História As Memorias de um paranóico - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias The GazettE
Personagens Aoi, Kai, Personagens Originais, Reita, Ruki, Uruha
Tags Aoiha, Miyavi, Reituki, Uruki
Exibições 10
Palavras 2.176
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Self Inserction, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura. ...




Eu acho

Capítulo 5 - Meu eu não me entende


 Takanori Matsumoto



 Toquei a campainha, ja impaciente. Batendo com um dos pés no chão, e roendo as unhas. Kouyou apenas me observava agitado, louco para lhe favorecer. Ja estava afim de esmurrar aquela maldita porta. Segundos depois a porta foi aberta por um homem moreno de covinhas, que nos recebeu sorrindo.


 -- Ah... oi Taka, que foi? - Indagou ele ao ver o quão irritado eu estava. Que fui puxando Kouyou pelo braço para dentro de minha casa. Kai apenas olhava, confuso em relação ao que estara acontecendo. O Moreno de covinhas arregalou os olhos ao ver a testa roxa do meu amigo. Quando afastei seus cabelos para analisar o hematoma 


-Cadê a mamãe e o papai? - Perguntei ao meu irmão, sem tirar os olhos de Uruha.


 - Trabalhando... - Respondeu Kai. - O que aconteceu com você, Kou?


 -Eles não disseram que iriam ficariam aqui hoje? - Indaguei dessa vez olhando para Uke. Sem perceber que apertei o machucado de Kou. O que o fez remungar de dor. - Desculpe, Shima - Voltei a atenção ao Kai.

 - Eles precisavam de um dinheiro hestra, e decidiram trabalhar hoje. - Respondeu ele.


 Sempre assim. Meus pais só pensam em trabalho e mais nada. Mais dinheiro pra que? 


--Hmm - Foi o que eu pude dizer

-O que aconteceu com ele? - Insistiu na pergunta

 --Pergunte ao Reita, talvez ele saiba responder. - Respondi ríspido, olhando para Uruha em seguida. - Ta doendo muito? 

 - Pouco... - Respondeu o loiro. 

-Reita não chegou ainda. - Quando ele chegar você pergunta. - Falei, após uns minutos, a porta foi aberta, e via-se uma cacatua entrando. - Aah... chegou... Conhecidencia, não? - Falei me colocando de pé, e encarando o loiro como se esperasse ele confessar algo..


   -Conhecidencia de...? - Indagou ele. 


 -De que, Akira? Hm? - Intrometeu, Kai. Reita ficou calado com uma expressão de "Não to entendendo o que tá rolando". Mas eu não acreditava na sua cara de inocente. Kai respirou fundo, pedindo calmamente. - Primo... senta aí, vai! .


-Pra quê? - Disse Reita. Kai ao ouvir aquilo começou a se zangar. 

 -Senta aí, Akira! Eu sou mais velho, e quando meus pais não estão aqui eu cuido de vocês, crianças. Agora senta aí! - Disse Uke mais seco. 


 -Da pra me dizer pra quê?

 -Senta logo!! - Disse Uke ja enfurecido. Reita obedeceu. Sentou-se com má vontade no sofá, onde Kouyou se sentava também. 


 -Qual o problema? - Perguntou ele fingindo nem perceber Kouyou na outra ponta do sofá. 


 -Este... - Iniciou Uke, jogando a franja de Kouyou para o outro lado, de tal forma que o facilitava ver os hematomas em seu rosto. - ...é o problema. - Reita arqueou a sobrancelhas, mas não parecia surpreso. 


-E o quê que tem? Fiquei furioso com o que meu primo dissera. Me olhei para ele bufando.


 - O quê que tem?! Olha pra isso seu imbecil!! - Falei apontando para meu amigo que apenas encarava o chão sem dizer uma só palavra.


 -Akira, por acaso você tem alguma coisa a ver, com isso? - Perguntou Uke sem paciência.


 -Claro que tem né, Kai! - Intrometi. 


 -Não. Quem fez isso foi o Miyavi eu não fiz nada. - Disse Reita despreocupado.


 -Aah vá... - Debochei irritado. O que fez Reita me mostrar o dedo do meio em seguida. - Quem sempre vai na onda do Miyavi é você, Akira!


  -Mas dessa vez eu não fiz nada, porra! 


 - Akira... tem coisa sua no meio disso? - Perguntou Uke. 


 - Não... eu só vi a briga, mas não fiz nada.


 - Fez sim...


-Cala boca, Chibi! 


 - Cala boca você! Cacatua.


 - Ei! Será que não tem adulto aqui não? - Intrometeu Uke, cortando a discussão pela raiz. Ficamos calados, juntamente com Kouyou que não abrira a boca. Ficamos em um silêncio chato, até o loiro se levantar. Foi caminhando até o pé da escada quando Kai o chamou e o fez parar de andar. -Akira, quando meus pais chegarem, eles vão resolver isso..


   -Foda-se. - Disse Reita dando de ombros e subindo as escadas em seguida.





