História As Aventuras de Bad Wolf - Capítulo 6


Escrita por: ~

Visualizações 5
Palavras 2.055
Terminada Sim
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - O Reencontro


Fanfic / Fanfiction As Aventuras de Bad Wolf - Capítulo 6 - O Reencontro

 Sai pela porta. Com a cabeça baixa. Dava passos curtos. Voltei a andar pelas ruas.

- Agora estou sozinha novamente. Era isso que você queria pai? – falava alto no meio da multidão - não atrapalhar o futuro... – pensei em seguida.

 Fiquei pensativa por um momento, mas logo sabia a resposta. Eu sou praticamente o próprio tempo. Posso controlar ele, mas não posso destinar a pessoa em um futuro diferente. Se isso acontecesse, o futuro de outra pessoa ou local mudaria.

Fui até uma cafeteria. Pedi um café preto do tamanho médio. Tirei o dinheiro que restava dos bolsos e entreguei a atendente.

- Para que tempo e espaço eu irei? – pensei enquanto tomava meu café.

Havia um toca disco nos fundos da cafeteria. Nele, estava tocando Beethoven.

- Por que não vê o Beethoven tocando ao vivo?

Olhei para o meu relógio de viagem do tempo. Coloque-o no meu pulso. Terminei, rapidamente, de tomar o resto do café. Sai da cafeteria às pressas. Busquei um local que ninguém olhasse o que estivesse fazendo. Acionei o relógio para o local e data desejados. Respirei fundo e dei mais uma olhada para o presente.

- Hora de voltar no tempo! – falei para eu mesma ansiosa para o que viria.

Apertei o último botão. Fechei os olhos. Quando os abri, eu estava lá. Em ruas estreitas, carruagens passando. Na rua, comecei a escutar um piano sendo tocado. Sabia que estava no local certo. O som do piano vinha de um pequeno bar. Vou em direção a ele e entro. Ele ainda não fazia tanto sucesso no tempo onde estava. Sento em uma cadeira e um barman me oferece uma bebida.

- O conhece? – perguntou o barman.

- Sim – disse enquanto ficava vidrada em Beethoven.

- Você não é daqui, é?

- Não, eu vim de muito longe – dei um gole na bebida.

- Seu cabelo é azul...

- Tem algum problema nisso?

- Não... ele só é... diferente... das outras mulheres.

- Ainda bem que sou.

Beethoven termina sua apresentação. Como uma maneira de agradecimento, bato palmas. Todos começaram a me olhar. Apenas eu estava o aplaudindo. Ele me notou e se levantou. Instantaneamente parei. Virei para o barman e tomei mais um gole.

- Acho que fiz besteira – penso enquanto bebia.

Ele se aproxima de mim. E senta ao meu lado. Eu conseguia sentir seu cheiro perto de mim. Naquele momento não sabia mais o que fazer. Minhas mãos começaram há tremer um pouco.

- Me der uma bebida e outra para essa dama – disse Beethoven ao barman – parece que alguém aqui gostou de minha apresentação.

Fiquei para. Olhando fixamente para frente.

Ele segura a minha mão.

- Desculpa, mas eu não deveria esta aqui – disse olhando para seus olhos penetrantes.

Levanto da cadeira e me esbarro em um cara bêbado.

- Quem você acha que é para me dar um empurrão? – disse o bêbado se segurando no balcão enquanto eu tento ficar em pé de volta.

Quando, finalmente, estou em pé. O bêbado se aproxima e me dar um soco. Meu nariz sangra. Dou um soco de volta e ele cai. Beethoven dá um salto para que não seja levado ao chão pelo bêbado. Vou de volta até a mesa e pego o outro copo de bebida. Bebo de uma vez.

- É isso o que acontece quando alguém me machuca. Que isso sirva de lição – disse para o cara no chão ainda atordoado.

Sai daquele lugar imundo. Beethoven veio correndo atrás.

- Você não quer que eu ajude com o ferimento?

Parei de andar no mesmo instante que ele terminou a pergunta. Coloquei a mão no meu nariz e visualizei o sangue escorrendo entre meus dedos.

- Claro, por que não? – disse enquanto olhava para ele logo atrás de mim.

