História As palavras que nenhum homem quer ouvir - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Inazuma Eleven (Super Onze)
Personagens Personagens Originais, Shuuya Goenji
Tags Inazuma Eleven, Romance
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Palavras 2.313
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Famí­lia

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


(fic publicada também no Nyah Fanfiction)

Bom, esta one passa-se uns anos após o toda a saga de IE clássico e após a Malina e o Goenji se terem casado, daí ela ser referida na fic como Goenji Malina.

Goenji Malina é uma O.C de minha autoria.

Apenas Goenji Malina me pertence;

Capa editada por mim (nota-se, já que a qualidade XD)

Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único


As palavras que nenhum homem quer ouvir

One-shot

O último jogo da seleção japonesa já havia terminada há algumas horas, e os seus jogadores decidiram comemorar a nova vitória e mais um passo em direção à final. Mal podiam esperar pelo grande dia em que se decidiria quem seria o melhor do mundo. Na festa faltava uma presença feminina a que estavam habituados os jogadores. Por muito contentes que estivessem, todos sentiam a sua falta, mas após ter estado a última semana indisposta, o treinador decidiu não colocá-la num jogo tão importante, principalmente após o seu marido dizer que tinha piorado. E era exatamente ele que sentia mais falta do seu sorriso e animação naquela festa.

Goenji Shuya colocou-se mais uma vez à parte no restaurante Rai-Rai, sorrindo, vendo os seus amigos a ficarem cada vez mais bêbedos e a rir como se não houvesse amanhã. Pousou o copo de cerveja na mesa ao seu lado e sentou-se antes de retirar o telemóvel do bolso do fato de treino da seleção. Viu que não tinha nenhuma chamada da sua esposa. A fotografia de ambos quando estiveram na Disneyland era tudo o que ele via, para além do relógio que marca meia noite e meia. Ela não lhe tinha enviado nem mesmo uma mensagem a dar os parabéns pela vitória.

Deveria preocupar-se? Deveria ligar-lhe? Afinal, ela estava doente e podia estar a passar mal, ou então estaria a dormir e ele não a queria perturbar o seu descanso. Ainda assim quis arriscar. Era a mulher que ele amava e temia que algo de mal lhe acontecesse. Era o primeiro, e por ele, seria o seu único amor.

—Onde vais?- olhou por cima do ombro, encontrando Kidou que se aproximava ao vê-lo abrir a porta do restaurante para sair. Voltou-se para o amigo, e olhou mais uma vez para o telemóvel. Nada.

—Vou lá fora telefonar à Malina. Estou preocupado.- E começava a ficar arrependido de ter ido para a festa. O seu plano inicial era que mal acabasse o jogo iria a correr para casa, mas após as insistência por parte dos amigos, acabou por aceitar, mas com uma condição: não ficaria muito tempo.

—Manda-lhe um abraço meu e...- antes de terminar a frase, o Fudou colocou o braço à volta dos ombros dele, continuando a beber a cerveja que tinha na outra, antes de puxar o amigo. Estava aos olhou de qualquer um que alguém o teria de levar a casa- As melhoras!- gritou o estratega de jogo.

O atacante de fogo saiu do restaurante e fechou a porta rapidamente para que mais ninguém desse pela sua saída, talvez nem dessem pela sua presença. Preferia ser discreto e ficar sempre no seu canto. Voltou o telemóvel, mas antes mesmo de o desbloquear, ouviu o som do toque das mensagens a soar, seguindo do nome “Mulher da minha vida ♥Riu-se. Cada vez que deixava o aparelho eletrónico nas mãos da sua mulher, ela acabava por mudar o seu nome nos contatos. Da última vez tinha sido algo como “Amor do meu coração ♥”.

Alargou ainda mais o seu sorriso. A mensagem só podia significar algo bom, que ela estava bem e talvez estivesse apenas a dormir e se tivesse esquecido de enviar uma mensagem, o que era estranho para Goenji, uma vez que ele sabia que ela nunca perdia uma jogo dele, mesmo quando jogava na equipa alemã. Sem mais demoras, abriu a mensagem com um grande sorriso... Que se desfez de seguida.

Parabéns pela vitória, amor! Não te preocupes comigo, estou bem melhor. Quando chegares a casa precisamos conversar.

A última frase daquela mensagem deixou Goenji Shuya sem pingo de sangue. Aquelas eram as últimas palavras que esperava virem de Malina. Nunca ligou muito ao facto de serem as palavras que nenhum homem quer ouvir, como já vira em vários filmes e ouvira os seus amigos comentar quando as ex-namoradas lhes diziam algo assim, porque nunca significava nada de bom. Shuya perguntava-se se deveria responder, mas quando deu por si já estava a guardar o telemóvel no mesmo local de onde o retirou, começando a entrar para dentro do restaurante onde estavam os amigos a cantar como se estivessem no karaoke.

