História As Long As You Love Me - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber
Tags Amor, Aposta, Dança, Justin Bieber, Musica, Namoro, Nerd, Novela, Rejeição, Romance
Exibições 97
Palavras 8.396
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oii, tudo bem? Sei que devem estar bravas. Mas explicarei tudo nas notas finais. A imagem na capa é a Manuela e a Nicole. Desculpe os erros e espero que gostem.

Capítulo 4 - Ela esta aqui?


Fanfic / Fanfiction As Long As You Love Me - Capítulo 4 - Ela esta aqui?

           

Hello, hello tem alguém me ouvindo? Olá, Olá eu tento falar. Mais ninguém me escuta.Todas as pessoas do mundo, estão ocupadas. Só um olá! Oi? Oi, estou sozinha aqui, estou abandonada do outro lado, ninguém está me escutando! Por que ninguém sabe o meu nome? Porque pareço com o vazio. Hello, hello, tem alguém me ouvindo?”

    
        
        Pov's Justin Bieber

- Vai ser no sábado...- disse dando mais uma garfada na minha comida.

- Vai ser show! - Harry dizia. Falávamos da festa que iria acontecer no sábado. Eu por um lado, não estava muito animado com a festa, não conseguia tirar a atenção do jardim onde a linda loira de olhos verdes mantinha toda sua atenção em seu livro.

Deus!

- Olha quem estar vindo! - Zayn gritou para todo o refeitório. Olhei em direção a porta onde vi Katharine entrando. Algumas risadinhas foram proferidas a garota.

Ela não era Nerd, mas mesmo assim todos a zuavam. Kate tinha um problema na perna onde não conseguia andar direito.

- A manca! - Pierre gargalhou. Zayn sorriu dando-lhe um selinho. Aquela cena me enjoo repetitivamente. Ele é um idiota!

- O que foi Justin? - Pierre perguntou cinicamente. Ela sabe que não gosto dela. Apenas dei de ombros.

- Ei aleijada! - Harry a chamou.

- Que bota horrível, se quiser eu tenho alguns sapat...Ah, esqueci, você é manca! - Nicole riu.

- Para Nicole. - Niall sussurrou.

Olhei para Manuela, dei graças a Deus. Ela continuava lendo calmamente, ninguém tava mexendo com ela, ainda bem. Eu não ficava feliz com o que meus amigos faziam, eu até zuava, mas tirar sarro de um pessoa por causa da sua deficiência. Era demais. Não sou o único contra.

Acordei de meus pensamentos com Chaz que chegou na mesa bufando como um touro.

- Você é muito chata, mas que coisa!

- Se tá achando ruim Charles, termina! Se não quer uma namorada chata, termina e sai com seus amigos, fica com as vadias, seja burro como o Zayn. Eu não admito o que você faz!

- Gabriella, não tinha nada de mais! - eles discutiam.

- Claro que não. Se quer passar de ano, faça por merecer, não fique obrigando ninguém a fazer seus trabalhos e deveres. Isso é responsabilidade sua...

- Ah, garota... - Pierre começou.- Para de ser...

- Fica na sua Pierre, o papo é de G pra C. - Sorrir pela forma que ela falou.

- Qual o problema Gabriella? - Harry perguntou.

- Todos Harry! - ela estava realmente furiosa.

- Céus! Só faltava a Júlia aqui agora. Ainda bem ela faltou. - Pierre sorria.

- A Júlia tá doente. - disse a olhando.

- Defendeu o melhor amigo. - ela levantou as mãos na altura dos ombros.

- Defendi, qual o problema? - quem ela pensava que era?

- Parem vocês dois! - Ryan me interrompeu. - Justin, você tá sempre na defensiva com a Júlia. Tudo bem que são melhores amigos cara, mas já chega!

Encarei Ryan e perguntei se ele tinha mesmo visto. Não, mas eu sim. Porque enquanto a Júlia saia de madrugada na chuva, preocupada com o Zayn ele estáva se divertindo. Ela chorava e ele nem ligava. Eu e Júlia somos amigos desde pequenos, e saber que ela tá em casa, doente, enquanto ele tá aqui rindo dela e ficando com Pierre só me dá nojo.

- Não sei porque me odeia. - Pierre me olhou. - A Júlia não é nada demais!

- Mais do que você! - sorrir sarcástico saindo da mesa.

- Justin! Espera! - alguém tocou em meu ombro quando já estava longe. Virei vendo Nicole.

- Fala...

- Calma, não precisa disso tudo. - ela sorriu. Nicole era irmã postiça de Manuela, era muito bonita, mas como sempre minha mãe dizia. O que faz uma pessoa bonita é o que tem por dentro. E não, ela não era bonita por dentro. - É só que, você vai na festa de sábado?

- Não sei Nicole, talvez! - disse com dúvida, eu realmente não tava afim.

- Meu pai vai viajar esse final de semana e minha mãe também, infelizmente vou ter que ficar sozinha com a nerd em casa. Mas é só mandar ela se trancar no quarto e...

- Não! - a interropir. - Não é legal tá! Sua irmã ali do lado. - nunca faria isso com a Manu. Nunca!

- Justin não tem problema...

- Não Nicole! Depois! - a olhei e sai andando.

Não vou mentir, eu e Nicole já ficamos e tal, mas nada sério. Eu amo a Manuela e isso não vai mudar.

Elas eram tão diferentes: Nicole continha uma personalidade forte, era mimada e tudo que queria tinha, quando a conheci até pensei que poderíamos ter algo, mas depois, ela ama humilhar os outros, principalmente a Manu.

Ela tinha cabelos loiros igual ao da Manuela sendo que os da Manu, eram mais claros. Os olhos de Nicole eram castanhos, seus lábios finos. Os olhos da Manu eram verdes e seus lábios eram carnudos e rosados, fico imaginando que gosto o beijo dela tem. Morangos talvez!?

Se fôssemos namorados. O que faríamos? Iríamos no cinema, ou em um parque de diversões. Sairíamos pra jantar. Eu seguraria em sua mão enquanto andávamos na beira da praia. De repente, eu já me imaginava em todos os lugares com ela.

- Justin seu besta, para com isso. - bati em minha cabeça. - Tá parecendo um viadinho.

Neguei com a cabeça indo em direção ao jardim, ainda faltava tempo pra o sinal do intervalo tocar. Eu não aguentaria ficar naquela mesa. Me sentei em um banco ouvindo meu celular tocar.

- Como você estar? - perguntei assim que atendi, realmente tinha ficado preocupado com ela.

- Estou bem, como estar por aí?

- Você deveria ser mais direta e perguntar se o Zayn estar bem Júlia. - revirei os olhos. - Aliás, sim, eu estou bem.

- Desculpe, sério, me desculpa Jus! - podia ver sua expressão culpada.

