História As Diferenças Enganam - Capítulo 41


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bullying, Comedia, Drama, Lesbicas, Romance
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Palavras 1.657
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Harem, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 41 - Um Oceano


Meus pais eram um casal consideravelmente jovem. Eles faziam muitas coisas juntos, apesar de meu pai ser presidente de uma construtora e mamãe professora do colegial, eles sempre conseguiam tempo para ficar bons momentos juntos e seus planos era viajar para outros pais e conhecer o mundo. Mas viviam adiando e quando finalmente marcaram a data, eu tive que dar a notícia sobre Christopher não estar bem. Mamãe claro, logo afirmou que iria sair de perto do filho, preocupada com ele e com o neto que viria em breve.

- Vou marcar uma consulta para ele amanhã mesmo, tenho um amigo que é ótimo profissional. - Disse meu pai.

- Querido, você marca mas a Kris diz que foi ela. Não quero que ele saiba que nos contou, prefiro esperar até que decida ele mesmo vir conversar conosco. - Eu espirrava sem parar e já tinha usado quase toda a caixa de lenços que mamãe rimja colocado sobre a mesa. - Você não esta nada bem.

- Mas e a Lara? Ela ainda nem sabe que o parto vai ser mais cedo e acha que o marido esta traindo ou sei lá...

- Eu vou com ela na segunda fazer o acompanhamento e convenço eles para que venham passar um tempo aqui antes mesmo do parto, e fiquem até depois para que eu ajude com o bebê.

- Ok, agora vou para cara.

- Filha fica aqui, eu faço uma sopinha. - Sorri segurando a mão dela que estava pousada sobre meu braço.

- Não quero dar trabalho, não se preocupe, alguém vai cuidar de mim. - Ela sorriu.

- Mande um beijo para Vitória.

- Mandarei. - Levantei e inclinei para dar um beijo em seu rosto, logo em seguida outro em meu pai.

Quando cheguei em casa tomei um longo banho morno e depois de vestir um pijama quentinho, fiz um chá e tomei remédios.

Contava os minutos a espera de Vitória e ela chegou apenas depois das dez. Quando a vi em minha frente tudo que mais desejava e fiz foi abraça-la puxando seu corpo para dentro e fechando a porta com o pé.

- Quanta saudade. - Murmurou ela enquanto eu quase a esmagava. - Aconteceu alguma coisa?

- Como você sabe que não é apenas saudade? - Afastei e ela analisou meu rosto.

- Não sei, apenas senti pelo abraço. - Caminhamos até o sofá e sentamos juntas. Coloquei as pernas por cima das dela e a abraçei deitando a cabeça em seu ombro sentindo o cheiro gostoso que apenas ela tinha.

- Christopher está com depressão. - Falei baixinho sentindo sua mão acariciando meus cabelos. - E isso esta afetando o casamento e Lara que vai acabar tendo que fazer o parto antes do previsto.

- Vamos ajudá-los, vai ficar tudo bem. - Levantei a cabeça e olhei seu rosto bem de perto.

- Vai mesmo? - Ela confirmou com a cabeça. - Eu acredito em você, me sinto melhor. - Vitória sorriu e depositou um beijo em minha testa.

- Já tomou remédio? - Confirmei. - Comeu?

- Ainda não.

- Eu demorei porque estava fazendo isso. - Afastei-me para que ela pudesse pegar a grande bolsa que estava do lado. De lá tirou uma marmita térmica que colocou sobre minhas pernas e senti que estava morna. - Imaginei que você não teria igredientes aqui então fiz em casa.

- O quê? - Abri a tampa e vi que era sopa.

- Não é qualquer sopa, é a sopa que vai te curar. - Ri e ela pegou meu rosto entre as mãos e depositou um selinho em meus lábios.

- Você vai ficar resfriada! - Levantei e fui em direção a cozinha pegar uma colher.

Depois de tomar a sopa, nos aconchegamos em minha cama e ganhei um cafuné gostoso que quase me fazia dormir.

- Nem parece aquela cama do dormitório em que a gente se espremida para ficar juntas. - Disse ela enquanto eu brincava com seus dedos tentando me manter acordada.

- E eu acordava toda quebrada depois de você pegar todo o espaço. - Sua risada gostosa ecoou pelo quarto.

- Naquela época eu não pensava no futuro. Hoje já me imagino aguentando sua bagunça e cozinhando para você enquanto cuida das crianças.

- Isso significa um sim pra um pedido de casamento?

- Existe a possibilidade de eu ser pedida? - Levantei o rosto para encara-la.

- Esta brincando?

- Sim estou. - Sorrindo beijou minha bochecha. - Sei que você é louca por mim.

- Aquilo que você disse antes, sobre esperar o tempo que fosse. Se você sabia que iriamos voltar quando nos encontrassemos então por que não voltou antes?

- Porque estava magoada. E eu não passei todos esses anos apenas em um lugar, viajei por vários países fotografando, não foi só você quem focou no trabalho. Verá o resultado disso na exposição.

- E se eu estivesse namorando? Se não voltassemos?

- Eu não sou a pessoa mais segura do mundo quando estou longe de você. Apesar de imaginar que poderiamos nos dar uma nova chance, também cogitei a possibilidade de você não ter mais nenhuma gotinha de sentimentos.

- Eu tenho um oceno inteiro.

