História As Bodas em Rozan - Capítulo 4


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Categorias Saint Seiya
Personagens Dohko de Libra, Hyoga de Cisne, Ikki de Fênix, Jabu de Unicórnio, Kiki de Áries, Miho, Mu de Áries, Personagens Originais, Saori Kido (Athena), Seiya de Pégaso, Shiryu de Dragão (Shiryu de Libra), Shun de Andrômeda, Shunrei, Tokumaru Tatsumi
Tags Amizade, Casamento, China, Romance, Saint Seiya
Exibições 44
Palavras 1.771
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Festa, Fluffy, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Pessoal, espero que gostem!!

Capítulo 4 - O presente de Dohko


Fanfic / Fanfiction As Bodas em Rozan - Capítulo 4 - O presente de Dohko

Após mais algum tempo de vôo, eles finalmente chegam à China.

Como o avião de Saori não era muito grande, conseguiam autorização para pousar no aeroporto de Lushan, uma grande cidade relativamente próxima à Rozan. Lá havia uma outra van que os esperava para leva-los até a pequena vila perto dos Cinco Picos Antigos.

Todos estavam animados e contentes afinal aquela era uma viagem diferente e com um grande propósito. Desta vez não haveriam lutas, não haveria dor nem ameaças, eles estavam ali simplesmente para comemorar um casamento.

 

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CINCO PICOS ANTIGOS

 

Shiryu, Shunrei e o Mestre jantavam. Logo mais naquele fim de tarde Shiryu iria para pousada no pequeno vilarejo, e só voltaria até aquela casa como morador no dia do casamento. Shunrei havia preparado uma refeição especial com as comidas que Shiryu mais gostava.

_Hehehe acalme-se Shunrei, são apenas alguns dias e logo Shiryu estará de volta – disse o Mestre ao fim da refeição.

_Eu sei Mestre, é que sinto uma mistura de alegria e excitação, algo que nao consigo compreender... parece mentira que quando Shiryu voltar será para nos casarmos! Mas já estou com saudades... - disse a Chinesa.

_Ora Shunrei, minha flor... estes dias vão passar rápido, e vamos nos ver em breve! - completou Shiryu. - Aliás, Mestre, eu eu Shunrei decidimos que na noite antes do casamento faremos a cerimônia do chá para o Senhor.

_Shiryu, mas que grata surpresa! - disse Dohko - Que honra a minha em tê-los em minha vida.

_A honra é toda nossa, Mestre. – completou Shiryu.

_Depois do jantar, Shiryu eu gostaria de vê-lo em meu quarto – finalizou Dohko.

O jantar havia terminado e Shunrei limpava a mesa. Shiryu e Dohko foram até os aposentos do Velho Ancião. Dohko entrou e sentou-se em sua cama, pousando a bengala que usava entre as pernas, e acenou para que Shiryu fechasse a porta.

O quarto era bem simples. Havia uma grande janela de metal que dava vista para as águas da cachoeira, uma cama pequena com um colchão de palha, um pequeno armário e em um dos cantos, um altar com alguns incensos, pequenos pergaminhos com rezas e cânticos sagrados e um bonequinho feito de madeira com roupinhas surradas feitas de sacos de arroz.

Shiryu nao costumava entrar naquele quarto, embora Dohko e ele fossem próximos como pai e filho, ele respeitava aquele local como território de descanso de seu Mestre.

_Mestre... o senhor me permite? - perguntou ele, apontando para o bonequinho.

Dohko acenou positivamente com a cabeça e Shiryu pegou o bonequinho em suas mãos. Ele o examinou, o virou de cabeça para baixo e levantou a camisetinha, vendo seu nome entalhado na madeira gasta da barriguinha do boneco.

_Mestre... após todos estes anos, o Senhor o guardou – disse.

_Sim, Shiryu. Este bonequinho que você trouxe com você do Japão e que brincava nas horas vagas do treinamento nunca saiu do meu altar, desde que você o deixou de lado após crescer. Eu o guardei como um tótem seu e ele esteve presente em todas as minhas orações para a sua proteção, em cada uma das batalhas que você enfrentou.