- Tudo bem...- suspirei.

- Ficou bravo? Ficou não ficou? Me desculpe, eu vou parar. Desculpa, é só que...

A interropir.

- Tudo bem Júlia. - sorrir. - Estar tudo bem.

- Sério? Você... você estar bem?

- Discutir outra vez com Pierre. - disse.

- Justin, você tem que evitar brigas, ela não tem culpa. - não? Júlia era tão inocente.

- Tudo bem Jujuba. - sorrir, não queria prolongar o assunto. - Passo na sua casa depois do treino.

- Sério? - podia ver seu sorriso.

- Sim...- sorrir, olhei em volta do jardim quando a encontrei, ela ainda estáva aqui? Ela tava olhando pra mim?

- Vamos dançar Just Dance!! - ouvir Júlia dizer do outro lado da linha. - Justin? Estar aí?

Sentir minhas mãos tremer, por que ela tava olhando pra mim? Será que ela reconheceu minha voz, não! Droga! Levantei do banco andando pra dentro do colégio.

- Meu Deus e agora! - Olhei para trás, será que ela tava vindo?

- Relaxa Justin, eu sei que danço melhor do que você. - Tinha esquecido completamente de Júlia no telefone.

- Hã? Júlia?

- O que foi? - perguntou confusa.

- Nada Jú, te ligo depois tá?

- Tá certo...- desliguei o telefone. Olhei para trás não encontrando ninguém. Deve ter sido coisa da minha cabeça. Ela não podia saber de nada.

- Agora não Manu. - neguei com a cabeça.

- Quem é Manu? - virei vendo Gabriella.

- Ah, Gabi? Ninguém! - ela arqueou as sobrancelhas cruzando os braços. - Acabei de falar com Júlia acredita?

- Sério? E como ela estar? - ainda bem que conseguir desviar.

- Ah, ela estar normal. - sorrir. - Vou fazer uma visita depois do treino.

- Posso ir? - andávamos pelo corredor.

- Pode! - dei de ombros. - Como estar com Chaz? - ela revirou os olhos.

- Charles! - bufou. - Não quero nem saber daquele idiota. Vocês me acham chata Justin, acham que eu pego muito no pé dele, mas não! Eu só não gosto do que ele faz.

- Eu sei Gabi...- mordi os lábios. - Também não gosto de algumas coisas que o pessoal faz.

- Acho que não servimos pra sermos populares Justin, eu, você, Júlia. - Gabi negou com a cabeça. - Não somos iguais a eles.

- As vezes me pergunto o mesmo.

- Mas antes você zuava todos. Mas sabe, parecia que aquele não era você, longe deles, você é tão diferente - sorrir - fico feliz que tenha visto isso, e que tenha mudado.

- Obrigada! Gosto de estar no time, assim como você ama estar com Chaz, e Júlia ama Zayn. - pus minhas mãos em meus bolsos.

- E você Justin?

- Eu o que? - a olhei.

- Você sempre ficava com as garotas, mas ultimamente, nada! Você tá gostando de alguma menina?

Que pergunta era aquela? Sim, eu era, e sim, eu parei de zuar por causa dela e sim, eu não fico com ninguém por causa dela. E sim, eu amo ela.

- Não vai responder Justin? - Gabi tinha um sorriso no rosto.

- Eu...

     PIIIM!!

- O sinal...- sorrir, virei mas sentir Gabi pegar em meu braço.

- Agente vai terminar essa conversa. - ela sorriu de canto.

- Passo na sua casa depois do treino. - Disse antes de dar as costas.

                          • • •       

- QUANDO DISSER “PASSE A BOLA PRA MIM” VOCÊ PASSA HARRY!! - Esses caras não entendiam?

- VOCÊ SE ACHA O DONO DO TIME. - Harry bateu com a bola em meu peito.

- DEVE SER PORQUE EU SOU O CAPITÃO!! - disse com ironia.

- Calma cara...- Ryan pós a mão entre nós dois. - Justin cara, o que você tem hoje? Vai bater em todo mundo.

- Que se ferre! - joguei a bola no chão indo em direção a arquibancada.

- JUSTIN, O TREINO NÃO ACABOU AINDA!! - Ryan gritou.

- PRA MIM ACABOU! - gritei.

- Qual é cara. - Chaz levantou as mãos. - Você não pode sair assim.

- É claro que posso.

- VOCÊ TA SE ACHANDO MUITO ESTRELINHA JUSTIN. - Zayn gritou. O que ele disse?

- Estrelinha? - não sei como, não sei em que momento. Eu estava na sua frente.

- Eu posso muito bem ficar no seu lugar. - ele dizia.

- Pode? Então fica, pega essa porcaria de bola e tenta, tenta fazer o que eu faço. Eu tenho uma coisa mais importante pra fazer agora. Tenho que ver a Júlia. - sorrir. - Mas é claro, não posso esquecer de passar na casa da Gabriella.

- O que você vai fazer na casa da Gabriella? - Chaz se pôs na minha frente.

- Uma visita de amigos, você magoou ela Chaz. - fiz cara de ofendido. Andei em direção a saída, todos me olhavam se perguntando o que deu em mim. - Boa Sorte sem mim. - pisquei antes de sair.

Eu estava realmente estressado, mas estava feliz. Não fui nomeado capitão atoa, se fui, foi porque acharam que eu realmente sérvia. Podem falar com quem eles quiserem, eu sou o melhor em jogar Basquete. Não fico querendo mandar, mas faço de tudo, tudo pra que no fim do ano agente ganhe no campeonato. Armo planos e estratégias pra no fim falarem isso? Que se ferrem, não passam um dia sem mim. Sorrir, não deixaria nada estragar meu dia, conseguir falar com a Manu, a abracei. Isso é a melhor coisa do mundo.

            Pov's Manuela Albuquerque

Fechei a porta encontrando minha mãe encostada na pia da cozinha. Tinha entrado por trás.

- Onde você estava Manuela? - ela deu uma mordida na maçã que estava em sua mão.

- No meu curso de alemão. - sorrir.

- E desde de quando você faz curso de alemão? - meu sorriso se desfez.

- Comecei esse ano, eu te disse não lembra? - ela me olhava de um jeito tão diferente, era tão estranho que chegava a me sentir mal.

- Tanto faz! Estava te esperando. - sorrir, ela estava me esperando?

- Me esperando? - tirei minha bolsa colocando em cima da mesa.

- Sim, Nicole saiu com os amigos! Então você vai ficar responsável pelos deveres hoje. - como assim? - Aqui...- ela jogou um papel em cima da mesa. Peguei o olhando.

- Mas, é muita coisa...

- Já disse, Nicole saiu.

- E por isso eu tenho que ficar com tudo? - a olhei.

