História As Cores do Amor - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Lesbicas, Once Upon A Time, Ouat, Regina Mills, Swan Queen, Swen
Exibições 942
Palavras 3.255
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Escolar, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, como vocês estão? Eu pretendia postar esse capítulo ontem, mas tive um imprevisto de tempo.
Espero que gostem, está mais longo que o habitual.

Boa leitura! ♥

Capítulo 6 - Capítulo 6


Fanfic / Fanfiction As Cores do Amor - Capítulo 6 - Capítulo 6

   Era final de tarde, Emma conversava com seus alunos a respeito do tema para a peça teatral. "Eu estou muito feliz que todos estejam autorizados a participar da peça." Disse sorrindo, demonstrando muita empolgação. "Alguém consegue adivinhar o que tem aqui dentro?" Swan suspendeu e mostrou para as crianças uma pequena sacola vermelha de feltro. Alguns alunos sacudiram a cabeça negativamente enquanto um ou outro arriscou algum palpite. "Nela contém vários papéis dobradinhos com os nomes de todos os contos de fadas. Alguém se voluntaria a vir aqui sortear um para a turma?"
  Do fundo da sala de aula, uma pequena menina com traços orientais se manifestou, a jovem aluna caminhou até a professora e depositou sua pequena mão dentro da sacola, retirando um pequeno papel.
  "Obrigada, meu amor." Emma sorriu pra sua aluna que logo retornou a seu lugar. "Ansiosos?" A loira exclamou.
  "Sim!" As crianças gritaram em uníssono.
  "E o tema sorteado foi...." Swan calou-se por alguns instantes para que um clima misterioso se instalasse entre os alunos. Todos pareciam muito apreensivos.
  "Bela adormecida!"
  "Cinderela!" As crianças davam seus palpites.
  "Branca de Neve!" Disse Emma mostrando o resultado para a classe, acabando com a agonia da espera. Naquele momento, Emma apenas pôde pensar em como suas ações irritavam Regina. Realmente precisava ter caído Branca de Neve? Pensou, logo tendo seus pensamentos interrompidos pelo som do sinal. "Por hoje é isso, crianças. Nas próximas aulas daremos início ao teste e aos ensaios." Swan recolheu seus pertences e aguardou a saída de todas as crianças antes de se dirigir para a sala dos professores, encontrando Ruby por lá.
  "O que rolou entre você e a Mills naquela dia?" A reunião escolar havia acontecido há dois dias, mas a amiga de Emma ainda não havia tido a oportunidade de questioná-la a respeito.
  "Hã? Como assim? Do que você está falando?" Respondeu a loira, enquanto terminava de guardar o material no armário.
  "No dia da reunião eu fui uma das últimas a sair e pude perceber que a Mills aguardava você." Comentou. "Deduzi que ficaram a sós, ou não? E quando isso acontece sempre rola alguma coisa. Brigaram?" Ruby não disfarçava seu interesse no assunto.
  "Você é sempre assim observadora?" Disse Emma contendo um riso. "Não discutimos, não exatamente. Basicamente ela veio me dizer que cansou das nossas desavenças, ela própria sabe que não tem motivos para isso." Emma fechou seu armário e direcionou seu olhar para Ruby. Ambas as mulheres deixaram a sala e seguiram para baixo, mantendo a conversa no caminho. "Instantes após ela ter me dito isso, voltou a ser a grossa e rude de sempre. Não a entendo, Ruby." 
  "Ela não deve agir dessa forma sem nenhuma razão, Em, ela deve ter algum motivo para ter construído esse muro entorno de si." Comentou. "Ou talvez seja algo com você. Acho que ela te odeia." Ruby brincou.
  "Segunda opção." Emma respondeu rindo. 
  "Mas uma coisa você tem que admitir, ela é bem bonita." Disse Ruby, mantendo total atenção nas expressões de Emma. Aquele comentário, na verdade, era uma isca que ela estava jogando.
  Um pequeno sorriso formou-se nos lábios de Emma, e Ruby não pôde deixar de notá-lo. "Nem tanto." Emma respondeu com desdém. "Já vi mais bonitas." Completou.
  Ruby semicerrou os olhos para sua amiga. "Nem tanto, Emma? Conta outra."
  "Eu sou obrigada a achá-la bonita?" Respondeu irritada.
  "Ok, não precisa se estressar, foi apenas uma boba pergunta." A irritação sem motivos de Emma apenas serviu para deixar Ruby ainda mais com a pulga ainda atrás da orelha. 
  Próximo à saída da escola, Emma avistou Henry sentado sozinho em um banco, a loira despediu-se de sua amiga e caminhou em direção ao menino, aproximando-se. "Olá, rapaz." Disse docemente ao tomar um lugar ao seu lado. Emma percebera que a escola estava bem vazia. "O que ainda faz aqui? Sua mãe não chegou?" Henry estava cabisbaixo, apenas balançou a cabeça em negação. Emma olhou em seu relógio e constatou que havia se passado meia hora desde o momento em que os alunos foram dispensados, a loira deu uma olhada à sua volta e já não haviam restado muitos alunos no local. "Posso ficar aqui te fazendo companhia até sua mãe aparecer?” Sugeriu, e os dois permaneceram juntos, conversando, por alguns longos minutos.
  Passaram-se mais trinta minutos, a preocupação tomou conta de Emma. Já não havia ninguém na escola além dela, Henry e um dos zeladores.
  "Minha mãe esqueceu de mim?" Henry olhava para Emma com os olhos cheios d'água.
  "Oh, claro que não, meu amor. Alguma coisa deve ter acontecido. Sua mãe jamais esqueceria de você." Swan apoiou a mochila de Henry no banco e sentou o menino em seu colo. "Que tal se a gente ligasse pra ela agora para saber o que aconteceu? Pode me emprestar sua caderneta?"
  Henry esticou seu braço, abriu sua mochila e entregou sua caderneta para Emma, lá constavam alguns telefones pra contato. Swan tirou o celular do bolso e discou para o número residencial, chamou e ninguém atendeu. Logo após, tentou o celular de Regina, também sem sucesso. O desespero era notório no resto de Henry que, não demorou muito, iniciou um choro.
  "Não chora, meu amor, por favor não chora." O coração de Emma se desfez com aquele choro, Henry estava tão frágil em seus braços. "Vamos pra casa comigo?" Sugeriu, notando a expressão do menino se transformar. "Que tal conhecer a casa da tia Emma? Eu sei que fica bem próxima à sua. A gente espera sua mãe lá, o que acha?" 
  "Tudo bem." Henry respondeu baixo, parando o choro.
  "Ótimo!" Emma sentou Henry no banco de trás de seu carro e lhe prendeu o cinto de segurança. No caminho de ida para casa, ela insistiu nos números de Regina algumas vezes mais, porém, não obteve sucesso. Sendo assim, Swan teve a ideia de lhe enviar uma mensagem de texto com seu endereço, explicando onde Henry estaria.
  

