História As Cores do Amor - Capítulo 31


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Lesbicas, Once Upon A Time, Ouat, Regina Mills, Swan Queen, Swen
Visualizações 1.468
Palavras 4.928
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Escolar, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Estou de volta com o último capítulo de As Cores do Amor. Gostaria que vocês soubessem que essa história não deixará saudades apenas em vocês, mas também em mim. Quero agradecer a todos que estiveram comigo até agora. Obrigada por cada comentário e por cada mensagem linda. Muitas delas chegavam a me emocionar. Obrigada por todo carinho!

O capítulo a seguir está mais longo que de costume. Espero que vocês consigam fazer a despedida ao longo de todo ele. Gostaria que no momento certo vocês ouvissem a música da Fyval chamada "The Darkness in Me". Porém, eu a pesquisei no youtube e a encontrei por: Take my Darkness - Swan Queen. Então ouçam a música desse vídeo, por favor.

Como vocês sabem, esse é o último capítulo da fanfic. Mas eu irei postar um outro capítulo apenas com comunicados a vocês.Então fiquem atentos!

No mais, desejo uma ótima leitura a todos. E mais uma vez, obrigada por terem estado comigo até o final. E lembrem-se: As histórias que amamos nunca morrem... ♥

Capítulo 31 - Capítulo 31 - FINAL


Fanfic / Fanfiction As Cores do Amor - Capítulo 31 - Capítulo 31 - FINAL

  O dia nem bem havia amanhecido quando a campainha da porta principal ressoou pelos cômodos da enorme casa de Regina. A morena, assim como Emma, já estava de pé à espera de Cora e Zelena.

  "Emma! Que surpresa agradável te encontrar aqui!" Disse Cora assim que a porta foi aberta e ela pôde avistar Swan. "Venha cá, dê um abraço na sua sogra!" Disse, puxando Emma para um forte abraço.
  Emma correspondeu ao abraço de Cora e logo em seguida envolveu Zelena em um agradável abraço. "É bom revê-las!" Disse a loira, sorrindo.
  Regina recebeu um abraço duplo de Cora e Zelena e se permitiu permanecer nele por um tempo, matando a saudade daquelas duas que ela tanto ama.
  "Onde está meu neto?"
  "Henry ainda está dormindo. Ele não faz ideia do tamanho da surpresa que irá receber." Disse Regina.
  "Está tudo tão lindo." Disse Zelena ao passear os olhos pelo local. "Nessas horas até sinto vontade de ter um filho pra fazer essas coisas legais por ele."
  "A cara de felicidade do meu filho será impagável. Adoro ver o sorriso habitando aqueles pequenos e rosados lábios. A felicidade dele também é a minha."
  "Eu imagino." Disse Zelena.
  "Você é uma mãe maravilhosa, Regina." Disse Swan ao repousar a mão no ombro da morena.
  "Será? Sempre tenho a sensação de que estou deixando a desejar."
  "É assim mesmo, filha. Nunca achamos ser o suficiente pra quem amamos."
  "Vocês devem estar cansadas da viagem. Deixa eu levar isso." Disse Swan. Ela pegou a mala de Cora, e Regina a de Zelena. As quatro subiram para os quartos de hóspedes onde Zelena e Cora tomaram um banho, cada uma em seu respectivo quarto.
  "O quê acham de acordarmos meu sobrinho juntas?" Sugeriu a ruiva quando as quatro se reencontraram no corredor.
  "O coração do meu filho vai aguentar? Não quero matá-lo, Zen."
  "Para de bobeira, Gina! Vamos matá-los de amor, só se for."
  Regina concordou e todas entraram a passos lentos no quarto, deparando-se com a figura angelical de Henry em um sono profundo. As quatro mulheres rodearam a cama do menino. Emma e Regina sentaram-se de um lado enquanto Cora e Zelena posicionaram-se do outro.
  "Henry, meu amor, acorda.." Disse Regina em um baixo tom de voz ao mesmo tempo que acariciou a testa e os cabelos de seu filho.
  "Feliz aniversário, meu amor!" Exclamou Zelena segundos antes de encher o rosto, o pescoço e o peitoral do menino com beijos. Ao contrário de Regina, Zelena era o exagero em pessoa.
  Henry, não compreendendo muito bem o que estava acontecendo, abriu seus olhos lentamente. Ele deu algumas longas e lentas piscadas e manteve-se em transe enquanto seu cérebro capitava o que estava acontecendo. Quando o filho de Regina enfim compreendeu, um largo e brilhante sorriso estampou sua face.
  "Tia Zen! Vovó!" Gritou, arrastando seu corpo para trás e encostando suas costas na cabeceira da cama.
  "Feliz aniversário!" Gritou Emma, Regina, Cora e Zelena quase em uníssono, jogando-se por cima do menino e distribuindo beijos por toda a extensão de seu corpo. Henry recebeu beijos, mordidas e cócegas em sua barriga até não aguentar mais.
  "Sabia que agora tenho seis anos?"
  "Seis?!" Exclamou Zelena, fingindo surpresa. "Tudo isso, Henry?"
  "Sim!" Confirmou.
  "Oh, meu neto já é um grande rapaz!" Disse Cora. "Vem aqui pra vovó ver como você cresceu desde a última vez em que nos vimos."
  Henry levantou-se da cama, caminhou até Cora e, na tentativa de parecer maior, ficou na ponta dos pés. "Viu como já sou grande, vovó?"
  "Sim, posso ver." Sorriu.

