História As Cores do Amor - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Lesbicas, Once Upon A Time, Ouat, Regina Mills, Swan Queen, Swen
Visualizações 3.122
Palavras 4.375
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Escolar, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá!
Bom, tenho algumas coisas a dizer a vocês.
Algumas leitoras estão achando que um capítulo semanal é pouco, e eu entendo vocês, a vontade é de receber um capítulo diário, não é? rsrsrs Mas eu preciso desse tempo pra pode me inspirar e escrever um bom capítulo pra vocês. Eu não quero trazer nada menos que meu melhor. Sempre que possível eu postarei mais de um por semana, eu prometo. Sendo assim, hoje terá atualização novamente, será o segundo capítulo dessa semana. Dediquei todo meu tempo livre para a escrita desse capítulo, que por sinal está BEM grande. Vocês merecem!

Obrigada a cada um que acompanha minha história, e obrigada pelos comentários MARAVILHOSOS. Vocês me fazem muuuito feliz com eles.

Boa leitura!

Capítulo 7 - Capítulo 7


Fanfic / Fanfiction As Cores do Amor - Capítulo 7 - Capítulo 7

  "Henry, você precisa tomar seu café da manhã." Disse Regina ao tomar um lugar na mesa ao lado de seu filho. Henry estava fazendo birra, pois ficou extremamente chateado quando acordou e lembrou que Emma esteve em sua casa no dia anterior, mas ele não teve a oportunidade de levá-la pra conhecer seu novo quarto. "A tigela de cereal está exatamente como a deixei. Vamos, abra a boca." Com a colher, Regina pegou uma quantia considerável de cereal e a elevou até a altura da boca de seu filho. Henry, sem dizer uma palavra, manteve-se de braços cruzados e cenho franzido.
"Não pode ser." Regina bufou, olhando para o lado e apoiando a colher em cima da mesa. "O que a mamãe pode fazer para que você coma, hum?" Perguntou, voltando seu olhar para a expressão emburrada de seu filho.
  "Emma." Foi a única palavra que Henry proliferou.
  "Emma?" Regina indagou. "O que tem a Emma?"
  "Eu quero que ela venha aqui em casa, ontem não valeu, eu estava dormindo mamãe."
  "Mas a Emma não pode vir aqui agora, meu amor, ela provavelmente está tomando seu café da manhã também, ou quem sabe dormindo. Por que você não come e mais tarde a convidamos para um almoço aqui em casa?" Regina não estava muito certa de suas palavras, ela sequer sabia se Swan aceitaria o convite ou se aquilo seria apropriado. Mas, por Henry, ela estava disposta a isso. A morena viu a expressão de seu filho mudar em poucos segundos, e em menos de dez minutos a tigela de cereal já estava brilhando.
  "Já podemos ligar para ela, mamãe?" Henry, definitivamente, não estava disposto a esquecer.
  "Vamos!" Regina respondeu empolgada. "Corre lá na minha bolsa e traz o celular da mamãe pra gente telefonar pra ela."
Henry, com suas perninhas magras, correu até a sala e voltou sorridente com o celular de Regina em suas mãos. A morena não pôde deixar de observar a felicidade que emanava de seu filho, e ela sabia que Emma Swan era a responsável por isso. 
  "Aqui está." Disse Henry ao entregar o aparelho para sua mãe.
  Regina procurou pelo sms recebido por Emma no dia anterior, copiou o número e o colou na tela de discagem. "Por que não liga você?" Sugeriu suavemente, transferindo o celular para as pequenas mãozinhas de seu filho.
  A ligação chamou duas vezes, até que uma doce voz soou do outro lado da linha. 
  "Alô?"
  "Oi." Henry respondeu.
  "É, oi. Quem fala?" Emma tinha confusão em sua voz.
  "Henry." O menino respondeu prontamente, e antes que Swan pudesse dizer algo, ele lançou-lhe o convite. "Vem almoçar comigo hoje e conhecer meu quarto?"
  Emma manteve-se calada por alguns instantes, processando a informação. Ela não estava certa sobre o que acabara de ouvir. "Henry!" Respondeu animada. "Almoçar com você? Como assim? Sua mãe está sabendo disso?"
  "Sim, a ideia foi dela. Você pode?"
