História As 10 Missões Antes Do Meu Suicídio - Capítulo 9


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Missões, Mutilação, Romance, Suícidio
Visualizações 190
Palavras 1.657
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oies
Eu estava com saudades de escrever sobre a Alice e o Daniel.

Capítulo 9 - Vamos lá Amor Talvez Forte.


Eu deveria sentir alguma coisa? Porque eu não sinto nada? Sinto como se eu estivesse em um lago vazio, escuro onde só Daniel pode me salvar.

Dois dias se passaram e ele só me ignora, não deixa a janela aberta, não me acorda, eu não sei oque fazer. Daniel era meu mapa, minha bússola... Meu tudo, eu sabia oque fazer quando estava com ele, porque eu não sei mais oque fazer?

-Você não deveria ter ido para a piscina Alice...- Eu sussuro para mim mesma enquanto estou deitada.

São 3h49 da manha nem parece que tenho aula, faltei muitos dias, não posso mais faltar.

Eu não estou preparada para voltar é lembrar de toda aquela cena.

Me levanto, vou até a janela e pego uma pedrinha que ficava de enfeite na minha escrivaninha. Jogo ela na janela que dá um belo estralo.

Daniel acende a luz do abajur, posso ver a sua sombra.

-Daniel eu sei que você está aí, eu gostaria de saber oque fazer, mas eu não sei. -Eu digo e posso ver sua sombra se levantando e levando os joelhos até o peito.- Por favor me perdoe, eu só gostaria de te explicar, mas acontece que tem algo que nos separa: uma janela e uma cortina. Por favor. -Eu digo e ele desliga o abajur e volta a dormir.

Respiro fundo e volto a me deitar na cama.

Jesse me ligou algumas vez desde toda aquela cena, eu deveria ter atendido. Porra Alice.

Deito a cabeça no travesseiro e fecho os olhos, prometo a mim mesma que não vou abri-los, para que eu possa pegar no sono. Adormeço.

Na manhã seguinte eu acordo, meus olhos ardem das lágrimas da noite anterior e minha cabeça lateja. Eu queria apenas ficar deitada o dia todo, mas tenho um problema chamado: Daniel.

Me levanto e olho para a janela, Daniel estava lá, me observando. -Me pergunto se ele fez isso desde aquele dia.- Nossos olhares se encontram e ele vai embora.

Me sinto culpada por alguns segundos, toco meus lábios e me vem a lembrança do beijo do Daniel, mas junto vem a lembrança do beijo de Jesse. Oque só piora tudo.

Me levanto, limpo as lágrimas e vou tomar um banho. Tomo um banho gelado, pego a toalha, me seco e me visto. 

Saio de casa, percorro o mesmo caminho extremamente chato e entediante.

Chego, entro na sala e procuro Daniel, ele está do outro lado da sala, bem longe de mim pelo visto. Vou para o meu lugar e me sento. Jesse chega em seguida e me olha.

A maldita aula se inicia, matemática. Tomar no cú é bom, mas já experimentaram fazer exercícios de matemática sem saber nada?!

Abaixo a cabeça, mas não consigo dormir. O sinal do final da aula toca, já sem aguentar, pego minha mochila e vou direto para a biblioteca. Não vou continuar com a tortura de ter Daniel me odiando e Jesse me paquerando no mesmo lugar. Não fico mais naquela sala nenhum segundo.

Vou correndo para a biblioteca, as lágrimas escorrem. Quando chego, a biblioteca está totalmente vazia, tem só uma senhora de cabelos brancos, pele enrugada e olhos da cor do céu.

Me sento na primeira mesa que avisto, coloco a mochila lá e começo a procurar algum livro.

Passo pela sessão infantil, observo todos os livros e me lembro que com menos de 9 anos já tinha lido a maioria.

Onde aquela garota foi parar? Eu não sei. Ela era feliz e pode parecer meio clichê, mas era diferente de todas as outras meninas de 9 anos.

Vou finalmente para a sessão de livros de romance, pego um que nunca havia visto na vida, vou para a mesa e leio.

O início falava sobre uma garota que amava um garoto, mas um dia ela foi mandada para um hospital psiquiátrico por ser considerada louca.

Começo a chorar e soluçar, respiro fundo e lembro de Daniel, por que eu estava chorando ganso por uma pessoa ? Se Jesse me visse diria a mesma coisa que disse quando me abandonou, "Você está chata, e idiota, se afetando com oque não deveria." 

A senhora que estava na biblioteca se levanta do balcão e vem até mim. Ela está com uma saia verde água, uma blusa branca e um casaquinho rosa bebê.

-Oque houve minha pequena jovem? -Ela pergunta se sentando do meu lado.

-Não houve nada. - Eu digo.

-O livro está muito triste? -Ela pergunta e eu faço não com a cabeça. -Não venha com esse papo de que não houve nada, eu tenho 89 anos e sei bem quando uma jovem está triste.

-Eu agradeço pela preocupação, mas...-Eu digo me levantando da cadeira e ela me puxa com uma força maior do que parecia ter.

-Foi um garoto? Uma paixão? -Ela pergunta levantando meu rosto, eu faço sim com a cabeça.

-Oque se faz quando se ama muito? -Eu Pergunto.