_Lembro-me do dia em que a Shunrei fez estas roupinhas com um saco de arroz vazio, ela dizia que ele poderia estar com frio e resolveu que deveríamos vestí-lo – lembrou-se Shiryu, ainda olhando o bonequinho, incrédulo com aquele encontro após tantos anos e sorrindo devido à lembrança de infância. Aquela era uma das poucas lembranças de brincadeiras que ele possuía, embora tenha sido sempre muito bem tratado por Dohko seu treinamento foi severo, o que não lhe deixava muito tempo livre para brincar como um menino normal.

_Shiryu, por favor vá até o armário e abra a porta – disse Dohko, apontando com sua bengala.

Shiryu seguiu o que foi pedido e abrindo a porta do armário deparou-se com um típico e belo traje chinês de seda na cor negra. O traje era consistido de uma camisa de mangas longas enfeitada com botões vermelhos na frente e uma calça. A camisa tinha as costas adornadas por um grande dragão vermelho e dourado.

_Shiryu a muito tempo eu guardo esta roupa. É uma roupa de casamento que me foi dada a muitos anos atrás e eu nunca tive a oportunidade de usá-la. Agora entendo porquê nunca quis me desfazer dela, hehehehe. Algo me dizia que um dia eu teria a oportunidade de passá-la a alguém muito querido e, assim se cumpriu. Os Deuses não me deram a oportunidade de ter filhos porém me enviaram você e Shunrei a quem amo de todo coração. Shiryu estou muito feliz e em meu coração celebro a este momento precioso. Gostaria muito de que usasse este traje no dia de seu matrimônio com Shunrei – disse Dohko.

Shiryu havia tomado a perna da calça em suas mãos, e alisava delicadamente o tecido. Depois com os dedos percorreu todo o dragão que adornava a camisa.

_Mestre, eu.... eu não sei o que dizer – falou ele com emoção em sua voz que agora falhava.

_Para os chineses o Dragão representa boa sorte, fartura e fertilidade para um casal que se casa, e eu não poderia desejar nada a menos pra vocês. Desejo que o amor de vocês sempre prevaleça sobre todos os obstáculos que as lutas que você ainda irá travar possam trazer. Por favor Shiryu cuide de Shunrei como a flor preciosa que é e tenho certeza que ela fará o mesmo por você. Faça dela um pilar de confiança e raízes para que você tenha sempre para onde voltar.

_Mestre..... obrigado. – Shiryu então muito emocionado, fechou os olhos e ajoelhou-se ao lado do ancião, abraçando-lhe carinhosamente e sendo por ele retribuido.

 

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VILAREJO

 

Depois de uma hora de estrada que passou rapidamente devido às conversas e piadas do grupo eles puderam observar grandes plantações de arroz com alguns trabalhadores e finalmente chegaram ao vilarejo de destino.

A vila era composta de pequenas casinhas e algumas poucas lojinhas de comida e itens básicos e um pequeno restaurante. Não havia asfalto, o chão era de terra batida. Haviam alguns animais soltos como porcos e galinhas, mas o local era bem limpo e organizado. Na rua que deveria ser a principal, havia uma bela fonte com um poço ao lado, e uma pequena praça com bancos, postes com laternas chinesas e árvores aonde uma grande faixa branca pendurada anunciava o Festival da Primavera que aconteceria alí no dia seguinte. Um rio passava bem proximo a Vila e logo atras podiam se ver os Picos que levantavam-se majestosos em direcao aos ceus.

Algumas crianças corriam curiosas para ver o grupo que havia acabado de chegar naquele carro estacionado em frente à pequena pousada. Todos desceram e ficaram felizes olhando ao redor.

_Que local mais encantador ! - disse Miho.

_Uma gracinha, estou apaixonada! - Continuou Eiri.

_Mal posso esperar para encontrar Shiryu e Shunrei e começarmos as preparações – respondeu Seiya.

Shiryu então chegou, carregando uma malinha.