  Regina arregalou os olhos com a resposta de Henry, já imaginando qual teria sido a pergunta de Swan. A morena sentiu-se completamente envergonhada. Emma deve estar me achando uma louca! Pensou, antes de continuar escutando a conversa.
  Apesar de querer muito aceitar aquele convite, Emma tinha compromissos para aquele dia. "Oh, meu amor, eu adoraria almoçar com você e conhecer seu quarto, aposto que ele é lindo. Mas hoje eu não vou poder." Lamentou, sabendo que deixaria Henry magoado.
  Sem dizer uma palavra, o menino entregou o telefone à sua mãe e correu para a sala. Henry estava completamente decepcionado.
  Com a súbita reação de seu filho, Regina imaginou que Emma não aceitara o convite. Sendo assim, a morena amaldiçoou-se mentalmente pela péssima ideia que tivera.
  "Alô? Alguém aí?" Emma dizia insistentemente.
  "É... sim." Regina respondeu hesitante.
  "Regina?" Disse Emma, reconhecendo de quem se tratava aquela nova voz. "Me desculpe, acho que deixei Henry chateado."
  "Eu quem lhe devo desculpas, jamais deveria ter permitido que Henry a importunasse em plena manhã de sábado."
  "De maneira alguma! Eu adorei o convite, eu só não pude aceitar porque já tenho alguns compromissos marcados."
  A voz de Emma era suave e doce, pela primeira vez em meses, Regina havia percebido isso. "Uma pena, Swan. Henry terá que entender." Suspirou.
  "Bom..." Disse Emma, um pouco hesitante por não ter certeza se que o diria a seguir seria apropriado. "Se o convite ainda estiver de pé amanhã, se Henry ainda quiser minha companhia... Eu aceitaria." Finalizou.
  "Você não tem que fazer isso se não quiser. Não sinta-se obrigada por causa de meu filho "
  "Não seria uma obrigação, eu realmente apreciaria estar com ele amanhã. Não apenas com ele." 
  Um tímido sorriso formou-se nos lábios de Regina após as últimas palavras ditas por Emma. De repente, ela se viu tão animada para aquele almoço quanto seu filho. "Nós iremos esperar por você, então. Ao meio dia está bom? Sou um pouco rigorosa com os horários. Por conta de Henry, você sabe."
  "Ótimo!" Respondeu prontamente. "É..." Um silêncio instalou-se, Emma não sabia se era o momento de se despedir ou se deveria esticar a conversa.
  "Hum... Alguma preferência?" Regina perguntou sem jeito, na tentativa de prolongar um pouco mais aquela ligação.
  "Você...O que vo-cê quiser!" Emma gaguejou, tamanho era seu nervosismo. Nervosismo esse que não passou despercebido por Regina.
  "Fique calma, Emma, é apenas um almoço." Regina tentava conter o riso. "Não precisa ter medo de mim."
  "Quem disse que estou com medo de você?" Emma rebateu. "Você sabe muito bem que não me intimida."
  "Oh, certamente eu sei, e eu não quero isso. Quero que tenhamos um momento tão agradável quanto o que tivemos ontem."
  Sem obter sucesso na procura de uma resposta adequada, Emma apenas decidiu que era hora de se despedir. "Então até amanhã. Dá um beijo em Henry por mim."
  Regina despediu-se de Emma e direcionou-se para a sala, ela mal pôde conter a ansiedade de notificar Henry sobre o evento do dia seguinte. "Ei, rapaz." Disse Regina, aproximando-se e agachando-se de frente para Henry que estava sentado cabisbaixo no sofá. "Não fique triste." Regina repousou sua mão sobre o joelho de Henry e o acariciou enquanto lhe dava a boa notícia. "A Emma não poderá vir hoje, pois já havia marcado outros compromissos. Mas sabe o que ela me disse?" Henry levantou a cabeça e aguardou que sua mãe prosseguisse. "Ela disse que poderá vir amanhã, o que acha?"
  Henry tentou se animar, mas ao pensar na espera, desistiu. "Falta muito tempo ainda, mamãe, por que ela não vem agora?"
  "Porque ela não pode, meu amor. Se nós a tivéssemos convidado antes, certamente ela viria." Regina mantinha toda paciência do mundo quando se tratava de seu filho. Sua voz era baixa e suave. "Que tal se nós enchermos nosso dia com muitas atividades? Eu deixo você escolher o programa de hoje." 
