História As Desculpas nas Curvas do teu Corpo - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, V
Tags Best Friends Forever, Boate, Kookv, Shiinya Ama Muito Taekook, Taekook, Top!taehyung, Vkook
Visualizações 411
Palavras 4.994
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hello! Como vocês estão? espero que bem

tentei bater meu record de postagem que provavelmente são 21h de algum dia aí, ashausd

bom, eu trouxe uma nova taekook pra vocês, sinto falta de escrever com o otp, então eu pensei 'por que não?' e por um milagre eu escrevi isso aqui, milagre sim, porque o colégio me ferra bastante e eu só to no 1º ano imagina os outros

okei, enfim, boa leitura pra vocês

> total pwp
> tops tae

Capítulo 1 - Saudade e ansiedade; único.


Jeongguk não sabe o que lhe deu na cabeça. Não entende porque resolveu ir até aquele lugar, tendo o conhecimento de que seus sentimentos de tristeza não o abandonariam. Mas, merda, ele só... foi.

Não recusou ao chamado de Seokjin, e agora está sobre uma pista de dança, deslizando os pés pelo salão enquanto tocava aquela música que infelizmente não ajudava. Quer dizer, seu desejo era fazer como a maioria; abraçar alguém e dançar agarrado, colado.

Porém, a única pessoa que sua mente insistia em fazê-lo imaginar estava longe de si.

Não como antes, já que aquele idiota foi morar em outro país há uns meses, e voltou há dois dias.

O copo que está em sua mão não tem requícios de uma bebida saudável, mas dane-se, Jeongguk só quer tentar tirar aquele garoto da sua cabeça. Tentar fingir que os fios lilases não faziam mais diferença em sua vida.

Tentar.

Droga, ele estava quase chorando no clube.

Já perdeu a conta de quantas pessoas se encostaram à si, quase como se quisessem uma chance, e Jeongguk as ignorou. Também, não sabia onde seu hyung se encontrava, e não ansiava saber, apenas sentir a batida era o suficiente para sua mente conturbada e tristemente, ainda apaixonada.

Quando seus olhos se abrem, tudo o que há a sua volta são casais e mais casais beijando-se, e parece que Jeongguk é o único desacompanhado ali — claro que não era, mas ele não consegue enxergá-las.

Está tudo parcialmente girando, enquanto seus pés ainda insistiam em deslizar pela pista, hora ou outra esbarrando naqueles que não se importavam, por estarem ocupado demais engolindo outras bocas.

O dia dos namorados, há quatro dias, também não ajudava.

Pode-se dizer que está nítido na mente de Jeongguk, a quantidade de casais que passearam de mãos grudadas pelos corredores. Não consegue esquecer-se de seu Seokjin-hyung ganhando chocolates, enquanto ele ficava lá, sozinho, imaginando como seria se certo garoto ainda estivesse com ele, se ainda estivesse ao seu lado — eles eram melhores amigos, apesar da paixão unilateral que vinha de Jeongguk —, e com certeza o pensamento o fez querer derramar lágrimas sobre seus lençóis brancos e bagunçados.

Ele finalmente cansa, suspira em derrota e sabe que sua aparência não deveria estar muito boa. Não estava errado, seu nariz visivelmente irritado estava avermelhado, denunciando o esforço que Jeongguk está tendo para tentar se sentir livre.

Mas a verdade é que há um laço tênue que não o permite desviar os pensamentos daquele maldito Kim de fios lilases que foi embora, levando consigo parte da sua rotina, que se resumia a estar praticamente colado todos os dias.

Jeongguk se dirige até a parte das bebidas, o bar onde o velho senhor servia copos para pessoas animadas com seus parceiros — ou não. Senta-se sobre um dos bancos, e percebe que o local está parcialmente vazio além de uma figura de fios vermelhos que estava próximo a si, não ao seu lado, mas próximo. Alguém que ele não faz questão de observar.

— O que deseja, jovem? — A música alta o obrigada a aumentar o tom de voz, posteriormente ganhando um sorriso melancólico de Jeongguk, que mostrava que nada estava bem, e o que queria era apenas alguma coisa que o fizesse esquecer de uma vez por todas que sua vida não é mais a mesma sem aquele garoto.

