História As Novas Vidas Secretas de Sweet Amoris - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Castiel, Dakota, Lynn, Lysandre, Melody, Nathaniel, Viktor Chavalier
Tags Alexy, Ambre, Amor Doce, Armin, Castiel, Dake, Debrah, Kentin, Lynn, Lysandre, Nathaniel, Peggy, Rosalya
Exibições 113
Palavras 2.682
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Escolar, Hentai, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gente alguém me explica como é que funiciona aquele jogo idiota de mistura de cor?

Capítulo 6 - Rainha de Copas


“Off with their heads!” (Rainha de Copas, Alice no País das Maravilhas)

 

- Como é que uma pessoa fica morta por três dias e ninguém percebe?! - o Viktor falou rindo da desgraça que foi o meu dia de ontem. O Viktor deveria ser a única pessoa na cidade que conseguia falar de gente morta enquanto cozinhava.

- Disseram que foi um aneurisma. - eu falei enquanto amarrava os sapatos da Collette. Provavelmente ela teve um por causa da colega de quarto dela, eu teria um se fosse obrigada a morar com a Ambre.

- E por que a outra não percebeu? - ele provavelmente estava falando da Ambre.

- Ela mal ficava no apartamento dela. - eu disse, deixando a Collette perambular pela sala e indo espionar o que o Viktor estava fazendo.

- Esse tipo de coisa só acontece com você, Lynnette. - ele disse e riu mais um pouco. - Sua arqui-inimiga escolar bêbada e desmaiada no seu chão e uma morta no mesmo dia.

- É, só faltava eu cair numa toca de coelho e ir parar na versão distorcida e sangrenta de Alice no País das Maravilhas. - como em Alice: Madness Return.

- Você faria a Rainha de Copas parecer uma santa benevolente. - apesar de eu entender o poder da sentença “cortem-lhe a cabeça!”, eu com certeza me utilizaria de mais criatividade na hora de aplicar penas de morte.

Não sei por que, mas, por um momento eu simplesmente notei a tranquilidade do cenário ao meu redor. A Collette estava ocupada com os brinquedos dela que estavam espalhados pela sala e o Viktor estava cozinhado ao mesmo tempo que assobiava uma música qualquer. Eu enchi meus pulmões de ar e soltei sentindo o oxigênio sair mais puro de dentro de mim. Nós três parecíamos uma família jovem típica num dia de domingo.

A perspectiva de me casar com alguém, ter filhos, comprar uma casa num subúrbio perto da escola das crianças e ter, somente, um cachorro, era uma coisa que me horrorizava mais do que a navios baleeiros ou o Slender Man. Esse sonho da classe média ocidental - tão bem retratado nos filmes de hollywood: um casal se conhece, se casa, tem filhos e depois começa a entrar em crise para perceberem no fim da vida que se casar um com o outro para viver o sonho norte-americano de uma família medíocre foi uma péssima ideia - nunca foi pra mim. Talvez fosse para o Nathaniel e a Melody, mas nunca pra mim. A simples ideia de ter filhos me aterrorizava muito tempo antes de eu me tornar sexualmente ativa.

Porém, vendo aquele cenário, vendo a paz que havia naquele cenário, eu comecei a me perguntar se seria tão ruim assim eu ter aquilo para minha vida. Claro, cuidar de elefantes na África e passar o resto da minha vida numa reserva cuidando de animais era uma coisa ótima, maravilhosa, pra mim, era tudo que eu sempre sonhei e tudo pelo qual eu trabalhei até hoje. Contudo, será que ser uma veterinária normal e ter uma família normal era tão ruim assim?

Meu Deus eu estou enlouquecendo.

- Lynn! - isso foi o Viktor me chamando e me tirando dos delírios de subúrbio. - A morte de quem você está planejando agora?

- Provavelmente do idiota que está castigando minha campainha. - eu falei saindo de perto do Viktor.

- Talvez seja outra inimiga sua bêbada. - seria lindo se fosse a Debrah.

Novamente eu cometi o erro de não olhar quem era pelo olho mágico, acho que era meu cérebro tentando me proteger, e novamente eu me arrependi amargamente de não ter feito isso. Foi só eu desfazer a tranca que o bendito do Castiel quase abriu a porta na minha cara.