- Percebi isso quando conversamos na casa de campo, bastou parar a sua frente e te olhar nos olhos eu soube.

- Não sou tão óbvia.

- Claro que é, está escrito na sua testa.

- Quando você aprendeu a ser tão convencida?

- Melhor você dormir, amanhã é o dia da despedida de solteiro.

- Tem razão. - Ela deu mais um beijo em minha testa e viramos de frente nos abraçando enquanto fechava os olhos.

Eu realmente acordei melhor e após me despedir de Vitória na garagem do prédio, parti para um longo dia de trabalho.

Como ainda não estava totalmente recuperada, acabei ficando mais cansada do que o normal. A noite eu procurava lugares para sentar sentindo-se uma idosa e colocando Vanessa para trabalhar. Pretendia ir embora cedo já que não seria necessário ficar. Mas claro, esperei para ver os convidados chegarem e em especial Vitória que por sinal estava linda em um de seus vestidos curtos que eu já não estava gostando nada.

Nem mesmo no frio ela ia para um evento usando algo que cobrisse as pernas? Me perguntava isso quando para minha completa irritação, vi que logo depois dela vinha Ricky.

Depois de me procurar com os olhos ela sorriu acenando em minha direção. Como eu já estava de saída fui ao seu encontro e Ricky sorriu ao me reconhecer.

- Sua amiga está aqui.

- Na verdade ela esta trabalhando. - Disse Vitória vindo para meu lado e segurando minha mão. - Nos vemos depois. - Ela me arrastou para um canto como se fugisse do tal amigo e não gostei nada daquilo.

- Qual o problema?

- Você está melhor? - confirmei. - Eu vou ter que começar a gravar agora, não posso perder nada.

- Já estou de saída.

- Então nos vemos amanhã. - levei a mão ao rosto dela e dei um breve selinho, mas quando ia afastar Vitória impediu e me beijou de forma urgente, porém rápido, me deixando totalmente desorientada e saiu.

Acordei as seis da manhã com o telefone tocando, era Vitória me acordando para avisar que as nove iria fotografar Lara e eu tinha que estar lá o mais cedo possível. Na verdade ela queria apenas ver minha cara pois eu não tinha nada a ver com aquilo, mesmo assim levantei e com uma disposição assustadora me arrumei.

Não tomei café e claro, mamãe tinha preparado comida para um batalhão de pessoas. Encontrei Vitória no antigo quarto de Christopher maquiando Lara que vestia um espécie de sutiã de chochê e uma saia longa que com certeza ela quem fez, deixando a barriga a mostra.

- Você chegou! - As duas me olharam ao entrar e me joguei na cama.

- Essa make minha namorada aprendeu com as patricinhas na época de facul. - Vitória revirou os olhos e ri alto.

- Estou feliz que vocês finalmente se acertaram. - Lara olhava o reflexo no espelho enquanto Vitória colocava uma coroa de flores em sua cabeça. - É clichê mas eu adorei.

- Queria que vestisse a roupa daquele estilista que falei, mas se insiste. - Vitória fazia um bico visivelmente desaprovando.

- Alice vai gostar quando ver. -Acariciava a barriga.

- Cadê o Christopher? - Sentei na cama rapidamenre, preocupada.

- Em casa, estamos fazendo uma pequena reforma no quarto da Alice.

- Vamos logo para o jardim, aproveitando que o céu nos agraciou com um dia quente. - Minha namorada saiu com Lara e fui logo em seguida.

Mamãe ficou maravilhada ao ver Lara, afinal ela quem ensinou a nora a fazer crochê, deixando-a viciada. Logo todas fomos para o Jardim onde Vitória começou os cliques. Eu sentei enquanto observava de longe e minha mãe sentou-se ao meu lado.

- Vou fazer um ensaio com seu pai. - Disse ela toda animada.

- Vai pagar?

- Por que pagaria? Minha nora quem ofereceu.

- Que família interesseira, se aproveitando de mimha namorada. - Rimos enquanto ela segurava minha mão.

- Será que agora da certo?

- Claro, vamos casar.

- Você pediu?- Neguei. - Tem que ser especial. Christopher pediu Lara em meio a brincadeiras bobas, ela nem conseguia acreditar que estava noiva, mesmo com o anel no dedo. Seu pai me pediu em casamento no dia de minha formatura, foi algo grande. Até hoje quando encontro colegas de turma nosso noivado é lembrado por eles.

- Um noivado épico. - Sorri inclinando a cabeça em seu ombro. - Pensarei em algo especial. Quero ela para sempre igual a senhora e o papai.

- Minha menina cresceu.

A voz de Vitória nos chamou atenção e vimos que ela segurava Lara que apoiava-se em seu ombro. Corremos até lá e vi que minha cunhada estava sangrando. Imediatamente chamei uma ambulância que por sorte não demorou a chegar. Ela insistiu para que eu a acompanhasse no carro e mamãe foi com Vitória no dela. No caminho eu tentava ligar para Christopher mas ele não atendia. Lara não parava de repetir que salvasse o bebê e eu que já estava uma pilha de nervos, tentava fingir estar calma para tranquiliza-la.


Notas Finais


Então minha gente, a fic esta perto do fim, provavelmente tem apenas mais três capítulos e bye, bye! Obrigada pelos comentários, afinal foram eles que me fizeram chegar até aqui, mesmo parando e voltando, sempre me deram gás para escrever um novo capítulo. ❤


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