História As Memorias de um paranóico - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias The GazettE
Personagens Aoi, Kai, Personagens Originais, Reita, Ruki, Uruha
Tags Aoiha, Miyavi, Reituki, Uruki
Exibições 12
Palavras 2.273
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Self Inserction, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Entt. Passei a madrugada escrevendo.
E tava ansiosa pra terminar esse cap. Agr n sei se ficou meio..

Merda.

*0*

Capítulo 6 - Permanecendo impotente


Meio dia.



 --KOUYOU!!! -- Acordei ouvindo meu nome sendo clamado por detrás da porta. A noite foi longa. Acabei dormindo as quatro da manhã... Mesmo com o uso das malditas drogas, eu consegui acordar oito horas depois. 


 Abri os olhos, mas desejava fecha-los novamente, e voltar a dormir. Meu corpo estava totalmente tomado pelo conforto e acomodo da cama. Minha cabeça ainda doía, minhas feridas latejavam, e eu ainda estava um pouco zonzo. 

--Takashima!!! -- Dizia uma voz preocupada do lado de fora. Demorou uns instantes para que eu concluísse de quem era. Assim que conclui que era minha avó, percebi que havia perdido aula. Ela continuava me chamando e esmurrando a porta, até que me levantei da cama, com dificuldade. Guardei algumas coisas que ela não podia nem sonhar que eu possuía. Vesti a mesma camisa da noite anterior e abri a porta. Antes que eu dissesse qualquer coisa, Naomi me tomou em um abraço bastante apertado.


 --Pensei que tinha acontecido alguma coisa com você... -- Disse ela a ponto de chorar.


 --Não... eu só dormi... muito... --Estava sendo esmagado. Minhas feridas doiam por consequência do contato físico um pouco exagerado. Mas não podia expor aquilo. 



 Fui para o banheiro tomar meu banho. Tirei minhas roupas, me dirigindo para debaixo do chuveiro. A água morna caia sobre meu corpo, e molhava os cortes. Na qual ardeu um pouco. Más isso não era um grande problema para mim. Cheguei no meu quarto enrolado na toalha. Vi meu celular tocando insistentemente. Na tela aparecia o nome Ruki.E muitas chamadas perdidas. Peguei o mesmo no chão levando até o ouvido. Eu estava meio tonto.


 --Fala Taka... -- Atendi calmamente. 


 --FALA TAKA?? Fala Taka? FALA TAKA O KARALHO!! Você me deixou preocupado, seu idiota!! 


 -- Quê que eu fiz? 


 --Você... v-você faltou hoje, por quê? Eu fui na sua casa e sua vó disse que você não tinha acordado ainda. Aí chamou você e você não atendeu... Eu pensei que... onde você tava? 


 -- No banho..


 -- Dês das sete da manhã?! .


 -- Não. A essa hora eu tava dormindo. Saí do banho agora. .


-- Você dormiu demais! O que houve ontem?


 --Nada. -- Respondi sem querer ao menos tocar no assunto.


 --Cara... vem aqui em casa


 --Eu vou. Daqui a uma hora eu tô aí. Tudo bem?


   -- Tudo bem. 


 -- Tchau


 -- Tchau Shima. 


 Desliguei o celular e o joguei na cama. Minha cabeça rodava, eu estava a ponto de cair no chão. 




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 Uma hora depois, eu ja estava na casa de Takanori, que me recebeu com um abraço apertado, que provocara um pouco de dor nas feridas. Mas não consegui conter um "ai". Ja havia apanhado no dia anterior, ainda me machuquei a noite... meu corpo estava quebrado. Fomos até o quarto de Takanori que realmente era bem maior e mais legal que o meu. 


 -- Você ta bem? -- Perguntou Takanori atento a minha resposta, enquanto fechava a porta. 


 --Sim. 


 --Não tá não, Kou. -- Disse e logo olhei para ele relutante. 


 -- E por que não? 