- Lynn! - ele disse depois de me achar escondida atrás da porta. - Por onde você esteve, tem vinte minutos que eu estou te ligando!

- E vinte minutos que eu estou te ignorando. - respondi. - O que você está fazendo aqui?

- Eu vim...

- Olha só, bom dia para o senhor ex traidor. - o Viktor disse saindo detrás do balcão da cozinha.

- O que você está fazendo aqui?!

- O que eu não estou fazendo aqui é traindo a Lynn.

Essa cena ia ser astronômica.

- Você fique fora disso, Viktor. - o Castiel falou.

- Como do jeito que você não ficou da sua ex? - o Viktor conseguia ser o perfeito equilíbrio entre engraçadinho e idiota depois que ele assumia o modo cretino.

Hora da palhaça tomar frente nessa situação ridícula.

- Castiel, o que você está fazendo aqui? - fechei a porta e passei por ele para ficar perto da Collette na sala. - Pensei que toda essa história já tinha acabado.

Ele passou o olhar por todos nós e suspirou.

- Olha, eu não gosto disso mais do que vocês. - ele respondeu. - E eu não me orgulho de nada do que eu fiz, dois anos atrás.

- E não deveria. - nós dois respondemos em uníssono.

- Tá legal, eu já entendi. - ele falou mal-humorado. - E eu sei que não mereço sua confiança também, Lynnette. - dois anos e o idiota ainda não tinha aprendido a não me chamar por esse nome. - Mas você não tinha o direito de fazer isso comigo...

O que? Mas o que...? Fazer o que com ele?!

- Viktor...

- O que foi, Lynnette?

- Você entendeu alguma coisa que esse idiota falou? - eu indaguei. - Por que tudo que eu escutei sair da boca dele foi “me acerte com um taco de baseball, Lynn, por favor me acerte!”.

- Talvez você deva fazer isso então.

- Eu odeio quando vocês dois fazem isso. - Castiel resmungou. - Todo mundo odeia, até o sobrinho do Boris odiava.

- Do que diabos você está falando?! - eu perguntei já pronta pra começar a gritar.

- Dela! - ele falou apontando pra Collette. - Como você pôde esconder ela de mim?!

Meu Deus do céu...

Eu olhei para o Viktor, o Viktor olhou para a Collette, a Collette olhou pra mim e eu olhei para o Castiel e parece que a gente fez essa troca de olhares imbecil durante dois séculos até alguém ali desistir de entender a situação. Sendo esse alguém eu.

- Eu realmente não estou entendendo mais nada, agora. - eu falei. - O que a Collette tem a ver com tudo isso?

- Isso é sério? - ele falou encarando nós dois como se fossemos dois idiotas. Coisa que, tecnicamente, não era mentira. - Vocês vão fazer esse jogo nessa situação? Já não basta a omissão durante dois anos?

- Ah! - o Viktor exclamou alegremente. - Entendi! Ele pensa que a Collette é filha dele.

- Quê? - eu desviei meu olhar pro Castiel. - Por que você pensa isso?

- E de quem mais ela seria filha?! Do riquinho aí?!

- Ah, na frente da Lynnette eu sou “riquinho” né?- o Viktor falou isso num tom de amante negligenciado que quase me assustou. - E como é que você sabe que não é minha?

- Se você for pai dela, então quer dizer que a Lynn me traiu e...

- Por que qualquer um de vocês dois seria pai da Collette? - eu disse. Aquela conversa não estava fazendo nem um grão de sentido pra mim. - E como é que o Viktor ser pai dela significa que eu...

Ah céus...

- Você consegue ser muito tapada de vez em quando Lynn. - o Viktor falou e com isso eu quase o estrangulei.

- Eu vou precisar desenhar aqui? - o Castiel falou.

- Não, seu idiota. - eu falei. - Nem você nem o Viktor são pais da Collette.

- Então quem é?! - ele cruzou os braços. - Não me diga que é o...

- NÃO, seu idiota, não é o Dake também. - puta que pariu, imagine o que seria ter um filho com o Dake. - A Collette não é minha filha seu imbecil!

- Como assim, não é?! - ele apontou para a Collette. - Ela é a sua cara.