O atendente não precisou de mais nada para providenciar uma bebida forte e entregar o copo cheio até sua metade.

— Obrigado — Agradece, girando o canudinho colorido. Apoia o rosto sobre a mão, suspirando audivelmente; ganha um sorriso reconfortante do velho senhor que está acostumado com adolescentes depressivos por perto.

Jeongguk beberica um gole da bebida amarga, fazendo careta com o sabor, mas que logo se suavizava ao reconhecer. Onde estava Seokjin-hyung? Havia esquecido que tinha um dongsaeng para cuidar?

Provavelmente tinha achado uma companhia que o forçou a isso.

Foi com esse pensamento que virou o copo em mãos, percorrendo a língua nos lábios no instante seguinte, arrancando uma risada marota do senhor atendente, que preparava uma nova bebida.

Deixou o objeto de lado, curvando-se sobre a bancada e deitando-se ali, a observar a única companhia que havia o notado. O bartender, claro.

— Essa foi por conta da casa, — o senhor inicia, colocando a frente de Jeongguk outro copo, dessa vez a coloração sendo mais clara, trazendo estranheza para o de fios escuros. — E esta agora, foi do moço ruivo do lado... Ele está te assistindo desde que você sentou aí.

As batidas do coração de Jeongguk dispararam consideravelmente conforme seu olhar se erguia para a tal figura mencionada. É como se tudo ocorresse igual a um filme clichê, seus olhos notam o rapaz bonito que tem o lábio mordido, em um puro sinal de nervosismo.

— É um moço bonito, você tem sorte — As palavras vieram do atendente que agora se dirigia à outra extremidade do bar, o deixando (de certo modo) sozinho com o desconhecido.

...que não era tão desconhecido assim.

Jeongguk abre a boca e ofega ao tentar produzir alguma frase, há perplexidade no seu olhar, mesclado com o sentimento de raiva e tristeza que parece o querer fazer sucumbir.

O que tem de diferente nele?

Os fios ruivos. Mas, além disso, não tem nada que faça Jeongguk se perguntar o que ele fazia no exterior.

Sua atenção se volta para baixo, ao reconhecer aquele garoto. Não tinha sorte, absolutamente não tinha. Ele pensa sobre isso enquanto seus dedos colocam uma mecha do seu cabelo atrás da orelha.

Jeongguk quer sair dali o mais rápido possível e até tenta fazer, se erguendo do banco alto, mas dígitos envolveram seu pulso de forma firme. Quando o Jeon se vira para xingar Taehyung de todos os nomes possíveis, nada sai. Ele está com raiva, muita raiva, mas não consegue fazer nada.

Deseja jogar-se de uma ponte, por esse motivo.

O Jeon não estava bêbado para visualizar coisas imaginárias; sequer pessoas. Era sim Kim Taehyung que segurava seu braço, é Kim Taehyung quem o encara com medo, com saudade, com insegurança.

— Você não mudou nada — A frase clichê vem dos lábios vermelhos de Taehyung, que ainda sim não folga o aperto no pulso de Jeongguk. Não quer deixá-lo ir, não novamente...

— Não posso dizer o mesmo de você — Praticamente cospe para fora. Não quer enfrentar aquele sentimento chato que se instala em seu interior, que revira em ansiedade. Prefere acreditar que ir embora é a melhor solução, mas isso não é facilitado por Taehyung, que se aproxima, o suficiente para deixar Jeongguk mais perdido.

— Claro que pode — Solta um riso sem graça. — Eu só pintei o cabelo. Ainda sou... Seu Tae-hyung.

Jeongguk está surpreso com a fala alheia, mas não demonstra isso, somente utiliza da força para se livrar do aperto de Taehyung, e assim que consegue seus pés novamente deslizam pelo salão, mas dessa vez não em uma dança, e sim em uma fuga.

O amontoado de pessoas animadas e suadas quase não o deixou passar, mas mesmo assim, Jeongguk esbarrou em cada uma, sentindo um queimar no pulso, onde Taehyung o havia tocado.

