História As Memorias de um paranóico - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias The GazettE
Personagens Aoi, Kai, Personagens Originais, Reita, Ruki, Uruha
Tags Aoiha, Miyavi, Reituki, Uruki
Exibições 16
Palavras 2.459
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Foi fatal. Mas não foi o bastante


 

--Bom dia Shima.





  -O que você quer cara? - Falei, puxando meu pulso de sua mão.


 -Só te dar um bom dia. Não posso? - Disse Myiavi abrindo ainda mais o sorriso. Logo fiz uma cara de desdém.


 -Você é estranho. -Me desviei de seu ohar, para seguir o portão a dentro. Mas ele agarrou novamente meu pulso. Com mais força. Me virei novamente já meio irritado. -O que é?! 


 -Tem mais uma coisa... - Deu uma pausa para respirar e prosseguiu vagarosamente - Se eu fosse você... Ficaria... de... olhos... bem... abertos... a partir de hoje. - Me arrepiei. Ao ver aquelas palavras sairei de seus lábios. Tive a certeza que ele não deixaria barato o que eu fiz. Meus olhos se arregalaram juntamente com a compressão dos meus lábios. Eu realmente estava com medo. Paralizado... E tinha a certeza que tudo ficaria pior. 


 Delicadamente, Myvis soltou meu pulso, e piscou para mim. Logo, dirigido-se para dentro. Não duvido nada de que naquele momento eu parecia um retardado. Eu estava viajando no que o "Unicórnio" disse. 


 Depois de alguns instantes, alguem beijou meu rosto. Era como aqueles beijos das garotas assanhadas da escola. Mas na verdade era DO garoto assanhado.

. [Taka é uma figura.] 


 O ruivinho apareceu em minha frente sorrindo. E logo agarrou meu pescoço, me abraçando estupidamente. Por um momento eu quis rir. Ele sempre deixava os momentos tensos mais leves com aquele carisma. Estava me apertando muito. Mas era bom aquele abraço. A única coisa ruim era o cheiro enjoativo do shampoo que ele usava.


 Minhas mãos pousaram em sua cintura como correspondente ao abraço. E ele, ao perceber, me apertou com mais força. Quase me deixando sem fôlego.


 -T-taka... você ta me esmagando... aah... - Logo ele me soltou. Sempre quando ele ficava daquele jeito, algo bom havia acontecido. E dava para ver nos olhos dele.. - Para de agir desse jeito, Taka! Ta parecendo uma garota abobada. - Falei de mal humor.


 -Me desculpe Shima. - Disse ele, contendo o sorriso. . 


 -O que aconteceu? Arrumou namorada? -Falei esfregando os olhos.


 -NÃO! Melhor que isso!! - Disse o ruivo quase aos gritos. - Quer saber??? Em..? 


 -O que é? - Perguntei desinteressado. Ele paralisou com um sorriso exagerado no rosto. Depois de alguns segundos ele respirou fundo e disse pausadamente.. 


 -O R.e.i.t.a v.a.i e.m.b.o.r.a!!!


 -Como?! 


 -Ele vai emboraaaa!! - logo em seguida ele me agarrou denovo quase subindo no meu colo.


 -Ta-ta bom... Taka. Tem gente olhando... Ai! - Ele me soltou novamente, consertando-se. As pessoas que passavam por la estranhavam aquela sena.

. -Isso não é demais?! - Disse ele, agora mais civilizado.


-É..


 - Você deveria estar feliz! 


 -É... deveria?


 -Sim. Sem o Reita, é um a menos pra encher o saco. - Disse Ruki com um sorriso bobo nos lábios. 


 -Hmm... - Dei alguns passos para dentro da escola, e logo me virei para trás, fazendo sinal para Ruki entrar também. - E que dia ele vai? - Perguntei a ele, enquanto ambos caminhávamos no corredor. 

 -Daqui a duas semanas. - Respondeu animado. - Ele vai pra um colégio interno. Isso é ótimo.

 -É sim.


 -Então... Por que você tava com aquela cara? - Perguntou o baixinho mudando de assunto.


 -Que cara? - Perguntei meio confuso. -Na hora que eu cheguei. Você estava meio... estranho. Myvis fez alguma coisa com você? 

Respirei fundo com os olhos fechados. 

