História As patricinhas da Seireitei - Capítulo 6


Escrita por: ~ e ~Scarlet_Wolf

Postado
Categorias Bleach
Exibições 3
Palavras 3.854
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Festa Branca (Parte l)


-Eu não entendo com esse cretino foi capaz de fazer isso com a Rukia!!!! -Neliel estava revoltada, se remexendo no banco do carro enquanto Grimmjow dirigia em direção à mansão Kuchiki. - Aquele adotado filho de uma quenga não tinha o direito de fazer uma coisa dessas, ainda mais com a Rukia, que sempre foi apaixonada por ele!
Grimmjow aguentou calmamente a revolta da namorada, e não podia nem dizer que ela não tinha razão de estar do jeito que estava. Renji realmente vacilou com Rukia, e se quisesse traí-la, mas ainda continuar com o relacionamento, devia ao menos ter sido discreto. O mínimo que o ruivo poderia fazer seria rezar para que nenhuma das garotas resolvesse se vingar por Rukia, pois ele sabia muito bem como elas poderiam ser diabólicas em algumas situações.

Ichigo bateu novamente na porta do quarto de Rukia. Era a quarta batida que ele dava, mas só se podiam ouvir os soluços da morena dentro do quarto, e ela não dava nenhum sinal de querer abrir a porta. Orihime tinha desistido à meia hora atrás, mas que tipo de amigo ele seria se deixasse Rukia sozinha em um momento tão triste, em que ela precisava de apoio?
-Baixinha, por favor, abre a porta para mim. –Ichigo pediu com a voz mansa e gentil.
-Es-está só você aí? - Foi a primeira vez em horas que ela se dignou a responder - Todos os outros já foram?
-Sim, todos já se foram. –Ichigo respondeu esperançoso.
-Menos você.  - A morena disse chorosa, enquanto abria lentamente a porta.
-Menos eu. - Ichigo deu um passo à frente, impedindo Rukia de fechar a porta e abraçando-a. A garota imediatamente começou a chorar mais ainda, agarrando a blusa do rapaz como se ele fosse um apoio, e provavelmente era. Ichigo fechou a porta do quarto e se encaminhou para a cama de Rukia, arrastando-a com ele. Ele a pegou no colo e suavemente depositou-a na cama, enrolando-a nos lençóis e depois se deitando ao seu lado. Rukia se esticou e passou os braços ao redor do pescoço do amigo que prontamente a abraçou, acariciando suavemente as costas e o cabelo dela enquanto a mesma chorava em seu pescoço.
-Shhh, vai ficar tudo bem, eu estou aqui. - O garoto continuou repetindo isso até a morena dormir, e continuou deitado ao seu lado, admirando as feições da jovem enquanto embalava o seu sono. Ichigo começou a sentir sono depois que Rukia se aconchegou mais ainda a ele, diminuindo a distância entre os corpos dos dois. O garoto adormeceu com os lábios encostados na testa da morena, e quando Nel chegou para consolar a amiga, encontrou os dois em paz, abraçados dessa maneira.
Enquanto fechava novamente a porta, Nelliel deu de cara com a expressão confusa de Grimmjow.
-Ué, você não veio consolá-la? –O azulado perguntou confuso.
-Em minha opinião, ela encontrou um consolo bem melhor... –Neliel respondeu maliciosa, fechando a porta.


Zaraki andava impaciente pelos corredores da loja, assustando a todos com o seu tamanho e aparência. O mesmo com certeza tinha se arrependido de ter aceitado o convite para a festa do patrocinador de Chad, mas agora não tinha como voltar atrás. Já tinha conseguido a bendita roupa há muito tempo, mas Chad não. Estava olhando as camisas de corrida quando avistou fora da loja uma belíssima mulher vestida com roupas informais, comprando sorvete para uma garotinha de cabelos rosados. Zaraki nem percebeu que sorria enquanto observava a mulher.
-Ela realmente é muito interessante... –Zaraki murmurou, observando Unohana sem piscar.

-Boa tarde senhor Zaraki. – O empresário levou um susto ao ver a médica na sua frente. –Como está o seu campeão?

-Boa tarde doutora Unohana, tudo bem com a senhora? –Zaraki respondeu desajeitado. –Sim, Chad está ótimo graças aos seus cuidados.

