História As patricinhas da Seireitei - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~Scarlet_Wolf

Postado
Categorias Bleach
Exibições 1
Palavras 3.109
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Ele me irrita!


Seiren estava se divertindo na companhia de Shuuhei, e para sua surpresa eles tinham mais coisas em comum do que ela imaginava. Ela olhava com curiosidade para as tatuagens no rosto dele, fato que não passou despercebido por Shuuhei.
-Pode me perguntar, eu sei que você não está se aguentando de curiosidade. –Shuuhei disse rindo, surpreendendo Seiren.
-Tá bom, você me pegou. Por que você tatuou essas coisas no rosto? –Seiren perguntou com estranheza, pois nunca havia visto algo assim em seu mundinho de algodão doce.
-Foi por causa do meu pai, ele tem a mesma tatuagem, mas é no peito. –Shuuhei respondeu normalmente, esboçando um pequeno sorriso. –Ele é militar e ficou viúvo muito cedo, e apesar de toda a rigidez e disciplina que o exército o impôs, ele sempre foi um ótimo pai, mais do que isso, ele sempre foi o meu melhor amigo.
-Eu entendo. Perdi minha mãe quando eu tinha dez anos, e meu pai era muito ausente por causa do trabalho. –Seiren comentou nostálgica. –Por isso a minha irmã é o que mais me importa, sempre estivemos juntas em todas as situações. Eu fui a primeira a apoiá-la quando ela decidiu estudar jornalismo ao invés de economia, como era a vontade do papai.
-O reitor Yamamoto parece ser muito rígido, não gostaria de estar no lugar de vocês. –Shuuhei riu, fitando Seiren com interesse. –Me fale mais sobre você, até agora eu só que se chama Seiren e é a filha mais velha do reitor Yamamoto.
-Vejamos... Eu tenho 25 anos, sou cardiologista e no momento estou trabalhando no hospital universitário e fazendo doutorado na área, sob a supervisão da professora Unohana. –Seiren comentou envergonhada, como se estivesse numa entrevista de emprego. –Meu cabelo é pintado, e não possuo nenhuma tatuagem ou piercing.
-Uma pena, mas eu adoraria deixar algumas “marcas” em você. –O moreno comentou maliciosamente, deixando Seiren corada. –Então quer dizer que você não é morena de verdade, mas os olhos são naturais, não são?
-Sim, meus olhos são verdes mesmo, a única coisa que denuncia que eu e a Lin somos irmãs. –Seiren riu baixo, apesar da timidez ela estava gostando muito de conversar com Shuuhei. –Me perdoe pelo atrevimento, mas quer ir à festa branca comigo? Será nesse final de semana.
-Ah, é a primeira vez que sou convidado para uma das festas que o seu pai organiza. E se todo o atrevimento fosse como esse... –Seiren estava ficando desconcertada com os galanteios do rapaz, ele era bem direto.
-Ótimo, mas você deve usar pelo menos uma peça branca. –Seiren disse séria, como se estivesse dando uma advertência. –Aqui está o meu telefone. Nos veremos em breve, Shuuhei Hisagi.
-Até mais, Seiren Yamamoto. –Dessa vez foi Shuuhei a ficar desconcertado com a provocação da morena, que saiu rebolando. Ele ficou babando até ver a médica desaparecer pelo campus.