-Não Taka. Ainda não. - Takanori franziu o senho me encarando.


 -Ainda..? Como assim? -Ele vai fazer.





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 Se passaram dois dias. E por estranho que pareça, tudo foi normal demais. Myvis e Reita nos aborreciam, como sempre é claro. Mas eu não seria louco de revidar novamente. Mesmo que tudo aprecia normal, eu tinha medo. Eu sabia que o Miyavi iria se vingar, mas não sabia como.



 Eu ficava sentado na calçada com um... cigarro na mão. Sim. Não deveria fumar. Mas acontece que eu não me importava com minha idade. Eu com quinze anos ja bebia e usava drogas. Escondido da minha avó é claro. Quase todas as manhãs eu fumava antes de ir para aula. Takanori era o único que sabia disso. E sempre me aconselhava parar. Mas eu não dava ouvidos


. Meus pensamentos ziquezaqueavam oscilantes. E... Eu queria chorar. Não havia dormido bem. Tive pesadelos. Os mesmos pesadelos de sempre. Acabava me lembrando do que não deveria. Aquela era péssima hora para ficar sozinho. Era nessas horas que eu pensava em fazer alguma besteira. Ma jogar na frente do carro, cortar os pulsos... 


A fumaça saia do canto dos meus lábios, e as lágrimas desciam em meu rosto, que no momento não demonstrava emoção alguma. Eu queria morrer. Aquele rosto veio em minha mente. Aquele rosto tão parecido com o meu. Que se tornaram apenas ossos potrificados 


[Se você estiver vivo, eu juro que eu vou te encontrar. Você vai pagar por isso!] 


Pensei com lágrimas escorrendo abundantemente. Dei mais uma tragada, e joguei o cigarro no chão. Sequei as lágrimas e me levantei. 


 -Não adianta chorar... isso não vai mudar nada. - Falei comigo mesmo, voltando a postura fria. - Nada... - Coloquei a mochila nas costas, seguindo até a escola 




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Takanori Matsumoto. 



 -Anda Kai... Eu to atrasado. O Uruha vai me matar... -- Falei ao pé da escada, esperando meu irmão descer. Logo o Moreno de covinhas desceu rindo de mim.


 -Ele vai te perdoar... Pega um casaco. Tá frio. - Disse ele afagando meus cabelos. 


 Kai era um ótimo irmão. Era divertido, engraçado, sabia cozinhar e as vezes era irritante. Mas isso não era problema.


 -Parece até a mamãe falando. - Debochei. Ele riu, deixando a mostra suas covinhas que eu até tinha uma certa inveja por não ter. 


-Vamos! -Disse ele pegando as chaves do carro. Nos dirigimos até a porta de saída. Uke parou de andar fazendo uma cara de quem havia esquecido algo. - Cadê o Reita? 


 -Ah. Ele ja deve ter ido... Vamos. - Tentei me livrar da presença do loiro. Mas logo ele veio descendo as escadas, bem humorado. - Ah... olha ele aí. - Disse aborrecido. 

 -Bom dia Uke. - Disse A cacatua sorridente.

 -Bom dia Aki! 


 -Bom dia Taka. - Falei para mim mesmo, revirando os olhos. Reita passou por mim, logo atrapalhando meu cabelo. Que me deixou um tanto irritado, que me fez bufar de raiva. -Desgraçado! Tira a mão!


 -Me obriga chibi!


 -Então... vamos crianças. - Interrompeu o mais velho, dando passagem para que nós saicemos. ... 


 - Ainda bem que eu vou ficar livre de você. - Resmunguei passando perto do loiro. - Não vai tão cedo. Neném. - Zombou ele me seguindo até o carro.

 -Neném é você! Eu sou mais velho Akira. - Repreendi quase entrando no carro.

 -Eu sou maior. - Ele me empurrou e se sentou no banco da frente. Eu tive que me sentar atrás. Realmente Reita parecia ser bem mais velho. Não parecia ter 13 anos de forma alguma. Tira cara de 16 anos. Inexplicável. 


 Fiquei e stressado, nos dois começamos a discutir. Kai entrou no carro, fazendo que nós dois sossegacemos um pouco. Quando chegamos a escola, Uke se despediu de nós dois, e foi embora. 




 -Isso foi por você ter me chamado de Calopsita! - Senti sua mão firme estapear o topo da minha cabeça. 