-Eu não sei, depende. -Ela Responde. -Ele te ama? 

-Ele foi a primeira pessoa a dizer que me amava. E então eu fiz besteira.

-Foi culpa sua? -Ela pergunta e seu tom de voz me acalma.

-Sim e não.

-Fica calma minha querida, se ele te ama ele vai te perdoar, vocês vão se reconciliar. -Ela diz.

Por alguns segundos meus soluços quebram o silêncio.

-Oque é o amor? -Eu pergunto.

-Não tem como explicar o amor, é um sentimento que você sabe que tem, um sentimento diferente que quando chega você descobre, - Ela diz, puxa um lenço do bolso e me entrega. -Claro que o primeiro amor é diferente de todos os outros, o primeiro amor você se joga sem medo e os outros amores você sente medo. 

-Eu o amo tanto. -Eu digo é uma, duas, três lágrimas insistem em cair. 

-A o amor... -Ela diz com um longo suspiro. - O amor nos deixa rolos de uma forma boa.

-Nos deixa com dor de cabeça, nos faz querer guardar a pessoa num potinho e proteger de tudo. -Eu completo.

-Eu já amei... Ele era maravilhoso, eu o conheci na sua idade. Odiava ele, mas aos poucos fui conseguindo achar algo bom. -Ela diz com um sorriso no rosto.

-Ainda estão juntos? -Eu pergunto ingênua.

-Ele morreu da dois anos. -Ela diz.

-Me desculpa eu...

-Não tem problema, ele está em um lugar melhor. Ele era uma boa pessoa, menos quando deixava a toalha molhada em cima da cama ou quando chegava bêbado e eu tinha que dar uma esporros nele, mas ainda o amava. -Ela diz e um sorriso maliciosa surge em seus lábios finos. - Sem falar que a pipa dele subiu por muitos anos.

-Meu Deus!  Eu não precisava saber disso.-Eu digo rindo.

-Tudo vai se ajeitar aos poucos pequena garota, se ele te ama ele vai te perdoar, independente do que tenha feito. -Ela diz, eu sorrio e ela vai embora. 

-Obrigada... -Eu digo, dou uma pausa e leio o nome em seu crachá. - Elisabeth.

-De nada. -Ela sorri. -Me chame só de Eli.

O sinal toca e eu já estava mais calma, me levanto e coloco o livro na estante. Vou até o banheiro e passo uma água no rosto. As palavras de Eli não saiam da minha cabeça "Se ele te ama ele vai te perdoar." E por um segundo pensei:"Mas e se ele não me amar?"

-Olá pequena Alice. -Jesse diz entrando no banheiro.

-Eu não sei se você reparou, mas isso é um banheiro feminino. - Eu digo.

-Achei que fosse a garota que não gostasse de regras. - Ele diz e e me irrita.

-Oque você quer? - Eu pergunto com raiva.

-Eu quero conversar com você. -Ele diz fechando a porta do banheiro.

-Abre esse merda agora! -Eu digo já assustada com oque ele possa fazer, pego o estilete que estava no bolso da minha calça e o escondo na manga da blusa.

-Eu não vou tentar nada Alice, eu prometo. - Ele diz se aproximando.- Mas você também poderia não dificultar as coisas. -Ele pegando meu braço e pega o estilete. A o pegar o estilete ele puxa as mangas do meu casaco e observa os meu cortes. -Alice?

-Não é nada! São coisas antigas. - Eu digo e podia ver a expressão de medo e susto em seu olhar. -Fala logo oque tem que dizer.

-Bom, eu vi oque eu acabei causando entre você e Daniel, eu queria pedir desculpas. - Ele diz e eu sei que está falando a verdade.

-Jesse... Você tem ideia de como aquilo me afetou? 

-Alice, me desculpa. -Ele diz e eu escorrego pela parede e sento no chão.

-Fala com o Daniel, por favor! - Eu Imploro. - Ele não me escuta, e talvez ele não vá te escutar, mas oque custa tentar. 

-Alice, por favor para...- Ele diz e eu o interrompo.

-Com oque porra? - Eu pergunto irritada.

- Eu detesto te ver implorando. - Ele diz eu fecho os olhos. 

-Tá bom... Tenta falar com o Daniel. -Eu digo me levantando e indo em direção a porta, mas me viro para encarar Jesse. - Mas antes me devolve meu estilete. 

-Não confio em você com um estilete depois do que eu vi. - Ele diz e eu vou embora irritada.

Talvez eu tenha sido babaca por implorar a Jesse que falasse com Daniel, mas não tinha outro jeito, era isso ou eu sofrendo.

(...)

Chego em casa, todos saíram então eu tenho que aproveitar meu tempo só dá melhor maneira, vou para o meu quarto, tiro minhas roupas e me jogo na cama. 

Alguns minutos depois escuto a maldita campainha tocar.

Pego o primeiro roupão que vejo pela frente e desço para abrir a porta e mandar imediatamente embora quem for que estiver lá.

Abro a porta e ...

-Daniel...- Eu digo de forma tão baixa que sai quase como um sussurro.

-Oi Alice. - Ele diz sério.-Temos algumas coisas para esclarecer.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Desculpem a demora


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