História As Folhas do Outono - Capítulo 22


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Emma Swan, Lacey (Belle), Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Emma Swan, Regina Mills, Swan Mills, Swanqueen
Visualizações 1.491
Palavras 2.269
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey!

Não estou acostumada a dedicar capítulos, tanto que é a primeira vez que faço isso, mas foi impossível agradecer só dizendo “obrigada”, então... Ingrid — minha noiva maravilhosa — e minha sis Isabella, como forma de agradecimento por cada coisa linda que vocês já me disseram em relação à fanfic, esse capítulo é de vocês. 💙
E não só as duas, mas quero que saibam que sou grata por cada comentário e cada favorito. 💙

Vocês querem amor?
Então toma!

Capítulo 22 - Capítulo 22



“Me passeia que eu gosto de arrepiar

Sob sua digitais

É impossível calar

É feito sorte

Me abraça forte

E tateia todo meu caminho”

Regina sorriu ao ver Emma se arrepiar sob as pontas dos seus dedos que acariciavam a pele exposta das suas costas. Não era só o corpo de uma que reagia ao toque da outra. Estavam em silêncio, deitadas lado a lado, com as respirações normalizadas há pouco. Emma tinha os olhos fechados e quase sorria com o carinho que recebia.

A distância que mantinham era suficiente para que Regina a observasse, a admirasse e a decorasse mais uma vez. Lhe fazia um bem inigualável se encontrar em cada traço da mulher que pintava seus dias com as cores mais bonitas.

— Eu tenho algo para você. — Emma disse ainda de olhos fechados, os abrindo em seguida e se deparando com dois olhos castanhos despertos por curiosidade e sorriu com isso. Se virou para o outro lado, podendo alcançar a primeira gaveta do criado mudo, a abrindo e procurando pela caixa preta aveludada que estava lá há dias.

— Emma? — Franziu o cenho quando a loira se sentou com a caixa nas mãos. Sentou-se também, trazendo o lençol sobre seu corpo devido ao calor que se esvaía.

— A caixa é um pouquinho grande para ser o que você está pensando. — Emma riu e viu o semblante de Regina mudar e ficar mais tranquilo. — Eu estava esperando algum momento especial para te dar isso, e não consigo pensar em um melhor que agora. — Estendeu a caixa preta para Regina, que a pegou e alternou seu olhar entre ela e o que tinha em suas mãos. A abriu e abriu um sorriso junto.

— Isso representa... — Regina começou a falar mas foi interrompida por Emma.

— A coroa representa o significado do seu nome, e coincidentemente é o que você é para mim.

— Uma rainha? — Seu olhar se alinhou ao de Emma que assentiu.

— E a folha de plátano representa o outono. Sempre foi minha estação favorita, e agora eu tenho um motivo ainda melhor para isso já que nos conhecemos no começo do outono.

Regina tocou cada um dos pingentes, sem parar de sorrir. O colar prata com duas correntes, sem sombra de dúvidas, se tornara sua joia favorita em prazo de segundos.

— Você gostou?

— Me diga que isso foi uma pergunta retórica, por favor.

— Não está mais aqui quem perguntou.

— Ele é lindo, Em. Obrigada! — Voltou seus olhos à Emma que sorriu.

— Que bom que gostou. É para ter um pouquinho de mim com você.

— Já tem muito de você comigo, em mim. — Colocou a caixa sobre o criado mudo que havia do seu lado da cama também. Emma não respondera o que disse de imediato, e ao virar-se para ela novamente, analisou seu semblante sereno, e seus olhos verdes que olhavam diretamente nos seus. Aproveitavam o máximo que podiam sempre que acabavam se perdendo em cada imensidão da outra.

— Eu te amo. — Proferiu em tom baixo, mas completamente harmonioso para os ouvidos de Regina.

Falar nunca fora mesmo necessário. Nunca houve dúvidas de que o sentimento existia e nunca faltara demonstrações, contudo, é inegável que as palavras causam efeito, e ainda maior quando ditas pela primeira vez.

Regina sabia que nunca, em sua existência, havia dado tantos sorrisos para alguém como sorria para Emma, essa que apreciava cada marquinha que sua pele fazia quando os olhos quase se fechavam simultaneamente aos lábios que enlargueciam.

Em um movimento automático, suas testas estavam juntas, assim como as pontas dos narizes que se tocavam.

— Eu te amo, Swan. — Os dedos dentro dos fios loiros acariciavam a nuca de Emma enquanto deleitavam-se com suas respirações misturadas e o silêncio nada incômodo que se instalara no quarto.

Emma sabia que nunca, em sua existência, houve alguém que fazia seu coração mudar de ritmo como Regina fazia, com ou sem intenção. A morena era dona de cada descompasso causado dentro de si.

