História As Novas Vidas Secretas de Sweet Amoris - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Castiel, Dakota, Lynn, Lysandre, Melody, Nathaniel, Viktor Chavalier
Tags Alexy, Ambre, Amor Doce, Armin, Castiel, Dake, Debrah, Kentin, Lynn, Lysandre, Nathaniel, Peggy, Rosalya
Exibições 109
Palavras 2.591
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Escolar, Hentai, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Lalá!

Capítulo 7 - Savana Africana


"Diz-se que o egoísmo não sabe amar, mas também não sabe deixar-se amar."  (Astolphe Custine)

 

Depois de toda aquela cena da Ambre bêbada e do Castiel vindo exigir a paternidade da minha irmãzinha, a vida seguiu normalmente por umas duas semanas. Como havíamos acabado de sair do primeiro mês de aula, a diretora mandou que todos os professores aplicassem as provas de diagnóstico. Pelo visto aquilo virou uma tradição no ano em que eu e os outros nos formamos em Sweet Amoris. O Castiel desapareceu da minha vista, pela graça do nosso Senhor, mas volta e meia eu pegava o Viktor conversando com alguém exatamente no mesmo tom que ele conversava com Cassy, quando todos nós morávamos na Austrália.

De toda forma, eu não tinha tempo para me preocupar com aquilo. Minha mãe nos mandou uma mensagem dizendo que tinha tirado férias adiantadas para poder voltar para nossa cidade e passar um tempo com a Collette. Infelizmente meu pai não pôde fazer o mesmo, e alguém tinha que ficar para supervisionar a construção da nova casa. Seria ótimo ter minha mãe de volta, a Colette era minha irmãzinha e eu a adorava, mas pela benção de todos os deuses, era difícil demais ser professora e cuidar de uma menina de dois anos.

Além do mais, depois da bateria dos testes de diagnóstico, como fazia parte da tradição, a turma com a melhor posição seria levada para o acampamento, exatamente no mesmo lugar para onde o professor Boris e o Faraize nos levaram quando tínhamos dezessete anos, adivinha quem foi a idiota da professora sorteada para ir ajudar? Pelo menos aquela viagem idiota teve a decência de ser marcada para depois que minha mãe chegasse.

Se bem que foi por isso, pelo senhor Boris ter descoberto que minha mãe estava voltando, que insistiram que eu fosse para a viagem, já que teria alguém para cuidar da Collette. A impressão que tive é, que além de eu ter sido sorteada, os professores adoraram a ideia de especificamente eu ir para a viagem. Não era segredo pra ninguém que a turma de terceiro ano pela qual a Melody era responsável, era uma das que teria as melhores notas, e por algum motivo meus ex-professores pensavam que eu era amiga da Melody e que nossa dinâmica como ex-colegas de classe em Sweet Amoris faria toda diferença na hora de entreter aquela corja de pestes adolescentes a quatro horas de distância da civilização.

Não se de onde tiraram isso, não sei nem por que pensavam que eu era amiga da Melody na época em que estudávamos em Sweet Amoris. A bem verdade é que a Melody estava bem com o fato de, no final de tudo, o meu eleito ter sido o Castiel, mas o caminho até lá, quando ela viu como o Nathaniel se esforçava para ser gentil comigo e me ajudar por causa daquele drama todo do Viktor, aquilo quase a fez me esfaquear por trás. E agora que a palhaça aqui estava de volta da cidade, e que dessa vez não tinha nenhum outro idiota para “me distrair” do Nathaniel a colocava num estado de alerta meio nervoso e esquizofrênico.

 

Claro, tem o fato de, com a minha gentileza no primeiro dia de aula, ela provavelmente ter percebido que eu sei. Eu sabia de uma coisa que ela não queria que ninguém soubesse, especialmente o noivo perfeito dela, por isso ela, mesmo a distância me observava de forma ansiosa.

 

O que é a tal coisa?