_ Meus amigos, sejam bem vindos! Poxa, estou muito contente de tê-los aqui! - comemorou o Cavaleiro de Dragão – Shunrei pede desculpas mas segundo a tradição ela vai ficar em casa e aguarda a chegada das meninas ansiosamente.

_Bem, não devemos nos demorar então – disse Saori – Hoje a noite deveremos passar o tempo com Shunrei e Dohko mas amanhã poderemos estar de volta para passarmos um tempo juntos.

_Ah Hyoga meu amor eu vou sentir tanto a sua falta! - Disse Eiri, abraçando-se ao pescoço do Cisne.

_ Haha calma meu amor, amanhã mesmo nos veremos está bem? Aproveite e divirta-se com as meninas – disse ele, acariciando o rosto de sua namorada.

_Vou sentir saudades Miho, não vejo a hora de estar com você de novo, minha coisinha linda – disse Jabu, agarrando Miho pela cintura e a erguendo no ar para logo depois dar-lhe um beijo.

_Ai eu também Jabu... Já estou com saudades! – respondeu ela após o beijo.

Shun sorria olhando a cena daqueles casais apaixonados. Seiya olhava ternamente para Saori, que retribuiu o olhar.

_Nos veremos amanhã então... - disse ele, ainda olhando para ela.

Saori retribuiu com um tímido sorriso.

A vontade de ambos era correr e se abraçar como os outros casais mas eles sabiam que aquilo ainda não era possível e em seus íntimos pediam para que em breve fosse.

 

As meninas então voltaram para a Van que seguiu por uma pequena estrada a caminho dos Cinco Picos.

 

Os 5 cavaleiros foram para a recepção da pousada.

O local, embora muito perto dos Cinco Picos Sagrados não costumava receber muitos visitantes e tinha poucos quartos. Na ocasião do casamento, apenas 3 estariam disponíveis.

_Bom podemos nos dividir assim: Shiryu, o noivo, fica num quarto só para ele e nós dividimos os outros dois, o que acham? - perguntou Hyoga.

_Pra mim está ótimo eu posso dividir com você, Hyoga – disse Seiya.

_Então eu e Jabu dividiremos o último quarto – concluiu Shun.

_Espero que tenha um quarto para mim! - Disse uma voz conhecida que vinha de trás dos cinco rapazes.

Todos se viraram e com alegria e assombro viram Ikki, que havia acabado de chegar e carregava uma mochila nas costas.

_Ikki, meu irmão!! Não acredito!!! - gritou Shun, correndo e abraçando Ikki.

_Hahaha calma, calma, Shun, não precisa disso tudo. Vamos ter bastante tempo para matar a saudade – disse Ikki sorrindo, tentando afastar-se um pouco do abraço apertado de Shun.

_Pensei que você não vinha – disse Andrômeda, limpando algumas lágrimas de seus olhos.

_Pois eu mudei de idéia e agora estou aqui.

Ikki cumprimentou a todos com apertos de mãos e tapinha nas costas, eles conversavam por alguns minutos quando Shiryu disse:

_Bem, agora temos mais um. Creio que Shun gostaria de dividir o quarto com Ikki nao é? - Shun acentiu com a cabeça – Eu não me importo de modo algum em dividir um quarto, Hyoga gostaria de dividir comigo?

Com o aceno de cabeça do Cisne, Seiya e Jabu se deram conta de que o último quarto seria divido por eles. Eles se encararam, meio surpresos e não muito felizes. Mas como eles estavam alí para celebrar juntamente com Shiryu seu casamento, acharam melhor não causar nenhum problema e dividir o quarto.

_É, parece que vamos dividir o quarto – disse Seiya para Jabu.

_Nossa Seiya desde quando você é tão bom com matemática? - perguntou Jabu dando uma risadinha.

_Ora seu.... - dizia Seiya quando viu Shun soltando-lhes um olhar reprovador e decidiu parar de responder àquela provocação.


Notas Finais


Amo o relacionamento de Shiryu e seu Mestre!


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