Durante o beijo, os dedos de Regina só se perderam ainda mais em meio ao cabelo de Emma, enquanto a outra mão, apoiada no colchão, sustentava seu corpo.

Swan se desfez do lençol que cobria o corpo que afirmava ser o mais belo que seus olhos já viram, traria o calor de volta com seu próprio. Passou uma de suas pernas sobre as de Regina e a fez encostar na cabeceira depositando todo o peso do seu corpo contra o da morena. Já nuas, devido a estarem prestes a repetir o que tinham feito uma hora atrás, as mãos buscavam tocar novamente cada milímetro que alcançassem, e quanto mais contato conseguiam, mais queriam.

Emma juntou suas mãos, entrelaçando seus dedos em cada lado da cabeça de Regina, se afastando em seguida e a olhando tão entregue, com seu cabelo escuro e curto bagunçado sobre a fronha, seus lábios avermelhados como consequência do beijo ávido, seu peito que subia e descia devido à respiração ofegante. Cada linha, cada curva da mulher que amava, era seu caminho trilhado para sua plena satisfação. Sorriu sozinha com seu pensamento sobre o quanto de sorte tinha, o sorriso involuntário que refletiu nos lábios de Regina. Sem soltar suas mãos, passou a beijar o colo da morena, aproveitando-se de cada mínimo espaço permitido para ser amado.

Por conta das suas posições, seus sexos coincidiam já mostrando o anseio por prazer, e o movimento do quadril de Emma que se intensificava aos poucos, seguindo o tempo ditado pelas mãos de Regina, que se soltaram para segurá-lo, era só uma fração do que causava reações indefinidas. Os lábios da loira, e sua língua, vez ou outra seus dentes, proporcionavam prazer nos seios de Regina, em uma troca de atenção. Prazer para si, nessas horas, era proporcionado até mesmo pelos gemidos gradativos e a voz rouca que emitia palavras e frases curtas carregadas de sensualidade.

Por Regina ter dito explicitamente o que queria, Swan inverteu as posições, deixando as pernas da namorada aos lados das suas, ouvindo, bem próximo ao seu ouvido, a satisfação da outra mulher ao deslizar para dentro dela seu dedo médio e o anelar de sua destra. Mills movimentava seu quadril conseguindo ainda mais contato.

Era comum os ombros de Emma ficarem com marcas causadas pela namorada sempre que estava perto de atingir seu ápice, e Regina não hesitou em deixar em sua pele alva só mais uma lembrança da noite.

Emma diminuiu a intensidade dos movimentos que seus dedos faziam e tirou-os quando o corpo de Regina relaxou sob o seu.

— Hey. — Sussurrou. Estava apoiada em seus cotovelos de modo que ainda ficava sobre Regina, essa que tinha seus olhos fechados e a respiração alterada, mas abriu-os e arqueou as sobrancelhas aguardando a loira falar.

— Fala, Swan.

Emma mordia o lábio inferior e continuava calada. Seus olhos pararam sobre a cicatriz acima do lábio de Regina, onde deixou um beijo.

— Eu amo essa cicatriz, você não faz ideia do quanto. — Se deitou ao lado de Regina, sem quebrar o contato visual. — Foi uma das primeiras coisas que me chamou atenção em você.

— Você elogiou a minha cicatriz, Swan, você foi a única pessoa que fez isso até hoje.

— Ela é linda. — As três palavras de Emma fizeram o coração de Regina disparar. As pessoas sempre reparavam em sua cicatriz, mas um elogio? Isso nunca.

— Você é a única que acha isso. Mas obrigada.

— Eu enxergo beleza em cada mínimo detalhe seu. Você é beleza, Regina Mills, em todos os sentidos. — Colocou para trás da orelha o cabelo de Regina que estava prestes a cair sobre seu rosto. O sorriso que recebera por sua sinceridade era daqueles que a fazia derreter.

— E eu amo cada mínimo detalhe seu, sabia? Daqui para frente, quero que tenha em mente que em cada vez que eu disser que te amo, estarei dizendo sobre cada coisa que compõe você como um todo, seja interna ou externamente, até mesmo as imperceptíveis. Você é o ser mais lindo que poderia ter cruzado o meu caminho.

A mão de Regina estava pousada sobre a face de Emma, e seu polegar a acariciava. Sorriu ao perceber que os olhos dela estavam ficando marejados.

— Quantas vezes eu já falei que sou a pessoa mais sortuda que existe? — Sorriu também.

— Incontáveis. Mas pode continuar falando, você sempre vai ouvir que não é a única.

Devido ao frio, seus corpos, no restante da madrugada, permaneceram juntos sob os lençóis.

Quando duas almas se enlaçam, o calor é constante.

×

— Emma? — Abriu a porta da sala da namorada devagar, e a encontrou sentada, com o queixo apoiado em uma das mãos e seus óculos de armação preta, os quais amava, mas Emma raramente usava fora do trabalho.