 -- Você parece meio... -- Ele parou de falar, e veio se aproximando. Depois de alguns segundos mudou a direçãovdas palavras. -- O que houve ontem? -- Fez a mesma pergunta a uma hora antes.Fiquei calado, apenas ne sentei em sua cama, com os olhos para baixo. -- Ei...espero que você não tenha feito aquilo denovo, Takashima. 


 Continuei calado. Estava a ponto de chorar... a ponto, daí acabei deixando escapar uma lágrima solitária no canto dos olhos. Sequei rapidamente, mas Ruki ja havia percebido.


 "Ei...espero que você não tenha feito aquilo denovo, Takashima."



 E ele ja sabia do que se tratava. Fechei os olhos ao sentir sua mão apertar meu braço carinhosamente, por cima do tecido da minha camisa. 



 --Posso ver? -- Perguntou ele. 





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 Takanori Matsumoto



 Queria soca-lo, queria mata-lo, queria abraça-lo, dizer a ele o quanto ele é especial para mim, para ele deixar de ser burro e parar de se machucar daquele jeito.


Tanto seus braços como suas pernas estavam gravemente cortadas.Ele realmente tinha dó de si mesmo. Isso me machucava muito. Mas nada adintava falar, ja que ele não dava ouvidos. 










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 Takashima Kouyou



Faltavam três dias para que Reita fosse embora, e isso meio que deixou Miyavi um pouco para baixo.


[Foda-se Miyavi!]



Durante aqueles dias depois da briga, não houve grande aproximação entre nós. Isto é, não chegamos a discutir, ou brigar denovo. Sim... algumas chacotas vindas da parte do Unicórnio era inevitável, porém, nada mais grave. 



 Takanori radiava alegria como nunca. Era apenas ditar o nome Akira que seus lábios de descontraiam em um sorriso de satisfação. finalmente livre de Reita. Não sabia muito bem o motivo de Reita ter de estudar em um colégio interno, mas pelo que diz Takanori, os tios, ou seja, os pais de Taka, não quiseram ele em casa mais. Então Akira não tinha com quem morar. Realmente nem os próprios pais de Reita o suportava, por que os tios suportariam? Segundo meu amigo: Reita é a ovelha negra da família. 




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 Nesses poucos dias que passaram, eu havia melhorado um pouco psicologicamente. E pedia para que naquela semana não acontacesse coisas... estranhas


 [Mas a sorte não me favorece...] 




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 A escola estava praticamente vazia. O banheiro da escola, silencioso. Eu me olhava no espelho, colocando algumas mexas no devido lugar. Tudo estava em paz... mas ela se foi rapidamente.


 --Oi... -- Disse a imagem extravagante de um dos caras mais odiados por mim naquela escola. Eu parei de mexer no cabelo, e sem hesitar o encarei pelo espelho, sem resposta.


 Estranho. Miyavi ignorou minha presença a aula toda, agora ele vem com 'oi'?


 --Você sabe lidar com problemas melhor do que eu, Pato-shan. -- Ele vinha se aproximando por trás. -- Nem parece que levou uma surra, se não fosse esse rosto um pouco machucado... -- Disse ele de modo vitorioso. 



 [Kami Sama, que idiota! Como se ele tivesse virado rei por ter me batido... Um idiota de classe.] 


 --Sabe... você ganhou de mim na primeira, e isso quase me fez perder minha reputação. -- Disse ele me olhando com uma mescla de ódio e sarcasmo nos olhos.



 --Hmmmm... --Resmunguei desinteressado, ainda o encarando pelo espelho, mesmo que ele ja se encontrara praticamente do meu lado. -- Você veio até aqui pra isso? 


 Em seguida seus lábios se descontrairam em um sorriso inocente. 


 --Não exatamente... Sabe... eu fiquei com pena de você depois. As vezes eu tenho um certo receio de fazer essas coisas com você. Mas... -- Myvis deu uma pausa colocando as mãos na cintura e proseguiu -- ...daí eu lembro que eu nasci pra te odiar. -- Disse divertido, soltando uma risada baixa, portanto diabólica.