- Pare de implicância, a Nicole não tem culpa de você não ter amigos. Quantas vezes você não saiu e a deixou com seus deveres? - Nenhuma. O problema, é que você não acredita em mim.

- Não estou com implicância. - neguei.- Mas é muita coisa e eu...

- Eu nada Manuela! - ela levantou a mão.- Pare de se preguiçosa. Quando chegar, quero tudo pronto.

- Onde estar Amanda? - eu não tinha visto Amanda em lugar nenhum.

- Saiu. - Saiu?

- Mas ela é pequena, não pode...- ela não deixou eu terminar, pegou sua bolsa e saiu.

Enxuguei o começo das lágrimas, eu não iria chorar. Eu sempre ficava com as piores coisas e isso já era fato. Eu me perguntava quando isso iria mudar. Quando minha mãe vai parar de me tratar assim? Quando ela vai se preocupar de verdade com minha irmã? Ela é pequena. Uma onda de  preocupação me invadiu, onde a Amanda estar?

Pequei meu celular ligando para ela. Ela tinha um pequeno celular. Era o meu antigo, mamãe tinha comprador um novo pra Nicole, ela deu o dela pra mim. Fez uma cena dizendo o quanto era caridosa, depois jogou na minha cara por semanas. Eu dei o meu a Amanda, assim eu saberia onde ela estava.

- Amanda, onde você estar? - perguntei assim que ela atendeu.

- Eu tô com a Suzie a mãe da Suzie o Pedrinho, e outro menino...- Ouvir alguém falando. - Cristian.

- Quem?

- O menino, é Cris. - sorrir.

- Ah, passa pra mãe da Suzie por favor. - logo ouvir a voz de Andreia do outro lado da linha, ela me explicou direito onde estava.

- Não se preocupe menina Manuela, eu levarei ela pra casa.

- Se for incômodo, eu posso ir buscá-la. - disse mordendo os lábios.

- Não precisa, eu posso leva-lá. - disse calma.

- Obrigada...

- Por nada meu amor. - nos despedimos e logo desliguei.

Fiquei mais aliviada por saber que ela estar com Andreia, minha mãe não tem noção? Como ela pode deixar a Amanda assim? Ela é pequena, não pode ficar por aí sem um adulto. Se ela não estivesse com Suzie? Eu ía ficar louca de preocupação! Mais minha mãe não liga pra isso. Ela age como se eu, a Amanda não existisse. Como se fôssemos parentes, hóspedes que ela tem que aguentar dentro da casa dela.

Pensei que seria bom minha mãe se envolver com outra pessoa, depois que meu pai foi embora ela ficou tão triste, isolada. Pensei que seria bom para ela, esquecer o passado, toda a dor. Mais eu não sabia que esse “esquecer o passado” incluía eu e minha irmã. Ela criou um tipo de barreira que mantém tudo de antes fora, inclusive eu e Amanda. Mais nós somos uma família, pelo menos é o que eu tento ver, uma família!

Nem me chamar de filha como antes ela faz. Prefere chamar a Nicole, mais é o que realmente parece. Quem olha de fora, não vai me ver como membro da família, porque não me tratam como um. Eu sou só uma hóspedes, eu e minha irmã. Queria que meu pai nunca tivesse ido. Mas olhando por esse lado, eu nunca tive uma família.

       Sua família é a Nicole e o Douglas.

Limpei uma lágrima fujona e suspirei, meu peito pesava toneladas, mais não adiantaria chorar, só molharia meu rosto. Era melhor começar a arrumar a casa, seria pior pra mim. E eu não queria que sobrasse para a Amanda.

                            

             Pov's Justin Bieber

- Ah, cansei! - me joguei na cama de Júlia.

- Cansou? - assenti a vendo rir. - Fracote!

Estávamos na casa de Júlia, mais precisamente no seu quarto numa competição de Just Dance. Na qual eu já tô morto.

- Hoje eu tô feliz. - sorrir esparramado na cama.

- Tudo isso porque veio me ver. - Júlia jogava os cabelos. Não era por isso, mais...

- Exatamente! - sorrir me sentando na cama.

- Jus! - ela beijou minhas bochechas.

- Vão ficar aí um paquerando o outro ou vão dançar? - Gabriella perguntava enquanto dançava.

- Eu vou comer...- abrir um dos pacotes de salgadinho começando a devorar, eu tava realmente com fome.

- Como foi hoje na escola? - Júlia olhou para mim.

- Você é a única pessoa no mundo que pergunta isso... Ninguém quer saber como foi na porcaria da escola Júlia. - Gabriella disse irritada. Na verdade ela estava calma, Gabi irritada, é Gabi irritada!

- Calma querida! - Júlia levantou as mãos em rendição.

- Não quero dançar mais...- Gabi jogou o controle.

- Quebra! O controle é seu, foi você que comprou! - Júlia levantou estressada pegando o controle do chão.

- Vocês vão sábado!?  - perguntei mexendo no celular de Júlia. Ela tinha mudado a senha.

- Não tô afim. - Gabi se sentou do meu lado.

- O que vai ter no sábado? - Júlia perguntou. Desenformada essa viu.

- Vai ter uma festa! - disse dando seu celular a ela. - Qual é a senha?

- Pra que você quer saber?

- Pra eu mexer.

- Mexe no seu.

- Descarregou.

- Bota pra carregar.

- Não tem carregador.

- Tá encima da escrivaninha.

- Não quero.

- Porque.

- Porque o seu é melhor de mexer...

- O meu celular é igual ao seu.

- Você vai pôr a senha ou não? - perguntei já impaciente.

- Estressado! - ela me entregou o celular já desbloqueado onde comecei a mexer indo logo na galeria. - Só não entra na galeria.

- Tá, não vou entrar! - até porque eu já tava lá.

- Vai ficar mexendo no celular Justin!? - Gabi perguntou. - Vamos fazer algo mais divertido.

- Tô com preguiça. - me deitei na cama. Logo todo mundo já tava enganchado com alguma coisa, Júlia mexia no notebook, Gabi no seu celular e eu continuava no de Júlia.

Nossas saídas ou momento de amigos sempre acabavam assim, a gente começava brincando, mais daqui a pouco, a preguiça batia.

- Gente...- chamei as meninas. - Porque eu sou o único menino que tá aqui?

- Por que você tem um lado afeminado. - Gabi respondeu, a olhei com raiva a fazendo rir. Vou ficar quieto pra não mostrar meu afeminado.

- Porque você é único que não é chato, o único que a gente gosta. - Júlia sorriu.

- É mesmo? - perguntei.

- É...

- Então sendo assim, eu tô com muita dor nas costas...- não existe uma boa amizade sem um pouco de exploração!