 A porta de entrada logo foi encontrada, e Jeongguk suspirou em alívio ao obter ar puro. O som alto vibrava em seus ouvidos fortemente, o causava uma leve dor de cabeça. Mas apenas o ar gélido batendo de encontro com seu rosto quente o fazia se sentir um pouco — 2% — melhor.

Os seus passos foram apressados, enquanto buscava seu celular no bolso da calça, sendo obrigado a fazer uma pausa para enxergar os números da sua lista de contato, direito.

Porém, rapidamente se sentiu frustrado, ao constatar que Seokjin-hyung não atenderia seu telefonema.

As ruas estão desprovidas de pessoas, existem apenas carros por todo o lugar. Se houvesse alguém por perto, deveria se encontrar na parte mais escura da estrada, onde o poste iluminava precariamente.

Seus pelos eriçam quando nota estar literalmente sozinho.

Até ouvir o típico som que denunciava um carro sendo destravado. Sua curiosidade é grande, mas o caminho até sua casa era longo, por isso tratou de apertar os passos, quase sendo rápido o suficiente para despistar uma alma humana, mas o toque em seu pulso mais uma vez o impossibilitou, dessa vez a relutância foi maior, antes que seus olhos mirassem Taehyung.

— Nós precisamos conversar — O tom dele é sério, quase assusta Jeongguk já que desconhecia esse lado do ex melhor amigo.

— E ainda fala que eu posso dizer que você não mudou, o Taehyung que conheci primeiramente nunca me forçaria a ter uma conversa dessas! — Jeongguk se debate, mas os dois braços estão sendo segurados, e é difícil com a proximidade de Taehyung e o álcool percorrendo seu sangue.

Ele visualiza a expressão do Kim se transformando em algo que poderia se dizer que era surpresa, contudo, a ignora, preparando-se para gritar um pedido de socorro.

— Jeongguk!

— Kim Taehyung!

— Eu só estou te pedindo um tempo pra conversar... Por favor — Ele tenta, quase obtendo sucesso ao ver os olhos marejados de Jeongguk encontrar os seus. É instantâneo para que se aproxime mais, envolvendo o corpo bonito com seus braços.

O rosto de Taehyung não tarda em se encontrar na curva do pescoço do Jeon, enquanto seus dedos agarram a camiseta alheia com força, é como se existisse dor em Taehyung. E Jeongguk percebe isso, também nota a rapidez que retribui o abraço, mesmo que ainda quisesse muito jogá-lo no oceano com tubarões.

Eles ficam na mesma posição por alguns segundos, antes que Taehyung a desfaça, percebendo que Jeongguk não iria relutar mais — não por enquanto. Os olhares se encontram de novo, numa intensidade grande, parece que eles estão decorando novamente cada detalhe dos rostos.

Taehyung leva Jeongguk até seu carro, sem precisar pedir nada para que ele entre de boa vontade. Um leve sorriso adorna seus lábios com isso, e internamente ele está agradecendo pela chance que os céus o deram.

Após entrar no lugar do motorista e travar as portas, Taehyung encosta-se ao volante, respirando fundo em ansiedade, na tentativa de acalmar as próprias batidas do coração.

— Aonde você vai me levar? — Jeongguk quebra o silêncio com a pergunta. Soa como se estivesse se controlando, e de certo modo, é isso mesmo.

— Meu apartamento.

Taehyung se ergue, morde o lábio inferior quando seus dígitos instantaneamente se dirigem até a bela face de Jeongguk, o forçando com suavidade que a atenção seja voltada para si.

Eles se olham, Jeongguk ofega, e Taehyung não consegue se conter, sua saudade é grande, é dolorosa. Aproxima-se dele, visualiza os lábios vermelhos se entreabrindo, e os olhos se fechando fortemente. Taehyung deixa um riso fraco escapar, é a primeira vez que cede às suas vontades e também é a primeira vez que faz isso.

É a primeira vez que toca os lábios dele com os seus.

Como pôde aguentar tanto tempo sem fazer isso?

Droga, Jeongguk tinha a boca tão convidativa, tão bonita.

