História As Cartas do Professor Davie - Uma Vida em Berlim - Capítulo 9


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Categorias David Bowie
Personagens David Bowie, Personagens Originais
Tags Berlim, David Bowie, David Jones, Drama, Drogas, Londres, Opressão, Violencia
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Palavras 601
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência, Visual Novel
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Cap. 5


Fanfic / Fanfiction As Cartas do Professor Davie - Uma Vida em Berlim - Capítulo 9 - Cap. 5

5.

Era um apartamento grande, com três sofás na sala e uma pilha de homens sentados, conversando. Reconheci Mick Jagger, Lou Reed e Iggy Pop, que conversavam com mais dois rapazes, um moreno e um loiro. Num canto, sentado num banquinho, um rapaz ruivo um pouco mais velho do que eu, lendo um livro que reconheci como The Man Who Fell To Earth:

 - hey, seus merdas; - Mick riu, entrando. – cheguei com as nossas visitas! O David veio!

      Davie entrou na frente, e eu entrei um pouco depois, ficando atrás dele e logo ele cochichou no meu ouvido:

 - procure não usar nada que não conheça; - ele sorriu. – e, não ligue se eles não te tratarem como uma dama, não costumam ter visitas.

 - ah, tudo bem.

      Eu fiquei quietinha no meu canto, enquanto Davie cumprimentava os amigos, que pareciam ter uns quarenta anos. Eu corei, olhando nada, e logo o rapaz ruivo veio até mim, com um sorriso no rosto:

 - oi, eu sou o Ziggy; - ele sorriu. – você é Pietra, não?

 - sim... prazer.

 - o prazer é meu, Pietra. Não liga para eles, são assim mesmo... o David é o mais tranquilo deles. Vai fazer alguma coisa?

 - não, eu não sou daqui... vim de Londres.

 - ah, eu já fui lá, uma vez. Quer dar uma volta?

 - não sei, o Davie...

 - ele está entretido com os caras, nem vai ligar. Quer ir?

 - quero...

 

 

      Ziggy e eu andávamos por Berlim. Era tudo tão diferente, tão... novo. Era minha vida nova.

 - você mora aqui a muito tempo?

 - eu cresci aqui. Esse muro é meio ruim, mas... a gente aprende a conviver.

 - e porque ele está aí?

 - bem, é que eles dividiram Berlim... mas, fora isso, é bem de boa.

 - hm... e o que você faz?

 - eu? Eu fico mais no meu quarto, ou lendo... de vez em quando um show.

 - rock?

 - é... o meu pai canta, mas não gosto muito. Ele é muito louco.

 - ah, é; - eu ri. – mas é normal... eu acho.

 - ah, é. porque veio para cá?

 - eu fugi de casa, com o Davie... eu perdi meus pais.

 - ah, me desculpe, não quis tocar no assunto; - ele corou. Seus olhos eram como os de Davie. – eu perdi minha mãe a um tempo, mas não cresci com ela. Era a irmã do Davie...

 - é?

 - é, ela teve um caso com o meu pai, aí ele me criou. Depois ela teve outro casamento, e tal, mas... ele é meu tio.

 - que louco... será que eles estão bem?

 - ah, estão; - ele olhou o relógio no pulso. – é quatro e meia, eles estão cheirando umas carreiras... quando voltarmos, já vão estar bem.

 - hm... onde vamos?

 - pensei em te levar para um lugar... gosta de hambúrguer?

 - gosto...

 - vou te levar para uma lanchonete legal... tudo bem?

 - tudo, claro; - eu estava andando devagar. Ele era mais alto. – é que você anda rápido...

 - ah, me desculpa; - ele riu, uma risada gostosa, e diminuiu os passos. – melhor?

 - melhor... Ziggy, você gosta de ler?

 - gosto... porque?

 - eu trouxe uns livros... já leu 2001, uma odisseia no espaço?

 - estou louco para ler... já leu?

 - não, trouxe para começar aqui. Quer ler comigo, depois?

 - claro; - ele sorriu. – eu já terminei The Man Who Fell To Earth... já leu, né?

 - já, claro. Dr. Bryce manda saudações do bar.

 - acho que vamos nos dar bem; - ele riu.

 



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