História As Crônicas de Deuses e Heróis - A Academia (Interativa) - Capítulo 3


Escrita por: ~

Visualizações 23
Palavras 2.200
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Ecchi, Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shounen, Sobrenatural, Steampunk, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Finalmente, consegui terminar!

Espero que gostem. Deu um trabalhão. Tipo, estou com problemas no teclado, então acabo cometendo muitos erros. Mesmo numa revisão sempre escapam alguns, por isso, peço desculpas desde já. Não está sendo fácil. Mas não irei desistir!

Tenham uma boa leitura.
Ah, mais uma coisas.
A partir do próximo capítulo começarei a apresentar os personagens que me foram enviados.

Capítulo 3 - A prisão


O pior dos sentimentos, para um deus, talvez seja a solidão. Uma forte sensação de abandono, sem adorados, sem amigos, sem um templo, tendo até mesmo o próprio nome esquecido ao longo das eras. Para os três prisioneiros, essa maldição era-lhes familiar. Como uma velha amiga que os acompanha aonde quer que vão. Contudo, Naomi, infelizmente sentia essa dor em dobro. Afinal, ela involuntariamente, compartilha os sentimentos com seu irmão gêmeo, Jack. 

Naomi sabia onde ele estava. Mas, nada podia se fazer para resgatá-lo. Culpava-se por abandona-lo durante o Último Assalto, quando ganhara sua liberdade de uma das infernais prisões do Vazio. Levaram-se milênios para ela ser resgatada, Bellatrix e Azus destruíram galáxias, buracos negros e até mesmo universos paralelos numa intensa batalha contra inúmeros panteões e brigadas angelicais. Havia uma única coisa que os poderes dos dois não superava, a vastidão do Vazio. Os piores dos seres foram designados para defender as prisões de Naomi e Jack, que ficavam em lados opostos da quase infinita dimensão. Eles tiveram sorte de sobreviverem as batalhas que enfrentaram contra os monstros que ali viviam.

 No mundo dos sonhos, Naomi, flutuava sobre um buraco fundo e escuro. À sua volta paredes negras como a escuridão, iluminadas por fracas tochas, quando olhou para cima a deusa não conseguiu ver a abertura do buraco. Ela logo percebeu que estava de volta em uma prisão do Vazio. Existiam apenas algumas grandes balistas negras posicionadas em pontos estratégicos. As armas capazes de perfurar uma estrala estavam mirando em algo que estava abaixo dela. Relutante, ela seguiu a linha de tiro, e por instantes, seu coração parou de bater. Seu amado irmão estava em um estado deplorável.

Ela tentou alcança-lo, mas, não podia se mexer. Lágrimas começaram a escorrer de seus belos olhos rosados, uma atingiu o rosto ensanguentado do rapaz. Ele, com dificuldade, olhou para cima diretamente para Naomi. A deusa sentia o sonho ficando mais distante, ela estava acordando.

Mas antes, ela ouviu a voz de seu irmão:

— Não se preocupe!

(...)

 

Graças ao susto repentino, Naomi, saltou para fora da cama. Alerta. Uma péssima ideia convenhamos. Assim que seus pés tocaram o chão uma dor lacerante a dominou, sentiu todos os seus ossos tremerem, todos os seus órgãos pareciam prestes a explodir. De seu nariz e boca sangue começou a escorrer. Sem pensar duas vezes a jovem sentou-se na cama forrada com lençóis brancos. A escuridão do cômodo a incomodava, porém, logo seus olhos se adaptaram com a pouca luz que adentrava pelas janelas, assim como uma gostosa brisa oceânica. Naomi logo percebeu que estava numa enfermaria, camas brancas alinhadas eram tudo que conseguia distinguir. Sentia-se zonza demais para reparar em qualquer outra coisa. Sua cabeça doía, assim como todo seu corpo.

— Onde eu estou? — perguntou.

Infelizmente, ela não obteve uma resposta.