  Henry pareceu animar-se com a ideia. Ele revirou seus olhos de um lado para outro até decidir por algo. "Zoológico!" Exclamou.
  "Então iremos ao zoológico!" Regina concordou.
 

                                                                  ***
  "Filha, você me perdoa? Sei que combinamos de comemorar seu aniversário hoje, mas estou morta de dor de cabeça." Disse Mary Margaret, desculpando-se com sua filha por não poder acompanhá-la. 
  "Não tem problema, mãe. Desde que seu mal estar passe eu já fico feliz. O papai chega hoje?"
  "Sim, finalmente. Uma semana sem David é solitário demais." Comentou.
  "Ótimo, assim ele te faz companhia." Disse sorrindo. "Eu já estou indo. Ruby e Verônica me aguardam." Emma depositou um beijo terno na bochecha de Mary e saiu.
   Swan pegou o carro em sua garagem e seguiu em direção a casa de sua namorada, onde seria o ponto de encontro das três. À caminho, Emma passou em frente a casa de Regina, e não pôde deixar de soltar um suspiro de lamentação. A loira, por um momento, desejou que seu dia estivesse livre de compromissos.
                                                           ***
   O sábado estava ensolarado, não havia uma nuvem aparente no céu. Regina e Henry estavam há horas caminhando pelo zoológico, o filho de Regina parecia incansável, era como se a cada novo animal suas energias se renovassem.
  Regina usava um jeans de lavagem escura e blusa básica preta. Esse era um dos raros momentos em que ela se vestia dessa forma mais despojada. "Henry, precisamos fazer uma pausa pro lanche." Regina passeou os olhos pelo local até avistar um quiosque que possuísse uma área de sombra para que ela e Henry se acomodassem. Regina sentou seu filho na cadeira e tomou um lugar de frente para ele, com vista total do espaço à sua volta. Devido ao sábado, o lugar estava bem populoso.
                                                          ***
 

  "Uma pena que a Ruby não tenha vindo conosco."
  "Todos me deixaram na mão." Disse Emma, emburrada. "Mas tudo bem, eu entendo que imprevistos aconteçam."
  "Ei, nem todos, eu estou aqui." Verônica atravessou a mesa com seus braços para encontrar a mão de Emma e acariciá-la. Ambas haviam feito uma pausa para descansarem e se refrescarem com uma bebida gelada.
  Emma, lentamente, abriu um sorriso. "Eu sei." Comentou. "Apenas quis fazer um charminho." Sorriu.
  "Você fica linda quando está emburradinha." Comentou, esboçando um enorme sorriso nos lábios. "Ou quando finge estar." Completou. "E além do mais, teremos todo o dia de hoje e mais amanhã para aproveitarmos, vamos tratar de se animar?"
  "É... Amanhã não terá como." Swan disse baixinho, temendo a reação de sua namorada.
  "Como assim? Por quê?" Verônica alterou sua voz.
  "Eu combinei de almoçar na casa de um aluno, o Henry, eu já lhe falei sobre ele. Não posso recusar, ele é muito apegado a mim."
  "Inventa qualquer coisa, Emma! Nós quase não nos vemos durante a semana, e quando a gente pode ter um tempinho juntas você faz isso? Francamente!" Verônica soltou as mãos de Swan, a irritação era evidente. "Você está indo almoçar com ele ou com a mãe?"
  Emma sentiu suas pernas tremerem com aquela pergunta que, na verdade, estava mais para uma afirmação. "Olha o que você Está dizendo! Eu não vou nem me dar ao trabalho de respondê-la." Disse furiosa.
  Há algum tempo Verônica tem notado uma certa insistência da parte de Emma quando o assunto é Regina Mills e seu filho. Como ela reagiria se soubesse que Swan esteve até tarde na casa de Regina na noite anterior? Era o que Emma se perguntava. "Me desculpe, meu amor, eu não quero estragar nosso passeio." Verônica voltou a buscar as mãos de Emma. "Eu só queria que passássemos mais tempo juntas."

                                                           ***
   Em sua mesa, Regina terminava sua refeição enquanto observava todo o ambiente em sua volta. O lugar era bonito e aconchegante, ele dispunha de uma bela vista para a parte mais arborizada do zoológico. Henry, em sua cadeira, mantinha sua atenção em seu lanche e em sua pelúcia nova. Regina havia lhe comprado uma girafa em uma das duas lojas locais. Ele tagarelava para ela algo que só ele podia entender.
