História As lágrimas de uma cerejeira - Paixão - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Itachi Uchiha, Karin, Mebuki Haruno, Naruto Uzumaki, Nawaki Senju, Personagens Originais, Sakura Haruno, Sasori, Sasuke Uchiha, Tsunade Senju
Tags Sasosaku, Sasusaku
Visualizações 466
Palavras 4.347
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa leitura, babys <3

Capítulo 6 - Salva pelo inimigo.


Sakura passou os dedos sobre o papel amarrotado, relendo suas palavras pela milésima vez. Ela tentava imaginá-lo escrevendo aquele pequeno bilhete e dando na mão de quem quer que fosse aquele sujeito que serviu de entregador.

Surpreendente era como somente um simples não a machucava deverasmente - como se o único pilar intacto houvesse acabado de desmoronar. Mais do que isso, parecia que ele não quisera que Deidara, ou qualquer outra pessoa, soubesse que ela o conhecia.

Enquanto Sakura queimava neurônios imaginando os motivos de Itachi haver tratado-a assim, ela sentiu um cheiro inconfundível de queimado subindo da cozinha. Levando em conta que Sakura estava em sua casa com Ino e Derek, e que, contanto que Derek não queira cozinhar, não haveria motivos para pânico.

Sakura jogou o bilhete sobre o criado mudo e correu. Desceu as escadas num átimo.

O pote de molho que Derek havia colocado no micro-ondas estava em sua primeira volta quando ela abriu a porta e o retirou de lá.

- O que estão tentando fazer ? - Sakura perguntou, demonstrando irritação.

- Derek só queria mostrar como é a culinária norte-americana. - Ino respondeu inocentemente, enquanto abanava o ar com uma toalha de prato.

- É, mas o Derek - Sakura disse seu nome com desprazer. - não sabe fazer comida.

- O que eu fiz de errado ? Eu só queria fazer espaguete. - Era incrível como quando na presença de outras pessoas Derek mudava.

- Você não deve pôr com a tampa. Retire-a primeiro. Assim. - Ela dizia, enquanto tirava a tampa rapidamente.

Sakura despejou metade em uma tigela que ela colocou dentro do micro-ondas e jogou o pote seco no lixo; Determinou o tempo é apertou o botão ”Ligar”.

Sakura podia sentir os olhares de ambos em suas costas enquanto ela observava o macarrão, a origem do cheiro.

- Fizemos o macarrão certo ? - Ino perguntou.

- É bom mexer. - Sakura disse, enquanto apontava para a papa grudenta que borbulhava dentro da panela.

Ino rapidamente correu em direção a panela com uma colher em mãos.

- O que significa tudo isso ? - Perguntou Sakura.

Derek abriu o sorriso mais cínico que Sakura já viu e falou:

- Sua mãe vem jantar em casa, então Ino me deu a ideia de cozinhar. - Por mais cínico que ele fosse, Sakura sentiu vontade de gargalhar. Derek nunca cozinhou em sua vida, da última vez que ele tentou, a casa quase pegou fogo.

- Boa sorte. - Sakura disse, cruzando os braços.

- Prontinho. Acho que deu pra salvar. - Ino disse, enquanto depositava a panela sobre a mesa. - Se você cortar, não vai dá pra perceber que grudou.

- Ah! Obrigado, Ino. - Derek disse, enquanto enxugava as mãos em um pano de prato.

Sem avisar, Sakura se retirou da cozinha, seguindo em direção às escadas. A noite estava fria, e parecia que ia chover a qualquer momento.

Por mais que Sakura não gostasse de expor Ino a tal perigo, deixando-a dormir em sua casa naquela noite, ela estava feliz que Ino fosse dormir lá. Um dia a mais sem Derek encostando em seu corpo.

Sakura sentiu o pisar suave atrás de si, e ela sabia que era Ino quem a seguia. Ela ainda estava com a farda de aula, já que não fazia nem um hora que ela havia chego na casa de Sakura. A rosada não sabia o porquê da decisão repentina de Ino, mas de acordo com sua expressão, provavelmente seus pais haviam tido outra briga. Sakura não tocaria no assunto, esperaria por Ino e sua vontade de desabafar.

