História As Chamas da Esperança - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias A Rainha Vermelha
Personagens Farley, Julian Jacos, Mare Barrow, Personagens Originais, Sara Skonos, Tiberias Calore "Cal" VII
Visualizações 32
Palavras 1.203
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Desculpa se alguma parte ficar confusa, eu estava um pouco afobada quando e estava escrevendo e fiquei muito ansiosa.

Capítulo 11 - Onze


Onze

?


O ambiente é úmido, parece uma caixa de metal, estou deitada em uma cama simples. Minha cabeça está latejando e percebo uma cicatriz na lateral da cabeça e uma na nuca. Além disso minha barriga dói muito, uma dor estranha, levanto a camiseta branca e uma cicatriz, não faço ideia do que aconteceu.

Tento levantar mas sem sucesso. Minha mão treme, e não lembro de nada. É tudo um borrão preto e vermelho. A única coisa que me lembro é o raio roxo, consigo invocá-lo ao passo da minha memória. Sinto a eletricidade da sala, as lâmpadas acima de mim e as que estão além da porta. Parece que estou no subsolo. Aquela eletricidade me dá força e vou examinar o quarto. Uma estante, um sofá no canto que está junto de uma pequena cozinha. Os armários estão cheios. Fico examinando as coisas até que um homem de uns cinquenta anos entra no quarto. Ele usa um tapa olho e roupas esfarrapadas, provavelmente é de alguma gang ou  algum tipo saqueador.

-Menininha elétrica, que prazer reve-la.

Não sei pra quem ele fala isso, mas imagino que seja pra mim. Ele percebe minha cara de espanto.

-Não fique assim senhorita Mary. Achamos você na floresta, resolvemos acomodá-la aqui.- ele diz com um sorriso amarelo-  não nos pergunte como sabemos seu nome, você nos disse.

Eu fico calada, sei que ele está mentindo pra mim.

-Vamos logo ao ponto. Prazer Victor Holand, chefe dos Piratas, acho que me deve um favor.

Penso, sei que já ouvi esse nome em algum lugar, mas é tudo um borrão. Fico tonta só de tentar lembrar.

-Me desculpe?

-Ah!, é verdade. Você não lembra de nada. Mas deixa eu te contar querida, te salvamos da morte, tiramos uma criatura morta de dentro de Você, você me DEVE um favor. E basicamente você deve se juntar a nós. Cada feito seu te da direito a uma memória.- ele faz uma pausa, analisando minha expressão, que agora é de confusão. Ele ri- sei que é boa em roubar, e sua eletricidade, ou sei lá o que são esses raios roxos, vão nos ajudar bastante.

Quero muito saber o que aconteceu comigo antes disso, a única opção é essa.

-Uma curandeira vai vir aqui, precisamos mudar um pouco você, seu rosto é muito conhecido.- ele aponta para um monte de roupa- vista isso depois, você começa hoje.

Me calo novamente, ele sai.

Uma explosão vem na minha cabeça, um homem de estatura média, olhos azuis como o fogo quente e os cabelos negros vem a minha cabeça. Tento imaginar quem seja. Fico alguns minutos  assim, preciso ficar quieta, sei que eles querem me controlar, me deixar na palma da mão para poder me esmagar quando quiserem. As minhas lembranças devem ser guardadas para mim. A curandeira chega. Ela só faz com que meu cabelo fique maior, ele chega ao meu quadril agora. E me deixa um pouco mais magra.  Depoia disso ela sai sem cerimônias alguma. Visto a capa preta e saio.




Eles me apresentam uma casa. Ela é bem pequena comparado ao subsolo, mas é como uma enorme sala de reunião, só que com um bar e vários homens bêbados indo de lá para cá. Sem TVs, eu acho que não vão me deixar ver notícias, querem me deixar presa ao mundo das minha memórias perdidas.

Me serviram um mingau de arroz, estava muito estranho mas tive que comer. Já estava de capuz e as minhas tranças ficavam para fora, elas começavam castanhas e depois viram um cinza brilhante.

