História As Cores do Amor - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Lesbicas, Once Upon A Time, Ouat, Regina Mills, Swan Queen, Swen
Exibições 908
Palavras 3.827
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Escolar, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá! Estou de volta com mais um capítulo. A música citada nele chama-se "Insônia- Thathi", caso queiram dar uma conferida na canção.

Bom domingo e boa leitura!

Capítulo 14 - Capítulo 14


Fanfic / Fanfiction As Cores do Amor - Capítulo 14 - Capítulo 14

"Quero  que você me dê o que tiver de bom pra  dar
Ficar junto de você é como ouvir o som do mar
Se você não vem me amar é maré cheia, amor
Ter você é ver o sol deitado na areia."

Capítulo 14


  Era uma manhã ensolarada de sábado quando Regina foi tirada de suas atividades na cozinha ao ouvir o som da campainha ecoar por todo o hall de sua casa. Sabendo que sua mãe também viria visitá-la, a morena dispensou a babá de seu filho naquele final de semana, pois ela sabia o quão apegada a Henry sua mãe era, e o quanto ela gostava de cuidar do neto.
  “Vovó Cora!” Gritou Henry ao descer as escadas correndo e ir de encontro à sua avó.
  “Henry! Nada de correr nas escadas!” Regina o repreendeu em vão, pois nesse momento Henry já estava no colo de Cora e ignorava por completo tudo o que sua mãe dizia. “Estou feliz que tenha vindo nos visitar. Senti saudades.” Disse Regina ao abraçar carinhosamente sua mãe.
  “Olá, eu também estou aqui.” Resmungou Zelena.
  “Também estamos felizes em ver você, tia Zen.” Disse Henry deslizando do colo de Cora para o de sua tia.
  “Vamos entrando? A menos que queiram passar o final de semana ai na porta.” Regina brincou, segurando a mala que sua mãe carregava e fechando a porta atrás de si.
  Zelena e Cora, com a ajuda de Regina e Henry, acomodaram suas coisas nos quartos de hóspedes e desceram para a sala de estar a fim de ficarem mais a vontade.
  "Sua casa é deslumbrante, Regina!" Disse Cora ao tomar um lugar no sofá e acomodar Henry em seu colo. "Mas você não acha que ela é grande demais para vocês dois?"
  "É um pouco solitário." Regina confessou. "E continuaria sendo mesmo se ela fosse menor."
  "Eu já disse à Regina que ela precisa socializar mais, fazer amigos e quem sabe até conhecer alguém. Mas ela não me escuta, mãe." Disse Zelena ao sentar-se sozinha em um sofá de frente para os três.
  "Regina! Não me diga que ainda está sozinha todo esse tempo? Já fazem meses que você mudou-se pra cá." Cora expressava um semblante surpreso enquanto conversava com sua filha. "Você é muito devagar, Regina. Tem que aproveitar a juventude! Ouça o que sua mãe lhe diz, ela passa voando."
  "Oh, céus! Agora serão as duas pegando no meu pé?" Disse Regina revirando os olhos. "Bom, e saibam vocês que não estou tão sozinha assim." Disse timidamente, desviando seus olhos para longe daquelas mulheres que pareciam querer ler sua mente naquele momento.
  "Quem?" Cora e Zelena disseram quase em uníssono, depositando seus olhos em cima de uma vergonhosa Regina.
  "Emma." Disse Henry aleatoriamente, atraindo para si a atenção das três mulheres presentes.
  "Em-ma?" Regina indagou. Sua voz vergonhosamente falhando nesse momento.
  "Emma." Henry repetiu. "Quero ver a tia Emma hoje, mamãe. Ela me disse que sou um bonito Zangado."
  "Quem é Emma?" Cora perguntou com curiosidade.
  "É a professora de Henry. Ele e os amiguinhos da escola estão ensaiando para uma peça de teatro. O Henry será o Zangado de A Branca de Neve." Explicou Regina, buscando esconder seu nervosismo.
  "Oh, sim." Disse Cora. "Essa moça está certa. Eu aposto que você é o Zangado mais lindo que já existiu." Cora acariciou os finos cabelos castanhos de Henry e depositou um beijo carinhoso na bochecha rosada de seu neto. "Mas então, Regina, quem é esta pessoa? Zelena e eu estamos curiosas para saber." Perguntou, desviando sua atenção de Henry para a morena.
  "Não acho que seja apropriado falar disso agora." Disse Regina ao lançar seu olhar sobre seu filho. Indicando que não falaria sobre esse assunto na presença dele. "Que tal irmos todos almoçar agora?"
                                                                        ***
 
