História As lágrimas de uma cerejeira - Paixão - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Deidara, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Hyuuga Hiashi, Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Karin, Konan, Mebuki Haruno, Mikoto Uchiha, Naruto Uzumaki, Nawaki Senju, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Tsunade Senju, Yahiko
Tags Sasosaku, Sasusaku
Exibições 288
Palavras 3.811
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura, babys <3
Gun Jun Pyo e Geum Jan Di na capa do capítulo <3
Dorama: Boys Before Flowers.

Capítulo 6 - Salva pelo inimigo.


Fanfic / Fanfiction As lágrimas de uma cerejeira - Paixão - Capítulo 6 - Salva pelo inimigo.

Sakura passou os dedos sobre o papel amarrotado, relendo suas palavras pela milésima vez. Ela tentava imagina-lo escrevendo aquele pequeno bilhete e dando na mão de quem quer que fosse aquele sujeito que serviu de entregador.

Surpreendente era como somente um simples não a machucava deverasmente - como se o único pilar intacto houvesse acabado de desmoronar. Mais do que isso, parecia que ele não quisera que Deidara, ou qualquer outra pessoa, soubesse que ela o conhecia.

Enquanto Sakura queimava neurônios imaginando os motivos de Itachi haver tratado-a assim, ela sentiu um cheiro inconfundível de queimado subindo da cozinha. Levando em conta que Sakura estava em sua casa com Ino e Derek, e que, contanto que Derek não queira cozinhar, não haveria motivos para pânico.

Sakura jogou o bilhete sobre o criado mudo e correu. Desceu as escadas num átimo.

O pote de molho que Derek havia colocado no micro-ondas estava em sua primeira volta quando ela abriu a porta e o retirou de lá.

- O que estão tentando fazer ? - Sakura perguntou, demonstrando irritação.

- Derek só queria mostrar como é a culinária norte-americana. - Ino respondeu inocentemente, enquanto abanava o ar com uma toalha de prato.

- É, mas o Derek - Sakura disse seu nome com desprazer. - não sabe fazer comida.

- O que eu fiz de errado ? Eu só queria fazer espaguete. - Era incrível como quando na presença de outras pessoas Derek mudava.

- Você não deve por com a tampa. Retire-a primeiro. Assim. - Ela dizia, enquanto retirava a tampa rapidamente.

Sakura despejou metade em uma tigela que ela colocou dentro do micro-ondas e jogou o pote seco no lixo; Determinou o tempo é apertou o botão ”Ligar”.

Sakura podia sentir os olhares de ambos em suas costas enquanto ela observava o macarrão, a origem do cheiro.

- Fizemos o macarrão certo ? - Ino perguntou.

- É bom mexer. - Sakura disse, enquanto apontava para a papa grudenta que borbulhava dentro da panela.

Ino rapidamente correu em direção a panela com uma colher em mãos.

- O que significa tudo isso ? - Perguntou Sakura.

Derek abriu o sorriso mais cínico que Sakura já virá e falou:

- Sua mãe vem jantar em casa, então Ino me deu a ideia de cozinhar. - Por mais cínico que ele fosse, Sakura sentiu vontade de gargalhar. Derek nunca cozinhou em sua vida, da última vez que ele tentou, a casa quase pegou fogo.

- Boa sorte. - Sakura disse, cruzando os braços.

- Prontinho. Acho que deu pra salvar. - Ino disse, enquanto depositava a panela sobre a mesa. - Se você cortar, não vai dá pra perceber que grudou.

- Ah! Obrigado, Ino. - Derek disse, enquanto enxugava as mãos em um pano de prato.

Sem avisar, Sakura se retirou da cozinha, seguindo em direção às escadas. A noite estava fria, e parecia que ia chover a qualquer momento.

Por mais que Sakura não gostasse de expor Ino a tal perigo, deixando-a dormir em sua casa naquela noite, ela estava feliz que Ino fosse dormir lá. Um dia a mais sem Derek encostando em seu corpo.

Sakura sentiu o pisar suave atrás de si, e ela sabia que era Ino quem a seguia. Ela ainda estava com a farda de aula, já que não fazia nem um hora que ela havia chego na casa de Sakura. A rosada não sabia o porquê da decisão repentina de Ino, mas de acordo com sua expressão, provavelmente seus pais haviam tido outra briga. Sakura não tocaria no assunto, aguardaria por Ino e sua vontade de desabafar.