 

Bem, eu não gosto de pensar sobre isso. Primeiro por que me deixa com muita raiva, segundo por que eu estou num aeroporto cheio de gente e minha mãe tinha acabado de acenar para mim e para a Collette, minha irmãzinha quase se jogou do meu colo para ir até a nossa querida mãe.

- Ah, meus amores! - ela empurrou o carrinho de malas para fora do desembarque internacional e abraçou nós duas ao mesmo tempo. - Mamãe estava com tantas saudades de vocês.

Ela me deu um beijo forte no rosto, depois pegou a Collette no meu colo e a apertou com carinho. Quase chorei vendo aquela cena, os últimos dois anos tinham sido difíceis, eu mal tinha visto meus pais por um período que fosse mais de algumas semanas antes de me formar, e quando descobrimos que minha mãe estava grávida eu tentei ajudar da melhor forma que eu conseguia, mas ainda assim, não era o mesmo de quando eu era adolescente, que eles estavam lá quando eu voltava para casa depois de um dia infernal na escola.

Ah, que saudades da minha mamãe... As vezes é cansativo ser a matriarca fodona toda hora.

- Como foi o voo mãe? - eu perguntei empurrando o carrinho de malas, já que ela não conseguiria fazer isso com a Collette agarrada no colo dela.

- Ah, uma maravilha. - ela disse com um suspiro cansado. - Seu pai quase chorou quando foi me deixar no aeroporto, ele está morrendo de saudades de vocês duas.

- Nós também estamos com saudades dele. - eu falei conduzindo o carrinho. Eu tinha saudades de alguém que odiasse os idiotas de Sweet Amoris no mesmo nível que eu.

É bom eu explicar que, quando meus pais souberam que eu e o Castiel terminamos, aquilo foi um choque para eles também. Acho que eles estavam esperando que eu anunciasse que estava grávida, que iriamos nos casar ou coisa do tipo. Enfim, meu pai me fez uma ligação dizendo que, se eu deixasse, ele iria até a Austrália matar o Castiel, coisa que eu quase o deixei fazer. Um fato curioso, que me irritou profundamente, é que minha mãe também consolou o Castiel. Ela me escutou enquanto eu chorava, me aconselhava e me acalmava, mas, a bendita, também fez o mesmo com o Castiel, pela bondade de Deus, eu sou a filha, por que ela estava fornecendo amor maternal para o idiota que terminou com a princesa dela?!

Enfim, acho que minha mãe não resistia ser mãe, ela não tinha feito o mesmo com o Viktor? Acobertando ele e conversando com ele pelas minhas costas quando tínhamos dezessete anos? Provavelmente foi o mesmo com o Castiel.

Eu só estou explicando isso, para que o próximo diálogo faça sentido. Nós tínhamos acabado de chegar ao carro, depois de colocar a Collette na cadeirinha do banco de trás, minha mãe só esperou eu terminar de colocar meu cinto para começar o assunto:

- Então, minha querida, Viktor me contou que você e o Castiel se encontraram... - eu nem tinha ligado o carro ainda. Viktor era mesmo um fofoqueiro desgraçado.

- Imagina mãe, eu estou adorando o meu novo trabalho como professora, mas tem uns alunos que eu quero estrangular de vez em quando... - eu disse dando partida e manobrando o carro para fora do estacionamento.

- Não se faça de boba, minha querida, você sabe que eu tenho que falar.

- Você não tem mãe. - eu respondi e passei a marcha. - Ele até pensou que a Collette fosse a filha dele que eu escondi por dois anos.

Minha mãe riu.

- Ah, isso daria uma bela novela. - todo mundo parecia usar essa palavra para descrever a desgraça que seria a vida da Lynn palhaça: sozinha, longe da família, sem emprego fixo e grávida num país estrangeiro. Minha mãe se virou para checar a Collette, ela estava distraída com um brinquedo qualquer. - Seu pai já teria matado o garoto se ele fizesse isso.

- Ele não é mais um garoto, mãe. - apesar de, até então, ainda agir como um adolescente imbecil querendo minha atenção.

