História As Crônicas de Lwellyn - Capítulo 15


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Rpg
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Palavras 1.012
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 15 - Cidade Submersa


Fino, áspero. Minha pele queimava, e minha cabeça doía. O sol ardido e excessivamente quente transformava o ruim em algo pior. Eu estava fraco, não conseguia me movimentar, e então uma contração involuntária – vomitei água – ou melhor, tirei ela de meus pulmões, e me virei com a barriga pra cima.

Abri meus olhos para presenciar a infernal luminosidade desértica, ao menos eu estava em terra firme, ou assim esperava. Juntei minhas forças e me levantei, pés bambos na areia fina de uma praia, nada distante duma selva.

Olhando tanto para a direita quanto para a esquerda, somente mais praia, e no horizonte algumas ilhas, mas eu não enxergava ninguém. Demorei um tempo para perceber, mas a movimentação do meu braço direito fez-me logo notar o que causava tanta dor.

Estava quebrado, talvez com uma fratura exposta, o importante é que doía. Me sentei na areia e com cuidado tirei o braço direito da armadura, para então ver o braço quebrado.

Eu não tinha nenhuma poção, e não tinha afinidade nenhuma com magia natural, então minha única opção foi rasgar uma parte de minhas roupas, tentar colocar o osso no lugar, e imobilizar meu braço, tarefa que não foi nada fácil.

Parecia ser meio dia quando eu decidi rondar a praia em busca de sobreviventes, naquele momento tudo de ruim passava na minha cabeça, mas eu não iria embora sem antes achar alguém.

O quebrar das ondas na praia combinado com o canto de dezenas de pássaros apelavam para minha alma, trazendo a solidão da paisagem recente à tona. Eu estava cansado, faminto, e com sede, mas aquilo não me impediu de finalmente encontrar um corpo na praia.

Me aproximei do que parecia ser uma mulher de longos cabelos negros, me ajoelhei e a virei, era Beatriz, respirando, graças aos Deuses.

- Beatriz? – Disse com uma mão em seu ombro – Consegue me escutar? Acorde

Seus olhos lilás lentamente piscaram ao encontro de foco e sentido, até finalmente encontrar meu rosto, tossir pra esquerda e se levantar aos tropeços.

Olhou pra mim um pouco assustada, mas logo veio na minha direção e se agachou do meu lado

- O que aconteceu? – Tocou no meu braço ferido – Me lembro de barulhos, e então... uma besta?

- Pelo que eu vi, um Kraken – Olhei ao oceano – Destruiu o navio sem que pudéssemos fazer nada a respeito.

Ela olhou para o mar e voltou seu olhar para meu braço

- Pois permaneças parado, vou tratar da tua ferida

Ela segurou meu braço com as duas pequenas mãos – se comparadas a mim, claro – e senti um conforto, como se fosse uma massagem, ou como se eu estivesse perto duma lareira num dia frio, mas tão rápido quanto começou a magia, ela terminou, e meu braço, embora dolorido, estava útil novamente.

Após usar a magia ela ameaçou tombar de lado, mas logo voltou com uma mão na cabeça.

- Você está bem? – Perguntei com uma mão em seu braço, para que não caísse.

- Sim... apenas um tanto casada. Mas ainda temos de procurar os outros.

Me levantei e a ajudei a fazer o mesmo, e andamos mais uns cem metros pela praia, até encontrarmos uma escadaria de mármore cortando a selva, indo à um lugar desconhecido. Nós começamos a andar em direção a escadaria, até notarmos que Ruzev, Nathanael e Maria desciam as escadas, ou melhor, Nathanael e Ruzev carregavam Maria escada abaixo.

- Nathanael! – Beatriz correu em sua direção e o abraçou assim que deitou Maria no chão.

Andei até Ruzev, deixando o que acontecia entre o conde e a feiticeira em paz, e perguntei:

- O que tem lá em cima? Ela está bem?

Ruzev estava ajoelhado, e visivelmente cansado, ofegante, mesmo assim respondeu:

- Existe um homem morando no topo dessa escadaria, ele disse algumas coisas sem sentido, e que não ajudaram muito, deve estar louco pelo isolamento – Gesticulou – Maria está bem, ela nos salvou das garras do oceano, mas sua mana acabou, ela vai ficar inconsciente por um tempo.

Nathanael se aproximou ainda de pé, e coberto por seu capuz

- Mas o homem disse sim algo de utilidade – Apontou ao oceano – Estamos deveras perto do reino de Amira, se alguém sabe como respirar debaixo d’água, a hora de falar é agora.

Então Ruzev anunciou:

- Talvez eu possa ajudar – Coçou o cotovelo – Conheço magia de vento, se eu me concentrar, talvez consiga respirar por algum tempo.

Nathanael então fitou Beatriz por algum tempo e disse

- Entristece-me pedir, mas – Foi interrompido pela mesma

- Não preocupe-te, hei de permanecer ao lado dela – Afirmou com o balançar da cabeça – Apenas não morras, isto vale para todos!

Ela olhou para baixo, mas não por muito tempo, visto que Nathanael ergueu seu queixo com o dedo indicador, e a beijou. As mãos dela em suas costas, e as dele na cintura dela. Eles se separaram, e Nathanael andou ao lado de Ruzev e eu.

- Bem, faça o que tem de ser feito – Ele disse

Inquieto eu perguntei

- Vampiros respiram?

- Claro que sim, apenas somos criaturas noturnas, não mortos vivos, não teríamos inteligência de outra forma, ou metabolizaríamos sangue.

- Faz sentido – Concluí após alguns segundos

Ruzev, enquanto isso preparou três runas azul claro, e deu uma para mim, e uma para Nathanael

- Coloquem no pescoço como um colar, deve fazer uma bolha de ar que se recicla na água – Ele colocou no próprio pescoço e foi andando e afundando nas aguas marinhas.

Obviamente, eu e Nathanael fizemos o mesmo, colocamos as runas e descemos ao oceano, esperando encontrar o reino das sereias.

Apenas cerca de um minuto de caminhada descendo no mar, e já podíamos ver as luzes amarelas da cidade aquática, brilhando e se estendendo para cima como algas. Podia-se ver também as muralhas cercando a cidade, o que na minha mente era inútil, visto que o reino ficava submerso, e qualquer um poderia nadar por cima da muralha, todavia, as estruturas grandes, brancas e douradas ainda eram magníficas.

Quem diria que eu iria viver para ver a cidade das sereias.

 


Notas Finais


AVISO: Infelizmente (ou talvez felizmente) eu fui chamado para servir ao exército brasileiro, e estou sendo chamado em todas as etapas, o que pode significar, talvez, um final precoce à história, visto que não terei tempo para continuá-la caso eu realmente sirva. Sendo assim, e deixando o clima num suspense maldito, eu dou minha palavra que caso eu seja selecionado, eu vos avisarei para que não esperem por algo que nunca chegará, até lá, minhas sinceras desculpas

~Lunar


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