- Sakura… é, como foi quando… Derek chegou ? - Ino perguntou, fechando a porta do quarto.

Sakura jogou-se sobre a cama, passando seus braços por debaixo da cabeça e se pôs a fitar a loira. Não conhecia muito bem a história da família de Ino, e nem buscava conhecer. Ela sentia que não conseguiria lidar com os problemas dos outros, então apenas aconselhava quando necessário.

- Foi um incômodo, Ino. - Sakura por fim respondeu. - Meu pai havia acabado de ser morto. Sabe, o corpo dele não havia nem esfriado e a Mebuki já colocou outra pessoa no lugar dele. - Ela se sentou sobre a cama, abaixando o olhar para as mãos magricelas.

- Mas você nunca cogitou a ideia de sua mãe ter motivos para isso ? - Ino andou em sua direção, sentando-se a sua frente. - Sabe, eu tento pensar que todos podem ter uma segunda chance em tudo.

- Não, nunca cogitei. Meu pai era um bom homem. Morreu em um assalto tolo em nossa antiga casa. Morreu protegendo ela. E o que ela faz ? Dois anos depois começa a transar com um desconhecido. - Sakura se levantou, seguindo em direção a janela e, através do vidro, observou o céu fechado. - Meu pai não merecia isso.

Ino abaixou a cabeça, sem saber o que falar, porém, seus pensamentos estavam a mil. Informações, eram muitas informações. Sakura não sabia de nada, e nem poderia saber.

- Mas Derek é um padrasto legal, não é? - Ino perguntou, erguendo os olhos esperançosos para Sakura.

Sakura estava com a janela aberta, e acendia um cigarro enquanto olhava para o céu. Ino, surpresa por Sakura ainda estar com essas manias, se calou e não esperou mais por respostas.

Sakura tragou o cigarro, relembrando o primeiro abuso, relembrando a ousadia de Derek. Se aquilo era ser um padrasto legal, Sakura tinha medo de conhecer o padrasto ruim. Porém, ela sempre precisava dizer ao contrário de Derek, e seguindo suas ameaças de ficar calada, ela apenas respondeu:

- Sim. Ele é um ótimo padrasto.

[...]

Na manhã seguinte, o som do sirenes inundou os ouvidos de todos os alunos da escola. Sakura, que estava na arquibancada observando o treino matinal dos jogadores, não se assustou nem um pouco ao ouvir o som tão conhecido.

Sakura se levantou, observando o movimento dos jogadores. Suas expressões de frustração e raiva era palpável. Todos pararam o que estavam fazendo para seguir em direção ao treinador, que já havia apitado duas vezes, encerrando o treino.

- Sem pânico. Esse é mais um treinamento contra incêndio. – A voz do gestor ecoo pelos quatro cantos da escola. -  Com bastante calma, sigam as instruções dos professores.

Sakura contorceu os lábios, observando Sasuke de longe. Ele, parecendo perceber seu olhar, ergueu seus olhos em direção a ela e sorriu, acenando.

- Isso sempre acontece. - Ino bufou, levantando e ficando ao lado de Sakura.

Sakura não respondeu, somente acenou com a cabeça enquanto a via olhar diretamente para Sasuke. Seus olhos novamente tinha aquele brilho, um brilho bastante conhecido para Sakura.

Ela direcionou seu olhar para ele novamente. Contemplando sua beleza. Sakura fiicava maravilhada com o que o tempo podia fazer com Sasuke, mas ela tinha certeza que nenhum aspecto dele deixaria de surpreende-la. Seus olhos acompanharam suas feições pálidas: o formado do queixo, a curva suave dos lábios cheios – agora retorcidos em um sorriso -, a linha reta do nariz, o ângulo agudo das maçãs do rosto, a mármore macia da testa – parcialmente oculto por uma mecha de cabelo negro, molhado pelo suor...

