História As aventuras de uma Docete Ciclope - Capítulo 108


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Bia, Castiel, Dajan, Dakota, Debrah, Dimitry, Iris, Jade, Kentin, Leigh, Lysandre, Melody, Nathaniel, Nina, Peggy, Personagens Originais, Priya, Professor Faraize, Professora Delanay, Rosalya, Senhora Shermansky, Violette
Tags Alexy, Amor Doce, Armin, Castiel, Ciclope, Dajan, Dake, Dakelicia, Docete, Jade, Kazumi Takashi, Kentin, Lysandre, Nathaniel, Sangue
Exibições 882
Palavras 7.956
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Harem, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mecha, Mistério, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Sobrenatural, Steampunk, Super Power, Super Sentai, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


O capitulo de hoje não saiu de madrugada como sempre por 2 motivos:
1) to super na foça ultimamente e essa semana dei uma caída de 0 pra -100
2) por conta da foça eu tive MUITA dificuldade pra fazer a imagem.

Os capítulos estão escritos como muita gente já sabe.
Porém as imagens eu deixo pra fazer praticamente quando vou postar, e essa semana . . . To tendo uma dificuldade enorme de fazer muitas coisas.
Anyway, não vamos falar disso nos comentários, quero me distrair e rir com os comentários de sempre. (:

O capitulo de hoje é aqueles mais lights pra dar uma quebrada nas coisas.
É mais focado no estado do relacionamento atual da Boreal com o Armin.
Lado bom: vocês vão ler bastante cenas deles juntos hoje
Lado ruim: . . . Não tem lado bom -qq HIUASSHDA

Acho que mesmo sendo um capitulo focado no casal não vai ser muito agradável por motivos de Boreal -q
Anyway leiam o/

E aproveitando um ultimo recado: FIZERAM MAIS UMA FANFIC BASEADA NA FIC *0*
Agora é uma fanfic hentai de Armin x Boreal com um caminho alternativo pro capítulo 100 (:
É interessante porque o escritor colocou em forma de PIV então assim , "ouvindo" a mente da Boreal ele se deu mais liberdade pra esbanjar a falta de pudor.
Ficou muito interessante e deixarei o link nas notas finais.

Enfim, boa leitura <3
E sim, tem surpresa na fic . . . E sinceramente espero que comentem sobre ela hein :}

Capítulo 108 - Capítulo 103


Fanfic / Fanfiction As aventuras de uma Docete Ciclope - Capítulo 108 - Capítulo 103

 

Armin parecia um tanto quanto chocado, porém , muito mais pensativo do que chocado.

"Que motivo deram pra chamar a Boreal ?" Armin perguntou.

"Falaram que as notas dela na escola antiga chamaram a atenção deles e que achavam que ela seria uma boa aluna pro colégio pois lá já possuía todos os anos e ela não teria tanto trabalho com mudanças repentinas de colégio no futuro." minha mãe respondeu

"Isso tá muito errado . . . " Armin estava muito pensativo e se jogou pra trás no sofá enquanto se auto-questionava.

"O que houve ?" minha mãe finalmente perguntou.

"As notas da Boreal não são boas o suficiente pra chamarem atenção. Pelo menos não eram. Ela só passou a ter notas decentes faz pouco tempo. Cada vez mais desconfio mais dessa diretora . . . " Armin estava muito sério quanto a situação toda. E eu devo concordar com o que ele falou . . . 

"Podem me explicar o que está acontecendo ?" minha mãe perguntou e parecia um tanto irritada.

"Vou ser direto: hoje cercaram sua filha na entrada da escola, o pessoal daquela organização. 

A diretora deu cabo deles e pareceu ser mais autoritária que eles.

Vale lembrar que ela quem resgatou a Boreal depois que ela matou o Castiel e ninguém nunca foi em cima da Boreal por conta do suposto crime FILMADO E TRANSMITIDO EM REDE NACIONAL.

Eu não sei . . . Tem algo estranho na diretora. . . " Eu então decidi completar o Armin.

Nervosa e timidamente eu me pus a falar.

"Dake disse que não é pra confiarmos em nenhum superior do colégio . . . 

Diretora, professores, até faxineiros . . . " falei apreensiva.

"QUANDO ISSO ?? PORQUE NÃO ME CONTOU SOBRE ESSA INFORMAÇÃO ?!" Armin ficou em pé me olhando com uma certa agressividade.

"Se acalma Armin. Não é assim que se resolve as coisas. Se senta e ouve." Minha mãe falou de forma autoritária e Armin se sentou enquanto se desculpava.

"Eu falei com ele quando fui comprar as coisas que me pediram. Ele me cercou em um beco e me contou varias coisas . . . 

Falou que o tio dele colocou ele na minha cola quando soube que ele tinha interesse em mim . . . Ele queria saber tudo que eu fazia.

Isso de antes de eu te conhecer aparentemente. Dake contou que começou a se apegar e considerar nós dois amigos dele e que nunca mais falou nada do que fazíamos pro tio, que inclusive, agride ele pra saber as coisas . . .  

Ele parecia apavorado e sincero quanto aos sentimentos dele e quanto a não querer entregar as informações . . . E uma das coisas que ele falou por varias vezes é que ninguém lá era de confiança e que algo paranormal acontece entre eles." Minha mãe e Armin prestavam atenção em mim.

Armin ficava em silêncio e aos poucos seu olhar se tornava mais e mais distante.

"Aquela ideia de ir pra sua casa de férias . . . Acho que realmente estou começando a entender a "gravidade" da situação de verdade . . . " minha mãe falava. Eu já havia informado a ela tudo que ela disse.

Armin então se levantou e começou a mexer no bolso.

Ele puxou um pequeno papel e uma chave.

"Aqui está o endereço da casa e a chave dela . . . Podem ir dar uma olhada . . . " Armin entregou na mão da minha mãe e em seguida subiu para meu quarto.

Ele estava com um olhar perplexo e pensativo ainda.

"O que acha de irmos ver a casa amanhã filha ?" minha mãe falou enquanto acariciava minhas costas de forma gentil.

"Por mim tudo bem . . . " Eu estava muito confusa com a situação e confesso que tinha medo.