Com dificuldades em se concentrar no artigo que estava escrevendo, Seline andava de um lado para o outro em seu escritório, mas o incidente do dia anterior estava fazendo sua cabeça fervilhar.
“Enquanto andava distraidamente no corredor com a cabeça nas nuvens, o que era mais do que comum, acabo dando de encontro com um muro, eu acho. Distraída como sou, espero dar de cara no chão, mas sou segurada por dois braços fortes e musculosos, além de mãos grandes e gentis. Levanto lentamente a cabeça, e dou de cara com os olhos castanhos mais misteriosos e sensuais que já vi em minha vida. Havia algo naquele semblante que me desestabilizava completamente, mas eu não conseguia parar de olhar, nem sequer conseguia me mexer.
-Você está bem? – Aquela voz causou tantas sensações em mim ao mesmo tempo, fazendo meu estômago embrulhar. Senti-me zonza e quase caí novamente, se não fosse por aqueles braços longos e com músculos discretamente torneados. Se fosse outra época ou situação com certeza eu teria agarrado o pescoço dele sem pensar duas vezes, mas agora era diferente. – Seline, não é?
-Sim, eu mesma. Como sabe o meu nome? – Perguntei desconfiada, quando coloquei as mãos em meu rosto e percebi que estava sem os meus óculos, para o meu desespero. Olhei para o chão e vi que estava despedaçado, o que me deixou furiosa. – Já pode me soltar, tive prejuízo o suficiente por hoje.
-Eu sinto muito pelos óculos, posso comprar um novo para a senhorita. – Ele falava de uma maneira tão gentil e mansa, quase como uma canção de ninar. E toda aquela educação e casualidade me deixavam muito incomodada, precisava me livrar logo dele. – Eu me chamo Sousuke Aizen, é um prazer conhecê-la.
-Eu sei muito bem quem você é, professor garanhão. Se não quer ter problemas com sua carreira, fique bem longe de mim. – Respondi mal humorada e saí batendo pé com meus saltos. Sentia muita raiva, raiva daquele homem por ter cruzado o meu caminho, e raiva de mim, por me permitir sentir essas emoções por alguém que eu mal conhecia e tinha ouvido tantas histórias controversas. Era óbvio que ele estava acostumado, assim como o professor Kuchiki, a ter diversas garotas caindo aos seus pés só por serem bonitos, mas isso não quer dizer que eu seja uma delas.
Ando pelos extensos corredores até chegar à sala de música, um lugar para onde ia quando queria espairecer. Já estava quase no meu cantinho preferido quando notei que havia alguém dentro da sala, um garoto alto e magro, de cabelos negros e olhos profundamente verdes, que me encarava como se não acreditasse que alguém havia resolvido entrar ali. Ele estava sentado em frente ao piano, e suas mãos estavam paradas no ar, como se ele estivesse prestes a executar uma sequência de notas antes de ter sido interrompido pela minha entrada barulhenta.
-Oh, eu sinto muito. Não quis atrapalhar ninguém. –Disse envergonhada.
-Não tem problema, não atrapalhou em nada. Desculpe-me por ser indiscreto, mas você é aluna nova aqui? –O rapaz perguntou educadamente.
-Não, ou talvez sim. Meu pai é o reitor da faculdade. –Respondi mais descontraída, causando risos nele.
-Oh, sim. Então é uma senhorita especial, por assim dizer? Bela do jeito que é obviamente chama atenção por onde passa. -Claro que fiquei vermelha com o comentário, e o rubor piorou depois que ele piscou para mim. Virei de costas e comecei a procurar entre os instrumentos algum que eu soubesse tocar, enquanto uma melodia suave começou a tocar na sala. Não me contive e comecei a cantar a música que me trazia tantas lembranças ruins.

I heard that you're settled down
That you found a girl and you're married now
I heard that your dreams came true
Guess she gave you things, I didn't give to you

Old friend
Why are you so shy
It ain't like you to hold back
Or hide from the light

I hate to turn up out of the blue uninvited
But I couldn't stay away, I couldn't fight it
I hoped you'd see my face and that you'd be reminded
That for me, it isn't over

Nothing compares, no worries or cares
Regrets and mistakes they're memories made
Who would have known how bitter-sweet this would taste...

-Você canta muito bem. –O garoto disse sincero. –Mas é impressão minha ou essa música te deixa triste?
-É que ela me lembra de alguém do meu passado, talvez ele não seja tão passado assim. –Uma lágrima escorreu de meus olhos, involuntariamente. Trazer todas aquelas lembranças á tona era demais pra mim.
-Eu sinto muito. –O garoto disse sem jeito, como se tivesse culpa do que aconteceu comigo.
-Não é culpa sua, e apesar da tristeza que ela me causa, eu gosto de Adele. –Respondi mais serena.
-Eu também, e as músicas dela são fáceis de tocar no piano. –O garoto disse mais animado.
-Bom, eu tenho que ir. Foi um prazer conhece-lo, senhor? –Perguntei, esperando que ele me dissesse seu nome.
-Ulquiorra, Ulquiorra Cifer, senhorita Yamamoto. - O garoto disse simpático. - E não me chame de senhor, eu provavelmente tenho a sua idade.
-Está bem, e eu me chamo Seline. Até mais, Ulquiorra. –Despedi-me de Ulquiorra. Ele parecia um rapaz legal, talvez se tornasse um bom amigo.”