  Regina desviou seu olhar de Henry e voltou a olhar em sua volta, quando de repente algo lhe chamou a atenção. "Não pode ser." Ela murmurou, avistando uma figura conhecida ao longe. Regina semicerrou os olhos para que a imagem se tornasse mais nítida. "Emma..." Sua voz saiu como um sussurro. A morena identificou Swan sentada ao longe na companhia de uma mulher visivelmente alta, cabelos escuros, lisos e longos e corpo atlético. Regina manteve-se curiosa a respeito do que via, não desviando seu olhar. 
Ela observou sorrisos e incessantes trocas de olhares, até que a mulher de cabelos castanhos acariciou as bochechas de Emma, fazendo Regina, em imediato, arregalar seus os olhos. Ela estava confusa sobre o que via.
  "Mamãe? Mamãe?"
  Regina foi trazida de seus devaneios quando escutou Henry chamá-la. "Oi, meu amor? Já terminou?"
  "Sim. Podemos continuar o passeio? Ainda não vimos o urso."
   Regina estava indecisa sobre ir ou ficar. Sempre que ela optava pela primeira opção, algo na mesa distante a prendia ali. "Daqui a pouco nós iremos, meu amor. Mamãe precisa descansar um pouco mais." Regina abriu sua bolsa e pegou seu celular, ela precisava distrair Henry por alguns minutos mais. "Tome, pode jogar um pouco."
  Ao notar que Henry estava devidamente entretido, Regina prosseguiu com sua observação, não conseguindo desgrudar seus olhos um instante que fosse. Os minutos passavam-se e Regina começou a achar tudo aquilo muito estranho. Ou elas eram melhores amigas desde o berço, ou havia algo a mais ali. Não sabendo o porquê, Regina torceu para que a primeira opção fosse a correta. 
   Mais alguns minutos, até que um gosto amargo se fez presente em sua boca quando ela avistou a tal desconhecida depositando um beijo no pescoço de Emma e, posteriormente, em seus lábios. Regina logo entendeu o que estava acontecendo. "Oh, droga!" Retrucou, derrubando involuntariamente seu copo de água sobre a mesa, cortando o contato visual e arrancando uma enorme gargalhada de seu filho. "Não teve graça, Henry." Disse séria. "Não teve a menor graça." Repetiu, quase que pra si mesmo, seus olhos voltando a se fixarem na mesa ao longe.
  "Já podemos ir? Quero ver o urso!" Henry comentou novamente, desta vez, recebendo a confirmação de sua mãe.
   O passeio durou mais um par de horas, sem sinal de Emma e sua namorada, era assim que Regina já a julgava. A morena sentiu-se esquisita durante o passeio e toda a volta pra casa, ela não conseguia tirar a imagem do beijo de sua cabeça. Regina era livre de preconceitos, mas aquele acontecimento, de alguma forma, não havia lhe agradado. Só restava saber o por quê.
  Ao chegar em casa, Regina auxiliou Henry no banho, tomou uma ducha relaxante e dedicou mais algumas horas de seu tempo brincando com seu filho. Quando se deu conta, o relógio de cabeceira de Henry já marcava nove da noite. "Hora de dormir, Henry."
  Sem retrucar, o menino arrastou-se até a cama, ele estava exausto. "Quero dormir o mais rápido que eu puder para que a Emma chegue logo." Seus olhos brilhavam com a ideia de ter Swan em sua casa.
  "Agora faltam poucas horas, meu amor." 
  Henry agarrou sua mãe pelo pescoço e colou seus lábios em um beijo apertado contra a bochecha de Regina. "Boa noite, mamãe."
  Em seu quarto, Regina depositou todo o cansaço do dia em seu colchão, ao mesmo tempo que sua mente fazia uma viagem para longe dali, mais precisamente para os últimos acontecimentos desde sua chegada àquela cidade. Em sua mente, Regina iniciou uma série de questionamentos, todos referentes à Emma Swan. De repente, a memória referente ao momento que tiveram no auditório escolar se fez vívida. Emma realmente teria me beijado ali? Regina se questionou. Aquela dúvida brincou em sua mente por longos minutos, até Regina ser vencida pelo sono.