". . . Falamos disso mais tarde . . . Vai lá falar com o Armin. Ele parece estar bem tenso. Aproveite e agradeça por mim. Ele nem me deu tempo de agradecer." minha mãe sorria gentilmente, mas claramente escondia preocupação.

Ela sempre faz isso, esconde a preocupação dela por trás de sentimentos falsos.

Confesso que me acalma, mas saber o que ela esta sentindo de verdade me deixa triste.

 

Eu fiz o que ela mandou, subi.

Ao abrir a porta o Armin estava deitado na minha cama, olhando fixamente pro teto com uma mão pra baixo acariciando o Charlie. Que inclusive, parecia preocupado com o Armin.

"Amanhã é fim de semana, acho que vou ver a casa com meus pais." falei pro Armin enquanto entrava e fechava a porta.

"Que bom . . . " Ele continuou olhando pro teto pensativo.

Eu então me aproximei e me sentei do lado da cabeça dele.

Eu fiquei olhando pro rosto dele pensativo olhando fixo pro teto.

Fiquei lá, em silêncio encarando ele.

A postura do Armin estava bem ofensiva e protetora, eu tinha medo de falar algo.

Armin ficou um bom tempo olhando fixo pro teto até que finalmente ele olhou pra mim.

"Tá . . . Vai ficar ai me encarando ?" ele dizia.

"Vou . . ." respondi.

Armin então se levantou e se sentou enquanto me encarava.

"Eu to tenso com tudo isso. Acho que to ficando super paranoico de novo." Armin respondeu de imediato. Ele sabia qual era minha "pergunta" mental, como sempre.

"Mas Armin eu to bem. Estamos tomando cuidado com a situação, todos nós." eu retruquei.

"Tomar cuidado não é o suficiente. Estamos cercados . . . 

Jade, Diretora, organização . . . Estamos sozinhos. E saber que o Dakota está do nosso lado mas que "roubaram" ele de nós é péssimo . . . " inconscientemente eu comecei a sorrir.

Sei lá, ouvir essa frase dele me fez pensar que ele relevou a situação do Dake.

Eu então abracei o braço dele feliz de ver que ele perdoou o Dake. E acabei soltando um "Obrigada" automaticamente.

Armin pareceu não ter entendido no primeiro instante, mas rapidamente compreendeu a situação e reagiu de forma positiva.

Ficamos em silencio. Eu abraçada com o braço dele e a mão dele do braço oposto encostava na minha.

Nos mantivemos em silencio olhando pro chão . . . Cada um pensativo com seus devidos problemas.

"Armin . . . Qual o segredo do Dake que você não me contou ?" eu quebrei os nossos pensamentos e o silêncio local com meu questionamento.

"Como sabe que tem algo dele que não te contei ?" Ele retrucou.

"Ele me contou e pediu pra que eu te perguntasse . . . "

Armin pareceu hesitar e ficou em um silêncio longo.

"È algo tão grave assim pra ter todo esse rodeio ?"

"Ele foi abusado a infância toda pelo tio. . ." eu fiquei chocada ao ouvir aquilo . . . Dake ?? O machão que da em cima de tudo quanto é menina ??

"Pera . . . Ele é abusado . . . pelo tio ??"

"Não ele FOI abusado. Pelo que ele me contou, o tio dele abusou dele a infância toda. Até seus 13 anos mais ou menos.

E sempre falou que era o minimo que ele devia fazer já que o tio dava uma vida de luxo pra ele em um país de primeiro mundo. Claro que ele não concordava, mas era o que o tio argumentava pra ter o que queria sem pios por parte do Dakota.

Ele literalmente abusava do sobrinho como pagamento por criar ele. . .

Pelo que o Dakota disse ele passava por esse tipo de coisa praticamente todo dia . . . Mas agora que ele é grande, o tio não faz mais nada com ele. Só bate nele."

"Que horror . . . Ele não pode sair de casa ?? Não tem nada que possa ser feito ??" eu falei desesperada.

"Infelizmente não . . . Ele está de forma ilegal no país. Tem aquele ponto, se o pai do Kentin não conseguiu denunciar o Boris, quem é o Dakota pra conseguir ? Só vai causar mais dor pra ele, no literal." Armin parecia triste de dizer isso.

"Meu Deus . . . Eu nunca iria imaginar que o Dake passou por esse tipo de coisa."

". . . Dakota precisa de amigos. . . Ele não tem apoio de ninguém nesse país." Armin completou.

". . . Ele falou que tinha certeza que você iria se afastar e me afastar dele por conta da traição dele . . . Eu confesso que fiquei com muito medo . . . " completei.

"Olha . . . Eu fiquei muito MUITO irritado quando soube que ele contou tudo pro Boris. E tentei me acalmar focando em tudo que eu sei sobre ele, até que funcionou, mas não o suficiente . . . Até você falar que ele te contou tudo. Ele evoluiu, isso é claro.

E é uma evolução boa. Não tenho do que reclamar e pelo contrario . . . Quero muito ajudar o Dakota. Se ele teme e tenta afastar a gente do tio dele é porque tem algo MUITO grave rondando essas pessoas. Não podemos deixar ele sofrer mais tempo nas mãos deles." ouvir isso me deixava realmente feliz. Minha preocupação com o Dake cada minuto que passa aumenta.

Ele é sozinho, ele sofreu muita coisa traumática em uma época que ele não tinha estrutura, teve que amadurecer na marra.

Sei lá . . . Eu sinto como se meus problemas fossem pequenos perto dos dele.

Mesmo sendo grave  . . . Eu tive uma infância boa.

Tenho amigos, mesmo tendo problemas com relacionamentos todos os meninos com que me envolvi foram atenciosos comigo e fora o Castiel, o Nathaniel está vivo e tenta ser meu amigo, inclusive, me proteger.

Dake perdeu os pais ainda criança, um pra cadeia e outro pras drogas em pleno aniversario.

Isso é traumático até pra um adulto, que dirá pra uma criança.

Foi morar com o tio e passou a ser abusado TODO DIA pelo tio . . . Novamente, ainda criança.

Já crescido ele tem que sofrer abusos frequentes, apanhando do tio e tendo que servir de bode expiatório.

Dake parece nunca ter tido paz na vida . . . E está sempre sozinho . . . 