Queria ser capaz de dizer não, de negar aquele toque singelo. Mas, Jeongguk tem um peso sobre si, que o arrepia. Faz de conta que não irá se arrepender depois, e tasca um foda-se mentalmente, antes de levar os dedos gélidos até a face bem cuidada do outro, dedilhando-a com cuidado, quase como se houvesse medo.

Medo de que Taehyung lhe dê as costas mais uma vez e voe para longe, e o deixe a mercê de uma tristeza e saudades que não desejava para ninguém, pois é mais que avassalador o sentimento pesado de culpa — algo que não faz sentido algum, desde que foi o Kim a permitir que o contato entre eles fosse fragmentado em pedaços miúdos, quase inexistente.

O fato de ser ilusório se devendo ao que poderia chamar de laço ambíguo, porque se não houvesse nada, se não houvesse a sensação de falta não estariam ali, deixando que as bocas se conhecessem em uma primeira vez.

Taehyung sente uma explosão de fogos de artifícios, é como se pudesse continuar por muito mais tempo, como se a parte da aceitação não fosse complicada. Quando seus lábios se entreabrem, inicia-se um beijo intenso, onde as línguas se mexem em conjunto, e Taehyung pode jurar que Jeongguk era a melhor e pior coisa que aconteceu em sua vida — sua maldita vida onde foi obrigado a largá-lo em prantos no aeroporto, já que seus pais não se importavam com aquela aproximação que os dois tinham.

O aperto no coração do Kim se intensifica com os retalhos de lembrança que o atormentam desde aquele fatídico dia. Mas, no momento, quando tudo se torna mais quente, ele tenta se focar no presente, porque os lábios de Jeongguk movendo-se junto aos seus se assemelhava aos seus sonhos.

Os dígitos nervosos de Taehyung vão de encontro com a cintura do outro, onde deixa um suave aperto, como se quisesse comprovar que era real, e droga, era sim. Jeongguk embrenhando os dedos em seus fios ruivos e macios não se parecia nada com algo que não fosse a realidade. É um baque, um choque que percorre os corpanzis saudosos de contato.

Em um súbito ato de excitação e ansiedade, as mãos de Taehyung puxam Jeongguk para si, o força a sair do banco em que se encontra — Jeongguk sequer está raciocinando direito, o efeito do álcool, porém, não era o total causador daquela mistura insana de emoções —, e o traz ao seu colo. O beijo é impedido pelas ações, contudo, torna-se ainda melhor quando conseguem aquela posição.

E droga, Jeongguk só quer agarrar Taehyung com destreza, experimentar de cada tipo de beijo que ele possa o dar, — sendo o primeiro aquele onde o tesão comanda os interiores. Ele não vai reclamar disso, sequer pensa nessa possibilidade, porque está ocupado demais experimentando puxar e puxar a roupa do Kim, descontando tanto a sua raiva, quando a sua vontade louca de continuar com aquilo até o amanhecer.

— Quente... — O murmúrio escapa da boca maltratada de Jeongguk, que afasta-se apenas para se pronunciar, antes de voltar ao ósculo, sentindo os dedos alheios se infiltrarem em seu cabelo, estirando-os. O faz abrir os lábios em surpresa, não demorando em sentir os dentes afiados mordiscando seu inferior, repuxando-o para fora, logo retornando ao beijo.

A resposta, no entanto, foi apenas um suspiro sonoro em confirmação. Taehyung não parecia se ligar que estavam dentro de um automóvel, quase em frente à boate de outrora, e dane-se, ele invade a camiseta de Jeongguk, tocando suas costas, trazendo arrepios pelo contato e choque elétrico que os ocorrem, sem pensar em mais nada — além do quanto quer aquilo, e o quanto sofreu para conseguir voltar.

O som dos estalos tornava tudo melhor, sem falar que Gguk não consegue ficar quieto sobre o colo de Taehyung, instigando-o de uma forma inconsciente, e quando ele cola os corpos excitados, sente as mãos alheias apalpando suas nádegas, o forçando para frente cada vez mais.

Droga, droga.

