História As Crônicas de Bernabeu - Capítulo 1


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Ficção, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Seinen, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


historia merda feita por 1merda

Capítulo 1 - I: A Jornada Começa


               Sentava-se em sua cama, com os joelhos contra o corpo e controle do PlayStation 2 em mãos, jogando freneticamente um jogo do GTA todo travado que fora, certamente, pirateado e hackeado para ter a música da Grande Família tocando no fundo.

               Seus olhos possuíam grandes olheiras roxas, densas, abaixo deles, de tantas horas que passara jogando GTA e comendo Cheetos de bolinha; era a segunda noite que havia virado, e o relógio já indicava nove da manhã.

               A porta de seu quarto abriu num estrondo, e sua irmã, Carmen, entrou no quarto aos berros:

               — Sai desse videogame, Bernabeu! Caralho, fica só nessa merda agora! — Esbravejava, enquanto caminhava até a janela do quarto de Bernabeu e abria as cortinas num forte puxão, deixando a ardente luz do sol entrar pelo vidro e cegar Bernabeu com toda sua intensidade.

               — Cala a boca aí — Resmungou, tapando os olhos com o antebraço e focalizando na figura de sua irmã, contra a luz da janela, com as mãos nos quadris e peito despido; semicerrou os olhos e analisou seu estado: — Que merda é essa? Por que você tá sem roupa, porra?

               Carmen estalou a língua no céu da boca em descontentamento, e revirou os olhos. Ela era a irmã gêmea de Bernabeu, e por mais que seu tio falasse, Bernabeu jamais acharia que eles fossem iguais. Poderiam ter a mesma pele pálida e os mesmo olhos escuros, mas Carmen se parecia com um rato atropelado, e Bernabeu tinha um e cinquenta de altura, sendo mais baixo do que ela.

               — Porque eu quero — Respondeu com rispidez, ajeitando o sutiã em seus peitos e dando uma volta na cama de Bernabeu, caminhando até a porta, irritada; — Agora, vê se arruma essa merda de quarto, porque tá com cheiro de esquilo morto aqui.

               — Foda-se — Bernabeu coçou a cabeça e bocejou, vendo Carmen deixar o cômodo batendo os pés, gritando com o cachorro e acertando uns murros na mesa de jantar. Foi a vez de Bernabeu estalar a língua.

               Levantou-se da cama abaixou-se diante dela, olhando para o espaço debaixo do colchão.

               — Vai, anda, todo mundo pra fora.

               Bateu as mãos, espantando a colônia de esquilos que havia alugado o espaço debaixo de sua cama; eles possuíam um índice de desenvolvimento bem elevado, mas Bernabeu não estava nem aí se eles queriam ou não terminar de inventar a roda; os roedores deixaram a escuridão e correram assustados na direção da janela, sumindo no telhado da casa de Bernabeu.

               Endireitou-se e suspirou, dando uma olhada pela janela.

               As ruas da cidade de Northcreek eram calmas e tranquilas, quase nada acontecia na pequena cidade para Bernabeu ter vontade de levantar. Nenhuma manifestação socialista ousava aparecer nas ruas e nem mesmo a polícia tinha o infame trabalho de sair metendo bala de borracha em cidadãos comuns, a esmo. Não que a cidade fosse socialista — Bernabeu bem que queria —, mas nada de interessante acontecia por lá, e era muito difícil ter alguma coisa para assistir nos jornais tomando café com leite.

               Do outro lado da rua, via um bando de escoteiros saindo para fazer coisas que escoteiros fazem, em fila indiana.

               Bernabeu estava pronto para mandá-los tomar no cu gratuitamente quando sua irmã dá um sonoro grito lá da sala de estar:

               — Meu Deus, roubaram a senhora Huberman! — Ouviu-se um copo quebrando, e Bernabeu revirou os olhos, desejando ter moral e credibilidade para mandar Carmen calar a boca.

               — Para de gritar, caralho — Ladrou, caminhando até a porta de seu quarto arrastando seus pés sobre o piso de madeira e chegando, após atravessar o pequeno e curto corredor, na sala, onde sua irmã sentava-se no sofá e assistia ao noticiário local.

               — Vem aqui, Bernabeu, rápido — Chamou-o, batendo no lugar do sofá vago ao seu lado.

               Bernabeu notou que seu vaso com a foto de Karl Marx estava quebrado no chão.

               — Ô, porra — Praguejou, apontando para seu vaso enquanto era sutilmente ignorado por Carmen; revirou os olhos e caminhou até o sofá, mas não se sentou, e manteve o olhar fixo na tela, onde o jornal local passava.

               — Estamos aqui na casa da senhora Huberman, a velha mais rica de toda Northcreek. Vamos entrevistá-la — O repórter se aproximava de uma senhora idosa que chorava na calçada, que era consolada por mordomos; que merda, pensou Bernabeu; — Senhora, que horas que roubaram você?

               — Isso é ridículo — Bernabeu entonou, ouvindo Carmen mandando-lhe calar a boca; ignorou-a: — Ninguém rouba nada, e nem é roubado, na cidade, faça-me o favor, Carmen. Eles são muito sensacionalistas.

               — Roubaram meus diamantes às sete e meia, e...

               O repórter cortou a mulher ao receber um notícia pelo celular que atendera:

               — Parece que temos um assassinato! Um assassinato! Repito, um assassinato! Um assassinato em Northcreek!

               Carmen se espantou, e Bernabeu admitiu que havia se espantado um pouco. Assassinato em Northcreek? O repórter havia repetido tantas vezes a palavra que ela nem fazia mais sentido, mas Bernabeu sabia o que significava — e não era o início da era socialista, era algo muito pior.

               — Vou até a delegacia — Anunciou, ouvindo Carmen ignorá-lo mais uma vez enquanto falava sozinha sobre como assassinatos eram cruéis.

               Seu desejo havia finalmente se concretizado; não era o desejo que desejava que a senhora Huberman fosse assaltada — ele nunca desejaria algo assim —, mas o desejo de que Northcreek fosse movimentada por algo. Não se sentia culpado, de maneira nenhuma, só instigado.

               Saiu pela porta da frente e correu até a delegacia, que ficava no fim da rua.


Notas Finais


fresno
qualquer erro n revisei eu so 1lixo


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