História As lentes não captam o que o coração sente - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Visualizações 42
Palavras 1.865
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Fluffy, Hentai, Lemon, Luta, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Canibalismo, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Bom, esta é minha primeira fanfic, espero que esteja legível.
Afinal, não sou uma pessoa que costuma ler livros, não sou tão culta... então, espero que gostem.

Capítulo 1 - Profecia


"Lembro-me bem, eu tinha 8 anos quando ganhei minha primeira câmera fotográfica. Meus pais me deram de aniversário pois percebiam que eu tinha uma certa fissura por tirar fotos de coisas e pessoas. Desde então não parei mais e hoje sou um fotografo profissional que trabalha para uma revista não muito famosa chamada Fairy Tale.

Fairy Tale é uma revista que visa mostrar a história de lugares e povos exóticos jamais vistos pelo homem e, mesmo não sendo tão popular assim, encontrei nela a oportunidade perfeita para fazer o que faço de melhor: fotografar. Viajo pelo mundo coletando imagens e histórias e claro, aproveito a oportunidade para me divertir um pouco. O bom de tudo isso é que não estou sozinho. Meu irmão Natsu resolveu me acompanhar e trouxe com ele sua namo... quer dizer, sua amiga Lucy, uma garota energética aspirante à fotografa e que por alguma razão me escolheu para ajudá-la nesse ramo, já que meu irmãozinho é meio incompetente. 

E aqui estou eu, no aeroporto de Londres - onde fizemos nossa última parada ao longo de um mês de trabalho - esperando o avião, que por sinal, avisaram-nos que este iria se atrasar devido ao temporal..."

-Pensa rápido! - ouviu a voz do rosado e em seguida segurou a lata de refrigerante que fora jogada em sua direção.

-Isso foi perigoso Natsu. Já pensou se essa lata me acerta no rosto? - repreendeu o moreno, que até então mexia em seu diário, ou melhor, notebook. 

-Seria engraçado ver sua testa inchada. - disse de forma despreocupada em uma posição relaxada, apoiando suas mãos na cabeça e olhando para cima, imaginando como seria se seu irmão estivesse com a testa inchada. Riu com o pensamento.

-Credo Natsu, você é maldoso. - dessa vez uma voz feminina. Natsu virou-se para encara-la. Lucy a garota de madeixas loiras, rosto angelical e sorriso inocente, mas com o corpo que levaria qualquer homem ao mal caminho estava coberto por um sobretudo beje e roupas de frio.

-Náah, não sou tão mal assim.

-Claro que é. - retrucou a loira.

-Já disse, não sou. - rebateu o rosado.

E mais uma vez se iniciou uma discussão que Zeref jamais se atreveria a interromper. Enquanto Lucy dava uma palestra para Natsu, Zeref retornou ao que fazia antes ignorando-os por completo. Afundado em pensamentos e focado no que estava fazendo, o moreno nem percebeu o tempo passar, olhou para frente vendo Lucy descansar no colo de seu irmão enquanto este parecia entretido com o conteúdo de seu celular. O remanso incômodo fora interrompido pelo próprio Zeref, quando este direcionou uma pergunta ao seu irmão.

-Parece ler algo interessante, o que é?. - Natsu piscou olhando para seu irmão, confuso.

-Você realmente não leva jeito para conversar, não é Zeref? - sorriu Natsu.

-Como assim? - desta vez era Zeref quem estava confuso. Natsu sorriu novamente, olhando a cara de seu irmão mais velho que mais parecia um adolescente.

-Nada. Esquece. 

-Certo...? 

Zeref guardou seu notebook na mochila e fez dos bancos sua cama, sem notar Natsu ainda o encarava, o assistindo dormir. De repente sentiu nostalgia ao encarar uma feição tão inocente de seu irmão, o qual nunca havia despertado para o amor.  Isso mesmo, Zeref nunca se envolveu com ninguém. Não que isso fosse algo errado, mas por um lado isso despertava certa preocupação em seu irmão mais novo. Por outro lado, Natsu era uma pessoa realista, ele sabia muito bem que não ficaria com seu irmão para sempre e que logo, logo constituiria uma família e teria que parar de viajar. 

