História As Duas Faces da Paixão - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Hunter x Hunter
Personagens Hisoka, Machi
Tags Hisoka, Hisokaxleitor, Hisokaxleitora, Hunterxhunter, Hxh
Visualizações 32
Palavras 2.233
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Hentai, Josei, Romance e Novela, Seinen, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


(Depois de um longo jejum sem postar novos capítulos, agora vamos que vamos! o/)

Capítulo 4 - Vésperas de Um Plano


Até as vésperas do casamento, |vc| teve que lidar com muitos pensamentos e nenhum deles |te| faziam chegar a uma sensata razão. Tudo ocorria perfeitamente, ambas as famílias estavam empolgadas com o casamento, inclusive o sonso do futuro sogro que, na frente dos outros, mostrava-se totalmente orgulhoso do casamento do filho e já |te| chamava de “filha”. E “filha” era algo que ele não via em |vc|. Absolutamente nada.

Na véspera do casamento, |sua| mãe havia perguntado se estava tudo bem como se algo tivesse passando pela cabeça dela. Mesmo angustiada e louca para falar ao menos que se sentia insegura, |vc| não falou nada. Só estava ansiosa, nada mais. E o homem tomava seu corpo e mente aos poucos, e |vc| queria dominar todo aquele impulso. Mas até o casamento, na hora do “sim”, talvez tudo isso passasse. Era o que |vc| mais esperava.

 

 

A pedido de Machi, |vc| foi até a casa do noivo pois ela acertaria detalhes de seu vestido e de outros afazeres envolvendo a festa. |Seu| noivo falava animadamente no buffet, Shizuko preparava os convites e Hisoka… olhava sentado à mesa todos se movendo, e concordando com as perguntas que lhe faziam a respeito dos detalhes.

— Está ótimo! — era uma das opiniões dele. Não estendia muito em detalhes, concentrava-se no autocontrole, pois |Seu Nome| era a mulher que também tirava-lhe os sonos às noites. Machi sempre fujona de suas carícias, parecia que a idade madura havia chegado para ela. Mas não para ele, que tinha um vigor sexual que poderia ser até mais ativo que o do jovem filho.

— Hisoka… não é uma opinião construtiva. — disse Machi, enquanto olhava os convites que estava também confeccionando em ricos detalhes.

— Mas nada tenho que criticar… vocês duas estão fazendo tudo certinho.

— E cadê a |Seu Nome|? — perguntou seu filho.

— Não sei… mas quer que eu vá chamá-la? — ofereceu-se o ruivo.

— Não se incomode, papai! Vou até ela. — disse o rapaz, se levantando mas não sem antes de beijar rapidamente a mão do pai.

E o rapaz foi até |vc|, que estava no jardim aos prantos. Ele diminuiu os passos, chegou até a noiva e tocou-|lhe| o ombro, fazendo |vc| se virar rapidamente, assustada.

— |Seu Apelido|… que faz aí chorando?

— Eu… não me sinto bem. — |vc| respondeu de uma forma levemente suspirada.

— Por quê? — ele se senta ao |teu| lado.

— Ah… nem sei o que dizer.

— Está ansiosa, não é? — ele |te| pegou na mão e a beijou. |Vc| sorriu discretamente, mas sacudia inconscientemente a cabeça. Aquilo intrigou o rapaz.

— Ah, eu te conheço! Você me esconde algo, |Seu Apelido|?

— ...sim e não. — não conseguia falar a verdade e também não conseguia mentir ao mesmo tempo.

— Então… fala-me tudo, afinal não há segredos entre nós! — ele pôs |sua| cabeça no ombro dele, confortando-|te|.

— Não há… — |vc| deixou escapar essas palavras sem perceber.

— ...não está segura ainda para se casar? A gente adia e…

— Não, chega! Não podemos mais adiar! — |vc| desencostou a cabeça do ombro dele e se levantou, andando um pouco mais para frente.