-Fico feliz em ouvir isso, mas, por favor, não me chame de senhora, eu não sou tão velha assim e também não sou cansada. – Unohana fingiu se ofender, em seguida abrindo um largo sorriso. Zaraki quase engasgou com sua latinha de cerveja.

-Me desculpe senhorita Unohana, eu não quis ofende-la, juro que não foi minha intenção. –O homem bronco e desajeitado nunca lidara com uma tão elegante e refinada como Unohana, as mulheres que o cercavam geralmente eram prostitutas, aspirantes a modelos ou garotas bonitas em busca de maridos ricos, mas ela era diferente, e isso o encantava. –E aquela garotinha, é sua filha?

-Oh não, ela é Yashiru, uma garotinha do orfanato que eu ajudo. –A morena olhava com carinho para a pequena de cabelos rosados. –Mas eu gostaria muito de dar um lar para ela.

-Entendo, e o que te falta para poder fazer isso? –A pergunta saiu mais rápido do que Zaraki podia imaginar, se repreendendo mentalmente por isso. –Eu sinto muito, sei que isso não é da minha conta.

-Está tudo bem, é que eu estou terminando de reformar minha casa e construindo um quarto especial para ela. –A amabilidade e a gentileza da médica faziam o empresário duro e grosseiro amolecer de um jeito fantástico. –Mas eu acho que ela também precisa de um pai.

Zaraki não sabia explicar, mas Yashiru despertava algo diferente nele, algo novo. Ele observava aquela garotinha tão fofa e delicada comendo seu sorvete e se imaginava segurando sua pequena mão, levando-a ao parque, buscando-a na escola, e tudo isso ao lado de Unohana, o que tornava tudo ainda mais absurdo.

-Eu quero ser esse pai. –Zaraki disse sem pensar.

-Tem certeza disso? –Unohana perguntou espantada.

-Tenho sim. Eu não parentes ou família, cresci sozinho em um bairro muito violento. Quero que essa menina tenha uma vida diferente da que eu tive. –Zaraki respondeu convicto, surpreendendo a médica. –Pode não parecer, mas eu gosto de crianças e sei cozinhar.

-As pessoas são mesmo surpreendentes. –Unohana sorriu. –Foi um prazer vê-lo, senhor Zaraki. Nos vemos na festa branca, mande lembranças ao senhor Yasutora.

-Até mais. –Zaraki respondeu desajeitado. Finalmente alguém estava conseguindo penetrar o coração duro e sofrido do ex-pugilista, e Zaraki estava gostando disso, embora não quisesse admitir.

Dias Depois...

Finalmente chegara o dia da tão aguardada Festa Branca. As garotas estavam muito empolgadas, e com exceção de Rukia, todas foram se arrumar na casa de Seline, que havia chamados dois amigos para fazerem o cabelo e a maquiagem de todas. Neliel e Orihime estavam mega animadas, Seiren não parava de trocar mensagens com Shuuhei e Seline parecia entediada, olhando para o vazio, distraída.

-Ai, você está me machucando! Orihime resmungou.

-E o que você quer que eu faça, querida? –Ikkaku respondeu com as mãos na cintura. –Esse seu cabelinho está tão ressecado que parece mais uma vassoura de piaçaba, ao invés de um cabelo. Você deveria cuidar melhor dele.

-Desculpa Ikkaku, vou dar um jeito nele. –Orihime respondeu envergonhada.

-Não se preocupe meu bem, aparece lá no salão semana que eu vou deixar o seu cabelinho di-vi-no, vou dar uma hidratação baphônica e dar vida para esse ruivo, que tá mais apagadinho que a vontade de miss Seline de ir para festa. –O cabeleireiro comentou debochado, fazendo as garotas rir.

-Qual o problema, dona Lin? Você adorava essas festas. –Yumichika perguntou curioso. –Por acaso o vestido que você queria estava esgotado?

-Não é nada disso, é que ela tá apaixonada e não quer admitir. –Seiren comentou a fim de provocar a irmã, que fez cara feia. –Não preocupa maninha, ele com certeza vai a festa.

-Uau! E quem é o bofe sortudo? –Yumichika perguntou aos pulinhos, batendo palminhas.

-Aizen-sensei. –Neliel e Orihime responderam em coro, soltando uma risadinha cúmplice.

-Eu não estou apaixonada por aquele idiota, parem de inventar mentiras! –Seline respondeu irritada. –Ele não significa absolutamente NADA pra mim.