  "Sabia que tem uma surpresa pra você lá fora?" Disse Emma, arrancando um olhar curioso do menino.
  "O quê?"
  "Monta aqui nas minhas costas que eu mostro a você." Swan agachou-se e permitiu que Henry subisse em suas costas. Ela o ergueu até que ele conseguisse sentar sobre seus ombros. Emma passeou com Henry pelos corredores e cômodos da casa, deixando-o alcançar a decoração com suas pequenas mãozinhas. Não era apenas Henry que possuía a felicidade estampada na cara; Emma também o fazia. Ver o menino sorrir com cada detalhe que ela e Regina haviam preparado para ele, era mágico. Junto a Henry ela conseguia sentir um pouco da sensação de ser mãe. E era exatamente isso que ela planejava ser pra ele daqui pra frente; uma segunda mãe.

  Emma e Regina cuidaram dos últimos preparativos da festa. Quando tudo já estava devidamente encaminhado, Swan os deixou e dirigiu-se para casa. A comemoração seria pequena, apenas a família de Emma, incluindo sua amiga Ruby, e alguns amigos de Henry estariam presentes.
  Quando o relógio da cozinha marcou 17:15 os primeiros convidados começaram a marcar presença. Dois amigos da escola de Henry haviam chegado. Um acompanhado da mãe e o outro da babá. Regina também havia convidado Paula para a festa, mas dessa vez ela seria apenas convidada, não precisaria incomodar-se em tomar conta de Henry.
  "Quem é essa mocinha linda?" Perguntou Regina, referindo-se à criança que viera acompanhada por Paula. Era uma menina com a aparência de possuir a mesma idade de Henry. Ela tinha a pele oliva feito a de Regina, e seus cabelos possuíam lindas e longas ondas na cor castanho.
  "Me chamo Lilian." Respondeu a menina.
  "Ela é minha filha, senhorita Mills." Disse Paula.
  "Que linda menina você tem. E pode chamar de Regina. Nada de tratamentos formais, por favor." Disse sutilmente. "Qual sua idade, Lilian?"
  "Tenho sete."
  "Você tem quase a idade do meu filho, sabia? Logo mais vou buscá-lo pra você conhecê-lo." Disse docemente enquanto sorria para Paula e Lilian. "Fiquem à vontade. Preciso ir atender a porta." Regina caminhou até a porta e recebeu Emma que havia acabado de chegar acompanhada de Ruby, Mary Margaret e David Nolan.
  "Boa tarde, Regina." Disse Ruby ao cumprimentá-la com um beijo no rosto.
  Regina desejou boas vindas a todos e pediu que ficassem à vontade, que ela iria ao quarto buscar o aniversariante. Ao entrar no quarto deparou-se com Henry fantasiado de leão.
  "É ou não o leão mais lindo que seus olhos já puderam ver, Regina?" Perguntou Cora.
  "O mais lindos de todos!" Respondeu prontamente, sorrindo. "Está na hora dessa ferinha descer. Tem muita gente esperando pra vê-lo." Regina tomou Henry pela mão e desceu para a sala, sendo acompanhada por Cora e Zelena.
  Henry correu para abraçar Emma em primeiro lugar, e em seguida abraçou o casal Nolan e Ruby, nessa ordem. Após receber incansáveis beijo de Swan, que se derreteu ao vê-lo naquele traje, ele correu para cumprimentar Paula. Regina o acompanhou até a mulher e o apresentou para Lilian.
  "Lilian, esse é meu filho Henry." Sorriu. "Henry, sabia que essa menina é filha da Paula?"
  Henry olhou timidamente para a menina à sua frente e logo tratou de esconder-se atrás das pernas de Regina. "Oi." Disse timidamente, escondido.
  "Depois ele se solta." Paula murmurou.
 
