História As Cartas do Professor Davie - Uma Vida em Berlim - Capítulo 11


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Categorias David Bowie
Personagens David Bowie, Personagens Originais
Tags Berlim, David Bowie, David Jones, Drama, Drogas, Londres, Opressão, Violencia
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Palavras 1.651
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência, Visual Novel
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - Cap. 7


7.

Davie e Iggy davam uma boa dupla. Ziggy ficou sentado do meu lado, apenas olhando, até que seu pai o olhou, perguntando se queria “dar uma palhinha”:

 - não, Iggy, não ferra; - ele riu. – me deixa aqui.

 - vamos, Ziggy, vem cá...

      Eu o olhei, ele corou e foi lá. Pegou o violão, tocando devagar, e começou a tocar uma tal de “Space Oddity”. Mick, Trevor e Woody tocavam na banda, e logo Davie me tirou para uma dança, rindo:

 - que foi? – eu o olhei.

 - nada, estou vendo o Ziggy. Ele está vermelho.

 - ele é tímido...

 - você gosta dele, não é? – ele me olhou eu corei. – vamos, Pietra, fiz uma pergunta...

 - não sei, acho que...

      A música acabou. “Graças à deus”; eu ri, e saí andando até Ziggy, que sorriu e sentou-se na beira do palco:

 - você canta bem; - eu o olhei. – deveria fazer isso...

 - tenho vergonha do palco; - ele estava vermelho. – fico com vergonha até na frente deles...

 - porque? Você canta tão bem...

 - não basta cantar, olha para mim... eu sou todo estranho, imagina um palco, com aquele tanto de gente... ah, fico mal só de pensar...

 - calma, tudo bem; - eu ri. – quem criou a música?

 - eu... gostou?

 - adorei, é incrível; - eu ri. – não sabia que escrevia...

 - eu escrevo bastante... tenho mais umas.

 - toca uma?

 - bem... – ele se sentou e pegou o violão, tocando uma música.

“New love - a boy and girl they talking

New words - that only they can share in

New words - a love so strong it tears their hearts

To sleep - through the fleeting hours of morning

Love is careless in its choosing - sweeping over cross a baby

Love descends on those defenseless

Idiot love will spark the fusion

Inspirations have I none - just to touch the flaming dove

All I have is my love of love - and love is not loving”.

 - hey, essa música é linda! – eu sorri. – como se chama?

 - Soul Love. Gostou?

 - adorei... de onde tira inspiração para escrever essas coisas?

 - sei lá, eu só escrevo... quer tocar?

 - não, não sei tocar... tá todo mundo olhando para a gente, não é?

 - é... ignora, são uns idiotas, mesmo... – ele riu e largou o violão. – quer ir tomar um sorvete?

 - pode ser; - me levantei, junto dele, e saímos andando pela rua. – Ziggy... o que você faz quando está entediado e irritado com todo mundo?

 - eu? Eu subo para cima do prédio e fico vendo a lua... porque?

 - não, nada... é que não tem nada para a gente fazer aqui.

 - ah, claro que tem; - ele riu. – de vez em quando tem parque de diversões na cidade, ou então algum museu...

 - nossa, é meio parado; - eu ri. – lá em Londres tinha uma roda gigante enorme... e uma pilha de shows e bares legaizinhos... mas eu não frequentava.

 - ah, deve ser incrível, lá; - ele sorriu, chegamos na sorveteria. – gosta de qual?

 - uva e chocolate...

 - ah, não creio; - ele riu. – é sério isso?

 - é sim... porque?

 - eu também.

 - é uma bela coincidência! – eu ri. – tem tv no apartamento?

 - tem, a gente podia ver... mas não tem muita coisa que preste, só uns desenhos animados, tipo Mickey Mouse. Eu gosto.

 - ah, Mickey é legal; - eu ri e o abracei, sentamos na calçada cada um com um sorvete. O meu de chocolate e uva e o dele de chocolate e morango. – quer um pouco?

 - só se quiser um pouco do meu.

      Eu dei um pouco de sorvete na boca dele, que riu e me deu um pouco do dele. Ficamos conversando, até que uma sirene varreu tudo. O olhar de Ziggy se assustou, e ele se levantou, pegando-me pela mão:

 - vem, é mal sinal...

 - sinal de quê?

 - os militares vão prender qualquer um na rua... vem, eu não quero ver o que acontece depois disso...

      Corremos até o apartamento, e assim que pusemos o pé na entrada Davie nos empurrou para o quarto de Mick, onde Trevor e Woody também estavam. Todo mundo trancado ali.

      Ziggy e eu nos sentamos no chão, ainda cansados pela corrida, e logo vi que ele estava vermelho, com o cabelo todo bagunçado:

 - Ziggy... espera... – eu ajeitei o cabelo dele, ele o meu. – corremos três quadras em menos de um minuto... poderíamos ir para o livro dos recordes...

 - ah, estavam correndo? – Mick riu. – achei que estavam se pegando por aí...

 - Mick, não fala merda... – Ziggy o olhava. – viu se o meu óculos ficou aqui...?

 - não, tá na sala...

 - merda, nem posso ler... esse muro é um baita filho da...

 - Ziggy! – os três o repreenderam, ele cobriu a boca.

