História As patricinhas da Seireitei - Capítulo 5


Escrita por: ~ e ~Scarlet_Wolf

Postado
Categorias Bleach
Exibições 3
Palavras 2.266
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Festival de Verão


-Anda logo Orihime, desse jeito iremos chegar atrasadas! –Rukia berrou impaciente.
-Já vou, já vou. - A garota ainda se encontrava tentando fechar o quimono tradicional. Seus longos cabelos cor de mel estavam presos com um prendedor de cabelo enfeitado com pequenas flores de cerejeira, com uma maquiagem leve no rosto delicado. O yukata tradicional tinha delicados desenhos de flores contra um fundo escuro, e as cores destacavam a pele clara. Assim que estava prestes a conseguir dar o nó no obi, Rukia invadiu o quarto, irritada com a demora da amiga.
Rukia estava de tirar o fôlego. O cabelo curto estava meticulosamente arrumado com um enfeite floral. O yukata, de cores escuras, destacava a pele pálida e os brilhantes olhos violeta, que pareciam maiores do que o normal. O rosto estava corado, apesar de ela ostentar uma expressão zangada.
-Vamos chegar atrasadas por sua causa. Todas já estão lá embaixo, só falta você. –A morena bufou.
-S-sinto muito. Eu não queria me atrasar, só não sei como prender a faixa. –Orihime respondeu bicuda.
-Sua boba, devia ter pedido ajuda. - Rapidamente a morena amarrou a faixa na cintura da outra. Tomando sua mão, desceu as escadas com pressa, arrastando Orihime atrás de si.
-Ora, vocês demoraram!!! Vamos logo. - E com isso, todas as garotas se dirigiram ao carro de Neliel, dando a partida no motor e indo em direção ao ponto de encontro do grupo.

Ichigo, Renji, Grimmjow e Toshiro esperavam "pacientemente" a chegada das garotas, que já estavam quase uma hora atrasadas. Toshiro havia chegado há pouco tempo, enquanto conversava com Ichigo sobre o festival. O garoto de cabelos brancos tinha conseguido fazer amizade com Ichigo e Grimmjow, e desde então eles andavam sempre juntos, para desgosto de Renji, que não suportava o namorado de Momo.
-Já era hora de elas... Chegarem. –O ruivo comentou irritado.
Assim que as garotas desceram do carro, os quatro começaram a babar. Orihime estava incrível, Rukia deslumbrante, mas Nel estava fantástica. O yukata preto se agarrava as curvas voluptuosas da moça, deixando seus seios fartos mais evidentes ainda. O cabelo verde estava preso por um grampo fino, deixando-o com um aspecto de ondas d'água. Grimmjow bateu rapidamente na cabeça dos garotos, indo em direção à Nel.
-Tirem os olhos idiotas, ela é minha. - E com isso enlaçou a cintura dela, enquanto beijava o topo de sua cabeça.
Ichigo não tirava os olhos de Rukia, e Orihime percebeu isso, então enlaçou o pescoço do moreno e deu um sorriso sarcástico para a morena, que revirou os olhos e saiu andando sozinha, o que fez Renji correr atrás dela.

Seline estava colocando o último grampo no cabelo quando o carro da irmã buzinou na frente da casa. Olhando pela janela, percebeu que Shuuhei estava no banco do motorista, enquanto a irmã retocava o batom. Pegou o celular de cima da cômoda e desceu as escadas em direção à porta da frente, sem saber que Aizen estava espreitando de uma casa ao lado. Ela estava deslumbrante. O yukata era um pouco diferente do padrão tradicional, mudando a partir da cintura, num estilo mullet (curto na frente e longo atrás), com alguns babados na altura da coxa, e as mangas eram mais arredondadas, deixando apenas as pontas dos dedos á mostra.. A cor do vestido realçava os olhos enigmáticos, o que fez com que o professor fosse até seu carro e a seguisse pelo festival inteiro, obcecado pela beleza e charme da jornalista.