Ele |te| observava de um jeito que não |te| entendia.

— |Seu Nome|… vamos lá para dentro, vem! — ele se levanta e vai até você — vamos nos divertir ajudando a mamãe e a Shizu fazendo os convites…

— Vamos. — |vc| limpava o canto dos olhos. — Estou muito abatida… digo, com cara de chorosa?

— É… está um pouco. Vamos até o banheiro, lavar esses olhos!

O casal foi até o banheiro. Do corredor até o local onde |vc| e |seu| noivo caminhavam, alguém os seguiu. Dentro do banheiro, enquanto |vc| lavava o rosto, |seu| noivo a abraçou por trás e a beijou no pescoço, fazendo |vc| apertar levemente os lábios. E curioso que, naquele momento, não veio Hisoka “daquele jeito” em |sua| cabeça. Isso foi até interessante. Virando-se para ele, |vc| correspondeu a carícia do noivo com um beijo nos lábios, abraçando-o bem forte contra |seu| corpo, pressionando os |tipo dos seus| seios contra o peitoral dele.

— ...decidiu mesmo se… vai acontecer depois? Ou quer antecipar o ritual antes? — ele se referia a primeira vez do casal. E que também era sua.

— ...vale a pena esperar até a Lua-de-Mel? Que acha?

— O que você escolher, |Seu Nome|.

Ambos trocaram sorrisos e voltaram a se beijar. Da porta, Hisoka tentava escutar a conversa e conseguia entender o que o filho e a futura nora falavam. Ao ouvir a última palavra do filho, bateu à porta, como se quisesse usar o banheiro.

— Estão batendo lá fora… — |vc| comentou.

— Já vou sair!

— Sou eu!

Aquela voz… |vc| conhecia bem. Será que ficaria bem o sogro vendo os dois saírem dali?

— Já estamos saindo, pai!

Ao saírem, o homem primeiramente olhou para |vc| e pareceu adivinhar.

— Está tudo bem, querida?

— Er… sim, sim.

— Ela teve uma crise de alergia ao mexer naqueles antúrios e a trouxe para lavar o rosto. Só isso mesmo. — justificou o filho, mas Hisoka só fez uma cara de desconfiança para ele — É sério, papai! Que cara é essa?

— Relaxa, garoto! — ele deu leves tapinhas no ombro do filho — só estou brincando com você… sei que não faria nada que ela não quisesse… não é?

— Claro!

— Bom, se me permitem, com licença! — Hisoka entrou no banheiro e trancou a porta. E os dois saíram dali.

E o ruivo investigou cada canto do banheiro. Nada de estranho. Era vésperas do casamento, estava quase tudo pronto e ele precisava “dar o bote” em sua presa. Pensou ali em planos que favorecessem mais algum encontro casual. Mas não somente um encontro casual.

Ao ter a ideia, sorriu animado para o espelho que refletia sua bela e madura imagem. Sim, qual noivo não tem sua despedida de solteiro? E ele prepararia uma surpresa para seu filho… que também seria uma surpresa para aquela jovem que não saía de sua cabeça.

………………..

Os dias se passaram, chegando a noitada de solteiro que |seu| noivo sequer sabia. Junto com alguns conhecidos de Hisoka e Illumi, amigo mais próximo do pai do noivo que ajudou com o encontro surpresa numa boate. Mas Illumi não estava ali por “amizade”. Estava a serviço de Hisoka, que queria que assumisse sua forma enquanto estivesse fora da comemoração.

— Meu disfarce não dura muito tempo, você sabe. — comentou o homem de cabelos longos e negros.

— Umas cinco horas? Duraria?

— Acho q sim, mas o limite custa ser quatro horas. — acrescentou calmamente, sem alguma empolgação na voz.

— O máximo que puder. Vou te dar o sinal quando você tiver que agir. Ah, e a menina? Viu entrar na minha casa?

