História As Crônicas do Sol e da Lua: Sangue E Cinzas (Volume I) - Capítulo 1


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Lírica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Poesias, Romance e Novela, Saga, Seinen, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Como sabiamente dizia o Stephen King, 'as coisas mais importantes são as mais difíceis de dizer'. Este livro significa tudo pra mim; minha primeira ideia original e peculiar que ousou ultrapassar as barreiras do óbvio. Dediquei grande parte da minha vida aos livros, especialmente à aqueles com ideias utópicas e excêntricas com um leve toque de suspense e mistério. Eu sempre gostei de escrever, mas anteriormente eu costumava acreditar que isto era um sonho, algo fora de alcance, mas agora...isto...isto é parte de mim, o que me impede de torna-me sensata pois como já dizia o Edgar "eu me tornei insano com longos intervalos de horrível sanidade.". Escrever para mim é uma descoberta incrível e entusiasmante, eu espero poder me tornar uma boa escritora.

Capítulo 1 - I


No princípio há muitas eras antes que houvesse batalhas entre reis, antes que tivesse amor nos olhos de um jovem, antes que a maldade corrompesse a essência dos mortais; havia apenas um deus chamado Sirius, que percorria o vazio. E o vazio estava nele. Sentindo-se só, depositou um pouco de seu espírito sobre o vazio e assim o calor de seu íntimo preencheu o cosmos, dando luz aos destinos, fazendo surgir Damyra, a deusa do amor, Sirius então deitou-se com ela. Ela dá à luz à um kronit, chamado de Aruk.

Com o passar dos séculos os kronit se multiplicaram e Aruk cresceu e virou homem, e era apaixonado por sua genetriz. Estava disposto a dar sua vida para tê-la somente para si. Em um dado momento, assistiu sua mãe tomar banho, louco de desejo tomou-a para si. Ao amanhecer, mesmo estando envergonhada a musa contou sobre o fato ao governador, que vestido pela fúria ordenou que Aruk comparecesse ao céu para ser julgado.

Ele apareceu, mas não estava sozinho. Seguido por seus irmãos e irmãs pelejou durante eras versus Sirius e os irmãos que eram leais ao pai. Sirius, compreendendo que jamais venceria a guerra, cunhou novamente uma criatura desta vez, deu-lhes raciocínio, promovendo a compreensão em meio ao sensato e o injusto; chamou-os de ansur que quer dizer 'filho dos deuses'. O governador do cosmos foi morto em ação, pelo próprio filho. Entretanto o líder dos ansur; Klítyo condenou o restante dos kronit.

Contudo, assim que a guerra épica entre os deuses estava ganha e os sobreviventes banidos no desértico continente de Domar. A paz regressou a imperar, e os mortais (outra criação do grande deus Sirius, porém nem todos compreendiam a sentido da vida, ou conseguiam apontar o certo e o errado, uns se corrompiam e a iniquidade aprofundava-se em seus espíritos) clamaram por um rei; laurearam então Kohel, O Cordial; um rei sábio, vinculou todas as aldeias de Regno, estabeleceu a fé nas divindades e julgou sacrilégio o incesto, a indecência, a traição, e o adultério, formou a guarda real e outras colocações administrativas, amparou os plebeus e lutou em guerras; foi um adorado soberano até sua morte aos cinquenta e três anos, mas anos antes de vir a falecer de febre, o último ansur Klítyo voltou a vê-lo para dar-lhe de beber seu próprio sangue e isso lhe deu a chance de novamente existir com Sirius e com os outros ansur.

A benção igualmente foi dada ao consecutivo rei que conduziu em Regno; Thomas, O Majestoso filho de Kohel e Linorah, um mortal glorioso, excelentíssimo militar, incrivelmente estratégico, instituiu o comércio no continente, transformou o costume de vida organizando a criação de vilas e edifícios. Morreu aos quarenta e sete anos de cólera.