Orihime estava tão atordoada por causa do artigo que precisava terminar de escrever que nem percebeu quando alguém entrou na sala, trancando a porta com pressa. A pessoa se aproximou lentamente, colocando as mãos nos ombros da estudante de gastronomia, fazendo-lhe uma massagem, fazendo a garota suspirar de alívio.
-Você me parece muito tensa hoje, o que aconteceu? – Uma voz masculina preencheu o ambiente.
-Eu tenho que entregar esse trabalho dentro de dois dias, e não faço ideia por onde começar. –Orihime respondeu aborrecida.
-Ah Orihime, Orihime. Você sempre deixa seus afazeres para a última hora, e acaba acontecendo isso. –Respondeu o homem, beijando o pescoço da ruiva.
-Sei muito bem disso, não precisa jogar na minha cara. –Orihime disse manhosa, se levantando para encara-lo. –Pelo visto eu não sou a única que está tendo um dia ruim.
-Para quê gastar uma fortuna com psicanalista se eu tenho você? –O homem sorriu, acariciando o rosto de Orihime. –A organização da festa está sendo mais trabalhosa do que imaginei, e o reitor Yamamoto convocou todos os professores para uma reunião amanhã.
-Por causa da vaga de vice-reitor? –Orihime perguntou inocente.
-Eu acredito que sim. –O homem suspirou cansado. –Soube que fez amizade com as filhas dele. Por acaso elas comentaram algo que fosse relevante?
-Não me lembro, elas só comentaram sobre as roupas que irão usar na festa branca. –Orihime disse pensativa, com o indicador nos lábios. –Agora acho melhor você sair daqui, não podemos correr o risco de sermos vistos juntos.
-Assim eu vou ficar magoado, minha deusa dos cabelos alaranjados. –O homem disse galante, fazendo Orihime se arrepiar toda e dar gritinhos como uma colegial. –Eu vou, mas antes tem algo que eu quero.
-Mas é claro que tem. –Orihime riu irônica, em seguida sendo puxada para um beijo intenso e sedento. O homem passava as mãos pelo corpo da garota, quando parou nos seios, apertando-os com vontade. Orihime gemeu baixo, fitando as orbes azuis do professor, que transmitiam luxúria e malícia. – Sai logo daqui!
-De noite eu passo na sua casa. –O homem respondeu seco, mas Orihime não se importava, pois ela só se relacionava com ele por tédio. Ela voltou à atenção para seu artigo, pensando em suas amigas e no que estavam prestes a aprontar. –Isso vai ser épico!

