História As Cartas do Professor Davie - Uma Vida em Berlim - Capítulo 7


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Categorias David Bowie
Personagens David Bowie, Personagens Originais
Tags Berlim, David Bowie, David Jones, Drama, Drogas, Londres, Opressão, Violencia
Visualizações 11
Palavras 795
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência, Visual Novel
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Cap. 3


Fanfic / Fanfiction As Cartas do Professor Davie - Uma Vida em Berlim - Capítulo 7 - Cap. 3

3.

Davie e eu passamos a tarde toda vendo tv, até que o telefone tocou:

 - espera um pouco, já volto. - me levantei e fui até a cozinha.

      Eu fiquei irritada com aquela ligação. Era minha “tia”, e disse que vinha me buscar.

“Oi, Pietrinha, eu só tô ligando para avisar que amanhã de manhã a titia vai aí te buscar e te levar para casa aqui em Chicago, ok?”

 - vagabunda! – gritei, jogando o telefone na parede. Davie me olhou, assustado, mas apenas suspirei, voltando para perto dele. – desculpa o grito, foi minha tia...

 - que foi?

 - ela quer me levar para Chicago para morar com ela... mas eu odeio ela!

 - estamos os dois atolados na merda... – ele riu. – eu com depressão e você com uma tia chata... dá vontade de fugir disso tudo...

 - é isso! – eu sorri. – Davie, a gente vai fugir!

 - fugir? – ele me olhou. – como assim, Pietra?

 - fugir, só fugir! A gente vai para longe, por favor... eu não quero ir com ela... ela já cuidou de mim uma vez, eu não gosto...

      Eu comecei a chorar, ele se levantou e me abraçou:

 - o que ela fez?

 - me enviou para um lugar, um hospício; - eu chorava. – mas aí a Kelly me buscou... mas agora a kelly tem o namorado dela, e eu... eu não quero voltar para lá...

 - calma, se você quiser, a gente pode fugir... eu fujo com você...

 - foge? De verdade? – eu comecei a parar de chorar.

 - fujo, claro... – ele sorriu. – eu também não aguento mais isso, quero começar uma vida nova... Londres está pequena demais para nós, Pietra.

 - verdade... bem, você já fugiu alguma vez?

 - eu? Quer por ordem cronológica ou alfabética?

 - engraçadinho... sério, para onde a gente foge?

 - bem... acho que em Berlim ia ser legal.

 - Berlim? De verdade?

 - de verdade... mas a gente vai precisar ser rápidos, é difícil fugir assim, de uma hora para a outra.

 - bem... e precisa de muita coisa para ir para Berlim?

 - considerando que eu tenho sete anos de salário de professor acumulados e prontos para serem gastos, não. Dá para recomeçar a vida por lá.

 - eu tenho um dinheiro... minha mãe deixou minha herança... são uns dez, doze mil, será que ajuda?

 - ajuda, mas não precisa, Pietra; - ele sorriu. – o seu dinheiro é seu, o meu é para a gente fugir.

 - tá... e o que a gente faz?

 - vai lá pegar as suas coisas, eu vou pegar as minhas. Eu vou ligar para um amigo de Berlim e avisar que a gente vai para lá, certo?

 - certo, e... com ao gente vai?

 - de ônibus até a ferrovia, depois a gente pega o trem e se manda dessa droga.

 - ótimo! Vou pegar minhas coisas... é pouca coisa, néh?

 - é, é bem pouca coisa, mas não deixa nada que possa dizer onde a gente vai, certo?

 - certo!

      Subi as escadas correndo, apressada, e peguei minha mochila, colocando alguns casacos de frio e meus livros favoritos: The Man Who Fell To Earth, 2001: Uma Odisseia no Espaço e a Biografia de Santos Dummont. Um bom inglês sabia sobre a história da aviação.

      Peguei minha boneca de pano, meu diário, meu estojo com material de desenho e escrita, um caderno, uma foto da minha cachorrinha que tinha quando era pequena e um estojo de maquiagem, descendo correndo para o andar debaixo. Davie estava com sua mochila, olhando a janela e com um uma camisa fina e branca. Tinha sua caixa preta em mãos:

 - Davie, vamos? – eu o olhei.

 - vamos, claro. O meu amigo vai encontrar a gente na estação de Berlim, ele disse que tem um amigo nosso esperando na estação daqui e vai levar a gente.

 - hm... e não é muito arriscado?

 - está com medo?

 - não, é que...

 - não é, eu já fugi de casa várias vezes... só tem que agir naturalmente, como se fosse uma viagem comum.

 - ah. E não precisa de documentos?

 - não, esse é o bom.

 

 

      Davie estava sentado no tumulo. Me aproximei, meio preocupada, e me sentei ao lado dele:

 - que foi? – eu o olhei.

 - sei lá... é a última vez que eu vou vir aqui...

 - quer desistir?

 - não; - ele suspirou e limpou a foto pela última vez. – adeus, mana; - ele colocou um anel feminino e colocou sobre o túmulo, sorrindo. – espero que me perdoe.

 - ela vai perdoar; - eu peguei em sua mão, ele sorriu. – mas você precisa perdoar à si mesmo, Davie. Faça isso, esqueça do passado.

 - é isso que eu pretendo fazer em Berlim, Pietra. Esquecer de tudo do passado.

 

 



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