Eu realmente fico feliz que Armin tenha perdoado, de verdade.

 

"Amanhã você vai faltar ?" Armin perguntou sem mais nem menos.

"Provável né. Afinal, vou com meus pais conhecer sua casa."

Armin então se deitou na cama me puxando.

"Vou ficar por aqui então. Pra me "despedir" quando for ver a casa."

Ele me deitou de frente pra ele, ao lado direito dele e ficou olhando pro teto.

"Bem . . . Eu gosto da sua companhia então nem reclamo." respondi.

 

Sinceramente é reconfortante ficar no peito do Armin . . . Sempre foi, mesmo antes de namorarmos sempre me senti segura com ele acima do normal.

Acho que por ele sempre ser o meu "herói" e salvar meu dia aparecendo na hora certa com as respostas certas.

Além de 90% das barras da minha vida eu ter enfrentado com o Armin do meu lado. Essas coisas fizeram ele se tornar meu ponto de escape.

 

"Bem . . . O que vamos fazer ?" perguntei.

"Ue . . . Sempre temos algo pra fazer." Armin completou.

"Bem . . . Eu não to com cabeça pra jogar, sinceramente. Estou ansiosa."

"E desde quando se precisa de cabeça pra jogar ?? Jogar é algo que nunca se enjoa !" Armin retrucou com olhar chocado.

"Não sou você Armin. Eu ainda tenho momentos que não quero nem tocar em um vídeo game."

"herege . . . " ele falou baixo. Confesso que comecei a rir.

"Eu então vou ficar no celular mesmo, quando pensar em algo que me agrade me avisa." sai "sacando"  o celular.

Armin então depois de alguns minutos abaixou meu celular.

"Já sei ! Vamos fazer "aquilo" eu só olhei pra ele de relance e respondi rapidamente.

"Armin . . . Eu falei que não quero jogar nada." em seguida retomei minha atenção ao celular.

Eu sabia que ele usava essas palavras de duplo sentido pra coisas banais.

 

Armin aos poucos se aproximou mais ainda de mim e me abraçou no fim.

Eu me mantive de barriga pra cima mexendo no celular enquanto Armin me abraçava de lado.

Praticamente ignorei a presença dele.

Até que  . . . Ele começou a beijar e mordiscar meu pescoço de uma forma provocativa da qual confesso que me causou um certo arrepio.

Aquilo foi um espanto pra mim.

Eu não esperava o beijo do Armin quando ele se declarou, não esperava nem a declaração, e tudo tem ocorrido rápido demais com o Armin, confesso que eu também acabo abrindo espaço por conta de nossa aproximação mas . . . Não consigo evitar de me espantar.

"O que tá fazendo ?" empurrei ele de uma vez no impulso.

"Desenhando não tá vendo ?" Armin falou com aquele olhar apático de sempre.

Eu só empurrei ele pro lado MORRENDO de vergonha e me encolhi . . . Eu não consigo lidar com essa situação atual.

Armin se jogou pro lado bufando.

Confesso que me incomodei um pouco com a reação do Armin e por fim me arrependi.

Mas não conseguia conter meus impulsos, eu estava com vergonha DEMAIS da situação.

Armin só virou pro outro lado e ficou deitado brincando com o Charlie que estava no chão.

Sinceramente ficamos longos minutos em silêncio.

Ele brincando com o Charlie e eu fiquei fingindo que mexia no celular, mas na verdade minha cabeça estava no mundo da lua.

"Armin . . . uma vez falou que a Priya era perfeita e eu nunca seria igual a ela . . . Porque resolveu ficar comigo ?" eu realmente tinha essa curiosidade. E bem . . . Eu queria puxar algum assunto.

Armin então finalmente virou pra mim e enquanto me olhava ele falou.

"Porque você e o Nathaniel terminaram antes de ela ficar comigo." Ele respondeu da forma mais seca possível.

"Ah então se ela tivesse investido você estaria com ela agora ??" perguntei irritada.

"Obvio. Você estava com o Nathaniel e eu estava solteiro. Que mal teria ?"

Dessa vez eu quem virei emburrada.

Sei que não tenho motivos em si . . . Ele tinha razão.

Mas eu não consigo me conter na hora. Agora eu avalio minha reação e acho ridícula, mas na hora foi natural.

"Sério que se irritou com a pergunta que você mesma fez ?" Armin me cutucava.

"NÃO ! COM A SUA RESPOSTA !" eu gritei.

"Queria que eu falasse o que ? Mesmo sendo apaixonado por você eu não ia ficar me arrastando em cima da namorada do meu melhor amigo. Não sou esse tipo de pessoa."

Armin como sempre sabia se defender, mas era inevitável.

"Então estava apaixonado pela Priya mesmo né ?" Eu me virei lentamente enquanto perguntava.

"Apaixonado não é bem a palavra . . . Mas ela era uma candidata forte pra ocupar seu lugar.

Apaixonado eu sempre estive por você, ela era mais uma garota que vi potencial pra ser minha namorada. Admito, eu estava gostando da Priya sim, mas bem mais de você." 

Armin falava tudo isso com toda a calma do mundo, sem demonstrar insegurança ou timidez.

Enquanto eu ? Queria esconder o rosto a todo momento.

Ele tentou me fazer rir com comentários e aquelas brincadeiras brutas dele e no fim . . . Eu terminei cedendo e jogando com o Armin a noite toda.

Mas meu coração palpitava muito só de lembrar do que ele havia feito mais cedo.

 

Na manhã seguinte eu fui com meus pais para o carro.

Armin ia pro colégio normalmente mas quis ficar . . . 

Ele estava criando um clima de despedida que parecia que eu ia me mudar pra irlanda.

Enquanto eu me despedia eu pude sentir o abraço do Armin mais prolongado que o normal.

Ele ficou um bom tempo abraçado comigo e aquilo me deixou com mais desespero ainda de ter que ir pra tal casa.

Eu fiquei em silêncio e ele também.

"Sabe que você tá piorando tudo agindo desse jeito né ? Até porque você não é de fazer isso . . . " eu falei tentando rir.