— Sim. Mas ela veio acompanhada por uma outra mulher.

— A mãe dela… — disse o ruivo, coçando o cavanhaque. — isso vai complicar um pouco para mim.

— Mas afinal… o que quer da noiva?

— Investigá-la. — obviamente ele escondeu as reais intenções, e mentindo razões — Ela não me pareceu de confiança. Ouvi coisas a respeito dela e preciso ver se meu filho não está enfiando o pé na jaca! — comentou rindo.

— ...entendo. — respondeu o moreno, como se suspeitasse de cada desculpa do amigo. Mas, como pagava bem os serviços, nem perguntava sobre o que era.

|Vc| estava com |sua| mãe na casa de Machi acertando detalhes do vestido de noiva, o mesmo que quase havia estragado completamente no dia em que quase foi a “presa” do Hisoka. |Vc| se olhava no espelho, para cada detalhe de |suas| curvas naquele vestido. |Vc| sentia um estranho calor dentro de si, não tão estranho pois já o conhecia bem. Era como se visse as mãos dele percorrendo pela |sua| cintura, tentando encontrar o laço de trás do vestido para desatá-lo. |Vc| fechou os olhos brevemente. Continha-se diante das duas mães que discutiam brevemente, mas não realmente, sobre detalhes do vestido que queriam que fossem certos.

“Devia se sentir envergonhada… diante de sua mãe… e da esposa dele...” |vc| pensava enquanto se olhava no espelho. Era quando se sentia mais empolgada diante daquela atração tão platônica e proibida. Hisoka… esse homem jamais deveria ter aparecido em |sua| vida. A aparição deste parece que pôs sua cabeça dividida e atentada em fazer uma loucura. Por mais que sentisse algo pelo noivo, o sogro… aquele futuro sogro… estava roubando-lhe a alma e o juízo.

— Insisto! O bordado dessa forma não é adequado para virgens! — |sua| mãe defendia sua ideia sobre o vestido.

— Que bobeira! E além disso, é ultrapassado esses conceitos de moda e de costume! |Seu Nome| não deve ficar brega na cerimônia. E sabemos que a roupa não vai ferir a reputação dela! — Machi defendia seu ponto de vista.

— Bom, já decidiram? — |vc| corta a conversa.

— Bem… o que acha?

— Vamos analisar novamente… — disse |vc|, tentando acalmar as duas.

Enquanto isso, Hisoka divertia-se (ou fingia se divertir) com o filho naquela boate cheia de dançarinas e prostitutas. Mas o filho confessou algo ao pai.

— Não… não quero desrespeitar minha noiva. Não passarei a noite com elas.

Isso complicava ainda mais. Rindo disfarçadamente, Hisoka pousou as mãos no ombro largo do filho e tentou convencê-lo ardilosamente de algo.

— Oras… ela não precisa saber de nada… e você não deve ir inexperiente para a cama, meu filho.

— Mas… ela vai inexperiente para a cama… não seria melhor que ambos estivessem iguais?

— ...não é muito bom. — o ruivo coçou levemente o cavanhaque que ainda dava um ar mais sexy para o homem maduro. Um de vocês deve ter experiência para guiar o outro. No caso… é você, filho.

— Não sei… — ele suspirou — vou pensar. Avisarei antes se eu quiser ficar até o final.

— Tudo bem, garotão! — ele beijou brevemente a testa do filho. Sim, ainda amava aquele filho, não queria magoá-lo, de fato. Mas ele ainda estava louco pela mulher dele e precisava, ao menos, ter apenas uma única oportunidade com esta.

Saiu de perto do filho, deixando-o com os amigos dele. Viu uma das mulheres e a chamou, conversando alguma coisa com ela. Em seguida, foi até o rapaz e deu uma taça de bebida, a qual ele aceitou, mas não bebeu. E ela ficou ali, tentando fazer companhia junto com outras que se aproximavam para entreter os outros amigos dele.

