História As lágrimas de uma cerejeira - Paixão - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Karin, Mebuki Haruno, Naruto Uzumaki, Nawaki Senju, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Tsunade Senju
Tags Sasosaku, Sasusaku
Visualizações 373
Palavras 3.392
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello babys. Desculpa pela atualização tão tarde, mas é que eu passei essa semana toda ocupada com trabalhos tanto da escola como do curso. Sabe como é, né ? Quarto bimestre...
Bom capítulo.
Xoxo!

Capítulo 13 - Aceitação.


Fanfic / Fanfiction As lágrimas de uma cerejeira - Paixão - Capítulo 13 - Aceitação.

Ela apressou os passos em direção ao corredor quando o celular veio a tocar, fazendo ela se assustar um pouco. Seu coração antes calmo, se acelerou pela ligação repentina.

Em seus lábios ela carregava um sorriso vitorioso, de quem havia acabado de vencer uma batalha tão importante, mesmo sabendo que aquele era apenas o começo.

Ela sentiu o sorriso de enlarguecer em seus lábios, fazendo ela querendo dar um saltinho de alegria. Eles não enganavam ninguém com aquele namoro falso, ela pensou, pelo menos não ela. Se Sakura pensava que fingindo ser desejada por alguém iria fazer Sasuke querê-la de volta ela estava muito enganada. Karin iria garantir que isso nunca acontecesse.

O celular em sua mão voltou a tocar novamente, fazendo ela suspirar irritada. Resmungando, ela atendeu.

- Espero que seja algo extremamente sério para estarem me ligando agora. - Ela rosnou as palavras.

Houve um instante de silêncio, então uma risada de divertimento atravessou o aparelho, fazendo Karin tremer por alguns instantes.

- Parece que os boatos eram verdadeiros. - Disse uma voz rouca e abafada do outro lado da linha.

- Quem… quem é você ? - Ela questionou, receosa.

- Me entristece ver que você esqueceu minha voz tão rápido, já que na infância você costumava estremecer só de ouvi-la. - Ele respondeu, fazendo Karin estreitar os olhos em desconfiança.

- Jūgo ? - Ela perguntou, orando para que não fosse.

- Bingo! - Jūgo comemorou. - Por onde andas, querida irmã ? Pelo que aparenta você gastou todo o dinheiro que roubou de mim.

Karin engoliu em seco, recuando um passo, mesmo que estivesse conversando com Jūgo apenas pelo celular. Ela sentiu as mãos soarem e as pernas estremecerem pelo nervosismo.

- Eu fiz um bom investimento, irmão. - Ela pronunciou irmão com desgosto. - Seu dinheiro me ajudou bastante, agradeço.

Ela ouviu Jūgo rosnar baixinho do outro lado da linha, até que suspirou, voltando a compostura de antes.

- Espero que você tenha se divertido muito nos últimos anos, porque agora a única coisa que você irá sentir é dor. - Disse o irmão mais velho, desligando em seguida.

Ela abaixou o celular, sentindo as costas baterem contra a parede de concreto e escorregou até chegar ao chão. Seus olhos miravam para a frente, mas não para um lugar específico, eles apenas estavam abertos e sem vida, como se ela estivesse acabado de ver um fantasma. De repente ela sentiu as bochechas se umedecer, fazendo ela erguer a mão para tocá-las, e então ela percebeu que estava chorando.

Na vida ela já tinha enfrentado de tudo com poucos anos de vida, mas a única coisa que ela não queria enfrentar se chamava Jūgo e provavelmente, naquele instante, estava indo a seu encontro. Pensando nisso que ela finalmente escolheu ligar para ele, para a única pessoa que a ajudaria naquele instante.

Quando o celular tocou e ele atendeu, ela sentiu as lágrimas escorrer com mais intensidade e molhar sua blusa.

- Alô. - Disse ele do outro lado da linha.

- Papai, sou eu.

Sakura

Os últimos tempos de aula haviam se passado com rapidez naquela tarde e Sakura se questionou se o mundo estava conspirando contra ela naquele dia. Ela não teve pressa em guardar os materiais, não teve pressa em ser a primeira a sair da sala ou da escola. Naquela tarde ela sentia que tinha todo o tempo do mundo, pelo menos antes de ver Sasori e descobrir o que ele queria falar com ela.