"Talvez você seja consciente disso também, não é, irmão?", pensou o rosado. Alguns segundos encarando seu irmão sentiu seu celular vibrar. Olhou na tela, era sua mãe.

-Mãe? 

-Natsu querido, até que em fim consegui ligar. Estava ficando preocupada, o celular dava fora de área e... - um pequeno sorriso se formou nos lábios do rosado, enquanto sua mãe palestrava algo sobre estar preocupada por não conseguir ligar ou ser atendida. - Mas e então, quando vocês vão voltar?

-Esta noite não vai dar. O voo foi adiado pra amanhã de manhã devido ao temporal. Estaremos em casa em breve. 

-Entendo... e seu irmão? Como ele está? Arranjou uma gata inglesa? - dizia a mãe na maior empolgação.

-Pfff... N-não mãe. Zeref ainda é um molenga. - Natsu teve que conter a risada para não acordar a Lucy e o mal-falado do momento. - E olha que não foi falta de incentivo. 

-Poxa... - a mãe parecia decepcionada do outro lado da linha, mas logo se recompôs. - E você com a Lucy, quando vão se assumir?

-O Q... - Natsu tapou a própria boca para não gritar. - Mãe! - repreendeu Natsu.

-Hahahah... não se preocupe, não sou uma mãe ciumenta. Mas de qualquer forma, só queria saber se vocês estavam bem.

-Não se preocupe mãe, estamos bem.

-Então, até amanhã? 

-Até, mãe.

***

Na manhã seguinte correu tudo bem, o avião saiu às sete em ponto partindo para o Japão. Durante a viajem houveram poucas reclamações do casal que, de alguma forma, sempre acabavam discutindo por coisas banais como gosto musical. Enquanto um tentava arrancar os fones do outro, Zeref lia tranquilamente seu livro, até serem interrompidos pela chamada. O avião estava prestes a pousar em solo japonês, o moreno suspirou aliviado. Finalmente estava em casa.

Desceram do avião, pegaram suas bagagens e despediram-se de Lucy, pois seu pai já havia ido buscá-la. Sentaram-se nos bancos do local para esperar duas pessoas que, de alguma forma, sempre se atrasavam quando seus filhos chegavam de viajem cansados. Quase uma hora depois duas figuras conhecidas e amadas por ambos apareceram com a maior cara de inocentes.

-Nos perdoe pelo atraso filhos mas é que...

-"Seu pai se recusava a acordar." - Natsu imitou a voz de sua mãe. - Hahahaa... não se preocupe com isso mãe. 

-Nós sabemos do que o nosso pai é capaz. - disse Zeref, que logo recebeu um olhar mortal de seu velho.

Colocaram as bagagens no porta malas e foram para casa. Ao chegarem, os irmãos Dragneel foram recepcionados por nada mais nada menos do que um jantar bem caprichado feito por sua mãe. Os quatro se deliciaram e aproveitaram bem o jantar e o momento para colocar o papo em dia. Zeref e Natsu contaram seus feitos durante a longa viagem ao Reino Unido enquanto seus pais os atualizavam dos acontecimentos.

-Oh, então quer dizer que a Erza só esperou a gente viajar pra ficar noiva? - Natsu fingiu estar chateado.

-E eu não esperava que a Levy, uma pessoa tão inteligente com um futuro brilhante, fosse namorar um playboy como o Gajeel. - comentou Zeref.

-Não é?! Nem eu acredito que aquele boneco de lata tá namorando uma garota tão legal como a Levy. - dizia o rosado com uma cara impressionada arrancando risos de seus pais.

-Bem, o jantar estava ótimo, mãe. Muito obrigado. Agora se não se importam eu vou me retirar, estou muito cansado. - o moreno se levantou depositando um beijo no topo da cabeça de sua mãe e apertando a mão de seu pai. - Boa noite.

-Boa noite. - falaram em uníssono.

-É, eu também vou me retirar.

-Boa noite, filho. - disse a mãe de forma doce.

-Boa noite campeão. - seu pai disse fechando a mão em punho e Natsu retribuiu.