 - Melhor colocar um gelo nisso. - Disse Kai preocupado, se dirigindo até a cozinha em busca de blocos de gelo. Voltou em seguida com o gelo enrolado em um pano branco, entregando na mão de Kouyou, que agradeceu. Logo ele subiu as escadas deixando eu e Kou a sós. 

 O Loiro-cor-de-mel levou o gelo até a testa fazendo uma careta de dor. Fiquei observando atenciosamente suas poucas ações, quase imperceptíveis. Como ele movia os lábios, tirava o gelo da testa, quando ficava gelado demais, as mínimas caretas de dor.


 Era perfeito. ELE era perfeito. 


 Em todos esses modos, eu conseguia notar que no fundo ele estava abatido, mesmo que ele tentava não demonstrar. Não suportei. Ma lembrei do dia em que eu o achei chorando na porta da escola, então acabei perguntando, assim que me sentei ao seu lado:


 -- Como você ta se sentindo agora? -- Em seguida, Kou tirou o gelo da testa.


 -- Mais ou menos. Ta doendo um pouco. -- Disse ele colocando o gelo de novo.


 -- Não to falando disso. -- Ele olhou para mim, assim que eu dissera. -- To falando do estado emocional, psicólogico... 

 -- Por que essa pergunta? 


 -- Porque você não perece bem.


 -- Claro que eu não to bem, né, Taka. Olha a surra que eu levei! -- Disse ele ja um pouco irritado. 


 -- Foi mal. -- Me aquietei, optando em não perguntar mais nada. Abaixei os olhos me sentindo um tremendo imbecil. Kouyou ao perceber que fiquei um pouco magoado, passou um de seus braços por cima do meu ombro, me trazendo para mais perto, abandonando o gelo em cima da mesinha da sala, e me abraçando ternamente.


 -- Não liga pra minha idiotice, Taka. -- Disse ele 


 --Tudo bem... Pato. -- Falei ironizando seu apelido. Devolvendo o abraço. -- Você não gosta quando eu te chamo de bai...


 --Não fala. -- Interrompi, deitando minha cabeça em seu ombro. 


 -- Tá bom... -- Disse ele passando a mão em meus cabelos. Esperou uns segundos para dizer. - Baixinho.


 Desfiz o abraço rapidamente. 


 --Kou! -- Falei falsamente indignado. E ele riu. Me puxou de novo fazendo que voltássemos a ficar abraçados.


 -- Um dia vocês casam. -- Fez-se uma voz ao pé da escada. Apenas movi os olhos para ver Uke nos observando de braços cruzados, sorrindo.


 [Que inveja dessas covinhas.] 


 Sempre gostei de Kouyou. Mas não naquele sentido. Sempre fomos amigos, e eu nunca tive vontade de telo de outra forma. Mesmo que nós dois tivéssemos muita intimidade um com o outro. Ele era hetero... bem, era o que eu achava, ja que ele não era de falar nesse assunto. Mas pelo que minhas informações diziam, ele ficava só com garotas.


 Uma das minhas mãos que se encontravam por cima da mão de Kouyou, se levantou fazendo que o dedo médio se destacasse para Kai. 


 -- Mostrar dedo é feio, Taka. -- Disse meu amigo, abaixando minha mão. 


 --Sabia que eu nem ligo? 






####




 Já era final d tarde. Kai levou Uruha até em casa. E por incrível que pareça, durante o tempo em que Kou estava aqui, Reita não quis incomodar. Ficou trancado no quarto a tarde toda. Talvez porque ele estava indo embora. E isso deve ter o deixado triste. Meus pais chegaram do trabalho. Kai reuniu todos na sala. 


 -- Eu ja disse que eu não fiz nada. Foi o Miyavi. 


 --Quantas vezes você ja disse isso, Akira? -- Disse minha mãe. -- Depois descobrimos que você fêz algo errado?


 -- Mas dessa vez eu to falando sério, tia! .


. Eu permanecia calado, esperando a conversa acabar. Reita fazia de tudo para convencer meus pais que ele não se intrometeu naquilo. Mas meus pais ainda duvidavam.



 -- Não quero mais ouvir nada de você Akira! -- Disse meu pai. -- A partir de hoje, Miyavi não entra mais aqui em casa. E você está de castigo.


 --Mas...


 --Sem mas.


 Reita se levantou furioso.


 --Não ligo. Eu vou embora daqui mesmo... -- Disse ele segundo até a escada. 


 -- Bom que vá. -- Falei baixo para que ele não ouvisse. Mas não baixo o suficiente para que meus pais não ouvissem.


 --Taka! -- Repreendeu, minha mãe







 Takashima Kouyou



 A porta foi aberta, assim que Kai foi embora. Minha avó, ao ver meu rosto quase perdeu o fôlego.


--Kouyou, o que houve? -- Disse Naomi, minha avó.


--Briga. Foi uma briga atoa. Ta tudo bem. -- Falei entrando em casa. Minha avó me agarrou pelos ombros tentando analisar meu rosto.