- Isso é porque ela é minha irmã, seu tapado!

O Viktor a essa altura já estava rindo tanto que parecia uma hiena sufocando. O Castiel me encarou pelo que pareceu dez mil anos, de vez em quando olhando pra mim e para a Collette, e ele fez isso nos encarando com uma expressão boquiaberta, meio aliviada e meio incrédula.

Eu mereço mesmo uma merda dessa. Não bastava ter sido traída a situação ia ser mais novelesca ainda se, na época eu estivesse grávida do bendito que me trocou pela Debrah. Apesar de tudo a suspeita do Castiel não é injustificada. Para ser sincera nós dois passamos por um momento de sufoco na Austrália, um pouco antes do fim do último semestre, quando todo o estresse e provavelmente os venenos de cobra afetou meus hormônios e fez a gente pensar que eu estava grávida. Na época, depois de eu mesma me certificar pela milésima vez que não estava grávida, eu tive que falar para o Castiel dez mil vezes que não, nós não seriamos pais antes do casamento.

- Por que, então, você está cuidando dela sozinha?! - ele perguntou depois de séculos.

- Meus pais estão de mudança para fora do país. - eu disse. - Então eu me ofereci para cuidar dela enquanto eles terminam de construir a casa.

Além daquilo tinha todo um sentimento maternal envolvido. Quando nós descobrimos que uma segunda Lynn viria, meus pais precisaram de toda a ajuda que eu pude dar, afinal de contas, eles já não eram mais um casal jovem. Todos nós pensamos que a Collette veio tarde demais e que ela seria um atraso na vida de todos nós, tanto na dos meus pais como na minha, mas, como eu já devo ter dito, foi exatamente o contrário. Foi por que eu tinha que cuidar da Collette que eu consegui encontrar energia para terminar meu mestrado e continuar perseguindo meu sonho, e foi ela quem me distraiu de toda aquela história idiota com o Castiel. Por isso eu estava cuidando dela sozinha agora, para que ela me ajudasse a passar mais um ano naquela escola do inferno e finalmente ir para a vida dos meus sonhos.

Também havia o fator de que eu estava indo para uma reserva em plena selva africana e de que demoraria muito tempo para que meus pais sentissem que a Collette estava crescida o suficiente para visitar a irmã mais velha dela no trabalho.

- Bem... - ele falou olhando para a Collette. Ela fez contato visual com ele e sorriu de forma carinhosa para o ex-badboy de Sweet Amoris. - Eu me sinto um idiota.

- Deveria. - o Viktor falou. - Já pensou que novela seria? Você ter terminado com a Lynn estando ela grávida de você? - daria outra fanfic de merda na minha vida.

- Cala essa boca. - eu disse.

- Além do mais, Cassy... - o Castiel faltou abrir a garganta do Viktor com os dentes quando ele falou no nome proibido. - A Lynn não está cuidando dela sozinha. - verdade, apesar de o Viktor não poder estar sempre aqui, ele tem ajudado muito.

- Nossa, quanta bondade. - o outro portador do cromossomo Y na sala falou. - E você faz tudo isso sem ganhar nada em troca, não é?

- Se isso é uma insinuação de que eu estou fazendo sexo com a Lynn, poupe seu fôlego por que nós três sabemos que não.

Nós três também demos de ombro ao mesmo tempo, fazendo um “eahn” para confirmar o fato de que não, eu não estava fazendo sexo com o Viktor.

- A propósito senhor rockstar. - o maníaco sequestrador falou. - Que fim deu a história da morta e da sua ex bêbada?

Castiel deu de ombros. É engraçado como ele e o Viktor, mesmo depois de toda a putaria que aconteceu na Austrália, ainda mantinham uma cumplicidade amigável um para com o outro, mas isso é um dom do Viktor, não do idiota de cabelo vermelho. Quando o Viktor decidia que você era amigo, então assim seria, não importa o quão idiota, perigosa e destruidora de carros a pessoa era.

- Deixei ela na casa do representante. - ele respondeu. - Meus pais estão em casa, não tinha como eu lidar com o drama da ex bêbada.