O trono passou para seu filho Kayus, O Ponderado, muito controlador e entediado, odiava governar e preocupar-se com a população, não falava sobre guerras. Planeou a Assembleia Dos Quatro Nobres; partilhou o continente em quatro regiões. Aos vinte e sete anos casou-se com Alla e tiveram três filhos; Inarus, Vincent, e Aradir também tiveram uma filha, da qual chamaram-na de Líria, a pequena princesa recebeu este nome pois na manhã de seu nascer o seu irmão mais velho levou para ela três ramalhos de lírios. O rei tirou sua própria vida aos trinta e nove anos; desolado pela morte do pai, o menino Inarus de dez anos, atira-se ao mar e perece.

Coroa-se então Vincent; o majestoso. Com quinze anos casou-se com Lya filha de Dominic, o nobre do Leste; juntos tiveram três filhos; Egnon, Hepuno e Kholin. O rei construiu educandários e bibliotecas; alargou em dez vezes mil o número de soldados no exército; mas não era venerado pelo povo.

Deste modo Regno tinha agora cinco deuses; Siruis; Deus controlador do universo; Kohel; Deus da prosperidade; Thomas; Deus da sabedoria; Kayus; Deus da seriedade; e em um tempo futuro; Vincent; Deus da proteção à família.

Neste mundo, há três porções gigantescas de terras; o centralizado na esquerda é chamado de Tartab, o que está no núcleo é chamado de Regno, e por fim na direita está à direita é o desértico continente de Domar para onde o mal foi banido, uma ilha que pertencente as terras de Regno chamada de Arius, e dois grandes oceanos o Mar das Espadas (devido à grande quantidade de corsários.) E o Mar Dourado (uma referência ao modo como as águas ficam após o pôr do sol.) 

Regno é regido por um rei chamado Vincent que tinha três filhos. Egnon era o mais velho, tinha vinte anos, em todo o império nunca se notou alguma pessoa tão cômica como ele; Hepuno era o seu segundo filho, com dezenove anos ele era o mais ético e moral dos três; e além disso tinha Kholin, com quinze anos era o mais moço e casto dos irmãos.

Aquela tarde estava ensolarada, e o príncipe mais novo treinava empunhado a espada contra seu instrutor, ele era bom, entretanto seu irmão mais velho era melhor. Esplêndida era a maneira como Egnon brandia a espada versus seus oponentes e isto trazia um demasiado orgulho à Vincent, Hepuno jamais seria capaz de alçar uma espada, era simplório para isto, porém atirava bravamente com o arco e flecha. Ao concluir o treinamento o garoto foi ao seu leito com o propósito banhar-se e limpar seu corpo transpirado e exausto; ao adentrar ali deparou-se com a presença de um jovem pulcro de cabelos loiros, pele brônzea, olhos verdes, nariz reto, lábios finos e alto, alinhado à janela de seu aposento.

-O que você faz aqui? -Questionou o irmão mais novo ao mais velho.

-Papai exige nosso comparecimento no salão real; e a do lerdo também. -O herdeiro sorriu como um crápula ao mencionar ao outro príncipe.

-Ele não gosta deste epíteto, o faz sentir-se mal. -O mais jovem consecutivamente tentara resguardar o irmão das nequícias de Egnon, suas tentativas jamais obtiveram êxito algum.

O primogênito virou-se de costas, estando frente à frente ao irmão, e marchou até ele.

-Hepuno está aqui para defender-se? -O loiro mais velho indagou com chateação, o questionado denegou com a cabeça.

-Ótimo. Não faça isso novamente -Ele sussurrou um modo hostil, girou e retirava-se do quarto.

-Ele é nosso irmão Egnon. Porque odiá-lo? - O interrogou pela segunda vez, como dito anteriormente ele era um menino casto, a maldade era ignota para ele.

-Você o considera seu irmão, eu o considero uma aberração. -Egnon não é um homem insensível, ríspido, agressivo, jocoso ou egocêntrico ele apenas é inábil de tolerar satisfatoriamente com o turbilhão de sentimentos que tem, possivelmente isto foi causado pela intimidação de perder o amor de sua mãe para um irmão mais novo, perante isto o futuro sucessor sentia ciúmes de Hepuno.