"Eu sei que esse ato não é normal vindo de mim . . . E essa é a prova de que eu to com muito medo do que pode acontecer . . . "

"Armin . . . Eu só to indo conhecer a casa. Meus pais precisam conhecer ela pra ter certeza das atitudes tomadas." respondi.

"Eu sei . . . Mas isso é um passo pra que se isole do mundo por causa de uma organização maluca."

Meus pais já estavam no carro e tudo que fiz foi me despedir com um "até mais tarde".

 

Era um tanto quanto longe, e ficava em um lago.

Conversei pouco com meus pais no caminho pois estava ocupada com meus pensamentos.

A casa era linda e adorei saber que seria "toda nossa" por mais que a situação atual não seja agradável.

"Nossa que casa lindinha ! Eu moraria ai pra sempre" minha mãe dizia.

Nós entramos e começamos a explorar.

Os moveis eram rústicos e era tudo muito bem decorado. A mãe do Armin com certeza tinha dedo na decoração e ela definitivamente é boa no que faz.

Tinha uma pequena garagem com beliche guardado, confesso que surtei ao imaginar os dois dormindo em um beliche.

Então alguém tocou a campainha.

Minha mãe e meu pai olharam assustados.

Meu pai tomou frente e perguntou quem era, então eu ouvi a voz, era a voz do Armin.

Meu pai abriu a porta e o Armin foi entrando na mesma hora.

"A casa é bonita né ? Estão gostando ?" ele perguntava de forma hiper ativa.

"Armin . . . Faz nem 2 horas que fui embora . . . O que tá fazendo aqui ?" Eu falei.

"Saudades. Acho que to mais meloso que o normal, isso é péssimo." Armin falou isso mas estava olhando pra casa toda como quem procurava algo, ele não estava relaxado e sim claramente tenso.

Meus pais continuaram a conhecer a casa enquanto Armin continuou sua busca paranoica.

"Armin . . . Tá tudo bem ?" perguntei puxando o braço dele.

"Tá tudo ótimo !" ele falava hiper ativo e ainda verificando tudo.

"Vamos conhecer as redondezas, não demoramos até porque só viemos conhecer, já voltamos." minha mãe dizia enquanto puxava meu pai que apesar de tudo não fazia esforço contra . . . Acho que mesmo meu pai sendo ciumento ele esta começando a aceitar que a filhinha dele tem um namorado que inclusive se da muito bem com ele diga-se de passagem.

 

"OK . . . Agora fala . . .Porque tá agindo assim ?" perguntei.

"Eu não to agindo de forma alguma." Armin respondia enquanto olhava dentro de um vaso.

Sinceramente estava sem paciência então simplesmente decidi subir pros quartos, até porque eu não tinha visto o andar de cima ainda.

"OK . . . Quando quiser conversar me procura . . . Vou conhecer os quartos." eu então comecei a subir para o quarto.

"Ah o quarto ! É importante né ? Afinal tem que saber o que trazer pra cá. Vou te ajudar." Armin falava uma coisa mas parecia pensar sempre em outra. Aquilo era incomodo e assustador se levarmos em conta a situação em que eu me encontrava.

 

No quarto, que já era moniliado, era bem agradável e muito bonito.

"Nossa . . . A casa toda é tão bem decorada." eu dizia olhando os armários, cama, tudo.

"Minha mãe tem bom gosto afinal. Ela é decoradora e é muito boa nisso. O que ela é ruim na cozinha ela é maravilhosa com decorações" Armin falou indo até a janela.

Eu então me sentei na cama, que era muito macia aliás, e vendo que o Armin estava tenso perguntei o que se passava.

Ele parecia desligado, continua procurando algo, tive que repetir duas vezes para que ele prestasse atenção em mim.

"To um pouco distraído" ele falou finalmente olhando pra mim.

"Aconteceu algo ?" perguntei enquanto Armin se sentava do meu lado.

"Essa situação toda . . . Você estando aqui nessa casa, fica mais longe ainda da minha casa.

Já tenho que pegar condução normalmente pra ver você, imagine agora ! E o que me preocupa de verdade quanto a essa distancia é essa organização na sua cola. . . Você estando longe será mais difícil de que qualquer um de nós façamos algo em caso de emergência.

Não sei se acho uma boa ideia te isolar aqui . . . Fora que podem instalar câmeras e escutas por aqui também.

Eu confesso que estava procurando escutas . . . Não me sinto seguro com a organização e a diretora . . . Então por precaução . . . " ele sempre pensa a frente, eu já devia estar acostumada.

Eu não tinha o que responder, sinceramente.

Ele tinha razão pra se preocupar.

Lá na minha casa eu contava com o Ken, Lysandre e até com ele.

Mas nessa casa isolada no meio do nada ? Só eu e meus pais . . . 

 

"Você acha que devo ficar onde estou então ?" perguntei.

"Espera mais uma semana . . . Vamos ver como tudo vai caminhar.

Até la posso arrumar uma desculpa sobre o Castiel ter morrido por outros métodos que não te incluem e aliviar parte da sua barra.

Vou tentar dar um jeito ou pensar em outra solução . . . Bem com certeza eu vou achar algo, afinal, quando foi que eu não pensei em uma solução genial para qualquer problema" quando o Armin falou isso eu peguei a almofada e bati na cara dele.

Esse narcisismo dele . . . Meu Deus.

Armin já pegou a almofada na mesma hora e me bateu tão forte na cara que eu fiquei tonta.

Ele pareceu não ter medido a força, mesmo sendo uma almofada doí dependendo da força, e ele ficou em pânico na mesma hora vindo em cima de mim perguntar se estava tudo bem.

Eu fingia choro pra que quando ele chegasse perto eu batesse nele dobrado, e bem, no que comecei a bater nele ele me prendeu com a perna e ali ficamos naquele clima de sempre de descontração um batendo no outro.

No fim, ele tinha razão. Nada mudou.

Continuamos implicando um com o outro, um batendo no outro, um ajudando o outro . . . Eu nem sinto esse titulo de "namorada" 90% do tempo.

 

Mas aqueles 10% ainda existem . . . E eles se mostram as vezes.

 

Essa hora foi um dos momentos que os 10% se mostrou . . . 

Em meio ao nosso estapeio, guerra de travesseiros e imobilização, Armin ficou bem próximo de meu rosto.