                                                              ***
 

  Era domingo de manhã. Verônica, com muito esforço, despediu-se de Emma. Após horas e horas de bate boca ela aceitou que não teria Swan para si naquele domingo.
  Na casa de Regina, Henry e sua mãe já estavam prontos à espera da loira. Henry usava roupas casuais: bermuda e blusa básica, roupas de casa. Regina, diferente dele, vestiu-se com um vestido azul marinho que marcava todas as curvas de seu corpo. A maquiagem estava impecável, assim como seus cabelos.
  A campainha tocou e, antes que Regina pudesse dizer algo ou se preparar, a voz de Henry ecoou por toda a sala.
  "Emma! Você veio!" Henry exclamou, abrindo a porta e visualizando Swan.
  "Olá, garotão!" Emma deu um passo adiante e tomou Henry em seus braços, dando-lhe um doce beijo em sua testa. "Eu disse que viria." Piscou.
  "Olá, Emma." Regina atravessou a sala a passos lentos, indo de encontro aos dois. Ao aproximar-se da loira, que já havia descido Henry de seu colo, Regina se manteve em silêncio, apenas olhando-a.
  "Bom dia, Regina." Respondeu, um pequeno sorriso formando-se em seus lábios. "Obrigada pelo convite."
  "Vem conhecer o meu quarto logo!" Henry saltava entorno de Emma e puxava-a pela mão, na expectativa que a loira subisse logo para que ele pudesse lhe mostrar todos seus brinquedos e a decoração de seu quarto.
  "Henry, olha a educação, você não pode sair puxando as pessoas pela mão, obrigando-as a fazerem o que você quer. Já perguntou à Emma se ela quer ir fazer isso?"
  Por um momento o menino pareceu preocupado e, com a voz baixa, ele a questionou. "Tia Emma, você quer ver minhas coisas?" Ele tinha doçura em seu olhar.
  A loira quase se derreteu com a expressão que Henry fizera. "Claro! É exatamente por isso que eu vim!” Respondeu sorridente.
  Henry fez aquela festa antes de, novamente, puxar Swan escada a cima. Os dois foram seguidos por Regina que vinha logo atrás.
  Enquanto Emma se entretia com Henry, Regina passou longos minutos admirando-os, era nítido o quão bem os dois se davam. Ao observá-los, a morena lembrou-se da conversa que tivera com a loira sobre a futura adolescência de seu filho, assim como as rebeldias e tudo o que isso implicava. Regina sentiu suas bochechas esquentarem quando o possível piercing de Emma piscou em sua mente, era a curiosidade se fazendo presente. "É, bem, está quase na hora de almoçarmos. Vou descer para por a mesa." No momento em que Regina ia cruzar a porta do quarto, sentiu o toque suave de Emma em seu pulso.
  "Eu posso acompanhá-la?" Perguntou, trazendo um pequeno sorriso em seus lábios. "Henry distraiu-se com algum tipo de brincadeira onde eu não faço parte, não sentirá minha falta." Explicou.
   Regina olhou pra dentro do quarto e avistou seu filho completamente entregue a um duelo entre dinossauro e sua nova pelúcia de girafa. Ele fazia sons engraçados com a boca. 
  "Tudo bem." Respondeu, e as duas seguiram juntas para a cozinha.
Ao mesmo tempo que transitavam entre a cozinha e a sala de jantar, indo e voltando com as louças, ambas tentavam desenvolver algum tipo de diálogo. 
  "Você me contou sobre seu pai ser da marinha, e que sua mãe é uma professora aposentada, porém, sobre você eu não ouvi quase nada." Comentou, ela e Emma estavam lado a lado na bancada da cozinha recolhendo alguns pratos. "Algum namorado?" Regina não se conteve, ela precisava sondá-la a respeito.
  Emma se manteve em silêncio até formular uma resposta apropriada, ela não sabia se deveria expor sua sexualidade, este era um assunto delicado para boa parte das pessoas, e ela não sabia qual seria a reação de Regina. Talvez ela quisesse separá-la de Henry novamente. "Sim, eu tenho um alguém." Respondeu vagamente.
  "E esse alguém não se incomoda de perder você pra nós em pleno domingo? Os homens podem ser tão ciumentos." Regina continuou, a cada novo questionamento ela observava quais eram as reações corporais de Emma.