Sakura caminhou sem pressa pelo corredor quase vazio das salas de aula, atravessou um salão qualquer, desceu as escadas em formato de caracol e deu o primeiro passo no Saguão da entrada, e antes que ela pudesse da o próximo em direção a saída, uma voz rouca e grossa a fez parar subitamente onde estava.

- Por que demorou tanto ? - Sasori questionou.

Ele não parecia irritada, Sakura pensou, e isso era bom. Ele parecia somente pensativo e mais calado do que o normal, mas ela não questionou o porquê ou sequer ficou se martirizando em relação a isso.

- Você queria falar comigo ? - Ela disse, antes mesmo de se aproximar dele.

Sasori diminuiu o espaço entre eles, fazendo Sakura prender o fôlego com tamanha aproximação. Ele não costumava ser assim, ele sempre respeitava seu espaço.

- Qual sua relação com a família Uchiha ? - Ele questionou, fazendo Sakura ficar confusa.

- Huh, acho que eu os considero como uma segunda família. Desde que eu me lembro eles sempre estiveram presente em minha vida. - Ela respondeu, lembrando-se de que os Uchihas sempre foram próximos dela.

- De verdade ?! Interessante. - Ele respondeu, dando de ombros.

- Se está tão interessado assim, pergunte ao Itachi-kun. - Ela disse, já que ele aparentava interesse.

Sasori se remexeu, aparentando desconforto e desviando o olhar para algo além dela. Sakura pigarreou na tentativa de chamar sua atenção, mas Sasori continuava a manter seus olhos fixos em outra direção. Enfim ela se virou para ver o que ele tanto olhava e se surpreendeu ao ver Karin um tanto quanto abalada ao lado de dois homens enormes.

Não pareciam seguranças da escola, Sakura pensou. Será que Karin havia voltado para se meter em mais problemas ?

- O que será que aconteceu ? - Sakura se questionou.

Karin olhou em direção a ela, mas algo dizia a Sakura que o sorrisinho que Karin deu em seguida não havia sido para ela, e sim para Sasori. Mas ela devia estar louca por imaginar algo assim, Sasori nunca havia gostado de Karin, e não seria agora que ele gostaria.

- Não faço a menor ideia. - Disse Sasori em resposta. - Vamos indo, pois você ainda tem que escolher o vestido para o aniversário de Ino. - Ele completou, segurando-a pelo braço e a puxando escola a fora.

Sakura tropeçou nos próprios pés, quase caindo no chão. Ela nunca viu Sasori assim, como se tivesse fugindo de algo. Na verdade, ela nunca viu Sasori com uma expressão além da maliciosa.

- Espera. - Ela gritou, se soltando.

Não sabia qual era a dele com aquela pressa, mas também não iria segui-lo se ele se mantivesse daquele jeito.

- O que houve ? - Ele perguntou como se nada tivesse acontecido, como se a cinco segundos atrás ele não tivesse arrastando ela.

- O que houve ? Diga-me você. - Ela tentou manter a voz severa baixa, para que mais ninguém além dele ouvisse. - Você saiu me arrastando de lá de dentro, como se tivesse visto algo que não gostasse.

Sasori piscou, como se tivesse se desligando de um sono profundo.

- Você disse que quer conversar comigo, então… estou aqui. Vamos, fale. - Ela cruzou os braços sobre o peito, respirando fundo.

Sasori pareceu pensar, fazendo alguns segundos de silêncio.

- Me procure quando souber o que quer. - Sakura deu as costa para ele, masa antes que desse um passo para qualquer lugar, uma mão forte a segurou no braço.

- Me desculpa. - Ele disse em um sussurro.

- Pelo quê ?

- Por tratar você assim. Foi inconsciente. - Ele soltou um suspiro. - Não tenho nada pra falar com você. Ainda não. Só vamos escolher seu vestido. - Completou.

- A festa é no final de semana. Ainda tenho muito tempo. - Respondeu, se virando para ele e vendo todo o arrependimento em seus olhos.

Ele riu fraco.

- Nos outros dias estarei ocupado, então não tem como eu ir com você. - Ele respondeu.

- Eu me viro bem sem você. - Sakura disse.

- Estou começando a achar que você não me quer por perto. - Ele riu.

Sakura arregalou os olho, dando um passo em falso para trás. Ela riu com desconforto e negou com a cabeça.

- Sua companhia é agradável. - Respondeu. - Aonde vamos mesmo ?

O sorriso de Sasori se alargou e ele se aproximou mais dela.