***

Já era tarde da noite, porém Natsu sequer havia pregado os olhos. O motivo de seu desfoque no sono se deu a uma mensagem que o mesmo havia recebido de Lucy. Era um link onde continha informações sobre a existência de tribos desconhecidas na África. O rosado estava tão impressionado com o conteúdo que até mesmo esqueceu-se do cansaço. Natsu retirou a coberta do rosto, onde até então estava coberto como se estivesse em uma barraca, e foi até a cama de seu irmão.

-Zeref... - sacudiu-o de leve.

-...

-Zeref...- dessa vez falou um pouco mais alto.

-hmnnn...- gemeu o moreno enquanto se virava. - Natsuuu... o que você quer? - disse meio grogue.

-Veja só esse link que a Lucy acabou de me passar. - estendeu seu celular até o rosto do irmão. - É sobre uma tribo desconhecida na África. - dizia na maior empolgação, quando o rosado finalmente havia tirado o aparelho do rosto do moreno, presenciou uma cara enfurecida de seu irmão.

-Sabia, Natsu... que você poderia ter me mostrado isso amanhã quando eu já estivesse acordado?

Houve um momento de processamento.

-Heheh... verdade né? - Natsu coçou a cabeça um tanto sem graça. - Mas é que, eu fiquei tão empolgado que achei que você iria querer saber disso agora... quero dizer... você sempre odiou saber das coisas atrasado, então achei por bem compartilhar isso agora. - tropeçava nas palavras.

-hum... - o moreno virou-se para dormir novamente mas não conseguiu devido à recente informação. "Uma tribo desconhecida na África não é? Interessante."- Natsu...- chamou Zeref.

-Diga...

-Quero que você me conte mais sobre isso. - de repente um largo sorriso se formou nos lábios de Natsu. Ele sabia exatamente o que essa frase queria dizer. Em breve eles estariam viajando novamente, para o exótico continente Africano.

***

Em meio aos tambores e vozes, uma roda de mulheres mascaradas que dançavam envolta de uma fogueira. Os homens cantavam animados enquanto um ancião despejava objetos ritualísticos no fogo e proferia silenciosamente sua oração. Um grito fora ouvido, os tambores e as vozes cessaram, a dança parou, agora todos olhavam para o centro onde estava o ancião, ansiosos por uma resposta, principalmente as mulheres que dançavam ao redor do fogo há pouco tempo.

A festa denominada "Umshado Warrior" ocorria a cada 21 anos, que é quando o guerreiro escolhido pelo deus Anckhseram está apto a casar e dar continuidade à linhagem de guerreiros escolhida. Era uma festa aguardada principalmente pelos pais de filhas mulheres, pois assim que uma delas é escolhida, a família desta ganha prestígio e certa autoridade na tribo. 

-I Ankhseram uNkulunkulu uzikhethile kakade. Kodwa ungitshele, it ncisheka cha fanele waya esizweni sethu. - dizia o ancião em uma língua que somente os sábios compreendiam.

-"O deus Anckhseram já tem a escolhida. Mas, ele me revelou, ela não pertence à nossa tribo."  Foi o que ele disse. - traduzia um sábio para o guerreiro.

-Então ela é de outra tribo? - disse o guerreiro ao sábio.

-Ngakho-ke kuba wesitjhaba esinye?- disse o sábio ao ancião.

-Noma. I Ankhseram UNkulunkulu akafuni ukuthula phakathi kwezizwe zakwa-. Ngoba udla igazi lezitha zethu bawile.

-Ele disse que não. Que o deus Anckhseram não deseja a paz entre as tribos. Pois ele se alimenta do sangue de nossos inimigos derrotados.

-Então, o que Anckheram me reservou? Eu preciso saber onde está minha noiva! - exigiu.

-Umdala, iphoqelele ukwazi lapho umlobokazi wakhe.- (Ancião, ele exige saber onde está sua noiva).

-Yiba nesineke Acnologia. Ankhseram yambulwe kimi ukuthi uzovela maduze.

-Ele disse para você ter calma Acnologia e que em breve sua noiva aparecerá.

-Assim espero. - murmurou raivoso, enquanto a música voltava a tocar e as mulheres a dançar. O ancião sentou-se em seu "trono" observando a festa animada. 

 

 

continua...

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Bem, espero que tenham gostado ^^


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