  Henry aos poucos foi se soltando e aproveitando sua festa. Em menos de meia hora ele já estava correndo pela casa na companhia de Lilian e de seus amigos da escola. Regina permitiu que seu filho corresse por aí e aproveitasse ao máximo sua festa. Enquanto ela o perdia de vista, juntou-se à Emma e sua família.

  "Finalmente nos conhecemos!" Disse Mary à Cora e Zelena.
  "Confesso que estava ansiosa pra saber quem eram os pais da mulher que deixou minha filha com os quatro pneus do carro arriados."
  "Mãe! Olha o exagero!” Retrucou Regina.
  "Sinto muito, maninha, mas não é exagero." Se intrometeu Zelena. "Era todo dia essa mulher no meu ouvido falando de Emma Swan."
  "Sério que vocês vão ficar me entregando?" Disse Regina, arrancando uma risada de todos.
  "Nós também estávamos ansiosos pra conhecê-las." Disse David docemente. "Estou impressionado como Regina se parece fisicamente com você."
  "Realmente nos parecemos. Já Zelena puxou ao pai."
  "Não é apenas fisicamente que elas se parecem. Essas duas são cabeça dura igual. Vocês não fazem ideia do que eu aturo." Disse Zelena, implicando.
  "Zelena, eu ainda estou aqui." Disse Regina com seriedade.
  "Vocês são sempre assim?" Indagou Ruby.
  "O tempo quase todo." Respondeu Cora. "Mas fique tranquila que essa implicância entre elas é amor." Riu.
  "Agora há pouco Henry disse que está muito feliz por estarmos todos juntos em seu aniversário. Ele ainda acrescentou: hoje tenho minhas duas vovós comigo."
  "Mentira que ele disse isso, amor?" Comentou Emma, surpresa.
  "Amor." Sussurrou Zelena para Ruby, sorrindo, referindo-se ao tratamento de Emma com sua irmã. Ruby apenas arqueou as sobrancelhas e sorriu de volta.
  "O Henry é uma criança adorável! Tão bom saber que ele me iguala a uma avó." Disse Mary.
  "Crianças são tão sinceras. Eu gosto disso." Comentou David.
  "Se ele chamou minha mãe de avó, isso significa que ele me tem como uma... Mãe?"
  "Talvez." Respondeu Regina com um sorriso nos lábios. "Ou talvez ele não tenha feito essa ligação. Mas acredito que ela veja você como uma imagem bem semelhante a minha, só que ainda mais legal, pois você é liberal."
  "Eu não sou liberal, Regina. Você que é general demais!"
  "Ih, vai começar a DR!" Disse Zelena, arrancando uma risada de todos os presentes.
  "Mais tarde a gente conversa, Emma Swan." Disse Regina, fingindo seriedade.