Ino

A porta atrás dela se fechou suavemente, enquanto Ino adentrava o tão conhecido quarto da amiga. O cheiro de incenso ainda a incomodava, mas ela era uma convidada, não precisava falar aquilo.

Ino observou Sakura, que se jogou tranquilamente sobre colcha da cama e fechou os olhos. Ela aparentava calmaria e felicidade, uma felicidade que Ino invejava.

- Sakura, e como foi quando Derek chegou ? - Perguntou, tentando quebrar o silêncio.

Desde muito antes, Ino percebeu a raiva que cercava Sakura em relação Derek. Ela não compreendia isso antes, mas agora, com tudo que estava acontecendo em sua família, ela talvez pudesse dizer que finalmente compreendia os sentimentos de raiva que Sakura supria.

- Foi um incômodo, Ino. - Ela disse em um suspiro. - Meu pai havia acabado de ser morto brutalmente. Sabe, ainda não haviam se passado nem quase dois anos e Mebuki já estava com outro.

Sakura se sentou sobre a cama e Ino se aproximou, sentando-se ao seu lado também.

Ela nunca havia conversado sobre isso com Sakura. Quer dizer, não depois de tudo que Sakura passou quando tinha quinze anos. Depois daquilo, Ino não sabia mais como ver a amiga.

- Mas você cogitou a ideia de sua mãe ter motivos ? - Perguntou, sem olhá-la. - Sabe, eu procuro pensar que todos merecem uma segunda chance.

Dessa vez ela não se referia a vida de Sakura, mas sim a sua própria vida. Depois do que seu pai havia feito, ela não sabia se conseguia perdoá-lo, mas parando para pensar, todos erram, principalmente seu pai. Ele não era um ser perfeito.

Ela soltou um suspiro inconsciente. Talvez não conseguisse mesmo perdoa-lo, pois a razão falava mais alto do que seus sentimentos para com seu pai. Ainda mais, o motivo de não conseguir perdoa-lo é saber que ele colocou sua vida em risco sem ao menos pensar duas vezes.

- Não, nem um segundo. - Ela respondeu sincera. - Meu pai era um bom homem. Não merecia morrer protegendo alguém como ela.

Sakura se levantou, indo até a varanda e observando o céu. Ainda se podia sentir o vento morno do verão.

- Meu pai não merecia aquilo. - Sakura sussurrou.

Ino abaixou a cabeça, sem saber o que falar. Seus pensamentos estavam a mil com aquela conversa. Informações, eram muitas informações que Sakura não sabia. E se haviam determinado assim, então ela não quebraria as regras por um mero sentimento.

- Mas Derek é um padrasto legal, não é ? - Ela perguntou, soltando um riso de distração.

Pelo menos nisso Sakura havia acertado. Em um pai substituto. Derek aparentava ser um homem bom, sempre carinhoso e protetor.

Ino ergueu o olhar para Sakura, vendo-a acender um cigarro. Surpresa, ela voltou a abaixar a cabeça. Não sabia que Sakura ainda mantinha velhos costumes.

Ela se deitou na cama. Não esperaria por um resposta, pois Sakura não aparentava querer responder. Seu olhar era distante enquanto soprava para longe a fumaça contendo a nicotina.

- Sim, ele é um ótimo padrasto.

Para sua surpresa, Sakura respondeu. Porém, seus olhos demonstravam uma resposta totalmente diferente da que seus lábios pronunciaram, e Ino não sabia se isso era bom.  

Sakura

Na manhã seguinte o som do sirenes inundou os ouvidos de todos os alunos da escola. Sakura, que estava na arquibancada observando o treino matinal dos jogadores, não se assustou nem um pouco ao ouvir o som tão conhecido.

Sakura se levantou, observando o movimento dos jogadores. Suas expressões de frustração e raiva era palpável. Todos pararam o que estavam fazendo para seguir em direção ao treinador, que já havia apitado duas vezes, encerrando o treino.