- Sei que não gosta de nada exagerado, e eu também não sou bom nisso, então espero que goste.  - Ele entrelaçou os dedos nos dela e a puxou novamente, indo em direção ao carro que esperava na porta da escola.

Sakura engoliu o seco.

- Tenho certeza que seus gostos são de fato agradável. - Ela respondeu gentilmente, mas começando a se arrepender de concordar com aquilo.

[...]

Vinte minutos depois Sakura atravessou, de mãos dadas com Sasori, a porta giratória de um enorme prédio no centro da cidade.

Já devia estar a espera deles, Sakura pensou ao ver uma mulher magricela ir em direção a eles mostrando os dentes amarelos em um sorriso forçado demais, na opinião de Sakura.

Sasori parou subitamente e comprimento a mulher com um aperto forte de mão. Ao observá-la melhor com a luz das lâmpadas fluorescentes, Sakura viu as pequenas rugas no canto dos olhos, a pele da bochecha um pouco engelhada.

A mulher se virou para Sakura e sorriu.

- Você deve ser Haruno Sakura. É um prazer. - Ela estendeu a mão magricela para Sakura, que apertou fortemente.

Uns segundos depois a mulher se apresentou como Watanabe Akemi, dona da agência de vestidos que Sasori havia contratado temporariamente para Sakura. Nos primeiros minutos Sakura foi contra, mas Sasori a fez jurar que se não gostasse de nada eles iriam em um Shopping escolher algum vestido do gosto dela. Era óbvio que por trás daquilo tudo havia um teatrinho de drama dele. Ele não havia gostado da recusa dela.

Eles passaram alguns minutos dentro do elevador, subindo para o décimo andar, onde Akemi levaria Sakura para uma de sua estilistas. Sakura se sentiu nervosa, nunca havia tirado medidas para um vestido ou sequer encomendado um vestido assim.

- Quando Sasori nos contactou eu confesso que fiquei surpresa. - Akemi disse ao sair do elevador. - Mas sorte nossa que tínhamos acabado de contratar uma nova estilista. Ela é jovem, mas é uma moça de muita criatividade. Creio eu, Sakura, que irá adorar os desenhos que temos para pôr em prática.

Sakura fez que sim com a cabeça, dando um sorriso fraco para Akemi.

Eles atravessaram um enorme salão cheio de manequins, pedaços de tecidos jogados pelo chão. Homens e mulheres trabalhavam no mesmo ambiente, desenhando novas peças em folhas de papéis ou fazendo ensaios fotográficos em um canto do salão.

Sakura se viu um pouco fascinada pelos movimentos lentos que as mulheres faziam com seus longos vestidos de cor vermelho sangue. Era hipnotizante olhá-las se movimentando, enquanto o vestido voava com o vento fraco do enorme ventilador que era direcionado a elas.

Sakura sentiu Sasori parar subitamente a sua frente, então ela voltou a olhar para a Srta.Watanabe e a viu conversando com uma jovem de cabelos castanho claro, presos em um coque mal feito no alto da cabeça, os olhos eram de um verde incrivelmente chamativos e os lábios médios eram rosados e cheinhos. Sakura piscou, fascinada pela beleza da garota que aparentava ter por volta de vinte a vinte e três anos.

- Fique aqui. - Sasori ordenou e a deixou para trás, enquanto caminhava em direção a Srta. Watanabe.

Sakura olhou ao redor, fazendo um reconhecimento do lugar onde estava. Era um loft, só que obviamente não era usado de moradia. Janelas de vidros largos cobriam as paredes perto de uma escada à esquerda. Algumas estavam cobertas por uma cortina grossa e pesada, de cor vinho.

Havia uma enorme janela com vista para a cidade ao lado de uma pequena escada que dava a um segundo andar. Alguns flash de luz vinham de lá e Sakura se sentiu curiosa para ver o que eram aqueles formatos de corpos esbeltos que apareciam nas sombras.

Ela caminhou a escada, atravessando por trás de um grupo de fotógrafos e pisando no primeiro degrau, mas antes dando uma espiada na vista de tirar o fôlego.

A janela mostrava as montanhas em sua forma real, com suas subidas e descidas, com a neblina cobrindo boa parte do seu início. Os prédios brilhavam com a fraca luz do sol que se estendia por aquela velha cidade, os carros corriam nas estradas úmidas, seguindo seus rumos para onde quer que eles fossem.

Sakura suspirou, saindo do seu universo particular e continuou a caminhar até o topo da escada. Olhando para os pés, com medo tropeçar nos degraus por causa dos saltos, Sakura só ergueu a cabeça quando ouviu uma voz assustada dizer algo em um idioma desconhecido para ela.