  "Não." Mentiu. "Não teria motivos pra isso." Finalizou.
  "Hum, ok." Regina puxou um banquinho de madeira e posicionou-se em cima dele, esticando-se o máximo que pôde para tentar alcançar uma tigela de vidro que estava dentro de um dos armários.
  "Eu posso pegar pra você." Emma comentou de baixo, observando o esforço que Regina exercia. "Acho que sou mais alta." Disse rindo.
  Regina relutou mais um pouco, até perder o equilíbrio e escorregar, sendo rapidamente segurada pelos fortes braços de Swan. De costas e com suas mãos apoiadas na bancada, ela manteve-se estática, sentindo as mãos de Emma segurando-a fortemente pela cintura. 
  Ao mesmo tempo em que Emma estava preocupada com o bem estar físico de Regina, ela sentiu-se estranha com aquela situação, ter as mãos na fina cintura da morena provocou em Emma um nervosismo inexplicável. "Você está bem?"
  "Sim." Respondeu, virando-se de frente pra Emma que, por sua vez, esqueceu as mãos em sua cintura. 
  Um clima bastante familiar instalou-se entre elas. Emma parecia vidrada nos detalhes do rosto da mulher à sua frente, e Regina fixava seus olhos no par de esmeraldas brilhantes de Swan. 
  Com a lembrança fresca do acontecimento, Emma não pôde evitar uma gargalhada ao lembrar do quase tombo de Regina, quebrando o silêncio há pouco estabelecido.
  "Emma! Você ri?" Regina retrucou, dando um leve tapa no ombro da loira que, por sua vez, afastou-se de Regina e subiu no banco.
  "Foi engraçado, desculpa." Respondeu, tentando conter o riso insistente. "O que você quer daqui?"
  "A tigela oval de vidro." Regina apontou. "Obrigada."
  "Disponha, madame." Emma brincou.
  O almoço seguia tranquilamente entre risadas e conversas aleatórias. Regina nunca havia visto Henry tão animado com a presença de alguém, nem quando se tratava de Zelena, a quem o menino era muito apegado.
  "Mamãe, sabia que a Emma pinta quadros?" 
  "Ah é? Temos uma artista aqui?" Regina comentou curiosa.
  "É um passatempo, nada demais. Não sou boa." Respondeu timidamente.
  "Só saberei se você é boa ou não quando vê-los."
  "Meus quadros?" Emma arregalou os olhos. "Sem chance. São péssimos, vai por mim." 
  "Me leva na sua casa de novo? Eu também quero pintar quadros!" Disse Henry, recebendo uma represália de sua mãe.
  "Henry! Não pode se oferecer para ir à casa das pessoas assim." Explicou. "Me desculpe, Emma."
  "Tudo bem, ele não disse nada de errado. Ele pode ir à minha casa quando quiser..." Emma fez uma pausa e buscou o olhar de Regina do outro lado da mesa. "E você também."
  Regina não soube dizer se era coisa de sua cabeça, mas desde que soube sobre a sexualidade de Emma, tudo o que a loira lhe dizia soava como duplo sentido. "Quem quer sobremesa?" Regina saiu de seu lugar e retornou com uma embalagem de sorvete sabor pistache. "Não tive tempo pra elaborar algo melhor, terá que ser sorvete, se não se importar." Regina depositou a embalagem em cima da mesa e retornou com três taças; duas de vidro e uma de plástico para Henry.
  Emma esboçou um sorriso brilhante ao constatar que era seu sabor favorito. "Amo sorvete de pistache!" Exclamou, servindo-se de uma quantia generosa.
  "Por isso o escolhi." Regina comentou.
  "Você está muito generosa, Regina. Estou até com medo." Disse rindo. "Como saberei se não está envenenado?" Provocou.
  Ao fim do almoço, Regina retirou a louça e sentou-se com Emma no sofá da sala principal. Ambas observavam Henry brincar com seu quebra cabeça enquanto mantinham uma conversa agradável.
  "E você, Regina, namora? Algum pretendente para a vaga de padrasto?" Brincou. "Uma mulher como você dificilmente está sozinha."
  "O que você quer dizer com "Uma mulher como eu?" Perguntou curiosa.
  "Você sabe, bonita e bem sucedida." Emma respondeu.