— Taehyungie — O ar rarefeito obrigou os dois a darem uma pausa nos beijos fervescentes, e Jeongguk aproveita-se da sua posição para arriscar-se a aspirar do cheiro de perfume caro sobre a tez do pescoço do atual ruivo, brincando com a boca ao distribuir selares que arrepiavam.

— Eu senti tanto a sua falta — Ele inicia, acariciando a nuca do outro, mantendo-se daquela maneira tão próxima que o deixava sem saber o que fazer. — Não queria ter te deixado aqui... Acredite que, se eu pudesse, eu te levava para morar comigo.

Silêncio. Taehyung apenas sabe que Jeongguk não caiu nos braços de Morfeu porque ainda há os dedos indecentes trilhando o mesmo caminho por sua cintura, permitindo uma carícia casta — que no momento, de inocente não havia nada devido à quantidade absurda de excitação que toma conta deles.

De repente, a voz de Jeongguk ecoa no ambiente abafado, os olhos trilhando o caminho até encontrar os semelhantes os observando atentamente, — onde você estava?

— Nova York — Soa com receio, após fechar os olhos por segundos e voltar sua atenção ao Gguk sobre o seu colo.

Nova York, Kim? — Jeongguk quase não acredita, sente um desejo de socar Taehyung até que toda a sua raiva e tristeza seja eliminada do seu coração e mente. Mas, não o realiza porque o efeito dele sobre si é de calmante, apesar de não estar tão controlado assim.

— Não pude evitar, Jeonggukie... — Suspira, as galáxias no seu olhar tremelicam com o sentimento de culpa se instalando mais uma vez. — Mas, eu juro que estou de volta. Pra ficar. E se você me aceitar de volta, não irá se arrepender.

— Você tem muito à me explicar.

— E eu vou.

— Como podemos voltar a sermos melhores amigos, se não nos conhecemos mais? — Taehyung não esperava por essa resposta, apesar de ter noção do quão chateado Jeongguk esteve e ainda está.

— Não é pra tanto, mas podemos nos conhecer de novo de outra maneira — Não controla sua língua, quando sua destra escorrega para dentro das vestes de Jeongguk, dedilhando suas costas em um carinho bom.

— Ah, é? — Retoricamente, ele questiona. — Qual?

— Dessa maneira de agora, onde eu vou tocar você sem roupas, e vai fazer o mesmo comigo — Ofegam com a fala. O de madeixas negras afirma em um aceno, deixando que sua camiseta seja removida do seu corpo, após erguer os braços, imaginando que no dia seguinte, provavelmente remoer-se-ia.

Ao estar sem o tecido escuro, Jeongguk se sente pequeno com o olhar admirador que recebia do Kim. Não se cobre como deseja, porém, porque os dígitos que resvalam por sua pele exposta faz milhões de pássaros se revirarem em seu interior, e a sensação é mais que boa, é a melhor que poderia ter.

A intensidade na qual seus ofegos se tornam mais frequentes se deve ao fato de Taehyung o tocar com os lábios os botões rosados e sensíveis, beijando com delicadeza, ao que as mãos se apossavam de suas coxas, apertando-as fortemente. ‘Constrangido’ seria a palavra que descrevia o Jeon, imaginar que era Kim Taehyung o tocando tão intimamente ainda era inacreditável. Por quanto tempo deixou-se esquivar das manobras que eram seus sentimentos? Quantas vezes ele quis que Taehyung não somente dormisse na mesma casa que ele em dias quaisquer?

De fato, indescritível.

Suscetível aos toques de Taehyung, o Jeon tem a boca entreaberta que soltava sons lascivos, denunciando sua sensibilidade.

É a partir daí que as coisas andam para o lado mais obsceno. Jeongguk tem os botões da calça sendo libertos de suas casas, e dedos se infiltrando em sua roupa íntima, resvalando-se por sua intimidade quente — como todo o seu interior. Mordisca o lábio inferior em deleite, visualizando o certo momento em que seu pênis foi explanado, sua glande pingando em tesão.

Taehyung sorri para si, o afasta e o encosta sobre o volante. A buzina soa estridente, mas eles não dão a mínima, principalmente o dono do carro, que se empenha em envolver a destra em Jeongguk, o masturbando rapidamente. Suas mãos gélidas eriçando todos os pelinhos existentes em Jeongguk.

