ignorem se encontrarem algum errinho por aí! Boa leitura~

Capítulo 1 - I. Creepypasta


Fanfic / Fanfiction Às 03:00 - Capítulo 1 - I. Creepypasta

 

Quantos segredos você consegue manter?

Ou melhor, quantos lhe convém?

Queira ou não, uma noite pode guardar muitos segredos sombrios em sua escuridão, e, mesmo assim, consegue se sentir seguro aí, debaixo de seu cobertor?

Às vezes, aquela sensação de estar sendo observada quando as luzes se apagam pode não ser apenas uma simples sensação. Fechar os olhos para dormir e sentir um soprar frio tocar levemente por sua pele talvez não seja somente uma mera coincidência.

Será que você está realmente sozinha agora? E se, exatamente ao seu lado e nesse mesmo segundo, um olhar fixo estiver sobre você? Espreitando cuidadosamente... observando cada movimento seu e esperando um só deslize para saborear do seu medo e da sua aflição.

Uma vez alguém me disse que é às 03:00 da madrugada que as coisas mais obscuras e profanas acontecem; a hora em que o relógio bate, a luz apaga e o medo te consome.

Quer um conselho? Nunca, sob hipótese alguma, olhe por trás da cortina, nem sequer pense em tirar os pés da cama e muito menos se escutar um barulho estranho.

Se assegure de nunca ser a última pessoa a dormir e de nunca ser a que apagará a luz.

Resumindo, não seja eu.

[...]

 

- Primeiro: nunca tire os pés da cama.

Segurei firmemente a lanterna em uma de minhas mãos, mantendo apenas um dos olhos entreabertos ao lentamente sentir o tocar gélido e suave das pontas de meus pés sobre o assoalho, escutando o breve ranger da madeira e deixando um suspiro aliviado escapar por meus lábios.

- Segundo... - Ditei soprado. - ... nunca saia de baixo do cobertor.

Apertei o tecido grosso entre meus dedos, contraindo meus lábios e prontamente fechando os olhos. Puxei todo o ar que podia direto para meus pulmões e expirei, sentindo uma brisa fria soprar em minha pele assim que o cobertor deslizou por meu corpo em direção ao chão.

- E terceiro... nunca olhe por trás da cortina.

Fixei meu olhar na grande peça de tecido, estreitando os olhos e respirando fundo. Um pouco receosa, passei a língua pelos lábios secos e, dando o primeiro passo - lenta e sincronizadamente meticuloso para que ninguém ali acordasse -, caminhei sem fazer barulho algum, ouvindo apenas os toques longínquos do sino da pequena capela misturados à minha respiração trêmula e arrastada.

- Não vai ter nada, Nan Hee, não vai ter nada... É só uma história... - Balbuciei comigo mesma, querendo voltar para a cama a cada passo dado.

Era isso que ler creepypastas e assistir a filmes de terror escondido faziam comigo. Cá estava eu, em plenas 03:00 horas da madrugada seguindo os passos de um conto de terror completamente sozinha enquanto todos dormem.

Mordi meu lábio inferior por dentro e bem devagar levei a mão até o pano de tons vinho, prendendo-o entre meus dedos e respirando fundo mais uma vez.

Do que eu estava com medo, afinal? Nenhuma dessas estórias eram reais.

Ou eram?

Engoli seco e apertei o tecido em mãos novamente, o puxando para o lado de uma vez só e deixando uma considerável brecha se abrir, pela qual um feixe de luz da lua escapou me fazendo revirar os olhos ao ter somente a visão rotineira e sem graça do jardim da frente.

- Perda de tempo. - Bufei, mostrando a língua para a lua minguante estampada no imenso céu estrelado e fechando a cortina outra vez.

Antes mesmo que eu pudesse recuar meus passos para voltar até a cama, um ranger de portas fez cessar até meus mais profundos pensamentos, me fazendo pairar no ar como uma estátua e permanecer ali, imóvel e sem reação alguma.

Prendi minha respiração e levantei o olhar vagarosamente até a porta do extenso cômodo, vendo que a mesma continuava intacta.

- O q-que foi isso...? - Murmurei, desligando por completo a lanterna em minha mão e conferindo se alguma das meninas havia saído de sua cama.

Talvez alguém na cozinha? Aquela não parecia ser a costumeira hora da Sra. Lee acordar... Um gato invadiu outra vez o orfanato? Quem sabe uma daquelas andorinhas de novo.

É, deveria ser isso.