  "Mãe, esse é o Henry Mills." Emma entrou em casa e logo explicou à sua mãe o que havia acontecido. Mary Margaret tentou puxar assunto com Henry, mas o menino apenas a olhava curiosamente.
  "Ele está um pouco assustado." Disse Emma.
  "Eu vejo." Mary comentou. "Você quer comer alguma coisa, Henry? Talvez uma fatia de bolo?" Mary mantinha uma voz suave e doce ao falar com o aluno de Emma.
  "Não, não, não. Nada de guloseimas para ele, não estou disposta a ter uma briga com a dona encrenca."
  "Sinto muito, Henry, nada de bolos então." Mary disse rindo.
  "Vou levá-lo ao meu quarto agora, ele precisa descansar e se acalmar um pouco." Disse Emma antes de tomar Henry pela mão.
  Henry observava atentamente o cômodo à sua volta. "Meu quarto também fica no alto, igual ao seu, Emma. Você tem que conhecê-lo!" Emma sorria ao observar Henry, era possível notar alguns traços de Regina em suas expressões.
 

  "Boa noite, a Emma está?" 
  A figura de uma mulher bonita, bem vestida e com expressões de pânico fez Mary Margaret deduzir que se tratava da mãe de Henry. "Sim, ela está, entre por favor."
  Regina pediu licença e direcionou-se para o centro da sala. "Sou Regina, mãe do Henry." Disse, virando-se para encarar a mãe de Emma nos olhos.
  "Imaginei que fosse." Mary respondeu suavemente. "Dê-me alguns minutos que irei chamar Emma, seu filho está bem, não se preocupe." Sorriu.
  Menos de dois minutos e Emma já estava frente a frente com Regina.
  "Senhorita Swan, onde está Henry?" Na presença de Emma, Regina desabou seu desespero, seus olhos estavam cheios d'água. "Estou me sentindo uma mãe horrível."
  Regina aparentava fragilidade, era a primeira vez que a morena se mostrava assim. Swan não sabia como proceder. "Acalme-se." Disse suavemente. "Gostaria de se sentar?" Emma ajeitou algumas almofadas postas no sofá e gesticulou para Regina.
  "Obrigada." Respondeu ao tomar um lugar. "Eu tive um imprevisto, um maldito imprevisto. Estive presa em uma audição que durou além do esperado." Regina batia insistentemente seu salto contra o chão. Além de nervosa, ela estava desconfortável com aquela situação. "Assim que estive livre verifiquei meu celular e vi sua mensagem."
  "Eu imaginei que algo tivesse acontecido, mas Henry pensou que você havia esquecido dele." Emma estava sentada em uma poltrona em frente à Regina, a loira julgou ser mais apropriado tomar essa pequena distância.
  "Oh, meu Deus, coitado do meu filho. Eu jamais esqueceria dele." Regina não conseguiu conter uma lágrima, ela se amaldiçoava pelo ocorrido. Seu amor por Henry ia além de tudo, e o fato de tê-lo magoado, lhe feria.
  Emma se derreteu com aquele gesto, Regina o amava muito e era notável, não que Emma tivesse duvidado desse amor, mas ela sempre achou que Regina fosse severa demais com o menino. "Senhorita Mills." Emma levantou-se. "Fique calma, essas coisas acontecem." Disse suavemente "Vou buscar Henry, já volto."
  Alguns instantes se passaram e Emma reapareceu na sala com Henry adormecido em seus braços. "Ele estava exausto." Comentou baixinho enquanto o transferia delicadamente para o colo de Regina.
  "Obrigada pelo que fez por meu filho hoje." Disse a morena ao contemplar o rosto angelical de Henry.
  "Não precisa agradecer, eu não fiz nada." Swan mal pôde acreditar que havia acabado de receber um agradecimento de Regina Mills.
  "Claro que você fez, você cuidou do que tenho de mais valioso nessa vida e eu estou muito grata." Regina pegou das mãos de Emma a mochila de Henry,  apoiou-a em um de seus braços e deu um passo em direção à Swan. "Preciso levar meu filho para casa e acomodá-lo, mas eu ainda gostaria de conversar, existem algumas coisas que preciso dizê-las a você. Acompanharia-me?"
  Emma quase arregalou os olhos ao pedido de Regina. "Acompanhá-la? Não sei se seria apropriado."
  "Por que não?" Regina indagou. "Por favor, senhorita Swan, será rápido."
  Emma manteve-se hesitante por um tempo, mas decidiu concordar. "Ok." Respondeu séria.
  "Só há um problema, deixei meu carro em casa, não sabia se eu teria onde estacioná-lo por aqui, teremos que ir a pé." Comentou, esboçando um pequeno sorriso sem jeito.