 - tá querendo ir em cana, é? – Trevor o fuzilava com o olhar. - Se algum militar ouvir a gente for preso, eu te mato!

 - me desculpem... – ele suspirou e encolheu-se, colocando os joelhos perto do peito e os abraçando. – eu não tinha essa intenção...

      Ele começou a chorar, eu o abracei e alisei seus cabelos, olhando Trevor que suspirou e se abaixou, olhando-o:

 - desculpa aí, mano... – ele o olhou. – é que eu não quero ir em cana de novo...

 - deixa ele, Trevor; - Mick bufou. – sempre foi assim, o Ziggy é inocente... daquela vez fui eu quem coloquei a droga na tua mochila, foi de brincadeira... a gente colocou a culpa no Ziggy porque ele era o único que você não ia ligar...

 - porra, Mick... – ele riu e lhe deu um soco leve no ombro. – eu deveria te quebrar a cara, não faço isso por causa que é meu parça...

      Ziggy foi parando de chorar. Eu o abracei, beijando sua bochecha, e ele me olhou, de lado:

 - tá tudo bem... – eu peguei na mão dele, estava gelada. – eu tô aqui... calma...

 - obrigada... tô pagando de ridículo, eu sei...

 - não tá não, Ziggy; - eu ajeitei seus cabelos, fiquei na mesma posição que ele e o olhando, sorrindo. – tá bem?

 - tô meio com falta de ar... esqueci minha bombinha na sala...

 - quer que eu busque? – Trevor o olhou. – como... pedido de desculpas...?

 - tá tudo bem, mano, de boas... – ele sorriu. – só tô com um pouquinho de falta de ar, passa logo...

 - pera aí; - Mick abriu a janela. – vem aqui, pega um ar...

      Ziggy negou e pediu que fechasse a janela. Ele o fez, e logo ele começou a tossir:

 - Ziggy, deixa de ser teimoso... – eu o olhei, ele tossia cada vez mais. – vai passar mal...

 - n-não preciso... – ele tossia, desesperadamente.

 - Mick, ele tá passando mal... – eu me assustei, ajudei-o a se levantar. Mick o pegou no colo, levando até a janela, e corri para pegar a bombinha no sofá.

      Davie conversava com Iggy e com dois militares que, ao me verem, pareceram não entender meu desespero:

 - o que deu na garota? – um deles perguntou.

 - Pietra, fala com o senhor...

 - não posso, depois...

 - isso é um desacato! – o senhor gritou, me olhando.

 - me perdoe, mas o meu amigo tá passando mal... cadê a bombinha de ar, Iggy?

 - tá em cima da geladeira... pera aí, quem tá passando mal?

 - o Ziggy... ele está passando mal... me perdoa, senhor militar, mas é caso de vida ou morte...

 - quem sabe podemos ajudar? – eles se olharam. – onde está o garoto?

 - dois quartos à esquerda; - Davie foi os levando até lá. – Pietra, pega essa bombinha...

 - já vou!

      Peguei a bombinha, apressada, e logo fui para o quarto. Ziggy estava deitado no chão, sem camisa, e ainda tinha seus ataques. Entreguei a bombinha à um dos militares, que começou a fazer o procedimento. Logo ele se acalmou, olhando-me, e eu sorri e me sentei ao lado dele, pegando em sua mão:

 - Pietra... como...

 - calma, ainda tá mal; - eu o olhei, ajeitei seus cabelos. Estava vermelho. – descansa...

 - é melhor colocar ele numa cama... este é o quarto dele?

 - não, o dele é do lado...

      Davie o pegou no colo e o levou até seu quarto. Eu olhei o militar, meio preocupada, e sorri:

 - obrigada, salvou ele... me desculpe pelo desacato...

 - não fiz mais do que o meu dever... e quanto ao desacato, tudo bem. É normal.

 - ah... eu vou ver como ele tá...

 - está certo. Se cuida, menina.

 

 

      Era noite, e Ziggy estava dormindo. Eu estava acordada, olhando o teto, e logo ele me chamou:

 - sim? – eu o olhei, ele dormia na cama mais alta.

 - obrigada... desculpa pelo surto...

 - não foi culpa sua, a gente não controla isso; - eu sorri. – não sabia que tinha asma...

 - é... eu meio que tenho só de vez em quando.

 - hm... mais alguma coisa que eu deveria saber sobre você?

 - que eu gosto de rock... que gosto de ler, de escrever... e que gosto de você.

 - de mim? – eu o olhei, assustada.

 - sim... sei que não sente o mesmo, mas eu não podia deixar isso só para mim.

 - e... o que você sente?

 - acho que é amor... não sei direito.

 - é... acho que também sinto isso...

 - de verdade? – ele me olhou.

 - de verdade... acho que a gente se corresponde, então...

 - pois é... Pietra, que tal se a gente se... se... nós... ficarmos...?

 - ficar?

 - namorar... se conhecer melhor...?

 - pode ser...

 - verdade?

 - sim... então... a gente tá... namorando?

 - sim... – ele se virou de lado e me olhou, eu sorri. – eu... posso falar para os rapazes...?

 - pode... e eu posso falar para o Davie...?

 - pode... – ele sorriu. – boa noite, Pietra...

 - boa noite, Ziggy...

 



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