Fomos andando até chegar à sua casa. Ela era estreita e tinha três andares. Entramos e subimos até o seu quarto, onde tinha uma cama e um piano logo na entrada. Coloquei meu chapéu em um criado mudo do lado da cama e me sentei nela. Ele pegou o que parecia ser um kit de primeiros socorros e sentou ao meu lado.

- Você vai ficar bem. Não chegou a quebrar o osso.

- Eu sei que vou. Só não esperava vim até sua casa e sentar na sua cama.

- Sei que deve esta pensando. Que vou abusar de você ou que vou fazer alguma maldade.

- Não, não estava pensando nisso. Estava pensando de qual maneira eu influenciaria na sua vida e na sua carreira.

Ele me olhou de maneira surpresa.

- Então... você não é daqui?

- Acha que sou parecida com as mulheres daqui?

- Nem um pouco – disse olhando meus trajes de roupa – ainda mais o tom do seu cabelo... você é a mulher mais diferente que conheci.

- E isso é bom?

Beethoven ficou em silêncio enquanto olhava para meu rosto.

- Qual é o seu nome?

Dei uma leve pausa.

- Pode me chamar do que quiser. Eu não tenho um nome.

- Você sem dúvida é a pessoa mais diferente que conheci.

Ele parou de limpar o sangue. Ficou me olhando por um momento. Passou sua mão em meu rosto com delicadeza, como se estivesse manuseando algo frágil.

- Já terminou com o sangue? – disse interrompendo-o.

- Sim... claro – respondeu de maneira desengonçado.

Ele guardou o kit e voltou para onde eu estava.

- Quer escutar a minha nova sinfonia?

- Claro.

Deitei-me na cama e esperei ele começar a tocar. Eu conheci muito bem essa sinfonia. Era a sinfonia nº 1 em Dó maior, op. 21. Meu corpo começava a relaxar a media que ele ia tocando até que, finalmente, cai em um sono.

Acordei em meio a um sonho com o Doctor. Alguma coisa deve esta errada, afinal, nunca sonhei com ele antes. Olhei para o meu lado e observei Beethoven dormindo calmamente. Estava começando a amanhecer. Sai da cama e fui até a janela. Olhei as poucas pessoas que estavam andando pela rua.

- O que estou fazendo aqui? – falei de maneira que apenas eu escutasse.

Sinto uma mão em meu ombro.

- Você foi longe demais – disse Doctor.

Não fiquei surpresa, afinal ele iria vim atrás de mim. Ele deve ter colocado um rastreador no meu relógio, já que tinha ficado com ele enquanto eu estava no hospital.

- Eu sei disso – respondi enquanto eu ainda olhava as pessoas passando na rua.

Beethoven acordou e não estava entendendo o que estava acontecendo.

- Quem é você e como entrou aqui? – disse se direcionando ao Doctor.

- Eu já estou de saída.

Doctor segurou a minha mão e foi até a saída do quarto. Beethoven se levantou com um salto da cama e segurou a minha outra mão.

- O que pensa que esta fazendo com ela? – perguntou Beethoven de maneira inaceitável.

- Vou leva-la para casa. Onde é o lugar dela.

Soltei a mão dos dois e voltei para o quarto. Peguei o chapéu e coloquei na minha cabeça. Os dois foram até o quarto.

- Já terminaram com o assunto? – questionei-os.

Ando em direção ao Doctor.

- Você não pode vim aos locais onde estou e, simplesmente, me levar de volta para aonde seus olhos podem me vê a qualquer momento.

Vou até Beethoven.

- Sim, eu realmente preciso ir. Não posso mais ficar.

Dou a costas para os dois e ando em direção à porta.

- Mas você vai voltar? – perguntou Beethoven.

Eu paro.

- Um dia, talvez.

Saio do quarto e da casa. Vou até a TARDIS que estava em um beco. Encosto meu corpo nela até o Doctor voltar. A TARDIS percebe a minha presença e abre a porta. Eu entro e me sento em uma cadeira. Depois de alguns minutos ele retorna.

- Como conseguiu entrar sem as chaves? – ele pergunta assim que entra – Bem, não importa. Esta a fim de comer algo?

- Estou.

Ele parou em uma cafeteria. A mesma cafeteria que eu tinha ido depois que me despedi do Doctor. Sentei-me na mesma cadeira e pedi o mesmo café. Até o toca discos estava tocando a mesma música antes de eu partir. Passei alguns minutos olhando as pessoas em minha volta até que, finalmente, olhei para o Doctor que estava sentado na frente da mesa.