  "Podemos ir no meu se você quiser." Emma ofereceu.
  "Oh, não precisa, você não faz ideia do quão perto moramos." Regina soltou um pequeno riso. “Vamos?”
  Emma pegou um casaco, as chaves de casa e ambas seguiram a passos lentos para casa de Regina. Ambas caminhavam lado a lado pela rua quase deserta, debaixo de um enorme céu estrelado. A noite estava fria, Swan pôde notar a pele branca de Henry eriçando-se com a corrente de vento e o cobriu com seu casaco, recebendo instantaneamente de Regina um olhar terno de agradecimento. A distância entre as casas fora de menos de dez minutos, apenas o tempo de seguirem reto pela rua de Emma e virarem a esquina logo à frente. As duas mantiveram-se em silêncio durante todo o caminho.
  "Emma?" Henry murmurou ainda no colo de Regina, seus olhos estavam pesados demais para permanecerem abertos. 
  Regina o levou para o quarto, trocou suas roupas e o acomodou em sua cama. "Boa noite, meu pequeno, e me desculpe por hoje." Regina depositou um beijo em sua testa, apagou a luz e voltou para onde Emma a estava esperando. "Não gosto que Henry durma sem jantar, escovar os dentes e tomar banho, mas fiquei com pena de acordá-lo." Comentou.
  "Um dia apenas não mata." Emma disse sorrindo, recebendo um também sorriso de Regina.
  "Gostaria de beber alguma coisa, senhorita Swan? Um vinho talvez?" Swan assentiu positivamente, Regina a serviu com uma taça de vinho e ambas sentaram-se em um dos enormes estofados situados na sala. "Eu sei que nós duas tivemos um começo ruim, mas eu gostaria de tentar reparar isso." Regina iniciou o diálogo, sua voz era firme. "Henry gosta muito de você, e você dele, hoje pude comparar. Gostaria que tentássemos conviver civilizadamente." Regina deu um gole em sua bebida.
  "Vai depender de você." Emma respondeu prontamente. "Quem sempre arruma confusão não sou eu."
  Regina contou até cinco para não irritar-se com a petulância de Emma. "Ok." Suspirou. "Eu admito que me comporto grosseiramente quando se trata de Henry e eu gostaria que você pudesse me compreender." Regina tomou fôlego e prosseguiu. "A gravidez de Henry não foi nada fácil pra mim, como você já deve ter percebido, ele não tem pai." Regina fez uma pausa. "O pai de Henry sofreu um acidente e faleceu quando eu ainda estava grávida. Ambos nunca puderam se conhecer." 
  Emma observou Regina se emocionar enquanto falava. "Eu sinto muito por vocês." Comentou. "Você estava de quantos meses?"
  "Sete, e foi quando Henry nasceu. Eu não aguentei o choque e entrei em trabalho de parto. Henry nasceu muito pequeno pela prematuridade, ele precisou ficar algum tempo internado no hospital, foi difícil. Henry tem a saúde um pouco frágil, ele desenvolveu algumas alergias nos primeiros anos de vida. Ano passado ele desmaiou por conta de uma anemia." Quanto mais Regina falava, mais Emma conseguia compreender o porquê da morena ser como ela era quando o assunto era seu filho. "Eu sempre dei meu melhor a ele, sempre me preocupei com sua alimentação, sua segurança, porém, Henry tem tendência à anemia, então eu dobrei meus cuidados com ele. Eu peço desculpas a você pelo meu comportamento." Suspirou, soltando todo o ar que estava preso em seus pulmões.
  "Regina.."Emma deixou-se levar pela emoção momentânea e por alguns segundos esqueceu-se da formalidade. "Quer dizer, senhorita Mills." Corrigiu-se em seguida.
  "Pode me chamar de Regina." Disse a morena esboçando um sorriso. "Eu até prefiro que você me chame assim. Eu acabei de me abrir um pouco pra você, acredito que as formalidades não se façam mais necessárias."
  "Ok então...Regina." Emma sorriu. "Foram normais as suas atitudes, eu que a julguei de forma errônea, fui incompreensível, me desculpe." Emma fez uma pausa antes de dar continuidade. "Mas eu confesso que às vezes você pega pesado. Naquele dia do estacionamento eu fiquei muito a fim de voar em cima de você."
  Regina não conteve uma gargalhada. "Oh, céus, eu sim quase voei sobre você. Aquele conserto me custou caro, você sabia?" Regina usava um tom de voz brincalhão.
