História As Canções de Olaryan: A Coroa Perdida do Rei - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Chiyo, Deidara, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hanabi Hyuuga, Hashirama Senju, Hidan, Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Iruka Umino, Itachi Uchiha, Izumi Uchiha, Izuna Uchiha, Jiraiya, Kagami Uchiha, Kankuro, Karin, Kiba Inuzuka, Killer Bee, Konan, Kurenai Yuuhi, Madara Uchiha, Mei, Mikoto Uchiha, Mito Uzumaki, Nagato, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Obito Uchiha (Tobi), Personagens Originais, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Shikaku Nara, Shikamaru Nara, Shisui Uchiha, Temari, Tobirama Senju, Tsunade Senju, Yugito Nii
Tags Fantasia, Got, Naruto, Romance Gay, Yaoi
Visualizações 11
Palavras 1.092
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Lemon, Luta, Romance e Novela, Saga, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Naruto e Game Of Thrones são duas coisas que eu mais amo na cultura pop, então nada mais justo que juntar estes dois mundos.

Capítulo 1 - Prólogo


PRÓLOGO

 

 

 

 

 

– Deveríamos regressar ao vilarejo – insistiu Dama Cinza quando as redondezas do bosque começaram a escurecer. – Irá achar nada mais que pobres homens de alguma guarda real jazendo morto envolto de uma poça de sangue, com lanças e flechas atravessadas no peito.

    – Os mortos a assustam, Dama Cinza? – perguntou Nomoru com um sorriso torto estampado nos lábios.

    Dama Cinza revirou os olhos. Era uma mulher velha, com mais de setenta anos. Vira homens irem e virem viver e morrer em campos de batalhas. Viu assassinos matarem mulheres e crianças friamente na frente dos homens que não podia fazer e nem falar nada.

    – Mortos não voltam a vida se não uma feiticeira adoradora dos deuses pagãos os reviverem – respondeu. – Mas o que me assusta é o seu olhar, Nomoru.

    – Como assim? – perguntou Nomoru com suavidade. – O que tem o meu olhar?

    – Deixa – disse Dama Cinza. – Apenas quero entender o que viemos fazer aqui em pleno anoitecer.

    Nomoru olhara para uma brecha aberta bem em frente do bosque e dera um simples sorriso de malícia. Dama Cinza desejou mentalmente que o seu sobrinho não se metesse em nenhuma confusão com o que quer que ele esteja aprontando.

    – Ouvi alguns homens falarem no vilarejo que houve uma luta sangrenta na clareira do bosque, e que um rei com uma coroa deslumbrante de ouro morrera aqui – contou Nomoru.

    – Presumo que quer a coroa de ouro sem pensar no herdeiro dela, hein, Nomoru –respondeu Dama Cinza em uma reprovação evidente na sua voz. – Oh, meu neto, você está se metendo com pessoas poderosas que podem arrancar a sua cabeça e pendurar na muralha como lembrança. Não roube a coroa. Eu vos imploro – sua voz criara ecos na parte mais remota do bosque, a que dá acesso ao pântano.

    – Vamos, ande depressa, minha avó – ignorou as palavras sábias da velha senhora. – Seria triste e uma grande perda de tempo a gente caminhar por quase duas dentro deste maldito bosque e a coroa não estiver lá. Sabe que a culpa pode ser da senhora de tanto lamuriar nos meus ouvidos.

    Dama Cinza olhou para o céu com desinteresse, com um olhar brilhando pelas lágrimas que ela não permitiu que caísse e escorresse por seu rosto enrugado pela idade já avançada.

    – Homens não ambiciosos costumam ser mais sábios, meu querido neto. Quando se há ambição nos olhos e no coração você perde toda a vitalidade de viver em paz.