Perto da noite, os três irmãos seguiam em silêncio para sala do trono. As paredes do corredor do castelo eram feitas de pedras em uma cor cinza escuro, os melhores arquitetos foram chamados para erguer aquela belíssima fortificação. Ao chegarem na frente da sala do rei, dois guardas reais precatados com uma lança e escudo cada um resguardavam as portas; as armaduras dos soldados eram feitas de uma prata reluzente. Eles afastaram-se do caminho e os nobres adentraram.

-Mandou nos avocar pai? -Perguntou o mais novo. A sala do trono era de uma dimensão demasiada. Haviam seis pilares que sustinham o teto, cada um estava à cinco metros de distância e em elevação mediam vinte metros, nos muros tochas foram anexadas para aclarar o recinto, o trono era feito de ouro e era em cima de um relance de escadas, situado junto à parede.

-Sim, aproximem-se. -Vincent fez um sinal com a mão, indicando que apenas o mais ancestral precisaria acercar-se. Ele levantou-se do trono ficou de frente para Egnon, o rei olhava no fundo dos olhos do príncipe, e dividia o mirar dentre os outros dois filhos.

-Meu filho, meu primogênito, e meu herdeiro. Jamais presumi em vê-lo tão amadurecido, em breve tu serás um rei, e como tal deverás ter uma mulher para gerar teus filhos, estes o sucederão após tua morte, no entanto, para isto dar-se a ocorrer, inicialmente deve casar-te. A princesa de Tarbat virá para Regno e tu casará com ela como forma de aliança entre nossos continentes.

-Como? -Egnon enrugou o cenho. Kholin e Hepuno deram risada com o escândalo.

-Tens 20 anos; até já passou a idade de casar! -O rei modificou o tom de voz; não gritou, porém não falou baixo.

-Recuso-me a casar com uma estrangeira! -Egnon também alterou a voz.

-Você fará o que eu lhe ordenar, sou seu pai e acima de tudo sou o seu rei. O mínimo que deve a mim é reverência, seu moleque.

-Majestade eu não entendo, se iria falar sobre o porvindouro casamento do nosso irmão; porque eu e Kholin estamos aqui? -Intuindo que a ocorrência havia ficado tensa, Hepuno, pela primeira vez indagou (ele costumava permanecer silenciado na presença do pai e  na de Egnon.). O primogênito arcou uma das sobrancelhas; surpreso e Vincent olhou para ele.

-Oh claro, eu havia me esquecido. Kholin, diga-me já sabe usar uma espada? -O rei desviou sua atenção do legatário e dirigiu-se em caminhares até encontrar-se próximo do filho mais novo.

-Sim, mas não muito bem eu ainda não completei minha treinagem. -O príncipe abandonou o modo elegante que tinha em presença do pai, sendo mais arranjado.

-Ótimo, você lutará com Hepuno no dia do casamento do seu irmão. -O monarca revelou partindo para sentar-se de volta ao trono.

-Não posso afrontar Kholin, primeiro porque ele é meu irmão, segundo porque seria injusto; mal sei eu erguer uma espada. -Hepuno promulgou, a sua aflição podia ser sentida em sua voz e expressão facial.

-E você acha que eu me importo? Essa é uma tradição da família que existe desde o tempo do avô do meu avô, não abrirei mão dela por você. Homens de verdade não fogem do combate. -Vincent pronunciou de forma descortês. Aquilo feriu o príncipe de forma poderosa, o filho do soberano abaixou a cabeça sentindo-se envergonhado.

-Pai, com certeza poderíamos invalidar o duelo e conseguir outra atração para o casamento. Além disso quem se importa com uma tradição com mais de cem anos? –Kholin sempre ousava proteger o irmão, certamente falharia mais uma vez.

-Não fale tolices, meu filho! Ambos se afrontarão até que um ceda.- A realeza autoritária não consentiu que o duelo fosse abolido. Por dentro era o que mais ambicionava, ver o único filho que odiava ser diminuído perante de todos.

-Está bem. -O príncipe mais jovem suspirou esmorecido. Ele olhou para o irmão e sussurrou algo como "sinto muito"

-Podemos ir pai? -Egnon voltou a proferir. Ele era demasiadamente arteiro, havia antes ficado em silêncio esperando a hora apropriada de falar. De tal modo, assim como o pai queria vê-lo padecer.