  "Eu disse que pagaria." Emma respondeu. O sorriso não largava os lábios de ambas as mulheres.
  "Você me pagou hoje quando cuidou do meu filho. Obrigada novamente." Regina preencheu ambas as taças com vinho e continuaram a conversar. Emma e Regina conversaram horas a fio, pareciam amigas de anos, foi como se um magnetismo tivesse tomado conta do local e as barreiras tivessem sido colocadas a baixo. Pelo menos por aquela noite elas foram.
  Regina mostrou à Emma alguns álbuns antigos com fotos de Henry bebê, Swan babou em todas elas. "Os anos passam muito rápido, não é? Sente falta de quando ele era um bebê?" Emma observava atentamente cada fotografia.
  "Às vezes sim, mas eu também aproveito muito o Henry de agora." Regina respondeu, ela acompanhava com Emma cada fotografia exposta, ela ia lhe explicando detalhes do momento.
  "E quando Henry estiver adolescente? Já conseguiu imaginar?”
  "Oh sim, espero que demore muito ainda! Não quero dividir meu filho com nora."
  Emma gargalhava com o ciúmes nítido de Regina. "E a rebeldia adolescente? Pois todos temos esse momento, você sabe." Emma não perdia a chance de cutucar Regina, para a loira era hilário ver Regina preocupada com o futuro adolescente de Henry.
  "Como assim todos temos, senhorita Swan? Eu não tive."
  "Você também não precisa manter a formalidade. Emma soa mais agradável pra mim." Comentou, recebendo um aceno de cabeça de Regina. "Não me diga que você não teve o momento rebeldia? Nenhuma tatuagem, piercing, bebedeira, brigas com os pais... Nada?"
  Regina buscou no fundo de sua memória e conseguiu lembrar-se de uma vez ou outra que tenha chegado bêbada em casa pra desafiar sua mãe. "Que eu me lembre só isso, sem consequências piores." Respondeu. "Você, pelo visto, teve muitos momentos de rebeldia. Algum vestígio dessa época?"
  Emma tentou segurar o sorriso que se formou em seus lábios, mas foi impossível. "Sim, tenho uma lembrança ainda, uma que eu até aprecio"
  "Qual?" Regina perguntou curiosa.
  "Piercing.” Emma respondeu prontamente. “Ainda os tenho." 
  Regina passeou calmamente seus olhos por todo o rosto e orelhas de Emma à procura das peças, mas não as encontrou. A morena franziu o cenho e questionou-se mentalmente sobre onde esses piercings estariam, ruborizando logo em seguida com o pensamento.
  Emma notou as bochechas de Regina corarem e um clima estranho se fez presente. "É.., hum.." Emma buscava as palavras certas para quebrar aquele silêncio, foi então que ela conferiu a hora em seu relógio. "Eu preciso ir, já é onze." A conversa estava tão agradável que nenhuma das duas mulheres havia se dado conta do tempo corrido.
  "Realmente está tarde, não vi o tempo passar." Regina apoiou sua taça em um canto e levantou-se. "Foi uma noite muito agradável, obrigada pela companhia. Desde que me mudei pra cá, sinto-me mais solitária que nunca."
  "Não tem que ser assim se você não quiser." Disse Emma suavemente, levantando-se e dando um passo em direção à mulher a sua frente. "Quero dizer, somos vizinhas, não tem por que ser assim." 
  Um silêncio instalou-se novamente entre elas, até que Regina sorriu e acompanhou Emma até a porta. "Quer que eu a leve de carro? Acho que está um pouco tarde para uma mulher andar a pé sozinha pela rua." Regina sempre teve essa mania de querer cuidar e zelar pelas pessoas.
  "Agradeço sua preocupação, mas não é necessário." Respondeu suavemente. "Obrigada por essa conversa, foi crucial pra nós." Antes de cruzar a saída, Emma cogitou a ideia de despedir-se de Regina com um abraço, mas não o fez.
  "Boa noite, Emma." Disse Regina, a morena carregava um pequeno sorriso de lado.
  "Boa noite." Emma atravessou a saída e, antes que Regina fechasse a porta, a loira olhou para trás. "E.. ah, Regina.."
  "Sim?"
  "Caiu Branca de Neve, sorry."
  "Pode admitir que você fez de propósito, Swan!" Regina tinha sua sobrancelha arqueada.
  "Se você pensa assim." Emma riu, deu as costas e seguiu seu caminho, deixando para trás uma Regina risonha.
                                                      ***
 