  O aniversário de Henry seguiu no clima mais harmonioso possível. O filho de Regina correu de um lado à outro enquanto sentia seu coração bater acelerado em seu peito. Ele era a personificação da alegria e da graciosidade. Ele intercalava entre brincadeiras com seus amigos, e bate papo com seus familiares.
  Quando o parabéns foi cantado, todos reuniram-se com Henry à mesa para que fotos clichês fossem tiradas. Uma delas, em especial, seria revelada e grudada na geladeira através de um ímã. Era o registro de um lindo momento onde Henry recebia um beijo duplo de Emma e Regina.
  Quando a festa findou-se, Regina agradeceu a presença de todos os convidados e despediu-se de cada um. Após isso, ela reuniu-se na sala de estar com sua família e a família de Emma, que agora também era a sua. O casal Nolan, assim como Ruby, haviam permanecido no local para aproveitarem um pouco mais aquele momento em família.
  Ruby e Emma recolheram todos os presentes que Henry havia recebido e os juntou no chão, formando uma pequena pilha. Henry, ainda vestido com sua fantasia de leão, sentou-se próximo a seus presentes e começou a abri-los um a um. Conforme o fazia, mostrava com empolgação cada coisa legal que havia ganho.
  Cora, Mary e David estavam sentados juntos em um dos sofás. Eles conversavam sem parar e compartilhavam histórias sobre as infâncias de suas filhas. No outro sofá havia Zelena, Ruby e Regina. Emma, por sua vez, estava no chão fazendo companhia ao filho de Regina.
  "Quando você vai pedi-la em casamento?" Disse Zelena enquanto observava a ternura que Swan exercia sobre Henry. "Ela é ótima com o Henry! Acho que você está perdendo tempo, Regina."
  Regina manteve-se hesitante, pensativa. Ela desviou sua atenção de Zelena e Ruby e a depositou sobre a linda imagem de Emma e seu filho se divertindo juntos em meio àqueles brinquedos e embalagens.
  "Você está se apressando." Disse a morena com incerteza, voltando de seu pequeno transe.
  "Se me permite opinar, senhorita Mills, sua irmã está certa. O olhar que você despeja sobre Emma não deixa dúvidas." Ruby ousou dizer.
  "Você sabe que pode me chamar de Regina, não sabe? Senhorita Mills soa sério demais." Comentou, ignorando por completo a observação que Ruby fizera. Regina era ótima em escorregar de conversas sobre seus sentimentos.
  "Ok, Regina." Disse Ruby, sorrindo. "Eu acho tão lindo esse sentimento que vocês compartilham."
  "Concordo. É lindo vê-las juntas. É inspirador, sabia? Nos faz desejar viver algo igual." Disse Zelena. "Por que vocês não dançam pra nós?"
  "Por que vocês o quê?" Indagou Regina, surpresa.
  "Por que vocês não dançam?" Repetiu Zelena. Desta vez arrastando cada palavra dita.
 
   "Acho uma ótima ideia!" Gritou Cora de seu lugar.
  "Você estava ouvindo nossa conversa, mãe?" Disse Regina, incrédula.
  "Sempre!" Cora respondeu rindo.
  "Vocês são loucas!" Retrucou Regina.
  "Somos." Zelena respondeu. "E então, dancem pra nós?" Insistiu a ruiva. "Qual é, Regina! Não estraga nosso ship, vai!"
  "Emma, você está ouvindo isso?"
  Swan interrompeu o que fazia com Henry para dar atenção ao que sua namorada dizia. "O quê?" Perguntou.
  "Nós queremos que você e Regina dancem pra nós." Disse Mary Margaret com um sorriso brilhante estampado nos lábios.
  "Até você?" Disse Regina, surpresa. "As maluquices de Zelena e minha mãe já contaminaram vocês?"
  "Não vejo problema algum em iniciar uma dança com você agora." Comentou Emma enquanto tentava conter um pequeno sorriso que teimava em se formar no canto de seus lábios.
  Enquanto Regina ainda se mantinha hesitante, Zelena abriu a galeria de músicas do seu celular e pôs uma pra tocar.
  "Vem, dança comigo?" Disse a loira.
  Emma esticou seu braço até Regina, que levantou-se do sofá e repousou a mão sobre a de Emma. Swan puxou Regina sutilmente e a levou para o centro da sala onde havia um enorme carpete vermelho no chão. Nesse momento seus olhares estavam cruzados, enquanto suas mãos buscavam tocar o corpo da outra conforme a melodia da canção.
  Swan deslizou suas mãos lentamente pela lateral do corpo de Regina. A morena usava um justo vestido preto que ressaltava suas curvas. Curvas essas que Swan já conheciam de cor, mas que sempre fazia questão de tateá-la sem pressa.
  Enquanto sentia o toque preciso de Emma em seu corpo, Regina elevou seus braços e os envolveu em torno do pescoço da loira. Aquela proximidade fazia o coração da morena bater em um forte descompasso. Era um momento maravilhoso onde ela podia sentir os toques e o cheiro da mulher que amava, ao mesmo tempo em que a olhava nos olhos. E se havia algo que tirava Regina de órbita, isto era mergulhar no olhar de Swan. Aquele par de olhos verdes a levavam ao céu e ao mar sem que Regina soubesse como isso era possível.
  Assim que a música começou a tocar, Regina automaticamente identificou-se com a letra. Ela falava sobre uma pessoa sombria que conseguiu reencontrar sua luz através do amor. E foi exatamente o que aconteceu com Regina. A morte do pai de Henry a encheu de escuridão. As trevas caminharam com ela por tanto tempo, que tornou-se íntima. Tão íntima, que ela já não fazia questão de mandar embora. Havia tornado-se um escudo contra possíveis dores. Porém, Emma chegou derrubando qualquer escudo e muros que há tanto tempo haviam se fortalecido. Swan não apenas os derrubou, como também preencheu o interior de Regina com luz. Emma sabia que a morena ainda possuía feridas dentro de si.  Mas ela estava disposta a curá-las uma a uma. E as que ela não conseguisse curar, ajudaria a amenizar a dor.