                — Dia seguinte

          Pov's Manuela Albuquerque

              
            

  Me sentei no banco sentindo minhas pernas doer e meu tênis arder dentro do All Stars. Suspirei amarrando meu cabelo. Não tava sendo fácil. Decidir arrumar um emprego, só por enquanto, tentarei encaixar os horários com a escola e meus cursos. Minha “familia” por sí dizer, tem uma condição de vida boa. Mas não posso depender da mesada da minha mãe, que a cada mês vem diminuindo.

Eu preciso pelo menos ter uma estrutura de vida, passei a noite toda pensando. Não existe só eu, tem a Amanda que ainda é pequena. Eu não posso confiar na minha mãe pra cuidar dela, eu me esforço estudando, vai que consigo uma bolsa numa faculdade boa? Só falta minha mãe me jogar no porão, e eu sei, que ela só paga meus estudos por obrigação. A mesma já fez questão de jogar mil vezes na minha cara.

Se eu conseguir juntar dinheiro, posso pagar um apartamento, não precisa ser grande, um loft! Eu não posso criar todo meu futuro pensando na minha mãe. Mais a responsabilidade é muito grande, e pensar em trazer a Amanda, só dificulta, mais eu nunca, nunca deixaria minha irmã sozinha naquela casa. Tem contas pra pagar, tem escola, e eu não sei se dá pra sustentar tudo isso com o dinheiro que eu ganhar.

Mais porque não tentar? Se eu conseguir mesmo? Se um dia eu tiver que sair de casa? Tantos adolescentes se sustentam, porque eu não posso?

- Força Manuela. - me levantei com o jornal na mão onde continuei a andar. Mais nada, todas já estavam ocupadas. Decidir comprar um suco, eu estava com  tanta sede. Entrei em uma lanchonete e fui em direção ao balcão.

- Boa Tarde! - uma garota morena me atendeu.

- Oi, boa tarde! - sorrir.

- O que você gostaria de pedir? - perguntou sorridente.

- Um suco de Maracujá por favor. -

- Está nervosa?

- Um pouco, estou procurando emprego, mais tá um pouco difícil. - sorrir de canto.

- Emprego? Mais, a gente tá precisando de funcionários.

- Sério? - perguntei surpresa, era a minha chance. Obrigado Deus.

- Digo, não sei se ainda estamos. - ela disse indecisa. - Mas posso pergunta se esperar um pouco.

- Eu espero o tempo que for necessário. - sorrir animada.

- Então eu já volto. - assenti.

Se eu conseguir. Ah, Deus! Que sorte! Isso é que é tá no lugar certo e falar na hora certa. Batia meus pés ansiosa, minhas mãos suavam. Sentir alguém cutucar nas minhas costas Virei encontrando a menina.

- Oi? - sorrir nervosa.

- Você pode ficar com o emprego, mais  eu tenho primeiro que te avaliar.

- Ah, tudo bem. - sorrir. - Meu nome é Manuela. - me apresentei.

- O meu é Lívia. - ela sorriu.

- Quando posso começar? - perguntei.

- Bom, como eu disse, vou te avaliar, se você quiser hoje mesmo.

- Sério? - acho que o Coringa tinha inveja do meu sorriso. - Então tá.

   Lívia me levou pra conhecer a lanchonete, me deu um avental. Eu iria trabalhar de tudo um pouco, desde a servir mesas a faxina do local. Eu estava feliz, nunca tinha trabalhado antes e estava na espectativa de dar certo. Tinha que dá certo. Algumas pessoas chegaram, eu fui as atender. Apesar de tudo estava nervosa. Lívia me olhava me avaliando. 

Terminei de atende-las e comecei a limpar o balcão.

- Oi Boa Tarde.

- Boa Tarde, o que...- Virei dando de cara com a Gabriella. Ela sorriu. Aí meu Deus!

- Você tá trabalhando aqui? - perguntou.

- Tô sim, mais ou menos...- assenti com a cabeça. - Olha, por favor, não faz nada, pode fazer o que quiser comigo na escola. Eu preciso desse emprego...

- Calma! - ela me olhou estranha. - Não vou fazer nada pra você.

- Não?

- Claro que não, nunca faria nada pra você perder o emprego nerd! - ela sorriu. Nerd! Eles me chamam assim. Abaixei a cabeça, minhas bochechas queimavam. - Me desculpe, mais sempre te chamam assim, eu não sei seu nome.

- É Manuela.

- Manuela? É bonito, então Manuela, não presisa ter medo de mim. Fica calma, eu quero só um suco.

- Ah, obrigada, qual sabor?

- Morango com Laranja. - sorriu. Morango com Laranja era meu preferido. Providenciei seu suco e logo pus encima do balcão, estava pegando o jeito. - Obrigada e tchau Manuela. - ela sorriu indo em direção ao caixa onde outra garota atendia. 

- Está indo bem Manuela. - Lívia sorriu.

           — Dia seguinte

  
    A cada passo que dava era uma fria gelada que passava pela minha espinha, entrar no colégio era uma das coisas mais difíceis, os olhares queimando sobre você, te olhando. A mesma coisa é quando passo pelo corredor. Era horrível! Sentir um peso nos meus braços quando sentir meus livros caí no chão.

- Tá cega garota? - Chaz ria. Ele tinha derrubado. Me abaixei para pegar os livros quando vir mãos me ajudando.

- Chaz, seu idiota! - Gabriella o xingava. Ela me ajudou a levantar onde tinha todos meus livros nas suas mãos. Ela estendeu suas mãos com meus livros em direção a Chaz. - Anda, pega e pede desculpas a garota!

Ah, não! Se ela fizesse isso só seria pior pra mim.

- Oi? - ele a olhou estranho.  Ela bufou e me entregou os livros.

- Se não parar com essas atitudes vamos ter mais brigas repentinas Charles. - me encolhi, eles estavam mesmo tendo uma briga ali.

- Não acredito nisso Gabriella! - ele revirou os olhos.

- Eu que não acredito, você viu o que você fez? Isso não é legal.

- Pra mim é...

- Ah, humilhar os outros pra você é legal!?

- Não, humilhar ela, é legal. - ele apontou para mim. Eles continuavam discutindo, decidir sair dali. Nem deu tempo de pedir obrigada.

Fui em direção aos armários, todos cochichavam e falavam de uma festa que aconteceria no sábado. Diziam que o Justin junto com os meninos iriam tocar, já vir o Justin tocar algumas vezes, nas apresentações e pela internet, dá pra entender o porque da Nicole gostar tanto dele, suas letras são tão lindas.

Ouvir alguns cochichos das pessoas no corredor. Olhei vendo Júlia entrar, Justin vinha ao seu lado e os dois riam sem parar.

- Ah, Jujuba eu sei que você gosta. - Justin sorria.

- No ginásio, depois da aula Senhor Bieber! - ela devolveu o sorriso.