   Ao chegar em casa, Emma tomou um banho quente, vestiu seu pijama e jogou-se em sua cama, o dia havia sido cheio. As lembranças das últimas horas passadas com Regina permaneciam vívidas em sua cabeça. A jovem estava feliz por ter conhecido um lado novo da morena, e por descobrir que ali dentro mora uma mulher com uma vasta variedade de sentimentos. Emma só não contava que Regina fosse ficar em sua mente. Swan rolava de um lado para o outro na cama na tentativa de encontrar uma posição que melhor favorecesse seu sono, mas a questão não era essa. "Vamos, Emma, você precisa dormir." Ela dizia pra si própria enquanto esperava seu sono chegar. Os muitos sorrisos que a loira presenciou hoje, mais o som das gargalhadas de Regina, não saíam da cabeça de Emma. A loira começou a questionar-se se era efeito do vinho ou qualquer outra coisa.
   Emma se pegou sorrindo com as lembranças, e uma vontade incontrolável de telefonar pra Regina se fez presente. Ela tinha urgência em ouvir um pouco mais daquela rouca voz naquela noite, então,  Emma levantou-se da cama, tomou o aparelho em mãos, pensou e repensou a ideia e acabou desistindo, aquilo seria loucura. Não tinha por que ligar pra Regina, não tinha por que estar pensando nela. Sendo assim,  Swan voltou para cama e esforçou-se pra dormir, amanhã seria um novo dia e aqueles pensamentos logo seriam deixados de lado. A menos ela esperava que fossem.




 


Notas Finais


Humm... Será que uma amizade irá surgir agora? Trégua? Rsrsrs.
Onde será que Regina imaginou estar o piercing de Emma pra te ruborizado tanto? hahahahaha

Beijos e até!


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