— Tae — Os olhinhos do mais novo se arregalam, buscam os do Kim, e eles estão brilhando para si. Recebe um sorriso antes que toda atenção se volte para o ato obsceno.

O som molhado e as lamúrias sussurradas de Jeongguk fazem Taehyung pulsar sob as vestes apertadas. Libera um longo suspiro, sentindo os ombros serem apertados pelas mãos inquietas de um Gguk em estado de êxtase.

Pode assisti-lo contrair-se de forma que demonstrava o quão estava delicioso o trabalho de sua mão pressionando o pênis túrgido. Experimenta esfregar o polegar na glande inchada, quase sorrindo ao que instantaneamente a fenda libera pré-sêmen em abundância.

Os efeitos de Taehyung em Jeongguk são esses.

O Kim abandona o pênis necessitado, trazendo o rosto de Jeongguk para perto do seu a fim de iniciar mais um ósculo barulhento. O Jeon está quase se derretendo nas mãos alheias.

— Vá para o banco de trás, eu quero fazer algo com você — Comenta entre os lábios maltratados, os cantinhos da sua boca se repuxando em um sorriso retangular, ao que Jeongguk o obedecia.

Não tirou os olhos do garoto alcoolizado até que estivesse removendo o restante das roupas sobre o assento do automóvel chique. Aproveita para fazer o mesmo consigo, sendo rápido em eliminar os sapatos, calça, suéter e camiseta, não se desfazendo somente da cueca cinza — havia um ponto molhado ali, e Taehyung conteve a vontade de se tocar como ansiava.

Seguiu Jeongguk e o assistiu movimentar a destra em seu falo, a respiração ofegante mostrando que não iria aguentar por muito tempo. Um rastro branco o mela os dedos, enquanto estes se empenhavam em uma velocidade avançada.

— Deite, Gguk.

Realiza-o. O Kim assiste o corpo bonito se ajustarem no banco, e logo está por cima dele, fazendo um trajeto úmido com sua boca na pele sensível.

— Por favor, Tae... Me faça gozar — Quase suplica, o pulsar do seu pênis se fazendo presente e intenso, enquanto seu interior se alastra em fogo intenso, queimando-se com o pecado que era as sensações prazerosas que estava sentindo.

— Feche os olhos, Jeonggukie.

Jeongguk confirma em um ‘sim’ arrastado, assemelha-se a um gemido quando sente a boca que outrora o beijava, chupando sua glande, lambendo-a, tocando-a e melando os dígitos de branco. A sensação gostosa o faz sentir vontade de fechar suas pernas, mas Taehyung entre elas não o permite.

É apenas questão de tempo para que os dedos de Taehyung sejam sujos de porra, Jeongguk está tão sensível para si, tão maleável por suas mãos. Ainda permanece o estimulando, a espera de prolongar o ápice, por dentro, seu interior está banhado em satisfação por ter feito seu dongsaeng se sentir bem.

O mais novo está tremendo sob o contato dos lábios de Taehyung em suas coxas agora, mordiscando-as com volúpia, marcando a tez com uma suavidade inexistente. Jeongguk leva a canhota até as madeixas ruivas bagunçadas, puxando-as como forma de descontar o alto teor de prazer. É como se tudo colaborasse para sua vulnerabilidade, e quer se estapear por estar desse modo.

Não deveria se culpar, afinal... Era Taehyung ali.

O dono de seus pensamentos puros e impuros, de seus sonhos impossíveis e bonitos. O garoto que sempre esteve ao seu lado e de repente se muda para outro país, voltando quase um ano depois.

É uma droga.

Porque Jeongguk ainda sabe que os sentimentos estão ali, e percebe a reciprocidade quando os olhos de Taehyung brilham em uma combustão de galáxias da via láctea, seduzindo e instigando a decair naquele mar confuso que era aquela relação.

Eram melhores amigos.

Passaram para ex-colegas.

E agora são amantes.

Porra, Kim Taehyung!

Jeongguk assemelha-se a alguém que nunca foi. Não quando não era Taehyung que estava consigo, seja lá para o que fosse.