 Não sentia medo do comportamento psicodélico de Miyavi, já que era uma postura típica para ele.

 -- Mas enfim... -Proceguiu ele - eu só bati em você para voltar a ter minha reputação de volta. Quando você ganhou a briga na primeira vez... -- Ele suspirou, em seguida passou a mão no rosto. --... você me deixou pertubado. --Ele dizia histericamente. De tal forma que parecia drama de sua parte. --Você não... 


 --Qual a necessidade disso Miyavi? -- Falei sem paciência, agora sem encara-lo pelo espelho, virado para ele.


 --Foi o que eu disse, Uruha. --Respondeu serio -- Eu acho que exagerei um pouco. Quero dizer... olha pra você...


 Me virei para o espelho, vendo uma réstia de roxo na lateral da minha testa.

--Eu não queria te bater daquele jeito. Mas eu fiquei com muita raiva, entende? -- Prosseguiu falando de modo malicioso. 


 [Tenho certeza que isso é só pra me deixar irritado...] 


 --Saquei... mas isso não me importa. Tchau... 






 Ja ia me dirigindo a porta quando fui puxado bruscamente pelo braço e colocado contra a parede. 



 Seus olhos fixaram nos meus como nunca. Nossas faces estavam a menos de dois centímetros de distância. Miyavi segurava firme minhas mãos presas na parede. Minha respiração ficava descompassada pelo susto.



 -Se eu fosse você Kou. Me trataria melhor... - Deu uma pausa - Ultimamente eu tenho tentado ser legal. E você não copera... Isso me irrita muito, aí da vontade de bater em você de novo. - Deu outra pausa. O som de nossas respirações era alto e nítido. - Eu poderia esmurrar essa sua cara até esse bico desaparecer, sabia?


 Myvis mordeu seu próprio lábio olhando direto para minha boca.


 [Mas em? Que isso Myvis?] 


 Nossos lábios iam se aproximando devagar. Fechei meus olhos sentindo sua língua contornar a divisão dos meus lábios , que me fez dar um suspiro falhado. Um frio na boca do estômago subiu. Me arrepiei instantaneamente. O maior, ao perceber meu... êxito, deu um sorriso ainda mais malicioso. 


 Ele ja estava a ponto de me beijar:


 -Nã... - Tentei desviar meus lábios dos dele, mas não tive sucesso. Antes que eu terminasse de falar, meus lábios foram preenchidos pêlos lábios daquele Unicórnio em um beijo violento. Tentei empurra-lo, mas minhas mãos estavam presas. Ele me precionava com mais força a cada tentativa. Virei os olhos de deixei me levar. Rapidamente... 


 [Não sei por que raios eu fiz isso.] 


 Dei espaço para sua língua adentrar minha boca. Para que elas pudessem se cruzar a vontade. Tentei bloquear o seguimento do beijo, mas, não. Eu realmente não queria parar. Só ao sentir minha boca sendo explorada por aquela língua alheia, eu ja me excitava. 


 Miyavi soltou meus braços da parede, enlaçando minha cintura com veemência. Puxando-me para si, colando nossos corpos, de modo que eu podia sentilo. E doía. Minhas costelas estavam doloridas. E ele apertava  justamente onde ele havia chutado, mas não dei trégua a dor.


 Uma de minhas mãos pousaram em seu ombro. A outra até seus cabelos, facilitando-nos a aprofundar o beijo. Sinceramente. Eu lutava comigo mesmo para não continuar naquilo, mas não posso mentir. O beijo era... enfim..


[Sou covarde demais para admitir.]


 De todos os beijos que eu havia participado, ninguém havia me beijado daquela forma.


Chegou um monento em que eu ja estava começando a sentir falta de ar. Afastei nossos lábios para poder respirar. Mas o Colorido não me deixou ter tempo nem de puxar um pouco de ar aos pulmões. Segurou meu queixo, rapidamente voltando a selar nossos lábios.


.