E nessa hora eu reparo que esse 10% que diferencia o relacionamento de amizade pra namoro faz muita diferença.

Essa situação sempre foi comum entre nós.

Sempre fomos sem limites um com o outro quanto a aproximação.

Sentar com as pernas em cima um do outro, falar algo e ficar colada no rosto dele, ter ele me puxando pela cintura pra me jogar longe só pra me irritar ou me imobilizar . . . tudo isso sempre aconteceu, e nunca incomodou ou fez nós dois nos sentirmos desconfortáveis.

Mas agora que estamos juntos, mesmo a situação toda sendo a mesma da qual somos acostumados, essa aproximação de seu rosto, o fato dele estar me imobilizando, e toda a situação, no fim, acabou se tornando algo que me deixou um tanto quanto tensa.

Não sei o Armin, afinal, o que abala ele ? Estou pra descobrir.

Mas eu estava bem constrangida e ansiosa.

Armin sempre soube só de olhar pra mim tudo que eu sentia, e ele olhava fixamente pro meu olho, imóvel, sem fazer nada.

Ficamos ali naquela mesma posição por tempo indeterminado só um encarando o outro até que o Armin me beijou de uma vez só. Foi um beijo um tanto quanto violento e de uma vez.

No susto eu dei um empurrão nele, eu não sou acostumada com isso vindo dele e sinceramente, aquilo me deixou apavorada de tanta vergonha, provavelmente eu parecia o cabelo do Castiel de tão vermelha. Enquanto Armin ? Não parecia estar nada abalado.

Sei que já fiz coisa pior no passado, e inclusive tive épocas que mal conhecia a palavra pudor mas . . . As coisas mudaram e eu dei uma certa regredida quanto a relacionamentos depois de tudo que passei . . . Além do mais, ainda não digeri bem a ideia do Armin estar comigo . . . É como se todo o limite que não tínhamos tivesse surgido após namorarmos. . . . Devia ser o contrario.

Armin respeitou e no que ele estava saindo de cima de mim eu por uma mistura de impulso e peso na consciência puxei ele e eu quem o beijei.

Armin não hesitou em me beijar de volta . . . 

 

Aquilo ainda era novo e muito estranho pra mim.

Mas eu tentei ignorar todos os meus pensamentos referentes a nossa amizade, aliás, não foi difícil, pelo contrario, na empolgação do momento foi até bem fácil esquecer do meu complexo quanto a nossa amizade Vs nosso namoro.

Estava só nós dois no quarto e o clima esquentou bastante entre a gente.

Aquelas mesmas mãos que me prendiam como de costume esse tempo todo de amizade, de forma inocente e brincalhona, estavam alisando minha cintura, porém, definitivamente não era um simples toque de um amigo brincalhão querendo fazer cocegas ou me imobilizar como provocação.

Armin percorria todo meu corpo e sinceramente, eu gostava do que estava acontecendo ali.

Era um lado do Armin que eu nem imaginava existir, e que nunca me esforcei sequer pra imaginar como seria, afinal, nunca vi o Armin com outros olhos, com malicia.

Vindo do Armin acredito que parte de sua "agressividade" no toque fosse influenciada por tudo que leu de mim, meus gostos e afins.

Mas ao mesmo tempo conhecendo ele, poderia ser de fato o gosto dele.

Quem sabe uma mistura dos dois ? Acho que essa ultima opção é mais valida.

Ele sabe que eu gosto de agressividade e se aproveita disso pra poder fazer algo que ele gosta, afinal, ele demonstrava claramente que se divertia em ser daquele jeito.

 

"Armin . . . Meus pais vão voltar a qualquer momento . . . " eu falava com certa dificuldade.

"Vamos ouvir, a porta de entrada faz muito barulho." 

Ele não parava de beijar meu pescoço e aquilo estava me deixando cada vez mais ansiosa e desesperada pra ter mais.

Armin era menos bruto que o Castiel e mais experiente que o Nathaniel, e ele tinha algo que acabou por me agradando mais . . . Armin tinha o que eu gostava nos dois com o bônus de parecer se importar mais em me fazer me sentir confortável do que ligar pro próprio conforto.

Fora que claramente ele gostava de se sentir o dominante da situação toda.

Acho que se ele aplicasse esse jeito dele na Priya não iria dar muito certo já que ela aparentava ser igual a ele nesse ponto dominante . . . Já eu ? Prefiro assim.

 

Eu também percorria seu corpo e sentia claramente suas curvas enquanto tirava sua blusa. 

Já toquei no Armin outras vezes, mas nada malicioso e sinceramente nunca notei de fato a rigidez do corpo dele, são coisas pequenas que eu nunca notei por sempre ter visto ele como unicamente amigo. E isso está me bugando.

Armin aos poucos colocava uma das mãos sobre meus seios e bem . . . Aquilo acabou me deixando mais ansiosa, confesso, e sinceramente me imaginar nessa situação é muito mais inusitado até do que minha primeira vez com o Nath por exemplo.

Armin não tinha pudor nenhum, ele já saiu praticamente tirando meu sutiã, essa parte não me incomodou, porém reparei que ele descia a outra mão dele, ao notar isso eu comecei a entrar em panico por saber aonde aquela mão estava indo parar . . . eu sabia que aquilo ia terminar em sexo do jeito que estava indo e ao me tocar disso eu me afastei do Armin.

 

Eu me sentia despreparada e com medo . . . 

Na minha vida eu só tinha feito isso com o Castiel e o Nathaniel, e sinceramente ? Eu sei que isso é o estopim pra que nosso relacionamento tenha um avanço ainda mais drástico e eu tinha medo . . . Ainda tenho medo desses 10% . . . 

E se depois disso uma cachoeira de eventos fizer nós dois nos separarmos igual foi com o Nathaniel ?

Se eu estiver como fiquei com o Nathaniel vai ser horrível pra terminar.

Se ele ficar como o Castiel ficou quando terminamos, vai ser horrível pra ele.

Sei que se realmente ficarmos juntos isso vai acontecer uma hora ou outra, porém . . . Ainda acho cedo, ainda está tudo muito recente . . . 

Nosso relacionamento tem avançado na velocidade da luz, como já falei antes, provavelmente por conta de nossa intimidade já existente através da amizade. Porém, ainda não conseguia me entregar completamente.

