História As Cold as a Dragon's Flames - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias A Origem dos Guardiões, Como Treinar o seu Dragão
Personagens Astrid, Bafo e Arroto, Banguela, Batatão, Bocão, Cabeçadura Thorston, Cabeçaquente Thorston, Dente-de-Anzol, Fúria da Noite, Jack Frost, Melequento, Perna-de-Peixe, Soluço, Stoico
Exibições 31
Palavras 1.579
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aigoo~ Finalmente, depois de tanta espera (desculpem ;-;) chegou o 7º capítulo!
Boa leitura!

Capítulo 7 - Consolo


                Não era mentira, muito menos minha imaginação. Nossos lábios encostavam, e eu permaneci sem reação alguma até que Melequento olhou para trás.

                — Ei, vocês! Que demora, andem logo! – Exclamou, e nesse exato momento Jack separou-nos com um pequeno empurrão. O idiota ainda parecia orgulhoso por seu ato, já que sorria e cantarolava.

                — O-O que acha que estava fazendo?!... – Perguntei em um sussurro, obviamente corado. Quando Melequento já não olhava mais, Frost pôs seu braço ao redor de minha cintura e puxou-me mais para perto.

                — Qual é, Soluço? Esperei cinco anos para isso. – Respondeu com o mesmo ar de orgulhoso, fazendo-me corar ainda mais. O que mais me constrangia era o fato de que eu não estava realmente... Bravo com ele, nem sequer tentei nada para afastá-lo de mim. Honestamente? O beijo foi até que, de certa forma, bom. Completamente inesperado, mas bom; Não iria dizer isso a ele, claro.

                — O que quer dizer? – Cruzei os braços. – Melequento podia ter-nos visto, sabia?...

                — Ah, bem, na época em que te conheci você tinha apenas 15 anos, então esperei um pouco. – Rebateu o guardião tratando o assunto delicado como se não fosse nada. – Melequento? Sabia, sim. Mas teria algum problema?

                — Claro que teria problema!... Huh? E quantos anos você tem por acaso?

                — Fisicamente, 14. Mas já vivo por mais de 300 anos. Sou um velho. – Riu. Até agora eu não havia reparado, mas Jack Frost parecia ter a mesma aparência de cinco anos atrás. Fitei-o por alguns minutos...  E, de fato, não mudara nada. Seria isso característica de um guardião, não envelhecer? – Mas diga-me, o beijo foi tão ruim assim?

                Hesitei em responder, porém logo assenti com a cabeça. Sabia que isso aumentaria ainda mais o orgulho do garoto do gelo, mas a quem iria enganar, afinal? O beijo fora tudo exceto ruim. Aparentemente, havia tido meu primeiro beijo em vinte anos. Na verdade, já beijara Astrid quando éramos crianças, mas acredito que aquela vez não conta; então, havia tido meu primeiro beijo verdadeiro em vinte anos.

                — Fico feliz em ouvir isso. – Cantarejou, e, percebendo que estávamos a alguns passos de Berk, deixou-me ir.

 

                — Então, Jack, esta é Berk! – Melequento exclamou, abrindo os braços e olhando em volta. – É uma ilha até que bem pequena, porém com espaço o suficiente para abrigar vários dragões de diferentes espécies! Temos várias catapultas espalhadas por aí em caso de invasões. Além disso, também temos moinhos de vento e claro, aqui acontecem as Corridas de Dragão!

                — Corridas de Dragão? – Jack olhou para mim, parecendo estar bastante interessado.

                — Sim, Corridas de Dragão. Primeiramente, os participantes são divididos em times. Você e seu dragão têm de completar algumas voltas pela ilha, coletando ovelhas pelo percurso. Então, você as joga dentro de baldes pertencentes aos times respectivos, e quem fazer dez pontos primeiro ganha. Vale mencionar que ovelhas brancas valem um ponto e a ovelha negra vale dez.