  "Obrigada pelo elogio." Respondeu. "Eu quero uma pessoa que agrade não apenas a mim, mas ao meu filho também. Preciso sentir confiança na relação, quero alguém que ame meu filho como se fosse seu. Preciso desse elo. O último homem com quem tentei estabelecer uma relação foi um desastre. Ele tentava comprar o carinho de Henry com presentes. Sem mencionar a outra parte. Não tenho mais idade pra isso." Regina revirou os olhos com a lembrança.
  "O que você quer dizer com outra parte?" Swan perguntou curiosa.
  "Bom." Regina suspirou. "Ele, assim como os outros, se aproximou do meu filho apenas para chegarem até mim, e é sempre a mesma história, eles tentam me envolver pra conseguir o que querem. Sexo." Bufou. "Quando eles percebem que não vai rolar, caem fora."
  "Você é muito atraente, isso deve mexer um pouco com a cabeça deles." Riu. "Sem namorados então?"
  "Exato." Riu de volta. Enquanto conversavam, Regina notou que a tela do celular de Emma piscava com insistência, e ela pode perceber a loira ignorando algumas ligações. "Não é melhor você atender? Pode ser importante."
  "Não." Respondeu, desligando seu aparelho em seguida, sabendo que aquele ato lhe traria consequências desagradáveis com Verônica. "Nada importante." Completou, guardando o celular em seu bolso. Ela não estava disposta que aquele momento tão agradável com Regina fosse interrompido.
  "É seu namorado?" Regina soltou, dando-se conta logo em seguida que aquilo não lhe dizia respeito. "Desculpe minha indiscrição, não precisa responder." Regina questionava-se mentalmente sobre o que estava fazendo, e por que aquele assunto estava despertando tanto o seu interesse.
  Passaram-se algumas horas mais, até que Emma sentiu que seu momento de ir havia chegado. "Acho que está na minha hora."
  "Pensei que você fosse passar o dia inteiro." Regina comentou, lamentando a decisão de Emma.
  "Se eu não resolver o problema dessa ligação agora, serei uma mulher morta." Respondeu, carregando um tom brincalhão em sua voz, arrancando um riso de Regina.
  "Henry, a Emma já está indo, levanta pra se despedir dela."
  Henry deu uma pausa em suas brincadeiras e envolveu Emma em um abraço apertado. "Até amanhã, Emma."
  "Até amanhã, meu amor." Swan desvencilhou-se do abraço gostoso de Henry e caminhou em direção à porta, seguindo Regina. "Obrigada pelo almoço, foi adorável estar com vocês." Disse, parada em frente a porta fechada.
  "Eu gostaria de tê-la mais um pouco." Regina de fato apreciou a presença de Emma. Tanto hoje quanto a noite de sexta foram momentos agradáveis para a morena. Há tempos ela não se sentia tão bem na presença de alguém. A conversa com Swan era leve e gostosa, e Regina desejava mais daquilo.
  "Eu não posso." Respondeu. A voz de Emma era quase um lamento. "Eu te ligo mais tarde, pode ser?"
  Antes que Regina pudesse dizer algo, sentiu os lábios macios de Emma tocarem seu rosto, seguido do aroma cítrico da fragrância que a loira usava. 
Aquele momento durou um pouco mais que o esperado, Emma parecia não querer se afastar. Permaneceram naquela posição por alguns segundos, até que Swan arrastou seus lábios pra longe dali, deixando Regina confusa.
  "Mais alguns centímetros e você teria beijado minha boca." Comentou em um tom de brincadeira.
  Emma fingiu uma cara horrorizada. "Jamais." Respondeu. "Não sou cega."
  "Ah, você deve ser sim, do contrário não teria acertado meu carro." Disse séria.
  "Você não esquece isso, é impressionante! Quanto deu essa conta? Me diz agora e acabamos com isso." Emma alterou seu tom de voz, Regina a tirava do sério.
  "Eu não quero seu dinheiro, quando você vai entender isso?" Bufou. "Você se estressa muito fácil. Apaga meu infeliz comentário. "
  "Me desculpa." Disse Emma, dando-se conta de seu comportamento agressivo. "Espero ainda poder te ligar."
  "Claro que pode, mas isso não quer dizer que irei atendê-la." Provocou, arqueando uma de suas sobrancelhas.
Emma sacudiu a cabeça em negação, não podendo evitar um sorriso de lado. "Até mais, Regina."

 

 



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