Armin é muito precioso pra mim . . . Imaginar uma situação em que eu perca ele me deixa desesperada. Não quero . . . 

Armin pareceu incomodado, mas como sempre, evitou me deixar desconfortável.

"Tudo bem, eu entendo. Cedo demais né ?" Armin falou se sentando na cama.

"Desculpa . . . Eu ainda não digeri tudo que está acontecendo . . . "

"Eu sei que nosso relacionamento tem avançado com pressa, e até entendo, afinal, já nos conhecemos tão bem. Mas se isso te deixa desconfortável, tá tudo bem, não é o fim do mundo." Armin colocava a blusa enquanto dizia isso, porém, dele parecia chateado apesar de tudo.

Eu confesso que me sentia mal de ter interrompido . . . Armin se levantou e desceu falando que me esperaria lá embaixo pra que voltássemos juntos, pois meus pais provavelmente já estavam retornando. E pude ouvir a tal porta escandalosa que ele disse, pela janela, vi que ele estava lá fora.

Eu tenho certeza que ele se chateou . . . E conhecendo ele como conheço, ele não vai falar nada.

 

Após me arrumar eu desci.

Meus pais estavam falando com o Armin.

E me chamavam pra ir pra casa.

"Mãe, pai, posso ir no carro do Armin ?" Meu pai mesmo gostando do Armin fechou a cara, acho que agora que sabe que não temos mais só uma relação de amizade, ele fica receoso.

Porem, eles me permitiram.

Além do mais, creio que repararam que o clima entre eu e o Armin estava um tanto quanto pesado.

Minha mãe apressadamente pediu pra que meu pai entrasse no carro.

Antes de ir pediu pra que Armin dirigisse com cuidado e saíram apressadamente . . . Sempre minha mãe.

Chega a ser engraçado.

 

Armin então puxou a chave e falou pra irmos.

Nós dois entramos no carro em silêncio, ele girou a chave e bem, eu botei a mão sobre a dele e girei de volta.

Armin me olhava com aquele olhar apático de sempre, e se mantinha em silêncio.

"Você tá chateado comigo . . . " eu falei.

"Era isso que queria ao vir de carro comigo ?" Armin retrucava.

"Sim. Resolver isso ué. Claramente está chateado comigo."

"Eu to chateado com a situação, só isso. Vamos logo." Armin claramente não queria falar sobre isso.

"Você mesmo sempre encheu a boca pra falar que eu te conheço muito bem ! Nisso que dá querer ficar com sua melhor amiga. Agora só vamos sair daqui quando resolvermos isso." Eu então puxei a chave dele e guardei no bolso de trás. 

Armin só respirava fundo mostrando claramente a frustração dele.

Eu fiquei encarando ele e ele encarando de volta, até que ele decidiu falar.

"Eu só me chateei um pouco com aquela rejeição lá em cima, só isso." Armin disse.

"Você falou que entendeu porque eu não permiti que nós avançássemos . . . "

"E eu entendi, compreendo e aceito. Mas não me peça pra ser mesquinho e fingir que to bem com isso. Não to com raiva de você, mas da situação em si. E nem é raiva . . . " eu confesso que é meio que uma surpresa pra mim isso tudo.

Sei lá, nunca pensei que um dia iria ver o Armin chateado por causa de sexo.

Armin sempre foi tão centrado e só se irritava com coisas REALMENTE importantes, ver ele chateado com algo que ele considera banal normalmente foi uma surpresa pra mim.

"Porque se chateou com algo que normalmente considera banal ?" perguntei.

"Porque foi relacionado a mim. Eu li seu diário e sei como tratou o Castiel por exemplo, eu sou tratado diferente, e não é de uma forma positiva. OK que consigo ver coisa positiva nisso tudo mas acho que estou no direito de me irritar com a clara preferencia que li não ? Mas tudo bem. Vai passar. É coisa da minha cabeça, não tenta entender." Armin parecia bem estressado . . . 

"Ah é ciume ?" eu ria.

"Não. Não tenho ciume de defunto. Eu sei que as situações são diferentes . . . Olha, eu realmente não quero falar sobre isso ok ? Só vamos logo." Armin então me virou e pegou a chave no meu bolso a força enquanto voltava a atenção pra frente novamente.

 

Eu não insisti . . . Até porque ele me respondeu, mesmo que contrariado.

 

Eu então tive a brilhante ideia de provocar ele.

Comecei a alisar a mão do Armin de forma provocativa . . . Sim, eu queria realmente provocar ele.

Mas . . . Foi fail.

Ele só tirou a mão de baixo e voltou a atenção dele pro carro.

"Aff . . . Você não cai em nada . . . " Eu falei emburrada.

"Pois é. Tenho imunidade a provocações desse tipo. Além do mais, eu sei muito bem que você não quer nada, só fez pra me provocar." ele ria vitorioso.

"E se eu quiser algo ?" falei rindo. Armin então parou o carro e olhou fixo pra mim.

Ficamos em silêncio.

 

Ali reparei que ele realmente estava vindo pra cima de mim.Mas ele parou no meio do caminho.

"Lá em cima você queria algo, mas agora ? Seu olhar deixou na cara que só quer me provocar mesmo. Tanto que quando me aproximei você foi um pra trás." Então finalmente saímos de lá.

Acho que isso tudo está incomodando ele . . . E eu estava muito constrangida . . . Eu tentei brincar mas . . . Ele realmente se irritou com a rejeição.

 

Nós passamos o caminho todo até minha casa em silêncio . . . Eu estava me sentindo péssima por ter rejeitado ele . . . 

 

Quando chegamos na minha casa eu perguntei se ele ia entrar.

"Não. Vou pra casa, até porque meu pai precisa do carro."

"Ah . . . Então nos falamos mais tarde . . . " eu respondi.

Estava sem jeito de ir beijar ele, abraçar ou qualquer coisa. Armin só acenou e saiu.

Ele estava sério . . . 

 

Me martirizei a noite toda com meus pensamentos referentes ao que tinha acontecido.

Eu sabia que ia acontecer isso.

Eu falei o tempo todo que se ficássemos juntos, quando brigássemos ou coisa do tipo não ia ter aquele climinha de amizade, mas sim, esse clima tenso de briga de casal.