Sakura queria olhar para seus olhos grandes, negros como pedras ônix, e emoldurados por uma franja grossa de cílios escuros, mas quando seus olhos de voltaram a aquela parte de seu rosto, ela se arrependeu. Abaixou a cabeça, deixando que seus cabelos se jogassem contra seu rosto o escondendo.
Sasuke não sabia disfarça, muito menos Ino que estava a seu lado. Seus olhares trocados eram ridículos para Sakura. Eles tinham aquele ar que gritava segredo, mas um segredo particular, um segredo que nem mesmo para ela era liberado.

Sakura era muito Altruísta, ela sabia.

Quando sua cabeça finalmente levantou, o campo já estava sendo esvaziado e os professores já davam ordens de retiradas dos alunos da arquibancada.

Sakura os seguiu, sentindo o buraco de seu peito abrir cada vez mais.

[…]

O “incêndio” havia acabado. Os alunos seguiam para sua rotina costumeira. Sakura se arrastava pelos corredores de Karasuna, enquanto seguia para sua próxima aula.

Ela estava distraída, relembrando o que havia visto a arquibancada. Seu peito doía ainda mais por percebe que havia perco Ino de vista. Ninguém sabia onde ela estava.

Os corredores estavam ficando vazios a cada minuto. Os alunos corriam, apressados para as suas aulas. Sakura sempre achou a pressa desnecessária.

- Olá. – O seu discreto movimento na visão periférica de Sakura, e sua voz aveludada, fez com que ela pulasse.

- Gah! – Arquejou de choque quando percebeu que não estava mais sozinha no corredor.

Ela congelou no lugar. Seu coração batia com rapidez quando ela reconheceu o perfume amadeirado que ele trazia consigo.

Itachi estava ali, a alguns centímetros dela, imóvel, enquanto a observava com humor.

- Você não foi me vê ontem. – murmurou ele. – Por que ? – Perguntou, olhando-a nos olhos.

Qualquer chance que Sakura tinha em evitar Itachi havia se perdido no momento em que ela contemplou sua face. Ela nunca conseguia raciocinar quando Itachi a pressionava muito. Era o que ele estava fazendo agora.

- Eu… É… Bem… Argh! - Ela gemeu.

- Irmão. - A voz rouca de Sasuke ecoou pelo corredor.

Sakura se surpreendeu, abrindo espaço entre ela e Itachi. Sasuke caminhou em sua direção, parando ao lado dela enquanto observava Itachi. Seus olhos estavam feroz.

- Sasuke. - Itachi sorriu, admirando o irmão. - Quanto tempo. Como vão os negócios ?

Sakura os observou, sem entender. De que negócios eles falavam ? Sasuke não havia herdado os negócios de Fugaku com a empresa.

- Vão bem. - Sua resposta fora simples, neutra.

Sakura se via em uma guerra de olhares sem expressão. E pelo visto, Sasuke ganhava essa batalha tola. Ele olhou para Sakura, e sorriu, como se nada tivesse acontecido.

- O que está fazendo aqui ? - Ele perguntou.

Ela abriu a boca diversas vezes, buscando por uma resposta, porém, Itachi foi mais rápido em formular uma.

- Estamos conversando. Pondo os assuntos em dias, sabe ? - Ele sorriu para o irmão.

- Soube que você a ignorou quando chegou aqui. - Então ele já sabia. - Por isso a pergunta.

- Preciso me explicar a ela. - Itachi respondeu em tom neutro. - Por isso a conversa.

Sakura se sentia tão confusa. Tudo que ela conseguia fazer era ficar calada e observar enquanto os dois “dialogava”.

Sakura viu quando Itachi partiu para cima dela, passando o braço sobre o seu ombro e a abraçando. Sussurrou em seu ouvido:

- Precisamos conversar, irmãzinha. - Ele a largou, olhando em seus olhos. - Me encontre no mesmo local do bilhete. Depois da aula. Preciso me explicar.

Sasuke estava de costa, fingindo estar alheio a toda a conversa. Não se envolveria nos assuntos de Itachi, mas se ele abrisse a boca… Se ele ao menos decidisse contar sobre ela. Sasuke o socaria, socaria até ele aprender a não se envolver em seus assuntos/segredos particulares.

Sasuke se virou quando ouviu os passos de Itachi ecoarem sobre o corredor.

Sakura estava parada no mesmo local. Sua quietude era um pouco perturbadora, levando em conta tudo o que ele vinha aprontando nesses últimos meses.

