História As long as we share the same sky. - Capítulo 4


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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Juugo, Kakashi Hatake, Kankuro, Karin, Konohamaru, Naruto Uzumaki, Orochimaru, Personagens Originais, Sai, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Shizune, Suigetsu Hozuki, Tsunade Senju, Yamato
Tags Naruto, Romance, Sasusaku
Visualizações 176
Palavras 1.413
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble, Drama (Tragédia), Droubble, Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, como foi essas duas/ três semanas de vocês? A minha foi péssima, mas não vem ao caso, portanto eis aqui um capítulo novinho. Espero que gostem, boa leitura!

Capítulo 4 - Lembrete.





        O vento frio passou por si. Sasuke sentiu o próprio cabelo acompanhando aquela brisa única; sentiu o cheio de metal, o tintinar de uma gota se chocando no chão e passos apressados não muito longe de onde se encontrava. Tudo estava escuro como de costume nos dois últimos meses, não via, não sentia e nem se permitia pensar em algo, não estando ali, não depois de passar por um mês e meio de interrogatório e perguntas. Ele não reclamava, sabia que era o preço que teria que pagar por tudo que fez ou planejou, o ruim era a sensação de ser a pior pessoa do mundo. Um homem que deveria morrer. Prometeu a Naruto que aguentaria sem desistir e era isso que fazia em todos os dias de sua vida depois que retornou a vila. Sua casa

Não havia estranhado o tratamento que todos tiveram consigo; tratado de forma grosseira e rude, de um jeito esperado. Os únicos que o tratavam como igual era o próprio Uzumaki, seu antigo sensei, Ino Yamanaka, Sakura e, por incrível que parecesse, Sai. O ultimo o visitava quase todos os dias, apenas com a permissão do próprio sexto Hokage, no caso, Kakashi. 
Sai lhe trazia novidades todas as vezes que cruzava a entrada da cela e se sentava ao seu lado, ele lhe contava até mesmo os comentários e tudo que Kakashi pedia para falar. Sai virou um bom amigo, Sasuke admitia. 
   

Naquela tarde não foi diferente, ao menos por uma coisa; não houve interrogatório, entretanto tudo correu como costume. Ele ficou sentado, no escuro, preso por algo que desequilibrava o seu chakra e uma venda com um selo que também o impedia de tentar qualquer genjutsu, ou o que fosse. O encarregado de vistoriar o local conversava sozinho, murmurando como a vida era injusta e o colocará ali. Sasuke ria, silencioso, da ironia; o homem era livre para ir e vir, poderia sair daquele posto quando quisesse, já ele...Ah, não, o Uchiha não se permitia pensar, se arrepender, isso já aconteceu antes e ele se amargurou muito, chorou no silêncio de sua cela agradecendo por ser tarde da noite e ninguém o ver daquela forma. Um Uchiha não deveria chorar, não quando tudo foi e era culpa apenas dele. 
 

Um barulho de porta se abrindo o acordou dos pensamentos deprimentes, uma voz masculina soou, uma que ele não conhecia e então sumiu como se não fosse nada. Passos se aproximavam mais uma vez, lentos e sôfregos até a cela ser aberta brutalmente. O carcereiro murmurou algo, talvez o tempo que aquela visita tinha para ficar ali. 
Sasuke não saiu de onde estava, não se movimentou, não quis nem sequer perguntar quem era. O cheiro doce denunciava o visitante, no caso a visitante. 


Ele escutou passos se distanciarem, e outros ainda mais próximos.

- Sasuke-kun. - Ela falou baixo, tão baixo que se sua audição não estivesse tão aguçada por ser a sua ferramenta de distração, não teria escutado-a chamar o seu nome. 

- Sakura. - Respondeu quando o calor emanando do corpo dela ficou ao seu lado. Naquele momento Sasuke sentiu raiva em não poder enxergar, não ver o cabelo rosa que o distrairia por muitos dias se possível. 

- Me perdoe por não vir antes, eu...- Ela gaguejou, outra coisa que Sasuke também esperava. Ir ali, vê-lo deveria ser doloroso, principalmente para ela, afinal a ultima vez que a viu de verdade foi quando a mesma curou não só ele, como Naruto e depois disso, nada. E muito menos agora, apenas a voz doce. 
Ele grunhiu. Não era um incomodo tê-la ali, só era estranho, uma sensação esquisita e a vergonha assumiram totalmente o ultimo Uchiha. 

- Eu sei. - Outra resposta vaga. Ela sorriu, ele não podia ver, mas foi o quê ela fez.

Mesmo doendo em seu coração vê-lo tão frágil, ela compreendia que era necessário. Naruto tentou convence-la de que mesmo que não suportassem a idéia, era algo que tinha de ser feito, senão como que Kakashi poderia provar a inocência de Sasuke? Ele fizera para ela, tudo, por influência de alguém e não por ele mesmo.  Seu Sasuke não era assim, essa era a maior certeza dela. 