Fechou a porta sem fazer muito barulho e dirigiu-se à mesa onde havia deixado o seu copo. Agarrou-o e bebeu tudo num só trago. A mensagem ainda entoava na sua cabeça como se quisesse avisa-lo que se devia preparar para algo que jamais desejou. Olhou para a garrafa de cerveja, fechada, em cima da mesa. Olhou para ela pensando se devia. Mais tarde teria de conduzir até casa e ainda demorava dez minutos até lá chegar, de carro.

Quando chegares a casa precisamos conversar.”, passou-lhe mais uma vez pelo pensamento, e ai, não resistiu. Agarrou na cerveja e retirou-lhe a tampa, graças à sua fácil abertura, começando a beber o seu interior. Talvez uma só não fizesse mal, também não pretendia abusar.

*

Malina levantou-se uma vez mais do sofá após verificar pela centésima vez as horas no seu telemóvel. Três da manhã, marcava o relógio eletrónico, e o seu marido ainda não havia chegado a casa. Começava a ficar preocupada. Enviara-lhe uma mensagem há umas horas. Sabia que o tinha feito tarde a más horas, porém, havia adormecido depois de tomar um comprimido leve para a má disposição. Felizmente, adormecera depois do jogo terminar, mas como estava no sofá e o telemóvel no quarto, ficou com demasiada preguiça para se levantar e o ir buscar.

Já lhe ligara várias vezes, mas acabava sempre por ficar a ouvir o som de que estava a chamar para o seu marido, e nunca a sua voz. Foi quando decidiu que era altura de ir saber se estava tudo bem pelo próprio pé, que ouviu a porta de casa a abrir. Sorriu ao pensar que fosse Shuya, e era, mas vinha com o seu primo Mamoru, que mantinha o seu amigo em pé enquanto tentava tirar a chave da porta com a mão disponível.

—O que se passou?- aflita, Malina correu até à porta para ajudar o primo e irmão, colocando o outro braço do esposo por cima dos seus ombros.

—Bebeu de mais.

Goenji Shuya riu-se, começando a dizer algo incompreensível para ambos, antes de olhar para a sua mulher e lhe tentar dar um beijo, falhando, uma vez que ela desviou a cara. O hálito a álcool desagradava-a de todo. Caminharam até à sala quando Shuya parou de se mexer e de reclamar, acabando por adormecer apoiado em ambos. Deitaram-no os mais calmamente possível no sofá branco da sala e Malina tapou-o com a manta vermelha que usavam sempre nos dias mais frios.

—Obrigada por o teres trazido.

—Ora! De nada.

—E vieram como?

—Trouxe o vosso carro.- Ambos olharam para o homem no sofá ao ouvi-lo resmungar uma vez mais- Bom, vou mas é andando para o restaurante.

—A pé?- o primo limitou-se a assentir- Nem penses! Levo-te lá e assim podes ir buscar o teu carro e chegas mais depressa a casa.

—Mas estás bem para conduzir?

—Claro!- riu-se ao olhar para o marido. Baixou-se e deu-lhe um beijo na face, vendo-o voltar a cara para as costas do sofá- Ele também não vai acordar assim tão cedo.- E ambos se riram baixinho para não incomodar Shuya.

*

O atacante da seleção japonesa acordou com o cheiro a café que se espalhava pelo ar. Era raro. Normalmente acordava com o cheiro do champô da sua mulher, rosas ou menta, como ela gostava, mas nunca café. Abriu os olhos a muito custo, sentido logo a cabeça latejar de dor. Parecia que ela andava a roda e não havia maneira de a parar. Levantou-se com alguma dificuldade, sentindo a cabeça pesar ainda mais. Olhou para o lado, para o local da cozinha onde viu a sua esposa, com o vestido de dormir branco com várias bolas de futebol espalhadas, terminar de fazer um café e colocar torradas na mesa. Mas só quando ele tropeçou e caiu sentado no sofá, é que ela deu pelo marido já desperto.

—Bom dia, Shuya!- pousou a caneca branca em cima da mesa, agarrando na preta, e caminhou até ao nomeado com um sorriso. Baixou-se e deu-lhe um beijo na testa, fazendo-o sorrir. Estendeu-lhe a caneca negra e ele agarrou-a sentindo as mãos aquecer em seguida.

—Obrigado.- Até o cheiro a café assim tão próximo o fazia sentir zonzo.

—Como te sentes?- levantou a cabeça e viu a mulher sentar-se ao seu lado sem desfazer o sorriso que tanto amava.

—Mal.- E começou a beber- Não tens uma aspirina?

—Está em cima da mesa, mas primeiro tens de comer alguma coisa.- Continuou a beber. Ele já sabia que naquela casa a palavra dela era lei- E enquanto estamos aqui os dois...- olhou para ela de lado tentando a caneca encostada aos lábios secos devido à desidratação do álcool- Shuya, precisamos de falar.- Goenji Shuya engoliu um último trago sem se engasgar por muito pouco.

Agora sim lembrara-se por que bebera tanto a ponto de ficar embriagado. Temia o que pudesse vir da boca da sua companheira com aquelas palavras. E depois da mensagem que recebera, pensou que beber seria o melhor remédio para esquecer o assunto, ainda que tivesse noção de que não poderia fugir para sempre.