- Tenho aula de ciências agora. E você ? - Ela perguntou, sem olha-lo.

- Também. Venha, eu acompanho você. - Ele disse, deslizando a mão sobre sua costa e a acompanhando até a sala.

[...]

Por mais que seu orgulho dissesse “não!”, Sakura sabia que sua saudade por Itachi gritava incessantemente de dentro do seu coração. A amostra mais clara disso era aquele momento no qual ela corria em direção ao banheiro da piscina.

Com o seu coração batendo rápido, ela atravessou a porta e desacelerou os passos. Por mais que sentisse saudade, não deixará transparente seu nervosismo e ansiedade por estar ali.

Como sempre, o banheiro das piscinas estava deserto. Perfeito para uma conversa particular.

Sakura caminhou em passos rasos em direção aos boxes, buscando com os olhos por Itachi. Ao sussurrar seu nome e não receber resposta, ela perceberá que ele não estava. Talvez houvesse se enganado e vindo rápido demais a seu encontro. Itachi nunca se atrasaria.

Ao da meia volta e começar a caminhar em direção a saída, Sakura pode ouvir a sua voz rouca ecoar sobre o banheiro. Ela se virou imediatamente, quase batendo o rosto em seu peitoral.

Sakura se afastou um passo, tomando distância suficiente para poder encarar seu rosto.

- Me desculpe pelo atraso. - Ele disse, sorrindo em seguida.

- Não. Me desculpe você, por ter chegado cedo demais. - Ela respondeu, sem olha-lo nos olhos.

Se afastou um pouco, buscando por apoio na mesa de mármore da pia. Seu olhos eram fixos nos sapatos nada caro, e os dedos das mãos se remexiam uns contra os outros em uma forma de se acalmar.

- Sente-se nervosa ? - Ele perguntou, se aproximando. Tocou em seu queixo com delicadeza, levantando seu rosto e buscando por seu olhar.

Ela era tão transparente assim ?

- Ah, um pouco, somente. - Ela respondeu, se desprendendo de sua mãos. - Só não quero que nos peguem. Não seria bom para você. Então se puder ser mais direto…

Talvez Itachi houvesse ficado surpreso - e um pouco magoado - com suas palavras meio grosseiras, mas compreendeu seu anseio. Sakura havia crescido, amadurecido, e teve uma educação no qual ele desconhecia desde sua partida para se juntar aos TDS. Não lhe surpreendia ela ter se tornado um pouco mais grossa do que o normal.

- Me desculpe pela grosseria do dia anterior. - Ele começou sua explicação da melhor forma possível. Seria direto, como ela queria. - Sei que fui rude e informal ao tratá-la com tanto desprezo, ousando dizer que não a conhecia. - Sakura o ouvia com atenção, observando cada expressão, cada movimento. Sabia que aquela forma de observação deixava Itachi nervoso, porque para ele uma coisa era ser observado por um público que os adoram e os veneram, que sempre dizem o que pensam, independente se vão ou não interrompe-los. Outra é ele estar com Sakura, a sós, depois de anos, tentando convencê-la de que o que ele fez fora necessário. - Você tem que entender que, tudo que eu fiz, independente de ter soado grosseiro, foi para protegê-la da loucura que é a fama.

Um verdadeiro cavalheiro.

Sakura quis saltar sobre Itachi após sua explicação. Ele só vinham lhe protegendo esses tempo todo. Por isso do bilhete e o pedido de encontro a escondida. Itachi ainda continuava sendo o Itachi. Ele não havia mudado.

 

 

Sakura direcionou seu olhar para o dele, sentindo uma onda de felicidade cruzar sobre seus olhares.

Sabendo que agora estava tudo explicado, Itachi sorriu e abriu os braços em sua direção.

- Vem aqui. - Ele a puxou, trazendo ela para seus braços e a apertando. Beijou sua cabeça, sentindo o cheiro do seu shampoo. - Senti tanto sua falta.

Sakura o abraçou forte. Sorrindo por tê-lo novamente por perto.

- Eu também. - Ela o abraçou mais forte que pôde.

Ficaram assim por alguns minutos - que mais pareceram segundos - quando Itachi a soltou. Segurando-a pelo ombro disse:

- Em qual hotel está morando ?