-Nós sabemos amiga, não precisa se irritar. –Neliel lançou uma piscada cumplice para o maquiador, que riu.

-Minha avó sempre dizia: ”Onde há fumaça, há fogo”. –Ikkaku comentou malicioso.

-E se vocês vissem o quanto esses dois ficam em chamas quando se encontram. –Orihime comentou rindo baixo. –O festival deixou isso bem claro.

-Melhor nem se lembrar daquele dia, coitada da Rukia. –Lamentou Seiren.

-O que houve com a Rukinha? –Yumichika preocupado.

-Nós pegamos o Renji no maior amasso com a Momo, a biscatinha da Seireitei. –Neliel revirou os olhos de nojo.

-Credo! Eu não acredito que aquele ruivo gostoso pegou aquela porcaria? –Ikkaku disse indignado. –Vocês acreditam que uma vez ela nos convidou pra uma orgia na casa dela?

-Bem o tipo dela. –Seiren enojada.

-Que vulgar. –Seline da mesma forma.

-Mudando de assunto... Já não era para o Uryu ter trazido os vestidos? –Neliel perguntou preocupada, olhando para o relógio.

-Ele já trouxe, estão lá dentro. –Seiren normalmente, apontando para o closet de Seline.

-Certo, vou experimentar. –Neliel disse empolgada. Em seguida Orihime ficou pronta e também foi se vestir. Yumichika terminou a maquiagem de Seiren alguns minutos depois, e foi correndo para o closet.

-Sua vez, Lin. –Yumichika e Ikkaku disseram ao mesmo tempo. –Nós vamos te deixar estonteante!

As garotas estavam quase todas prontas, esperando Seline se vestir. Quando ela saiu do closet todas começaram a gritar histericamente, a Yamamoto caçula estava um verdadeiro arraso.

-Olha ela! Está pronta para matar o Aizen-sensei do coração! - Seiren disse debochada.
-Cale a boca, idiota. Eu me arrumo para olhar no espelho e dizer: "Viado, olha como eu sou gostosa", e não por um professorzinho de quinta categoria como o Aizen. – Seline respondeu irônica.
-Ui, hoje ela tá pegando fogo! Acho que o Aizen não vai conseguir dormir essa noite. -
Nelliel gargalhou alto junto com Ikkaku e Yumichika, que se esquivaram dos travesseiros que Seline jogava.

Hisana terminava de ajeitar seus cabelos quando Byakuya invadiu o quarto tentando colocar a gravata. Imediatamente, a mulher levantou-se da frente do toucador e foi ajeitar a gravata do marido, que mantinha uma expressão de tédio.
-Byakuya, vai sair? –Hisana perguntou carinhosa.
-Sim, tenho que ir resolver algumas coisas antes dessa bendita festa começar. –Byakuya respondeu seco.
-Não entendo por que falas assim, meu marido. Afinal não foi você que lutou tanto para conseguir que a festa fosse feita em nossa casa? –A mulher disse um pouco chateada.
-Hisana, tem coisas que por você ser mulher não é capaz de entender. Por favor, não me irrite com esse tipo de bobagens. - E soltando-se bruscamente das mãos carinhosas da morena, saiu andando em direção à porta do quarto, batendo-a quando passou. Hisana suspirou tristemente, voltando-se para o espelho. O reflexo triste que aparecia não lembrava nem um pouco a pessoa cheia de vida que ela costumava ser antes. Estava prestes a sair do quarto quando ouviu barulhos. Aproximando-se da janela, viu a filha e o amigo, Ichigo, dançando no jardim. Rukia ria alto enquanto Ichigo tentava girá-la em um passo complicado, o que fez os dois cair no chão e explodirem em gargalhadas.
-Ah, minha filha, espero que siga o que o seu coração realmente quer, e não o que pensa que poderá fazê-la feliz. A lógica é inimiga dos sentimentos. - Falou enquanto pensava em seu casamento fracassado com Byakuya.