 -AI! Merda! - Falei empurrando o maior, em seguida caminhando até o loiro cor de mel que estava sentado no pé de uma árvore. Abandonando de vez o Reita.

 Cheguei mais perto, ele estava com os olhos inchados e vermelhos, um semblante melancólico, o cabelo bagunçado. Mas era lindo do mesmo jeito. Me ajoelhei em sua frente. Ele parecia estar tão perdido nos seus pensamentos, que talvez nem tenha dado conta da minha presença.


   -Kou... -Falei carinhosamente. O garoto levantou os olhos em minha direção.  


-O-oi Ruki.. - Disse ele com a voz embargada. Ele estava mal, eu tinha certeza. Odiava velo daquele jeito. Ja não sabia mais como anima-lo. Ver meu melhor amigo daquela forma, doía. 

 -O que ouve dessa vez? - Indaguei acariciando seu rosto, aproveitando para secar algumas gotas de lágrimas que desciam. Ele apenas balançou a cabeça de modo negativo. Deixando-se desabar. Senti necessidade de abraça-lo. Rapidamente me sentei ao seu lado. Passando meus passos em volta de seu ombro. Deixando suas lágrimas cairem em meu peito. Ele soluçava. Preferi não fazer perguntas. -Vai ficar tudo bem Shima... - Falei dando um beijo no topo de sua cabeça. E afagando seus cabelos. Ele nada respondeu. 




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 Takashima Kouyou [Uruha] 


Estávamos atrasados. O sinal havia tocado a cinco minutos. Mas eu não importava. Queria apenas chorar em paz sem que ninguém me atrapalhace. Eu realmente tinha muito a dever com o baixinho. Ele me ajudava, e me entendia até quando nem eu mesmo conseguia entender


Suas mãos acariciavam meu cabelo, sua outra mão enchugava minhas lágrimas. Eu tinha dificuldade para respirar, minha cabeça doía. Mas eu me sentia melhor ao ser acolhido por uma das pessoas que eu mais amei na minha vida. Meu melhor amigo. 

 Todos os outros alunos entraram, eu e Ruki ficamos no gramado do lado de fora, abraçados, em silêncio. Talvez ele esperava eu me acalmar, para entrarmos. Passando alguns minutos, eu cessei aquele momento. Desfazendo o abraço, e enxugando as lágrimas com violência.


 -Estamos mais que atrazados - Falei sorrindo tristemente. Ruki acentiu com a cabeça, logo depositou um beijo em meu rosto. 

 -Vamos entrar. E nos preparar para o sermão. - Disse ele divertido, com a intenção de me animar. Takanori se levantou primeiro, logo me ajudou a levantar.




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 Entramos atrazados. Por sorte não houve castigo, por sempre chegarmos na hora. Tivemos uma chance. 

 -Algum problema, Takashima? - Perguntou meu professor, vendo que meu rosto estava um pouco vermelho. 

 -N-não... - Falei baixo, me sentando em meu lugar. Miyavi me olhava de modo sarcástico. Porem, eu não me dava o trabalho de me importar com aquilo. Durante toda a aula de geografia, Takanori me observava preocupado. Mas e sempre dizia estar tudo bem.



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 Intervalo: 


 -Você fica bonito quando está sério. - Disse Takanori animado, olhando para mim, enquanto estávamos sentados na arquibancada da quadra. Eu sorri meio sem graça, desfazendo aquela cara amarrada. 


 -Por que diz isso? - perguntei olhando para ele.


 -Por nada. Só digo o que eu acho. - Respondeu ele. Voltando a olhar para frente.


 -Aham. Sei... - Ambos rimos. Realmente era difícil rir com outra pessoa a não ser com Takanori. 


 [Ou sob efeito de entorpecentes.] 


 Não havia grassa em me divertir com outras pessoas a não ser ele, que talvez parecia se o único a me entender.


 -Você é estranho Taka. - Falei em meio a risos. 


 -Eu sou o amor da sua vida, e você não assume. - Debochou ele. 


 -Ham?? Não!! - Logo começamos a rir. Cessamos os risos observando aqueles dois chegarem. 


 -Droga. - Resmungou Takanori.


 -Deixa eles virem. Segundos depois, os dois Garotos pararam em nossa frente. 