  " Save me from myself, i will let you in
You can tame my darker side the beast within.
Save me from myself, only you can set me free.
Break the chains and help me light the darkness in me.
" ( Me salve de mim mesma, eu vou deixar você entrar.
Você pode domar o meu lado sombrio, a besta aqui dentro.
Me salve de mim mesma, apenas você pode me libertar, quebrar as correntes e me ajudar a iluminar a escuridão em mim.
)

  Os olhares de Emma e Regina estavam travados; eles sorriam um para o outro, se entregavam. Naquele momento era como se não existisse nada mais naquela sala. Apenas os toques, os cheiros, a canção e o amor que elas faziam com o olhar. Elas não se davam conta de como estavam deixando todos encantados ao olhá-las. Emma e Regina estavam dançando seu amor.
  "Essa música diz tanto sobre mim." Disse Regina. Emma a ouvia com atenção; tanto Regina quanto a letra. "É tão surreal o que você fez comigo. Me tornou uma pessoa tão mais leve. E eu digo tornou porque mesmo antes de eu me fechar pra vida eu não era assim tão leve como sou quando estou com você."
   "É ótimo ouvir isso. Eu sempre quero ser leveza pra você, jamais um peso."
  "E você é. É tão leve como as penas de um cisne."
  Swan abriu um sorriso com a referência ao seu nome. Ela subiu as mãos pela cintura e as espalmou nas costas de Regina. Em seguida repousou a cabeça no ombro da mulher, próximo à curva do pescoço. Dessa forma ela sentia-se aconchegada e ainda conseguia murmurar bem perto. "Você também trouxe coisas boas pra minha vida. Muitas, na verdade. Antes de você eu me sentia um pouco morta. Nunca um alguém conseguiu me despertar o que você me desperta."
  "E o que eu te desperto?"
   "Me desperta vontade de viver, de fazer coisas. Me desperta vontade de te cuidar e de apreciar os detalhes da vida ao seu lado. Você me desperta vida, Regina."
 
  " Light the candles, watch them burn
I can feel the fire, its my turn
I can light up the dark, I know what I’ve got to do.
I’m choosing happiness.
I’m choosing you.
"  (Acenda as velas, assista-as queimar. Eu posso sentir o fogo, esse é o meu turno.
Eu posso iluminar a escuridão, eu sei o que tenho que fazer.
Eu estou escolhendo a felicidade. Eu estou escolhendo você.
)

  Desde o momento em que Regina sentiu a necessidade de unir seus lábios ao de Emma pela primeira vez,  ela soube que não foi apenas os lábios que foram unidos. Desde o primeiro beijo Regina sentiu que seu destino e o de Emma estavam interligados de alguma forma. E agora, além da uniões de lábios, corpos e alma que vêm sendo feitas no decorrer desse ano, ainda havia uma que faltava.