Aizen andava impaciente de um lado para o outro enquanto esperava Hirako aparecer. O amigo estava bastante atrasado, e se não aparecesse em 10 minutos o deixaria para trás e iria para a maldita festa branca sozinho. Uma batida rápida na porta fez com que o moreno se dirigisse para fora de casa, dando de cara com um sorridente loiro.
-Desculpe-me meu amor, acabei me atrasando. Você não sabe o quanto é difícil me arrumar para estar à sua altura - Shinji disse debochado.
-Vamos logo, não quero me atrasar para a festa. –Aizen respondeu impaciente, entrando em seu carro.
-Não quer se atrasar para a festa ou se atrasar para se encontrar com a senhorita Yamamoto? –Hirako perguntou malicioso.
-Vou fingir que não te ouvi, seu doente. –O moreno parecia irritado, mas Hirako tinha razão, ele não via a hora de se encontrar com Seline.
-Hahahahaha, vamos logo então, Aizen. Não quero ficar no meio do seu romance. –O loiro levantou as mãos, debochando do amigo

Aos poucos a mansão Kuchiki se enchia de convidados. Orihime, Neliel e Grimmjow foram os primeiros a chegar da turminha de Rukia, que ficou muito feliz ao vê-los. A ruiva foi correndo tirar o namorado do lado da morena, e Neliel resolveu cumprimentar a amiga.
-Nossa, sua mãe realmente se esforçou nessa festa, hein? –A esverdeada comentou fascinada. A festa ocorria no quintal, que estava decorado com esculturas gregas, lírios, campânulas e camélias. As toalhas eram decoradas com arabescos dourados muito discretos, dando um toque de requinte e sofisticação, junto com os guardanapos cor de creme, os talheres de prata, a louça de porcelana chinesa, as taças de cristal e os delicados arranjos de flores. O cardápio era todo em francês, sendo que a única coisa que podia se entender eram as bebidas.
-Claro que sim. - Rukia disse indiferente. - Minha mãe sempre gostou de mostrar o quanto é boa no que faz e ama decorar lugares, então ela se divertiu bastante com isso.
A morena estava distante, e Nelliel não estava gostando disso, então tratou de dar um jeito de distrair a amiga.
-E então, você e o Ichigo? – Nel perguntou maliciosa.
-Ca-calada. Não há nada entre nós. E, aliás, ele namora a Orihime. Quem olharia para mim com alguém como ela por perto? –Rukia disse envergonhada.
-Olha amiga, garanto que você pode se surpreender. –Neliel adorava falar com segundas intenções, o que deixava Rukia muito irritada.

-Chega desse assunto! Olha lá, a Seiren acabou de chegar. –A morena desviou o assunto. –Vamos lá cumprimenta-la.

Aizen e Hirako conversavam com Ukitake, Kyoraku e Urahara, enquanto suas acompanhantes foram cumprimentar a anfitriã. Aizen parecia alheio aos assuntos que os outros quatro conversavam, seus olhos procuravam incessantemente por certa jornalista.

-Como eu estava dizendo... O que você acha, professor Aizen? –Kyoraku cutucou o professor de história, que saiu de seu transe.

-Me desculpe, sobre o que estavam falando? –Aizen perguntou sem jeito.

-Sobre a quantidade de mulheres bonitas nessa festa, principalmente as filhas do reitor Yamamoto. –Hirako respondeu debochado.

-E onde elas estão? –Sousuke perguntou interessado, mas logo se condenou pela atitude impulsiva.

-Professor Aizen, por acaso o senhor tem algum interesse nas minhas sobrinhas? –Ukitake perguntou desconfiado.

-Claro que não. Não deem ouvidos as bobagens que o Hirako fala. –Aizen mudou o rumo da conversa. –E por falar nisso, por que não trouxe sua esposa e sua filha?

-Risa está cuidando da mãe doente no interior, e Hiyori preferiu vir com a filha do Kurosaki, aquelas duas não se desgrudam mais. –O loiro respondeu entediado. –E você Urahara, quando sai o casamento?

-Bom, eu e Yoruichi estamos pensando nisso, mas ainda temos muitas coisas para fazer. –Urahara respondeu constrangido.

-Ora Hirako, não seja desagradável. –Ukitake o repreendeu.

-E você deveria arrumar uma namorada. –Kyoraku comentou com a língua. –Você e o Aizen já passaram da hora de se casar.

-De novo com esse assunto, Shunsui? –Nanao apareceu atrás do marido, puxando-lhe as orelhas. –Deixe os rapazes em paz, seu velho chato.

-Minha pequena Nanao, linda como sempre. –Shunsui respondeu embriagado. –Que deleite para os meus olhos.

-Eu peço desculpas pelo comportamento do meu marido, nos deem licença. –Nanao respondeu educada. –Dê lembranças a minha irmã, Hirako.