  "O que vocês têm afinal?" Ruby indagou. Emma convidara sua amiga para passarem a tarde juntas e atualizá-la sobre os últimos acontecimentos com Regina. "Estão namorando? Ficando? Sexo casual?"
  "Não, não e não." Emma respondeu em meio a um riso após ouvir sua amiga proferir aquelas duas últimas palavras. "Eu não sei o que temos ainda. E não quero nomear nada agora. Apenas quero viver isso. Sentir." Emma e sua amiga conversavam sentadas na cama da loira enquanto petiscavam alguns chocolates.
  "Eu conheço você, Emma. Conheço o suficiente pra saber que nunca esteve assim antes. É lindo ver esse brilho nos seus olhos, mas eu não quero que saia machucada dessa situação. Eu sei o quão complicado pode ser lidar com pessoas indecisas."
  "Eu agradeço sua preocupação." Emma depositou sua mão sobre a de sua amiga e acariciou-a. "Mas eu já sou adulta. Eu saberei lidar com o que está acontecendo e o que vier a acontecer. Eu gosto dela e sei que ela não é indiferente ao que sinto. Quando estamos juntas, quando nos tocamos, nos beijamos..." Emma fechou levemente seus olhos por curtos segundos enquanto refazia em sua mente aqueles momentos. "Eu sinto uma conexão tão grande. É como se cada vez que a gente se tocasse, nós estivéssemos nos reencontrando, nos reconhecendo. É algo novo, mas ao mesmo tempo muito familiar."
  "Você está se apaixonando por ela, não está?" Disse Ruby, buscando a resposta no par de olhos verdes à sua frente.
                                                                       ***
 