- Sem pânico. Esse é mais um treinamento contra incêndio. – A voz do gestor ecoou pelos quatro cantos da escola. -  Com bastante calma, sigam as instruções dos professores.

Sakura contorceu os lábios, observando Sasuke de longe. Ele, parecendo perceber seu olhar, ergueu seus olhos em direção a ela e sorriu, acenando.

- Isso sempre acontece. - Ino bufou, levantando e ficando ao lado de Sakura.

Sakura não respondeu, somente acenou com a cabeça enquanto a via olhar diretamente para Sasuke. Seus olhos novamente tinha aquele brilho, um brilho bastante conhecido para Sakura.

Ela direcionou seu olhar para ele novamente. Contemplando sua beleza. Sakura ficava maravilhada com o que o tempo podia fazer com Sasuke, mas ela tinha certeza que nenhum aspecto dele deixaria de surpreendê-la. Seus olhos acompanharam suas feições pálidas: o formato do queixo, a curva suave dos lábios cheios – agora retorcidos em um sorriso -, a linha reta do nariz, o ângulo agudo das maçãs do rosto, a mármore macia da testa – parcialmente oculto por uma mecha de cabelo negro, molhado pelo suor... Sakura queria olhar para seus olhos grandes, negros como pedras ônix, e emoldurados por uma franja grossa de cílios escuros, mas quando seus olhos se voltaram a aquela parte de seu rosto, ela se arrependeu. Abaixou a cabeça, deixando que seus cabelos se jogassem contra seu rosto o escondendo.

Sasuke não sabia disfarça, muito menos Ino que estava a seu lado. Seus olhares trocados eram ridículos para Sakura. Eles tinham aquele ar que gritava segredo, mas um segredo particular, um segredo que nem mesmo para ela era liberado.

Sakura era muito Altruísta, ela sabia.

Quando sua cabeça finalmente levantou, o campo já estava sendo esvaziado e os professores já davam ordens de retiradas dos alunos da arquibancada.

Sakura os seguiu, sentindo o buraco de seu peito abrir cada vez mais.

[…]

O “incêndio” havia acabado. Os alunos seguiam para sua rotina costumeira. Sakura se arrastava pelos corredores de Karasuna, enquanto seguia para sua próxima aula.

Ela estava distraída, relembrando o que havia visto a arquibancada. Seu peito doía ainda mais por perceber que havia perco Ino de vista. Ninguém sabia onde ela estava.

Os corredores estavam ficando vazios a cada minuto. Os alunos corriam, apressados para as suas aulas. Sakura sempre achou a pressa desnecessária.

- Olá. – O seu discreto movimento na visão periférica de Sakura, e sua voz aveludada, fez com que ela pulasse.

- Gah! – Arquejou de choque quando percebeu que não estava mais sozinha no corredor.

Ela congelou no lugar. Seu coração batia com rapidez quando ela reconheceu o perfume amadeirado que ele trazia consigo.

Itachi estava ali, a alguns centímetros dela, imóvel, enquanto a observava com humor.

- Você não foi me vê ontem. – murmurou ele. – Por que ? – Perguntou, olhando-a nos olhos.

Qualquer chance que Sakura tinha em evitar Itachi havia se perdido no momento em que ela contemplou sua face. Ela nunca conseguia raciocinar quando Itachi a pressionava muito. Era o que ele estava fazendo agora.

- Eu… É… Bem… Argh! - Ela gemeu.

- Irmão. - A voz rouca de Sasuke ecoou pelo corredor.

Sakura se surpreendeu, abrindo espaço entre ela e Itachi. Sasuke caminhou em sua direção, parando ao lado dela enquanto observava Itachi. Seus olhos estavam feroz.

- Sasuke. - Itachi sorriu, admirando o irmão. - Quanto tempo. Como vão os negócios ?

Sakura os observou, sem entender. De que negócios eles falavam ? Sasuke não havia herdado os negócios de Fugaku com a empresa.

- Vão bem. - Sua resposta fora simples, neutra.

