História As Aventuras de Hyuna - Capítulo 26


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Categorias 4Minute
Personagens Ga Yoon, Hyun A, Ji Yoon
Tags Ahga
Exibições 8
Palavras 2.055
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


gente do céu, desculpa a demora, mas esse fim de semestre tá um caos, pq os profs adiaram as provas e tudo acabou se embolando, mas tá aqui mais um cap pra vcs, acho q o prox eu nao devo demorar tanto

Capítulo 26 - Capítulo 26


Gayoon PoV 

 

Quando olhei pela janela, o mago estava com a mão encostada na testa de Jiyoon, ela parecia que estava em um mundo paralelo. Talvez fosse culpa dele. Hyuna entrou por outra janela e foi para cima dele, cortando a mão do mago que mantinha contato com a Jiyoon, ela caiu, eu rapidamente pulei a janela e corri para pegá-la. Coloquei-a sentada no chão afastada daquele quarto, e fiquei tentando acordá-la e checando se ela estava viva. O mago estava com o braço sangrando horrores, mas sua feição não demonstrava dor. Ele também tinha uma espada e a empunhou. Hyuna e ele lutavam de igual para igual, o tilintar das espadas tomava o local. Até que o mago usou uma magia no chão fazendo o chão derrubá-la e a espada ir parar longe. Ele foi a passos largos em sua direção, ela puxou a faca e conseguiu no último segundo evitar que a espada dele a acertasse no pescoço. 

Aproximei-me de vagar, os dois esforçavam-se, com muita força, ele tentando acertá-la e ela tentando afastá-lo. Peguei a espada dela e joguei em sua direção. Aproveitando a distração dele, acertei um chute na dobra do joelho, o que o fez ceder para trás. Assim Hyuna teve tempo de pegar a espada e levantar. 

— Gayoon, vá cuidar da Jiyoon. Não sabemos o que ele a fez ver, se ela desmaiou, pode estar correndo perigo. - ela dizia séria, o olhar furioso dela sobre o homem, mostrava quão grave era aquela situação. 

Voltei para onde tinha deixado Jiyoon, ao checar a pulsação dela, pude ver que estava ficando mais e mais fraco. A respiração dela era quase inexistente. A deitei e comecei uma respiração boca a boca seguida de uma massagem torácica. O tilintar das espadas era audível. E meu desespero quase palpável. Jiyoon quase morrendo nos meus braços, Hyuna correndo perigo com um lunático, sem que eu pudesse intervir porque estava com Jiyoon. Continuei fazendo respiração boca a boca e a massagem. Depois de muito tentar, consegui notar os batimentos voltando mais fortes e a respiração embora fraca, havia melhorado. Continuei mais um pouco. E logo ela estava com o coração batendo da melhor maneira que a situação permitia e a respiração estava muito mais forte. Mas ela ainda estava desmaiada. 

Quando voltei onde Hyuna estava, tive uma péssima visão. Ela sangrava bastante, diversos cortes superficiais haviam sido acertados. Um ou outro mais profundo. Mas todos sangravam. E aquilo havia desgastado bastante ela, provavelmente o medo de perder Jiyoon tivesse ajudado bastante a ela ficar daquele jeito. Aquilo foi a gota d’água. Eu não ia correr o risco de quase perder Hyuna também. Corri em sua direção já com a espada em mãos. Ele virou e se protegeu do golpe, minha Hyuna caiu desmaiada. Lá estava, eu e aquele homem, apenas nós dois. Ali eu honraria tanto os ensinamentos de Hyuna quanto de Jiyoon. 

Andávamos em círculo como se fosse uma dança e a qualquer momento ele se aproximaria para dançarmos juntos. Mas nesse tipo de dança, nós fazemos nossa própria música, assim como criamos os nossos próprios passos. E, diferente de uma dança da alta sociedade, algum de nós perderia a vida nessa dança. A mão dele sangrava menos, não sei se por magia, ilusionismo, ou se por algum motivo real aquilo acontecera. Ele começava com os joguinhos dele, na hora me lembrei do que Hyuna disse enquanto corríamos para aquela casinha "custe o que custar, não acredite no que tu vires que pareça não fazer sentido, talvez isso ajude se ele utilizar ilusionismo". O quarto parecia pegar fogo. Até o calor eu conseguia sentir, parecia tão real. As paredes e móveis pegavam fogo. Por enquanto, estava livre daquele fogo acertar a mim ou a Hyuna que continuava desacordada. 