- Vous ne pouvez pas venir ici, ma belle. - Um homem gigante, com aparência de lenhador e com uma câmera pendurada no pescoço gritou para Sakura, fazendo não freneticamente com as mãos.

Sakura arregalou os olhos, sentindo a boca se escancara no mesmo instante ao ver mulheres nuas e seminuas em frente à telas branca, se movimentando, enquanto alguns assistentes aperfeiçoavam cada posição delas.

Mãos tamparam seus olhos enquanto ela tentava juntar as palavras em um pedido de desculpas. Ela sentiu o calor do corpo de Sasori cobrir o seu, fazendo com que o perfume amadeirado dele inundasse as suas narinas. Ele a conduziu pela escada, enquanto ela ouviu Akemi se desculpar e ordenar que o fotógrafo voltasse ao trabalho.

Ela sentiu o corpo todo tremer pelo pequeno susto em ver aquelas mulheres nuas, posando para fotos. Ela definidamente não estava preparada para aquilo.

- Eu mandei você me esperar aqui. - Sasori a soltou e ela se viu novamente no mesmo lugar onde ele a deixou.

- Desculpa, foi mais forte do que eu. - Ela se encolher diante do seu olhar.

- O que, o nudismo ou a vontade de não ficar parada ? - Sakura não sabia dizer se ele estava fazendo uma brincadeira ou se estava brigando com ela.

Ela deu de ombro como resposta, não sabendo o que responder para ele.

- O que era aquilo ? - Ela perguntou, olhando para o segundo andar e vendo novamente os flashes que tanto lhe chamaram a atenção.

- Aquilo… - Ele apontou para o segundo andar. - É o que algumas pessoas chamam de arte. E você não entenderia, então não bata cabeça com isso.

Ela confirmou com um sim.

- Vamos, tenho algo a lhe mostrar. - Ela sentiu os dedos se entrelaçados pelo dele e então seu corpo sendo puxado para frente.

Eles atravessaram um portal, fechando a porta em seguida. Sasori arrastou uma cadeira para perto deles e ordenou que Sakura se sentasse.

O cômodo era um pequeno quarto nos fundos do loft, onde tinham vários manequins amontoados em um canto, araras com vestidos, blusas e casacos pendurados em uma pequena barra de ferro. No chão tinham restos de panos e folhas amassadas. Sakura julgaria a garota como uma jovem bem descuidada, se ela não fosse estilista, mas depois de tudo o que ela viu no lado de fora do quarto, ela não sabia se podia julgá-la por essa pequena bagunça.

- Me perdoem pela bagunça. - A garota disse, um pouco corada ao ver Sakura observando tudo.

Sakura apenas sorriu fraco, como se tivesse dizendo “não tem problema”.

- Tomei a iniciativa de escolher um vestido para você. - Sasori disse ao seu lado, abrindo um sorriso empolgante nos lábios.

Em resposta ela apenas maneou um sim com a cabeça.

A porta do “quarto” se abriu e por lá Akemi adentrou. Sakura abaixou a cabeça, ainda envergonhada pelo que viu minutos atrás. Não era todos os dias que ela via mulheres nuas, posando para uma revista ou sabe-se lá o que.

- Então… é, Sakura, você pode vir aqui comigo ? Precisamos fazer a prova do vestido. - Akemi estendeu a mão para ela.

Sakura recusou a mão, se levantando sozinha. Talvez fosse grosseria dela, mas de toda forma ela não conseguia encarar a mulher a sua frente.

Akemia a guiou até um canto do quarto, onde havia um pequeno provador. Uma barra de estava acoplada sobre a parede, segurando uma enorme cortina preta.

- É meio… apertado. - A garota cujo o nome Sakura ainda não sabia, disse.

Akemi apareceu com um plástico grosso, transparente, pendurado em uma arara. Sakura deduziu ser seu vestido que brilhava lá quando alguma luz batia nele.

As duas mulheres a botaram dentro do provador e, quando Sakura pensou que as duas a ajudaria a entrar naquele vestido, Akemia saiu, ficando somente ela e a garota.

- Você poderia… é, retirar a sua roupa ? - Sakura viu a menina corar um pouco mais e sentiu vontade de rir.

Ela deixou o canto do lábios se ergue, mas ao lembrar do que a garota disse, ela sentiu a garganta secar. Ela precisaria ficar pelada ?