- Claro, meu amor. - o sinal estava fechado, então me permiti virar o rosto para encarar minha mãe. - Mas mesmo assim, Lynn, você é minha filha e eu conheço você. - bem até demais. - Preciso te lembrar que você chorou um ano por causa do Viktor?

- É, mas o Viktor foi meu amor de infância, e não um idiota que dormiu com a ex-namorada enquanto eu me matava de estudar no outro lado do mundo.

- E mesmo assim, você chorou pelo Castiel do mesmo jeito.

- Mas não foi um ano inteiro.

- Lynn...

- Mãe! - eu suspirei de forma cansada e infantil.

- Minha querida, você sabe que não está bem. - ela disse. - E como você estaria? Você e esse rapaz se gostam desde os seus dezessete anos.

- O que isso deveria significar, mãe? - o sinal abriu, dei a partida no carro.

- Lynn, você sabe o que faz quando está triste. - mamãe respondeu. - Eu e seu pai estamos preocupados que você acabe fazendo alguma coisa... Imprudente... - ela quis dizer imbecil. - Agora que está trabalhando na sua antiga escola e convivendo com o seu ex-namorado.

- Não é nem como se eu estivesse convivendo com ele, eu só o encontrei umas três vezes. - em um mês, Lýnn palhaça. Outro sinal, parei o carro e balancei a cabeça me dando conta do que realmente se tratava aquela conversa. - Espera aí... Essa conversa é por causa do emprego no orfanato de elefantes não é?

Mamãe nem fingiu estar ofendida. Só para constar, meus pais não gostaram da perspectiva de eu ir para a África, não que eu pudesse culpá-los. O tempo que eu passei no Quênia quase me matou de diversas maneiras possíveis: elefantes furiosos perseguindo o carro da reserva, Mambas Negras, Ratéis Africanos que tentavam estraçalhar minha garganta. De fato, eu não pensava em como minha família se sentia em relação ao fato de, a cada duas semanas, alguém ligar para eles dizendo que eu fui internada por causa de uma picada de cobra ou de um ataque de animal, mas quem disse que ser uma veterinária de vida selvagem seria fácil?!

- Não faça essa cara, Lynn, você sabe o que eu e seu pai pensamos sobre isso.

Desviei o olhar dela com um suspiro irritado.

- Eu não acredito que você estava tentando usar o Castiel como desculpa pra me convencer de que isso é uma má ideia.

- É uma má ideia, minha querida, você sabe disso.

- Mãe! - exclamei. - Eu sonho com isso desde que eu tenho dezessete anos!

- Exatamente, minha querida. - soltei outro suspiro e dei a partida no carro de novo. - Dezessete anos, você era uma criança quando decidiu que queria isso, agora você já é adulta e já sabe que não é sempre que o nosso sonho de infância é maravilhoso depois que crescemos.

- Eu não sei de nada disso. - eu falei. - Tenho certeza de que nenhum dos elefantes que eu vou cuidar vão me trair com a ex e me largarem sozinha na Austrália.

- Lynn, foram 27 as vezes que você foi internada na África. - isso foi as vezes que eu avisei, por que eu não ligava mais quando eu me machucava de forma que não precisasse passar uns dias no hospital. - Meu amor, você consegue imaginar como eu e seu pai nos sentimos?

Não, e acho que esse era o problema.

- Mãe, o que eu faria então? - eu disse. - Abriria uma clínica e seria uma veterinária familiar? - eu ainda adoro cães e gatos, mas acho que enlouqueceria se passasse o resto da minha vida cuidando de dores de dente de animais domésticos sabendo que havia elefantes morrendo por causa de feridas de caça na África.

- Não me culpe por querer que minha filha tenha uma vida normal, Lynette. - ÓDIO. - Você não vai me convencer de que é ruim eu não gostar que minha princesa vá viver em um lugar rodeado de animais perigosos.

- Bem, mãe. - eu falei, a essa altura nós já estávamos na frente do nosso prédio. Eu estacionei o carro e soltei meu cinto de segurança com pressa, para sair logo daquele carro e daquela conversa. - Ainda bem que a sua princesa é adulta, e ela sabe o que está fazendo.