Dentro do bolso da minha capa, tinha um pedaço de pano, que eu achava ser necessário para algum momento eu limpar a espada se ela sujasse de sangue. E aí eu poderia carregar aquele sangue comigo como lembrança de que eu era capaz de qualquer coisa. Embora isso pareça algo doentio, deve ser bem motivador. Peguei o pano e amarrei sobre meus olhos. Hyuna tinha sido categórica ao dizer para ignorar tudo. E sem enxergar é muito mais fácil de ignorar. "Esperar para ele usar só ilusionismo". Meu medo era ser acertada por não ouvi-lo, mas minha audição sempre fora muito boa e bem treinada, e mesmo sem Jiyoon e Hyuna perceberem eu sempre estava treinando minha audição. Passos para a minha esquerda, e eu dando passos para a direita.  

— A senhorita acreditas mesmo que não enxergar é melhor? Tola! Morrerás mais rápido que as outras duas. - os passos se aproximavam, tive que me esforçar para ouvir o som da espada cortando o ar. 

Esquivei-me da espada, sentindo que ela havia passado bem próxima de mim. Ele começava a ficar impaciente, e eu tinha que acabar com aquilo logo. Se ele ficasse me testando, encontraria algum ponto que pudesse me atacar sem que eu pudesse me defender. Como eu não via nada, atacar não era uma opção. Eu teria que conseguir um contra-ataque eficaz. Ele continuou me atacando. Mas ele atacava, eu esquivava e ele recuava. Quando ele veio tentar de novo, eu me protegi com a espada, era necessário fazer isso, mantê-lo perto, mas eu não podia demorar muito. O tilintar das espadas se tornaram frequentes, defendendo todos os golpes dele. Até que em um momento, ele conseguiu acertar minha perna, assim pendi para trás e caí, eu não esperava esse golpe. Quando percebi os passos perto dos meus pés, eu dei um bandão nele. A queda foi estrondosa. Rapidamente me levantei e tirei o pano dos olhos me aproximando dele, com a espada sem dar chance de se defender, enfiei a espada na garganta dele. Sangue para todo lado. “Parece que acabou agora”. 

Corri para onde estava Hyuna, que já acordava, Jiyoon se aproximou de nós, levemente abatida. Aproveitamos que tudo havia acabado e descansamos um pouco. O cansaço era evidente. A fome, embora tivemos preparadas, começava a apertar. 

— Acho que podíamos ver o que ele tem para comer aqui, e depois que descansarmos um pouco, irmos atrás da menina, temos um mapa, não é mesmo? Não deve ser muito impossível chegar lá. - Jiyoon dizia, uma certa aflição insistia em ficar em seu rosto e ela tentava luta contra aquilo. 

 

PoV Jiyoon 

 

Depois de comer algumas coisas que tinha naquela casa e pegarmos um pouco para levarmos durante o caminho, estávamos enfim prontas para encararmos a volta. Eu carregava uma trouxa, onde havia algumas frutas e carne que havia ali. Hyuna carregava o mapa e uma chave que encontramos com aquele mago e Gayoon levava uma tocha feita com muito trabalho para ascender aquele fogo. Entramos na outra casinha, havia uma passagem embaixo de uma cama, que era realmente muito pesada. Nós três tivemos que nos esforçarmos para mover a cama, ainda estávamos cansadas, então quando conseguimos espaço suficiente para passar por aquele buraco, decidimos ir de uma vez. 

Aquele local estaria terrivelmente escuro se não fosse a tocha. O local era estreito e úmido, tinha cheiro de morte. Vez ou outra encontrávamos morcegos, aranhas, escorpiões e isso me deixava preocupada com a pobre menina, o que resultava numa angústia em meu peito. 

Pelo mapa, não estávamos tão longe. Mas com certeza demoraríamos mais que o mago, pois ele deveria utilizar alguma magia para se locomover. Encontramos diversas pedras soltas pelo caminho, que renderam algumas quedas bem tensas, uma das vezes Hyuna quase caiu num buraco. Acredite, tinha um buraco dentro daquela montanha. Havia também alguns esqueletos, provavelmente daqueles que tentaram entrar ali para salvar a moça enquanto aquele homem estivesse dormindo. O caminho era bem complicado, ora tínhamos que nos abaixar, ora pular alguma pedra, ora nos esgueirar numa beirada pra não cair num buraco que nem sabíamos a profundidade. 

Após poucas horas andando já estávamos exaustas. Fazia uns dias que não conseguíamos descansar apropriadamente e o dia tinha sido bem cansativo. Acabamos decidindo nos deitarmos num canto daquele lugar e dormir. Logicamente continuamos revisando quem dormia e quem cuidava. Aquele local era cheio de animais perigosos e não podíamos baixar nossa guarda. 