  "Emma..." Regina iniciou sua fala. A morena tocou o queixo de Swan, fazendo-a encará-la nos olhos, e arrumou uma mecha do cabelo da loira atrás da orelha. E, sem perder o ritmo da canção, ela prosseguiu. "Quero que venha morar comigo. Comigo e com Henry."
  "Morar com vocês?"
  "Sim. Quero dividir minha vida com você plenamente. Quero dormir e acordar com a certeza de que você estará ao meu lado. Eu preciso disso."
  "Você está me pedindo em casamento, Regina?" Murmurou próximo ao ouvido da morena.
  "Não oficialmente. Pelo menos  não ainda." Sorriu. "Mas de certa forma..."
  "Pois pra mim isso soa como um." Disse Emma, sorrindo.
  Regina sorriu, aproximou os lábios no ouvido de Emma e sussurrou: então casa comigo? Prometo não deixar nossa magia se esgotar.
  "Com essa voz rouca ao meu ouvido eu não tenho como negar." Sorriu. Emma tocou o braço de Regina com a ponta dos dedos e traçou um caminho de cima a baixo. "Eu quero isso todos os dias." Disse ela ao observar os arrepios que causava na pela de Regina.
  "Você terá isso todos os dias. Os arrepios, os beijos, os sorrisos, a voz sussurrada ao pé do ouvido. Tudo. Farei o possível pra que todos os dias sejam como no primeiro. Não teremos a vida morna como a maioria dos casais após muitos anos. Quero que nossa chama nunca apague."
  "Se apagar, eu acendo." Emma brincou. "Nossos dias não serão cinzas, eu sei. Pois todos os dias iremos pintá-los com as mais bonitas cores."
  "Eu amo essa nossa intensidade de sentimentos."
  "Eu também."
  "Sei que meu pedido pode soar precipitado. Não quero atropelar as coisas. Mas podemos tentar. Não podemos?"
  "Shhh..." Emma apoiou dois dedos sobre os lábios de Regina. "Podemos o que a gente quiser." Sorriu.
  Assim que a música chegou ao fim, Emma e Regina foram tiradas do transe assim que alguns aplausos foram ouvidos. E então elas timidamente voltaram a se juntar aos demais. As duas famílias conversaram por mais algumas horas e então os Nolan, seguidos por Ruby, partiram.
  Quando o dia amanheceu, a família Mills recebeu um convite para ir até a casa dos Nolan. Mary Margaret havia preparado um almoço especial para reunir novamente a família. O domingo seguiu em harmonia. Emma e Regina esbanjavam alegria ao verem o quão bem suas famílias estavam se dando.
 
                         

                                                                        ***
  Duas semanas se passaram desde a festa de Henry. Emma Swan estava cuidando dos últimos detalhes de sua mudança para a casa de Regina. Uma grande parte de seus pertences já haviam sido levados. Regina disponibilizou um dos cômodos da casa para que Swan tivesse um espaço só dela onde ela pudesse soltar sua criatividade e criar lindos quadros. Era o início de um vida nova.