Quando voltou a olhar para o cômodo notou que Bellatrix estava deitada numa cama à frente dela. A jovem deusa de asas negras dormia serenamente, mas infelizmente sua aparência continuava magricela demais. Não estava com a imponência nem a beleza que deveria ter. Com um suspiro, a ideia de se olhar no espelho deixou a mente de Naomi.

Ela não podia se levantar, mesmo livre, continuava presa. Dessa vez, numa macia cama de lençóis brancas. Voltando a se deitar, Naomi, olhou para os lados inquieta. Consequentemente notou que Azus estava dormido na cama à sua direita. Ele, pelo menos, parecia um pouco melhor que Bellatrix. Estava se remexendo, não conseguia ficar parado. Além de babar, Azus, chutava e socava o nada. O sonho que estava tendo aparteava ser intenso.

Com um sorriso no rosto ela desejava poder filmá-lo.

— Escapou de novo, desgraçado! — murmurou.

Mesmo com o pouco esforço feito, Naomi, sentia-se cansada. Estranhamente cansada. Não conseguia lutar contra a vontade de fechar os olhos e dormir. Nem mesmo quando fora capturada, no início dos tempos, ela se sentira assim. Algo estava errado, ela não sentia-se mais tão divina quanto antes. Na verdade, um medo irracional de morte agora a incomodava profundamente.

“O que está acontecendo comigo?” – pensou – “Isso não está certo! Eu nunca fui tão fraca assim! Droga, não me diga que...”

Naomi nem precisou realmente completar sua linha de raciocino. Em todos seus anos de vida, a jovem deusa, nunca pensou que se tornaria uma mortal. Estava incrédula, confusa, desesperada e com medo. Ela torcia como todas as suas forças para tudo aquilo ser um sonho.

“Isso, um sonho! Não, sonhos são bons.... Isso só pode ser um pesadelo, igual a merda da minha vida!” – afirmou mentalmente – “É só voltar a dormir e tudo voltará ao normal, pelo menos, eu voltarei a despencar da Bifröst. Eu sou a deusa da ordem, e a deusa da ordem não pode ser uma mortal. Ordem e mortalidade não combinam! Certo, hora de dormir!”

Infelizmente, as coisas não funcionavam do jeito que Naomi queria que funcionassem. Ela não conseguia mais dormir, mesmo estando incrivelmente cansada. Fechava os olhos com força, rolava de um lado para o outro, se cobria e se descobria, nada adiantava. Ela continuava acordada, firme e forte. Com um suspiro, a ideia de voltar a dormir desaparecia, junto com sua vontade de voltar a despencar da Bifröst. Desejos e vontades, podiam e eram facilmente mutáveis No caso de Naomi, ela sentia uma vontade incontrolável de explorar, mas a dor que sentia impedi-a de se levantar. Para deusa da ordem, a desordem estava reinando.  

— INFERNO! — gritou com o travesseiro sobre seu rosto para abafar o som — Eu odeio minha vida! Eras presa no Vazio, consigo fugir, e agora estou presa numa cama.... Sério, quando fui promovida a deusa do azar? Ah, esqueci, não sou mais uma deusa... Maravilha!

Naomi respirou fundo, e novamente, sentou-se. Ela estava parada, em posição de lótus. Canalizando sua energia, tentando descobrir o que ainda restara de seus poderes divinos. Para sua surpresa, seus dons e habilidades estavam intactos. Podia usufruir de todo seu arsenal de poderes. Para seu azar, corpos mortais eram frágeis demais. Ela não conseguiria usar grande maioria de seus dons, seu corpo estava naturalmente programado a impedi-la caso tentasse. Estava restrita aos dons mais básicos e menos poderoso, até mesmo sua God Form era perigosa demais. Quando finalmente terminou sua meditação, Naomi, calmamente colocou-se de pé. Ainda sentia seu corpo doer, mas, era uma dor suportável.