 

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Quando todas estávamos acordadas e enfim descansadas e dispostas continuamos atrás da moça. 

— Pelo mapa não deve faltar muito. Talvez mais uma ou duas horas. - Hyuna nos informou com empolgação. 

O caminho continuava complicado. Quanto mais nos aproximávamos do local, menos animais encontrávamos. Não sei se aquilo era um sinal positivo ou não. Mas algo em meu peito me agoniava toda vez que eu imaginava que a pobre moça pudesse estar correndo perigo. Esse pensamento me fez andar mais rápido, Hyuna e Gayoon também apertaram os passos. 

 

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Após uma hora ou um pouco mais andando desde que havíamos acordado, encontramos um local extremamente iluminado, diferente de todo o percurso até ali. Não demoramos a encontrar uma jaula enorme e uma moça ali dentro sentada com um livro em mãos. Algo dentro de mim se acalmou e se alegrou. Saí correndo desesperadamente como se minha vida dependesse disso. O que não foi uma boa ideia, pois o chão era bem irregular, no meio do caminho eu tropecei, e mesmo tentando não cair não adiantou. Caí e saí rolando, parando só quando acertei violentamente as costas nas grades da jaula. Levantei-me e pus-me a bater na roupa na tentativa de limpá-la. 

 Gayoon e Hyuna vinham correndo atrás de mim, mas de maneira menos afobada. Quando chegaram, Hyuna foi abrir a jaula e Gayoon veio ver se eu estava bem.  

 — Obrigada! - aquela moça era muito bonita, acabei ficando sem jeito com aquele sorriso que ela lançou, depois veio nos abraçar, dava para perceber o quanto ela esperou para ser salva, embora lançasse um sorriso, seus olhos eram tristes, apreensivos - enfim, estou livre, muito obrigada – ela estava visivelmente cansada, a tristeza refletida naquele sorriso. 

— Pois é, agora és uma moça livre. Agora vamos embora daqui. - disse Hyuna, pegando mais uma tocha daquele lugar e entregando para mim. 

Enquanto Hyuna ia na frente com Gayoon, a moça ia um pouco mais atrás, parecia muito empolgada, eu ia mais atrás ainda. Ela usava um vestido bege, provavelmente antes era branco mas de tanto ficar ali presa acabou ficando daquela cor, que parecia um pouco menor do que deveria ser, pois aparentava ser um pouco apertado e um pouco mais curto do que deveria ser de fato. 

Andávamos sem nos falar, apenas Hyuna e Gayoon trocavam algumas palavras as vezes. Quanto mais nos afastávamos daquele local onde a encontramos, mais escuro e frio ficava. Pude perceber quando ela abraçou o próprio corpo para se aquecer. Encostei a mão em seu ombro a fazendo parar, desamarrei minha capa do pescoço, tirei-a e coloquei sobre seus ombros. Ela me fitou completamente perplexa, mas apenas abaixou a cabeça em sinal de agradecimento. 

Andamos o máximo que conseguimos antes da moça ficar extremamente cansada. Se fossemos só nós três conseguiríamos andar mais umas duas ou três horas antes de cansarmos. Então decidimos parar e descansar um pouco. Sentamo-nos em uma rodinha, com as tochas no meio. A moça se levantou e se curvou para a gente. 

— Obrigada por me salvarem! Eu estou em divida com todas. Meu nome é Sohyun, se puderem me levar ao reino dos Kwon tenho certeza que meus pais darão uma boa recompensa. 

— Nós a levaremos onde for preciso. Mas não te preocupes com isso. Sabes quanto tempo tens estado aqui? - Gayoon perguntou realmente preocupada. 

— Eu tinha uns doze anos... agora tenho vinte. Bastante tempo, não é mesmo? - era possível perceber a tristeza em sua voz. - pelo menos foi a idade que ele disse que eu tinha. 

Passamos mais algum tempo conversando e Sohyun enfim decidiu dormir. Embora estivesse um pouco envergonhada, aceitou dormir perto de nós para que pudesse se esquentar mais. Pelo que ela conseguia andar, demoraríamos talvez um dia ou dois a mais descendo a montanha do que subindo. Eu fui a primeira a ficar de guarda. Assim pude observar bem a jovem Sohyun. Ela era incrivelmente fofa, embora durante o sono as vezes fizesse umas feições duras, na maioria das vezes dava uns sorrisos muito fofos. E tudo que eu queria naquele momento era ser capaz de saber com o que sonhava. 


Notas Finais


mais uma vez, desculpa a demora, e obrigada por acompanhar mais um cap
:*


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