Ninguém me reconheceu, ou pelo menos não vieram falar comigo. Antes de sair para cumprir minha missão do dia aquele mesmo homem de hoje de manhã me pega pelo braço.

-Fique de cabeça baixa, ninguém deve te reconhecer, de agora em diante seu nome é Mary Elara. Qualquer pessoa que for além dessa pergunta, saia correndo.

Mary Elara, um nome aparentemente comum, mas ele me dá nojo. Eu nem sei meu nome verdadeiro, então…

Olá, meu nome é Mary Elara. Não lembro quem são meus pais, não lembro minha origem, não sei quantos anos eu tenho e estou pela minha própria memória.




Cal


Os dias têm sido difíceis, o funeral acabou de acontecer, não levei Cora, ela não tem que presenciar isso. Todos estão muito abalados. A guarda acha que ela não morreu e começou uma busca por Norta, está tudo sendo realizado discretamente, não queremos chamar atenção.

Nesses últimos dias sonho com ela. Sempre deitada ao meu lado, com seus olhos castanhos focados em mim, o sol parece dar a luz para que seu rosto fique mais perfeito ainda, no fundo só ouço Cora rindo e brincando. Com certeza é o momento perfeito.

As vezes acho que a noite, ela vai entrar pela porta, com Cora nos braços e vai deitar na cama. Sei que fazem poucos dias, mas parecem eternidades. Principalmente com a minha filha, sempre acho que estou fazendo alguma coisa errada, não posso dar o amor materno para ela, mas eu tento. Ela parece gostar quando eu falho com alguma coisa, fica rindo por um bom tempo. Não é um momento Feliz, eu Sei, mas não posso deixar que essa tristeza chegue na minha filha. Sinto a necessidade de proteger ela mais que tudo, é a minha única filha, é minha princesa, não posso deixar que ninguém toque nela, o que é difícil. Ela está aprendendo a andar, fica se apoiando nas coisas e a maioria das vezes cai.




Uma semana passa, sinto que Mare está mais próxima do que imagino. Algumas vezes vou nas missões de procura, mas preciso voltar rapidamente. Norta, apesar de estar em sua melhor fase, ainda precisa de alguém governando as coisas.

A guerra Lakeland acabou, Iris fez questão de deixar tudo em ordem. Ela está se recuperando da batalha, mas disse que está vindo o mais rápido possível ao meu encontro. Ela precisa me contar alguma coisa que Maven fez antes de morrer, segundo ela é sobre Mare.

Estou assinando alguns papéis quando um guarda bate na porta.

-Majestade, desculpe interromper, mas há um pacote estranho esperando você, devo trazê-lo até aqui?

-Não, preciso andar um pouco.- saímos do escritório e vamos em direção a um hall perto dos quartos de visita do Castelo.- Cora ainda está na casa dos Avós?

-Sim senhor, eles esperam você para o jantar.

-Claro, eu preciso falar com Farley.

Finalmente chegamos e o cheiro é insuportável. Uma cesta está em cima da mesa, guardas estão em volta da mesa a minha espera, todos com a mão no nariz.

Eu tiro o Pano de cima, uma caixa de metal e um bilhete.


Parece que você e Mare não esperaram para ter outro filho certo?


Mavey


Abro a caixa desesperado, tenho certeza do que vejo, mais uma loucura de Maven. Meu filho obviamente já está morto, ele devia ter uns trinta e oito centímetros. O único sentimento é tristeza, mas ela se mistura com raiva e felicidade. Tristeza porque mais uma pessoa que eu perdi, raiva porque ele não tinha direito de fazer isso, era meu filho, e a felicidade porque provavelmente Mare está viva. O bebê foi mandado para a ala hospitalar e vai fazer alguns exames. Provavelmente eu vou ter que dar outra notícia péssima para os Barrow e enfrentar outro funeral em poucos dias.

Até onde a loucura de Maven pode ter ido?




Notas Finais


Espero que tenham gostado desses dois últimos capítulos, sério se eu falei alguma m**** me avisem, pra eu corrigir isso.


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