Peguei meu cobertor e me empacotei toda, deixando apenas meu rosto e alguns fios de meus cabelos negros aparecerem. Mordisquei os lábios inquietamente e me aproximei da porta do quarto com cautela, girando a maçaneta lentamente e puxando a porta como se minha vida dependesse daquele mísero momento.

Com apenas uma pequena fresta, posicionei o rosto ali, fechando um dos olhos e tendo foco com o outro. Sem perder tempo, acendi a luz clara da lanterna e me deparei com um vazio e silencioso corredor.

Mais um ruído se estendeu no andar de baixo. Estalado e ressonante.

Passos.

Segurei firmemente na maçaneta gelada e puxei um pouco mais a porta para o lado, encarando o grande lance de escada no final do corredor.

- Suspeito, muito suspeito... - Semicerrei os olhos, andando em passos morosos e parando de frente à grande e intimidadora escadaria. - Ok... qual é maior? Meu medo ou minha curiosidade...? Minha curiosidade.

Degrau por degrau, desci vasculhando a enorme sala de estar com os olhos e fazendo questão de pôr a luz da lanterna em cada mísero cantinho sequer.

Eu podia estar muito encrencada por estar vagando dentro daquele casarão depois do toque de recolher? Não só podia, como já estava. Porém, existe uma coisa em mim que simplesmente não consigo controlar. Uma coisa que quase sempre - me ferra - se torna mais forte que qualquer necessidade de bom senso. Uma coisa que me domina em qualquer situação. Essa coisa se chama curiosidade.

E azar também, mas essa não vem ao caso agora.

- Tem alguém aí? - Sussurrei já no andar de baixo, deslizando a lanterna pelo lugar escuro e arregalando os olhos ao ver um vulto passar ligeiramente pela luz amarelada, formando um sombra pequena no pé da parede.

Seria alguma das crianças pequenas acordada? Era bem improvável. As primeiras a irem para a cama com certeza eram as crianças menores e aquela sombra era muito minúscula para ser de alguém do meu quarto.

Respirei fundo e direcionei a luz para onde o vulto havia ido: a cozinha.

Lembro-me que, em um dos contos de terror que li quando vagava pela internet, a cozinha era sempre o lugar em que as "coisas sobrenaturais" aconteciam, e eu estou às 03:00 horas, o bendito horário morto, indo em direção dela.

Preciso dizer mais alguma para concluírem o quanto eu sou uma pessoa idiota?

- Olá, tem alguém aqui...?

É, não precisa.

O chão amadeirado rangia vagarosamente a cada passo meu e o gosto metálico em minha boca se fazia presente devido às várias mordidas e beliscadas de meus próprios dentes, apenas evidenciando não o meu medo, mas sim a minha ansiedade.

Assim que me aproximei da entrada da cozinha, preenchi os pulmões com todo o ar que pude e quase que imediatamente coloquei a luz da lanterna sobre a mesma, engolindo seco ao ver mais uma vez o pequeno vulto se esconder atrás do... pote de mel?

Franzi a testa, um pouco receosa, e me aproximei devagar, esticando o braço e tocando com as pontas dos dedos na superfície gélida do pote de vidro. Podia sentir minha respiração pesar, meramente trêmula e lenta, enquanto meus olhos se mantinham fixos no grande pote.

Respirei fundo e afastei o objeto para o lado de uma vez só, arregalando os olhos de imediato e abafando meu grito quase histérico e agudo com as mãos.

Eu estava delirando de vez.

Completamente louca, louquinha de pedra.

- V-Vo-Você... C-Como... Santo Deus. - Engoli seco, apontando com dedo trêmulo para o minúsculo homenzinho branco todo debruçado sobre a parede.

É, eu estava oficialmente louca.

Sacudi a cabeça negativamente, coçando os olhos com as mãos e engolindo seco ao continuar vendo a pequena criaturinha tentar arrastar de volta o pote para sua frente ao mesmo tempo em que resmungava baixinho vários xingamentos - uns que eu nem mesmo sabia que existiam.

- Meu Deus... é o anão do jardim! - Tentei, sem sucesso, conter minha exclamação escandalosa, apontando empolgada para o pequeno homem, que pôs as mãos em sua cintura e me olhou com um semblante indignado.

- O que você disse, garota?!

Recuei alguns passos, arregalando ainda mais os meus olhos ao ver o homem pular ao chão e instantaneamente ficar em uma altura consideravelmente maior que a minha. Sua voz era um tanto acentuada e sua feição emburrada estava visivelmente estampada por seu rosto pálido enquanto suas orbes negras se encontravam com as minhas, de uma forma tão intensa que meus pensamentos tornaram-se desconexos e meu corpo estremeceu dos pés a cabeça.