Talvez Itachi não andasse tão informado quanto devia. Ela disse:

- Não entro em um hotel já faz anos, Itachi. Nem sei mais o que é isso. - Ela revirou os olhos. - Minha mãe comprou uma casa em um bairro de classe alta. Fica a uns 30 minutos até lá. Não precisa se preocupar, o motorista vem me buscar.

N- em pensar. Pegue suas coisas que eu levo você. Ficar de castigo tem seus benefícios pelo visto.

[...]

Ao tentar explicar tudo para os amigos, Sakura se embolava em algumas palavras, deixando todos um pouco confusos. No final de tudo deu para compreender que ela não iria novamente acompanhar ninguém filme que iam assistir na casa de Hinata, pois já estava comprometida em outros planos, que se chamava Itachi e sua necessidade em levá-la até a sua casa.

Embora Sakura não gostasse muito de ser mandada, ela aceitou a oferta em ir para casa com Itachi, contanto que ele a espere duas quadras da escola. Não se arriscaria em ser flagrada entrando no carro do amigo.

Em busca de um banheiro para se arrumar, Sakura entrou no primeiro que viu a sua frente. Para a sua má sorte, e falta de atenção, era o mesmo banheiro em que Karin havia acabado de adentrar a poucos minutos. Ao entrar no cômodo, ela desabotoou a blusa, deixando a mostra seu sutiã branco de renda. Ela observou as marcas que se estendiam por entrar os seios medianos, até o pé da barriga. Aquelas malditas marcas não sumiam, e para disfarçar Sakura usava pó compacto em busca de melhor resultado no sumiço.

Sakura buscou pela maquiagem, mas foi surpreendida pela voz de Karin ao fundo do banheiro.

- Vejamos o que temos aqui. - Sua voz era afiada, seus passos eram curtos e seu dedo batia frequentemente sobre os lábios lambuzados de gloss. - A puritana não é tão pura quanto pensamos, não é mesmo ?

Sakura deu passo para trás, em busca de mais espaço, mas não se surpreendeu quando sentiu a costa bater sobre a mármore da pia.

Ela se cobriu com a blusa aberta, mas Karin fora mais rápida ao estourar alguns botões fechados. Sakura sentiu a ardência sobre sua barriga, e nem precisou olhar para saber que Karin havia lhe arranhado com as unha tremendamente grande.

- Você é uma vergonha para a nossa escola. - Ela disse, olhando para Sakura com desprezo.

- Isso não é da sua conta. - Sakura tentou argumentar, mas foi calada com um tapa.

Ao sentir a ardência subir ao olhos, Sakura se sentiu lacrimejar.

- Você tá louca ? - Sakura gritou.

Sakura queria partir para cima de Karin naquele mesmo instante, mas se fizesse isso Karin contaria não só sobre a agressão mas sobre as marcas também.

Ela se via em um beco sem saída. Encurralada por seus próprios segredos.

Sem escolha, Sakura abotoou o que pôde da blusa e deu as costas a Karin. Deixando-a para trás, mas não por muito tempo. A garota gostava de um barraco, e não deixaria aquele passar por nada nesse mundo. Ainda mais se era para desmascarar a santa puritana da escola.

- Por que me deu as costas, puritana ? - Karin gritava sobre os corredores quase vazios.

Ela corria, tentando se esconder do veneno de Karin, mas mal podia correr com a blusa semiaberta.

Ao se lembrar que Itachi a aguardava a poucos metros da escola, Sakura correu em direção ao pátio, em busca dos portões da escola. Ela rezava para que Karin não aparecesse, para que ela calasse a boca e a deixasse em paz.

Mas como tudo que é bom dura pouco, quando Sakura chegou ao pátio, Karin estava lá, com mais cinco ou seis alunos que restavam na escola. Ela estava de braços cruzados e sua forma era zombeteira. Um sorriso excitante se abriu em seus lábios e ela disse:

- Fugindo de mim ? - Ela perguntou, enquanto andava em sua direção.

Karin enfiou a mão no cabelo de Sakura, fazendo com que seu corpo fosse puxado para baixo.

A ruiva puxou o cabelo de Sakura com força, forçando seu corpo ir ao chão. Ela fechou os olhos, com medo de tudo o que podia vir. Os olhos de Sakura lacrimejaram pela dor de ter seus fios de cabelo arrancados com brutalidade.