    Nomoru vira os lábios secos da avó comprimidos, a ira tomando a tristeza nos olhos e sentia que faltava pouco para ela dar meia volta e ir embora. Mas no fundo ele queria que ela ficasse e visse que aquilo pode mudar as suas vidas para a melhor, pois Nomoru não quer ter que viver em uma casa de pedra caída aos pedaços para sempre; ele quer ter comida na mesa todos os dias, mulheres bonitas e vinhos do bom para degustar como se fosse um nobre de verdade. Ele sempre foi um garoto obediente quando a mãe ainda era viva, mas isso o deixou quando ela partiu para a morada dos deuses e o deixou sendo criado por sua avó, e desde lá nutria uma ambição muito grande de sair do vilarejo onde mora para morar em um castelo ou um palácio e ter o título de Conde, pelo menos.

    Dama Cinza compartilhava um grande desconforto quando soube que o seu único neto era ambicioso, e ela dava meia razão nisso pois queria ver o neto conseguir realizar os seus sonhos, sozinho, derrubando casas nobres e erguendo a sua própria casa com o nome da sua família para ela sorrir e dizer “finalmente você conseguiu, meu neto”. Mas agora ele escolheu o lado mais fácil, e o mais perigoso para poder construir a sua Casa, e ela não tinha como fazer nada, pois palavras de sabedoria ele já ouvira e muitas vezes.

    Mas de nada adiantara.

    Quando se aproximaram da entrada da clareira, Nomoru sorriu ao ver soldados de duas casas proeminentes caídas no chão jazendo mortos em volta de poças de sangue com lanças e flechas, atravessadas no peito e nas costas em meio a tantos cavalos mortos perfurados por flechas. O ar cheirava a carne podre e a morte. Seus olhos passaram por cada homem espalhados pela clareira até ver a tal coroa de ouro ainda brilhante, mesmo com a pouca luz. Sorriu malicioso e caminhara por entre os soldados mortos manchando a sola da sua bota de couro surrado com muita cautela para não cair entre os corpos até alcançar o homem mais alto de todos, com uma coroa de ouro sob o elmo dourado como a coroa que usava na cabeça.

    Pegara e estendeu ao céu com um sorriso feliz no rosto, mas a sua avó observava sem ânimo, quase chorosa não querendo que tudo termine desse jeito. E quando ele voltara para perto dela, Dama Cinza apenas lhe lançou um olhar gélido que cortara o ar até Nomoru murchar o seu sorriso e ver a senhora se afastar dele.

    – Vó, conseguimos! Vamos mudar de vida – disse, animado.

    Dama Cinza parara de caminhar e soltou uma risada sarcástica.

    – Conseguimos? Por que não dizer que você conseguiu o que tanto queria com a sua ambição, Nomoru? – O olhou tão fria como a neve que cobre o chão no inverno. – A partir de agora não escutará mais as minhas palavras de sabedoria, e eu sempre achei que surtiria algum efeito em você para lhe fazer ser uma boa pessoa, que apesar dos nossos problemas... estamos felizes e com um sorriso no rosto para disfarçar nossas angústias e tristezas, para não morrermos com elas.

    – Suas palavras nunca me surtiram efeito nenhum – respondeu friamente.

    Dama cinza comprimiu os lábios e sentiu vontade de se desmanchar no choro, mesmo não ter chorando em setenta e oito anos da sua vida. Mas ter escutado aquilo do neto a fez chorar pela quarta vez na sua vida.

    – Então exijo que saia de casa e que vá construir a sua Casa longe daqui, e de mim – salientou Dama Cinza. – Eu não quero mais lhe ver.

    Dama Cinza dera as costas em lágrimas e regressara de volta para o vilarejo com uma dor no coração de saber que futuramente seu neto pode ser morto por roubo e a sua cabeça irá enfeitar a muralha de algum reino a qual pertence aquela coroa roubada. Nomoru seguira a sua vida e fora mais para o leste com a coroa de ouro na bolsa tentando se esquecer da avó que te abandonara, e não se culpava por isso. 


Notas Finais


Espero que gostem da fic. A atualização será de domingo em domingo, e bom novo episódio de GOT para vocês, amores! Titio Lannister aqui recomenda que não deve dar spoilers para os amiguinhos, tá? rsrs


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