                Após minha breve explicação, percebi que os olhos do Espírito do Inverno brilhavam. Ele com certeza deveria estar querendo participar de uma corrida.

                — Soluço, onde posso me inscrever para essa corrida? – E de fato, ele queria. Suspirei:

                — Bem, Jack, se realmente quer participar, vai precisar primeiro de um dragão. E por favor, seja amigável e calmo com ele. Não quer nenhum acidente acontecendo de novo, quer?

                — Hã? Não posso ir deslizando por aí com gelo? – Perguntou um pouco desapontado.

                — Não, não pode. Isso iria contra as regras e você seria desclassificado.

                Jack pareceu pensativo por alguns segundos. Olhou para os lados, e, de repente, começou a correr em direção à floresta.

                — Jack! Ei, Jack! Onde pensa que vai?!

                Banguela e eu apressadamente seguimos o Guardião da Diversão, que era surpreendentemente rápido. Logo embrenhamo-nos no meio da mata, deixando Melequento para trás e falando sozinho. Iria me desculpar depois.

                Quando finalmente alcançamos o garoto do gelo, o mesmo se encontrava parado. Corri até ele, quase sem fôlego:

                — E-Ei!... Por que é que...

                — Shh.

                Frost colocou um dedo em meus lábios para me silenciar. Confuso, olhei para onde o mesmo olhava – e vi um Terror Noturno deitado em um pequeno monte de folhas secas. O dragão, apesar de grunhir de dor ocasionalmente, rosnava para nós, mostrando as presas.

                — Ele está machucado. – Disse Jack, lentamente ajoelhando-se em frente ao Terror. – Oi, amigo. Está tudo bem.

                Ele então estendeu sua mão para gentilmente acariciar o dragão machucado. Claro, fiquei com medo que o Terror atacasse Jack – que, por sorte, não aconteceu. O garoto só o acariciava, com um sorriso em seus pálidos lábios.

                — É assim que se faz, certo? – Perguntou dirigindo seu olhar para mim. Eu, contudo, estava tão preocupado que nem ouvi suas palavras direito, então só fiz que sim com a cabeça algumas vezes. Frost pareceu ainda mais contente e animado.

                — Certo, vejamos. O que há com você? – Foi calmamente apalpando o corpo do Terror, que neste ponto já nem rosnava mais. Parecia estar extremamente relaxado com o toque de Jack, porém subitamente soltou um leve rosnado quando sua coxa fora apalpada. – Oh, é aqui que se machucou?

                O Espirito do Inverno então fez com que uma pequena camada de gelo cobrisse sua palma da mão e levou-a até a área inchada da pele do dragão. O Terror grunhiu baixo com o contato do gelo, mas não se mexeu.

                — Isso não vai curar sua coxa, mas irá aliviar a dor nem que seja um pouco. – Disse Frost, cuidadosamente tentando amenizar o sofrimento do pobre dragão.

                — Estranho... Geralmente os Terrores Noturnos andam em bandos. Mas onde está o bando deste? Já teriam voltado para busca-lo por agora. – Olhei para o céu, porém nenhum bando de Terror Noturno parecia se aproximar.

                — Talvez tenha sido abandonado. Sei bem como é essa sensação. – Jack Frost pareceu entristecer um pouco ao pronunciar tais palavras. – Essa sensação de desesperança, de que por mais que você grite e grite ninguém irá aparecer e te salvar da escuridão.

                Não sabia nada sobre o passado de Jack, mas apenas com isso pude deduzir que não fora nada fácil. Ajoelhei-me atrás dele e o abracei.

                — Não está mais sozinho agora. Tem a os outros guardiões, a mim e a Banguela. – Murmurei tentando consolá-lo. Deitei minha cabeça em suas costas e pude ouvi-lo dando risadinhas.