  "Regina, vamos ter um filho." Disse Emma ao telefone.
  "Nós vamos ter o quê?"
  "Um filho." Respondeu. "Uma filha, pra ser mais precisa."
  "Não estou entendendo. Como assim?"
  "Pode vir até meu estúdio? Preciso que venha em seu carro. Entenderá."
  Sem compreender nada do que Emma dissera, Regina pegou a chave do carro, deixou Henry com a babá e dirigiu até o centro da cidade onde se localizava a galeria de Swan. Regina estacionou seu automóvel com pressa e foi de encontro a Emma.
  "Emma, que história é essa de filho?" Essas foram as primeiras palavras da morena ao entrar no local. Sempre que Regina ia até lá, ela se deixava levar pelas belas pinturas de Emma expostas na parede. Ela passeava os olhos por cada uma, orgulhando-se do talento de sua namorada. E adorava descobrir novos quadros. Porém, naquele momento, ela só conseguia pensar no que Emma dissera ao telefone.
  "Bom dia pra você também, meu amor." Respondeu ironicamente antes de envolver Regina pela cintura e beijá-la docemente nos lábios.
  "Desculpe, Em. É que você me deixou curiosa com o que me disse ao telefone. Como assim teremos um filho?"
   Antes que Emma pudesse respondê-la, Regina foi surpreendida pela presença de um grande golden retriever de cor chocolate. O animal correu em direção a ela, posicionando-se de pé com as patas dianteiras sobre seu quadril.
  "Podemos ficar com ele?" Emma perguntou com receio enquanto depositava seu olhar curioso sobre a morena. "Por favor? Diz que sim?"
  Regina agachou-se e apoiou-se sobre os próprios joelhos de modo a conseguir um melhor contato com o animal. "De onde veio essa gracinha?  Pelo que posso ver é uma menina!" Disse ao mesmo tempo em que a acariciava.
  "Eu a encontrei numa feira de adoção. Estava vindo guardar algumas coisas no estúdio, mas no caminho resolvi fazer uma pausa pra olhar os bichinhos. Notei que todas as pessoas que se aproximavam apenas se interessavam pelos cães e gatos filhotes, como de costume. E ela estava  ficando pra trás. Como você pode perceber, ela já não é novinha. Tem aproximadamente dez anos, segundo a moça da ONG responsável."
  "Os bichinhos de idade avançada acabam mesmo ficando pra trás." Comentou Regina com um pesar em sua voz.
  "A moça disse que os donos a abandonaram assim que ela apresentou um problema no coração."
  "Isso é um absurdo. Revoltante, eu diria. Como podem abandoná-los quando mais precisam de nós?"
  "Pois é. É uma covardia." Disse Emma de maneira triste. "Ela me lançou um olhar tão dócil, Regina, que eu não resisti. Você se importaria se eu a levasse pra morar conosco?"
  "Jamais me importaria, Em." Respondeu. "Você e eu tivemos muita sorte viu, mocinha?" Disse Regina à cadela ao mesmo em que a acariciava. "Não é todo mundo que tem a sorte de cruzar com essa super mulher." Sorriu.
  "Que super mulher o quê!" Disse Ema timidamente.
  "Claro que é. Mudou minha vida e certamente irá mudar a vida da... Ela já tem nome?"
  "Sim. Os antigos donos a chamavam de Charlotte."
  "Lindo nome. Pelo menos tiveram um bom gosto."
  "Verdade. Ela não é a coisinha mais linda, Regina?"
  "É sim! Henry vai enlouquecer com a novidade! Vamos pra nossa casa?"
  "Nossa casa." Emma repetiu em mente. Hoje seria o dia em que ela oficialmente estaria se mudando para a casa de Regina.

                              

                                                                         ***

  A chegada de Charlotte e Emma trouxe um clima novo para a casa de Regina. Os dias tornaram-se mais leves e cheios de alegria. Henry encantou-se com a ideia de ter Emma Swan morando com eles. E gostou ainda mais quando a presença da loira veio junto com Charlotte. Era felicidade demais para aquele pequeno coração.
  Com o passar dos dias, semanas e meses as duas mulheres foram se tornando cada vez mais cúmplices. Todos os dias elas descobriam algo novo uma na outra e se encantavam com a ideia. Tudo o que Emma e Regina mais ansiavam era conhecerem-se a fundo, a íntimo. Cada qualidade, desejo, defeito e fraquezas importavam. Até mesmo as brigas possuíam suas importâncias, pois serviam para o amadurecimento do casal. Elas aprendiam juntas a respeitar o limite de cada uma.

   O ano letivo finalmente havia chegado ao fim. Emma foi até seu trabalho resolver alguns últimos assuntos burocráticos e então ela estaria completamente desligada da instituição. O que Emma não esperava era encontrar sua ex namorada Verônica em um dos corredores. A surpresa ainda maior foi descobrir que ela e Ingrid estavam namorando. Ingrid tratou Swan de forma grosseira e fez questão de anunciar seu namoro. Emma não importou-se, apenas lamentou-se interiormente por Ingrid ter procurado em Verônica um pedaço dela. E Swan não estava errada, Ingrid buscou em Verônica qualquer coisa que a ligasse à Emma. O que sentia pela loira havia se tornado uma obsessão.

  Um novo ano deu-se início. Regina permanecia cada vez mais reconhecida em sua profissão. Seu prestígio só aumentava. Muitas vezes todo esse trabalho lhe causava uma certa sobrecarga. Porém, diferente de antes, agora ela tinha o colo de Emma para descansar todo o peso de seus dias.
  Emma Swan manteve-se cada vez mais engajada em seu curso. Ela conseguiu um novo emprego em outra instituição onde ela também era professora de jardim de infância. Os dias não podiam ser mais felizes. Eles eram preenchidos por lindos rostinhos entre quatro e cinco anos, suas telas e tintas e a melhor parte... Por Regina Mills.