- C-Como você...

- Anão de jardim?! Pff, quem é a anã aqui agora, tampinha? - Ele empurrou minha testa com o dedo indicador e simplesmente desapareceu de meu campo de visão.

Olhei para os lados um tanto inquieta e o avistei escalar o balcão, outra vez em um tamanho encolhido.

- I-Isso... não pode ser real. É só um sonho. - Ditei em murmúrios, abaixando a cabeça, fechando os olhos e sacudindo-a na tentativa de me livrar daquelas esquisitas alucinações. - É só um sonho, Nan Hee, não é real...

Repeti em murmúrios, sentindo de súbito um calafrio tomar a extensão de meu corpo em uma brisa suavemente fria soprando por minha pele. Passos lentos soaram atrás de mim, um por um, me fazendo prender o tecido fino de minha camisola por entre os dedos e apertar ainda mais os meus olhos, os mantendo fechados fortemente e mordendo meu lábio inferior por dentro.

- Nan Hee... Gostei. - Um sussurro rouco e soprado soou rente à minha audição.

Senti uma respiração quente e pesada bater contra meu ouvido, arrepiando cada mísero milímetro de minha pele.

- Q-Quem é v-vo...? - Tentei indagar, porém em um tom fraco, como se minha voz falhasse ainda na garganta.

Eu podia sentir indescritivelmente o calor alheio em meu corpo; entreabri os olhos hesitante, tendo minha visão ainda tomada pelo escuro e ouvindo um ranger nítido sobre o assoalho, tendo agora a certeza de que não havia mais nem um espaço sequer entre nós dois.

- Importa? - Seu riso soprado bateu contra a curvatura de meu pescoço e logo ele fez questão de andar ao meu redor lentamente como se me analisasse dos pés à cabeça, e eu podia jurar que vi um sorriso malicioso se formar brevemente em seus lábios, logo desfeito em um semblante sério.

Assim que parou em minha frente, o desconhecido pendeu o rosto para o lado, fitando meus lábios descaradamente.

O terno preto delineava seu corpo com perfeição e até mesmo o simples nó frouxo de sua gravata parecia ter sido feito milimetricamente de propósito. Observei cada detalhe e traços de seu rosto atentamente enquanto suas orbes negras se distraiam em mim.

A pele pálida contrastava com os cabelos completamente escuros e com os lábios rosados.

Quem era ele afinal?

- Tem um homem desconhecido que muda de tamanho na cozinha de onde moro e no meio da noite. Acho que deveria importar. - Retruquei, pigarreando fraco.

- Bom... é plausível. - Ele concordou com a cabeça levemente, retendo o olhar intenso ao meu.

- Quem é você? Ou melhor, o que é você? - O fitei receosa ao vê-lo dar um passo para mais perto, me olhando de cima e deixando os lábios exatamente na linha de meus olhos.

- Se eu disser... vai ter medo? - Suas palavras foram sussurradas em um tom arrastado, me fazendo estremecer em questão de segundos. - Se eu disser... vou ganhar algo em troca?

- O que quer? - Levantei o olhar, cruzando-o com o dele enquanto um sorriso malicioso tomava forma no canto de sua boca.

- Quero sua alma, seus pensamentos, seus medos, seus desejos... quero você.

 

 

E foi ali que o nosso laço se formou. Um laço desintencional, impuro, profano, em um nó impossível de ser desfeito. Um laço eterno. 


Notas Finais


E AÍ? O QUE ACHARAM?

Galera, esse projeto vai ser bem "difícil" de trazer por causa do meu tempo corrido e da escrita ter que trazer suspenses novos e singulares a cada capítulo, OU SEJA, preciso que vocês comentem se gostaram, é bastante importante pra que eu possa saber se a fic está sendo bem recebida ,_,

É só isso então ♡

Edit: Muitos já viram que o Spirit excluiu uma de minhas maiores fanfics e eu quero muito me desculpar e dizer que eu vou fazer o possível pra responder todos os comentários de "Às 03:00" amanhã ou assim que eu ficar mais disposta. Agora eu realmente não tô nada bem pra fazer isso, tô me sentindo pra baixo e já chorei demais por isso, então espero que entendam. E mais uma vez, me desculpem :c

[ Indicação/Seokjin/Hetero: https://spiritfanfics.com/historia/hospital-9890936 ]


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