O que importa, agora, são os dedos lubrificados do Kim em contato com sua entrada pulsante — havia um pacote de lubrificante no porta-objeto da BMW e Jeongguk não quer imaginar o porquê, somente agradece mentalmente por não precisar de tanto esforço como iria acontecer se não tivessem aquele extra;

Eles trocam olhares significativos, e Jeongguk abre a boca, pronuncia palavras exatas que faz o fogo de Taehyung subir e subir, ocasionando no pulsar em seu pau. — Eu quero você.

— Eu também — A resposta é rápida e clara, logo os dedos de Taehyung se forçam a entrar em Jeongguk, sendo um pouco difícil devido aonde se encontravam, mas o esforço vale a pena, pois estão ansiosos para o que vem depois.

O Jeon arranha o revestimento do banco, suas unhas curtas quase o estragando por conta da intensidade. As pernas se abrem para facilitar a penetração, e seu corpo inteiro está agitado, as batidas do coração se acelerando em um ritmo desenfreado, quase fazendo doer.

Seus olhos são fechados ao sentir os dígitos movendo dentro de si; os lábios entreabertos permitem que Jeongguk choramingue, lamurie, chie. É um belo som aos ouvidos de Taehyung, que se concentra em prepará-lo para o que vem.

Apesar de que dedos não cheguem tão perto do estrago que seu pau iria fazer.

Caralho.

É tão clichê a maneira como Jeongguk se sente, parece que vê estrelas. Tem algo que se alastra cada vez mais, mais, mais, e seu pênis não tarda em se mostrar desperto novamente. Seus dedos são rápidos para envolvê-lo e tentar seguir o ritmo de Taehyung em sua entrada.

Ele revira os olhos por dentro das pálpebras, geme o nome do Kim tantas vezes que se tornam incontáveis. Agracia o hyung com sua voz rouca, grunhindo ao ter mais um dedo contorcendo-se dentro de si, tocando-o com destreza.

Ao total são três.

Taehyung acha bonito o modo como Jeongguk se curva com as pernas dobradas no ar, expondo-se ao máximo possível para si.

— Está preparado?

— Por favor, venha de uma vez! — Capta o olhar ansioso de Taehyung e desce o seu próprio para a boxer passeando pelas pernas do Kim até encontrar outro lugar (junto com suas roupas). Ele admira o corpo desprovido de qualquer tecido, mordisca o lábio inferior em antecipação; estremece ao assistir Taehyung masturbando-se antes de se posicionar entre suas coxas.

O Kim direciona seu pênis até a entrada de Jeongguk e a pincela, melando-a. Vê o jeito que está pulsando a sua espera, e provoca um pouco mais, pressionando a glande ali, sem a penetrar de verdade.

Seu dongsaeng treme, e ele pode perceber os dedinhos dos belos pés se contorcendo pelo prazer. Não consegue ignorar, e em um súbito ato casto, sela diversas vezes vários pontos da pele imaculada da perna de Jeongguk, alcançando seu pé e sorrindo ao fazer cócegas com os selinhos que deixou ali.

— Taehyungie...!

Soa reprovador, mas em seu rosto tem uma expressão de graça, o sorriso fofo mostrando os dentinhos quase perfeitamente alinhados — Taehyung gosta de tal ato, faz Jeongguk parecer um coelhinho. Por isso, se direciona a outra perna, totalmente atento as reações do Jeon, que mordisca o lábio inferior na tentativa de conter aquele bendito sorriso que não quer lhe deixar a face.

Taehyung retribui o ato, agora, segurando as coxas de Jeongguk, desfazendo-se do momento fofo ao que forçava seu pênis para a cavidade apertada.

— Droga, Ggukie...

— Tae-ah...!

O ruivo deita sobre o corpanzil de leves curvas, custando-lhe pouco para alcançar a boca — que já dizia estar viciado — e beijá-la como se não houvesse amanhã. Jeongguk é veloz ao enlaçar os braços ao redor do pescoço do Kim, puxando-o mais para perto ao que recebe a língua curiosa se tocando a sua como em uma dança excitante.