— Hey, entra. — Disse sem desviar os olhos da tela do computador.

— Está tudo bem? O que tem de tão urgente? E o que está fazendo aqui em pleno domingo?

— Calma, muitas perguntas, uma coisa de cada vez. — Afastou a cadeira e finalmente olhou para Regina. — Em primeiro lugar, sim, está tudo bem. Não tem nada de urgente, eu só queria que você viesse rápido. — Riu ao ver Regina mudar o semblante de preocupação em fração de segundos e ficar séria. — E eu prefiro fazer esse tipo de coisa quando estou aqui sozinha.

— E então a que devo a honra desse convite? Que eu achei que era uma emergência pelas inúmeras mensagens e ligações perdidas.

— Quero sua ajuda.

— Em que?

— Venha aqui. — Emma aproximou a cadeira da mesa novamente e a virou na direção de Regina.

— Não me lembro de ter trocado de profissão.

— Hoje você trocou. — Segurou a cintura da namorada e a puxou para sentar-se sobre suas pernas. — Veja só... — Abriu uma pasta do computador com fotos de passarelas e Regina reconheceu o lugar, inclusive algumas fotos do desfile em que estivera presente. — O que todas elas têm em comum, digo, em relação às cores das roupas?

— São todas cores quentes.

— Exatamente. Eu sei que todos os que produziram isso, mereceram estar ali, são todos incríveis e talentosos, mas ninguém ousou mudar a inspiração. Sabe o que acontece com essas roupas quando o outono e o inverno passam? Elas ficam todas escondidas no fundo do armário, e quando chega novamente o outono e inverno, a paleta de cores de novas coleções, já é outra, não muito diferente, mas é, ou seja, todas essas roupas foram feitas para serem usadas uma ou duas vezes, porque as pessoas veem moda de um jeito superficial, onde ela não dura muito tempo, isso é desperdício de criatividade.

— E onde você quer chegar com isso? — Perguntou com um meio sorriso. Adorava ouvir Emma falar sobre esse tipo de coisa, a deixava ainda mais orgulhosa. Jamais imaginara que a responsável por peças lindas que havia em seu closet seria sua.

— A coleção está há meses pronta no papel, passada para o computador, fiz em inúmeros tons diferentes e apaguei todos, pois inconscientemente estava seguindo essa mesma linha de raciocínio que já usaram, porém tive um choque de realidade. Não quero que essas roupas sejam compradas para serem esquecidas depois de usadas uma ou duas vezes. Chanel dizia que não conseguia imaginar uma roupa sendo jogada fora só porque era primavera, tenho esse mesmo pensamento. Quais cores você acha que ficam lindas em qualquer estação? Ou melhor, quais cores você usa em qualquer estação, independente do que esteja em alta segundo nomes importantes?

— Eu?

— Sim, você.

Emma estava há horas em seu escritório, sua indecisão estava deixando a si mesma irritada. Olhava para a tela do computador depois de ter apagado os modelos já com as cores escolhidas e descartadas e ideias novas não passavam por sua mente, até que então, assim como tinha usado Regina de inspiração para criar aquela coleção toda, a usaria mais uma vez, e dessa vez de um modo concreto. A morena não tinha conhecimento de que tudo havia sido criado pensando nela, e jamais esperaria que Emma pedisse ajuda, conhecendo-a bem, sabia que a estilista detestava qualquer opinião alheia em suas coisas.

— Tons escuros, cores frias, principalmente preto e azul. Você conhece meu closet, Em.

— Foi exatamente por isso que chamei você aqui.

— Para dizer coisas óbvias?

— Para me ajudar com as peças. Quero que escolha as cores que acha que fica melhor em cada uma, sem sair dessa paleta de cores, de acordo com o que você usaria.

— Mas eu...

— A maioria será jeans. — Emma a interrompeu. — Não era esse o meu plano inicial, mas jeans é algo que não fica guardado no fundo do armário, e é exatamente isso que eu quero, além disso, jeans e as cores que você disse, são praticamente casados. Não será a coleção toda, tem que haver um leque de opções, nem todo mundo se importa em usar algo uma ou duas vezes, mas de todos os modos tem que ser algo simples e simultaneamente elegante, tem que ser para todo mundo.

— Você jura que vai me deixar fazer isso?

— Eu disse que hoje você trocou de profissão. — Saiu da pasta em que todas aquelas fotos estavam salvas e procurou pelo arquivo onde estavam seus esboços.

— Em? — Regina não desviou a atenção de seu rosto um segundo sequer enquanto estava focada na tela do computador.

— Sim?

— Olha para mim. — Colocou seus dedos em seu queixo, virando seu rosto. — Você fica tão linda com esses óculos. 


Notas Finais


💙


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