Rukia estava confusa. Renji disse que iria buscar uma bebida, mas tinha sumido há quase uma hora. Assim que todos se juntaram, começaram a procurar pelo ruivo, mas nem sinal dele. Estava anoitecendo, e o festival poderia ficar perigoso para ela andar sozinha. Enquanto procurava por ele, a morena encontrou Seline e Seiren, que estavam acompanhadas por Shuuhei.
-Lin, você viu o Renji por aí? Ele sumiu já faz um bom tempo. – Rukia perguntou séria.
-Não, não vi mesmo. – A Yamamoto caçula respondeu normalmente. Se preocupando com a segurança da amiga, Seline sugeriu que o procurassem juntas, para que Rukia não andasse sozinha. Elas vasculharam todas as barracas até topar com Ichigo e Orihime, que logo se juntaram à busca.
-Gente... - Falou Orihime. - Vocês já pensaram que ele pode estar no parque? Eu soube que há diversos jogos lá, e ele pode ter encontrado um amigo.
-Então vamos. –Ichigo normalmente.
Assim que chegaram ao parque, a quantidade de pessoas fez Rukia se sentir perdida. Ichigo percebeu isso e ternamente ofereceu o braço à morena, que aceitou de bom grado, o que fez Orihime bufar e andar na frente sozinha. Ela estava cada vez mais zangada com o óbvio fato de que a cada dia que passava Ichigo se apaixonava mais e mais pela amiga, mas lerdo como era, nem percebia isso. Mas não era como se ela se importasse, estava com ele por conveniência, pois há muito tempo que seu coração batia por outra pessoa.
O grupo chegou cada vez mais perto dos banheiros, e começaram a ouvir sons abafados. Rukia, temendo que fosse alguém ferido, se soltou de Ichigo e correu na frente, mas o que viu a fez parar, estarrecida. Renji estava prensando Hinamori na parede, enquanto a garota gemia o nome dele e agarrava a camisa que Rukia havia comprado de presente de namoro para ele há uma semana. Renji estava envolvido demais no que fazia para notar Rukia, mas Momo notou. Ela enxergou a moça, momentos antes de Rukia partir para cima deles e socar as costas de Renji.
-Ai, ai, o que foi isso? - O ruivo disse revoltado, enquanto virava para frente do beco em que estavam. Estava prestes a gritar com quem quer que tenha parado o que fazia para irritá-lo, quando recebeu um soco certeiro no olho, o que o fez cair no chão. Rukia olhou surpresa para Ichigo, que tinha dado o soco em Renji. Então seus olhos se voltaram para Momo, que subia a manga do vestido e tentava escapar de fininho.
-Ah, mas não mesmo, sua vadia, ladra de namorado. - E com isso, Rukia a puxou pelos cabelos e começou a estapear Momo, que tentava se defender. Tudo isso sobre os olhares de Seline e Seiren. –Eu vou te bater tanto que nem cirurgião plástico vai dar jeito nessa sua cara ridícula.

-Isso é o que nós vamos ver, sua chifruda. –Momo disse convencida, mas em seguida começou a receber uma série de tapas e socos apenas na face. Seu rosto estava inchado, repleto de hematomas e com sangramento na boca e nariz. A garota tentou fugir, mas foi inútil, as irmãs Yamamoto a encurralaram. –Saiam da minha frente suas vadias!

-Nem pensar, sua putinha de quinta categoria! –Seiren disse com uma expressão assustadora. –Rukia não terminou o seu castigo, e se tentar fugir de novo, quem vai te bater sou eu.

-Que garota mais patética, Renji deve estar muito desesperado para querer traçar alguém como você, uma criança sem apelo sexual algum. –Seline comentou indiferente. –Você é tão vulgar que dá pra qualquer um e em qualquer lugar.

-Sua piranha miserável, eu vou te matar! Você me roubou o Aizen sensei e se acha no direito de me criticar, você me paga! –Não se sabe de onde, mas Momo pegou um taco de beisebol e estava prestes a acertar a cabeça de Seline quando alguém a parou. Aizen a olhava com um ódio mortal, seu olhar estava em brasas. –Aizen sensei, por favor, saia da minha frente e permita que eu acabe com a raça dessa perua.

-Não se atreva a tocar em um fio de cabelo da senhorita Yamamoto, ou vai se ver comigo. –Aizen disse em tom ameaçador. Seline estava muito assustada, mas olhava surpresa para o moreno, nunca imaginou que ele fosse capaz de defendê-la dessa forma.

-Obrigada professor Aizen, agora leve a Lin para longe daqui, por favor. –Seiren disse séria. –Deixe a pirralha conosco. - O professor assentiu e arrastou Seline para entre a multidão.

Toshiro estava desolado, apesar de não gostar de Momo há algum tempo, ele se sentiu muito mal por ver a namorada o enganando desse jeito. Sua vontade era de pegar a morena e esgana-la até que seu delicado pescoço se partisse ao meio, o garoto de cabelos brancos começava a acreditar em tudo o que falavam de sua namorada agora, inclusive sobre o caso com o professor Aizen. Num surto de raiva, ele e Ichigo partiram pra cima de Renji, dando uma surra fenomenal no ruivo.

-Já chega disso rapazes! O Renji já apanhou o suficiente. –Grimmjow disse sério, intervindo na briga.

-Diz isso porque não era na sua namorada que ele estava mandando ver atrás do banheiro. –Toshiro respondeu furioso.

-Renji seu merda, como você pode fazer isso com a Rukia? Seu desgraçado! –Ichigo esbravejou, acertando mais um soco na face do ruivo. –Isso é pouco perto do que você merecia.