- Claro, meu amor. - minha mãe, por alguma arte ninja e secular, conseguiu sair do carro ao mesmo tempo que eu. - Você sempre sabe o que está fazendo, Lynn, acho que essa é a grande questão.

Eu tinha acabado de tirar as malas dela de dentro do carro, e, pelo fato da alfinetada ter sido profunda demais para eu poder ignorar, fechei a porta com mais força do que era necessária. Minha mãe, estava com a Collette no colo e destrancando a porta do nosso prédio, nem tremeu os olhos, mesmo com a pancada que eu dei no porta-malas.

- Mãe, a gente já passou por isso. - eu falei. - Meu mestrado não teve nada a ver com o meu término de namoro.

- Meu amor, eu não estou falando nada disso. - ela subiu tranquilamente as escadas enquanto eu arrastava as malas pelos degraus. - Só estou dizendo que, no fim das contas, você tomas decisões precipitadas e as vezes se esquece das pessoas que te amam.

- Eu não “esqueço” as pessoas que me amam. - eu falei, o tempo como uma professora sedentária, e os cigarros, estavam cobrando seu preço já que eu cheguei a nossa porta ofegante por causa do esforço.

- Eu entendo meu amor. - ela se virou para mim, sorrindo e me deu um beijinho. - Eu e seu pai vamos te apoiar não importa sua decisão. - então por que aquela conversa estava acontecendo?! - Apenas... Considere a opinião do seu próximo namorado antes de tomar decisões como aceitar trabalhar dentro de uma savana africana.

Meio tarde para eu seguir esse conselho, mamãe. O Castiel já tinha me falado tudo aquilo enquanto estávamos na Austrália, até a parte do “considere a opinião do seu próximo namorado...” já que ele já tinha terminado comigo e eu já tinha rebatido tudo. Aquela conversa, a da Lynn palhaça egoísta que simplesmente se jogava na boca de um tubarão-branco sem se importar com ninguém, já tinha ficado antiga no meu terceiro semestre de faculdade.

Seria muita arrogância, até mesmo para os meus níveis, se eu dissesse que não penso em como seria a vida se eu não tivesse aceitado o emprego no Quênia. Na verdade, eu penso mais em como seria se eu, pelo menos, tivesse perguntado o que o Castiel achava antes de aceitar. Não que eu precisasse da permissão dele, mas por que, bem, nós já namorávamos a quatro anos, ele tinha se mudado para um país estrangeiro só para ficar comigo, era injusto que eu tomasse essa decisão sozinha.

Claro que isso eu penso agora, a tapada, por que na hora eu nem pensei nele, eu mal pensei nos meus pais ou em ficar longe deles, quem dirá pensar no idiota que, nos últimos meses, só sabia reclamar por causa da profissão que eu tinha escolhido pra mim. Eu nem me esforcei para ver o lado dele, e ele já estava cansado daquela merda toda, então nem tentou encontrar um equilíbrio na situação.

Enfim, deu no que deu, não havia utilidade nenhuma eu ficar me torturando com aquilo. Além do mais, mesmo que eu perdoasse o Castiel por ter dormido com a Debrah, mesmo que ele me perdoasse por ter sido uma escrota na faculdade, que diferença isso faria agora? Exatamente, nenhuma.

No entanto, isso impediria de que todo o inferno pelo qual eu passei na Austrália voltasse para me assombrar? Lógico que não, Lynn palhaça.


Notas Finais


Olá, Olá :3
Não sei se tenho muita coisa pra comentar... Yep, acho que não '-'
Esse é o tipo de capítulo ilustrativo, ou seja, aquela desculpa que a gente coloca só pra dar mais contexto pra história. Como pode-se notar, não é todo mundo que apoia a decisão da Lynn ir pra África, e há até quem pense que ela só está fazendo aquilo por que ficou muito magoada e etc. Será? Será? O que vocês acham?

E em relação ao cap 32 de amor doce, desisti de jogar, tava demorando mil anos pra carregar as páginas o.õ

Enfim :3 obrigada por ler :3


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