Com um passo de cada vez, ela aproximou-se da porta de madeira. Passando por camas e algumas janelas no caminho. Com as mãos na roliça e gélida maçaneta dourada, Naomi, sentiu seu corpo tremer. Estava com medo de abrir a porta, não conhecia o lugar onde estava, nem sabia como chegara lá. Precisava de respostas, porém, tinha medo de obtê-las.

“No três” – pensou – “Um... Dois...”

— TRÊS! — gritou girando a maçaneta. 

A porta abria para o lado de fora. Para sorte de Naomi estava destrancada. Ela dava em um pequeno corredor, que expandia-se tanto à direita quanto à esquerda. À frente de Naomi existiam várias janelas com visão de um enorme pátio verdejante e da grande lua cheia que brilhava no céu estrelado. A luz do luar invadia delicadamente o corredor, iluminando-o. A enfermaria provavelmente ficava no meio. Entre outros cômodos.

Antes que sequer pensasse em sair de fato, uma doce voz masculina, provavelmente vinda do além perguntou calmamente a Naomi:

— Aonde pensa que vai?  

 

(...)

 

Jack, já estava acostumado com a solidão e o silêncio. O pobre deus até mesmo já estava cansado de ouvir seu próprio pensamento. Muito passam a vida inteira tentando, contudo, poucos conseguem atingir o estado em que o rapaz chegara. Jack simplesmente conseguia passar milênios sem pensar ou se mover, apenas respirava para sobreviver. Em sua impiedosa prisão, companhia não era algo muito comum. Assim como comida e bebida. O deus aprisionado passava horas, dias, meses e até mesmo eras sem receber o básico em nutrição.

Mas, graças a fuga de sua irmã, o prisioneiro estava recebendo atenção redobrada. Consequentemente, era alimentando de três em três horas. Uma boa desculpa para checar todo o equipamento que o prendia rente a uma plataforma de pedra flutuante. Acorrentado desde o início dos tempos, Jack, mal conseguia mexer seu pescoço. O infeliz já esquecera completamente a sensação de andar, correr, pular e dançar. Para o deus do caos, da bagunça e da baderna, isso era a pior das maldições.

O Príncipe de Tudo e Todos sonhava com a liberdade.

 

O ranger de metal contra metal gerava um barulho desconfortável. Grossas correntes enferrujadas eram as repoisáveis por subir e descer uma plataforma de madeira, que há muito não era utilizada, até a base cinzenta da grande rocha flutuante onde o jovem deus estava preso. Nos últimos anos, como de costume, um robusto gigante de quatro braços chamado Drytax Ámmon trazia-lhe o almoço ou a janta. Às vezes, até os dois ao mesmo tempo. Seres do Vazio não tinham muita noção de tempo.

Drytax, além de seus quatro braços e corpo parrudo, possuía também uma pele escura como fuligem. Sua face era vagamente humana, achatada como uma torta. No lugar das orelhas possuía dois buracos, suas narinas eram como as de uma cobra e seus quatro olhos, embriagados de ódio, possuíam uma assustadora coloração vermelha. Para acomodar seus afiadíssimos dentes, sua boca, era colossal. Como a de um enorme tubarão. No topo de sua cabeça havia duas enormes barbatas, e entre elas, fungos assustadores cresciam. Uma visão de dar nojo no mais resistente dos seres.

— Com fome? — o horroroso gigante perguntou com sua asquerosa voz. — Última refeição do dia, sua favorita. Fezes de Bahamut misturadas com feijão do Vazio e o cuspe do cozinheiro.

Drytax fez questão de esfregar o prato nas narinas de Jack, forçando-o a inalar o pior dos cheiros que alguém sequer conseguia imaginar. O deus lutava contra a vontade de vomitar, seus olhos lacrimejavam, seu estomago implorava-lhe para não comer aquilo. Com uma colher de madeira podre, o gigante, pegou uma grande porção daquela nojenta gororoba. Jack olhava aquilo com pavor, ele jurava ter visto um verme branco nadando entre a “comida”. Sem ter a chance de se defender, o deus, teve sua boca invadida pelo pior dos gostos. Era o gosto de madeira pobre misturada com lixo, queijo mofado de mil anos, e ovos que ficaram expostos ao sol por meses.