- Então t...- seus olhos bateu em mim. Aí Meu Deus! Agora é a hora! Segure seu moletom Manuela, você vai ser zoada. Mais nada! Ele abriu um sorriso de orelha a orelha mais logo desviou o olhar para Júlia que falava.

O sinal tocou e logo os corredores estavam vazios, tratei de ir pra sala. Odiava atrasar.

 
                           • • •

Eu realmente não sei o lugar que odeio mais, a escola ou em casa. Pelo menos em casa tem a Amanda, depois da escola iria para meu curso é depois direto para o trabalho, que aliás, estava tão feliz por ter conseguido. Além de tudo, é uma ótima ocupação. O ruim é que fica difícil de ficar de olho na Amanda. Eu não sabia onde ela estava, se ela já tinha comido. O que me preocupava. Eu ligava pra ela, mais não era a mesma coisa.

Me afastava um pouco de casa mais também da minha irmã. Pensava que Nicole pudesse cuidar dela. Mais Nicole não sabia fritar um ovo direito, esse final de semana. Minha mãe vai viajar junto com Douglas e vai levar a Amanda. O que me deixa com mais medo.

1- Amanda vai estar sozinha com minha mãe.

2- Eu vou estar sozinha com Nicole.

Ah, Deus! Tem como piorar? Fui em direção do Jardim com meu livro na mão.  Sentei debaixo de uma árvore, não era qualquer árvore, ela era linda e eu amava sentar debaixo dela pra ler. Tinha acabado de tocar o sinal para o intervalo.

- Porque você sumiu? - me assustei ao ver Gabriella do meu lado. - Relaxa, eu não mordo!

- Ah, desculpa, eu não sumi, mais você e seu namorado...

Ela me interrompe.

- Aff! Nem fala naquele imbecil. - ela jogou as mãos com força no chão onde agarrou a grama a puxando, vendo o verde vim em sua mão onde jogou longe com força. Ela olhou pra mim e sorriu. Louca! - Faço isso pra me acalmar!

- Ah...- eu estava boquiaberta.

- Liga não. - ela continuava a arrancar a grama, tadinha da grama gente!

- Para, p-por favor! - pedi agoniada. - O matinho não tem culpa. - ela olhou pra mim começou a sorrir.

- Foi mal, eu tô, estressada! -  ela jogou os ombros. - Então Manuela, o que você tá lendo, sempre vejo você ler livros.

- É, eu gosto. Mas, os seus amigos não vão ficar zangados de te ver aqui comigo? - perguntei insegura, por que ela estava falando comigo?

- Eu quero que se ferre! - ela revirou os olhos.

- Sério amiga? Até eu? - olhei para o lado vendo Júlia. Ela olhou pra mim. - Oi...

- Manuela! - Gabriella completou.

- Oi Manuela. - ela sorriu. Como? Elas estavam mesmo falando comigo?

- Oi...- disse baixo. Júlia se sentou do meu lado.

- Zayn não vai gostar de te ver aqui. - Gabriella disse.

- Chaz não vai gostar de te ver aqui. - Júlia rebateu.

- Quero que ele se dane, garoto mimado!

  - Ele não liga Gabi, tá ocupado beijando a Pierre. - Júlia sorri.

- Não fica assim amiga. - Gabriella a olhou e pegou em sua mão.

- Tá tudo bem? - perguntei notando sua expressão triste.

- Tá sim. - ela sorria. - Vamos falar de algo bom certo? A festa no sábado.

- Ah, ainda tô naquela de vai não vai. - Gabriella fez bico.

- Você vai Manuela? - Júlia olhou para mim.

- Ah, eu não. - neguei.

- Vamos, vai ser divertido! - Júlia sorriu fazendo uma dancinha. - Vocês indo ou não eu vou, vou ver o Justin tocar.

- Tinha me esquecido que o Justin ia tocar. - Gabriella bateu a mão na testa.

- Mais ele vai...

- Sendo assim acho que vou. - Gabriella sorriu. - Você já ouviu o Justin e os garotos Manuela?

- Ah, eu gosto das letras, são bonitas! Nicole sempre fala...

- Nicole fala com você? - Gabriella perguntou.

- Não, mais sempre ouço ela falar com as amigas dela. Justin é um namorado romântico... - parei quando vir as meninas me olharem estranho. Elas se olharam e caíram na gargalhada.

- Acho que vou morrer! - Júlia gargalhava. O que eu fiz? Droga, eu estraguei tudo.

- Meu Deus!! - Gabriella apertava os braços em volta da barriga.

- O-oque foi? - perguntei com medo.

- Nicole disse que Justin e ela são namorados? - Gabriella perguntou.

- E não são?

- Na cabecinha pirada dela! - Júlia fazia círculos com os dedos em volta do ouvido.

- Como assim? - perguntei, eu não estava entendendo nada.

- Eles não namoram. - Oque? Mais, quando a Nicole chega tarde em casa, ela sempre fala que tá com o Justin, o namorado dela. Eu sempre via os dois juntos. Como é isso?

- Não?

- Não, ela tá imaginando.

- Mais, e as músicas? Ela sempre diz que é pra ela. - eu estava realmente confusa.

- Não são. - Júlia negou. - Deve ser pra outra, não sei.

- Acho que, as músicas são. - olhei para elas. - Quem é a cabelos de ouros que ele fala naquela música?

- Não existe só Nicole de loira nessa escola. - Gabriella revirou os olhos.

De repente, eu me vir olhando nois três, elas conversavam comigo tão normalmente, era estranho por que eu sei que depois, elas vão embora e eu vou continuar só. Era sempre assim.

- Manuela! - dedos foram estalados no meu campo de visão.

- Oi?

- Dormiu foi? - Júlia perguntou. Nois três sorrimos. Era melhor aproveitar.

- O que vo...- o sinal bateu interrompendo minha fala. - Ah.

- Fala! - Gabriella me incentivou.

- Deixa pra lá! - me levantei.

- Tem até sexta pra decidir se vai ou não mocinha. - Gabriella se levantou. - Tic-tac Tic-tac! - ela bateu em seu relógio soando ameaçadora quando foi puxada por Júlia.

- Tchau Manu! - Júlia sorriu quando as duas já estavam longes.

Só espero conversar com elas mais vezes!

                 — Horas mais tarde.

Depois da escola fui direto para o curso, era tão diferente aprender uma língua nova, mais ao mesmo tempo sta estranho e bom. Me perdia várias e várias vezes na explicação do professor, mais sempre tinha uma palavra que sabemos o significado e que nos leva de volta ao assunto. Logo quando saí fui direto para a lanchonete, eu estava tão feliz de ter conseguido o emprego, era importante para mim.

