História As Crônicas de Lwellyn - Capítulo 14


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Tags Rpg
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpem pela falta de conteúdo ultimamente, e também pela má qualidade desse capítulo, eu planejo concertá-lo em breve, se for possível, minha desculpa é que eu estou bem doente, mesmo assim, obrigado por ler!

Capítulo 14 - Medo do Desconhecido


Caído de costas no chão, observei Beatriz. Ela parecia um pouco assustada, porém mais confusa que qualquer outra coisa.

- Hora, estávamos apenas treinando – Nathanael gesticulou – Peço-lhe desculpas se acabei te assustando, poderia eu repagar com um passeio pelo barco?

Ela colocou uma mão na cintura, olhou para os dois lados, e decidiu então suspirar enquanto andava até o conde

- Suponho que não há mal nisso – Beatriz o pegou pelo cotovelo – Eu precisava mesmo falar com você...

Enquanto eu escutava a conversa deles, recolhia minha armadura, e após pegar tudo, decidi descer as escadas ao deque inferior.

As tábuas rangiam a cada degrau, e ao descer me deparei com um corredor extenso de madeira, algumas poucas arandelas iluminando o caminho. Portas também de madeira quebravam a retidão do corredor tanto a esquerda quanto a direita. Eu não sabia com qual quarto eu havia ficado, então explorei o corredor em busca duma porta aberta, dito e feito, achei uma entreaberta com uma fraca luz vinda de dentro.

Empurrei lentamente a porta e me deparei com o simples dormitório, nada de luxo, dois beliches, um de cada lado do quarto, uma escrivaninha e o resto do quarto preenchido com caixas, barris e redes de pesca. Sentado na quina da escrivaninha estava Ruzev, conversando com Maria, que parecia mais interessada em seu livro.

- Ah, Dsan! – Disse Ruzev – Acho que você vai ficar com a cama de baixo, junto com um outro marinheiro.

Ele parecia sorrir, achava engraçado.

- Então não vamos ficar todos juntos – Eu apontei o óbvio e olhei para Maria – O que está lendo?

- As Crônicas – Ela respondeu – Esses relatos são cheios de enigmas, talvez se eu resolver mais um eu descubra o local da próxima runa

- Ou talvez se não parar de trabalhar um pouco você vai explodir em chamas – Ruzev desce da escrivaninha e pega o livro da mão dela – Dê a si mesma um descanso!

- Você parece meio viciada em conhecimento – Eu falei enquanto guardava minha armadura debaixo da cama.

- Eu vivo de conhecimento! – Cruzou os braços.

Cinco segundos de silêncio depois, Ruzev não conseguiu se conter, e falou pulando da escrivaninha

- Bem, eu vou a dispensa comer algo, querem algo?

- Eu adoraria carne seca, se tiverem – Respondi.

Maria apenas moveu o pulso, quase que expulsando Ruzev do quarto, e então, mais cinco segundos de silêncio, mas dessa vez quebrados por mim:

- Você está com medo

O silêncio ecoou pelo quarto, sendo rebatido pelo barulho da madeira rangendo, e da água batendo contra as laterais do navio. Apenas um castiçal iluminava o quarto de cima da escrivaninha, colocado lá por Maria ao se sentar na cama e olhar para mim

- Com medo? – Ela deu um sorriso caloroso – Não estou com medo, nós vamos apenas pegar uma Runa de Lwellyn, que está com uma Sereia... vai dar tudo certo.

E após uma breve pausa, eu escutei quase como um sussurro

- Não vai?

Eu me deitei na cama e olhei para o teto, ou melhor, para a cama de cima.

- Sempre existe a dúvida, não é? – Eu ri – Ela cresce dentro de você, cada segundo mais forte, e quanto mais você pensa nela maior ela se torna, sua cabeça cria motivos para se ter medo.

Eu virei minha cabeça para ela

- Você está com medo, é visível, você está se remoendo por dentro, a incerteza é grande, mas sabe como combate-la?

Maria inclinou a cabeça, confusa

- Você combate o medo, a incerteza, através de seus objetivos – Gesticulei – Não vamos apenas pegar uma das runas lendárias, nós vamos usá-la para juntos por um fim nessa guerra maldita, vamos ganhar nosso respeito merecido.

- Eu queria ter tanta certeza, mas é um paradoxo – Ela suspirou, esfregando o rosto – Quanto mais eu sei, mais eu conheço o quanto eu não sei, e isso... isso é que me assusta, não saber...

- Esperança... – Eu retruquei o sorriso caloroso dela – Tenha esperança, porque se nós falharmos, ninguém fará nosso trabalho por nós.

Nos encaramos por alguns segundos, quase que trocando palavras pelo pensamento, e então ela se pôs a deitar. O silêncio de palavras as vezes me rasgava por dentro, eu sei que fiquei anos em isolamento, raramente visitando aldeias, mas isso sempre foi do meu espírito, descobrir o que aflige as pessoas, e tentar ajuda-las. E no caso desse grupo, todos tinham assuntos pendentes do passado, até hoje eu me pergunto quais as chances disso ter acontecido, essa exata formação de pessoas.

De qualquer modo o silêncio exterior, e o barulho de meus pensamentos foram ambos interrompidos por novamente um sussurro

- Obrigada

Momentos após isso, Ruzev voltou ao quarto, e me lançou três tiras de carne seca, enquanto comia uma maçã verde.

- Já vão dormir? – Ele subiu no beliche – Acabei de passar lá no convés e parece que o vampiro e a Beatriz estão cada vez mais próximos

O silêncio foi acompanhado de seu sopro, que apagou a vela, e assim me coloquei a dormir

Sonhei apenas por alguns segundos, não me lembro ao certo, mas, parecia com uma criança que me perguntava: “como você descobriu tão rápido? ”.

Acordei, bruscamente, quase caindo no chão, o barco havia tremido. Vesti minha armadura o mais rápido que pude e saí correndo ao convés, bem recebido por uma nova chacoalhada do navio eu saí a tempo suficiente para ver três enormes tornados a distância, e dois tentáculos enormes esmagando o navio, eu puxei minha espada, e corri, mas como instinto eu olhei para cima, e notei um terceiro tentáculo verde, com ventosas, descendo na minha direção.

Tentei me esquivar, mas tarde demais, eu havia sido pego em cheio, e então eu apaguei. Acordei na água não muito tempo depois para ver o barco ainda sendo destruído, já quebrado em dois. A tempestade apenas piorava, e chegava cada vez mais perto.

Os marinheiros tentavam escapar usando dos botes, que eram puxados ao fundo do mar com facilidade, outros se jogavam ao mar, em esperança de encontrar algum pedaço de madeira para se flutuar em cima.

Foi então que a criatura que atacou o barco se emergiu da água. Era como um colossal polvo, engolindo o navio inteiro, com espaço para mais dez dentro de sua boca redonda e completamente lotada de dentes. E então, eu desmaiei novamente, dessa vez acertado por um pedaço de madeira lançado pela tempestade.

Pensando bem, eu já deveria estar morto anos atrás.


Notas Finais


Por favor me apontem os erros de gramática e de continuidade se existirem, obrigado!


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