Sakura se via em uma guerra de expressões frias, e pelo que lhe parecia, Sasuke parecia ganhar aquela guerra que rolava.

Sasuke olhou para Sakura e sorriu, como se nada houvesse acontecido.

- O que está fazendo aqui ? - Ele perguntou.

Sakura abriu a boca diversas vezes, buscando por uma resposta, porém Itachi foi mais rápido em formular uma.

- Estamos conversando. Pondo os assuntos em dias, sabe ? - Ele sorriu para o irmão.

- Soube que você a ignorou quando chegou aqui. - Então ele já sabia. - Por isso a pergunta.

- Preciso me explicar a ela. - Itachi respondeu em tom neutro. - Por isso a conversa.

Sakura se sentia tão confusa. Tudo que ela conseguia fazer era ficar calada e observar enquanto os dois “dialogava”.

Sakura viu quando Itachi partiu para cima dela, passando o braço sobre o seu ombro e a abraçando. Sussurrou em seu ouvido:

- Precisamos conversar, irmãzinha. - Ele a largou, olhando em seus olhos. - Me encontre no mesmo local do bilhete. Depois da aula. Preciso me explicar.

Sakura ficou paralisada sobre seus pés. O calor do toque de Itachi ainda parecia presente em seus ombros.

Ela continuou a observá-lo enquanto ele se afastava de forma descontraída, com as mãos no bolso da calça. Ao seu lado, Sasuke pigarreou, chamando sua atenção.

- Tenho aula de Língua Japonesa agora. - Ela disse sem olha-lo. - E você ?

- Estudos Sociais. - Ele respondeu. - Vamos, eu te levo até a sua sala.

Ele deslizou a mão sobre sua costa e a guiou até a sala.

[...]

Por mais que seu orgulho dissesse “não!”, Sakura sabia que sua saudade por Itachi gritava incessantemente de dentro do seu coração. A amostra mais clara disso era aquele momento no qual ela corria em direção ao banheiro da piscina.

Com o seu coração batendo rápido, ela atravessou a porta e desacelerou os passos. Por mais que sentisse saudade, não deixará transparente seu nervosismo e ansiedade por estar ali.

Como sempre, o banheiro das piscinas estava deserto. Perfeito para uma conversa particular.

Sakura caminhou em passos rasos em direção aos boxes, buscando com os olhos por Itachi. Ao sussurrar seu nome e não receber resposta, ela perceberá que ele não estava. Talvez houvesse se enganado e vindo rápido demais a seu encontro. Itachi nunca se atrasaria.

Ao da meia volta e começar a caminhar em direção a saída, Sakura pode ouvir a sua voz rouca ecoar sobre o banheiro. Ela se virou imediatamente, quase batendo o rosto em seu peitoral.

Sakura se afastou um passo, tomando distância suficiente para poder encarar seu rosto.

- Me desculpe pelo atraso. - Ele disse, sorrindo em seguida.

- Me desculpe você, por ter chego cedo demais. - Ela respondeu.

Se afastou um pouco, buscando por apoio na mesa de mármore da pia. Seu olhos eram fixos nos sapatos nada caro, e os dedos das mãos se remexiam uns contra os outros em uma forma de se acalmar.

- Está nervosa. - Não era um pergunta, e sim, uma afirmação.

Ela sentia-se tão transparente em sua frente que era impossível tentar esconder um sentimento.

Itachi tocou seu queixo com delicadeza, levantando seu rosto e buscando por seu olhar.

- Ah, um pouco, talvez. - Respondeu. - Só não quero que nos peguem. Isso pode acabar mal para você. Então, se você puder ser mais direto…  

Naquele momento, ela quis correr de sua própria grosseria.

Itachi

Não, ele não estava surpreso por sua grosseria. Ele estava aliviado, o que lhe pareceu estranho nos primeiros momentos. Contudo, ele percebeu que com Sakura estando irritada, significava que ela ainda se importava com ele, por isso a irritação.

Ela havia crescido e amadurecido. Recebeu uma educação diferente do que ele a ensinou e até estava agindo com mais frieza. Ele sentia vontade de rir de si mesmo, mas estava orgulhoso por vê-la vestindo aquelas atitudes.