Ela sentiu Karin enfiar a mão sobre a sua blusa, tentando rasga-la a força. A humilhação foi maior ao ver que alguns dos alunos filmavam a cena, sem ajuda-la.

Quando Sakura não se sentiu mais chacoalhar, ela olhou para cima. Karin tinha o ódio crescendo em seu olhar. Sakura tentou se levantar, mas Karin enfiou o salto agulha da bota bem na costa de Sakura. A dor atravessou seu corpo inteiro e ela precisou morder o lábio inferior para não reclamar.

- Por que você não faz nada ? - Karin disse, puxando novamente o cabelo de Sakura, obrigando ela a se levantar.

- Ei, ei. Já chega, Karin. - Um dos alunos falou.

Sakura estremeceu ao sentir o corpo sentir o copo reto novamente. O salto agulha deixaria uma marca feia em sua costa.

- Vocês não tem nada haver com isso. - Karin rosnou para eles.

Karin largou Sakura, que cambaleou um pouco para o lado. Karin a encarou, sentindo a raiva crescer ao olhar aquele rostinho de falsa inocência. Aquele rosto que lhe roubou o seu bem mais precioso.

Sakura fechou os olhos para que talvez assim não doesse tanto.

Karin ergueu a mão, pronta para lhe acertar a cara - pronta para lhe destruir mais um pouco -, quando ela sentiu seu pulso ser segurado fortemente. Ela forçou ele mais para frente, mas ele não foi. Quando Karin olhou para lado, sentiu o ar escapar dos pulmões.

O que ela estava fazendo ali ?

- Então você gosta de humilhar garotas inocentes ? - Konan Tanaka disse, ao fitar bem os olhos de Karin. - Para sua má sorte, essa que você pegou tem quem a defenda.

Karin viu tudo acontecer rápido demais.

Konan enfiou a mão em sua cara, fazendo Karin cambalear para trás quase caindo. A raiva lhe subiu e Konan lhe deu um chute certeiro na costela, fazendo Karin novamente perder o ar, mas não de surpresa, mas sim de dor.

Konan se abaixou em sua altura, pondo as pernas em volta do seu corpo machucado. Konan disse:

- Só falarei uma vez, espero que escute bem: Nunca mais mexa com a minha dongsaeng.

Karin sentiu o chão sobre seus joelhos quando avistou Konan segurar o pulso de Karin. Mesmo sem entender, Sakura se sentiu aliviada e grata pelo que a garota havia acabado de fazer. Seu coração batia de forma descompensada, enquanto via Karin caída ao chão e Konan montando sobre seu corpo.

Sakura viu, pela sua visão periférica, alguém lhe estender a mão. Com o corpo tremendo, ela ergueu a mão, sentindo seu corpo ser apoiado pela pessoa. Grata pela ajuda, ela ergueu o olhar, para que lhe agradecesse, mas quando viu quem era, ela se sentiu envergonhada pelo seu estado. O calor subiu pelo seu rosto e ela sentiu-se corar. Abaixando a cabeça, ela preferiu ficar calada por enquanto.

- Não vai me agradecer ? - Ele perguntou, sussurrando em seu ouvido com aquela voz rouca e sexy.

Sem escolha, ela se viu novamente encarando aquele olhar. Ele ainda tinha aquele ar cheio de si, e aquele sorriso debochado nos lábios.

Sakura piscou, atônita e disse:

- Obrigada, Sasori.

Ele ergueu o canto dos lábios, mostrando toda sua satisfação pelas palavras. 


Notas Finais


Quero agradecer pelos 80 favoritos >///<
Arigatou minna-san <3
Dongsaeng: É mais ou menos como se chama alguém mais jovem que você na Coréia.
Já que todos os integrantes dos TSD nasceram na Coréia e viveram todas sua vida lá, nada mais justo do que eles trazefem os seus costumes.
Vou reforçar: Observem bem a Karin, e até mesmo os pequenos PVOs do Sasuke. Karin terá um papel importante, mas esse papel foi passado para a segunda temporada.
A primeira temporada será um pouco encurtada. Retirei cenas que acho desnecessárias e acrescentei outras mais importantes, que envolve o Derek.
Até a próxima <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...