Era uma forma de eu me sentir independente, de eu ter um seguro, eu sei que não é muito, mais para mim... As pessoas me julgam repentinamente, não só na escola como também em casa, ter um emprego, me faz sentir independente e um pouco responsável, me faz sentir que posso mais e por favor, não jogue na minha cara que não! Eu quero que minha irmã tenha um futuro melhor. Eu quero poder um dia, passear com ela no parque, lhe comprar um sorvete e não ter que olhar pra os problemas lá atrás. Eu pela primeira vez estou tentando minha liberdade e acho que arrumar um emprego é o começo.

Mas mesmo assim fico preocupada com a Amanda. Quando estou trabalhando não sei onde ela estar, não sei se já comeu, ligo pra ela, mais não é a mesma coisa!  Eu não sei se ela estar bem.

- Manuela, mesa 5. - Lívia chamou minha atenção. Sorrir agradecendo e fui até a mesa atender.

Era um casal, uma garota morena com olhos verdes, ela sorria para o garoto, eles pareciam apaixonados! Era lindo a forma que se olhavam. Os atendi e logo voltei para o balcão o limpando, estava podre! Não tinha contado a minha mãe sobre o emprego, ela não se importaria ou daria um chilique me xingando. Eu não esperava uma boa reação da mesma, por isso não contei. Eu poderia desaparecer que não ligariam, mais nunca sumiria, não sem minha irmã.

Flashes de mais cedo passaram pela minha cabeça, hoje até que não foi um dia tão ruim. Eu ainda não estava acreditando que as garotas falaram comigo, foi tão, de repente, que nem tô acreditando.

- Manu...- ouvir uma voz me chamando. - Manu. - arregalei os olhos quando vi Amanda.

- Amanda, o que você tá fazendo aqui? - saí de trás do balcão e me abaixei ficando da sua altura. - Amanda, você não pode vim aqui.

- Por que não? - ela tinha um bico enorme na boca.

- Por que meu chefe pode não gostar.

- Eu fico bem quietinha Manu, eu juro. - ela uniu as mãos. - Eu só não quero ficar lá em casa com a Nicole. Eu te espero, por favor.

- Princesa...- pus uma mecha de seu cabelo para trás de sua orelha. - vai demorar pra eu sair daqui, você vai ficar esperando por horas.

- Eu espero...- ela balançou a cabeça assentindo. - Não quero jantar sem você.

- Tudo bem. - sorrir. - Você já comeu? Tá com fome?

- Eu fiz um sanduíche pra mim, mais a Nicole pegou e comeu. - suspirei pesado.

- Tudo bem...Se senta naquela mesa ali. - apontei para uma mesa no canto, era boa porque de onde eu tivesse poderia a olhar. - Vou preparar algo pra você comer tá bom? - ela assentiu indo até a mesa.

- Quem é ela? - olhei vendo Camilly.

- Ahh... É um cliente. - sorrir.

- Não parecia. - Camilly olhou para o alto enquanto enrolava seus cabelos.

- Camilly, tem gente no caixa.

- O que? - ela olhou para trás. - Mentira!

- Promete não dizer? - ela assentiu. - Tá! É a minha irmã.

- Ahh Manuela, ela parece com você. - revirei os olhos.

- A questão não é essa Camilly! O Danilo não pode descobrir.

- Porque não? Porque ela é sua irmã? Besteira Manuela, meu irmão também vem aqui direto.

- Sério, e ele não briga?

- Não... Tranquilo,favorável! - ela jogou os ombros sorrindo.

- Ah, valeu! Tô mais aliviada agora. - relaxei os ombros.

- Por nada! - ela virou e saiu rebolando até o caixa.

Camilly cuidava do caixa, era genial em matemática, era morena e tinha cabelos cacheados, mais não eram só cacheados, seus cabelos era bem enrolados, parecia canudinhos. Ela era magra mais não deixava isso a afetar, Camilly não ganhou tanto corpo como as outras garotas, e eu a admirava muito por isso. Ela não deixava ninguém a colocar para baixo e quem ousar falar mal do seu ídolo, estar morto e enterrado.

Camilly e Lívia eram primas, eu achava lindo a amizade das duas. O jeito das duas, gostaria de ser corajosa igual a elas. Lívia era também morena, mais morena de uma cor mais escura, as duas andavam sempre lado a lado. Quando terminei o lanche de Amanda a entreguei e voltei para trás do balcão.

                       — Horas depois.

- Pode deixar...- Camilly tomou a vassoura da minha mão. - Deixa que eu limpo a lanchonete, não tem muita coisa. Vai pra casa com sua irmã, faz tempo que ela tá esperando. - olhei para Amanda que brincava com seus dedos entediada.

- Sério, posso ir mesmo? - a olhei insegura, não seria certo.

- Pode, vai logo Manuela. - ela sorriu.

- Obrigada. - a abracei. - Obrigada, obrigada mesmo! - sorrir. - Você acertou no caixa o que lanche que peguei pra ela?

- Sim. - respondeu simples. Me despedir das meninas e chamei Amanda, ela quase que pulou de alegria.

- Eu gosto de lanchonetes, mais ficar esperando é muito chato. - ela disse enquanto andávamos pela rua.

- Eu avisei...- respondi.

- Você deve tá cansada Manu.

- Estou mesmo. - suspirei. Minhas costas doíam. - Mais logo, logo pego o pique, não faz nenhuma semana direito.

- Ahh...- ela mordeu os lábios. Sorrir, tinha a mesma mania.

- Vem... - a puxei até um banco de uma praça. - Antes de sair peguei um lanche pra nós duas. Tô varada de fome.

- O que é varada? - ela me perguntou me fazendo sorrir.

- Nada não. - neguei pegando o lanche. Comemos conversando, a Amanda me contava como foi na sua escola, eu ficava feliz por saber que pelo menos minha irmã ía bem na escola. - Vamos? - perguntei quando terminamos.

- Pra onde?

- Pra casa. - disse óbvia.

- Não Manu, não quero. - ela cruzou os braços.

- Quer dormir onde? Nos muros como gatos? - perguntei sorrindo.

- Tá cedo.

- Eu sei, mas, estamos fora o dia todo. Tenho tarefas pra fazer, trabalhos pra entregar, e ainda os deveres de casa. Sabe que mamãe não deixa barato não é?

-  A mamãe é uma chata!

- Amanda!

- O que?

- Não pode falar assim, ela é sua mãe.

- Não posso mentir! - ela fez bico, eu tentei não rir, eu juro.

-  A mamãe pode ser assim as vezes, mais temos que respeitar, ela é nossa mãe entende?

- Não... A mamãe sempre reclama comigo.

- Eu sei meu amor. - alisei seus cabelos.

Eu sabia que Amanda estava certa, mais o que posso fazer? Eu não posso incentivar que minha irmã tenha raiva da minha mãe. Até porque, é nossa mãe independente do que ela faça. Se Amanda tirou essas conclusões, é porque está sentindo tanto quanto eu. O que me preocupa.