 --O que aconteceu pra você brigar desse jeito? Brigou com quem? Onde que você brigou? -- Eu sabia que ela ficaria preocupada, por isso quis passar a tarde na casa de Takanori. -- Por Kami Sama. Senta aí, vou buscar um gelo.


 --Na rua. Eu não conheço aqueles caras. -- Menti em relação de "eu não conheço aqueles caras". Se eu dissesse que briguei com Miyavi, munha avó iria reclamar com a mãe dele, como ja fez muitas vezes. E a coisa piorava para o meu lado. -- Eu já coloquei gelo mais cedo. Não precisa, eu to bem. 


 Me sentei a mesa da cozinha, tendo de explicar o que houve. Tive de inventar. Dizer que era uns garotos desconhecidos que estavam procurando confusão na rua, e me bateram... Foi mais ou menos isso que eu disse. E ela pareceu acreditar, ha que ficou extremamente comovida..


   Ao final das explicações, minha avó, ainda preocupada, olhou meus hematomas novamente, para ter a certeza que estava tudo bem


. --Nunca mais me assuste assim! -- Disse ela quase chorando, assim que terminou de me examinar pela segunda vez. -- Está com fome?


 --Não. Só quero ir pra cama. -- Respondi.


 --Tudo bem, querido. -- Disse e me abraçou em seguida, afagando meus cabelos



 Subi até meu quarto, entrando, e rapidamente, tranquei a porta, me encostando nela em seguida. Fechei os olhos pensando no que fazer naquele momento. Corri até a gaveta do armário. Abrindo a primeira, a segunda a terceira, a quarta... 

Passei meus olhos no que havia dentro do armário todo. Peguei tudo que me interessava e joguei em cima da cama. Saí procurando algo que nem eu mesmo sabia o que era. Procurava em meio aquela bagunça, mas não encontrava. Inexplicavelmente eu comecei a chorar. Sem findar minha busca por aquele algo desconhecido.


 Revirei o quarto inteiro. Encontrei pó, cigarro, dinheiro, revistas, livros, comprimidos, cartas, varias coisas sem importância, uma caixinha... sim uma caixinha que não media nem dez centímetros. Uma caixinha que continha retângulos metálicos e cortantes. Ao ve-la em meio as minhas roupas espelhadas no chão, eu voltei a me acalmar. Pois era daquilo que eu precisava. Peguei a caixinha avidamente. Abrindo-a e tirando dela uma lâmina. Me sentei na cama, relaxando meu corpo. Logo o retângulo metálico delineou a pele do meu braço, fazendo sair dentre a carne fresca, um líquido vermelho vivo. Que escorria até sujar o lençol da cama. 





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 Uma hora depois eu ja estava com o corpo todo marcado. Sangrava muito. Estava fraco, Impotente, amargurado, mas extremamente relaxado fisicamente. Minhas feridas não doíam. Pelo contrário. Era prazeroso senti-las. Sentir o vento se chocar com o sangue quente, que estreava o meio exterior. 


 Com os olhos semi serrados, e escorrendo lágrimas involuntariamente, eu encarava toda a bagunça do quarto. Ainda tentando entender o que me deixou angustiado daquele jeito. Tentei consultar o meu "eu". Daí me lembrei que nem eu copero comigo mesmo. Eu setia um peso terrível, um sentimento de ódio, de mim mesmo. E isso me fez pensar em várias coisas. Pensei em me dopar, ou tentar tirar minha vida de novo, pensei em fugir, em... 


--Takashima! -- Veio uma voz madura, porém, meiga por trás da porta do quarto. -- Seu remédio. 


 -- Já... vou. -- Respondi com dificuldade. Minha voz saiu cansada e rouca. Acabei tossindo em seguida. Me levantei com o corpo cansado, mas era preciso. Minuto depois, eu ja abri a porta do quarto, dando de cara com o pequeno corredor. Minha avó já se encontrava lá em baixo. Desci as escadas, caminhei até a cozinha. Onde um comprimido e um copo d'agua me esperava em cima da mesa. Infeliz, peguei ambos e digeri. Percebendo minha avó na entrada, olhando. Por um momento eu quis jogar aquilo fora, mas não podia.


 Assim que o comprimido desceu com a ajuda da água, abaixei a cabeça, e caminhei em busca do lugar inicial( Meu quarto). Ao chegar na entrada da cozinha, ela me observava atenciosamente. Dava a perceber que ela continuava preocupada. Eu vestia uma blusa de manga mais comprida para que ela não visse o que eu fiz. Bem... não era apenas eu que estava mal, os olhos dela refletiam uma angústia terrível. Ficamos segundos nos encarando. Quando uma lágrima escorreu do meu rosto, impulsionando ela a ter o mesmo. Nos abraçamos, e ali eu pude jogar para fora uma boa parte da minha angústia, em forma de lágrimas.


Notas Finais


;-;


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