- Me desculpem por ser tão grosso no dia anterior. - Ele começou sua explicação da forma mais simples possível. - Mas acredito quando eu digo que tudo o que eu faço é necessário para a sua proteção.

Ele não estava mentindo. Tudo o que ele fazia era para separá-la da loucura que era o mundo da fama.

- Eu não quero envolvê-la na loucura da qual eu participo, então, me perdoe. - Ele se curvou para ela.

Ele esperou por um movimento, um ruído, mas depois que um minuto se passou e nada havia sido feito ele se levantou. Para sua surpresa, Sakura ainda estava a sua frente, parada, só que agora ela tinha os olhos cheios de lágrimas e parecia se segurar para não chorar.

- Idiota. - Ela sussurrou, entre as lágrimas. - Idiota. Você sabe o quão preocupada eu fiquei ? Eu pensei que você havia me esquecido, que eu não era mais importante para você.

As lágrimas que escorriam pelos olhos dela foram enxugadas por seus dedos. Ele a segurou pelos ombros, puxando seu corpo para mais próximo do dele e a abraçou.

Ele nunca a viu chorar tanto, a não ser no dia em que Sasuke havia ido embora para Miami, deixando-a para trás. Naquele dia ela chorar tanto que chegou soluçar em seu colo.

- Eu senti sua falta. - Ele sussurrou.

- Eu também. - Ela respondeu.

Itachi a soltou, segurando em seu ombros enquanto ela enxugava as lágrimas restantes.

- Em qual hotel está morando ? - Ele perguntou.

Ela riu baixinho e ele ficou sem entender.

- Não entro em um hotel a anos, Itachi-kun. - Ela revirou os olhos. - Estou morando em um bairro de Classe Média que fica a uns vinte minutos daqui, mas não precisa se preocupar, porque o motorista vem me buscar.

Ele não a deixaria ir com o motorista hoje. Naquele instante Sakura lhe pertencia, e ele ia abusar do tempo que lhes restava juntos.

- Não mesmo. Pegue suas coisas que eu levo você. - Ele lhe deu um peteleco na testa. - Ficar em pausa tem seus benefícios pelo visto.

Sakura

Ao tentar explicar tudo para os amigos, Sakura se embolava em algumas palavras, deixando todos um pouco confusos. No final de tudo deu para compreender que ela não iria novamente acompanhar ninguém filme que iam assistir na casa de Hinata, pois já estava comprometida em outros planos, que se chamava Itachi e sua necessidade em levá-la até a sua casa.

Embora Sakura não gostasse muito de ser mandada, ela aceitou a oferta em ir para casa com Itachi, contanto que ele a espere duas quadras da escola. Não se arriscaria em ser flagrada entrando no carro do amigo.

Em busca de um banheiro para checar o rosto inchado pelas lágrimas, Sakura adentrou no primeiro que viu. Ao entrar no cômodo, ela desabotoou a blusa, deixando a mostra o sutiã branco de renda. Ela observou as marcas que se estendiam por entre os seios medianos. Aquelas malditas marcas parecia nunca sumir.

Sakura buscou pela maquiagem, mas foi surpreendida quando a porta do banheiro se abriu e por lá Karin entrou.

- Vejamos o que temos aqui. - Sua voz era afiada e seus passos eram curtos. - Então você se cansou do irmão mais novo e foi para o mais velho ?

Sakura se cobriu, tentando abotoar novamente a camisa. Karin se aproximou, retirando as mãos de Sakura dá camisa e deixando a mostra as marcas.

- Sasuke-kun vai ficar tão decepcionado se ver isso. - Ela disse, fazendo uma expressão de indignação.

A mão de Karin percorreu pela barriga de Sakura, passando por cada marca roxa que cobria sua pele. De repente ela segurou o queixo de Sakura, ergueu seu rosto e pressionando seu corpo contra a parede.