- Que tal irmos tomar sorvete? - ela me olhou e sorriu. - Mais só uma bola, e depois vamos pra casa, tudo bem?

- Tudo, tudo, tudo! - Ela bateu palmas animada.

Fomos até uma sorveteria daquele parque mesmo onde compramos sorvete. Conseguir levar Amanda para casa o que tava se tornando impossível.

- Ele é lindo filha. - ouvir mamãe dizer quando cheguei.

- Eu sei...- Nicole sorria. Olhei para suas mãos encontrando um vestido.

- Amanda onde você estava? - minha mãe se levantou.

- A Manu me levou no parque pra tomar sorvete. - Amanda me interrompeu.

- Você é uma irresponsável Manuela, saí com a Amanda e nem liga avisando, deixou Nicole morta de preocupação.

- O que?

- Não se faça de sonsa, e você Amanda? Sai e deixa sua irmã aqui, morta de preocupação! - Como?

- Aí, Mandi, você estar bem? - Nicole correu até Amanda a abraçando.

- Saí...- Amanda a empurrou.

- Porque está me tratando assim? Mamãe, porque ela está me tratando assim. - ela olhou para minha mãe e olhou para mim. - Foi você não foi Manuela? Colocou a Amandinha contra mim!?

- O que? Eu não fiz isso.

- Claro que fez.

- Não, eu não coloquei ela contra ninguém. - neguei, o que estava acontecendo?

- Ela estava tão feliz hoje mais cedo, me abraçando, até fez um sanduíche pra mim.

- Mentirosa! Você roubou meu sanduíche.- Amanda bateu o pé.

- Você me deu. - Nicole pós as mãos no peito. - Eu... eu vou subir...- aquilo era lágrimas!?

- Filha...- minha mãe foi até ela a abraçando.

- Eu fiquei tão preocupada com ela. Achei que... ficaria feliz em me ver.  - ela estava mesmo chorando? Porque? Ela estava mentindo! Porque, porque estava com pena dela? Ela estava tentando me culpar.

- Querida, não fique assim! - minha mãe alisou seus cabelos.

- Não mamãe...- ela andou em direção as escadas. - Pensei que pelo menos a Amanda gostasse de mim. - então ela subiu, eu estava paralisada, porque tudo aquilo?

- Manuela! - minha mãe me olhou com sangue nos olhos. - Estar feliz? Me responda!

- O que? Eu, eu não fiz nada! Eu não coloquei a Amanda contra ninguém.

- Pare com isto Manuela, sabe o engraçado, você nunca faz nada!

- Porque eu não fiz nada, não entende? Eu não coloquei a Amanda contra ninguém, porque faria isso? Porque não gosto da Nicole?! Ela que não gosta de mim. Porque, porque você só aponta o dedo para mim sem olhar os dois lados, porque você me julga, sem saber o que aconteceu?! Porque a chama de filha, quando eu sou sua filha?! - o meu coração estava tão acelerado, suas batidas estavam altas e meus olhos estavam quentes! Minha pulsação estava tão acelerada.

- Vá para o quarto! - ela disse entre dentes. - AGORA!! - assenti deixando as lágrimas cair. Peguei minha bolsa subindo as escadas. Estou farta!

  

                  Narradora

- Chata! - a pequena disse entre dentes. - Você é chata!

- Fique quieta! - a mulher disse irritada. - O que a Manuela disse a você, hã?! Me responda!

- Nada! A Manu não disse nada! Você é muito chata, eu não gosto mais de você, não gosto do Douglas e não gosto da Nicole! - Amanda estava zangada. Ela por anos viu sua mãe tratando sua irmã mau, isso mexeu com os sentimentos da pequena.

- Amanda...

- Quer que eu suba? - a pequena perguntou. - Tchau... Mamãe! - Então a mulher pode ouvir os passos da garotinha.

- Essa garota fica cada dia mais rebelde, influência da Manuela.

                           • • •

- Viu como é fácil se fazer de coitadinha? - Nicole puxou Manuela pelo braço quando a mesma passava pelo corredor.

- O que? - as lágrimas ainda rolavam pelos olhos de Manuela.

- Você é mesmo muito idiota.

- Você armou tudo aquilo não foi? - Manuela assentiu com a cabeça. - Mais é claro que armou. Por que Nicole?

- Pra você ver, que na hora que eu quiser eu te tenho nas minhas mãos. - Nicole sorriu.

- Você é má!

- Sou mesmo, e você vai me pagar por tudo que me fez.

- Você também. Essa vingança toda, só vai te fazer mal! - Manuela sentiu suas costas baterem contra parede, a garota prendeu um grito de dor, suas costas já estavam doloridas antes pelo trabalho.

- Sonsa! Você se faz muito Manuela!

- Eu não sou sonsa.

- Sabe que, esse seu jeitinho me irrita! Da vontade de te esganar!

- Credo Nicole! - Manuela conseguiu ficar longe de Nicole.

- Aff garota! Você irrita, sai da minha frente.

Então Nicole esbarrou no ombro de Manuela e saiu.

- Manu. - Amanda apareceu onde abraçou sua irmã. - Era mentira dela.

- Eu sei meu amor...

      

                 — Sábado

Minha mãe tinha viajado com Douglas levando Amanda, eu estava apenas com Nicole em casa. Estava trancada no meu quarto comendo sanduíche e tomando refrigerante lendo. Eu já li e reli várias vezes Dom Quixote, mais amava mesmo assim. Sua loucura, sua coragem, me atraiam tanto! Por mais que chorasse litros com sua morte no final. As lágrimas desciam mais uma vez.

- Acredite Sancho, ele estar melhor. - disse para mim mesma.

Ouvir a campainha tocar, me levantei olhando pela janela vendo Pierre com mais algumas garotas, logo Nicole saiu de casa entrando no carro.

- Agora você está totalmente sozinha em casa Manuela. - sorrir. A campainha tocou novamente fazendo meu sorriso se desfazer. - Ou não!

Sai do quarto descendo as escadas atendendo a porta.

- Vocês? - perguntei quando vi Gabriella e Júlia. - A Nicole não tá!

- Melhor ainda, posso entrar!? - Gabriella entrou. Júlia sorriu envergonhada.

- Oi Manuela, eu posso entrar?

- Pode! - dei espaço e ela entrou. - Olha a Nicole acabou de sair com as meninas, acho que foram se arrumar pra aquela festa. Ela não tá!

- A gente não veio aqui ver a Nicole. - Júlia sorriu sem graça.

- Não!

- Não, Tic-tac Tic-tac seu tempo acabou. - Gabriella veio até mim. - Hoje é o dia da festa, sábado, te lembra algo?

- É...

- Você vai ou não?! - Júlia perguntou.

- Eu achei que vocês estavam brincando sobre me chamar pra festa e tal! - me sentei no sofá.