Em sua sala, o reitor Yamamoto fitava um porta-retrato que continha a imagem de sua falecida esposa, segurando as filhas pela mão. Ele pegou o objeto com cuidado, que era feito em bronze e com detalhes dourados, dando um aspecto antigo e delicado.
-Se eu fosse fazer uma aposta, diria que esse retrato vale mais para você do que o grupo Yamamoto inteiro. Não estou certo? – Sasakibe adentrou na sala lentamente, brincando com o reitor.
-Meu companheiro de trabalho e velho amigo, diga-me, o que vou fazer sem você? –Yamamoto abraçou Sasakibe, convidando-o a se sentar. –Eu também já não tenho mais todo aquele vigor para comandar a Seireitei.
-Ora Genryuusai, deixe de ser dramático. –Sasakibe disse sério, servindo uma xicara de chá. –Existem muitos professores aptos a me suceder aqui na Seireitei, embora eu desconfie que você já tenha se decidido. Além disso, suas filhas estão de volta e vão ser de grande ajuda.
-Nem me fale daquelas duas desmioladas. Acredita que Seline quase agrediu um professor hoje? –Yamamoto colocou a mão no rosto, incrédulo com a atitude da filha.
-Mas por quê? E de qual professor estamos falando? –Sasakibe perguntou intrigado.
-Aizen. –Yamamoto suspirou.
-Mas logo ele, que as alunas amam tanto quanto o professor Kuchiki, eles parecem mais ídolos que professores. –Sasakibe riu ao fazer tal colocação.
-Nem me fale, esses dois são um problema quando o assunto são as alunas. Surpreendo-me por nunca terem recebido nenhuma denúncia de assédio. – Yamamoto comentou enquanto pegava um biscoito da lata que escondia em uma das gavetas, juntos com outras porcarias que o médico havia proibido.
-O senhor vai estar bem encrencado se alguém te pegar comendo doces. Deveria ser mais cuidadoso, já que sua glicose anda nas alturas, Seiren e a professora Unohana vão ficar muito aborrecidas se souberem. –Advertiu Sasakibe.
-Eu já estou velho mesmo, não vou ficar abdicando das coisas boas da vida por causa de um probleminha de saúde bobo. – Yamamoto disse despreocupado, devorando mais biscoitos.
-A decisão é sua, mas eu não vou te levar para o hospital quando tiver outra crise. –Sasakibe disse sério, servindo outra xicara de chá.
-E daí? Eu sou dono de um hospital, se eu precisar é só ligar e eles mandam uma ambulância imediatamente. –Yamamoto disse convencido, bebendo chá verde.
-Falando dessa forma parece até o professor Kuchiki. –Sasakibe comentou aborrecido.
-Chega de bobagens e vamos ao que interessa. –Yamamoto disse sério, retirando um envelope de papel pardo da gaveta. –Se você já desconfia de quem eu escolhi para seu sucessor, diga-me Choujirou, o que acha dele?
-Bem, eu nunca conversei muito com ele, mas sei que é muito inteligente, estudou em ótimas instituições e já recebeu prêmios por diversos artigos, além de ser muito dedicado a universidade. Com certeza é a melhor opção para cuidar da Seireitei, mas será que todos estarão de acordo? E quanto as suas filhas? –Sasakibe indagou curioso.
-Seiren não é problema, se é o melhor para a Seireitei ela concordará sem objeções, mas o mesmo não irá acontecer com Seline, que preferia que Jushiro ocupasse o cargo. –Yamamoto comentou receoso.
-De fato o professor Ukitake seria o mais indicado, mas com uma saúde tão frágil é impossível ele ocupar um cargo que requer tanta dedicação e responsabilidade. –Sasakibe disse normalmente. –É compreensível a revolta dela.
-Eu sei, mas espero que ela entenda as minhas razões. Está mais do que na hora daquela garota amadurecer, Seline ficou insuportável desde que aquele cretino a humilhou daquela forma. –Yamamoto disse com raiva.
-Pobrezinha. –Sasakibe lamentou. –Por falar em filhas, Sakura está vindo para cá assim que eu me aposentar.
-Mas que ótima notícia, eu fico mais aliviado em saber que terá alguém para cuidar de você. –Yamamoto comentou alegre.
-Eu também, e é bom ter a minha caçula por perto depois de tantos anos. –Sasakibe responsável nostálgico.
Na mansão Kuchiki a senhora Hisana falava sem parar ao telefone, empolgada com a organização da Festa Branca. Apesar de ter contratado a melhor organizadora de eventos do país ela queria saber de todos os detalhes, desde a marca do guardanapo aos artistas que animariam a festa.
Hisana: Não importa Kyoko, ofereça o dobro então, o triplo se for necessário. Eu quero Kazuo Yoshida para DJ da festa, e ninguém mais. Tudo certo com a orquestra?
Kyoko: Sim senhora, já fechei contrato com a orquestra e eles chegarão uma hora antes para arrumarem os instrumentos. E quanto ao Kazuo, vou conversar com ele agora mesmo.
Hisana: Está bem. Amanhã vamos escolher as flores da decoração e decidir o cardápio. Todos os convidados já receberam os convites?
Kyoko: Sim, e cerca de 90%, inclusive uma das senhoritas Yamamoto pediu para incluir um acompanhante. Há algum problema?
Hisana: De forma alguma, elas são as convidadas de honra, portanto, podem trazer a pessoa que quiserem. Até amanhã, Kyoko.
Kyoko: Até amanhã, senhora Kuchiki.
Rukia chegou acompanhada de Renji e riu ao ver a loucura da mãe, mas ao tempo estava feliz em vê-la tão empolgada.
-Oi mãe. –Rukia disse normalmente, passando pela sala.
-Oi filhinha, oi Renji. –Hisana os cumprimenta sorridente. –Querem um lanchinho.
-Queremos sim. –Rukia sorri, abraçando o ruivo. –Vamos para o meu quarto.
-Obrigada senhora Kuchiki, até mais. –Renji cumprimenta informalmente.
-Esses jovens... –Hisana suspira, lembrando-se de quando namorava Byakuya.