- Desculpe… mas é que… - A garota a cortou.

- Você precisa retirar o seu fardamento para que eu possa pôr o vestido.  - A menina explicou. - Se for mais confortável para você, eu posso sair. - Ela sugeriu.

Sakura assentiu, aceitando a sugestão. Assim que a garota saiu, Sakura retirou rapidamente a saia e a blusa social da escola. Ainda havia marcas de Derek pelo seu corpo, mas eram pouco notáveis, o que era um alívio.

Sakura avisou que estava pronta e a garota rapidamente adentrou o provador, diminuindo o espaço que não era muito. Sakura tentou se cobrir com os braços e a menina riu levemente.

- Você não parece muito acostumada com isso. - A menina comentou.

- Ah, não mesmo. - Ela respondeu, sacudindo a cabeça em um não.

Sakura nunca foi o tipo de garota que se importava muito se a roupa que ela usava era de grife, ou se ela estava por dentro da nova moda entre os jovens. Ela sempre foi ela mesma, ela sempre foi Sakura, somente Sakura, a garota que perdeu o pai em um assalto na Coréia.

Tudo mudava com Sasori, ela percebeu. O jeito de se vestir, o jeito de se comportar; ela nunca se imaginou calçando Louis Vuitton ou Manolo Blahnik.

- Aliás, eu me chamo Emi. - A garota enfim se apresentou, se curvando um pouco para baixo.

- Eu sou Sakura. Prazer. - Sakura fez o mesmo, sorrindo gentilmente.

Emi piscou seus grandes olhos cor âmbar e sorriu. Se virou e pegou a arara com o vestido pendurado nela.

Sakura se sentia ansiosa para ver como era o seu novo vestido, se era curto demais ou apenas um vestido a rigor com o tecido leve para um Debut.

Emi abaixou o zíper do saco descartável, mostrando um vestido cercado de lantejoulas brilhantes e um decote profundo, que deixaria a junção de seus seios amostra.

Sakura perdeu o fôlego. Ela não podia usar aquilo, era...deixava tudo muito amostra. Ela sentia que nunca havia visto algo tão sexy, elegante e caro em toda sua vida. Quanto custaria um vestido daquele ?

Ela estava prestes a desistir, vestir a roupa e sair daquele provador, mas a voz de Sasori dizendo que aquela era a primeira vez que ele fazia aquilo ecoou pela sua cabeça, fazendo ela deixar de lado aquele sentimento de timidez.

[...]

Quase quinze minutos depois, Emi conseguiu ajustar perfeitamente o vestido ao corpo de Sakura, deixando suas curvas mais sexy do que já eram.

Sakura nunca havia imaginado que tinha seios tão grandes como aqueles que ela estava vendo no espelho, e as curvas da cintura e do bumbum não desfavorecem nada, ao contrário, fazia com que Sakura se sentisse muito mais poderosa.

Ela deu um giro em frente ao espelho, sorrindo abertamente. Ela se sentia uma Elizabeth Taylor da vida. A peça não permitia o uso do sutiã - já que a costa do vestido era cruzada com alguns trançados -, mas Sakura sentia-se glamurosa com os seios que tinha. Ela parecia e se sentia bonita pela primeira vez.

- Uau. - Foi tudo o que Sasori disse ao aparecer atrás dela.

- Ela ficou linda. - Disse Akemi, batendo palminhas.

Sakura virou para Sasori e sorriu, um sorriso de agradecimento. Aquele vestido parecia ser a abertura de muitas coisas novas em sua vida, e uma delas seria a aceitação. Se aceitar da forma que é, da forma que nasceu, era o primeiro passo para a sua felicidade. E por Deus, nunca em toda a sua vida, ela nunca havia se sentido tão poderosa como agora.

Ela finalmente havia encontrado sua aceitação.


Notas Finais


Gente, eu adorei escrever essa última cena da Sakura. Eu não quero só fazer a Sakura sofrer essa Fanfic, mostrando como ela lidou com todas as traições e surpresas que a vida preparou para ela. Eu quero também mostrar o quão forte é a nossa Queen e mostrar que ela é linda, mesmo quando ela se sente um nada.
Provavelmente a história já está próxima do meio dela, eu não sei, é algo incerto, já que eu quero por mais algumas idéias que eu tive nela, mas não sei como encaixar sem apressar a história ou retirar cenas. Preciso pensar e revisar o enredo.
É isso. Até a próxima.
Xoxo!


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