-Seu mulherengo de bosta, eu devia era te espancar até a morte, pra você aprender a não se meter com a mulher dos outros. –Toshiro disse enojado, indo embora acompanhado de Ichigo.

-Espero que você tenha aprendido a lição. –Grimmjow olhou com reprovação para Renji, que ignorou. –Quer que eu te leve ao hospital?

-Não, eu vou ficar bem, apenas me leve pra casa. –Renji disse aborrecido. –Que droga!

Sem graça, Seline andava ao lado de Aizen por entre a multidão do festival, que parecia aumentar cada vez mais. Ela não resistiu e acabou olhando o professor de cima a baixo, que usava um yukata marinho com detalhes em preto, deixando o peitoral um pouco mais à mostra. A jornalista corou ao reparar nisso, quase tropeçando em seus tamancos de madeira.

-Você está bem? Se machucou? –Aizen perguntou preocupado. –Quer ir para um lugar mais sossegado?

Seline olhou com desconfiança para Aizen, pois ele havia se mostrado bastante atrevido quando os dois estavam sozinhos. O professor entendeu o recado e sentiu-se um pouco constrangido.

-Estou bem, não precisa se preocupar comigo. –Seline respondeu ríspida.

-Me desculpe por aquele dia, eu agi como um imbecil. –Aizen respondeu sem graça, esfregando a mão na nuca. –Sei que tem uma péssima impressão de mim, mas será que podemos recomeçar, ou pelo menos ter uma trégua essa noite?

-Você é arrogante e convencido, achando que todas as garotas cairão a seus pés, além da bancar o “Sr. Perfeito” por aí. Vive me perseguindo porque eu não me joguei nos seus braços. –Seline olhava para Sousuke com frieza, deixando-o angustiado. –Mas você também foi bastante corajoso ao me defender daquela desequilibrada, e isso e está sendo tão gentil e preocupado comigo. Vamos ter uma ter uma trégua pelo menos essa noite.

-Obrigado senhorita Yamamoto. –Aizen respondeu aliviado.

-Comece me chamando por Seline. –A jornalista respondeu debochada, fazendo o professor rir. –E vai ter que me pagar algodão doce, cachorro quente e maçã do amor.

Já era tarde da noite no hospital e Sado ainda não tinha acordado. Zaraki se encontrava a cada segundo mais impaciente e com vontade de socar algo. Ele não gostou nem um pouco do jeito mandão da médica que atendeu o seu lutador de ouro, mas não podia negar que ela era boa no que fazia. E incrivelmente bonita. O cabelo preto e longo que estava preso em uma trança fluía suavemente, e ele se pegou pensando na sensação que teria se deslizasse os dedos por todo o comprimento do cabelo dela. Balançando a cabeça, concentrou-se novamente em fitar a parede, cada vez mais entediado. Levantando-se da cadeira, olhou distraidamente a vista que se apresentava na janela, esperando ter algo o que fazer. Uma mão fina, mas forte, pousou em seu ombro, o que o fez reagir de imediato, tentando colocar a pessoa contra a parede. Só que isso não deu certo, porque ele próprio acabou encostado na parede, enquanto era fitado por olhos negros e enigmáticos que pertenciam à bela mulher responsável por Chad.
-Hm, eu sinto muito por isso, Sr. Zaraki, não era a minha intenção.
-Tenho certeza disso, Dra. Retsu. O que faz no quarto do meu campeão?
-Vim somente conferir se a medicação estava sendo aplicada corretamente, e pelo visto, está. Então, até amanhã. - e com isso, virou as costas para o homem e se retirou do quarto. Kenpachi se sentou novamente na cadeira, admirado com a médica. Como uma mulher, sem nenhum tipo aparente de treinamento físico, tinha conseguido evitar um golpe que muitos já caíram? Olhando atentamente pela janela, viu quando a doutora entrou em um carro importado, dando partida e sumindo de sua vista.
-Hm... Essa mulher... É no mínimo interessante.

Momo andava sozinha na multidão, meio chorando, meio revoltada. O rosto estava cheio de cortes e ainda sangrava pelos socos que Rukia tinha dado nela. Nunca se esqueceria da humilhação de ser segurada por Seiren enquanto a amiga desta lhe batia. Na sua cabeça problemática, não tinha visto nada de errado em estar transando com o namorado da Kuchiki atrás dos banheiros. O ódio por Seline Yamamoto crescia a cada momento, principalmente depois de ver o seu amado Aizen colocando o algodão doce perto da boca vermelha da jornalista, e a vontade que teve no momento foi de jogar tudo para o alto e partir para cima dela. Mas Momo não podia, em parte porque sabia que apanharia, e em parte por saber que Aizen ficaria do lado da ruiva e a protegeria. Não, Momo sabia que alguma hora ela teria que agir, e quando agisse, não teria mais nenhum sinal de Seline Yamamoto para ficar entre ela e seu amado Aizen.



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