E era isso que eu estava evitando.

Armin sequer respondia minhas mensagens, e aquilo só me deixou mais desesperada.

Passei a noite me contorcendo com aquilo. Na verdade eu mal dormi. . .Virei por varias vezes durante a noite e procurei ver meu celular a cada 5 minutos.

 

No dia seguinte eu acordei o mais cedo possível e fiquei esperando o Armin no caminho que eu sabia que ele fazia todos os dias. . . 

Confesso . . . Eu passei o perfume de tutti frutti . . . 

 

Tentei ir na casa do Dake no meio do caminho já que eu tinha acordado mais cedo que o normal, eu lembro que já vi onde o Boris morava então só segui minha lembrança.

Chegando lá quem atendeu foi o Boris.

Ele simplesmente falou que estava muito cedo e que o Dake ainda estava dormindo e em seguida me expulsou de forma educada.

Teria como eu acreditar, afinal, era muito cedo mesmo . . . Mas o Dake apareceu na janela de cima e ficou me encarando.

Após o Boris entrar eu acenei pro Dake na janela de cima que acenou pra mim e em seguida virou pra trás assustado e fechou a cortina de uma vez. . . 

Pobre Dake . . . Nunca pensei que ele passasse por esse tipo de situação . . . 

E pensar que se o tio dele viu que ele apareceu na janela vai querer bater nele me doí . . . 

Ele não tem reação contra o tio . . . São anos de trauma acumulado e é a única pessoa que apoia ele.

Eu imagino se ele reagisse . . . Será que daria em algo ? 

Acho que o Armin tem razão e não daria em nada . . .  

 

Fiquei parada em uma mistura de pensar a situação do Dake e de pensar na minha situação com o Armin.

Após alguns minutos de espera Armin e Alexy apareceram.

Eu fui correndo cumprimentar o Alexy e puxei o Armin pra longe enquanto pedia licença.

 

"Armin ! ME DESCULPA ! POR FAVOR !! NÃO FICA COM RAIVA DE MIM !! EU FALEI QUE IA TUDO MUDAR SE FICÁSSEMOS JUNTOS . . . NÃO QUERO PERDER SUA AMIZADE ! FOI POR CAUSA DE ONTEM NÉ ? DESCULPA !" Eu falava quase chorando.

"Mas eu não to com raiva de você. Tá doida ?" Armin respondeu esfregando o olho.

"Mas . . . Você não me respondeu . . . E desde ontem tá estranho . . . É porque eu não quis transar contigo ?! Eu aceito ! Mas fala comigo de novo por favor." respondi. Armin ficou com cara de raiva.

"Eu nem lembrava mais disso. . . " Ele falou apertando as laterais da cabeça com uma mão só.

"Meus pais não estão em casa ! Podemos--"

"Você tem problema mental em falar uma coisa dessas ? Quer dizer, se eu falasse que sim, você iria pra cama comigo contra sua vontade só pra eu voltar a falar contigo ? Deixa de ser idiota."

Eu não tinha o que responder . . . Só abaixei a cabeça nervosa e triste ao mesmo tempo.

"Entende uma coisa, eu me irritei ontem, me acalmei, passou. Nem lembrava mais disso.

Aliás, não foi irritação, foi mais chateação mesmo.

Agora raiva é o que to sentindo agora com a merda que você falou. Sério, deixa de ser idiota !

Pensa um pouco antes de falar esse tipo de coisa. Até porque falando assim parece que eu me resumo a querer transar contigo." Armin realmente parecia MUITO irritado . . . MUITO MESMO.

"Desculpa . . . É que . . . fiquei em pânico de pensar que ia parar de falar comigo. E já que somos namorados agora pensei que não teria problema eu falar isso . . . "

"Não fala merda ! Nossa, já bateu arrependimento de namorar contigo." Armin falou estressado e apertando as têmporas com as duas mãos.

Confesso que ouvir aquilo me fez chorar, sei lá, ouvir que ele se arrependia de estar comigo.

E o Armin meio sem jeito falou comigo.

"Para de chorar. Quando falo de arrependimento estou me referindo ao fato de você parecer estar mais dependente de mim que antes. O fato de falar que vai transar comigo em troca de eu não me afastar mostra esse desespero. 

Você tem que saber se impor. Não é não. E antes de ficarmos juntos você estava bem mais imponente, agora parece que regrediu. É isso que eu não quero." Armin respirava fundo e tentava manter um timbre moderado.

"Desculpa . . . É que você é meu melhor amigo e . . . Eu não quero que se afaste de mim por bobagem. Eu pensei, já fui pra cama com o Castiel sem nem namorar com ele, com o Nathaniel, porque não contigo ? Até porque te magoou, então terminei falando isso . . . Eu . . . Desculpa."

"DESCULPA NADA ! AGORA VAMOS PRA SUA CASA ! AGORA EU QUERO TAMBÉM." ele falou me puxando na direção da minha casa.

"S-Serio ?? Mas meus pais . . . Eles estão em casa" Armin deu uma pequena parada ao me ouvir falar isso nervosa.

"Essa é a graça. Emoção deles estarem em casa." Armin ria enquanto eu queria sumir de vergonha.

Armin só me pegou pela mão e caminhou em direção a escola comigo.

"Tá, vamos parar de falar disso. Só não fala mais esse tipo de asneira que fica tudo bem. Eu tava brincando."

Eu então comecei a bater nele e ali, voltamos ao normal.

 

No meio do caminho Armin em meio ao silêncio se interrompeu.

"Tava pensando . . . Você chegou falando que seus pais não estavam em casa . . . Porque agora eles estão ?" quando Armin questionou isso eu fiquei com vergonha.

"Afinal eles estão ou não ?" Ele perguntou novamente.

"N-Não . . . " respondi de cabeça baixa.

"Imaginei . . . " Armin deu um sorriso mas não parecia feliz . . . E ele tinha motivo . . . 

Mais uma vez acabei rejeitando ele . . . Como sou idiota.

 

Então uma voz familiar surgiu no local.

Ao virarmos era a Bia . . . vestida de princesa Bubblegum no colégio.  