Numa cafeteria do hospital universitário Seiren e Seline conversavam animadas, na verdade só Seiren estava alegre. O mau humor da Yamamoto mais nova era quase contagioso.
-Posso saber por que está tão irritada? –Seiren perguntou incomodada.
-Eu não estou irritada. –Seline respondeu de cara feia.
-Nem tente me enganar, eu te conheço muito bem. –Seiren disse rindo, olhando para a irmã, que se encolheu na cadeira.
-É aquele maldito idiota mulherengo, que vontade de esganar aquele panaca. –Seline respondeu raivosa. –Quem ele pensa que é? Eu não vou cair na lábia dele, como o resto das alunas da Seireitei.
-Credo, eu hein? Você ficou insuportável depois do Shuusuke. –Seiren disse revirando os olhos.
-E como eu não ficaria? Aquele imbecil me deixou em plena festa de noivado, nunca me senti tão humilhada em toda a minha vida, e o pior de tudo: eu desperdicei sete anos da minha vida com ele. –Seline comentou raivosa, enquanto remexia o chantilly de seu café. –Nenhum homem presta, e esse tal de Aizen deve ser tão babaca quanto ele.
-Minha paciência está chegando ao limite, sabia? Quando é que você vai cair na real? Na vida existe uma coisa chamada “seguir em frente”, e está mais do que na hora de fazer isso. Só porque o Shuusuke não te tratou como merecia não quer dizer que todos sejam como ele, tem muito cara legal por aí.
-Já entendi. –Seline olhou para Seiren de maneira interrogativa. –Parece que o pervertido das tatuagens te pegou de jeito.
-Talvez, ele parece um rapaz muito legal e eu o convidei para ir à festa branca comigo. –Seiren respondeu convencida.
-Quero só ver o que o papai vai achar disso... –Seline debochou da irmã mais velha, que mostrou a língua.
-Talvez você devesse fazer o mesmo e sair com alguém. Desencanar, sacou? Porque realmente já é a hora. Nem todo mundo está aqui pra te fazer triste, sabia? –Seiren encarou a irmã mais nova fixamente, como se a estivesse desafiando.
-Não sei por que de repente você resolveu colocar esse assunto em pauta. A vida é minha, e se eu quero ou não sair com alguém não te diz respeito! - E com isso a Yamamoto mais nova saiu rapidamente de perto da irmã, que só ria da situação toda.
Na mesa ao lado, Aizen e Hirako observavam as duas irmãs, e ficaram admirados quando Seline saiu num rompante.
-Nossa! Não é que ela é esquentada mesmo? - Shinji ria sem nem se importar com quem olhava. - Talvez ela devesse largar o jornalismo e fazer teatro.
-Eu não acho. - Aizen respondeu enquanto encarava a porta pela qual a Yamamoto caçula tinha passado. - Mais tarde falo com você. Agora tenho que me preparar para a minha próxima aula. - E com isso se levantou e seguiu o caminho da garota, sem nem perceber que era observado por certa morena que se mordia de raiva...

 



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