  Após um saboroso almoço em família, os quatro direcionaram-se para o jardim da casa a fim de aproveitarem aquele belo sábado ensolarado. Regina montou e encheu para Henry uma pequena piscina infantil e o vestiu com uma sunga de cor vermelha. Henry, por sua vez, corria de um lado para o outro no jardim e pulava dentro da piscina no meio do percurso, fazendo pequenas gotículas de água respingarem em sua tia que tomava um banho de sol estirada em uma cadeira de praia próxima a ele.
  No meio disso, Cora e Regina aproveitavam um momento juntas enquanto cuidavam do jardim da morena. Esta era uma atividade que ambas sabiam apreciar.
  "Como tem sido sua vida aqui? Está feliz?"
  "Sinto falta de vocês. Mas estou bem aqui. Estou feliz com meu emprego e..." Regina hesitou por um momento ao pensar em Emma. O pequeno sorriso que formou-se em seus lábios foi inevitável.
  "E?" Cora encorajou-a continuar.
  "E agora eu conheci um alguém que tem enchido meus dias de cores." Completou, sentindo um leve rubor queimar em suas bochechas.
  "Posso saber o que as moças conversam?" Disse Zelena aproximando-se.
  "Sobre o novo relacionamento de sua irmã." Cora soltou, fazendo Regina arregalar os olhos.
  "Não há novo relacionamento. Não ainda." Explicou, saindo de seu lugar ao terminar de regar algumas plantas.
  Regina estirou-se sobre uma das cadeiras dispostas no jardim, sendo seguida por Zelena e sua mãe, e tentou ignorar o que ambas diziam.
  "Deixa de ser ridícula, Regina. Para com esse mistério. Quem é ele?" Zelena mal conseguia disfarçar sua curiosidade e empolgação. Quem seria a pessoa que, após cinco anos, conseguiu fazer sua irmã realmente sentir-se empolgada com alguém? Ela estava prestes a descobrir.
  "Não é querer fazer mistério. É um pouco delicado." Tentou explicar.
  "Filha, você está envolvida com algum homem casado?" 
  "Por Deus, mãe! Claro que não." Respondeu, incrédula pelo pensamento de sua mãe. "O mais engraçado é que vocês logo deduziram que fosse um homem." Após a morena proferir suas últimas palavras, Zelena e Cora arregalaram os olhos em sua direção.
  "O que você quer dizer com isso, Regina?" Cora indagou.
  "Emma." Zelena murmurou, supondo saber a quem sua mãe referia-se em todo esse tempo.
  "Emma?" Cora perguntou sem muita compreensão.
  Regina respirou fundo, verificou se seu filho prestava atenção na conversa e prosseguiu. "É a Emma Swan, professora de Henry. Por favor, não me matem."
  "Eu sabia!" Zelena exclamou, quase saltando pra fora da cadeira tamanha sua euforia. "Aqueles seus papos estavam muito estranhos, Re. Seus assuntos matinais estavam resumidos a Henry e esta mulher."
  Surpresa, Cora manteve-se calada enquanto assimilava o que acabara de ouvir.
  "Você não vai me dizer nada, mãe?"
  "Dessa vez você me surpreendeu." Respondeu, voltando de seu pequeno transe. "Como isso aconteceu?"
  "Nem eu saberia explicar. Quando a conheci nós não nos dávamos bem. Discutimos algumas vezes, inclusive. Mas aos poucos tudo foi mudando e eu não sei em que ponto cruzamos a linha."
  "Entre o amor e o ódio a linha é tênue, meu bem." Disse Zelena soltando um pequeno riso.
  "Ninguém aqui está falando de amor, Zen. Não começa." Regina retrucou, logo, voltando sua atenção para sua mãe. "Vocês podem estar achando que é loucura o que estou dizendo. Mas fazia muito tempo que alguém não mexia comigo do jeito que ela mexe."
  "Loucura por quê? Porque ela é uma mulher? Bobeira! Essas coisas acontecem a todo tempo, Regina." Disse Cora, demonstrando não se prender ao fato de Emma ser uma mulher.
  "Então você não se importa?" Regina perguntou receosa.
  "Por Deus! De forma alguma. Confesso que fiquei um pouco surpresa, foi inesperado vindo de você. Mas me importar? Não."
  "Relaxa, maninha."
  Regina olhava incrédula para as mulheres à sua frente. E uma sensação de conforto e bem estar preencheu seu peito. Era um alívio saber que teria o apoio de sua família.
  "Quando iremos conhecê-la? Pelo que sei essa Emma Swan mora bem perto daqui." Disse Zelena empolgada com a ideia.
  "Nem pensar." Regina respondeu pausadamente. "Nós não temos um relacionamento sério. Seria muito cedo apresentá-las a ela. Emma poderia se assustar e correr. Vocês são loucas." Disse, não contendo um riso.
  "Obrigada pelo 'loucas', Regina." Disse Zelena fingindo ter se chateado. "Em qual nível está essa relação? Você tem certeza do que quer?"
  "Eu a quero. Eu a quero tanto que isso me assusta. Não estou indecisa sobre isso, eu apenas quero ir com calma. Porque se eu me entregar de uma vez ao que sinto pode não ter volta."
  "Por que você iria querer voltar?" Perguntou Cora.
  "Por medo de machucar a mim ou à Emma." 
  "Se doar por completo em uma relação pode ser perigoso, mas também pode ser muito prazeroso e gratificante. É um risco que só você pode saber se vale a pena correr, filha."
  "Eu sei." Murmurou baixinho, praticamente para si, enquanto mirava Henry brincando na piscina. "E ele? Como compreenderia tudo isso?"
  "Meu neto é um menino esperto. Saberá entender quando o momento chegar." Sorriu.
                                                                            ***
 
  Ao cair da noite, Swan encontrava-se apenas na companhia de suas telas e pincéis. David e Mary Margaret estariam fora durante todo o final de semana e Ruby não poderia lhe fazer companhia, pois já havia combinado de curtir os dois dias com o namorado.
  Visto isso, Emma usou o tempo livre para finalizar a pintura que fizera de Regina ao mesmo tempo em que deixava sua mente vagar de encontro à morena. No fundo, ela ainda mantinha uma pequena fagulha de esperança ao achar que a qualquer momento Regina poderia aparecer em sua porta.
                                                                          ***
 