"Eu . . . não . . . Acredito . . . " Armin expressava.

"GOSTOU ?! EU LI QUE VOCÊ ADORAVA ELA E DECIDI ME VESTIR DELA !!" Bia girava como uma criança feliz.

Confesso que ri. . . Eu não consigo me irritar verdadeiramente com a Bia, acho ela fofa.

Ela então se aproximou aos pouco de mim e começou a fungar o ar com o nariz.

"Oh ! Você também está tentando agradar o Armin-sama ??? Onde posso comprar esse perfume ???" Bia perguntava toda feliz.

Armin então se tocou.

"Perai . . . Você tá usando o perfume que eu te dei ?" Ele ria de canto como quem queria segurar uma gargalhada profunda.

"WOW ! Foi o Armin-sama que te deu o perfume ?! Que honra !" Bia expressava surpresa.

"Pois bem Bia. Eu já escolhi a princesa Bubblegum. Não precisa ficar tentando ser outra porque escolhi a ciclope." Armin dizia.

"Ah . . . Tudo bem . . ." Bia então se retirou em direção ao banheiro.

Ela parecia desanimada . . . Eu me senti péssima pela Bia.

"Armin ! como pode falar assim com a Bia ?!"eu gritei.

"Ah não desconversa ! Você tá usando o perfume que te dei." ele ria.

"Eu pensei que você tava com raiva de mim e . . . Foi só por isso !" a situação estava muito constrangedora.

"Vou ficar com raiva de você mais vezes . . . " Eu então comecei a bater nele sem parar.

 

Chegando no colégio Alexy veio pra perto perguntar onde tínhamos ido.

"Vem cá . . . Você tá andando demais com a gente. Onde estão suas amiguinhas de fofoca ?" Armin dizia.

"Eu to preferindo andar com meu irmãozinho e minha cunhada, problem ? Moleque chato." Alexy então jogou o cabelo pro lado enquanto se sentava.

"Mas me conta, como foi ver a casa de férias ? Armin comentou comigo que sua casa estava com uns problemas e que ia ter que resolver coisas na outra cidade. Confesso que não entendi bem mas foda-se, me conta. Minha mãe é uma decoradora maravilhosa né ?" Alexy falava muito orgulhoso.

"Sim ! A casa é LINDA DEMAIS ! E é tão simples ! Eu nunca pensaria em decorar tão bem uma casa simples e pequena daquelas daquela forma tão bem feita.

Inclusive . . . Eu reparei que na garagenzinha tinha UM beliche ! Que máximo ! Sempre quis dormir em um. E imaginar vocês dois dormindo em um é fofo ! Sei lá. Irmãos gêmeos e tals." Eu fiquei maravilhada com o beliche.

"Ai bons tempos . . . "Alexy falava em tom nostálgico.

"PÉSSIMOS TEMPOS ! HORRÍVEL !" Armin parecia passar mal e ter um embrulho enorme no estomago.

"Tá . . . Que houve ?"

"Um dia Eu fui obrigado a ouvir essa vadia do meu irmão com DOIS garotos no beliche . . . Ele dormia na parte de cima e eu na de baixo.

Depois desse dia eu fiz questão de ter meu próprio quarto.

Ele frequentemente levava homens lá pro quarto quando nossos pais estavam fora . . . Como somos irmãos não vi problemas de dormir no beliche, porém . . . Os dois homens foram a gota d'água ! " era impossível não compadecer da situação do Armin. E acho que isso explica muita coisa sobre a reação dele quanto a homens . . . Até eu me traumatizaria.

"Ai maninho . . . Confesse que ficou morrendo de inveja." Alexy dizia.

"INVEJA ? VAI PRO INFERNO ALEXY !" Armin deu então um empurrão irritado no Alexy.

"Vocês dois deviam tentar um menage, é maravilhoso." Alexy estava rindo enquanto falava isso. Quase certeza que ele falava pra provocar o Armin e SÓ ISSO.

Eu estava super constrangida.

"Alexy, se você falar mais uma vez de ménage eu vou fazer um ménage forçado em você com um cabo de vassoura." Armin gritava.

"Pode vir !" eu acabei começando a rir com a situação, não teve como.

Como um assunto sobre decoração de casa chegou nisso ??

"Mas me conta Boreal. Se você fosse fazer um ménage iria ser com quem ?" Alexy jogou isso no ar sem mais nem menos.

Eu fiquei assustada pois ele jogou o assunto pra cima de mim DO NADA.

"ALEXY ! VAI PROCURAR SUAS AMIGAS VAI !!" Armin empurrava o Alexy impaciente.

"Ue ! Só quero saber. Já sei. Seria o Nathaniel né ?? Nathaniel e o Armin. Olha que exótico." Armin então deu um soco no Alexy.

"PRA MIM CHEGA ! ACORDOU COM DEMÔNIO NO CORPO ??" Alexy já devolveu o soco em poucos segundos.

"NÃO POSSO NEM BRINCAR MAIS QUE JÁ PARTE PRA IGNORÂNCIA !" Alexy gritava.

"AH CLARO ! QUE BRINCADEIRA LEGAL ESSA ! NOSSA TO RINDO MUITO." e como todo dia, eles começaram uma discussão.

Mas dessa vez eu tentei apartar e me meti entre eles.

"SE QUISER EU TIRO O NATHANIEL DO MENAGE IMAGINÁRIO DE VOCÊS ! VAMOS PROCURAR ALGUÉM PRA SE OFERECER" Alexy gargalhava. Ele claramente estava provocando o Armin.

 

"Opa ! Menage com a Boreal ? Eu me ofereço pro menage !" ouvimos uma voz falando.

Armin e Alexy pareciam confusos . . . Mas por não conhecer a voz.

Já eu . . . Conhecia e estava confusa justamente por isso . . . 

Ao me virar em direção a entrada do colégio . . . 

Eu só consegui falar uma única palavra no tom mais de espanto possível:

"CASTIEL ?????"

 

Notas Finais


Fanfic Armin x Boreal(hentai): http://socialspir.it/6717140

Webcomic do Planet Boy:
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Processo de como é feita as imagens da fic:
https://youtu.be/NIwbgsfiLG4

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Video Bonus: https://youtu.be/4kEMGSWb8qU

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