- Sasuke-kun vai ficar decepcionado, e se Sasuke-kun fica decepcionado, eu também fico. - Sua voz saia de forma sombria, raivosa. - Sasuke-kun fez muito por você, e como você retribui ? Dando em cima do irmão dele.

- Você… entendeu errado. - Sakura sussurrou. - Itachi-kun e eu…

- Cala a boca. - Karin gritou.

Sakura sentiu a ardência em sua bochecha e então percebeu que Karin havia lhe batido.

- Karin, você enlouqueceu. - Sakura sussurrou, pondo a mão sobre a bochecha.

- Enlouquecer ? Você ainda não viu nada. - Ela riu abafado.

Karin a soltou e se afastou um pouco. Sakura aproveitou esse pequeno intervalo para abotoar os botões da camisa e pensar em uma forma de sair dali.

- Eu gosto de jogos, Sakura. - Disse a ruiva, olhando fixamente para ela. - Principalmente aquele em que eu estou no comando. Agora, eu irei propor um jogo em que, se você estiver com sorte, vai conseguir fugir de mim.

Sakura se manteve quieta, esperado pelo próximo passo. Tudo o que ela tinha que fazer era despistar Karin e correr. Itachi estaria a esperando fora da escola e então ela poderia pedir ajuda dele.

- O nome do nosso jogo se chama Gato e Rato. Nem preciso falar quem é quem, não é ? - Ela sorriu. - Ótimo, ótimo. Agora, você tem dez segundos para sair daqui e eu vou te procurar, se eu conseguir te pegar… não queira saber o que vai acontecer com esse seu lindo rosto.

Sakura não sabia o que fazer. O jogo já havia começado ? Pra onde ela tinha que correr ? Seu coração se mantinha acelerado em seu peito.

- O que você ainda faz aqui ?! Os segundos estão passando. - Disse Karin, olhando para ela seriamente.

Ela não estava brincando, Sakura pensou. Ela realmente acreditava que estava em alguma espécie de jogo.

- Dez, nove, oito… tic, tac, tic, tac. - Ela sibilou.

Sem questionar, Sakura correu para fora do banheiro, deixando para trás os sons das gargalhadas de Karin.

[...]

O ar em seus pulmões faltavam e ela os órgãos pulmonar arde em seu peito. Sakura já não sabia para onde correr, a escola era grande, mas era impossível se esconder por muito tempo.

Ela forçou as pernas a seguir mais adiante, pelos corredores vazios das salas. Ela duvidava muito que ainda restava alguém na escola, então sua única esperança estava na sua disposição em fugir de uma Karin insana.

Sakura se lembrou de Itachi e pensou em ligar para ele, pedindo por ajuda, mas lembrou-se que havia deixado o celular no armário. Ela quis socar a própria cara por tal vacilo.

Sua única alternativa era corredor para fora da escola e torcer para que a ruiva não a encontrasse. Era algo arriscado, mas sem ajuda ela não conseguiria escapar da garota.

Sakura correu pelos corredores, descendo as escadas com pressa. Naquele momento, seu último pensamento era o medo de tropeçar e torcer o tornozelo. Ela continuou com a corrida quando chegou ao saguão principal e atravessou o portal de entrada.

Ela respirou fundo, sentindo-se aliviada por conseguir chegar tão longe. Ela sorriu, pois finalmente havia escapado de Ino, mas sua felicidade durou pouco.

- Buu. - Ela ouviu Karin dizer em seu ouvido.

Sakura estremeceu. Em sua costa Karin riu, e então ela sentiu seu corpo ser empurrado com força para frente. Ela se sentiu cair e buscou diminuir o impacto com o braço.

Sakura tentou se levantar, mas Karin já estava ao seu lado, com o pé sobre sua costa. Quanto mais ela forçar seu corpo a subir, mais Karin a forçava para baixo com o pé.

- Fugindo de mim ? - Ela perguntou, retirando o pé e se abaixando na altura de Sakura.

Karin enfiou a mão nos cabelos de Sakura, forçando o seu rosto para cima. Sakura fechou os olhos, com medo do que vinha depois. As palavras ameaçadoras de Karin ainda pairavam sobre suas lembranças.