- Eu estou bem. Não precisava ir atrás de mim – tomei um gole do café.

- Eu precisava te ver.

- Precisar ter cuidado com o seu amanhã.

- O que tem amanhã?

- Você vai ver. E eu não vou poder fazer nada – dou um suspiro.

- Então, foi por causa disso que foi embora?

- Foi sim. Eles me contaram enquanto eu estava saindo do coma.

- Hoje, é o último dia que vou te ver e depois, eu não vou mais te ver?

- Vai sim. Só não vai ser mais você.

- Posso ficar com você essa noite?

- Claro. Só não tenho onde ficar.

Saímos da cafeteria e voltamos para TARDIS. Foi lá que eu passei os últimos momentos com ele. Passei a noite reajustando meu relógio. Havia encontrado o rastreador que ela tinha colocado. Pensei em tirar fora, mas acabei deixando lá.

O dia se fez presente. Juntei as peças do relógio e me arrumei para ir embora. Doctor estava sentado, lendo um livro qualquer. Fui até ele para me despedir. Dei um beijo em seu rosto.

- Te vejo depois – disse eu dando um sorriso.

- Também te vejo depois.

Sai da TARDIS. Fechei a porta e coloquei minha mão sobre a TARDIS, enquanto ela se desmaterializava lentamente. Até que ela sumiu completamente. Sentei em um banco e fiquei olhando para o meu relógio. Decidi que iria voltar para a casa de Beethoven, só que dessa vez, voltaria no tempo em que ele é mais velho.

Acionei o relógio e em um piscar de olhos, já me encontrava na porta de sua casa. Era de noite. Fui até a porta, mas estava trancada. Olhei para a janela. As luzes estavam acesas. Não havia nenhum movimento na rua, então decidi subir até a janela. Quando cheguei nela, vi Beethoven sentado em uma escrivaninha. Parecia focado em algo.

Abri a janela e entrei. Beethoven sentiu a corrente de ar entrando e, rapidamente, olhou para a janela. Eu estava em pé do lado dela. Fechei-a. Ele, apenas, olhou para mim com uma expressão de surpresa e continuou escrevendo em um caderno, de cor marrom. Sentei-me na cama e esperei ele termina. Depois de algum tempo, ele se levantou, foi até onde eu estava e entregou o caderno que estava escrevendo. Assim que me entregou foi até o piano.

- Für Elise – disse Beethoven antes de começar a tocar.

E começou a tocar a música que ele disse. Eu abri o caderno e logo na primeira folha estava escrito “Für Elise” (Para Elise). Pensei no dia em que a gente se viu na última vez, ele tinha perguntado o meu nome, e eu disse que poderia me chamar de qualquer coisa.

Comecei a ler algumas partes do caderno e era praticamente um diário desde o primeiro dia que ele me conheceu. Fui até a última página. Que seria o relato de hoje. Lá, estava escrito o seguinte relato:

“Hoje estou desanimado, mas sinto que o final do dia de hoje será igual o dia em que vi aquela menina de cabelo azul me aplaudindo. Ela estava certa, um dia eu seria aplaudido pelas pessoas, um dia eu seria reconhecido. Minha única vontade agora é de vê-la uma única vez. Cada dia que passa, sinto que estou mais perto de minha morte. Tomara que eu consiga vê-la antes desse dia... nossa, parece que ela ler meus pensamentos, pois ela apareceu. Ela voltou. Meu último desejo se realizou. Agora, eu posso descansar em paz. Esse diário é um presente, por favor, cuide bem dele.”

Logo abaixo estava a assinatura dele. Fechei o caderno e observei ele terminar de tocar. Quando ele terminou, ele ficou parado, olhando para o piano. Levantei da cama e me sentei ao seu lado. Ele continuava imóvel. Eu toquei os primeiros acordes da música que ele acabara de tocar. Ele colocou a sua mão em cima da minha. Da mesma maneira da última vez. Depois tocou, suavemente, meu rosto. Da mesma maneira da última vez.


Notas Finais


Observação: Para aqueles que gostaram da personagem principal (Bad Wolf), em breve, postarei uma nova história sobre ela. Aguardem.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...