-Sim. - O rei anuí com a cabeça e os príncipes seguiram seus caminhos; Egnon saiu do castelo para caçar cervos com os amigos; Hepuno voltou para o quarto; Kholin por fim tomou o banho pelo qual esperava.

Ainda à tarde, pouco tempo após o almoço Hepuno encontrava-se debruçado sobre a sacada da escada do palácio. Trajava vestes simples; camisa de bata bege de manga longa feita de camurça, calça costurada a mão feita de couro preto, as botas com amarrações que calçava iam até a altura do seu calcanhar.

A paisagem que observava era linda; a grama era verde, rosas rubras e amarelas, violetas roxas, e lírios brancos causavam colorido ao jardim, o céu estava em um tom azul-celeste, nuvens de diferentes contornos também estavam presentes, o sol chamejava forte, focando-se era possível ouvir o majestoso canto das andorinhas, e ainda ao além via-se uma cadeia de montanhas.

Os pensamentos do sábio príncipe não se constituíam sobre a vista, e sim o acontecimento do qual seria protagonista. Duas coisas o afligiam: o medo da derrota, a vergonha de ser tido como brando.

O silêncio teve seu fim assim que ouviu caminhares vindo do corredor; era Antão, o nobre do Norte, amigo do rei e tutor de seus filhos. Dentre todos os seus discípulos, sem dúvidas e oscilações o príncipe que era o segundo mais velho era seu aluno preferido.

Ele era promissor demonstrava atributos que seus irmãos não apresentavam, nem nunca apresentariam; o garoto era altruísta, sensível, leal e compreensivo; porém não tinha o coração puro de Kholin, sendo assim a maldade e iniquidade eram livres para corromper seu espírito.

Antão situou-se ao lado de Hepuno; sua fisionomia era diferente dos irmãos sua pele era lívida, seus cabelos eram negros curtos e com franja, seus olhos eram azuis, nariz reto e lábios finos.

-O que lhe aflige? -Antão disse, um sorriso brincava em seus lábios.

-Não estou aflito. -Disse e fitou, o homem ao seu lado era um dos poucos que lhe compreendia. Ele era um pouco mais alto que ele, tinha cabelos na altura dos ombros e castanhos, rosto circular, olhos castanhos, nariz curto, lábios assimétricos, pele clara.

-Sim, você está. Quando era menino e tinha medo corria para cá, agora é homem, ainda foge de seus medos? -O interrogou. É provável que o príncipe não tenha rebate para essa pergunta, sendo assim apenas abaixou a cabeça e suspirou. Tomou seu fôlego novamente, ergueu a cabeça e disse-lhe:

-Não temo a morte, nem julgamentos, tão pouco a espada de meu irmão. Lutarei pela vitória, e se for o caso aceitarei a derrota, mas não lutarei por uma reputação ou para agradar meu pai. Farei isso, mas glória não é o que meu coração deseja. -Hepuno proferiu e estava cheio de audácia, Antão estava incrédulo e orgulhoso com o que havia ouvido.

-Permaneça neste caminho, não se corrompa como Egnon, cuide também para que Kholin não vá para este caminho. Vocês estão destinados a algo maior que todos nós. -Disse e repousou sua mão direita no ombro do rapaz. Como em um passe de mágica o moreno trocou sua expressão facial, ele estava impressionado.

-Eu...serei rei? –O duque interrogou o conselheiro. Antão gargalhou.

-Não, você jamais ocupará o trono. Entretanto, será você que vai extinguir o mal deste mundo. -O respondeu.

-E quanto a Kholin, qual será o destino dele? -Mais uma vez o questionou.

-Ele será um rei inesquecível, mas por agora são apenas três príncipes. -Disse o mago, e deu um sorriso.

-Entendi. -Disse e anuiu com a cabeça.


Notas Finais


Esse foi o primeiro capítulo, garanto que o segundo será bem maior e mais empolgante, está bem?
XX


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