Os movimentos se iniciam com o rebolar que Jeongguk faz, conduz Taehyung a estocá-lo com perícia. Os sons de tesão que eles fazem se mesclam com a música alta da boate — que ainda sim é possível se escutar, mesmo com os vidros fechados (e embaçados).

Se Jeongguk pudesse pronunciar algo além de pedidos e gemidos, provavelmente diria que Taehyung era o maior idiota gostoso por quem já teve uma paixãozinha possivelmente não platônica.

E, Taehyung responderia que não se importava com os xingamentos, contanto que continuassem grudados como antigamente, em uma tentativa de deixar tudo o melhor e mais confortável possível.

— Pode... Pode se virar de quatro para mim?

Ggukie responde com um beijo feroz, antes de obedecê-lo fielmente, gostando da adrenalina que percorre suas veias ao se dar conta que estavam transando em um local público.

Suas mãos se apoiam no vidro fumê que impossibilita pessoas de fora os notarem naquela situação constrangedora. Sente uma ardência na nádega direita provinda do tapa que recebe ali; um sorriso torto é libertino o suficiente para Taehyung, que consegue vê-lo ao apoiar o rosto ali também.

As costas de Jeongguk logo se tornam alvo de mordidas suaves, mas capazes de deixar leves marcas para que pudessem visualizar depois.

Sim, eles teriam o amanhã.

Taehyung não demora em voltar a investir forte em Jeongguk, agarrando-se a sua cintura, seus dedos afundando na pele macia. A boca não parando segundo nenhum na atividade de morder os ombros e costa do Jeon.

— Mais... Tae-ah!

Taehyung envolve sua ereção negligenciada, masturbando-a com maestria. Os espasmos se tornam mais frequentes em ambos, mesmo por motivos divergentes.

O prazer que toma os dois garotos é suficiente para que percebam que a distância entre eles só os faziam mal. De um lado do mundo, Taehyung se culpava intensamente por de certo modo, abandonar o melhor amigo — que foi aparado por Seokjin-hyung no aeroporto. E, mesmo que os dois soubessem o motivo, Jeongguk apenas não queria acreditar. Do outro, o Jeon perdia a cada dia, um pedaço do sentimento de satisfação, só voltando a reconhecê-lo ao transar no exato momento, dentro do carro de Taehyung.

Em um curto período de tempo, Jeongguk se fragmenta em mil pedacinhos, novamente sujando à si e ao Kim, e droga, era excitante de qualquer forma, sim, imaginar os dedos alheios sujos com porra deixava o dongsaeng ainda mais quente.

As mãos de Ggukie se dirigem até as nádegas de Taehyung, onde deixa apertos fortes e o incentiva a ir mais rápido.

E mais, mais, mais.

— Porra, Taehyungie...

O Kim sorri enquanto seu rosto se encontra na curvatura do pescoço de Jeongguk. Seu pênis está pulsando no interior que o pressiona, é demais para aguentar. O clímax chega quando Jeongguk chama por seu nome de maneira arrastada, a sensibilidade sendo totalmente exposta quando o corpo alheio amolece sob o seu.

— Goza dentro de mim, hyung, por favor — Taehyung fecha os olhos com força, o pedindo soando como uma ordem e é coincidência demais quando se enterra ainda mais fundo em Jeongguk e o pedido sendo realizado.

Eles gemem em conjunto com a sensação prazerosa. Os dedos de Taehyung alcançando os de Jeongguk sobre o vidro fumê embaçado do automóvel.

É a primeira vez que eles fazem isso.

E com certeza, repetiriam quantas vezes fossem possíveis a cada situação que pudessem.

— Ei, Tae...

— Hm?

— Eu pensei que você fosse me levar para o seu apartamento.

Taehyung deixa um sorriso bobo escapar, tem esperanças de que Jeongguk vá o desculpar — se não já o tivesse feito antes.

— E eu vou, baby.


Notas Finais


Gostaram? Espero que sim

(Aliás eu to numa raiva com meu celular formatei ele todo de novo grrr não sabem o meu ódio por esse objeto)

okei, okei, eu nunca sei oque falar por aqui...

Obrigada, e até a próxima ♥


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