- Eu perguntei ao guarda insuportável se poderia te dar maçãs - Ela se lembrou do pote em sua bolsa, da maçã já cortada e descascada. Aquilo trazia lembranças, dolorosas, porém de um passado que existiu. Seu peito bateu forte quando se inclinou para frente e sentiu o cheiro dele, a mesma fragrância de sempre - Você vai querer? - Perguntou em um sussurro - Se não quiser posso... - Sakura congelou com a vista; Sasuke, seu rosto com a venda preta, inclinado para frente e sua boca, com finos lábios, aberta. Ele queria. - Certo - Tremeu, pegando um pedaço grande. O trajeto até a boca dele fora constrangedor, até o mesmo com cuidado morder a fruta. 

Sakura corou enquanto continuava os mesmos movimentos, Sakura se sentiu feliz e triste ao mesmo tempo; Feliz por ter a confiança dele e uma lembrança boa para guardar; triste por quê a lembrança não era tão boa. 

- Haruno-san, seu tempo está acabando. - o shinobi encarregado de Sasuke avisou longe. Era injusto os poucos cinco minutos por isso ela temeu por aquilo, pelo fim. Poderia ser que o amor de sua vida concordará com isso por estar só, quando saísse dali voltaria a ser o bom e velho Sasuke. Não era tão desastroso, teria o amigo de volta mesmo que fosse somente amigo, a kunoishi em primeiro lugar desejava o melhor para ele, felicidade e somente por ultimo a reciprocidade dos sentimentos. Não tinha por que ter pressa. 

- Eu sinto muito, Sasuke-kun. - foi sincera quando o último pedaço de maçã sumira. - Sabe, eu posso vir amanhã se você quiser. - Sua mão pálida se afastou quando ela comentou baixo - Posso trocar com o Naruto, ele vai ter uma missão amanhã com o Sai - Ela pegou o pote e a sacola e se preparou para sair. - Não sei se vou conseguir voltar tão cedo, mas vou tentar. - Sorriu triste, ele não poderia ver mesmo. 

- Eu estou bem, Sakura. 

- Eu sei.. Não me espere, pode ser que...

- Não espero. - A confissão baixa fez seu peito doer, se fechar. Sasuke se sentia sozinho, era o fato que enfrentavam. Esse sentimento não mudava e talvez demorasse muito para mudar ou querer mudar. 
Outro aperto no peito e ela não se arrependeu de se curvar e o abraçar, mesmo que ele não pudesse retribuir. Sakura o apertou com força, escutando uma reclamação baixa por ter sido pego desprevenido. Se o Uchiha fosse reclamar, poderia, ela não ligava, não quando cada parte de seu corpo pedia e implorava por aquilo. 

- Sa..Sakura. 

- Não se esqueça, Sasuke-kun. - Seu rosto se escondeu no pescoço dele. - Não se esqueça que tem o Naruto, Kakashi-sensei, Sai e à mim lá fora. - Sasuke parou, respirou, inspirou e aceitou. Relaxou nos braços dela, sentiu que somente aquilo o acalmará. Apenas aquele lembrete. 

- Haruno-san. - Outra intromissão. Sakura fungou segurando a vontade de chorar. 

- Não se esqueça disso, tudo bem? - Soltou-o e recebeu um acenar neutro, a confirmação. Seu corpo se inclinou para baixo, seus dedos seguraram a bolsa mais uma vez e seu rosto se levantou para observá-lo de baixo. Mesmo preso era maravilhosamente lindo, um anjo negro do qual ela queria e iria proteger.

Não recuou quando, quase que imediatamente, se aproximou mais uma ultima vez - pois o guarda chamava-a incontáveis vezes - e selou seus lábios. 
Eles não possuíam nada, nada do que já estavam acostumados. Amigos, apenas amigos, mas a sensação de que aquela poderia ser a ultima vez, despertou coragem nela. Ficou surpresa quando Sasuke retribui, mãos e pés presos pela camisa de força, orbes selados. Ele não podia fazer nada e não sentia nada, nada além da sensação estranha e inusitada dos lábios dela nos seus. Era quente, macio, molhado. O peito dele inflou e Sasuke Uchiha não soube explicar, não com a língua dela tocando de leve a sua. E pela primeira vez em sua vida, o quê sentia, lhe fez feliz. 

- Até, Sasuke-kun. - o calor se distanciou, partiu sem ao menos esperar que ele respondesse. 

Sasuke voltou ao seu canto escuro, com menos frio, com menos tédio, com menos pena de si mesmo e apenas com o constrangimento ampliado. 






 


Notas Finais


E o quê acharam?
Juro que o capítulo estava pronto, era totalmente diferente desse... Mas aí a pierrot veio com aquela cena do Sasuke preso e o plot para o capítulo apareceu e eu tive que mudar tudo, literalmente.
Me doeu pensar nessa hipótese, do Sasuke preso, mesmo sabendo no meu âmago que isso aconteceu e que foi e é necessário já que, o meu Uchiha favorito, tem uma ficha meio grande do que fez e planejou fazer contra Konoha. Fiquei o dia todo reclamando quando assisti o episódio e ainda continuo reclamando rsrs uma que ele é e sempre vai ser meu ultimate em relação de personagens. Quem me conhece sabe disso lol
Enfim, desculpem a demora.
Kissus!


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