 -Tava chorando por quê, Patinho? - Zombou Myvis.


 -O esmalte dele sumiu. - Ironizou Reita. Logo depois eles Riram. Eu e Ruki fingiamos não ouvir. Tivemos que suportar "Ai, cadê minha maquiagem?" , "Nossa. Minha unha quebrou" , "Eu sou o pato, e meu bico serve pra nadar"... e outras zoações ridículas. Que não merecem nem ser citadas. Aquilo estava me irritando em demasia. Minha respiração ficava mais pesada. E eu começava a bufar. Miyavi, ao perceber que eu já me irritara, disse: 


 -Que é? Não tomou seu calmamente hoje não, nervosinho? - Ele me encarava. Em seguida, Reita comessou a rir.

 Não pude me conter. Tentei avançar no Colorido, más Ruki puxou meu braço, me fazendo sentar de novo. Miyavi me perfurou com os olhos, logo se inclinou, chegando com seu rosto próximo ao meu. -Você não vai se atrever em fazer isso de novo, vai? - Meus olhos burbulhavam de ódio. Enquan o nossas pupilas se encontravam. - Se você soubesse o que eu tenho guardado pra você, você ficaria na tua.


 -Você que provoca Myvs. - Protestou Takanori ao meu lado. Mas nenhum de nós dois olhamos para ele. Logo ele me puxou pelo braço novamente, me conduzindo a sair de perto de Reita e Miyavi. - Vamos Kou. - Logo após veio as chacotas em nossas costas . Tivemos que aturar aqueles idiotas o recreio todo. Coisa que para nós era uma tortura.





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 Se passaram quatro dias. Eu ainda temia a vingança de Miyavi. Estava voltando para casa, com Takanori. Andávamos, conversávamos, ríamos... Estava tudo normal. Até que em menos de um quarteirão da escola, apareceu uma multidão de alunos que pareciam esperar algo. Aquele conjunto de alunos formavam uma roda no meio deles. E nesse meio, havia um garoto de cabelos coloridos. 




 [É agora.]


 Chegou dois garotos que eu não conhecia, me puxando violentamente pelo braço, fazendo com que eu me aproximasse da roda.


 -KOU! ...Me solta .. Kooou!!- Gritou Takanori, que estava sendo agarrado por um amigo qualquer de Miyavi . E eu não podia fazer nada. Estava com medo. Talvez aquela surra seria fatal. Finalmente eu estava no meio da roda. Miyavi me fuzilava apenas com o olhar. Deixando um sorriso macabro escapar de seus lábios. Ele veio se aproximando, com os punhos preparados:  


- Tenha dó de si mesmo... Uruha. - Disse ele, ironizando a última palavra. 


 Se eu não me controlasse, ja estaria tremendo de medo. Mas eu aguentei. De pé encarando aquela criatura perversa em minha frente. Eu disse:


 -Não preciso de sentir do de mim mes... - Fui cortado com um soco da face. Logo em seguida cai no chão. Meu nariz sangrava. O Maior tinha em sua face um semblante vitorioso, ao ouvir aqueles alunos se divertirem com minha queda. Me levantei, limpando o sangue do nariz, me concertando diante dele. Mas fui acertado com um soco na boca do estômago. E pensei que daquela vez eu iria morrer de tanta dor. Tentei revidar algumas vezes, porém, sem sucesso.

 Talvez eu havia ganhado a briga passada apenas pelo estado emocional de ambos. Não físico. 

 Então, resumindo, eu apanhei muito de Miyavi. Depois daquela sessão de socos, chutes e pontapés, eu caí no chão, desejando nunca mais levantar de lá. Eu ouvia risos, escárnios, e o baixinho gritando mei meu nome. Me sentei no chão tentando raciocinar o quando meu corpo havia sido torturado. Minha cabeça chegava a esplodir de dor. Taka, correu até mim, quase chorando.


 - Por Kami Sama, Kou. - Disse ele com as mãos em meu rosto. - Ta tudo bem, Taka. -Tudo bem nada!! Olha pra você Shima! - Disse Ruki stressado. - Eu to bem... só quero sair daqui. Os alunos iam para suas casas depois da briga. Alguns ainda ficavam olhando. Mas eu não me importava com aquilo





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Notas Finais


O dó...


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