História As Horas Em Que Eu Existia - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bad, Dias, Drama, Romance, Suspense, Traição, Triângulo Amoroso
Visualizações 9
Palavras 993
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Ola amores ^^ antes de tudo quero dizer que esse primeiro capitulo não é bem que o começo da história, mas sim para vocês ficarem por dentro do que passou e vai passar na vida da nossa prota :3.

Essa é minha primeira vez escrevendo uma fanfic original assim que peço a compreensão de vcs e desculpas por qualquer erro. Então aproveite seus lindos xD

PS: Em cada capítulo ao final tera uma letra de musica escrita em negrito, onde nas notas finais estarei dando o link da musica e da playlist da fanfic.

Capítulo 1 - 1095 Dias


Fanfic / Fanfiction As Horas Em Que Eu Existia - Capítulo 1 - 1095 Dias

  Acordar na madrugada por culpa de um pesadelo nem sempre pode ser ruim, pois ele pode te tirar de um pior. 

  Eu me chamo Sofia, sou uma garota entre milhares de outras com uma vida simples como muitas outras, tenho 15 anos e moro em uma pequena cidade do estado do Espirito Santos no Brasil.

  Hoje acordei com fortes dores nas pernas mesmo sem conseguir movê-las ainda sinto, mas isso nem mesmo me importa mais.

  Só estou em mais um dia como muitos outros acordando as 5:30 da manhã para ir fazer mais de um check-up no hospital.

  O porque disso é simples, Esclerose Lateral Amiotrófica, ou simplesmente ELA, uma doença cruel e incurável que me seguira até a morte, interessante não é? O fato de eu estar morrendo e não ligar.

   Mesmo com tudo isso não tenho pelo que chorar, não serei uma garotinha mimada em desespero  esperando pelo pior, já que o meu pior já passou apenas espero por sua segunda parte em paz.

   Aos 3 anos de idade, sim ainda uma criança tão jovem e ingênua, perdi meus pais em um acidente por jogar uma boneca no rosto do meu pai quando o mesmo dirigia baixo a chuva enquanto voltávamos para casa de uma viajem  a Venezuela.

   Meus parentes e os policiais não me falavam nada, apenas deitada naquela lugar onde tudo a minha volta era branco os ouvia falar que minha mãe havia morrido na hora, enquanto meu pai uns minutos após chegar no hospital.

 Minha tão doce e bela mãe com um sorriso maior que suas próprias bochechas rosadas, dentro daquele carro totalmente estraçalhado me apertava em seus braços para me proteger do impacto enquanto seus braços aos poucos se soltavam dos meus e seu corpo se tornava tão frio como aquele dia chuvoso.

 Minha família paterna, se é que posso chama-la de "minha" nunca me aceitara, eu não passava da filha da "maldita" amante do homem que deveria ter sido o herdeiro da família Claus, mas que desistiu de tudo por uma mulher que conhecera em um dia qualquer enquanto viajava pelas cidades do Brasil.

   Em seus funerais não me era visível mais que 5 pessoas da família Claus, que mais pareciam estar ali para me julgar e fazer de mim alvo de miséria e pena, sendo aquele mais um dia chuvoso na minha vida, só que a chuva corria dentro do meu corpo, sentia o mesmo tremer e as lagrimas lutarem para não cair nas pequenas coxas que ali estavam agachadas de forma asiática no chão que me aceitava toda vez que queria cair e ali ficar.

   Mas meio a tantos sorrisos e pêsames falsos, lá estava ela, a mulher que me aceitou sem importar as dificuldades.

   A irmã mais nova da minha mãe se parecia tanto a ela, que mesmo pelo trauma que ainda corria em mim eu pude sorrir. Ela me acolheu, mesmo separada de seu marido e com uma filha de 6 anos para cuidar sozinha, decidiu que não me deixaria pois eu era a causa dos belos sorrisos e gargalhadas de sua irmã mais velha, que agora já não se encontra mais.

  Tudo tinha ficado bem, fui adotada por minha tia a qual passei a chamar de mãe e ganhei uma meia-irmã mais velha, a Laiza e, mesmo que demorara para me acostumar a viver naquela pequena cidade do interior no estado do Espirito Santo, eu era feliz.

   Mas um dia, aos meus 14 anos de idade, montando um trabalho escolar senti minhas pernas me traírem e cai do banco no qual estava de pé para colar o mural, minha  mãe veio correndo para a escola sem nem esperar a diretoria terminar de explicar o ocorrido, sempre fora muito cuidadosa comigo, tinha medo de que algum dia eu entrasse em depressão pelos traumas de infância.

   Naquele dia ela correu pelo hospital para que um médico me atendesse, mesmo eu dizendo que a mesma estava exagerando e que apenas havia torcido o pé, mas ela não me escutava. Seu medo de me perder era cada vez maior de ano em ano que se cumpria aniversários de morte de minha mãe.

  Após vários exames, veio a repentina noticia, posso me lembrar vagamente do que o médico me disse naquele dia mas mesmo assim ainda dói.

   A doença havia-se estendido por grande parte de minhas pernas separadamente em diferentes lugares, sendo a causa de eu não ter sentido nenhum sintoma em certa parte do corpo... Apenas me restavam 1095 dias, resumindo 3 anos. Mesmo que para muitos isso poderia ser tempo suficiente para curtir a vida, se apaixonar, se desesperar e no fim sorrir, eu apenas segui o ultimo passo SORRIR.

   Naquela época eu nunca pensei que em um futuro tão próximo, eu começaria a temer a tau morte com a qual já tinha tanta afinidade, e tudo isso por uma única pessoa em especial e várias outras. E a partir dali eu me senti como a protagonista de uma história fora do clichê mas sim voltada para um lado bad, cheia de intrigas, enganações e sorrisos sinceros.

  Desde esse dia tantas coisas me passaram pela cabeça que tenho medo de que em algum momento eu chegue no meu limite e me entregue a loucura.

  Mas mesmo que eu esteja passando por tudo isso e acabe caindo e me machucando, não me importo, pois enquanto minhas pernas ainda funcionarem, eu me levantarei.

  Mas caso a vida me pregue uma peça antes do previsto e elas parem de funcionar, eu simplesmente olharei para frente e direi… Foda-se.

 

 

Você não pode escrever a minha história

Estou além do padrão

Eu não vou apenas me conformar

Não importa o quanto você me desestabiliza

Porque as minhas raízes são profundas, oh

Oh você ai de tão pouca fé, Não duvide

Não duvide

A vitória está em minhas veias,

Eu sei, eu sei

E não, eu não vou negociar

Eu vou lutar, eu vou lutar contra isso

Vou me transformar


Notas Finais




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