                — Sei disso, Soluço. É só que... Passar mais de 10 anos preso dentro do gelo sem ninguém e na mais pura escuridão fez-me tornar um pouco solitário. Nunca consegui me adaptar direito com os outros guardiões, e quase ninguém acreditava em mim. Via crianças brincando, sempre mencionando meu nome e dizendo que eu não passava de uma lenda velha.

                Aquilo fez meu coração apertar. Viver por mais de 300 anos sem ter ninguém deve ter sido horrível para Frost. Seria para qualquer um. Abracei-o mais forte então, comovido.

                — Agora será diferente, garanto a você. Estarei ao seu lado até que eu me vá, você verá. – Bradei.

                — Hehe, obrigado, Soluço. Agora temos de levar este...

                — Terror Noturno.

                — Isso, este Terror Noturno até a ilha. Só aplicar pressão com gelo não irá curá-lo.

                Concordei. Voltamos à ilha o mais rápido que pudemos, com o Terror Noturno nas costas de Banguela.

                — Certo. Se não me engano, tem uma pomada lá em casa e acho que podemos usá-la. – Disse assim que Banguela pousou. – Esperem aqui, irei busca-la.

                Dito isso, corri até minha cabana. Revistei minhas gavetas procurando pela pomada, e após bagunçar todos os desenhos de protótipos de asas que havia feito para Banguela finalmente a encontrei. Retornei a Frost e ao Terror, também com uma toalha que poderia ser usada como cama para o dragão machucado.

                — Aqui está. É só aplicar com um pouco de pressão que em poucos dias ele estará novinho em folha. Essa pomada também possui propriedades calmantes. – Entreguei o produto a Frost, que, com cuidado e destreza, fez o que lhe fora instruído. Enquanto isso dobrei a toalha e a pus no chão para que o Terror pudesse deitar e descansar melhor.

                Logo, o dragão dormia. Jack parecia aliviado e sorria.

                — Tenho certeza de que ele irá se recuperar logo. Parece ser um dragão forte.

                — Sim, Terrores são bem fortes... Mas sem seu alfa, ficam perdidos. Deve ser por isso que se machucou. Por falar nisso, Jack, como sabia que este dragão estava na floresta?

                O guardião deu de ombros:

                — Não sei. Bem, na verdade, queria apenas procurar um dragão para eu poder participar da corrida, e coincidentemente o encontrei. Seria isto um tipo de conexão?...

                — Pode ser considerado, sim. Mas é a primeira vez que vejo alguém domar um dragão selvagem tão rápido assim. – Comentei, surpreso. – Banguela e eu tivemos de passar por várias coisas para que nos tornássemos melhores amigos. E foi isso que aconteceu.

                Banguela concordou, sorrindo enquanto eu fazia carinho em sua cabeça.

                — Ah, aí estão vocês!

                Ouvimos um chamado de longe, e aquela voz me era familiar – Melequento e Dente de Anzol vinham correndo em nossa direção. Provavelmente vinha cobrar nosso repentino abandono.

                — Onde estavam? Procurei por vocês em toda a parte! – Reclamou. Sorri inocente:

                — Desculpe, Melequento. Tivemos alguns, é... Contratempos. Mas agora pode continuar a mostrar a ilha para Jack.

                — Oh, sim, claro, onde eu estava? Venham comigo, irei mostrar-lhes mais partes legais da ilha!

                E mais uma vez correram em nossa frente. Dei um leve suspiro e estava prestes a segui-los quando minha bunda fora apertada. Senti meu corpo inteiro esquentar e olhei para trás.

                — Obrigado por me consolar... Soluço.

                Jack Frost piscou para mim e começou a andar, satisfeito.

                Por que é que ainda não dei um soco neste idiota?!...

 


Notas Finais


Jack está ficando cada vez mais atrevido, aaah~ E calma, gente, logo terá o tão esperado lemon nessa (nem tão bela) história~ ( ͡° ͜ʖ ͡°)
Espero que tenham gostado e até a próxima~
- Ky


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