Os olhos de Sakura lacrimejaram pela dor de ter seus fios de cabelo arrancados com brutalidade. Ela sentiu Karin enfiar a mão sobre sua blusa, tentando rasgar a forçar o tecido. Aquilo era humilhação demais para ela.

Quando Sakura não sentiu mais seu corpo chacoalhar, ela olhou para cima, em busca de Karin. A garota a fitava com ódio ardente nos olhos.

Quando Sakura tentou se levantar, Karin enfiou o salto agulho novamente em sua costa. A dor atravessou seu corpo inteiro e ela precisou morder o lábio inferior para não gritar.

- Por que você não faz nada ? - Karin perguntou, segurando novamente os cabelos de Sakura. - É porque você sabe que está errada ? É por isso ? - Ela gritou.

Sakura estremeceu ao sentir o corpo sentir o copo reto novamente. O salto agulha deixaria uma marca feia em sua costa.

- Essa dor não chega nem perto dá dor que eu senti. - Ela rosnou.

Karin a soltou e Sakura sentiu seu corpo cambalear um pouco para o lado. Ela sentia a dor se estender mais e mais sobre seu corpo, fazendo ela gemer de dor. Ela podia sentir o olhar de Karin sobre ela, o olhar que demonstrava o ódio puro. Sakura não compreendia a raiva da garota, nem sabia qual era sua fonte, mas parecia que por algum motivo ela tinha que ser direcionada a ela.

Quando Sakura viu Karin erguer a mão novamente, ela fechou os olhos com força, na tentativa de amenizar a dor do tapa. Um tapa que nunca veio.

Aos poucos ela abriu os olhos e sentiu o ar escapar de seus pulmões ao ver Konan parada em sua frente. Naquele instante, por algum motivo aparentemente desconhecido, ela quis chorar.

- Então você gosta de bater em meninas ? - Konan disse para Karin, que se mantinha incrédula. - Para sua má sorte, você pegou a garota errada dessa vez.

As coisas ocorreram rápido demais no ponto de vista de Sakura. De repente Konan estava tranquila, sorrindo calmamente, no outro estava esbofeteando o rosto de Karin, fazendo a garota se desequilibrar e cair no chão. Konan caminho até a garota e Sakura viu a raiva crescer em sua expressão, então a garota de repente lhe deu um chute na costela, fazendo Karin arregalar os olhos e se curvar de dor.

Sakura continuou a observar Konan, que agora estava agachada próximo ao corpo de Karin. Ela tinha uma expressão séria ao olhar para Karin.

- Só falarei uma vez, espero que escute em: Nunca mais mexa com ela.

Mesmo sem entender, Sakura se sentiu aliviada e grata pelo que a garota havia acabado de fazer. Seu coração batia de forma descompensada enquanto via Karin caída ao chão e Konan montando sobre seu corpo.

Sakura viu, pela sua visão periférica, alguém lhe estender a mão em ajuda. Com o corpo dolorido e tremendo ela ergueu a mão, sentindo seu corpo ser puxado cuidadosamente para cima e ser apoiado na pessoa. Grata pela ajuda, ela ergueu o olhar para que agradecesse, mas ao ver quem era ela sentiu o ar escapar de seus pulmões e virou a rosto ruborizado.

- Achei que ao fazer isso ganharia pelo menos um obrigado. - Ele sussurrou para ela.

Sem escolha, ela se viu novamente encarado aquele olhar superior. Ele ainda tinha aquele ar cheio de si e aquele sorriso irônico nos lábios.

Sakura piscou, atônita e disse:

- Obrigada, Sasori.

Ele ergueu um canto dos lábios, demonstrando toda sua satisfação pelas palavras ditas.


Notas Finais


Vou reforçar: Observem bem a Karin, e até mesmo os pequenos PVOs do Sasuke. Karin terá um papel importante, mas esse papel foi passado para a segunda temporada.
A primeira temporada será um pouco encurtada. Retirei cenas que acho desnecessárias e acrescentei outras mais importantes, que envolve o Derek.
Até a próxima <3


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