  "Um dia eu perguntei se você me deixava te pintar com as cores do meu amor. Isso vem acontecido diariamente, mas...." Disse Emma em uma conversa dentro do estúdio particular que Regina havia criado pra ela dentro de casa.
  "Mas...?" Perguntou Regina, esboçando um largo e bobo sorriso apaixonado.
  "Eu gostaria de literalmente pintar você. Então..." Swan aproximou-se de Regina e a despiu lentamente. Ela havia comprado um conjunto especial de tintas para pincelar todo o corpo de Regina. E assim ela o fez. Porém, em vez de usar pincel, pincelou todo aquele corpo nu com as pontas de seus dedos. Emma deslizou tintas de diversas cores pelo rosto, seios, barriga, costas, braços e outras extensões daquele corpo.
  Regina não deixou barato. Livrou Emma de suas peças de roupa e a sujou com boas quantidades de tinta. As duas mulheres permaneceram naquela gostosa brincadeira somada a uma prazerosa troca de carícias. E quando menos esperaram já estavam no chão com seus corpos completamente unidos enquanto trocavam um doce beijo apaixonado.

                                                                       ***
 

  "Mamãe, eu não quero ir!" Henry sentou-se no chão de seu quarto e agarrou o pé de sua cama enquanto fazia força corporal para não ser tirado dali. Hoje seria o primeiro dia de aula e Henry, como de costume, não estava disposto a ir.

  "Emma, Henry está impossível! Disse que não quer ir à aula se você não vai estar lá."
  Swan agachou-se próxima ao menino e, com a voz suave, tentou convencê-lo. "Tia Emma não estará lá para recebê-lo assim como foi no ano passado. Mas dessa vez estou aqui pra te levar, e estarei quando voltar. Isso não é ótimo?" Henry a olhava pensativo. "Você ainda nem conheceu sua nova tia. Aposto que ela será muito legal e divertida. E lá terão seus amiguinhos de sempre."
  "Nenhuma tia é melhor que você." Henry comentou.
  "Mas aposto que ela também será o máximo!" Sorriu.  "Só não a deixe saber que sou melhor que ela, ok?" Brincou, arrancando um fraco sorriso de Henry, que assentiu positivamente coma cabeça. "Agora vamos, rapaz?"
  "Obrigada por me ajudar com ele." Sussurrou Regina enquanto observava Henry recolher a mochila.
  "Não precisa agradecer. Você nunca mais precisará cuidar de tudo sozinha. Somos uma família agora, não somos?" Sorriu, recebendo em troca o mais lindo sorriso que os lábios de Regina poderiam esboçar.

  Emma, Henry e Regina caminhavam juntos pela calçada. O menino, com suas pequenas mãos, segurava firme nas mãos de ambas as mulheres, uma de cada lado, enquanto caminhava com orgulho em direção ao portão principal. Um sentimento de amor, ternura e segurança era transmitido por aquele singelo toque de mãos. Era como se ter aquelas duas mulheres ao seu lado fosse o suficiente para fazê-lo enfrentar qualquer desafio além do portão escolar.

    Regina Mills é uma renomada advogada. Ela era uma pessoa extremamente fria, que vivia apenas para seu trabalho e para a única pessoa que conseguia tocar seu coração; seu filho Henry. Porém, todos seus muros vieram a baixo.

 Emma Swan é uma jovem professora de jardim de infância. Além de apaixonada por sua profissão, também tem um grande amor pela pintura. Emma vivia uma vida morna. Uma sensação de falta de preenchimento sempre rondou seus dias. Contudo, todo seu vazio se  desfez.
  As vidas de Emma e Regina começaram a mudar quando o caminho dessas duas mulheres, nem tão distintas assim, cruzaram-se no corredor de uma escola. Regina Mills buscava sua luz. Emma Swan buscava um lugar para depositar sua claridade. Foi então que um elo perfeito se formou.  E, desde então, dia após dia, essas duas mulheres foram descobrindo juntas que a vida tornava-se muito mais bonita se pintada com as cores do amor.


              Fim...



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