- Final feliz então. - o Viktor falou, olhou o relógio no meu pulso e em seguida me deu um beijinho no rosto. - Preciso ir, combinei de encontrar o meu pai daqui quinze minutos. - pressinto uma enorme quantidade de drama prestes a acontecer.

- Você e o velho viraram melhores amigos finalmente?

- Não. - o Viktor pegou o blazer que ele sempre deixava em cima da poltrona, não importando o quanto isso me irritava. - Uma vez por mês ele me checa para ver se eu ainda estou vivo, até o dia de eu morrer e ele se apossar do dinheiro da minha mãe. - ele se abaixou para pegar a Collette no colo. - Até mais tarde, futura mais jovem investidora em Wall Street.

- Ela não vai ser banqueira! - eu disse para aquele corruptor corporativo de crianças. Viktor riu e fechou a porta.

E assim ficaram nós três no apartamento. A Collette saiu por aí perambulando pelo apartamento e rodeando o novo macho inserido no habitat dela. Eu pensava que o Castiel ia ficar acuado e taciturno por conta da presença de uma criança, mas o impressionante, impressionante mesmo, foi o fato de ele se ajoelhar para deixar a Collette se aproximar. Essa menina não se intimida com nada, nem com um estranho de cabelo vermelho que quase derrubou a porta da casa dela.

- Se alguém me dissesse que um dia eu te veria com uma menina de dois anos. - ele disse sorrindo, deixando que a Collette brincasse com a jaqueta dele. Gostaria de saber por que esse idiota ficou tão interessado assim na minha irmãzinha. Há dois anos ele atravessaria a rua para não ter que dividir o mesmo ar com uma criança.

Segura sua língua Lynn... Você não pode criar dramas agora...

- Sabe, Lynn... - MEU DEUS, eu não acredito que consegui ficar calada. - Você não precisa passar por isso sozinha.

- Eu estou cuidando da minha irmã, Castiel, não estou dirigindo um orfanato clandestino.

- Você consegue responder alguém sem que seja bancando a escrota?

- Nós dois sabemos a resposta. - eu ri de forma irônica.

Para minha surpresa, de novo, o idiota não replicou. Ele se levantou e sorriu. Sorriu pra mim daquele jeito meio perigoso e meio irônico que ele fazia quando namorávamos. Não achei isso nada legal, ou elegante. O Castiel cresceu para se tornar um jovem muito bonito, era como se ele tivesse nascido para derreter corações enquanto tocava uma guitarra diante de milhares de almas. Isso tirava o foco e distraia da real questão ali.

- Por que você ainda está aqui? - eu perguntei finalmente.

- Não seja escrota, nós éramos amigos antes de começarmos a namorar.

- Não éramos não. - eu disse. - Lembra como nós vivíamos sendo mandados para a diretoria por que brigávamos toda hora?

- Eu lembro de outras coisas que fizeram a gente parar na diretoria. - como eu meter a mão na sua cara no pátio, idiota. - Bem, acho melhor eu ir antes que a gente acabe brigando. - sábia decisão. - E não seja tão arisca, Lynn, eu quero te ajudar no que eu puder, acho que é o mínimo que eu posso fazer depois de... Tudo.

Não respondi, só o observei bagunçar o cabelo da Collette de forma carinhosa e sair. Gostaria de saber o motivo que levou esse idiota a vir até minha casa assumir a paternidade da minha irmã sem sequer pensar duas vezes antes...


Notas Finais


TA-DAM!

NÃO, a Collette não é filha do Castiel com a Lynn. Eu até pensei em fazer uma coisa do tipo, mas, minha gente, imagine a novela, o drama e a baixaria toda. Se a Collette fosse filha da Lynn, ia ser meio difícil que a Lynn palhaça fosse aceitar um emprego pra ir pra uma reserva selvagem na África, e eu duvido muito que ela seria escrota ao ponto de manter isso escondido do Castiel, na verdade, seria muito difícil que ela, mesmo querendo, conseguisse... Enfim.

Se a Collette não é filha do casal ternura então pra que colocar ela na fic? A Collette é um símbolo, meio que o Khan na segunda temporada, isso vai fazer sentido depois.

Enfim :3 vou voltar a tentar jogar aquele jogo bendito.
Muito obrigada por ler :3


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