Jack tentou cuspir, mas, Drytax fez questão impedir. Forçando-o logo em seguida a engolir aquilo. Se não fosse um deus, Jack, estaria morto nesse exato momento. E assim, os poucos minutos que levaram para a gororoba acabar, pareceram-se anos para o pobre deus. Com aquele gosto indescritível na boca, e não podendo vomitar, Jack obrigou-se a encarar o gingante que gargalhava sem parar. O deus do caos sentia ódio, desejava com todas as suas forças poder aniquilar o ser do Vazio parado à sua frente.

Mas, graças a pesada couraça que forçava-o a ficar eternamente de joelhos, misturado com as algemas que prendiam seus braços e pernas, Jack, não conseguia fazer nada. Ambos os itens eram forjados com um poderosíssimo encantamento que o impedia de usar seus poderes. Em seu estado atual, o deus, não conseguiria nem enfrentar a menor das moscas. Seus olhos azuis estavam focados no gigante, analisando-o. Buscando erros em sua postura, falhas em sua anatomia, fraquezas que poderiam ser usadas em sua doce vingança.

— Ei, feioso, você sabe que eu vou sair daqui, né? — Jack perguntou — Pode não ser hoje, nem nesse milênio. Mas, eu vou escapar dessa prisão.

— Nem os Sete-Grandes conseguiriam escapar daqui, moleque. — o gigante retrucou — E além do mais, você não me oferece perigo. Eu sou Drytax Ámmon, general da décima sétima legião do Vazio. Destruí dimensões e matei panteões inteiros, você, Deus do Caos, não é nada comparado a mim.

— Se eu não sou nada, diga-me, por que ainda estou preso? — questionou — Acredite, quando eu sair, e eu vou, suas palavras de nada adiantarão. Matarei você e toda sua décima sétima legião, que defende com orgulho essa prisão. Tem a minha palavra sagrada general, você e tudo aquilo que conquistou serão aniquilados pelo próprio Caos!  

 

(...)

 

— Atenção senhores passageiros, informo-lhes o último voo para Lionheart sairá em cinco minutos. Por favor, dirijam-se para zona de embarque imediatamente.  

Todo ano, em todos os cantos da Terra, a mesma rotina repetia-se durante o mês de março. Adolescentes tomavam conta dos aeroportos. Deixando-os mais lotados que o de costume. Ansiosos para pegarem seus respectivos aviões que os levariam para diversas academias de super-heróis espalhas pelo globo. Os melhores, mais ricos, ou mais sortudos conseguiam uma vaga na gigante russa Infinite Force. Aqueles que não conseguiam ingressar na IF buscavam a segunda maior, a Academia Golden Eagle, localizada no centro dos Novos-Estados Unidos da América.

Infelizmente, os mais desafortunados eram obrigados a escolher outras academias. Lionheart, não estava nem no atual top dez das melhores. Sendo sempre a última opção dos aprendizes de super-heróis. Com a baixa fama, poucos estudantes tinham interesse nessa peculiar escola. Graças a isso, ao invés de grandes aviões, Lionheart disponibilizava modernos helicópteros. Com a capacidade para dez passageiros mais o piloto e o copiloto.

Esse ano, três helicópteros estavam disponíveis. Totalizando trinta novos estudantes. Dois tinham partido há menos de uma hora. O terceiro esperava os atrasados, pronto para partir com ou sem eles.


Notas Finais


Lembrem-se - Comentários bem elaborados, críticas construtivas, e a opinião de vocês sempre me motivam a querer continuar escrevendo.

Espero que tenham gostado.
Até breve.
Lembrete, não comam fezes de fezes de Bahamut misturadas com feijão do Vazio e o cuspe do cozinheiro.
Bye.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...