  Quando as luzes foram apagadas e todos já estavam em seus leitos, Regina deslocou-se para a última sala ao final do corredor do segundo andar; local onde ela e Swan haviam se beijado pela primeira vez, e sentou-se graciosamente em frente ao seu piano. A insônia havia lhe feito visita naquela noite e os pensamentos em Emma não a deixavam dormir. Sendo assim, ela buscou manter-se ocupada praticando uma das atividades que mais lhe fazia relaxar. Assim como as plantas, tocar piano também era algo que ajudava a tranquilizar Regina.
  Com os dedos sobrepostos nas teclas, a morena adaptou uma canção ao piano, permitindo que sua rouca voz saísse e cantarolasse bem baixinho.
"A noite não passou
Falo com as estrelas de você
Procuro entender, ninguém explica
Talvez amanheça o meu olhar outra vez no seu."

  De olhos fechados, Regina deslizava seus dedos suavemente sobre as teclas, desejando que Emma estivesse ali como da outra vez. Desejando sentir sua respiração quente contra seu pescoço e seus dedos se entrelaçando aos seus.
"E as horas param
Não saio do lugar
E as horas passam
O sol já vai chegar
Transito no silêncio
Converso com meu eu
Perdida entre o nada e o mundo com você
Como será que vai ser?
"
  Regina deixou o piano e a melodia de lado e caminhou até a janela. Naquele momento eles só a faziam pensar ainda mais em Swan. Não que pensar em Emma não lhe fosse bom, mas naquele final de semana ela estava disposta a tentar deixá-la de lado já que não estariam juntas.
  Com os braços apoiados sobre o parapeito da enorme janela de vidro, ela deixou seu olhar se perder pelas ruas do bairro, até dar-se conta que de onde estava conseguia avistar a casa de Emma ao longe.
  O coração de Regina disparou quando uma luz acendeu na parte superior do imóvel. Visto que Emma lhe dissera que estaria sozinha naquele final de semana, ela logo deduziu que a loira estava acordada e que foi ela quem acabara de acender aquela luz.
  Enquanto Regina forçava sua visão na tentativa falha de conseguir enxergar algo dentro daquele cômodo distante, seu celular deu sinal de vida em cima do piano, fazendo o coração da morena quase saltar pra fora ao perceber que se tratava de uma mensagem de Emma. Era como se a loira soubesse o que estava acontecendo, como se seus pensamentos estivessem interligados.
"Vem, que eu ainda quero.
Quando menos espero a saudade vem e me dá essa vontade.
Vem, que eu ainda sinto frio.
Sem você é tudo tão vazio.
Troco todos os meus planos por um beijo seu. E essa noite pode terminar bem."

  Ela leu e releu aquela mensagem sentindo seu coração acelerar cada vez que o fazia. Emma a estava convidando para ir até sua casa agora? Essa era uma das questões que rondavam seus pensamentos.
  Regina fechou a janela, apagou a luz, retirou-se do cômodo e caminhou até o quarto de seu filho, conferindo se Henry ainda dormia. Após fazê-lo, a morena foi até seu quarto e sentou-se na beirada da cama enquanto pensava em qual atitude tomar. Ela tinha dois caminhos a seguir: responder aquela mensagem e ir até a casa de Emma ou ignorá-la e fingir que só a visualizou no dia seguinte.
  Apesar de querer voar para os braços de Emma, Regina não respondeu aquele sms. Ela queria muito passar uma noite com Swan, porém, não daquela forma. Não seria às pressas em uma escapada à noite. Regina queria apreciar seu momento com Emma a noite inteira. Sem ter hora para voltar daqueles braços.
                                                                      ***
 