- Mais não estávamos! - Gabriella revirou os olhos.

- Me desculpem tá? Mais não sou o tipo de pessoa que frequenta essas festas.

- Agora é você que tá com preconceito em relação a classes sociais. - Júlia disse.

- O que? Não! Não é isso, mais pensem, nunca fui a uma festa dessas, e quando chegar lá!? O que vai acontecer?

- Você vai curtir a festa normalmente! - Gabriella fez uma dancinha.

- Hoje é seu dia de Cinderella! - Júlia pulou batendo as mãos.

- Menos Júlia... Bem menos. - Gabriella a olhou estranha.

- Porque... A Manuela é loira.

- Olha meninas, muito obrigado por querer me enturmar e tal! Mais, eu, numa festa cercada de populares, me desculpem! O que eu vou fazer segunda? Todos me olhando torto.

- Aff Manuela! - Gabriella se jogou no sofá. - É só você ir do seu jeito, tá?

- Ou a Manuela pode não ir. - Júlia sorriu.

- Exatamente, eu posso ficar aqui, eu tô querendo mesmo reler A menina que roubava livros.

- Outra menina pode ir. - Júlia continuava sorrindo. - Ahhhh... - ela gritou. - TRANSFORMAÇÃO!!! - pulei do sofá ouvindo a risada de Gabriella. - Ah, você tá bem, desculpa. - olhei estranha para Júlia, sua voz estava suave como antes.

- Por favor meninas, saíam. - me levantei indo até as escadas. - Eu não quero ir pra nenhuma festa.

- Quer sim. - Júlia sorriu. - Olha, já vai dar 13:00 hora gente! A gente vai se atrasar!

- Mais é de quatro horas não? - perguntei.

- É... - Júlia bufou. - Temos pouco tempo.

- Não, temos muito tempo. - disse sorrindo.

- Então você vai? - Gabriella sorriu.

- Não, não quero.

- Então tá! Não vou mais existir! - Gabi pegou sua bolsa indo até a porta.

- Mais Gabi. - Júlia a olhou.

- Nós tentamos.

- Tudo bem, tchau Manu. - Júlia foi até a porta onde as duas fecharam.

- Eu não sirvo pra isso meninas. - sorrir triste subindo as escadas.

    Dei mais um passo suspirando pesado, direcionei meu dedo a campainha a apertando, era agora, não tinha como fugir.

- Manuela! - Júlia arregalou os olhos quando me viu.

- Então...Essa roupa tá boa? - perguntei.

- Ahhhh....- ela gritou. - Gabi, Gabi!

- Quem te matou? Manuela!

- Então... Eu posso ir ainda. - eu só me vir sendo puxada pra dentro.

            Pov's Justin Bieber

(n/a: gente, nunca fui de ouvir funk, mais minha amiga ficou o tempo todo cantando perto de mim e eu não resistir)

- O som fazia Tum Tá Tá! Eu ouvir essa música em algum lugar.

- O grave faz o Tum! Tum Tum Tá Tá! É assim que se canta. - Harry se gabou.

- Dois idiotas! - Ryan bateu a mão na testa. - Eu vou sair antes que me contamine. - Então ele se foi.

- As meninas chegaram...- olhei vendo Nicole e as garotas chegando perto.

Harry e Nolan ainda tentavam acertar aquela bendita música. Sorrir, os dois cantavam errado, era brasileira.

- Oie Garotos! - Pierre disse quando chegou perto.

- Tum Tum Tá! - Harry dizia.

- Tum Tum Tá Tá! - Nolan dizia. Revirei os olhos.

- O grave que faz o tum, o beat tata tum tum. - sorrir catando o refrão. - Entenderam? O beat tata tum tum!

- Ei Justin? - ouvir eles me chamarem, mais já estava longe.

- Justin. - Júlia me abraçou.

- Júlia, você, você tá linda! - sorrir.

- Obrigado, espera pra ver a transformação que eu e a Gabi fizemos na Manuela.

 
- A Manuela tá aqui? - ela, ela tá aqui? A Manuela tá aqui!

   “Se você guardar o amor no coração, sabe o espaço que ele toma, a dor que ele causa querendo se expandir cada vez mais pelo seu peito. Querendo sair do controle, sabe o quanto é difícil manter o amor no controle? Porque ele quer sair pra se alojar no coração de outro alguém, aquele alguém, o amor quer sair do seu peito, mais ele tem tanto medo, porque tantas pessoas o recusam, jogam ele fora sem um pingo de pena, e ele procura outro coração pra se alojar. Porque não sabemos se vamos ouvir “Eu te amo” da pessoa que amamos.”


Notas Finais


Bom, vou começar falando o motivo de toda demora. Eu tô a meses sem postar e vocês merecem uma explicação. Mais o tempo passou tão rápido que nem percebi, não vou colocar a escola como desculpa porque eu não tenho só a escola, eu tenho festas, eventos, tenho meus cursos. Tenho uma vida! Eu gosto de sair com minhas antigas, ficar de bobeira, e eu dei tanta atenção pra minha diversão que nem pensei em escrever. Eu não me concentrava pra escrever, mais isso não significa que vou parar, teve um dia, um dia que eu peguei meu celular, abrir no notas, e eu escrevi. Eu olhei pela janela e já estava de noite, finalizei o capítulo e fiquei louca pra postar. Eu peço que me desculpem, eu fui irresponsável, eu sei. Mais não foi minha intenção, porque gente, eu não posso simplesmente criar e escrever, tem sentimentos no que escrevo, e eu não consigo escrever algo no papel, no celular, sem minha mente estar lá. Entende?

Falando do cap: Eu coloquei esse trecho de Funk! Kkkkkkk não resistir, minha amiga ficou o tempo todo cantando e eu não resistir, grudou na minha cabeça. Bom, sobre a Manu, pessoal, a Manuela, é uma garota muito corajosa, ela ta descobrindo o mundo. O Justin vai mostrar esse mundo pra ela. Ela vai se machucar, mais ele fará de tudo pra protegê-la. Sobre a festa e tal! Manuela não mudará, ela irá continuar sendo nerd, eu sinceramente estou cansada dessas Fanfics que a nerd se transforma e ele se apaixona. O Justin não quer ela popular, ele odeia ser popular.


Personagens desse capítulo: Não escolho meus personagens pela beleza, o nosso amor, não é ganho pela beleza. Mais vocês podem imaginar do jeito que quiserem.

Manuela:

https://goo.gl/images/M5TQsa


Amanda:

https://goo.gl/images/iEC5ax


Júlia:

https://goo.gl/images/U60jME

Gabriella:

https://goo.gl/images/TpAapx


Nicole:


https://goo.gl/images/N54JwB

Katherine:

https://goo.gl/images/1uMRjC


Não coloquei a Camilly nem a Lívia, mais no próximo colocarei.


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