—Malina, agora não, por favor.- Pousou a caneca escura em cima da mesa de vidro retangular à sua frente.

—Agora sim.- Goenji Malina não ia desistir da sua ideia, e ele tinha noção disso- E vamos começar pela bebedeira que apanhaste.- Para a esposa e viu que ela não estava nada satisfeita. Cruzava os braços sobre o peito e tinha uma expressão carregada- Estou à espera, Shuya.

—Estávamos em festa, deixei-me levar.

—Isso não justifica. Sabias bem que precisava de falar contigo.

Levou as mãos ao cabelo solto. Nem lembrava como havia ficado assim. De seguida, virou-se para a sua mulher e puxou-a pelos braços até a encontrar nos seus, rodeando-a.

—Shuya? O que se passa?

—Eu amo-te.

Malina ficou surpresa com aquelas palavras. Tinha noção de tal, e obviamente amava o marido de igual forma e esse sentimento jamais mudara desde que eram jovem, mas não entendia o porquê daquelas palavras tão repentinamente. Desfez o abraço e afastou o esposo para poder encara-lo.

—Estás a assustar-te, Shuya. O que se está a passar?

—Eu sei que por vezes estou ausente, ocupado com os jogos na equipa alemã, com os treinos e mesmo quando chegamos a casa estamos sempre cansados...- desceu do sofá e ajoelhou-se aos pés de Malina que não sabia como reagir a não ser com uma pura cara de espanto, ao vê-lo daquele jeito, agarrando-lhe fortemente as mãos- Mas eu amo-te. És o meu primeiro e único amor. Não me deixes.

—Como?- ela não podia estar mais sem noção do que se estava a passar com o seu amado- Do que é que tu estás a falar?

—Tu não... Me vais pedir o divorcio?

—Desculpa?!- a atacante feminina da seleção japonesa não sabia se ficava ofendida ou se apenas se ria- Tu ainda estás bêbedo?! Mas por que razão eu haveria de fazer isso, Goenji Shuya?!

—Mas ontem à noite enviaste-me uma mensagem a dizer que precisamos de conversar.

—Bem, sim, precisamos.

—Eu pensei que...

—Tu pensaste que eu te ia deixar.- Suspirou com um sorriso nos lábios. Esforçava-se a todo o custo para não rir- Onde é que foste buscar uma ideia dessas?- o loiro acabou por relembrar a mulher que alguns dos companheiros de ambos já haviam recebido aquelas mensagens de ex-namoradas, e geralmente significava o termino da relação amorosa. A jovem não sabia se tinha um ataque de riso ou de gritos- Gostava de saber o que raio aqueles homens te estiveram a pôr na cabeça ontem à noite.- Dobrou-se até ele, beijando para depois deitar a língua de fora, o que o fez sorriso. O seu beijo era uma mistura estranha de cerveja com café- Na verdade, era mais uma pergunta que te queria fazer.

—Qual pergunta?- desde que se conheciam, Goenji sempre soube da facilidade com que a sua mulher corava, mas naquele momento não entendia o porquê- Malina?

—Shuya... O que achas da ideia de sermos pais?- pensou um pouco no assunto antes de falar.

—Já falamos sobre isso. Claro que quero ter um filho teu, e quando vier será sempre em boa altura.

—Eu sei disso, mas... O que achas de sermos pais daqui a menos de nove meses?

—Desculpa, o quê?- foi a vez dele de ficar de olhos arregalados perante as palavras ditas- Tu estás...

—Eu estou grávida, Shuya. Vamos ser papás!- ao cair em si, levantou-se e puxou a sua amada com ele.

—Estás a falar a sério?!- as lágrimas começaram a subir-lhe aos olhos.

—Sim. Fiz hoje o teste...- sem lhe dar tempo para terminar, pegou-a pela cintura e rodopiou-a no ar.

—Eu vou ser pai!- a futura mãe ria-se com a felicidade que invadia aquela casa.

O sonho de ambos estava prestes a realizar-se e Shuya começava a arrepender-se da asneira que fizera, embebedar-se. Se tivesse voltado para casa tal como lhe tinha pedido a esposa, provavelmente há mais horas que estaria a delirar de felicidade com a noticia. Mas devido ao erro que fizera agora tinha que arcar com as consequências, e isso dizia respeito ao que vinha a seguir.

Calmamente, parou de rodar e colocou Malina no chão ao sentir que eles não era os únicos a andar às voltas, o estômago dele decidira-lhe pregar-lhe uma partida.

—Shuya? Estás bem, amor?

—Acho que...- colocou a mão na boca para evitar que a aquilo que tinha dentro saísse- Acho que agora sou eu que estou com enjoos.- E começou a correr na direção da casa de banho.

O doce e divertido riso da mãe dos seus filhos era tudo o Goenji Shuya conseguia ouvir.


Notas Finais


E bom, o que acharam?! :3
Espero que tenham gostado!

Reviews?!
Kissus!


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