Nesse momento, |vc| estava na sala conversando com as duas senhoras, quando o |seu| celular tocou.

— Com licença...alô? — |vc| atendeu.

— Shhh… — a voz do outro lado pedia silêncio.

Aquela voz… em um tom quase hipnotizante.

— Você…

— Quem é? — |sua| mãe fez a pergunta apenas movendo os lábios.

— Er… meu noivo, esperem um pouco! — |vc| mentiu, saindo da presença das duas, que riram olhando uma para outra.

— Quem te deu meu número?! — |vc| perguntou meio invocada.

— Eu descubro tudo o que quero… chérie

|Vc| apertou os lábios, respirando fundo. |Suas| pupilas dilatavam.

...por que está ligando?

—  Por que preciso de você… essa noite, — e ele não |te| deixou nem responder antes de concluir — e não me negue.

— Não cansa de me irritar?

— Irritar? Não… eu não te irrito… nem um pouco… — ele falava bem provocativo, fazendo |vc| quase revirar os olhos.

— ...Hisoka…

— Diga-me… está com você duas senhorinhas muito simpáticas?

— ...sim. Minha mãe e sua esposa. Sua esposa… — |vc| destacou no final.

— Ótimo… apenas… peço que convença a mamãe que fique essa noite aí, afinal está muito tarde para sair, não?

— ...por que faz isso?

— É preciso acalmar de uma vez… esse clima que existe entre nós, |Seu Nome|.

— Então… você quer pedir desculpas pessoalmente agora, Hisoka?

— É… digamos de, de uma forma, sim.

— ...verei o que posso fazer.

— Sua mamãe nada te nega… e mais, peça que ela fique também. Faça isso… vamos resolver entre nós o que tem de ser resolvido?

|Vc| apertou o celular na mão. Se ele quer a mãe ali, talvez ele não tivesse a pior intenção. Era o que |vc| pensava. Mas |seu| inconsciente parecia que queria obedecê-lo, e não a |ti|.

— Deixa o celular ligado, finja que desligou. Depois, quando estiver sozinha, volte a falar comigo. Mas não desliga.

— ...está bem.

|Vc| apareceu novamente na sala.

— O que meu filho queria? Podemos saber? — perguntou Machi, em tom descontraído.

— Ele pediu se nós duas podemos ficar essa noite, ele vem e não quer que nós duas saia a essa hora da noite. — disse olhando para a mãe, e perguntou em seguida — podemos, mamãe?

— Ah! Estou cansada, mas não quero dar trabalho com hospedaria aqui!

— Trabalho algum! E não é a primeira vez que passa a noite aqui. — disse Machi.

— Foi um pedido dele, mas… vou avisá-lo que não vai dar. Se não ficar aqui, também não quero  passar sozinha aqui… não pela Machi, mas não fica muito bem, sabe... — |vc| usou essa tática para inspirar confiança nas duas. Hisoka ouvia pelo celular ligado, curvando os lábios em um sorriso satisfeito.

— Ora, que tolice! Ah, ah, essas moças de hoje ainda mais recatadas e inseguras que as da minha época de jovem! — Machi ria.

— Também acho… será que papariquei demais, assim? — comentou a outra.

— Bom… e a sua resposta, mamãe?

— Não se preocupe. Podemos passar a noite aqui, Sra. Machi? — perguntou |sua| mãe, simulando formalidades antigas a fim de entreter ali.

— Será uma honra, Sra. |Nome da Mãe|. — Machi entrou na brincadeira.

“Está parecendo que estão se convencendo...”, pensou Hisoka.

A mãe decidiu ficar. |Vc| conseguiu ficar um tempo sozinha e voltou a pegar no celular.

— Hisoka… está aí?

— Estou… gostei da forma que convenceu a sogrona do meu filho… agora, passarei algumas instruções antes de desligar. Faça o que eu disser. Não se arrependerá...



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