Rukia, Neliel, Grimmjow, Ichigo e Orihime estavam todos juntos quando Seiren e Shuuhei chegaram. O casal foi direto para a roda de amigos, que conversava muito animada. Seiren foi cumprimentar as garotas, enquanto Shuuhei olhava para tudo com espanto e curiosidade, já que nunca havia participado de uma festa desse nível.

-Seiren, como você está linda. –Rukia disse animada, abraçando a Yamamoto mais velha.

-Obrigada amiga, você também linda. –Seiren respondeu gentil.

-Uma pena a Rukia não ter ido se arrumar com a gente na casa da Lin. –Lamentou Neliel. –E por falar na Lin, onde ela está?

-Logo ali. –Apontou Orihime. Assim que a ruiva concluiu a frase, o grupo parou para olhar, pois a Yamamoto caçula, que estava acompanhada de Toshiro. Aizen não gostou nem um pouco do que viu, deixando bem claro seu aborrecimento.

-É impressão minha ou está rolando algo entre eles? –Grimmjow indagou curioso.

-Claro que não, eles são apenas bons amigos. –Rukia disse séria. –Além disso, nós sabemos muito bem por quem o coraçãozinho da nossa amiga bate.

-Ah é, a Seiren me contou. –Shuuhei lançou um olhar cúmplice para a amada.

-Pelo visto só eu não sei. –Ichigo resmungou. –Quem é o felizardo?

-Em breve você vai descobrir. –Orihime respondeu enigmática, beijando o namorado.

Seline usava um vestido estilo morcego branco, com decote em V, que valorizava seus seios siliconados e desenhava suas curvas. Usava poucas e discretas joias, além do tradicional colar de lua e uma sandália colorida. O cabelo estava ondulado e preso para o lado com duas mechas para frente, e uma maquiagem marcante e sensual.   Ela e Toshiro estavam se dirigindo para o grupo de amigos quando foram parados por Yoruichi e Unohana, fazendo com o que o garoto deixasse a jornalista para trás.

No caminho até seus amigos, uma garota chamou muito a atenção de Toshiro. Ela morena e baixinha, aparentando estar no colegial, e estava acompanhada de outra garota, uma loirinha de maria-chiquinha.

-Vai olhar muito para a minha irmã? – Ichigo perguntou enciumado.

-Ah foi mal, não sabia que ela era sua irmã. –O garoto de cabelos brancos respondeu acanhado, mas não parava de olhar para Karin Kurosaki, que estava linda em um vestido branco com detalhes em preto.

Rangiku estava vestida feito uma biscate, com um decote até o estomago, seus peitos pareciam que iriam fugir a qualquer momento. O humor da loira estava o pior possível, por causa da briga que tivera com Ichimaru, que não queria saber de casamento. Ela se se encostou a uma arvore, observando a orquestra tocar, nem percebendo que alguém parou ao seu lado.

-Até quando vai continuar com essa tromba comigo? –Ichimaru perguntou em seu tom habitual.

-Eu não tenho nada para falar com um homem que não me leva a sério. –A secretária respondeu irritada.

-Você está sendo infantil. –Ichimaru riu, segurando o queixo de Rangiku. –Eu tenho algo importante a lhe dizer.

-Lá vem você me querendo me passar uma conversa. –Rangiku revirou os olhos de raiva. –Como eu já disse, estou cansada desse nosso relacionamento às escondidas. Nem no cinema nós podemos ir como um casal comum. Se for pra ser desse jeito, eu prefiro ficar sozinha. Tudo bem que eu já tive muitos homens, mas eu estou séria agora.

-Eu sei disso, e é por isso que eu tenho uma coisa pra te dar. –Ichimaru fitava os olhos azuis da loira de maneira intensa. Ele se ajoelhou na grama e retirou uma caixinha de veludo do bolso. –Rangiku Matsumoto, você quer casar comigo?

-Mas é claro que sim, seu idiota! –Rangiku pulou no pescoço do amado, e os dois caíram na grama, chamando a atenção de algumas pessoas. –Gente, eu finalmente estou noiva!

Os pombinhos foram ovacionados pelos convidados, já que a maioria dos presentes sabia que isso estava mais do que na hora de isso acontecer. Seline olhou a cena com nostalgia, mas logo seu semblante se tornou triste e vazio.

-Seline minha querida, não me diga que você ainda gosta daquele idiota? –Yoruichi perguntou com uma sobrancelha arqueada.