  Era domingo de manhã quando Emma finalizou sua higiene matinal e direcionou-se até a porta de sua casa para atender a possível visita que há pouco tocara sua campainha por duas vezes consecutivas.
  "Regina?" Disse Emma surpresa ao deparar-se com a morena.
  "Bom dia." Regina respondeu, esboçando um pequeno sorriso. "Espero não tê-la acordado. Eu quis vir bem cedo pra dar tempo de tomar um café da manhã ao seu lado." 
  "Oh, não se preocupe. Eu já estava de pé." Emma usava uma camiseta básica de algodão na cor branca, e na parte inferior um pequeno e justo short azul bebê que, além de expor toda sua coxa, fazia um contorno bem preciso de sua bunda. Estes foram detalhes que não passaram despercebidos pelos olhos de Regina. "Entre."
  Regina deu em Emma uma rápida selada de lábios e entrou. "Eu trouxe essas maçãs. As colhi de minha macieira nessa manhã." Regina entregou à Swan uma pequena cesta de palha com algumas lindas maçãs vermelhas habitando seu interior.
  "Obrigada, Regina. Não precisava se incomodar." Disse Emma ao segurar a cesta em suas mãos.
  "Não foi incômodo."
  "Me acompanha até a cozinha? Vou preparar algo pra nós." Disse Emma, segurando delicadamente a mão de Regina e a guiando até a cozinha.
  Emma preparou para elas uma jarra de suco natural de laranja, algumas torradas com geléia de morango, e sentou-se ao lado de Regina em uma pequena mesa situada em um canto da cozinha. "Estou feliz que tenha vindo. Mas, e sua família?"
  "Henry e minha irmã ainda dormem. Deixei avisado à minha mãe que viria aqui e a pedi para que ficasse de olho em Henry pra mim."
  "Então sua mãe também veio visitá-la?" Emma indagou.
  "Sim." Regina confirmou. "E... Eu comentei com ela e minha irmã sobre nós."
  "Wow!" Disse Emma, esboçando uma enorme expressão surpresa. "E então?"
  "Minha família é livre de preconceitos. Elas aceitaram." Sorriu. "E gostariam de conhecer você, inclusive. Mas eu disse que ainda não é o momento. Livrei você dessa. Elas são bem inconvenientes quando querem. Iriam assustá-la." 
  "Não acredito que seja pra tanto." Disse Emma em meio a um riso.
  "Pode apostar que sim." Disse Regina, balançando a cabeça em confirmação. "Você sabia que do quarto do meu piano eu consigo visualizar sua casa? Ontem à noite fui até a janela e vi uma luz acender no andar de cima."
  "Sério?" Disse Emma surpresa enquanto se servia de mais suco. "Ontem eu realmente estava no segundo andar, no meu estúdio, finalizando uma pintura."
  "Então eu estava certa quando julguei que fosse você." Disse Regina, esboçando um pequeno sorriso para a loira.
  "Se você estava acordada naquele horário, provavelmente recebeu minha mensagem." Emma comentou, buscando olhar bem no fundo daqueles olhos castanhos.
  Regina hesitou por alguns instantes, praguejando-se mentalmente por não ter uma boa desculpa formulada. "Emma, eu..."
  "Tudo bem, Regina. Não há problema." Emma depositou sua mão sobre o joelho exposto da morena e o acariciou. "O melhor não tem pressa."
  A pele de Regina eriçou-se ao contato preciso daquela mão macia, e um sorriso foi inevitável surgir de seus lábios. "Aproveitando o momento eu gostaria de lhe fazer um convite."
  Emma deslizou a mão para fora do joelho de Regina e começou a afagar os cabelos da morena enquanto a ouvia falar.
  "A empresa onde trabalho fará aniversário e amanhã terá um coquetel em comemoração. Ainda não sei se terá como eu ir, visto que a babá de Henry só pode vir aos finais de semana e eu não sei se encontrarei alguém até amanhã. Mas caso isso ocorra, me faria feliz ter você de acompanhante."
  "Acho que posso solucionar seu problema. Minha mãe ama crianças. Ela poderá ficar com Henry."
  "De jeito nenhum. Não quero incomodá-la. Além do mais o coquetel será bem à noite, voltaríamos muito tarde."
  "O Henry dorme aqui. Sem problemas, Regina. Meus pais amam criança. Pra eles será um prazer. Deixa a dona Mary Margaret bancar a babá por um noite, por favor?"
  "Emma, eu não sei, eu..."
  "Eu tenho certeza que ela aceitará. Hoje à noite quando eles chegarem, eu os comunico, tudo bem?"
  "Não estou confortável com essa ideia, mas tudo bem. Só porque eu quero muito aproveitar com você."
  "Hum... Seria um encontro?" Emma indagou, agora, aproximando o rosto dos cabelos da morena e aspirando o perfume daqueles fios.