 Miyavi



Ficava me perguntando por que eu fazia aquilo. Sendo que eu... era heterosexual. Não entendi como me subiu uma estranha vontade de beija-lo. Explorar cada parte de sua boca. 


 Kouyou me afastou com as mãos, tentando recuperar o folego e a sanidade. Seus olhos passeavam por todo o local como procurando algo. Até que eles pararam em mim.


 Ele me olhava assustado com os lábios vermelhos e um pouco inchados. Dei um sorriso malicioso.


 -Por Kami Sama... Kou.. - Eu disse, ofegante. Ja me aproximando novamente. Sem resistir a aqueles lábios cheinhos e avermelhados.


 -Miya... - Selei nossos lábios de novo, antes que o garoto pronunciace meu nome. Dessa vez, beijávamos devagar. Deixando que nossas línguas dançassem calmamente. 

 A cada segundo o beijo era mais prazeroso, onde o menor ia cada vez mais se entregando a aquele momento, e se aconchegava em meus braços.


 Não me contive. 


 Minhas mãos adentraram sua camisa, tocando sua pele quente por baixo da mesma. O fazendo arfar entre aquele beijo abafado. Nada ouvíamos a não ser nossas respirações descompassadas, nada além. Até que... 


 -Myvis. Anda logo a gente tem que.... Hoow!!! - A Cacatua ia entrando no banheiro, deparando com aquela sena. 


 [Porra Reita!]


 Cessei o beijo na hora, ainda sem me soltar do garoto, que tentava esconder o rosto, e olhei para Reita de um modo diabólico.


 -Disculpa... e-eu não vi nada. TCHAU! - Disse ele dando meia volta, se retirando dali.



 Silêncio...    1... 2 ... 3...




 Eu e Kouyou nos encaravamos tentando buscar alguma razão para aquele acontecimento tão repentino. Eu sei lá por que diabos fiz aquilo. Mas tive a certeza que não me arrependeria depois. 


 Sinceramente... seu beijo era doce. Aqueles lábios se envolviam com os meus facilmente. Mas, mesmo que o beijo tivesse sido bom, eu sentia um tipo de medo de mim mesmo. Medo dos meus atos repentinos. Medo daquela tão inesperada atração.



 Me afastei bruscamente do garoto ainda assustado. E eu também não posso dizer que eu não estava. Talvez estivesse tão assustado quanto ele. Sem me despedir, saí de dentro do banheiro dando de cara com o corredor, onde Reita me recebia com olhos incrédulos. Caminhávamos devagar pelo corredor em silêncio, até que ele o quebrou:


--Poxa... surpreendente!


 --Por que, surpreendente? --Perguntei. Ele parou instantes olhando para mim com a cara de ''Você sabe"


 --Cara... -- Disse e voltou a andar ao meu lado. -- Você sempre foi tão... sei lá, daí eu te vejo de pegada violenta com homem. O jeito de expressão de Reita me fez rir.


 --Exajero seu Reita. Não foi nada tão intenso assim. -- Pronunciei, findando os risos.


 --Miyavi. Pelo mínimo que eu vi, se eu demorasse mais uns minutinhos, você ja estaria comendo ele lá dentro. -- Comecei a rir novamente, na qual o loiro juntou-se a mim, rindo relaxadamente. 


 Enfim, paramos de rir 


 --Mas é serio, cara. Foi estranho. Vocês se detestam. E vocês vivem discutindo. Daí, de repente vocês estavam se agarrando. 


 --Aquilo não foi nada demais. Foi só... uma... curiosidade. -- Tentei explicar. 


 --Ah.. e tinha que acabar com essa curiosidade justamente com o Kouyou?! 


 --Reita, não enche! -- Ambos rimos. Mas logo meu amigo contraiu os lábios, ficando sério. -- Quando as coisas começam a ficar interessantes, eu vou ter que ir embora da cidade.-- Disse ele chateado. 


 --Nossa... só de pensar nisso já desanima. Eu queria poder ir junto também. Seria legal


 -- Seria..


Notas Finais


Miyaruha????

Soou ruim?

Aaaah


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