-Claro que não, só... É impossível não me lembrar do que aconteceu quando vejo algo assim. –A Yamamoto caçula deu um longo suspiro.

-Não fique assim, logo você vai suspirar. Aliás, sua irmã me disse que você conhecer alguém na Seireitei. –Unohana soltou uma risadinha maliciosa. –E a propósito, ele está vindo pra cá.

-Quem é o bonitão? –Yoruichi perguntou curiosa, virando-se para olhar. –Seline sua safadinha, você não perdeu tempo, hein?

-Isso não é verdade, parem de falar besteiras. –Seline respondeu irritada. –Eu não tenho e não quero ter nada a ver com ele.

-Boa noite senhoritas. –Aizen cumprimentou sedutoramente o trio.

-Boa noite professor Aizen. –Yoruichi e Unohana o cumprimentaram animadas.

-Boa noite. –Seline respondeu indiferente.

-Olha Unohana, o reitor Yamamoto. Vamos lá cumprimenta-lo! –Yoruichi arrastou a médica para longe dali, deixando os dois sozinhos. –Seline queria mata-las com os olhos. –Até depois!

-Divirtam-se! –Unohana deu uma piscadinha.

-É uma bela festa. –Aizen comentou normalmente, tentando iniciar um conversa com a jornalista. Ele usava um terno cinza com uma camisa de linho branco. Ele estava sem óculos e o cabelo estava penteado para trás, lhe dando uma aparência ainda mais atraente. –Você está muito bonita.

-E eu dispenso os seus galanteios baratos. –Seline olhava para todos os lados, menos para o professor, deixando-o muito irritado. –Achei eu você não frequentava esse tipo de festa.

-Para tudo existe uma primeira vez. –Aizen encarava a garota sem parar, que o ignorava.

-Acho melhor você sair de perto de mim, não quero me incomodar com aquela patética novamente. –Seline olhou para Aizen com tédio, que se controlava para não fazer besteira. Ela se preparava para se juntar aos seus amigos, quando ele a segurou firmemente pelo braço. –Ei, vai estragar meu vestido!

-Minha companhia é tão ruim, ou você não se aguenta de vontade para se esfregar no seu novo brinquedinho? Acha que eu não vi vocês dois chegando agarradinhos? Já não bastava aquela dança indecente no meio do refeitório, e agora isso? Você é muito abusada mesmo. –Aizen quase espumava de ciúmes, estava tão obcecado pela Yamamoto caçula que já a tratava como se fosse sua.

-Seu asqueroso, nunca mais chegue perto de mim! –A jornalista deu uma bofetada no professor, e em seguida jogou espumante em sua face.

Seiren e os demais assistiram a tudo, preocupados. Momo vibrou com a discussão e saiu correndo atrás de Sousuke, mas o que ela não contava era cair em uma poça de lama, e se sujar dos pés a cabeça, se tornando motivo de piada.

-É feinha, parece que hoje não é seu dia de sorte. –Grimmjow comentou debochado.

-Escuta aqui garota, não te avisaram que essa é uma festa BRANCA? –Rukia perguntou entre gargalhadas. –Seguranças! Tirem essa penetra daqui.

Momo saiu arrastada por dois brutamontes, que a jogaram na calçada como se fosse um cão sarnento. Seu ódio por Rukia e seus amigos só crescia, principalmente Seline. Ela se sentou no meio fio e começou a chorar copiosamente, sendo amparada por Izuru.

-O que você quer? Veio rir de mim também? –Momo perguntou histérica.

-Como pode achar que eu seria capaz disso? Vem, eu vou te levar pra casa. –Izuru disse gentil, estendendo a mão.

-Tanto faz. –A morena deu de ombros, aceitando a ajuda.

Aizen tentou correr atrás de Seline, mas foi impedido por Seiren, que o aconselhou a deixa-la sozinha. Pelo menos por enquanto. Ele bufou contrariado, mas acatou o pedido da Yamamoto mais velha, que o ajudou a se limpar.

Seline acabou entrando em um jardim suspenso, sentando-se em um balanço. Ela se balançava lentamente, fitando as esculturas de grama.

-Há quanto tempo, minha adorável Lin... –Uma voz muito familiar tirou Seline de seu transe. Sua expressão vazia logo mudou para de surpresa e raiva.

-Você aqui? Essa noite só piora...



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