  "Poderíamos chamar assim? Não sei. Mas eu quero muito que seja uma noite agradável pra ambas." Alternando entre os olhos e lábios de Emma, Regina deixou que um interesse a mais se fizesse notável. "Após o coquetel eu quero estender a noite." 
  Sem quebrar o contato visual com Regina, Swan aproximou seu rosto de modo que pudesse sentir a respiração da morena se misturando com a sua. "Você é tão linda." Murmurou, copiando lentamente os traços da face de Regina. Dando uma atenção maior para aqueles lábios sempre avermelhados e para a cicatriz que a morena possuía em seu lábio superior que a deixava ainda mais sexy.
  "Você é linda." Regina respondeu em resposta, dando ênfase ao você.
  As duas mulheres entraram em uma espécie de transe enquanto trocavam olhares que iam de inocentes até carregados de desejo.
  Emma sentia-se completamente atraída por Regina. Não apenas pelo seu físico, mas também pelo que a morena a fazia sentir. Regina era uma mulher inteligente, madura, uma mãe maravilhosa. E ainda conseguia ser divertida quando queria. Era uma presença que Swan fazia questão de ter ao lado. "Estou completamente envolvida por você, Regina." Disse, sentindo seu coração acelerar e o ar fugir de seus pulmões.
  Regina não respondeu com palavras, encurtou a distância de seus lábios e beijou Emma como se necessitasse daquela beijo pra sobreviver. Se Regina ainda possuía alguma incerteza, esta era deixada a baixo quando se perdia na boca macia de Emma.
  O beijo era intenso, carregado de sentimentos e certezas. Suas bocas se buscavam, suas línguas se entrelaçavam e exploravam a boca uma da outra com maestria.
  "Você me desperta tantas coisas." Regina murmurou, roçando lentamente seus lábios contra os da loira e voltando a beijá-la posteriormente.
  Swan sorriu ao comentário e puxou Regina mais pra si, fazendo a morena inclinar-se sutilmente sobre seu corpo. "O que eu desperto em você?" Murmurou em resposta, sem cortar aquele beijo que se intensificava a cada instante. 
  O desejo que percorria pelo corpo de ambas era tão intenso que fazia suas peles queimarem. Era como se a qualquer momento fossem saltar faíscas de seus poros.
  A morena interrompeu o beijo por um momento e buscou o par de olhos verdes à sua frente. "Você me desperta carinho, vontade de estar perto, de querer ouvir sua voz e rir junto com você." Regina apoiou suas mãos sobre os braços de Emma e as deslizou de cima para baixo, contornando os músculos bem definidos daquela região. "E muito desejo." Finalizou. Mal acreditando no que acabara de dizer.
  "Podemos subir pro meu quarto e sucumbirmos a esse desejo agora." Brincou, recebendo um leve tapa de Regina em seu braço.
  "Emma! Você é inacreditável!" Riu. "É melhor eu ir. Prometi à dona Cora que não demoraria." Regina afastou-se de Emma, porém, quando fez menção em levantar-se, sentiu a mão da loira tocar a sua e segurá-la.
  "Fica comigo?" Disse Swan docemente. Seu olhar era um suplico.
  "Hoje eu não posso. Eu preciso voltar." Suspirou em lamento. "Mas amanhã eu prometo ficar o quanto você quiser, e onde você quiser." Disse, levantando em seguida.
  Emma levantou-se junto com Regina, envolveu a cintura da morena com seus braços e a puxou para frente, unindo seus corpos. "Eu irei cobrar, e quando for fazê-lo, cobrarei com juros."
  Regina aproximou os lábios ao pé do ouvido de Emma e sussurrou. "Eu conto com isso." Sorriu, desvencilhando-se dos braços da loira e caminhando em direção a porta. 
  "Obrigada por vir. E pelas maçãs." Disse Emma, parada ao lado de Regina e de frente para a porta.
  "Eu quem agradeço pelo delicioso café da manhã." Sorriu. "Posso te ligar à noite pra confirmar detalhes do coquetel de amanhã?"
  Emma tocou a mão da morena com a sua e entrelaçou seus dedos aos dela. "Pode me ligar quando quiser. Não apenas pra isso."
  "Ok." Regina respondeu. Sua vontade era de apreciar um pouco mais o momento com Emma. Contudo, sabia que teria outras oportunidades para fazê-lo. Sendo assim, ela apenas envolveu Emma em um abraço terno e deixou que o momento durasse tempo o suficiente para guardar aquela memória olfativa e tátil dentro de si.
 

 



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