História The Stars - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Estrelas, Fluffly, Lenda, Rosa
Visualizações 9
Palavras 1.152
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Hey! Escrevi essa one-shot para uma amiga há muito tempo! Agora decidi que irei postar, pois realmente gostei da ideia da one.
Espero que gostem e tenham uma boa leitura! <3

Capítulo 1 - Minha Pequena Rosa (One Shot)


Fanfic / Fanfiction The Stars - Capítulo 1 - Minha Pequena Rosa (One Shot)

Bom, há muitos anos, tantos anos quanto grãos de areia na Terra, não havia nada. E sim, eu sei, algumas pessoas colocam a teoria do criacionismo agora, né? Enquanto outras colocam a teoria da evolução, se eu não estou enganado. Só que não é sobre isso que quero falar. 
No meio da escuridão e do vazio do planeta Terra havia uma única rosa. Uma rosa vermelha. Ninguém sabe ao certo como uma rosa vermelha poderia nascer no meio do nada que era o planeta, mas isso é apenas uma lenda. 

A rosa era a única vida presente no frio e enorme espaço da Terra. Não havia Sol, Lua ou estrelas. Não havia calor, apenas o frio. Não havia estações do ano ou alguma noção de tempo. Não havia nada que chegue a ser no mínimo parecido com o mundo que conhecemos hoje.

A rosa estava solitária, era como uma alma perdida. Apesar da delicadeza em sua aparência, os espinhos ainda podiam machucar, mas não havia ninguém. Ninguém que pudesse admirar o seu aroma, sua delicadeza e/ou sua insensibilidade ao machucar alguém que tentasse toca-la. Não havia nada e nem ninguém. Então o que restava para a pobre e pequena rosa era seus lamentos silêncios em meio ao enorme espaço vazio.

Os dias passavam, mas como não se havia noção de tempo, nem dia e nem noite, para a única vida que existia na Terra era como se o tempo, os dias, os meses, os anos, os séculos, eles não passassem. Era como se estivesse congelada no tempo.

Depois de muitos anos, um senhor, que foi conhecido como Senhor dos Céus começou a governar a Terra e o planeta começou a ganhar vida. Como isso aconteceu? Não se sabe ao certo. 
Esse Senhor dos Céus teve um filho que logo depois se tornou o Senhor da Terra, e então chegamos a lenda do surgimento do Sol e da Lua. 

Finalmente a pequena rosa estava rodeada de vida, calor e o tempo parecia descongelar. Tudo parecia em perfeita ordem, mas tempos sombrios estavam para chegar...

Os mortais não conseguiram manter a paz entre si e isso ocasionou as guerras, o caos e a destruição. Sangue era derramado a todo o instante, o medo era constante e todas coisas que eram consideras boas simplesmente deixaram de ser importantes. 

A rosa foi obrigada a estar lá para "ver" todos os finais e o fim estava praticamente escrito. O fim de vidas, o fim da paz, o fim do amor, o fim da compaixão, o fim do remorso, o fim de tudo. 
E com o fim, vem um novo início. O início das guerras, do ódio, das pessoas isentas de sentimentos, da sanguinolência. O início da crueldade e, por fim, da destruição completa da Terra.

Com o passar dos séculos, tudo parecia se acalmar, mas o mundo não voltou a ser como era antes. Afinal, as pessoas aprenderam o que era medo, o que era ódio e o que era a morte e depois disso nada mais voltaria a ser o mesmo.
A rosa já não era tão bela como antes, estava murchando. Os espinhos não eram mais tão ameaçadores como antes, afinal uma rosa morrendo não pode machucar ninguém mais. Pois é, a crueldade do mundo começou a destruir lentamente a pobre rosa. Ela estava apodrecendo.

E então a rosa voltou a fazer o que fazia quando a Terra ainda era vazia, lamentar. Lamentava por si, lamentava pela tolice dos mortais, lamentava pela destruição e lamentava ainda mais por saber que não seria amada. Ou pelo menos ela achava.
A rosa pensava que não poderia ser amada mais, afinal não estava tão bela quanto queria estar, não podia se ver, mas achava que estava horrível. Achava que precisava ser delicada e bela para poder ter a admiração de alguém.

Acontece que, quando a rosa menos esperava, um mortal acabou vendo ela e se aproximou para poder ver melhor a pequena flor. E quando ela achou que o rapaz iria embora, um sorriso enorme apareceu no rosto dele. 
-Você é tão bonita!
Isso foi uma surpresa, mas a rosa não acreditava nas palavras do jovem. Então, ele pensou um pouco e decidiu que cuidaria dela. 

As pessoas quando gostam de uma flor a arrancam da terra e colocam em um vaso em suas casas. O que eventualmente as leva a murchar e morrer, sim, uma morte lenta e dolorosa, mas que é feita para os humanos poderem "admirar" aquilo que achavam bonito e logo depois jogarem fora quando começar a murchar e perder as pétalas.
Mas o rapaz não fez aquilo com a rosa como era o esperado. Todos os dias ele cuidava dela onde ela estava. Regando-a, fertilizando-a, controlando as pestes, protegendo do Sol quando necessário e tomando cuidado as as ervas daninhas. 
Era uma rotina para ele, ir até lá cuidar da rosa e ficar o resto dia ali, fazendo uma companhia para a pequena flor.

Em uma noite, o menino apareceu lá para ver a rosa, a deixando confusa, afinal ele nunca aparecia a noite. 
Com um suspiro o menino se deitou no chão ao lado da rosa, observando o céu. 
Naquela época não haviam estrelas, apenas a lua iluminando a imensa escuridão da noite. Era frustrante a falta de iluminação no céu da madrugada, mas não tinha muito o que pudessem fazer. 

O Senhor da Terra, Hwan-ung, andava por perto para ver se estava tudo dentro dos conformes quando avistou a rosa e o jovem rapaz. Curioso, se aproximou para ouvir o que o menino falava para a rosa. A surpresa de Hwan-ung foi ao perceber que a rosa não estava mais murcha como da última vez que viu, estava voltando a vida, e ele associou isso com a presença do menino e que ele estava cuidando dela.

-Rosa, o céu está tão escuro... - O rapaz comenta - Eu imagino o quão bonito o céu ficaria com vários pequenos pontos brilhantes...
Essa frase fez o Senhor da Terra ter uma ideia. Ele subiu até os Céus e com pequenos pedaços de cristal ele iluminou todo o céu noturno. E que, vistos da Terra, eram a coisa mais linda que poderia existir. 

O jovem rapaz ficou feliz com a iluminação que o céu recebeu e a rosa percebeu o quão simples era para deixar o menino feliz. Não era difícil, coisas simples podem se tornar o tudo de alguém. E na alma perdida que era a rosa nasceu um amor por aquele jovem rapaz. Assim como dentro do rapaz nasceu um amor pela rosa. 

De soslaio o garoto olhou para a rosa e então pensou: "Você é o meu tudo. A minha rosa. Sei que acha que estou dizendo bobagens, mas você é linda, mas ao mesmo tempo pode machucar. Você brilha como uma estrela e é como se tivesse o universo em sua essência. Saiba que eu te amo, minha pequena rosa..."

 

 


Notas Finais


Olá novamente! Espero que tenham gostado tanto quanto eu. Obrigada por lerem até aqui e, quem sabe, até uma próxima vez! :3


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